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Um acidente entre um ônibus que transportava familiares de presos e um caminhão com botijões de gás de cozinha causou a morte de uma mulher e deixou 37 pessoas feridas na madrugada deste domingo, 6, em Bauru, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o ônibus bateu na traseira do caminhão no quilômetro 352 da Rodovia Marechal Rondon, próximo do acesso ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Bauru.

O fretado havia saído de São Paulo com familiares que visitariam presos em unidades prisionais de Pirajuí, Reginópolis e Balbinos, na região. O ônibus tinha capacidade para 46 pessoas e estava lotado. A mulher que morreu era uma guia da capital que acompanhava os visitantes. A pista sentido interior da rodovia precisou ser interditada para o atendimento às vítimas e também porque alguns botijões de gás vazaram. A carga e os veículos foram removidos ainda de manhã por equipes da concessionária da rodovia.

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Os feridos, a maioria com ferimentos leves, foram levados para o Pronto-Socorro Central de Bauru, unidades de pronto-atendimento da cidade e também a um pronto-socorro de Pirajuí. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Bauru, cinco vítimas estavam em estado grave e permaneceriam internadas. Até o início desta tarde, não havia mais informações sobre o estado de saúde delas. A Polícia Civil fez perícia no local e vai apurar as causas do acidente.

A Secretaria de Saúde de Bauru, no interior de São Paulo, confirmou na terça-feira (26) o primeiro caso autóctone de zika vírus em gestante do Estado de São Paulo. A paciente, de 32 anos e grávida de 21 semanas, foi contaminada na própria cidade.

Nos demais casos registrados até agora, as gestantes tinham adquirido a doença em outros Estados. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) convocou a imprensa para anunciar o caso e pedir ajuda da população no combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor.

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De acordo com o secretário de Saúde, Fernando Monti, não foi observada até agora nenhuma alteração no feto, mas a paciente será acompanhada por equipe médica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma sequência de crimes chocou a cidade de Bauru, no interior de São Paulo, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 19. O jardineiro João Paulo Barros de Oliveira, de 25 anos, matou três mulheres a pauladas e facadas em uma casa no Jardim Jussara.

Com dois caibros e uma faca, ele matou primeiro a companheira Patrícia Pâmela Rondora Peixoto, de 27 anos, com quem morava havia dois anos. Depois, Oliveira golpeou Cristiane Lopes Vendramini, de 30 anos, irmã de Patrícia.

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Em seguida, foi morta Damiana Pereira Lopes, de 72 anos, mãe de criação das duas mulheres. As irmãs tiveram o crânio amassado.

Uma menina de cinco anos, filha de Cristiane, por pouco não morreu. Ela foi ferida no braço e não teve o nome divulgado. "A menina só escapou porque saiu gritando", explicou Kleber Granja, delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O avô da garota, um senhor de 90 anos, dormia quando o assassino chegou.

Depois de matar as mulheres, o jardineiro fugiu no carro modelo Gol de propriedade da cunhada. "Ele incendiou o carro e sua intenção era queimar os cadáveres dentro do veículo para apagar provas", contou o policial. "O responsável merece condenação exemplar", disse Granja.

Depois de queimar o carro, Oliveira trocou de roupa e foi trabalhar, como se nada tivesse acontecido. "Ele trabalha na Ceasa e foi preso ao chegar", afirmou o delegado, acrescentando que já foi feita uma primeira reconstituição do crime no local onde o acusado abandonou o carro.

Segurança

O jardineiro, que já se envolveu com roubo e tráfico, confessou o crime e poderá ser condenado por homicídio triplamente qualificado. Sobre o motivo dos assassinatos, ele disse que tinha ciúme da companheira e que ela o feriu com uma faca.

Oliveira está preso na DIG e deve ser transferido para um presídio da região. "Não vamos divulgar o presídio para garantir a segurança do acusado", completou o delegado.

Três unidades de saúde de Bauru, cidade do centro-oeste do Estado de São Paulo, foram inundadas pelas chuvas nesta quarta-feira (13) deixando pacientes sem atendimento. Consultórios médicos e a farmácia da Unidade de Saúde da Família (USF) Nova Bauru ficaram alagados. O forro também foi atingido pela água. Pelo menos 80 pessoas não puderam ser atendidas.

Ainda não há previsão para a reabertura da unidade, o que só será possível depois do conserto nas áreas de informática e de telefonia, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Outra USF, a Pousada Esperança II, volta a funcionar nesta quinta-feira, 14. Funcionários limparam a unidade, que também atende cerca de 80 pacientes por dia.

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O Centro de Referência em Moléstias Infecciosas também foi alagado. A previsão é de que o local reabra na sexta-feira. Cerca de seis pacientes são atendidos por dia. São pessoas que sofrem, por exemplo, de tuberculose e de doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Falta d´água

As chuvas deixaram quase a metade da cidade sem água. A enchente inundou a estação de tratamento de água, afetando a captação do Rio Batalha. Equipamentos foram danificados.

Mais de 30 bairros estão com o abastecimento comprometido. Hospitais, escolas e entidades estão sendo atendidos por caminhões-pipa. Não se sabe, ainda, quando o abastecimento de água será normalizado.

