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No próximo domingo (12), a Casa Balea, equipamento cultural localizado em Olinda, vai promover um leilão virtual. Com o objetivo de movimentar a cena das artes plásticas local, e ainda levantar renda para a própria casa e expositores, o evento online vai reunir 40 artistas com um total de 60 obras à venda. 

Com curadoria de Raoni Assis, artista e idealizador da Casa Balea, o leilão vai oferecer obras de diversos nomes das artes plásticas de diferents gerações. Estarão disponíveis ilustrações, desenhos, aquarelas, acrílica, óleo, esculturas e bordados, assinados por nomes como Ayodê França, Joana Liberal, Max Motta, Roberto Ploeg, Juliana Lapa, Raoni Assis, Airton Cardim, Iza do Amparo, Marcusso, Ianah Maia, Felipe Lops, Demétrio Albuquerque, Bisoro, Shiko, Cavani Rosas e Rayana Rayo, entre outros.

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A transmissão do certame acontece pelo canal do YouTube da Casa, no próximo domingo (12), às 16h. O leilão será apresentado pelo ator e cantor Rafael Cavalcanti, e contará com algumas participações especiais. Os lances poderão ser dados através dos comentários no canal e os pagamentos serão efetuados via boleto e cartões de crédito ou débito. 

Serviço

Leilão Balea

Domingo (12) - 16h

YouTube.com/casabalea

Tatuar o corpo pode parecer uma atitude bastante moderna, no entanto, essa forma de expressão já contabiliza mais de cinco mil anos de história. Um dos registros mais antigos foi descoberto nos restos mortais de um homem que teria vivido 3.300 anos antes de Cristo. Os pesquisadores que encontraram o fóssil, em 1991, chegaram à conclusão de que Ötzi - como foi batizado -, teria tatuado diversas linhas em seus punhos e tornozelos a partir da fricção de carvão em cortes verticais feitos na pele. 

Os desenhos gravados na pele já vistos com preconceito, no entanto, com sua popularização e a profissionalização de tatuadores, hoje é cada vez maior o número de adeptos. Mais que isso, à tatuagem foi conferido o status de arte e, assim sendo, está conseguindo conquistar cada vez mais o respeito das pessoas na sociedade.

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O caráter artístico vem chamando a atenção não só do público que decide se tatuar, mas também de artistas que antes se dedicavam a outras formas de expressão até se encontrarem com as tintas que, ao invés de pincel, pedem agulhas para se expressar. 

João Lin (@joaolin) é um deles. O artista tem em seu currículo trabalhos com ilustração, quadrinhos, teatro, vídeo arte, intervenção, design, literatura e música experimental. Há dois anos, após desenvolver um projeto pontual em que a tatuagem estava presente, ele descobriu um mundo de possibilidades que lhe arrebatou. "A minha intenção no início não era me tornar tatuador de fato, era fazer uma experiência como artista visual com um novo suporte e novas ferramentas que seriam desse universo. Mas o que aconteceu é que como eu não tinha essa clareza da dimensão dele e como isso também ia dialogar com o que eu já fazia, eu me surpreendi com as possibilidades e também com as descobertas que eu fui fazendo à medida que comecei a tatuar". 

Ele conta que começou a aprender a nova técnica com o amigo e tatuador Nando Zevê, proprietário do ZV Tatuagem e Galeria, onde hoje Lin atende seus clientes. O aprendizado o impactou não só tecnicamente mas, também, criativamente: "na verdade, ampliou muito a minha visão de desenho, a minha surpresa inicial grande foi quando eu percebi que meu desenho foi mudando quando eu comecei a tatuar por questões muito diversas". 

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João conta que encontrou nessa área uma complexidade e uma forma de expressão mais poderosas do que ele podia imaginar e que a relação de troca que há na tatuagem se manifestou de forma intensa em seu trabalho. "Eu sempre achei uma coisa muito desafiadora você trabalhar, construir uma marca com o outro. Isso eu acho super complexo. O desenho é um elemento só, a tatuagem de fato ela é muito mais ampla. Isso eu sempre achei algo quase inatingível. Ter essa abertura de construir dessa forma um trabalho de desenho, normalmente os desenhistas trabalham muito individualmente, eu achava muito difícil que eu pudesse na tatuagem ter de fato esse trânsito e essa condição de fazer algo que depende do outro de uma maneira essencial". 

Raoni Assis (@assisraoni) e Nando Portela (@nandocportela), que atuam no Nyx Stúdio, também são tatuadores com experiências prévias nas artes visuais. O primeiro - que, inclusive afirma não se achar um tatuador mas sim "um ilustrador que tatua" -, partiu para as agulhas após alguns amigos pedirem desenhos seus para tatuarem. Trabalhando com a arte na pele há cerca de quatro anos, ele fala sobre as particularidades do ofício: "É uma superfície diferente. É específico, o próprio ritmo da mão, você não tem a mesma velocidade (como quando faz uma ilustração). É uma técnica específica, assim como quando você faz na parede com spray, com tinta acrílica, com aquarela, cada coisa tem o seu jeito. Eu faço só desenhos meus, ainda me quebro muito de fazer, gosto muito de melar de tinta os meus trabalhos e na tatuagem não dá, aí pra chegar no que eu gosto eu ainda me quebro muito". 

