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Pela primeira vez, em 2019 a procura por investimentos em ações superou a pesquisa por ativos de renda fixa na plataforma de busca e comparação de investimentos Yubb, que apresenta diferentes opções para a possível composição de uma carteira.

A renda fixa - tirando os títulos do Tesouro - representou cerca de 16% das pesquisas feitas no site até 10 de dezembro, enquanto as ações somaram aproximadamente 18% do total. A diferença pode parecer pequena, mas no decorrer do ano houve uma mudança significativa no cenário de procura na plataforma: em janeiro, a renda fixa ficava com uma fatia de 30% das buscas e as ações, com 8%.

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Historicamente, a renda fixa é preferência de investidores brasileiros. De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), considerando fundos de investimento no mercado de varejo, atualmente mais de 75% do volume financeiro está alocado em renda fixa, somando R$ 468 bilhões. Em fundos de ações, a alocação fica em 5% do total, ou cerca de R$ 32,7 bilhões.

Com a queda na taxa básica de juros da economia, a Selic, que atingiu o piso histórico de 4,5% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os investimentos em renda fixa perderam rentabilidade. Aplicações tradicionais como caderneta de poupança, fundos atrelados à taxa DI, que acompanha de perto a taxa Selic, e os títulos do Tesouro Direto indexados pela Selic não serão capazes de proteger o investimento do brasileiro da perdas inflacionárias projetadas para o IPCA, a inflação oficial. Outros, como LCI, LCA e CDB têm a rentabilidade muito reduzida.

Risco

Para fazer o dinheiro render mais, o investidor terá de se expor a risco. Mas, para o fundador do Yubb, Bernardo Pascowitch, é cedo para dizer que há uma mudança no raciocínio do brasileiro sobre investimentos. O aumento nas buscas no site estão mais atreladas ao que caracteriza como uma "onda". Segundo ele, a quantidade de propagandas sobre fundos de investimento compostos por renda variável, fundos multimercado e ações tem crescido nos últimos meses, além de o assunto ter ganhado visibilidade no noticiário recentemente.

Pascowitch ressalta que, de fato, a possibilidade de maiores ganhos está, hoje, na renda variável, mas isso não quer dizer que as garantias e seguranças da renda fixa serão encontradas na Bolsa quando o investidor passar a comprar ações. Há para a renda fixa, por exemplo, a presença do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege perdas de até R$ 250 mil em determinados investimentos, algo que não existe em nenhum ativo de renda variável.

Caco Santos, planejador financeiro da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar) já enxerga um movimento do investidor brasileiro, ainda que lento, rumo à renda variável. E diz esperar que isso se concretize no médio e longo prazos, por considerar que uma quantidade boa de investimentos em renda variável mostra uma "economia mais madura e saudável".

O número de pessoas físicas na Bolsa brasileira é recorde e quase dobrou na comparação entre os meses de novembro de 2018 e de 2019, passando de 789 mil para 1,59 milhão de pessoas.

Santos afirma que a entrada no mundo das ações deve ser muito bem calculada. "É um processo educativo. Tenho de começar a me acostumar e trabalhar para me educar no novo mercado. Não adianta querer correr uma maratona logo depois de começar a engatinhar. Tem de ir aos poucos, treinando", diz. "Não existe fórmula mágica sem se dedicar ao estudo. O roteiro é sentar, abrir livro, site e estudar."

Além disso, o investidor precisa saber quanto de risco está disposto a correr e quanto pode, de fato, perder de dinheiro, porque, segundo o planejador, "chacoalhadas de mercado existem e vão acontecer". "É necessário um preparo emocional para investir em ações, não só técnico." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O novo corte da Selic, os juros básicos da economia, causa grande impacto no principal tipo de investimento dos brasileiros, a renda fixa. Com a queda de 0,75 ponto porcentual, para 7,5% ao ano, a rentabilidade do Tesouro Selic, de alguns CDBs e de fundos de investimento em renda fixa (os Fundos DI) se aproximou e, em alguns casos, até perdeu para o retorno da caderneta de poupança. O retorno de um investimento de um ano em Fundo DI com taxa de 1% de custódia, por exemplo, passa a ser de 4,98%, a mesma rentabilidade da poupança para o período.

"Para quem precisa de um investimento em curtíssimo prazo e não tem mais de R$20 mil para aplicar, a poupança acaba sendo mais vantajosa por não ter cobrança de taxas de administração e ser isenta de Imposto de Renda", explica Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina. Mas a poupança também perde com a queda da Selic. Com a taxa básica abaixo de 8,5%, a remuneração da caderneta passa a ser a Taxa Referencial (definida pelo Banco Central) mais 70% da Selic.

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O raciocínio do professor se confirma com as taxas de custódia cobradas pelos fundos. De acordo com dados da Anbima, associação que representa instituições do mercado financeiro e de capitais, a taxa média de administração desses fundos é de 2,59% para investimentos até R$ 1 mil; 1,07% até R$ 25 mil; e 0,91% de R$ 25 mil a R$ 100 mil. Para o professor de Economia da Fecap, Joelson Sampaio, o importante é que o investidor não invista caso a taxa não seja inferior a 1%. A sugestão dele é que se procure alternativas como CDBs e Letras de Crédito Imobiliário ou Agrário, as LCI e LCA. Nenhum deles tem incidência de IR, mas exigem mais tempo de investimento para terem melhor rentabilidade.