A bola sobe nesta segunda-feira, no ginásio Panela de Pressão, em Bauru (SP), para o início da oitava edição do Novo Basquete Brasil (NBB). A partida inaugural reúne Bauru-SP e Flamengo-RJ, na revanche entre os dois finalistas da temporada passada. O clube rubro-negro carioca é o atual tricampeão.

Organizada pela Liga Nacional de Basquete (LNB), o torneio contará com 15 equipes, uma a menos em relação à temporada 2014/2015. A principal ausência será a de Limeira. Terceiro colocado na sétima edição, o time do interior de São Paulo optou por encerrar atividades por causa de problemas financeiros.

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O Palmeiras-SP foi outra equipe que optou por não participar do NBB 8. Assim como Limeira, o clube alviverde fechou o time profissional, dando continuidade apenas ao trabalho nas categorias de base. A vaga palmeirense foi ocupada pela Liga Sorocabana-SP, que havia sido rebaixada na sétima edição.

Limeira ficou sem substituto porque desistiu próximo da disputa, inclusive depois da divulgação da tabela. O Vasco-RJ até pleiteou o lugar, mas não conseguir fechar um acordo com o técnico Dedé e os jogadores que ficaram sem emprego com o fim do basquete limeirense.

As novidades são Caxias do Sul-RS, que conseguiu o acesso na temporada passada pela Liga Ouro, e o Vitória-BA, que se tornou o segundo time nordestino desta edição ao assumir o Uberlândia-MG, que decidiu mudar de cidade, indo para Salvador.

O confronto de abertura reúne não só os finalistas da temporada passada como também os favoritos ao título desta edição. Apesar de perder jogadores importantes - casos do argentino Laprovittola e Vitor Benite -, o Flamengo se reforçou à altura com Rafael Luz, JP Batista, Rafael Mineiro, todos com passagem pela seleção brasileira, além do norte-americano Jason Robinson e, sob o comando do excelente José Neto, entra muita forte para buscar o tetra.

Já o Bauru estreia sob nova direção. Guerrinha foi demitido logo depois dos jogos contra New York Knicks e Washington Wizards, nos Estados Unidos, pela pré-temporada da NBA, e Demétrius Ferracciú, que estava no Minas-MG, foi contratado. O elenco continua sendo um dos melhores do Brasil com jogadores como Rafael Hettsheimeir, Alex Garcia, Ricardo Fischer e Léo Meindl.

Além de Flamengo e Bauru, Mogi das Cruzes-SP, quarto colocado na temporada passada, pinta entre os favoritos. A equipe, no entanto, terá de se recuperar do baque pela perda do título estadual para o São José-SP e da saída do técnico Paco García depois de três anos. Danilo Padovani, ex-assistente do espanhol, assumiu o time.

Correndo por fora estão o Solar Cearense-CE, ex-Basquete Cearense, que investiu bastante depois da chegada de um patrocinador forte, e Brasília-DF, única equipe além do Flamengo que conquistou o NBB. São três títulos - em 2010, 2011 e 2012.

O Bauru lutou bastante, principalmente no início, mas não resistiu ao New York Knicks na noite desta quarta-feira, no badalado Madison Square Garden, em amistoso de pré-temporada da NBA. O time brasileiro venceu o primeiro quarto até que o time da casa cresceu na partida e faturou a vitória pelo placar de 100 a 81.

Na primeira vez que uma equipe brasileira jogou no famoso ginásio, o Bauru não fez feio. E contou com atuação inspirada de Ricardo Fischer para tanto. Ele conseguiu um triplo-duplo de 11 pontos, dez rebotes e dez assistências, liderando o time brasileiro. Robert Day também deu boa contribuição ao Bauru ao anotar 19 pontos. Foi o cestinha da equipe e da partida. Rafael Hettsheimeir registrou 18 pontos e oito rebotes.

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O New York Knicks contou com uma distribuição mais equilibrada de pontos. Seu maior pontuador foi Carmelo Anthony. O maior astro da equipe só precisou de 20 minutos para alcançar este número. Kyle O'Quinn e Kevin Seraphin marcaram 14 pontos cada em dia de muitos testes no time da casa. O técnico Derek Fisher colocou 13 jogadores em quadra durante o amistoso.

Mesmo jogando contra um time mais experiente, com o selo de aprovação da prestigiada NBA, o Bauru não se intimidou no Madison Square Garden. Começou melhor a partida e venceu o primeiro quarto por 25 a 24, mesmo com Anthony em quadra. Mas a reação dos anfitriões não demorou. Aplicaram 36 a 19 no segundo quarto e viraram o jogo.

A vantagem, contudo, não aumentou no segundo tempo. Os brasileiros seguiram no jogo nos últimos dois quartos, sem deixar os rivais escaparem no placar. O New York Knicks venceu o terceiro quarto por 22 a 20. Depois fizeram 18 a 17. Não fosse a hesitação do Bauru no segundo quarto o final teria sido mais equilibrado.

Para o time norte-americano, foi um bom teste às vésperas da nova temporada da NBA. O time de Derek Fisher espera apresentar performance superior ao campeonato passado, quando foi uma das piores equipes. Ficou na lanterna da Conferência Leste, com apenas 17 vitórias e 65 derrotas.

