Tópicos | setembro 2011

A zona do euro teve superávit em conta corrente em setembro, no primeiro resultado positivo em quase dois anos, gerado pela forte queda do valor dos produtos importados. Segundo dados divulgados hoje do Banco Central Europeu (BCE), o bloco monetário teve superávit em conta corrente de 500 milhões de euros em setembro, o primeiro desde janeiro de 2010, depois de um déficit de 5,9 bilhões de euros em agosto. O resultado de agosto havia sido calculado inicialmente em 5 bilhões de euros. Os dados são ajustados pelos efeitos sazonais e levam em conta o número de dias úteis de cada mês.

A zona do euro registrou superávit de 1,9 bilhão de euros em bens em setembro, depois do déficit de 900 milhões de euros em agosto, à medida que o valor dos bens importados despencou 4 bilhões de euros em comparação com agosto, para 144,9 bilhões de euros. As exportações caíram 1,1 bilhão de euros, para 146,8 bilhões de euros.

##RECOMENDA##

O bloco teve superávit de 5 bilhões de euros em serviços e de 900 milhões de euros em renda. Por outro lado, houve déficit de 7,3 bilhões de euros em transferências correntes.

Os investimentos diretos e em carteira combinados tiveram fluxo de entrada de 14 bilhões de euros em termos não ajustados sazonalmente. As informações são da Dow Jones.

A produção nas indústrias da zona do euro caiu em setembro em seu ritmo mais rápido em dois anos e meio, colocando em evidência a ameaça da recessão no bloco dos 17 países que usam a moeda única.

A produção industrial da zona do euro caiu 2% em setembro em relação a agosto, segundo informou hoje a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. O resultado reverte o ganho de 1,4% no mês anterior e marca a maior queda desde fevereiro de 2009. Economistas, porém, previam declínio ainda maior, de 2,5%.

##RECOMENDA##

A produção foi notavelmente fraca nas três grandes economias da região. A produção na Alemanha caiu 2,9%, e na França, recuou 1,9%. Na Itália, a queda foi de 4,8%.

Em termos anuais, a produção industrial cresceu 2,2% em setembro, o menor aumento desde dezembro de 2009, segundo o Eurostat. As informações são da Dow Jones.

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria brasileira caiu para 81,6% em setembro ante 82,2% em agosto, segundo dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado ficou abaixo das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que iam de 81,9% a 82,1%.

Com exceção das vendas reais, todos os indicadores industriais dessazonalizados registraram queda em setembro na comparação com agosto. As horas trabalhadas na indústria - indicador que mede a produção - recuaram 1,3% em setembro ante agosto e cederam 0,4% na comparação com setembro de 2010. O emprego na indústria, por sua vez, recuou 0,3% em base mensal, mas apresentou um crescimento de 1,1% em base anual.

##RECOMENDA##

Já as vendas reais, que são medidas pelo faturamento da indústria, mantiveram a curva de crescimento pelo quarto mês consecutivo. Em setembro, o indicador cresceu 1% na comparação com o mês anterior e avançou 4,1% em relação a um ano antes.

Por fim, a massa salarial real cresceu 7,3% ante setembro de 2010 e o rendimento médio real avançou 6,2% no mesmo período. Para esses dois últimos indicadores, a CNI não divulga o resultado dessazonalizado em relação ao mês anterior porque a série histórica é curta.

Segundo os dados da CNI, todos os indicadores registram alta no acumulado do ano. As vendas reais subiram 5,1% de janeiro a setembro, em relação aos nove primeiros meses de 2010. As horas trabalhadas crescem 1,7% no mesmo período, e o emprego 2,7%. A massa salarial real registra expansão de 5,5% em 2011, enquanto o rendimento médio real subiu 2,7%.

A produção industrial brasileira recuou em 8 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2010. Segundo dados divulgados hoje, as indústrias do Ceará (-8,6%), de Minas Gerais (-5,8%), de Santa Catarina (-4,5%), de São Paulo (-3,9%) e da Região Nordeste (-2,3%) registraram quedas superiores à da média nacional no período (-1,6%). Também tiveram resultados negativos os parques industriais da Bahia (-0,7%), do Espírito Santo (-0,1%) e do Rio de Janeiro (-0,1%).

Entre os locais que registraram avanço na produção, aparecem Amazonas (11,3%) e Goiás (10,7%), que tiveram as expansões mais elevadas, seguidos por Pernambuco (6,4%), Pará (4,8%), Rio Grande do Sul (2,8%) e Paraná (1,5%).