O "ilustrador que tatua" trabalha no estilo free hand, que consiste em criar desenhos na hora diretamente na pele do cliente. Ele comenta que a relação de confiança e responsabilidade de estar marcando sua arte em outra pessoa é algo que faz diferença na hora de criar: "Eu acho que a parte mais difícil pra mim é essa, é em uma pessoa. As primeiras que eu fiz foram em amigos, e eu sei o que eles estavam esperando, mas você fazer uma tatuagem num cliente aleatório, um negócio que vai ficar marcado, a pessoa tem que gostar muito do que você tá fazendo, ela já tem que gostar da sua linha de trabalho pra te chamar". 

Para Nando Portela, pintar em telas que saem caminhando por aí levando sua obra é algo tão significativo que já causou embates consigo mesmo: "Isso é uma coisa que já me gerou um conflito por conta da exposição em si, mas é massa. A questão de ver na pele, quando já está cicatrizada, já dá aquela felicidade". O tatuador começou a trabalhar com artes visuais em 2016, fazendo pintura em acrílica e murais, no ano seguinte já estava tatuando. "Em algum momento eu tive um insight e lembrei que na minha infância eu comentava que seria tatuador, e isso foi reprimido logo, mas depois eu me lembrei desse desejo", rememora o artista.

Portela acredita que a tatuagem, atualmente, tem um potencial de atração do público até maior do que outras expressões artísticas. Ele trabalha com desenhos próprios, inspirados na cultura popular pernambucana, com pitadas de movimento armorial e literatura de cordel, e sua produção na tatuagem já está lhe levando para outras expressões: "O meu trabalho individual me fez estudar o artesanato em si e de algum modo a tattoo me trouxe para a produção de artesão. Consegui ver que o traço que construí para a tattoo eu consigo levar agora para cerâmica e para madeira". 

Arte autoral

Poder tatuar a obra de um artista autoral é algo que vem ganhando cada vez mais espaço entre os adeptos da tattoo. Desenhos com traços característicos, que carregam com si uma assinatura, têm além de um estilo próprio um valor subjetivo maior. "Vai além não só de você ter uma exclusividade mas é esse tatuador que agora é reconhecido no lugar do artista plástico também, esse tatuador que vai trazer uma poesia, uma poética com ele. É o interesse da pessoa (cliente) de querer saber como essa pessoa construiu isso, o que faz a pessoa investir nesse tipo de trabalho, ser um artista que você se importa com a narrativa que ele traz, acho que isso é uma coisa bacana", diz Nando Portela. 

Para Raoni Assis, a construção da obra durante a tatuagem é mais complexa do que quando assina um contrato para criar uma ilustração. Esse já vem com cláusulas que garantem certa interferência do contratante, mas na tatuagem, isso não acontece e a construção do trabalho acaba sendo conjunta. "Eu acho que não tem muito limite (de interferência), é dentro do que você está disposto a fazer", sintetiza o artista. 

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Já João Lin afirma que se expressar através da tatuagem envolve uma mágica especial que o faz querer cada vez mais enveredar por esse caminho. Para ele, a intensidade da troca desde o contato inicial com seu cliente até o produto final confere à sua obra valor único que pode levar seu fazer artístico muito além: "É você perceber o seu desenho de uma forma dinâmica e viva. Ele ganhou vida porque ganhou a personalidade da pessoa, então já não é mais o desenho que tá no papel, o desenho do papel é só meu mas quando ele tá com você, você faz o seu discurso com aquele desenho. Então, não é mais o meu discurso apenas. O discurso daquele desenho é alterado pelo discurso de quem o carrega. Quem já vem da tatuagem acho que não percebe tanto isso, porque isso já é o que a pessoa faz, isso já é natural. Mas, pra mim, não era natural. Ver o desenho vivo foi uma experiência muito impressionante e foi o que me deixou com tesão de tatuar".

Imagens: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Um grupo de artistas se reuniu para promover um final de semana de protestos, discussão e microfones abertos, em Olinda. Nesta sexta (27), sábado (28) e domingo (29), na antiga Casa do Cachorro Preto, haverá espaço para spray, stencil, poesia e debate em um movimento que pede pela liberdade do ex-presidente Lula.

O encontro contará com o DJ Ari no Sana Beer, que na sexta (27), apresenta uma seleção de músicas de resistência; com o músico Niero, que, apresenta seu repertório no sáabdo (28); além de Raoni Assis, Raul Córdula, Shiko e Alex Bispo. Os artistas estarão ministrando oficinas de spray, stêncil e serigrafias. Outros artistas também poderão juntar-se ao movimento para repassar suas técnicas de trabalho. 

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Além disso, Raoni Assis estará ilustrando camisetas e bandeiras do público presente e Raul Córdula estará aplicando desenhos em peças. No domingo (29), o microfone estará aberto para quem desejar contribuir com poesias, músicas e falas. 

Serviço

Resistência

Sexta (27), sábado (28) e domingo (29) - 16h

A Casa do Cachorro Preto (Rua Treze de Maio, 99 - Cidade ALta - Olinda)

Gratuito

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Com uma programação plural, o Festival de Circo do Brasil chega a sua 13 ª edição. O evento começa nesta quinta-feira (5) e conta com 14 espetáculos e interverções artísticas. As atividades formativas, exposições e exibição de filmes acontecem nos teatros Apolo e Hermilo Borba Filho, no Paço Alfândega e em outros equipamentos culturais da cidade.