Mais de 400 quilos de maconha foram apreendidos na noite de sábado, 26, pela Polícia Rodoviária, na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru, centro-oeste de São Paulo. Avaliada em R$ 1 milhão, a droga, com peso de 413 quilos, estava escondida em um caminhão que transportava produtos recicláveis, principalmente garrafas pet.

Ao ser parado numa blitz de rotina, o motorista Genivaldo Ribeiro de Sena, 43, demonstrou nervosismo e foi preso em flagrante. "Durante a abordagem, ele caiu em contradição e confessou", resumiu o cabo da Polícia Rodoviária Maurício Rezende Alves, 47.

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O caminhoneiro, que receberia R$ 7 mil pelo transporte, foi buscar a maconha em Campo Grande (MS), com a missão de entregar os 452 tabletes da droga em Nova Odessa, na região de Campinas. Sena foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí, cidade vizinha a Bauru.

Uma mulher morreu e sua neta ficou ferida ao serem prensadas pelo elevador do prédio da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (23). O elevador, de plataforma e sem fosso, é usado por portadores de deficiências para subir do térreo ao primeiro e único andar do prédio.

O equipamento estava em uso desde 10 de setembro e nesta quarta-feira, por motivos a serem esclarecidos, destravou a porta do térreo quando estava no primeiro andar. Ao descer, prensou Maria da Silva, de 85 anos, e sua neta, a encarregada de departamento pessoal Priscila da Silva, de 34. As duas foram chamadas pela ouvidoria da OAB para depor contra um advogado acusado de se apropriar da indenização que a idosa recebera pela morte do marido, em janeiro deste ano.

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Era a primeira vez que elas entraram no novo prédio da OAB, na Avenida Nações Unidas, a mais importante da cidade. "Ao chegarmos lá, a recepcionista pediu que subíssemos pela escada e eu disse que minha avó não tinha condições, por causa da saúde e da idade. Ela, então, nos conduziu ao elevador, abriu a porta do equipamento e colocou a gente para dentro", contou Priscila. "Ao entrar, procurei e não achei o botão. Perguntei para ela: ‘Onde está o botão?’. E ela disse para não se importar que ela mesmo cuidaria de fazer o elevador subir. E então fechou a porta com a gente lá dentro."

O que aconteceu depois, segundo Priscila, foi uma situação de total desespero. O elevador não tem fosso e as duas mulheres se apavoraram ao ver a plataforma descendo sobre elas. "A gente percebeu que o elevador na verdade estava descendo e que ia nos prensar, então começamos a gritar por socorro, desesperadas, pedindo ajuda para Deus, implorando, aos gritos, para alguém parar o elevador e nos ajudar", disse.

Pela porta de vidro do elevador, Priscila ainda viu as pessoas do lado de fora observarem o desespero dela e da avó. "Havia muitas pessoas do lado de fora, que ficaram paradas, talvez sem saber o que fazer. A recepcionista andava de um lado para outro, enquanto a plataforma descia em cima de nós. Por Deus, apareceu um homem que chutou a porta três vezes, quebrou o vidro e me puxou para fora. Mas quando foi retirar minha avó, ela já tinha se ferido bastante", completou.

Segundo ela, a plataforma, de 210 quilos, desceu até ficar a cerca de 60 centímetros do chão, com ela e a avó embaixo. As duas foram socorridas, mas a idosa, com ferimentos graves no tórax, na cabeça e no corpo, não resistiu e morreu. Priscila teve luxação nas duas pernas.

"O elevador nos massacrou e matou minha avó", afirmou ela à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta quinta-feira, 24, durante o velório da avó, na capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Parque Real, em Bauru, comunidade religiosa onde Maria e a família são muito queridas. O enterro estava marcado para as 15 horas.

Homicídio culposo

O delegado Roberto Cabral Medeiros, que atendeu à ocorrência, contou que testemunhas foram ouvidas na manhã desta quinta e que espera um laudo da perícia técnica para dizer o que realmente aconteceu e concluir o inquérito de homicídio culposo e lesões corporais culposas.

"O laudo vai me possibilitar dizer se a responsabilidade é da OAB, da empresa de manutenção ou se há responsabilidade solidária." Segundo ele, o inquérito deve ser concluído antes do prazo de 30 dias.

O presidente da subsecção da OAB de Bauru, Alessandro Bien Cunha Carvalho, disse que a entidade lamentava o ocorrido e estava focada em dar respaldo à família de Maria da Silva. Segundo ele, o elevador ficará interditado até que a perícia descubra o que realmente causou o acidente.

A Congregação da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru (SP), órgão máximo da faculdade, fez hoje (30) uma reunião aberta para discutir o racismo na universidade. A reunião ocorre após pichações racistas terem sido encontradas em banheiros da faculdade na última quinta-feira (23), com insultos contra as mulheres negras, o Coletivo Afrodescendente e o professor Juarez de Paula Xavier, coordenador do Núcleo Negro da Unesp.

Na reunião, foi anunciado que um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai acompanhar os trabalhos da comissão. Além disso, foi decidido a elaboração de um documento com propostas de ações afirmativas e o repúdio da universidade ao racismo. Ele será encaminhado ao Conselho Universitário da Reitoria da Unesp e à Assembleia Legislativa de São Paulo até o fim de agosto.