##RECOMENDA##

No acumulado de janeiro a setembro de 2011, ante igual período do ano anterior, houve aumento na atividade industrial em 9 dos 14 locais pesquisados, com destaque para o Espírito Santo (8,2%), impulsionado pelo crescimento de dois dígitos verificado no setor extrativo. Com taxas acima da média do País no acumulado de nove meses (1,1%) figuraram ainda Goiás (5,7%), Paraná (4,4%), Amazonas (3,1%), Pará (2,8%), Rio Grande do Sul (1,9%), São Paulo (1,6%) e Rio de Janeiro (1,3%). Minas Gerais apontou crescimento de 0,8% frente a igual período do ano anterior.

Houve contribuição para o desempenho positivo destes locais segmentos ligados à produção de bens de capital (para transporte e construção) e de bens de consumo duráveis (motocicletas, telefones celulares e relógios), além dos avanços nos setores extrativos, farmacêutico, minerais não metálicos e de metalurgia básica.

Por outro lado, apontaram queda na produção nos primeiros nove meses do ano Pernambuco (-1,4%), Santa Catarina (-3,9%), Bahia (-4,3%), Região Nordeste (-5,2%) e Ceará (-13,2%).

As fábricas no Reino Unido aumentaram sua produção em setembro pela primeira vez em quatro meses. Com isso, a produção industrial registrou seu crescimento trimestral mais forte em quase um ano.

A produção manufatureira subiu 0,2% em setembro ante agosto, informou hoje o Escritório para Estatísticas Nacional, a primeira alta mensal desde maio e levemente mais forte que a expansão prevista de 0,1% pelos analistas.

##RECOMENDA##

O crescimento da produção ficou em 0,4% no terceiro trimestre, o mais forte desde o segundo trimestre de 2010, mas levemente pior que o número incluído na primeira estimativa do escritório para a expansão da produção no período. As informações são da Dow Jones.

As vendas no varejo da zona do euro caíram fortemente em setembro, puxadas por recuos na França, na Espanha e em Portugal, segundo dados divulgados hoje pela Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE). As vendas no varejo recuaram 0,7% em setembro ante agosto, muito acima da retração de 0,1% prevista por analistas. O resultado representa a primeira queda mensal desde maio. Na comparação com setembro do ano passado, o recuo é de 1,5%, ante previsão de queda de 0,5%.

Segundo a Eurostat, as maiores quedas mensais foram registradas em Portugal (-3,7%) e Espanha (-1,7%). Na França, segunda maior economia do bloco, as vendas recuaram 0,6%. Na Alemanha as vendas subiram 0,4%, após uma queda acentuada em agosto. As informações são da Dow Jones.

##RECOMENDA##

A produção brasileira de petróleo alcançou 2,099 milhões de barris diários por dia (barris/d) em setembro, volume 5,1% superior ao registrado em setembro de 2010 e 2,3% maior do que em agosto de 2011. O resultado divulgado hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reverte uma tendência de dois meses consecutivos de queda na produção doméstica.

Pela quinta vez seguida, o poço 9BRSA716RJS, do campo de Lula (pré-sal), segue como o poço com a maior produção de petróleo, com um total de 27,5 mil barris/d. A produção total do pré-sal no mês passado foi de 113,1 mil barris/dia de petróleo.

##RECOMENDA##

Já a produção de gás natural no pré-sal alcançou 3,5 milhões de metros cúbicos diários, de um total de 65,3 milhões de metros cúbicos de gás natural produzidos no mês passado. O resultado representou um incremento de 2,1% em relação a setembro do ano passado, mas foi 1,9% inferior ao verificado em agosto.

A produção total de petróleo e gás do Brasil no mês passado ficou em 2,510 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 4,6% em relação a setembro do ano passado e de 1,6% em relação a agosto deste ano. Este é o melhor resultado do indicador desde junho passado (2,560 milhões de boe/d).

Gás natural

A queima de gás natural em setembro apresentou retração de 17% em relação a setembro do ano passado, mas teve alta de 19,9% na comparação com agosto, segundo da ANP. "O maior aumento na queima de gás natural foi registrado no campo de Marlim Sul, devido ao período de comissionamento (preparo e manutenção de equipamentos após o início das operações) da plataforma P-56", destacou a ANP, por meio de comunicado.

O Japão registrou superávit comercial de 300,4 bilhões de ienes (US$ 3,939 bilhões) em setembro, com exportações em alta de 2,4% sobre o mesmo mês do ano passado. Os resultados, segundo economistas, mostraram uma recuperação continuada no canal de suprimentos depois do terremoto e tsunami de março. Os dados do Ministério das Finanças, divulgados hoje, ficaram acima das previsões do mercado, que apontavam superávit de 199,5 bilhões de ienes e aumento de 1% nas exportações.