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O espetáculo Piccola Memória (SP) abre o evento, às 20h, no Teatro Santa Isabel. Os ingressos podem ser adquiridos no site do festival e custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). A montagem apresenta um formato que mescla circo, dança, música e teatro. A narrativa se constroe a partir das lembranças das personagens e há um resgate da tradição circense.

Já na sexta-feira (6), tem início a etapa formativa com o workshop 'Manual e Guia do Palhaço de Rua', ministrado pelo argentino Chacovachi. Além disso, fazem parte da programação o espetáculo ‘É Nóis na Xita’ (SP) e a exposição ‘OUROBOROS’, do artista plástico Raoni Assis.

A 13ª edição do Festival de Circo terá a presença de artistas e companhias internacionais como o Circo Pitanga (BEL), que traz os espetáculos ‘Rêves d’Èré' e 'Cordes Nuptiales', Paolo Nani (DIN), com duas apresentações solo, e os argentinos Chacovachi e Maku Fanchulini, que apresentam o novo show ‘Fritos e Refritos’.

O circo pernambucano também tem espaço na programação do evento. A Trupe Carcará, o Circo da Trindade e a Companhia Brincantes marcam presença no festival. Confira a programação completa.

Serviço

Festival de Circo do Brasil 'Clássicos dos Clássicos'

Quinta-feira (5)| 10 h a Domingo (15) | 10 h

Teatro Santa Isabel (Praça da República, s/n - Santo Antônio)

Teatros Apolo e Teatro Hermilo (Rua do Apólo, 121, Recife)

Paço Alfândega (Rua Alfândega, 35, Recife)

Cinema Museu (Aveida Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte)

R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

 

A Cow Parade, um dos mais famosos eventos de exposição de arte de rua, aportou pela primeira vez no Nordeste brasileiro, e o destino escolhido para a sua 11ª edição no Brasil foi o Recife. Nascida na suíça, a exposição consiste na exposição de vacas estilizadas por artistas locais e que ficam espalhadas pelas cidades por onde passam. “O Marco Zero é o símbolo do Recife, e receber isso aqui, pela primeira vez no Nordeste, é muito importante. O evento tem repercussão internacional e colocará Recife nessa vitrine artística”, comentou Ana Paula Vilaça, secretária de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.

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Raoni Assis foi o eleito para realizar a tradicional pintura ao vivo da primeira vaca. O artista visual é um dos 55 artistas locais a pintar as vacas que serão espalhadas pela cidade a partir de outubro. Segundo o grafiteiro, a ideia para o desenho no animal esculpido tem inspiração em um texto lido recentemente por ele, ‘O Sertão’, de Ascenso Ferreira. “Hoje a gente começa o trabalho aqui a céu aberto, mas na verdade ainda vou passar um mês concluindo o projeto junto com outras pessoas em um galpão”, explica. Para a sua vaca, ele escolheu cores neons e um visual de caveira, que ainda será terminado ao longo do mês.

“Recife é, primeiramente, uma terra fantástica, Pernambuco é muito rico em artistas talentosos. Acho que vamos ter uma edição extremamente criativa. Vamos fazer as vaquinhas dançar o frevo, o maracatu”, disse Catherine Duvignau, representante da Cow Parade no Brasil. Ela destacou que a partir de hoje estão abertas as inscrições para os demais 54 artistas que tenham interesse em decorar as vacas. Para participar é necessário acessar o site da exposição, preencher a ficha de inscrição e enviar o desenho do projeto pensado para a pintura. A escolha será divulgada no dia 13 de setembro.

Basta caminhar pela cidade de Olinda para perceber a atmosfera cultural que permeia a cidade. Não é à toa que o município recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, reconhecido pela UNESCO. Construções que passeiam por diferentes épocas e estilos contam histórias que fazem parte da construção identitária da cidade e de Pernambuco. No entanto, os espaços responsáveis por abrigar e difundir a cultura pulsante de Olinda não estão tendo a atenção necessária - e merecida.

A quase totalidade dos equipamentos culturais da cidade estão de portas fechadas para o público. Alguns, completamente abandonados. Outros, sem funcionar de maneira plena ou funcionando de forma precária.

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O Leiaja.com visitou cinco equipamentos culturais de Olinda: Teatro do Bonsucesso, Clube Atlântico de Olinda, Cine Olinda, Mercado Eufrásio Barbosa e Cine Duarte Coelho, e constatou que muitos estão desativados e à espera de reformas há anos. Em conversas com moradores, artistas e órgãos responsáveis pela gestão desses espaços, fica constatada a falta de atenção aos equipamentos que deveriam atrair turistas e garantir a movimentação cultural o ano todo na cidade eleita como a primeira Capital Brasileira da Cultura, em 2006. 

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"Qualquer cidade com potencial turístico e cultura deveria zelar por seus equipamentos culturais"

Gilú Amaral, músico da Orquestra Contemporânea de Olinda e morador do sítio histórico da cidade, destaca que a situação destes espaços soa contraditória, já que Olinda possui um grande potencial cultural e turístico. "Qualquer cidade com potencial turístico e cultural deveria zelar por seus equipamentos culturais. Em Olinda, eles simplesmente não existem. Isso causa um impacto econômico, além do artístico, e afeta também na geração de empregos", afirma.

Gilú também expõe a ausência de diálogo entre o poder público e moradores. "O Mercado Eufrásio Barbosa está há anos em uma grande reforma. O Cine Olinda passou por restauração durante a gestão de Luciana Santos (PCdoB), mas não voltou a funcionar. Muitas vezes, a gente deixa de tocar por falta de espaços", aponta.

O artista plástico e um dos donos da Casa do Cachorro Preto Raoni Assis fala ao LeiaJá que há muito tempo esses espaços estão sucateados e, por isso criou a Casa. "Nós abrimos a Casa do Cachorro Preto pra poder receber os amigos e dar vazão a uma produção nossa que não encontrava espaço nas galerias já consolidadas e muito menos nos equipamentos públicos que, desde essa época e antes, estavam fechados ou sucateados", relata.

"Nesse processo a gente viu muita coisa sendo empurrada com a barriga, muita falta de interesse de alguns setores, descaso com as peculiaridades da cidade, preconceitos em relação ao que é o próprio patrimônio. Algumas leis já começaram a existir sem abraçar os hábitos da cidade. Olinda é boêmia. Vejo a cidade como um polo de economia criativa. Mas, além da ausência de incentivo, a gente esbarra numa má vontade generalizada e ainda nos boicotes institucionalizados. Espero mesmo que isso mude, acho triste. É um desperdício", desabafa.

A Casa do Cachorro Preto foi fechada recentemente, deixando mais um vácuo entre as opções culturais do sítio histórico de Olinda.

Clube Atlântico de Olinda

A placa de metal enferrujada mostra os sinais do tempo e abandono que já tomam conta de todo espaço. Palco de grandes festas e shows, o Clube Atlântico de Olinda, no Carmo, foi interditado em Janeiro de 2017 por determinação do Corpo de Bombeiros, com a justificativa de não possuir plano de segurança contra incêndios e pânico. O Clube permanece fechado e o que se vê é uma estrutura que se desfaz aos olhos da população e do poder público.

Segundo moradores, o espaço virou abrigo e ponto de consumo de drogas. Durante a nossa visita, não encontramos dificuldades em entrar no Clube Atlântico,  pela ausência de seguranças. Mas, de acordo com o secretário de Cultura da cidade, Gilberto Sobral, a vigilância está sendo feita através de ronda motorizada.

Questionado sobre a existência de um plano de requalificação e reabertura do Clube, o secretário explica que a prefeitura está em busca de parceiros para ajudar na reestruturação do espaço. “O Clube Atlântico necessita de intervenções estruturais e estamos fazendo o levantamento do custo para buscar parcerias que possam ajudar a Prefeitura nessa reestruturação”, disse, ao LeiaJá.

Gilberto Sobral ainda afirma que tem se reunido com outras secretarias do município para traçar estratégias e anunciar o calendário de serviços de restruturação. “Mas é preciso obedecer outras demandas já deliberadas”, explica o secretário.

Cine Duarte Coelho

É com muita nostalgia que os moradores do Varadouro lembram dos tempos de funcionamento do cinema, das grandes filas e das histórias contadas na grande tela. O espaço funcionou até a década de 1960 e foi desapropriado em 1980. 

Por ordens da Prefeitura, os seguranças não permitiram a entrada da reportagem no local. Porém, nota-se uma estrutura que padece com o tempo, sem telhado, com lixo e matagal que tomam conta do que um dia foi um cinema.

Questionada sobre a falta de projetos, a prefeitura, por meio da assessoria, respondeu que estão aguardando verba do governo federal. "O Cine Duarte Coelho faz parte das ações do PAC Cidades Históricas, que sofreram contingenciamento por parte do Governo Federal", afirma a prefeitura.

Teatro Bonsucesso

Espaço de grande significado para grupos cênicos, o Teatro do Bonsucesso está sem atividade há anos. Segundo moradores do bairro do Bonsucesso, os 16 anos de gestão de Luciana Santos e Renildo Calheiros, ambos do PC do B, o espaço foi reaberto apenas uma vez. "Uma inauguração de fachada", disparou um morador vizinho. Grupos culturais surgiram ali e uma escola de teatro funcionava no espaço. Atualmente, o teatro popular está trancado e sem atividades culturais. 

Na entrada, o teatro tem pedras empilhadas e mato. Uma placa chama atenção: com o valor e o prazo de fim das obras, indicado como junho de 2016. A prefeitura não deu previsão para o funcionamento. "O Teatro Bonsucesso teve sua requalificação retomada e as cadeiras foram instaladas", explica a gestão municipal, em nota. 

Mercado Eufrásio Barbosa

Com uma arquitetura datada do século 18, o local foi a primeira Casa da Alfândega de Pernambuco e uma antiga casa de doces, e foi tranformado em mercado público e artesanato. Virou espaço para apresentações culturais e shows. Em 2006, foi interditado, pois havia risco de desabamento de parte do teto. 

Há três anos, o Eufrásio está completamente fechado para reformas e tem previsão, de acordo com a assessoria da Prefeitura, para que parte estrutura esteja pronta no segundo semestre de 2017. Os comerciantes da área relatam que há tempos o espaço está em reforma e que sempre as autoridades prometem entregá-lo, mas isso não acontece.

Museu de Arte Contemporânea - MAC

O museu, que ocupa os cômodos de uma antiga prisão, funciona de maneira precária há anos. Abrigo de obras importantes para a arte brasileira, a exemplo de quadros de Portinari, o Museu de Arte Contemporânea é administrada pela Fundarpe. Recentemente, houve uma tentativa de roubo a obras do acervo do local, que já não está aberto à visitação, apesar de a informação oficial dar conta de que o espaço está funcionando. A reportagem esteve no museu numa terça-feira, às 14h30, e encontrou as portas fechadas.

Cine Olinda

Inaugurado em 1911, o Cine Olinda está fechado há 51 anos e continua à espera de reformas. Durante três meses, o espaço foi ocupado como forma de protesto pelo movimento Ocupe Cine Olinda. Neste período, os ocupantes exibiram filmes, promoveram debates e até aulões pré-vestibular.

"Saímos de lá sem promessas ou perspectiva de requalificação do espaço. A não ser com as mesmas promessa feitas há 30 anos, a promessa vaga de reforma. Várias licitações para reforma foram feitas, houve até realização de compra de parte do equipamento que até hoje ninguém sabe dizer para onde foi. Mesmo depois da nossa saída, ainda continuamos a fazer pressão junto à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que assumiu a reforma e a realização de uma audiência pública para se discutir essa questão", diz, ao LeiaJá, Elaine Una, que participou da ocupação.

De dois meses para cá, a Fundarpe tem mantido um diálogo conosco. Ela nos informou que a verba para a requalificação do espaço foi liberada. Foi construído um projeto, mas não foi discutido com a sociedade civil. A gente não sabe se esse projeto atende às necessidades de um cinema público, popular e democrático", complementa.

Mesmo diante de cobranças e protestos, o Cine Olinda permanece sem exibições e trancado. De acordo com o segurança do local, o espaço recebeu este ano a visita de técnicos da Fundarpe, responsável pelo equipamento cultural, e engenheiros. Ele não soube informar a previsão para início das obras de requalificação ou reabertura. Os únicos indícios de obra são sacos de cimento e tijolos deixados no local.

Procurada pelo LeiaJá, a Fundarpe não respondeu aos questionamentos sobre nenhum dos espaços culturais em Olinda que estão sob sua responsabilidade.

A Prefeitura de Olinda afirma que acompanha e dialoga com a Fundarpe para saber o andamento de obras e abertura dos equipamentos culturais. "Estamos mantendo um bom diálogo com os órgãos estaduais de cultura. Acompanhando os passos dados pelo Governo do Estado no que dia respeito às obras de requalificação". 

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O artista Raoni Assis abre, nesta quinta-feira (6), sua sétima exposição individual, 'Erro'. A mostra fica em cartaz no espaço cultural e galeria mantido pelo próprio Raoni, a Casa do Cachorro Preto, localizada no Sítio Histórico de Olinda.

A exposição trará telas inéditas em acrílico, caneta Posca e spray, acompanhadas de manchas, traços e rabiscos. A mostra propõe trazer personagens carregados de simbologias, sem se prender a uma temática específica. De acordo com Raoni, o nome da exposição remete à busca da perfeição que não há de existir. “Temos a necessidade de conviver com o erro de forma a reconhecê-lo e tirar o melhor proveito dele. Sem culpas, sem tormentos, muito pelo contrário, aprendendo tudo o que puder com ele. É quase uma admiração”, disse, ao Portal LeiaJá.

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Gratuita, a abertura da mostra contará com a apresentação de Igor Taborg e convidados no Quintal Experimental. A visitação segue até o dia 31 deste mês, de quinta a domingo, nos horário das 16h às 22h.

Serviço

Abertura da exposição 'Erro', de Raoni Assis, com Igor Taborg e convidados

Quinta-feira (6) |19h

A Casa do Cachorro Preto (Rua Treze de Maio, 99 - Olinda)

Gratuito

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Nascida no início de junho deste ano, a Brigada da Hora - coletivo que reúne artistas plásticos e grafiteiros do Recife e Olinda - surgiu como um movimento pelo uso da arte em prol do engajamento político. A primeira ação do grupo se deu no Cinema Duarte Coelho, equipamento cultural abandonado da cidade olindense, e, nesta terça (28), uma reunião na Casa do Cachorro Preto, às 20h, decidirá as próximas atividades da Brigada. O artista plástico Raul Córdula, idealizador do projeto, conversou com o Portal LeiaJá sobre os ideais e ideias do coletivo. 

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Incomodados com o atual momento político que o país atravessa, Raul e sua esposa, a fótografa Amélia Couto, pensaram numa maneira de materializar seu decontentamento e, artistas que são, escolheram a arte como meio para tal: "Pensei na ideia de manifestar nossa indignação a respeito do momento político que vivemos, estampando no muro nossos protestos e clamando pela restauração da democracia", disse Raul. O casal foi então ao encontro de Raoni Assis, artista plástico e coordenador da Casa do Cachorro Preto (localizada em Olinda) e, juntos, recrutaram mais de 30 artistas visuais para um primeiro encontro. A ideia de usar o grafite como meio de comunicação foi imediata: "Considero a grafitagem uma forma de comunicação fantástica, melhor de que o outdoor, porque está no horizonte da pessoa que passa".

Nesta primeira reunião, o grupo deicidiu iniciar os trabalhos da Brigada com a intervenção no Cinema Duarte Coelho, abandonado há cerca de 40 anos. "O primeiro trabalho foi feito a partir da ideia de Raoni de pintar tudo de vermelho, escrevendo apenas a assinatura 'Brigada da Hora'. Esse nome serve tanto para definir a urgência política que o momento requer, quanto para homenagear o incansável artista lutador Abelardo da Hora", explicou Córdula. Durante a ação, ocorrida no dia 19 deste mês, vizinhos do imóvel chegaram a chamar a polícia: "Um casal de policiais, por sinal muito simpáticos, parou e nos disse que telefonaram dizendo que 'vândalos' estavam atujando no cine Duarte Coelho. Conversamos bastante e eles saíram numa boa, sem nenhuma desavença", contou Raul, esclarecendo não haver necessidade de uma preocupação com este tipo de abordagem. "No caso específico do Cine Duarte Coelho, nós interferimos num edifício fisicamente degradado portanto, qualquer interferência que não signifique depredação seria uma forma de utilizar este espaço de forma política e ética.Nosso trabalho continuará no Recife e em locais de Olinda fora do Sítio Histórico onde a questão patrimonial permita".  