No caso das LCI e LCA, a maioria dos bancos de varejo espera aportes de entrada acima de R$ 30 mil, mas é possível encontrar opções a partir de R$ 5 mil em pequenos bancos.

Tesouro

Mais comum na carteira dos investidores brasileiros, o Tesouro Direto também sente o efeito da queda dos juros, mas ainda apresenta títulos atrativos em comparação à poupança.

Se o objetivo for manter o dinheiro investido por mais de um ano, até mesmo o Tesouro Selic ganha da caderneta, ainda que se desconte o IR. Mas é possível apostar em alternativas mais rentáveis. É caso dos títulos pré-fixados de vencimento de curto e médio prazo, até 2023. Há, ainda, o Tesouro IPCA+, que entrega rendimento baseado na inflação passada somado à expectativa de juros reais. "Protege da inflação no período. É boa opção para prazos maiores de 5 anos", indica o economista Marcos Silvestre.

"Os juros reais, aqueles que já descontam a inflação, estão na casa dos 4% a 5%, muito positivos para o investidor", diz o professor da Saint Paul Alan Ghani. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A crise envolvendo a JBS e Michel Temer causou tensão no mercado. A B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou queda de mais de 8% no Índice Bovespa nesta quinta-feira (18), o que resultou em prejuízo para os investidores.

Apesar da forte retração, especialistas recomendam cautela, principalmente antes de liquidar um investimento. "Ainda não há uma tendência para os preços dos ativos", diz a professora de Finanças do Insper Juliana Inhasz, que espera uma definição mais clara na próxima semana.

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Diante de eventos que causam apreensão e incerteza no mercado, a tendência é que os preços fiquem instáveis em um primeiro momento e depois sigam determinada direção. Caso o investidor liquide suas aplicações nesse primeiro momento, pode amargar a subida dos preços logo na sequência ou então não encontrar opções de aplicações que lhe deem o retorno desejado. Christian Lupinacci, do Portal do Trader, sugere calma por parte do aplicador. "Melhor um prejuízo de 10% do que outro de 30%", afirma.

Professor de Finanças da Fecap, Eduardo Contani diz que a reação dos mercados ontem pode ter sido exagerada. Ele espera que as perdas sejam revertidas nos próximos dias, ainda que os preços não voltem ao patamar anterior.

A recomendação geral é que o investidor que pretende aplicar recursos em algum ativo busque títulos de renda fixa de prazo mais longo ou fundos cuja carteira seja composta por eles.

Alexandre Cabral, professor de finanças da FIA, recomenda o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Tesouro Selic (título pós-fixado, cuja rentabilidade segue a variação da taxa de juros básica da economia) e Tesouro IPCA (título que tem a rentabilidade composta por uma taxa predefinida no momento da compra mais a variação da inflação).

"Até R$ 5 mil, o investimento ideal para curto prazo, entre um e dois anos, é o Tesouro Selic. Para o médio prazo, entre cinco e seis anos, é CDB de banco. E para longo prazo, com retirada em 2030, 2040, o ideal é Tesouro IPCA. Quem tem mais de R$ 5 mil, deveria investir em CDB de banco para curto e médio prazo e Tesouro IPCA no longo", afirma o professor.

No entanto, o investimento em títulos pré-fixados deve ser encarada com cautela, já que ainda não existe uma certeza sobre o que vai acontecer com a taxa de juros.

"Temos uma perspectiva com o mercado futuro, mas pode ser que ele não se concretize", destaca Christian Lupinacci. "Ainda não podemos afirmar se é melhor apostar em investimentos pré-fixado ou pós-fixado", diz.

Pensar no longo prazo também vale para ações e a recomendação é que o investidor busque papéis que oscilem menos. "Para essas ações, mesmo que o mundo desabe, sua variação é bem menor do que a média. E mesmo quando o mercado sobe, a ação sobe menos que a média. Os investidores que possuem esse tipo de aplicação em sua carteira acabam tendo uma perda menor", explica Contani, da Fecap. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O corte na Selic em 0,75 ponto porcentual não minou a atratividade dos investimentos em renda fixa, segundo analistas. Mesmo com a trajetória de queda da taxa básica de juros, o recuo da inflação têm garantido um juro real alto nessas aplicações, como títulos públicos, títulos privados e fundos de renda fixa.

"Estamos com um juro real corrente por volta dos 7%, então o CDI está nos proporcionando um ganho melhor do que o que está explícito", afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper. "Já para o longo prazo, como a aposentadoria, é importante que o investidor tenha um pedaço do seu portfólio referenciado à inflação para se proteger."

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Segundo a Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), os fundos de renda fixa só perdem para a poupança caso a taxa de administração supere 2,5% ao ano. "A renda fixa ainda é muito vantajosa. Já quem quiser diversificar indo para a bolsa precisa pensar no longo prazo, pois são operações de risco e ainda há muitas incertezas", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac.

A vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos provocou uma realocação internacional das carteiras dos investidores. A renda fixa foi uma das mais afetadas, com os aplicadores se desfazendo de títulos para aplicar em ações. Esse movimento fez o mercado de bônus mundial perder US$ 1,5 trilhão em valor desde o dia das eleições, segundo estimativa do Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos do mundo.

Nos Estados Unidos , os investidores saíram do mercado de bônus e foram para as bolsas, em busca de setores que devem ser beneficiados pelo governo Trump, como o financeiro, petróleo e saúde. Outro movimento foi a fuga de recursos de emergentes. Do dia das eleições, 8 de novembro, até ontem, a retirada de capital somou US$ 10 bilhões.

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A aposta de adoção de políticas pró-crescimento por Trump, com medidas de corte de tributos e aumento de gastos públicos, fez com que os agentes elevassem as expectativas de inflação para os EUA, que estão no maior nível em 12 meses. Com isso, espera-se que os juros do país tenham alta mais acentuada. Isso fez os investidores realocarem suas carteiras.

Emergentes. As moedas de emergentes, destaca o IIF, têm sido particularmente afetadas pela realocação das carteiras. "Tensões têm sido mais pronunciadas em países com maior necessidade de financiamento externo, como Brasil, México, África do Sul e Turquia", afirma o relatório

Já as economias com maior perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como Índia e Indonésia, têm tido impacto mais moderado, ressalta o IIF.

As saídas estão ocorrendo em várias regiões dos emergentes e tanto das aplicações de renda fixa quanto de renda variável. Na renda fixa, a fuga de recursos na última semana é a maior em cinco anos, superando o chamado "Taper Tantrum" em 2013, quando o Fed falou pela primeira vez que iria reduzir os estímulos monetários extraordinários no país.

Mesmo com o corte da taxa básica de juros, os fundos de investimento e demais aplicações em renda fixa seguem como os mais indicados para quem busca bom retorno com baixo risco. A poupança continua sendo vista como última opção porque rende bem menos que a Selic.

Em 2015, quem investiu na caderneta perdeu 2,35% do poder de compra. Com a Selic atual, a rentabilidade da poupança perde para os fundos de renda fixa cujas taxas de administração sejam inferiores a 2,5% ao ano. O juro precisaria retornar aos 8% para a poupança render 70% da Selic e se tornar mais atrativa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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“Crise” é a palavra da vez, tendo assustado muita gente. Apesar do contexto negativo ao qual a palavra costuma estar associada, economistas enxergam de outra forma: para quem não está endividado, quem pretende investir, o cenário, na verdade, é favorável.

Para os especialistas, o importante é entender que o que dá certo para uma pessoa não funcionará necessariamente para outra. Além disso, estar bem esclarecido com relação ao tipo de retorno que se deseja (a curto, médio ou longo prazo) já é um pontapé inicial na escolha da modalidade de investimento. 

>> Caderneta de poupança terá primeira perda real desde 2002 

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Os LCI e LCA são incentivados pelo Governo Federal, tendo isenção do Imposto de Renda para pessoa física, costumando obter retornos superiores ao da caderneta de poupança. Na prática, quem investe em LCI está emprestando dinheiro ao banco para financiar o setor imobiliário, enquanto no LCA o valor segue ao setor de agronegócio. 

Outra vantagem é por se tratar de um investimento de baixo risco. E por isso, Tiago Andrade recomenda que as pessoas busquem os bancos de menor porte. Essas instituições costumam oferecer maiores taxas de retorno ao investidor. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) também protege os valores em caso de quebra do banco em investimentos de até R$ 250 mil.

O Tesouro Direto é um programa que dá condições de investir em títulos da dívida federal. “Ele está emprestando dinheiro para o governo e é remunerado por isso”, traduz consultor Arthur Lemos.  

Também de baixo risco, os títulos públicos têm taxas de retorno atrativas. Há três grandes categorias: títulos prefixados, para quem acredita que a taxa acordada será maior que a taxa de juros básica da economia (Selic); pós-fixados indexados à inflação; e pós-fixados indexados à taxa Selic.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é ainda outra possibilidade. São títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendidos como forma de captação de recurso. No caso, o investidor está emprestando dinheiro para quem emitiu o título, podendo ser um banco ou uma empresa. Os juros do empréstimo são o rendimento do investidor. Esses podem ser prefixados, pós-fixados ou flutuantes, quando mudam de acordo com a variação de um índice

Ainda há outras possibilidades menos recomendadas, como o Fundos de Renda Fixa Referenciados DI. Essa modalidade tem uma boa liquidez, mas as taxas de administração trazem uma rentabilidade não atrativa. 

Imóveis – Há quem diga que entrar no setor de imóveis é sempre um ganho. Para Tiago, houve um crescimento no setor de imóveis nos últimos 10 anos, mas que não devem ser repetidos. Segundo o analista, estatísticas apontam que está havendo uma queda na rentabilidade da área. 

Arthur Lemos também destaca que é mais um dos casos que se exige cautela. “O investidor tem que conhecer não só o imóvel, mas a região precisa ter a compreensão de valorização da propriedade nos próximos anos”, ele ressalta, lembrando que há uma oferta maior que a demanda, o que resulta em redução de preço.