Contudo, o superávit japonês continua bem menor do que o obtido um ano atrás, com um saldo 61,2% abaixo do registrado em setembro de 2010. A cotação elevada do iene comparada às suas principais concorrentes e a desaceleração da demanda nos principais mercados, como EUA e China, pressionaram os exportadores.

##RECOMENDA##

O superávit menor também refletiu em parte a continuação dos preços elevados do petróleo importado e das matérias primas, que puxaram as importações para 12,1% acima dos níveis do ano passado. Esse foi o 21º mês consecutivo de aumentos anuais nas importações.

Já o aumento das exportações confirmou que a economia japonesa está "no caminho para uma recuperação moderada", disse Yasunari Ueno, economista-chefe da Mizuho Securities. "Apesar da desaceleração econômica no exterior - especialmente os riscos de recessão na Europa - e a seguida força do iene, a economia não deve perder impulso e a tendência é de recuperação do emprego."

As exportações de automóveis para a Europa e de autopeças para os EUA e a China lideraram a alta nas vendas externas. Petróleo e gás natural liquefeito lideraram o crescimento das importações, uma vez que o Japão vem dependendo mais dos combustíveis fósseis para a geração de eletricidade depois do acidente nuclear na usina Daiichi, em Fukushima.

No semestre fiscal de abril a setembro, as exportações tiveram queda de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado, para 32,810 trilhões de ienes. As importações subiram 12,1% nessa comparação, para 34,477 trilhões de ienes, dando ao país um déficit comercial de 1,667 trilhão de ienes, primeiro resultado negativo desde o semestre fiscal encerrado em março de 2008. As informações são da Dow Jones.

A inflação anual no Reino Unido se acelerou em setembro e atingiu a maior alta desde 2008, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 5,2% em comparação com setembro do ano passado, acima da alta de 4,5% de agosto. Em relação a agosto, o avanço foi de 0,6%.

A taxa de inflação anual de setembro é mais do que o dobro da meta do Banco da Inglaterra (BOE) e foi maior do que a alta de 4,9% prevista pelos economistas consultados pela reportagem. Uma medida alternativa de inflação, o índice de preços no varejo, subiu 5,6% - a maior alta desde junho de 1991. As informações são da Dow Jones.

##RECOMENDA##

As vendas no varejo dos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em setembro, devido ao maior gasto dos norte-americanos com carros, vestuário e combustível. O resultado é um indício de que os consumidores permanecem dispostos a comprar, mesmo com o alto nível do desemprego e a frágil recuperação econômica do país.

Segundo o Departamento do Comércio dos EUA divulgou hoje, as vendas no varejo subiram 1,1% em setembro ante agosto, para o valor ajustado de US$ 395,47 bilhões. Os economistas esperavam um aumento menor, de 0,8%.

##RECOMENDA##

As vendas no varejo são um importante indicador dos gastos do consumidor, geralmente um fator importante no crescimento econômico. O departamento também informou que as vendas no varejo em agosto foram revisadas para uma alta de 0,3%, ante leitura inicial de estabilidade.

As vendas de automóveis e autopeças avançaram 3,6% em setembro. Já as vendas excluindo automóveis subiram 0,6%. Economistas esperavam que esse indicador avançasse 0,4%.

Restaurantes, móveis, vestuário, lojas de departamento e vendas no varejo sem lojas (uma categoria que inclui vendas pela internet) registraram ganhos em setembro. As vendas em postos de combustíveis também subiram. Já as vendas de materiais de construção, artigos esportivos e mercearias recuaram. As informações são da Dow Jones.

O fluxo de veículos pelas estradas com pedágios no País recuou 0,3% em setembro na comparação com agosto, pela série com ajuste sazonal, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e da Tendências Consultoria Integrada. Em agosto, comparativamente a julho, o indicador havia registrado uma queda de 0,5%. Portanto, é a segunda queda consecutiva no fluxo de veículos, depois do aumento de 0,50% em julho ante junho.

O fluxo de veículos nas estradas com pedágios acumula alta de 7,7% nos últimos 12 meses encerrados em setembro. Em agosto, o fluxo acumulado em 12 meses registrou crescimento de 8,2%. Nos 12 meses terminados em julho, a circulação total de veículos nas estradas acumulava alta de 8,7%.

##RECOMENDA##

O fluxo de veículos nas estradas com pedágios é um dos principais indicadores antecedentes de atividade econômica do País e um dos principais termômetros de renda.