Agora, a Brigada da Hora se prepara para discutir uma nova ação. Nesta terça (28), os artistas se reúnem na Casa do Cachorro Preto para idealizar a próxima intervenção. "Tudo ainda é muito novo, não temos uma programação definida, mas já temos uma doação espontânea de uma parede no Recife, e já estamos em contato com outras áreas para atuar", disse o artista plástico. Ele também explicou como a sociedade pode colaborar com o movimento: "Claro que existem algumas normas estéticas que precisam ser seguidas em função da finalização da ideia, mas todo apoio será muito bem vindo. A sociedade pode contribuir se engajando na luta, doando tintas, divulgando nas redes sociais nossos propósitos e imagens geradas".

Serviço

Reunião da brigada da Hora

Terça (28) | 20h

A Casa do Cachorro Preto (Rua Treze de Maio, 99 - Carmo)

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As poesias e crônicas do poeta Miró da Muribeca deixaram as ruas da cidade para virar histórias em quadrinhos. Publicada pela Casa do Cachorro Preto, a revista Tô Miró reúne 30 textos desenhados por cinco ilustradores: Raoni Assis, Flavão, Ayodê França, Shiko e Christiano Mascaro. O lançamento da primeira edição será no próximo sábado (30), às 18h, na Casa do Cachorro Preto, com as presenças dos quadrinistas e de Miró.

A primeira edição da revista tem uma tiragem de 300 exemplares de capa dura e título em relevo, assinada pelos designers Daaniel Araújo e Celso Hartkopf. Esta é a primeira publicação assinada pela Casa do Cachorro Preto e, também, a primeira vez que os textos de Miró são reunidos em uma HQ.

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Os escritos foram escolhidos pelo próprio poeta com a curadoria de Raoni Assis e Sheila Oliveira. Na seleção estão alguns bastante conhecidos como Belinha (Shiko), Elza (Flavão) e Sacos de Cimento (Raoni), Guarda-Roupa (Mascaro) e Vira-Lata (Ayodê), entre outros. Os ilustradores buscaram imprimir ao projeto todo o imaginário do autor conhecido por sua oralidade que dá imagem e poesia ao cotidiano das ruas da cidade ao passo que dão traço novo ao universo periférico, suburbano e contestador do poeta.

Confira este e outros eventos na Agenda LeiaJá.

Serviço

Lançamento da HQ Tô Miró

Sábado (30) | 18h

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de Maio, 99 - Cidade Alta)

 

 

 

 

 

Encerrando as atividades do ano de 2014, "A Casa do Cachorro Preto" realiza uma confaternização e um leilão de desenhos e cartazes de eventos no próximo domingo (21). As obras originias são de 12 artistas, como Ayodê França, Arbos, Beto França, Raoni Assis e Shiko, entre outros. O evento começa às 17h e o leilao às 19h30.

Regido por Rafael Gouveia, vocalista da banda Sebastião e os Maias, o leilão terá parte da arrecadação destinada a uma ação coletiva de arte urbana para 2015, envolvendo os artistas participantes. Já a Con Fra Ria, confraternização que acontece ao mesmo tempo na "A Casa", terá no comando do som os DJs Ravi Moreno, Vinicius Leso, Lais Bitu, Guma Farias e Gabriel Mago.

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Serviço

Con Fra Ria e Leilão do Cachorro

Dmingo (21)| 17h

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de maio, 99 - Cidade Alta)

Gratuito

(81) 3493-2443

Artistas que exibiram seus trabalhos na galeria da Casa do Cachorro Preto se reúnem na terceira edição da exposição Pilhagem. Além deles, a mostra também reúne nomes que irão expor suas obras no próximo ano no espaço localizado no sítio histórico de Olinda.

Entre os nomes presentes na mostra estão Ayodê França, Arbos, Beto França, Carol Merlo, Daaniel Araújo, Gabriel Azevedo, Greg, João Lin, Kelen Linck, Luiza Branco, Manu Purdia, Maurício Castro, Philipe Sidartha, Raoni Assis, Shiko, Teresa Dequinta, Valeria Rey Soto e Zeroff. A abertura acontece no próximo sábado (22), com discotecagem do DJ Ravi Moreno às 18h. A exposição vai até o dia 21 de dezembro.

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“Como fazemos todo ano, iniciamos em novembro a exposição que é um encontro para celebrar o encerramento do ano e anunciar as boas novas do próximo. É como se fosse um catálogo exposto. E ao mesmo tempo oferecemos ao nosso público boas opções de presentes de final do ano em obra de arte”, explica Raoni Assis, artista, curador e coordenador d'A Casa do Cachorro Preto.

O público encontra uma variedade de técnicas e ingredientes nos trabalhos, que utilizam suporte como tela, papel, madeira e azulejo. Todas as obras estarão a venda.