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A Faac também anunciou que vai intensificar o trabalho de combate ao racismo com uma campanha que será direcionada a todo o campi de Bauru e que vai consistir em cartazes, eventos, debates e um vídeo institucional.Na segunda-feira (27), a Faac instaurou uma comissão para investigar os fatos e atos racistas praticados no campi de Bauru. Chamada de Comissão de Apuração Preliminar, ela é composta por dois docentes e um servidor técnico administrativo e terá o prazo de 30 dias para concluir o trabalho. A comissão deverá levantar informações, buscar nomes, datas e horários que possam resultar em provas de comprovação de responsabilidade. Os responsáveis pelas pichações racistas poderão ser advertidos verbalmente ou até desligados da universidade.

Por meio de nota, a Unesp disse esta semana repudiar as pichações racistas, “considerando-as um ato contra o estado democrático de direito, a população afrodescendente e a política de inclusão adotada pela Unesp”. 

Em noite iluminada, o Flamengo não tomou conhecimento da Paschoalotto/Bauru e venceu a primeira partida da final do NBB por 91 a 69 na noite desta terça-feira, na HSBC Arena, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. No próximo sábado as duas equipes voltam a se enfrentar em Marília. E se vencer novamente, o time carioca conquista sua terceira taça consecutiva. Um triunfo da equipe paulista leva a decisão para o terceiro jogo, também em Marília.

Dona da melhor campanha na fase de classificação, a equipe do Bauru esteve irreconhecível em quadra e vai precisar recuperar seu basquete se quiser o título. "Em casa vai ser outro jogo, precisamos jogar bem lá para levar o título", considerou o armador Rafael Hettsheimer do Bauru após o jogo.

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"A atitude defensiva da nossa equipe e o aproveitamento dos jogadores no ataque foram determinantes. Hoje foi o jogo que conseguimos fazer tudo isso e se repetimos sábado vamos ganhar", considerou o ala Benite, maior pontuador do Flamengo, com 16 cestas. O cestinha foi o armador Ricardo Fischer, do Bauru, com 20 pontos.

A Arena da Barra recebeu um público razoável - poderia ser melhor se o jogo não ocorresse em uma noite de terça-feira. O local que tem capacidade para 15 mil pessoas, teve 5.616 presentes, majoritariamente flamenguistas. Como aconteceu no decorrer do campeonato os torcedores apoiaram bastante, com os cânticos comuns nos jogos do time de futebol.

Embalado pela sua torcida, o Flamengo dominou o primeiro quarto. Atento aos rebotes, o time ia bem na defesa e era preciso no ataque. Antes da metade do primeiro quarto, a equipe rubro-negra conseguiu abrir uma vantagem de dez pontos, 16 a 6. A equipe paulista esboçava reação, mas tinha dificuldade de acertar os passes e os arremessos.

Principal homem do Bauru, Alex estava apagado, e o time sentia o mau momento do ala. Em jogada no fim do segundo quarto, o jogador avançou pelo garrafão e, ao tentar um arremesso aparentemente tranquilo, tomou um belo toco de Laprovittola. Em seguida, Alex trocou provocações com a torcida, que sempre que podia hostilizava o jogador. Os donos da casa seguiram controlando o jogo e concluíram o segundo quarto em 47 a 28.

A marcação do Flamengo seguiu implacável no terceiro quarto e não deixava o armador Ricardo Fischer, um dos poucos lúcidos, criar boas oportunidades. Com isso, o time paulista trabalhava pouco a bola e abusava das jogadas individuais, o que não estava dando certo. O Flamengo até colocou os reservas em quadra. Entre eles, o experiente Marcelinho que obteve bom aproveitamento e liderou o time para garantir a vitória.

Assim, o sonhado título inédito da NBB ficou um pouco mais longe do Bauru após a derrota expressiva sofrida para o Flamengo. Os jogadores da equipe paulista reconheceram o apagão, mas estão confiantes que em Marília, com o apoio de sua torcida no sábado, terão condições de empatar a série melhor de três.

Os 22 pontos à frente representaram para o Flamengo a maior vantagem da história de uma final do NBB. O clube ostentava o recorde anterior ao vencer por 21 pontos de diferença na decisão da primeira edição do NBB. "A gente sabe que para bater a equipe de Bauru o coletivo tem que ser muito importante e foi isso que aconteceu hoje (terça). Nossa equipe se esforçou bastante na defesa", analisou o ala Marquinhos, um dos destaques do Flamengo.

"A defesa nos trouxe a final, e não usamos essa qualidade hoje aqui. Facilitamos o aproveitamento deles, tivemos erros juvenis", admitiu o ala Alex, do Bauru. "Eles levam a vantagem de um jogo, mas isso não garante nada. Agora, precisamos botar a cabeça no lugar, ficar com a família se preparar para vencer o segundo jogo em casa."

Se vencer o próximo duelo, a equipe carioca conquista o tetracampeonato, o terceiro de forma consecutiva. Mas, os jogadores sabem que não devem ter a mesma facilidade na casa dos adversários. "A gente sabe do potencial da equipe deles e esse foi um jogo atípico. Temos certeza que o jogo lá vai ser muito mais difícil e a gente vai preparado para conquistar a vitória", considerou o ala Marcelinho, do Flamengo.

Time de melhor campanha na fase de classificação, o Paschoalotto/Bauru está na final do NBB7, a sétima edição do Novo Basquete Brasil, campeonato brasileiro de basquete. Nesta quarta-feira (20), o time comandado pelo técnico Guerrinha venceu o Mogi das Cruzes/Helbor por 77 a 65, em casa, no Panela de Pressão, e fechou em 3 a 2 a série melhor de cinco jogos.

Como teve a melhor campanha geral da competição, o Bauru terá o direito de decidir em casa a melhor de três partidas da final do NBB, contra o Flamengo. A equipe carioca, atual bicampeã, eliminou o São José, por 3 a 0, para chegar à sua terceira decisão seguida. Antes de passar pelo Mogi, o Bauru havia tirado o tradicional Franca, por 3 a 2, também ganhando o quinto jogo no Panela de Pressão lotado.

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No papel, o Bauru tem o melhor elenco do País, contando com diversos atletas com passagem pela seleção brasileira, como Rafael Hettsheimeir, Murilo, Alex Garcia e Larry Taylor, além dos jovens Rafael Fischer e Gui Deodato. O time é o atual campeão da Liga das Américas, a Libertadores do basquete.

Já o Flamengo, campeão da Liga das Américas de 2014 e terceiro colocado esse ano, quando recebeu a fase final, mantém no elenco a base bicampeã nacional, com Marquinhos, Benite, Marcelinho Machado, Olivinha e Laprovittola.

A primeira partida da decisão está prevista para a próxima terça-feira, 26, no Rio de Janeiro. Como o Panela de Pressão não tem a capacidade mínima exigida pelo NBB, o Bauru vai mandar a segunda partida da final em Marília, no sábado, dia 30. Se necessário, o terceiro jogo, também em Marília, será em 6 de junho.

Promotores de Justiça de Bauru, no interior paulista, anunciaram que vão pedir a proibição de festas open bar na cidade. A informação foi divulgada quatro dias após a morte do estudante da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Humberto Moura Fonseca, de 23 anos. Na quarta-feira, 4, o laudo necroscópico surpreendeu a família do jovem, que descobriu que ele sofria de problemas cardíacos.

Fonseca morreu após participar de uma competição de resistência durante uma festa. Para os promotores, o sistema de venda open bar incentiva o consumo excessivo de álcool.

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Libório Nascimento, da Promotoria dos Direitos do Consumidor, disse que procura um dispositivo jurídico para pleitear a proibição, que deverá constar como resultado de inquéritos abertos contra festas clandestinas e sobre a morte de Fonseca e a internação de outros três estudantes.

"Sabemos que muitos jovens abusam da bebida por ela estar à disposição. Os consumidores também não conseguem checar a qualidade das bebidas servidas geralmente em copos descartáveis", disse Nascimento. "Nosso objetivo é pedir o fim dessas festas para reduzir os riscos que a bebida, distribuída à vontade, pode causar ao público juvenil", afirmou.

Os promotores pediram à Secretaria de Saúde de Bauru a lista dos estudantes que buscaram atendimento no sábado para formar a agenda de depoimentos de testemunhas. Além da Promotoria dos Direitos do Consumidor, os inquéritos também têm a participação das Promotorias de Habitação e Urbanismo e da Criança e do Adolescente.

Surpresa

Os parentes de Fonseca não sabiam que o jovem tinha problemas cardíacos preexistentes. De acordo com laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Fonseca era cardiopata - tinha o coração dilatado e estreitamento nas coronárias. Para os médicos-legistas, o consumo exagerado de álcool (25 doses de vodca) pode ter potencializado o problema, reduzindo a circulação do sangue para o coração e causando o enfarte.

"Esse laudo nos assustou, porque nunca soubemos que meu irmão tivesse alguma doença, ainda mais do coração", disse Henrique Moura Fonseca. Ele contou que exames eram feitos periodicamente por que seu irmão praticava esportes (basquete e muay thai) e nunca havia sido detectado nenhum problema no jovem. "Em nenhum deles foi registrada qualquer anormalidade", afirmou.

O resultado do exame, porém, não altera a linha de investigação da Polícia Civil, que apura contra os estudantes Luís Henrique Menegatti, de 22 anos, e Gabriel Juncal Pereira, de 25, organizadores da festa, crimes de homicídio e três lesões corporais com dolo eventual. Para o delegado Kleber Granja, eles assumiram os riscos ao fazer a festa sem alvará. O advogado de defesa, Luiz Celso de Barros, não foi localizado para comentar o assunto.

Alta

Nesta quinta-feira, 5, a estudante Gabriela Alves Correa, de 23 anos, deve receber alta do Hospital Estadual Bauru, onde está internada desde sábado. Outros dois universitários que estavam internados no Hospital da Unimed já foram liberados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) aponta que o estudante Humberto Moura Fonseca era cardiopata e morreu de enfarte, possivelmente causado pelo excesso de bebida alcoólica que ele bebeu durante uma prova de resistência, na festa Inter Reps, no último sábado (28), em Bauru, no interior de São Paulo.

Os legistas constataram que o estudante era portador de doença cardíaca - tinha o coração dilatado e estreitamento nas coronárias - e que o consumo exagerado de álcool pode ter potencializado o problema, reduzindo a circulação do sangue para o coração e causando o enfarte que o matou. "É muito provável que o consumo excessivo de álcool tenha potencializado a doença pré-existente", disse o diretor do IML de Bauru, Roberto Carlos Echeverria.

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Estudante do último ano de Engenharia Elétrica, Fonseca entrou em coma alcoólica após ter bebido, segundo a polícia, 25 doses de vodca. Outras três pessoas que participavam da "competição" foram internadas em coma alcoólica. Duas delas receberam alta. Apenas a estudante Gabriela Alves Correa, de 23, continua internada. Todos estudantes são da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, que abriu sindicância para apurar o caso.

O delegado Kleber Granja, que preside o inquérito, disse que o resultado do laudo não muda a linha das investigações e a concepção da polícia de que os organizadores da festa assumiram os riscos ao realizá-la sem alvarás para comercializar bebidas alcoólicas e não disponibilizar estrutura adequada de socorro aos frequentadores.

Segundo Granja, por enquanto apenas os estudantes Luís Henrique Menegatti, de 22, e Gabriel Juncal Pereira, de 25, também da Unesp, são apontados como organizadores da festa e poderão responder, ao final do inquérito, por crimes de homicídio com dolo eventual (quando não tem intenção, mas se assume o risco) e três lesões corporais, também com dolo eventual. O delegado se recusou a passar detalhes da investigação em função do segredo de justiça. Granja disse que decidiu decretá-lo "para garantir o bom andamento do inquérito".

O estudante de engenharia elétrica Mateus Pierre Carvalho recebeu alta na segunda-feira (2). Ele era um dos três estudantes internados em hospitais de Bauru após uma disputa de consumo de vodca durante em uma festa na cidade no último sábado (28). Outro estudante, Humberto Fonseca, de 23 anos, morreu após ingerir álcool em excesso.

Gabriela Alves Correia, de 23 anos, estudante de Relações Públicas e Juliana Tibúrcio Gomes, de 19 anos, estudante de engenharia de produção, ambas da Unesp, continuam internadas, mas deixaram a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não correm risco de vida. Elas devem receber alta nos próximos dias.

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Vodca em excesso foi a causa da morte do universitário Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, do 4.º ano de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita (Unesp). A mesma competição de bebida que o matou ainda deixou outros três universitários em estado de coma e motivou duas prisões em Bauru, no interior de São Paulo.

O corpo de Humberto foi levado neste domingo (1º) para Passos, em Minas, onde vive a família. O rapaz apresentava-se nas redes sociais como praticante de muay thai. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Fonseca participava de uma "competição" com colegas da Unesp e morreu na tarde de sábado (28) em decorrência da intoxicação por álcool - o mesmo ocorreu com outros seis universitários e três seguem internados. "O rapaz que morreu bebeu pelo menos 25 copinhos plásticos de vodca e passou mal. O campeão da competição tomou 30 copinhos e está em estado grave", explicou o delegado Mário Henrique de Oliveira Ramos, de 50 anos, da Central de Polícia Judiciária. Seriam copinhos de café.

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Além de outras bebidas, como cerveja, catuaba e cachaça servidas à vontade, havia um "torneio" específico para escolher os campeões de consumo de vodca. "Bebiam e quem não parava em pé desistia", contou o policial, destacando também que foi servido chá de boldo "aos que estavam passando mal". "Não havia nenhuma estrutura para socorrer as vítimas", afirmou.

O primeiro chamado para a Polícia Militar por causa da bebida em excesso dos participantes da festa chegou ao Comando de Policiamento (Copom) de Bauru às 16h30 - uma hora depois de a festa começar.

Dois alunos foram detidos - e posteriormente liberados. "Eles são de duas repúblicas envolvidas na promoção da festa. Nós enviamos ao juiz o pedido de prisão em flagrante por homicídio com dolo eventual", explicou o delegado. "O advogado deles conseguiu a liberação na Justiça. Ambos vão responder ao processo em liberdade e também responderão pelo estado das outras vítimas."

A polícia não divulgou os nomes dos suspeitos. Segundo o delegado, pelo menos 2 mil jovens estavam na festa - que segundo a mídia local não teria alvará. "Os preços chegavam a R$ 100, com direito de consumir bebida à vontade", disse Oliveira Ramos. Na página do evento no Facebook, um dos atrativos era a justamente o "open bar". A página deixava claro que a competição de bebidas iria ocorrer e o evento tinha patrocínio de uma marca de cerveja.

O bispo de Bauru, dom Caetano Ferrari, recorre aos santos e orienta os padres de sua diocese para rezarem pedindo chuva para a região. A campanha de oração já está sendo seguida pelos padres há dois dias. A previsão é de que a chuva continue nos próximos dias na região, segundo os meteorologistas.