Apesar disso, o consultor ressalta dois pontos: “É preciso que se observe o valor das taxas de administração, entrada e saída. Algumas previdências, levando em consideração esses valores, não são tão competitivas. E é algo de longuíssimo prazo”.

Ações – É consenso entre os especialistas que para entrar no mercado de ações é preciso saber com o que está lidando. “Pode entrar, mas vai ser preciso estudar. Tem que entender muito bem”, comenta o assessor de investimento da Athena Investimentos, Tiago Andrade.  Ele não recomenda fazer especulação, sendo preciso conhecer a empresa da qual está se tornando sócio. “Há muitas ações desvalorizadas, que exigem uma análise para comprá-las e conseguir sair ganhando”, completa Tiago.

Poupança – Não é o momento para apostar na caderneta de poupança por um motivo muito simples: o rendimento atual é inferior à inflação. Com isso, por mais que o valor depositado aumente, o consumidor vai perder poder de compra. 

Com a elevação em 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic) pelo Copom - para 11,75% ao ano -, os fundos de renda fixa ficam mais atrativos para a carteira dos investidores em relação à caderneta de poupança. Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos de renda fixa com taxas de administração de até 1% ao ano rendem mais do que a poupança seja qual for o prazo de resgate. À taxa de 1,5%, o rendimento da caderneta só se iguala aos fundos com resgate em até seis meses; à taxa de 2%, os fundos superam a poupança a partir de um ano de investimento.

"A vantagem dos fundos em relação à poupança deve crescer cada vez mais no próximo ano, com a sinalização da nova equipe econômica de que teremos um ciclo de aperto e de alta de juros", explica Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac.

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Na simulação, com o novo patamar da Selic, a poupança rende ao ano 7,44% ao ano (6,17% mais a Taxa Referencial). Assim, um investimento de R$ 10 mil vai valer, ao fim de 12 meses, R$ 10.744. A mesma aplicação em um fundo com taxa de administração de 1,5% pagaria mais ao investidor, totalizando R$ 10.783.

Desde agosto do ano passado, quando a Selic chegou a 9% ao ano, os rendimentos das poupanças antiga e nova foram igualados. Com a Selic maior do que 8,5%, ambas as cadernetas rendem 0,50% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da Taxa Referencial (TR). Sobre o investimento em poupança não há incidência do Imposto de Renda.

Taxas

A competitividade dos fundos de renda fixa, no entanto, está atrelada à taxa de administração, que tem relação direta com o montante aplicado. A vantagem da renda fixa é preponderante com taxa de até 1,5% - que é mais do que os investidores de pequeno porte costumam pagar.

"Só os grandes aplicadores conseguem taxas tão baixas. O investidor comum hoje obtém taxas entre 2% e 2,5% ao ano", afirma Oliveira. "Para conseguir uma taxa de 2% (que garante a vantagem da renda fixa frente à poupança no longo prazo), o investidor precisa colocar pelo menos uns R$ 5 mil, R$ 10 mil. Menos que isso, só a taxas maiores, e aí a poupança rende mais."

Para Otto Nogami, professor de economia do Insper, é preciso que o investidor tenha cautela e busque opções de taxas competitivas no mercado. "A gente tem que tomar um pouquinho de cuidado com a taxa de administração e com o prazo. É preciso colocar tudo na ponta do lápis", diz o professor. Para ele, a partir de 12% ao ano, porém, os fundos seriam vantajosos em praticamente qualquer ocasião.

A renda fixa fechou o primeiro semestre como aplicação mais rentável. No acumulado do ano até novembro, só perdeu para o dólar, que apresentou uma escalada no último mês.

Cenário

Com a indicação do governo de novas altas na Selic para equilibrar a economia e controlar a inflação, Oliveira, da Anefac, recomenda que o investidor opte por fundos e títulos pós-fixados. "Para acompanhar essa nova onda da Selic, o investidor deve apostar nos pós-fixados, como nos fundos DI, por exemplo, e não em pré-fixados, que seriam mais apropriados num cenário estável", diz.

Para Otto Nogami, o pequeno investidor deve se manter na poupança. "Dada a perspectiva nebulosa que ainda temos, indiscutivelmente quanto mais seguro melhor", diz. "Já o investidor de médio porte, que conta com a ajuda de algum especialista, pode diversificar entre poupança para o curto prazo, renda fixa para o longo prazo e Bolsa, que ainda guarda boas oportunidades", diz. A recomendação do professor para esse perfil seria de 50% na renda fixa, 40% na poupança e 10% em Bolsa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 3,232 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central, nesta segunda-feira. Em fevereiro de 2013, o resultado havia sido positivo em US$ 924 milhões. No acumulado do ano, entraram no País US$ 5,865 bilhões para renda fixa, ante US$ 993 milhões no mesmo período do ano passado.

O investimento em títulos negociados no exterior ficou negativo em US$ 673 milhões em fevereiro de 2014. No mesmo período do ano passado, o saldo dessas aplicações ficou negativo em US$ 664 milhões. No acumulado do ano, o valor passou de negativo em US$ 689 milhões nos dois primeiros meses de 2013 para negativo em US$ 7 milhões no mesmo período de 2015.

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Ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras, dentro e fora do País, ficou negativo em US$ 393 milhões em fevereiro. No mesmo período do ano passado, estava positivo em US$ 1,600 bilhão. No acumulado do ano até fevereiro, o valor era positivo em US$ 5,244 bilhões em 2013 e ficou negativo em US$ 984 milhões em 2014.

O saldo para ações negociadas no País ficou negativo em US$ 403 milhões em fevereiro e está negativo em US$ 204 milhões bilhões no acumulado de 2014. Em relação aos papéis negociados no exterior, o investimento estrangeiro ficou positivo em US$ 10 milhões no mês passado e está negativo em US$ 777 milhões no acumulado do ano.

A procura dos investidores do varejo e de alta renda por fundos DI cresceu 18,7% em 2013 em relação a 2012, para R$ 92,9 bilhões, fazendo com que a participação no total investido em fundos subisse de 30,5% em 2012 para 38,4% em 2013, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira, 20, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A participação dos fundos de renda fixa, em contrapartida, caiu de 49,9% em 2012 para 42,2% em 2013. Para o presidente do subcomitê de varejo da Anbima, Marcos Daré, o crescimento dos fundos DI e queda da renda fixa ilustra a mudança no ambiente para os investimentos, marcado principalmente pela alta da taxa Selic.

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O estudo mostrou ainda aumento nas alocações dos clientes de alta renda, acima de R$ 8 mil a R$ 10 mil ao mês. De acordo com a Anbima, essa categoria de investidor aumentou em 8,7% seus investimentos, sendo responsável por 64% do total investido em fundos e produtos de tesouraria em 2013, com um total de R$ 341,4 bilhões. O varejo, por sua vez, teve participação de 36% no total, de R$ 190,2 bilhões, uma evolução de 0,3%.

O número de clientes de varejo alta renda aumentou 3,3% para 2,3 milhões em 2013, enquanto o de varejo cresceu 2,2% para 4,95 milhões.

Os clientes de varejo cresceram em regiões como o Norte, Nordeste e Centro-Oeste mostrando a ascensão da classe C, de acordo com Daré. No Norte, essa evolução foi de 10,9% para 148 mil; Nordeste de 10,6% para 697 mil; e Centro-Oeste de 10,2% para 422 mil. No Sudeste houve estagnação, em 4,69 milhões de clientes, e no Sul, um aumento de 4,7% para 1,276 milhão.

O estudo de varejo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) não envolve investimentos em poupança, produtos de previdência e de corretoras.

O estoque de renda fixa da Cetip atingiu R$ 2,441 trilhões em dezembro, alta de 7,5% na relação anual. Na comparação com o mês de novembro houve um aumento de 1,2%. O boletim divulgado pela Cetip mostrou que os títulos com isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoa física foram os destaques do mês.

O estoque de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) na Cetip alcançou ao final do mês passado R$ 97 bilhões, aumento de 56,45% em relação ao visto em dezembro de 2012. O estoque de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) avançou 36,36% no mês passado, na mesma base de comparação, para R$ 45 bilhões.

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Entre os estoques de títulos ligados ao setor agrícola, as Letras de Crédito Agrícola (LCA) chegaram em R$ 29 bilhões, com uma ampliação de 31,8% ante o mesmo período do ano passado.

Entre os títulos de emissão corporativa, o volume de estoque de debêntures avançou 15,7% em dezembro, para R$ 585 bilhões. Esse estoque, informa a Cetip, inclui as emissões de leasing.

Captação Bancária - Dentre os produtos de captação bancária, a evolução do estoque das letras financeiras (LF) se manteve na contramão do desempenho dos Certificado de Depósito Bancário (CDBs). "Isto nos leva a observar uma provável migração parcial do volume de CDBs para LFs, em especial entre os investidores institucionais. Para pessoa física, esta migração é muito restrita pelas próprias características da LF: ausência de liquidez e ticket de entrada (R$ 150 mil), além do prazo mínimo de dois anos de vencimento", lembrou a Cetip no documento.

Em novembro, o estoque de CDBs chegou a R$ 587 bilhões, uma queda de 9,7% em relação ao observado um ano antes. Já o estoque de LF chegou a R$ 285 bilhões, um aumento de 20,8% na mesma base de comparação.

Por fim, o estoque de Depósito Interfinanceiro (DI) chegou a R$ 658 bilhões em dezembro, alta de 5,3% na relação anual, informou a Cetip.

O mercado de renda fixa emergente voltou a perder recursos. Levantamento do mercado global feito pelo Royal Bank of Scotland (RBS) com dados da consultoria EPFR Global mostra que fundos de renda fixa emergente registraram saída líquida de US$ 1,6 bilhão na semana encerrada em 11 de dezembro. O ritmo de saída aumentou em comparação à média recente e mostra maior cautela dos investidores com a perspectiva de reversão da política monetária dos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, a retirada de recursos equivaleu a 0,67% da carteira na semana, ritmo maior que a média de saída de 0,47% observada nas últimas 29 semanas. O movimento observado nos últimos dias reverte complemente o ingresso equivalente a 0,63% registrado na semana até 4 de dezembro. Segundo o RBS, carteiras de renda fixa emergente perderam recursos em 27 das últimas 29 semanas.