Serviço
Exposição Pilhagem

Até 21 de dezembro

Quinta a domingo | 16h às 21h 

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de maio, 99 - Olinda)

*Com informações da assessoria

O pernambucano Raoni Assis, Idealizador e organizador d'A Casa do Cachorro Preto, espaço cultural localizado no sítio histórico de Olinda, expõe pela primeira vez em São Paulo. A abertura de Penas Alternativas acontece no próximo sábado (8), no Centro Cultural Rio Verde, durante a festa Pernambucalizando. O evento conta com show da banda pernambucana Pé Preto e do DJ Ravi Moreno.

A exposição é um estudo sobre formas, geografias, fronteiras, identidades, cores e texturas. As técnicas e materiais, usados geralmente em murais e painéis de rua, como sprays e marcadores, variam sobre as telas. Nelas estão presentes os dilemas contemporâneos das liberdades e as lutas pela diversidade.

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Serviço

Penas Alternativas por Raoni Assis

Sábado (8) |21h

Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena, São Paulo)

R$ 25 (até 0h) e R$ 35 (após 0h)

A primeira edição do Base Apresenta, projeto de artes integradas que conta com recursos do Ministério da Cultura (MinC) e está sendo realizado no Estúdio Base, localizado na Rua da Aurora, chegará ao fim neste próximo domingo (29). Desta vez, a banda Pé Preto se apresentará ao vivo enquanto que o artista plástico Raoni Assis faz uma intervenção. A entrada é gratuita e o show terá início às 16h.

Durante os domingos de junho, quando o projeto foi realizado, uma banda, um músico ou um DJ criou e gravou uma trilha sonora exclusiva para uma intervenção. Outras atrações que fizeram parte desta primeira edição foram a banda Rua, que se apresentou na abertura da exposição Banzo, dos fotógrafos Beto Figueiroa e Tiago Calazans, com curadoria de Pri Buhr. 

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Quem também passou por lá foi o DJ Renato Damata, que fez trilha ao vivo para curtas metragens. Além disso, após as apresentações há debates para discutir cultura e processos produtivos. Neste próximo domingo (29) o bar do Retalhos estará funcionando e a exposição fotográfica Banzo continua em cartaz no 1º andar. 

Além do patrocínio do Minc, o Base Apresenta tem apoio da Prefeitura do Recife, do estúdio Fábrica, da Altovolts e do Restaurante Retalhos. A produção executiva é de Thaís Vidal, com coordenação artística de Tiago Calazans e curadoria de música e coordenação de áudio de Vinícius Nunes Lezo.

Serviço

Base Apresenta - Banda Pé Preto e Raoni Assis

Domingo (29) | 16h

Estúdio Base (Rua da Aurora, Edf. Hilda Medeiros - Santo Amaro)

Gratuito

Foi com a ideia de criar um projeto de artes integradas – unindo música, cinema, fotografia e artes plásticas – que surgiu o Base Apresenta. O projeto, que será realizado nos próximos domingos de junho (15, 22 e 29) no Estúdio Base, em bairro de Santo Amaro, também tem como foco conectar artistas e oferecer ao público uma experiência cultural. A programação começa às 16h.

Neste primeiro domingo (15), o Base Apresenta terá a apresentação musical das bandas Rua e Pé Preto e do DJ Renato da Mata. Enquanto os músicos produzem e gravam uma trilha sonora ao vivo, o público poderá ouvir as músicas e ver o processo de criação em um telão. Após a apresentação, haverá um debate.

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O evento também vai contar com uma intervenção dos fotógrafos Beto Figueiroa, Tiago Calazans e do ilustrador Raoni Assis, com a exposição Banzo. Os três artistas vão se reunir para disseminar e fortalecer a cultura local de uma maneira diferente.

Serviço
Base Apresenta
Domingo (15) | 16h
Estúdio Base (Edfício Hilda Medeiros. Esquina da Rua do Lima com a Rua Aurora – Santo Amaro)
Gratuito

PROGRAMAR - 1º DE MAIO - 10H30

A pré-estreia do curta-metragem O Gaivota, animação em 2D de Raoni Assis, será realizada nesta quinta-feira (1º), às 20h, na Casa do Cachorro Preto, em Olinda, e contará com exibição de outros curtas. O filme conta com recursos do Funcultura Audiovisual e tem entre os apoiadores o Portomídia, o Estúdio Base e a produtora Contratempo. A entrada é gratuita.

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O filme de Raoni Assis foi concluído e está em finalização em DCP para iniciar sua distribuição em festivais. A história trata da relação de um trabalhador e do seu apego, das suas frustrações e das suas nostálgicas. Um dos destaques da obra é a trilha sonora. Uma das músicas foi composta por Raoni Assis e Juliano Holanda, e é cantada por Expedito Baracho, e outra é da banda Variant.

O curta foi concebido, elaborado, produzido e animado por artistas e produtores que fazem parte da Casa do Cachorro Preto. O Gaivota tem roteiro de direção de Raoni Assis, produção executiva de Manuela Andrade, direção de arte e animação de Ayodê França, edição de Paulo Leonardo e edição de som de Ravi Moreno. 

Serviço

Pré estreia do curta O Gaivota, de Raoni Assis

Quinta-feira (1º), às 20h

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de maio, 99 – Cidade Alta de Olinda)

Gratuito

(81) 3493 2443

Curtas que serão exibidos:

Expresso, de Paulo Leonardo

Somos somos, de Paulo Leonardo

Reminiscências, de Clarissa Machado

O Papa-figo, de Paulo Leonardo

Hotel do coração partido, de Raoni Assis

Abrupto, de Ayodê França e Paulo Leonardo

O Gaivota, de Raoni Assis

 

Nesta segunda-feira (9), às 19h30, o Cinema São Luiz vai receber a pré-estreia do filme Fora da Ordem, com direção de Thaís Vidal. O curta-metragem é um documentário sobre a arte e a relação com o mercado sob a visão de seis artistas pernambucanos, Beto Figueiroa, Raoni Assis, Kléber Mendonça Filho, Cristiana Tejo, Pedro Vilela e Siba Veloso. A entrada é gratuita.

O documentário levanta questões importantes sobre a cultura e a arte, que perpassam as escolhas de cada personagem, mas também a dimensão social e o papel que elas assumem. Em janeiro de 2014 o filme vai para a Inglaterra, onde participará, em Bristol, do programa Recife The Playable City, um intercâmbio para produtores, artistas e tecnólogos que conta com o apoio do Porto Digital.

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Serviço

Pré-Estreia do filme Fora da Ordem

Segunda (9) | 19h30

Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 - Boa Vista)

Gratuito

Chega ao fim à exposição Mancomunado, do artista plástico Raoni Assis n'A Casa do Cachorro Preto. A mostra explorou temas como a aproximação e o desapego às intolerâncias, trouxe cores fortes e manchas para expressar diversos dilemas da contemporaneidade. Ao todo foram trinta desenhos, em suportes como papel, madeira e acetato. O encerramento acontece a partir das 17h do próximo domingo (30).

As atrações da festa de encerramento são a Banda Dessinée, Dunas do Barato e o músico Juliano Muta. O DJ Ravi Moreno também integra a lista de atrações, comandando a festa com muita música negra. As bandas possuem referências diversas, mas todas flertam com o movimento tropicalista, que serve como grande temática para a noite.

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Serviço

Noite Tropicália

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de maio, 99 – Varadouro, Olinda)

Dom 30 | 17h

R$ 15

A Casa do Cachorro Preto recebe neste domingo (02), às 17h, a exposição Mancomunado, do artista plástico e publicitário Raoni Assis. A mostra, que segue até o dia 30 de junho, apresenta o cotidiano de pessoas comuns, até mesmo estereótipos, e aposta na aproximação e no diálogo para o desapego às intolerâncias. Além disso, os objetos trazem uma coleção de referências que transformam citações em evocações.

Na exposição, as peças são compostas por desenhos em papel e superfícies alternativas como madeira e acetato, com as mais variadas técnicas (posca, aquarela, nanquim, grafite, esferográfica e pirógrafo), que alargam o conceito e a percepção da arte de rua, do papel, das paredes e telas. Mancomunado marca a volta do trabalho de Raoni ao seu próprio espaço expositivo, A Casa do Cachorro Preto, onde ele só havia realizado uma individual, na inauguração, cerca de uma ano atrás. “Comecei a produzir essas peças depois que abri a Casa do Cachorro Preto. Elas sofreram influências dos eventos que aconteceram, mas não têm cara de cartazes. Eu uso essas peças, da comunicação, voltada para as artes plásticas”, disse o artista plástico ao LeiaJá.

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Música - Além da abertura da exposição, acontece o lançamento do disco A arte de ser invisível, do cantor e compositor Juliano Holanda. Ele, que também é produtor musical, tem um currículo que inclui mais de 100 composições gravadas, participações em 50 discos e milhares de palcos pisados.

Serviço

Abertura da exposição Mancomunado

Domingo (2) a 30 de junho l 16h às 21h

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de maio, 99 – Olinda)

Gratuito

Uma das marcas das festas que acontecem n’A Casa do Cachorro Preto são os cartazes personalizados que os artistas locais realizam. Pensando nisso, os responsáveis pela produção dos cartazes, estão reunindo os trabalhos e realizando uma exposição coletiva.  A abertura da mostra acontece nesta quinta (28), às 19h, n’A Casa do Cachorro Preto.

São 35 obras emolduradas, posterizadas ou coladas como lambe-lambe – com algumas à venda na loja da galeria. As obras são dos artistas Raoni Assis, Ayodê França, Shiko, Jeims Duarte, Daaniel Araujo, Mascaro, Acidum Grupo, Manoel Quitério, ZV, Ink Love, Rodrigo Monte e SKaz, Ramona, Otavio Stadler e Isabella Alves. Além da exposição, a festa de abertura conta com o som do DJ Ravi Moreno. 

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Serviço

Abertura da Exposição Coletiva

Quinta (28), às 19h

A Casa do Cachorro Preto (Rua 13 de Maio, 99, Cidade Alta – Olinda).

Gratuito

3493 2443

A exposição Escombros, do artista plástico e ilustrador Raoni Assis, chega a sua segunda temporada e aporta no restaurante Capitão Lima, no centro do Recife. As obras que participam da mostra foram criadas com entulhos e restos de construções e, nas mãos do artista, ganham novos significados, sem se descaracterizar.

As intervenções de Raoni - no que seria considerado lixo por muitos -, já foram expostas no espaço de arte proposto por ele, A Casa do Cachorro Preto, em Olinda. A mostra no Capitão Lima não tem data pré-definida para encerrar.

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Serviço
Escombros, de Raoni Assis
Capitão Lima (Rua do Lima, 102, Santo Amaro)
Informações: (81) 9885-0480

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