Bauru e outras três cidades próximas convivem com o racionamento de água. Em Bauru, 130 mil de 150 bairros abastecidos pelo rio Batalha - responsável por 40% da cidade, de 360 mil habitantes - recebem água dia sim, dia não. E o desabastecimento também atinge outros bairros, na parte mais alta da cidade, onde até estabelecimentos comerciais estão fechando por falta de água.

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Na noite desta segunda-feira, moradores interditaram a Avenida Castelo Branco, colocando fogo em madeira e pneus, para protestar contra o desabastecimento. "A situação em Bauru está dramática, os fiéis têm reclamado muito, por isso, estamos pedindo aos padres de nossas 41 paróquias que promovam orações e orientem seus fiéis a rezarem pedindo a bênção da chuva", contou dom Caetano.

"Estamos pedindo a São Pedro, que tem as chaves, para abrir as portas e nos enviar uma boa chuva. E também pedimos a Santa Terezinha para que nos façam merecedores das graças da natureza e nos mande chuva para acabar com esta seca terrível", comentou.

Segundo o bispo, os padres já iniciaram neste fim de semana as orações e cabe a cada um fazê-las da maneira como quiser. "Eles escolhem o tipo de liturgia que mais lhes agradam", diz. Dom Caetano está animado: "Parece que já está dando resultado, porque as nuvens escureceram e vem chuva boa por aí".

Previsão

O Instituto de Pesquisas Meteorológicas, da Universidade Estadual Paulista (Ipmet/Unesp), prevê que esta sexta-feira seja um dia chuva. "Deve chover entre 30 e 40 milímetros o dia todo em todo o município", diz o meteorologista do Ipmet José Carlos Figueiredo. "A chuva deve chegar entre a noite e a madrugada e durar o dia todo", completa. Segundo ele, uma das causas da estiagem foi a falta de chuva nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro deste ano. "Estamos há dez anos recebendo chuva abaixo da média anual", diz.

Enquanto os religiosos recorrem aos céus, vereadores de Bauru pedem a decretação de estado de emergência, mas a proposta foi rejeitada pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). Segundo a Prefeitura, o sistema de abastecimento precisa de obras que deveriam ter sido feitas anos atrás.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou um grupo de proprietários de postos de combustíveis de Bauru interior paulista, por formação de cartel para controle de preços de gasolina. O tribunal administrativo aplicou multa de R$ 6,164 milhões sobre nove empresas e seis pessoas envolvidas no esquema identificado por investigação conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2000.

O Cade baseou as multas em 15% do faturamento das empresas envolvidas, após a formação combinada ter sido confirmada em gravações telefônicas realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que identificou também a atuação do grupo para pressionar postos que não integravam o esquema. A Lei 12.529/2011 permite multas de até 20% do faturamento das empresas envolvidas em cartéis.

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A agência apresentou denúncia ao Cade naquele ano, indicando que 60 postos da cidade do interior paulista atuavam com alinhamento de preços, adotando uma variação de apenas um centavo de real entre os valores de cada posto. O esquema envolveu cerca 70% dos postos de Bauru, distante cerca de 330 quilômetros da capital paulista.

A conselheira-relatora Ana Frazão observou que, em função da cidade da região centro-oeste do Estado de São Paulo ser um polo industrial metal-mecânico, com produção escoada por transporte rodoviário, o cartel contribuiu para "elevar os custo de produção" das empresas do município. "Apesar de não haver elementos para se auferir as vantagens pelo grupo, é certo que ela foram altas", afirmou.

A polícia de Bauru, no interior de São Paulo, tenta localizar e prender um grupo de 10 rapazes que estupraram uma adolescente de 17 anos, por volta das 23h30 de sexta-feira (1º). Dois rapazes foram reconhecidos pela vítima e confessaram o estupro e a polícia tentava neste sábado (2), localizar e prender os outros suspeitos.

A garota contou à polícia que se divertia no show da festa de aniversário da cidade, no Parque Vitória Régia, quando se encontrou com um vizinho que lhe ofereceu carona. O rapaz alegou que o carro estaria em uma rua próxima do parque, mas ao chegar ao local havia outros 10 rapazes que a obrigaram a entrar em um terreno baldio onde a estupraram e lhe roubaram o celular.

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Após o estupro, a moça procurou ajuda de uma moradora da região, que chamou a polícia. Ao PMs, a vítima disse que conhecia o rapaz que lhe ofereceu carona e alguns outros, mas que ela não sabia quantos ao certo seriam, talvez 10. A moça foi levada para a Maternidade Municipal onde recebeu tratamento para evitar doenças sexualmente transmissíveis e prevenir gravidez.

Em diligências a Polícia Militar conseguiu localizar um dos suspeitos. Rogério César da Cruz, de 22 anos, conhecido por Bidelo, que tinha oferecido carona para a moça, foi localizado em sua residência e confessou o crime. Disse que foi o segundo a fazer sexo com a moça e depois foi embora. Ele apontou outro acusado, Willian Gustavo Ferreira, de 19 anos, o Boi, que também foi reconhecido pela adolescente e confessou o crime. Ferreira contou que ofereceu lança-perfume para a moça antes de estuprá-la. Os dois foram presos em flagrante por estupro e roubo.