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A pesquisa mostra que a saída de recursos foi liderada pelas carteiras que têm títulos em moeda local - como o real brasileiro ou o rublo russo. Nesse segmento, houve saída líquida de US$ 1 bilhão na semana, valor equivalente a 0,95% da carteira. Esse foi o pior resultado em 15 semanas. Nos fundos que usam como referência moedas centrais - como o dólar norte-americano ou o euro - foi registrado fluxo negativo de US$ 534 milhões ou 0,53%. Também houve saída de investidores nas carteiras que usam cesta de moedas.

Por região geográfica, a Ásia liderou a saída de recursos, com captação negativa de 0,71%. Fundos na América Latina amargaram saques de 0,46% do total da carteira e a saída na Europa emergente somou 0,40%.

Em setembro, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) surpreendeu investidores ao manter os estímulos monetários. A decisão gerou uma reversão no fluxo de recursos para os mercados emergentes, que viviam, até então, uma verdadeira sangria do dinheiro de estrangeiros. Nessa mudança de tendência, o Brasil foi beneficiado e viu aumentar sua participação no mercado global de renda fixa emergente em moeda local. O México, ao contrário, teve saída de recursos. A informação consta de um levantamento divulgado nesta sexta-feira (25), pelo Royal Bank of Scotland (RBS).

Segundo o levantamento feito com dados da consultoria EPFR Global, o Brasil terminou o mês de setembro com o equivalente a 12,3% de todos os recursos alocados nas carteiras de renda fixa emergente em moeda local em todo o mundo. A fatia é maior do que os 11,9% observados em agosto e mostra a maior participação brasileira em seis meses. Segunda maior economia da América Latina, O México, ao contrário, amargou saída e sua fatia caiu de 11,3% em agosto para 10,8% em setembro. Com a queda, a parcela mexicana recua para o mesmo nível observado em julho. Mesmo assim, o México continua como o segundo país do mundo que mais atrai estrangeiros para a renda fixa em moeda local.

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O terceiro país que mais atrai estrangeiros para a renda fixa é a Rússia. Em setembro, fundos com títulos em rublos detinham participação de 10,3% na renda fixa emergente, parcela superior aos 10% observados em agosto. Com o aumento, a fatia russa do mercado atingiu o maior patamar desde junho de 2008.

Entre os demais países, a Polônia é destino de 8,1% dos recursos globais alocados em renda fixa em moeda local, seguida pela Tailândia (4,5%), Hungria (4,1%), Coreia do Sul (2%) e República Checa (0,6%), segundo a pesquisa RBS/EPRF Global. Outros países como Turquia, África do Sul e Filipinas têm participação mais relevante na renda fixa emitida com papéis em moedas fortes, como o euro ou dólar.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País somou a robusta quantia de US$ 7,245 bilhões em setembro. Para se ter uma ideia da grandiosidade do número, no mesmo mês de 2012, o resultado havia sido positivo em US$ 736 milhões.

No acumulado do ano até setembro, entraram no País US$ 27,833 bilhões para aplicações neste investimento ante US$ 4,094 bilhões vistos no mesmo período do ano passado. Já o investimento em títulos negociados no exterior ficou negativo em US$ 1,116 bilhão em setembro de 2013. No mesmo período do ano passado, essas aplicações ficaram positivas em US$ 1,474 bilhão.

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Em tempos de doses diárias de dólar para segurar o câmbio, juros que sobem e descem em apostas futuras, um vai não fica do programa de afrouxamento monetário do banco central americano - que está bagunçando as mentes e os mercados mundiais -, o investidor pessoa física precisa estar ciente que não são só aplicações em bolsa de valores que requerem "sangue frio".

No investimento em renda fixa, hoje em dia, principalmente em títulos públicos por meio do Tesouro Direto, certas rentabilidades negativas estão tirando o sono de muita gente. Mas é só respirar e fazer absolutamente nada ou aplicar mais nos títulos públicos.

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Na sexta-feira, 23, alguns desses títulos, que nada mais são do que uma dívida emitida pelo governo brasileiro em que ele se compromete a devolver os recursos no final de um prazo com uma remuneração determinada, perdiam mais de 20% de seu valor no ano. Não é à toa que o investidor se assusta, já que essa queda é maior até mesmo que a da Bolsa que no ano tem perdas de 14,63%. Os fundos de investimentos que aplicam em títulos prefixados também estão perdendo rentabilidade no ano.

A explicação técnica para esse movimento de queda, que parece pouco natural para um investimento de renda fixa, atende pelo nome de "marcação à mercado". Basicamente, isso significa que os títulos precisam refletir os preços que estão sendo cobrados naquele instante. É como se você verificasse que na tabela de preços dos automóveis de ontem, seu carro valesse R$ 25 mil. Mas você sabe que hoje o mercado não está tão bom e só vai conseguir vender por R$ 22 mil. Logo, você só pode contar com esse valor.

Nos casos dos títulos públicos, quando chegarem ao vencimento, eles valerão exatamente aquilo que foi acertado na compra. Sendo assim, quem aplicou em fundos de renda fixa prefixados ou no Tesouro Direto e não tem alguma emergência, que o dinheiro seja indispensável, deve esperar o título vencer ou os rendimentos voltarem ao normal.

Esse também é um bom momento de investir no Tesouro Direto, de acordo com André Massaro, consultor e educador financeiro. Isso porque os juros oferecidos estão valendo à pena, mais do que a poupança ou CDBs ou fundos de investimentos. Mas é preciso ter visão de longo prazo. São três as opções de rendimento: uma taxa prefixada, outra indexada à inflação e uma terceira pós-fixada. Na primeira, fecha-se uma rentabilidade (que na sexta-feira era de quase 11% ao ano com papel vencendo em 2019) até o vencimento. É possível encontrá-los sob as siglas Letra do Tesouro Nacional (LTN) e as Notas do Tesouro Nacional, série F (NTNFs).

A outra opção está oferecendo ganhos de 5% ao ano acima da inflação, representadas pelas Notas do Tesouro Nacional, série B (NTNBs) e na terceira alternativa, o título acompanha muito próximo a taxa básica de juros, a Selic, dando um desconto de apenas 0,03%. É pós-fixada pois se sabe o rendimento na medida em que se define a Selic. Essas são as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs).

As taxas oferecidas hoje são melhores do que as do ano passado, quando esses títulos, em um movimento contrário do atual, estavam registrando ganhos de 40% ao ano e não a queda de 20% atual. Para que o investidor não se confunda, está-se falando aqui de duas taxas, a que é acertada na hora da compra, que acompanha o título até seu vencimento, e aquela que retrata a "marcação a mercado".

Custo

Outra vantagem do Tesouro Direto, segundo Massaro, é que o investidor paga menos em taxas para os bancos. Isso porque o serviço prestado pelas instituições nestes casos é apenas de corretagem e variam de zero a 0,5% ao ano sobre o investimento, além de uma taxa de 0,30% ao ano cobrada pela Bolsa de Valores, onde esses títulos ficam custodiados. E esses custos são iguais para quem tem R$ 30, que é o mínimo exigido no investimento, ou R$ 1 milhão.

Para se ter uma base de comparação, alguns fundos que permitem aplicação mínima de R$ 50 cobram pelo menos 2,6% ao ano de taxa de administração. Além disso, o risco que o investidor corre é diretamente o do governo brasileiro e não da instituição financeira onde está aplicando o recurso.

Somente pessoas físicas podem aplicar por meio dessa ferramenta, e, segundo informações do Tesouro Direto, o volume investido ao longo dos anos chegou a R$ 10,3 bilhões em julho deste ano, quase 15% mais do que há um ano. Passa de 66% o total investido em títulos indexados à inflação e ao todo são 357.914 investidores operando.

Para investir, basta procurar um banco ou corretora, fazer o cadastro e operar pelo próprio site. Grandes bancos como BB, Itaú e Bradesco cobram 0,5% de corretagem, já a Caixa e o Santander, 0,4%. Algumas corretoras independentes como CGD, Corval, Spinelli, Título e Tullett não cobram taxa de corretagem.

E para aquele investidor que ainda está perdido: na semana passada, o Banco Central anunciou que fará leilões diários de venda da moeda americana para conter a escalada do dólar e conseguiu de fato reduzir a cotação na sexta-feira, 23; os juros futuros estão subindo, em parte acompanhando a própria alta da Selic; e, tanto os juros como o câmbio estão sendo influenciados pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), acabe com um programa de compra mensais de US$ 85 bilhões em títulos que teve início depois da crise mundial de 2008 com o objetivo de injetar dólares na economia, o tal do afrouxamento monetário. O fim desse dinheiro fácil, acaba por pressionar as moedas e os mercados internacionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A poupança continua batendo em rentabilidade os fundos, apesar da alta da taxa básica de juros para 8,5% ao ano. Mas a alta de 0,5 ponto na Selic na quarta-feira e a perspectiva de mais elevações até o fim do ano devem ajudar a recompor os ganhos da renda fixa, opinam especialistas.

Simulação da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, com a Selic a 8,5% ao ano, os fundos só começam a ser mais vantajosos que a poupança nova quando a taxa de administração é igual ou inferior a 1,5% e o prazo de resgate é superior a dois anos. No caso da poupança antiga e nas mesmas condições, os fundos só ganham quando têm taxa de 1% ou menos.

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Com rendimento atual de 70% da Selic mais a Taxa Referencial, a caderneta é isenta de Imposto de Renda e taxas, o que a torna um investimento simples e atrativo. Entre os fundos, incide uma alíquota regressiva de Imposto de Renda e taxas de administração, que podem corroer os ganhos.

"Com esse movimento inverso (de alta dos juros), a poupança começa a ficar não tão competitiva quando comparada aos fundos DI, por exemplo", afirma Fábio Colombo, administrador de investimentos. Ele frisa, contudo, que a caderneta ainda é uma boa opção para aplicações de curto prazo.