O movimento dos veículos leves e pesados caiu 0,2% em setembro em relação a agosto, também considerando os ajustes sazonais. Em agosto, os leves já haviam fechado com uma queda de 0,4% na comparação com julho, enquanto os veículos pesados também haviam circulado 0,1% a menos em agosto comparativamente a julho, mas na comparação de julho com junho o movimento dos pesados havia crescido 1,7%.

Na leitura que compara setembro com igual mês em 2010, o fluxo total de veículos pelas estradas com pedágios cresceu 3,9%. Apesar de ainda ser de crescimento, o ritmo de expansão do movimento total de veículos pelas estradas do País tem se reduzido mês a mês. Em agosto comparativamente a julho, a expansão tinha sido de 5,2%. Na comparação dos dados do mês passado com um ano antes, os leves aumentaram em 3,3% as passagens pelas estradas com pedágios e os pesados aumentaram em 5,5%.

Aumentos em preços administrados levaram à aceleração do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) de agosto para setembro (de 0,33% para 0,55%). Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, acréscimos nas variações de preços em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador puxaram para cima o indicador. Mas o impacto da inflação mais intensa nos preços de Habitação (de 0,43% para 0,89%) de agosto para setembro foi preponderante, de acordo com o especialista.

O destaque entre os reajustes ficou com a elevação mais intensa em taxa de água e esgoto residencial (de 1,28% para 1,54%). Braz ressaltou ainda que, entre os preços de Habitação, o comportamento da taxa de inflação de gás de botijão chamou atenção, e saltou de 1,28% para 1,54% de agosto para setembro. Ele lembrou que, em junho deste ano, o Banco Central (BC) previu, em seu Relatório Trimestral de Inflação estabilidade para os preços deste produto.

##RECOMENDA##

"O gás de botijão é um dos principais recursos energéticos entre as famílias de baixa renda, e isso ajudou a puxar para cima o IPC-C1" afirmou. Para ele, ainda não há uma explicação clara para o avanço de preços no gás de botijão. "Aparentemente o custo de mão de obra aumentou e isso pode ter sido repassado para o preço", comentou.

Os alimentos in natura ajudaram a conter o avanço da inflação em setembro. De acordo com Braz, houve deflação mais fraca nos preços de hortaliças e legumes (de -6,34% para -4,56%). "Se fossem excluídos os itens in natura, o IPC-C1 teria subido 0,67% e não 0,55%", afirmou.

Para o especialista, a tendência é que os alimentos subam de forma "comportada" em outubro. Isso pode ajudar a diminuir o avanço do IPC-C1 este mês. No entanto, admitiu que o recente impacto da alta do dólar na inflação, ainda concentrado no atacado, deve ser percebido no varejo nos últimos meses de 2011 - o que pode elevar os preços dos alimentos, no final do ano.

A inflação percebida por famílias de baixa renda quase dobrou em setembro. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 - (IPC-C1), apurado entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice mostrou alta de 0,55% em setembro, após subir 0,33% em agosto. Com este resultado, o índice acumula altas de 4,30% no ano e de 7,45% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em setembro ficou acima da variação média de preços entre famílias mais ricas, com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), e que subiu 0,50% no mesmo mês. Na inflação acumulada no ano, o IPC-C1 ficou abaixo do IPC-BR para o mesmo período (4,69%). Mas no acumulado em 12 meses até setembro, o IPC-C1 subiu de forma mais intensa do que o IPC-BR (7,14%).

##RECOMENDA##

Quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice tiveram acréscimos em suas taxas de variação de preços, de agosto para setembro. É o caso de Habitação (de 0,43% para 0,89%), Alimentação (de 0,52% para 0,58%), Vestuário (de -0,66% para 1,22%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,16%). Isso porque houve aceleração de preços; fim de queda de preços; ou deflação mais fraca em produtos de peso no cálculo da inflação em cada um destes grupos. É o caso de gás de botijão (de 0,03% para 1,49%), hortaliças e legumes (de -6,34% para -4,56%), roupas (de -0,52% para 1,47%) e alimento para animais domésticos (de -0,44% para 0,38%), respectivamente.

Em contrapartida, houve desaceleração de preços em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,46% para 0,04%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,01% para 0,00%). Já o grupo Transportes permaneceu em estabilidade (0,0%) pelo segundo mês consecutivo.

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preços foram detectadas em limão (26,36%); leite tipo longa vida (3,81%); e aluguel residencial (0,91%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em alho (-18,40%); tomate (-9,39%); e cebola (-10,78%).

As cadernetas de poupança encerraram setembro com captação líquida positiva de R$ 4,179 bilhões, segundo dado divulgado hoje pelo Banco Central (BC). No mês passado, as cadernetas atraíram recursos porque os depósitos totais alcançaram R$ 110,526 bilhões e superaram os saques, que totalizaram R$ 106,347 bilhões, no período.