Morador do asilo Vila Vicentina, em Bauru, no interior de São Paulo, um filho de escravos completou 126 anos de vida nesta segunda-feira (7). José Aguinelo dos Santos, pode ser o homem mais velho do mundo. Ele nasceu em um quilombo de Pedra Branca (CE), em 7 de julho de 1888, pouco depois de a princesa Isabel assinar a lei Áurea, em 13 de maio do mesmo ano.

O que impressiona é o estado de saúde dele. Apesar da idade avançada, "Zé Aguinelo", como é chamado no asilo tem uma saúde igual e até melhor que muitos idosos do local mais novos que ele. Apenas o banho é acompanhado. O restante das atividades ele faz sozinho. O idoso não tem doenças graves, não é hipertenso nem diabético, não tem indícios de Alzheimer ou problemas com a memória. Tem apenas certa dificuldade com a fala e uma pequena demora para acessar as informações e entender o que as pessoas dizem, um problema natural com a idade avançada, dizem os profissionais do asilo.

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De remédios, ele toma apenas um xarope e um estimulante de apetite. Seu cotidiano é acordar às 7 horas, tomar café, ir para o banho e depois caminhar sozinho pelas dependências do asilo, conversar com os colegas e fumar um carteira de cigarros por dia, trazidos por outros idosos do local. "Eles trazem e eu fumo", diz. Mas a maior parte do dia, José Aguinelo passa no quarto, acompanhado de outro amigo, também fumante.

Apesar da dificuldade na fala, Aguinelo, que é um pouco tímido, consegue conversar bastante sobre sua vida com a ajuda da psicóloga Mariana de Fátima Canassa da Silva, que cuida do idoso e está acostumada a conversar com ele todos os dias. Em entrevista nesta segunda-feira, José Aguinelo se lembrou de sua infância e juventude no quilombo, onde ele disse que plantava milho, mandioca e cuidava de pequenas criações. E falou de uma irmã. "Eu tinha uma irmã folgada, mais velha, que judiava de mim. Ela me batia toda semana. Se chamava Maria", conta ele.

Sobre namoradas na juventude, Aguinelo diz que "elas chegavam e passavam", mas não soube explicar por que não se casou com nenhuma delas. Sobre a religião, ele disse: "não quer dizer nada, todo mundo vai morrer". Mas a vida com a irmã e a família no interior do Ceará ficou para trás, segundo ele, quando saiu para fazer a vida. Ele não sabe dizer quanto tempo faz, mas afirma que não pôde trazer a mãe, que ficou no Ceará.

José Aguinelo dá a entender que passou pela cidade de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, antes de chegar ao interior de São Paulo, onde foi trabalhar na agricultura. "Vim trabalhar na colheita de café", diz, ao ser questionado sobre como chegou a Bauru. De acordo com a administração do asilo, José Aguinelo foi deixado no asilo, em 1973, já com 85 anos.

"Naquela época, o asilo não costumava pedir os documentos, a burocracia no abrigo era menor", diz Mariana. Os documentos de Aguinelo são de 2001 e foram feitos após uma audiência que ele teve com um juiz de Bauru. "O juiz conversou com ele em um audiência e com as informações que ele repassou, elaborou a certidão de nascimento", conta a psicóloga.

Segundo ela, o asilo tem intenção de checar a idade de José Aguinelo com um exame de carbono 14. "Isso é necessário porque, pelos documentos, ele pode ser o homem mais idoso do mundo", diz. O problema é que este exame, que só é feito no Hospital das Clínicas, em São Paulo, custa em torno de R$ 60 mil, e o asilo não tem condições financeiras para isso. "Estamos tentando ver se conseguimos algumas doações para fazer este exame", diz.

Enquanto isso não acontece, José Aguinelo leva sua vida no asilo, que fará uma festa no final do mês para celebrar seus 126 anos. Se existe um segredo para viver bastante, Aguinelo não quis falar. Disse apenas que gosta de comer arroz, feijão e macarrão.

A Justiça Federal de Bauru, município do interior paulista, determinou que a Yahoo! Brasil quebre o sigilo de dados de uma conta de e-mail que estaria divulgando imagens de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. O pedido é do Ministério Público Federal (MPF), que realiza as investigações do caso.

Segundo a decisão, a filial brasileira da Yahoo deverá disponibilizar os dados no prazo de 30 dias, contando a partir do recebimento do ofício. Se a determinação não for atendida, a companhia terá multa diária de R$ 10 mil. Além disso, o representante legal da empresa, André Luiz Lobo Izay, será intimado pessoalmente para o cumprimento da deliberação.

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Apesar disso, a empresa se negou a quebrar o sigilo das informações, alegando que o endereço eletrônico alvo de investigações não teria sido registrado por meio da página brasileira, mas sim através da ferramenta oferecida pelo Yahoo nos Estados Unidos, afirma o MPF.

Em sua defesa, a Yahoo! alega que não possui “condições técnicas” para acessar tais dados e sugeriu para que a Justiça brasileira contatasse diretamente a matriz estrangeira para resolver o impasse. O MPF, por sua vez, rebate afirmando que se a companhia tem ciência de que a conta investigada foi criada a partir do portal americano, ela também é capaz de obter as informações requisitadas da sua matriz. 

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