"A partir de agora, sempre que a Selic subir, os fundos ganharão mais e ficarão mais competitivos", afirma Miguel Oliveira, diretor de estudos econômicos da Anefac. O movimento é inverso ao do ano passado, quando os sucessivos cortes do juro básico fizeram o governo alterar as regras da caderneta para que ela rendesse menos. Mesmo assim, a poupança continuou com melhor rentabilidade na comparação com a maioria dos fundos, segundo o histórico de estudos da Anefac. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Bradesco BBI foi a instituição que mais originou operações de emissão de títulos de renda fixa em 2012, participando com R$ 27,7 bilhões em transações, sendo 25,3% do total captado no mercado, mostra ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), divulgado nesta quarta-feira. No ranking das instituições que mais distribuíram operações de renda fixa ao mercado no ano passado, o líder é o Itaú BBA, com R$ 13,14 bilhões em operações, ou 29,5% do total.

O ranking de "originação" mostra emissões que podem ter ficado na carteira dos bancos que coordenaram a operação. No ranking de distribuição estão somente operações em que houve esforço para colocação no mercado.

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No ranking das instituições que mais atuaram como líderes e colíderes de emissões no mercado externo, a lista é encabeçada pelo banco norte-americano JPMorgan, que atuou em R$ 26,3 bilhões de operações externas em 2012.

No ranking de originação, o segundo lugar é ocupado pelo Itaú BBA, com R$ 23,5 bilhões de operações (21,6% do mercado), e o terceiro pelo Banco do Brasil, com R$ 21,3 bilhões (19,5%). O ranking de distribuição tem em segundo lugar o Bradesco BBI, que distribuiu R$ 7,2 bilhões (16,1% do mercado) e o BTG Pactual em terceiro, com a distribuição de R$ 6,9 bilhões de operações de renda fixa (14,7%).

O ranking de captações externas traz em segundo lugar o Banco do Brasil como a instituição que mais atuou como líder e colíder nas emissões feitas por empresas brasileiras, participando de US$ 26,1 bilhões de emissões, seguido pelo Citigroup, com US$ 22,5 bilhões de operações externas.

Em operações de renda variável, o ranking de originação de 2012 da Anbima é ocupado pelo BTG Pactual, com R$ 1,6 bilhão, seguido pelo Bradesco BBI (R$ 1,59 bilhão) e pelo BB (R$ 1,48 bilhão). O ranking de distribuição de renda variável do ano passado tem como líder o BTG Pactual, com R$ 3,5 bilhões, seguido pelo Itaú BBA (R$ 1,54 bilhão) e pelo Bradesco BBI (R$ 1,38 bilhão).

Investir em renda fixa como garantia de ganho alto no fim de cada mês tem jeitão de conselho ultrapassado. No Brasil do juro elevado das décadas passadas, ir ao paraíso era ter a chance de viver com o rendimento das aplicações. Mas a realidade agora é outra, bem mais difícil para os investidores.

A taxa de juros básica da economia (Selic) em 7,25% ao ano tem obrigado o investidor a mudar de estratégia para ganhar mais. Hoje, são necessários 96 anos para dobrar o poder de compra do recurso investido em um fundo de renda fixa, mostra um estudo do banco Opportunity - levando em conta uma aplicação cujo imposto de renda é de 15% e inflação de 5,4% ao ano. O período só é valido se os juros não forem alterados.

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Para efeito de comparação, em 1999, na adoção das metas de inflação no governo Fernando Henrique Cardoso, eram necessários seis anos para dobrar o poder de compra do patrimônio investido - os juros chegaram a 45% ao ano. No início do governo Lula, em 2003, a Selic foi a 26,5% ao ano, e levava-se sete anos para conseguir o mesmo feito.

"A gente tem um investidor brasileiro acostumado com a renda fixa que sempre rendeu muito. Ele estava habituado a ver ganhos expressivos, acima da inflação e, de uma hora para outra, deixou de ter esse rendimento tão alto", diz Christian Lenz, responsável pela área comercial do Opportunity Asset Management.

Sair da aplicação em renda fixa não significa um ganho maior. E isso tem sido um problema. Até sexta-feira, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve uma valorização de apenas 1,44% neste ano. A alta em 12 meses é de 4,73%. A recomendação dos especialistas é a mesma de sempre: não colocar todos os recursos em apenas um investimento. Há algumas opções no mercado que podem garantir um ganho maior para os investidores. "Uma primeira alternativa é indexar a aplicação à inflação com os títulos do Tesouro Direto", diz Amerson Magalhães, diretor do Easynvest, plataforma de negociação pela internet da Título Corretora.

Estímulo. A queda da Selic alterou o cenário para o investidor, mas tem como objetivo estimular o crescimento da economia. Nos países ricos, os juros estão em queda e o Brasil tem sido uma exceção por manter um juro real (descontada a inflação) positivo.

A aposta para 2013 é que, apesar da recuperação da economia, os juros deverão continuar baixos. Boa parte do mercado aposta que a Selic deve permanecer em 7,25%. "À medida que você aposta no crescimento da economia e em juros baixos, a alternativa seria aplicar os recursos de longo prazo em ações", diz Otto Nogami, professor do Insper, para quem a Selic deveria estar mais alta. "É importante o investidor não comprometer todo o capital com ações, porque há momentos em que esses recursos podem ser necessários." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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