Além dos novos depósitos atraídos pelas cadernetas, as contas já existentes registraram rendimento total de R$ 2,498 bilhões. Com isso, setembro terminou com saldo total de R$ 408,441 bilhões depositados na poupança.

##RECOMENDA##

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) tornou-se mais intensa e foi de 0,75% em setembro, após avançar 0,61% em agosto, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador acumula altas de 4,30% no ano e de 7,45% em 12 meses.

A taxa mensal, de 0,75%, veio dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (de 0,57% a 0,83%), mas acima da mediana das expectativas (0,65%). O período de coleta de preços para o IGP-DI de setembro foi do dia 1º a 30 do mês passado.

##RECOMENDA##

Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo - Disponibilidade Interna (IPA-DI) subiu 0,94% em setembro, após avançar 0,77% em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) teve avanço de 0,50% no mês passado contra taxa positiva de 0,40% em agosto. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI) mostrou alta de 0,14% em comparação com o aumento de 0,13% em agosto.

Pela nona vez consecutiva, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou queda, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador recuou 1,6% em setembro, após cair 2,2% em agosto. O recuo na confiança em setembro foi influenciada principalmente pela piora das perspectivas em relação aos próximos meses.

O ICI, que vai até 200 pontos, caiu de 102,7 pontos em agosto para 101,1 pontos em setembro. Este é o menor patamar de confiança desde agosto de 2009 (100,2 pontos), ano em que o País sofria os efeitos negativos da crise global em sua economia. O resultado também ficou 2,9 pontos abaixo da média histórica do indicador, apurada desde 2003.

##RECOMENDA##

Entre os dois subindicadores componentes do ICI, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,6%, após mostrar um recuo de 3,6% em agosto. Mas o segundo componente do ICI, o Índice de Expectativas (IE), teve queda mais intensa em setembro, de 2,6%, ante retração de 0,7% apurada em agosto. No caso do IE, o nível do indicador em setembro ficou abaixo da linha divisória entre expectativas favoráveis e desfavoráveis pela primeira vez desde agosto de 2009.

Na comparação com setembro do ano passado, o ICI registrou queda de 11% em setembro deste ano, mais forte que a apurada em agosto (-9,2%), no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com setembro do ano passado, houve quedas de 10,7% e de 11,2%, respectivamente, para o Índice de Situação Atual e para o Índice de Expectativas, em setembro deste ano.

O levantamento para o cálculo do índice foi feito entre os dias 5 e 27 deste mês, em uma amostra de 1.241 empresas informantes.

A confiança do consumidor fechou praticamente estável em setembro ante agosto, com ligeiro crescimento de 0,4%, segundo o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na comparação com setembro do ano passado, o índice mostra uma queda de 5%. Mas mesmo com esta queda, segundo a CNI, o indicador está 1,5% acima da média histórica para o mês de setembro.

##RECOMENDA##

O otimismo dos empresários do setor da construção para os próximos seis meses caiu ao menor nível da série, que começou a ser realizada em janeiro de 2010. Segundo dados da sondagem Indústria da Construção, divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a expectativa do setor quanto ao nível de atividade caiu para 56,2 pontos em setembro, após registrar 60,1 pontos em agosto. Em janeiro de 2010, esse índice era de 70,6 pontos.

O indicador varia de 0 a 100 pontos, e valores acima de 50 indicam aumento da atividade e do otimismo. Embora ainda positiva, a expectativa do setor da construção em setembro registrou queda nos quatro componentes que formam o indicador.

##RECOMENDA##

O otimismo do setor quanto a novos empreendimentos e serviços caiu de 60,1 pontos em agosto para 57,6 em setembro. Em relação a compras de insumos e matérias-primas, o indicador caiu de 59,7 pontos em agosto para 55,5 pontos em setembro. Quanto ao número de empregos, o índice caiu de 60,1 em agosto para 55,9 pontos em setembro.

Na avaliação por porte, as empresas que tiveram a menor evolução no nível de atividade em agosto foram as pequenas, registrando 48,0 pontos, enquanto as médias registraram 49,1 pontos, e as grandes, 53,1 pontos. Mesmo registrando o menor nível do mês, as pequenas foram as únicas que tiveram alta na atividade em relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 47,0 pontos. Nessa comparação, a queda no nível atividade ocorreu tanto com as médias (51,0 pontos em julho) quanto com as grandes empresas (54,8 pontos em julho).

A Sondagem Indústria da Construção consultou 417 empresas no período de 1º a 19 de setembro de 2011.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando