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A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) está imprimindo os documentos escritos por Dom Hélder Câmara que serão enviados ao Vaticano, com o objetivo de contribuir com o processo de canonização do arcebispo emérito de Recife e Olinda, falecido em 1999. O material está sob guarda do Instituto Dom Helder Camara (IDHeC) e já foi parcialmente digitalizado, estando disponível para o público no site do Acervo Cepe.

As impressões atendem a uma solicitação da Congregação das Causas dos Santos, na cidade de Roma, na Itália, onde o material será analisado para emissão de decreto de validade jurídica. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Cepe informa que o IDHeC selecionou e diagramou para impressão 52.800 imagens, das quais 91.627 já foram digitalizadas pela editora, segundo levantamento feito por Vanuzia Brito, bibliotecária da instituição.

Os documentos incluem cinco coleções com cartas circulares, programas de rádio, discursos, correspondências e hemeroteca. No momento, há mais 51 cadernos de meditação (9.500 páginas) e 12 livros (2.753 páginas) para serem reproduzidos. “Nós seguimos na identificação de outros documentos de interesse do Vaticano, guardados pelo IDHeC, e estamos encaminhando todos para digitalização na Cepe”, comenta Vanuzia Brito.

O Vaticano solicitou duas cópias impressas de todos os escritos do religioso, além de uma via em HD. O trabalho de impressão dos volumes está sendo realizado gratuitamente e deve ser concluído em dois meses.

O Ministério Público do Pará (MP-PA) pediu à Justiça que decrete o afastamento liminar do governador do Estado, Helder Barbalho (MDB), em razão de supostos atos de improbidade administrativa ligados à compra de R$ 50 milhões de 400 respiradores "inservíveis" ao combate à pandemia da Covid-19 - negociação investigada pela Polícia Federal (PF).

No pedido apresentado à 1ª Vara de Fazenda da capital paraense, nesta terça-feira (10), o Procurador-geral do Pará Gilberto Valente Martins pediu ainda o bloqueio de ao menos R$ 15 milhões em bens de Barbalho e outros nove envolvidos, entre eles o ex-secretário de Saúde Alberto Beltrame e o ex-chefe da Casa Civil paraense Parsifal de Jesus Pontes.

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Segundo a Promotoria, as tratativas com a SNK do Brasil - empresa que recebeu pagamento antecipado de R$ 25 milhões pela entrega dos respiradores - "gerou enormes danos ao erário estadual, enriquecimento ilícito dos envolvidos e a violação de diversos princípios".

A ação diz que houve "compra superfaturada e fraudulenta, totalmente montada e direcionada, fruto de negociação escusa e repleta de ilegalidades e imoralidades, que ao final, resultou no recebimento de produto totalmente inservível ao combate da pandemia do Covid-19, prejudicando sobremaneira vida da sociedade paraense".

Além de Barbalho, Beltrame e Pontes, o Ministério Público do Pará imputa graves atos de improbidade administrativa a empresários ligados a SKN - André Felipe de Oliveira da Silva, Marcia Velloso Nogueira e Felipe Nabuco dos Santos -, à diretora do Departamento de Administração e Serviços Cintia de Santana Andrade, ao ex-assessor do gabinete do governador Leonardo Nascimento e ao ex-secretário adjunto de gestão administrativa da Secretaria de Saúde Peter Cassol. Este último foi flagrado na Operação Para Bellum com dinheiro vivo em um cooler que estava em sua casa.

Ao pedir o afastamento de Barbalho, o procurador-geral de Justiça Gilberto Valente Martins aponta "prática de corrupção" sistêmica na atual gestão do Poder Executivo estadual, "com ingerência direta" do governador. A ação de improbidade frisou que os supostos ilícitos são objeto de apuração das Operações Solércia, Para Bellum e S.O.S e envolveriam três secretarias de Estado distintas. Segundo Martins, tal cenário evidencia "potencial espraiamento das práticas atentatórias à probidade administrativa por todo o alto escalão do Executivo estadual" - "potencialidade extremamente danosa dos atos e para impedir novas condutas ímprobas", destacou.

"Em momentos de pandemia como o presente, pessoas do jaez do governador não podem ficar à frente do mais importante cargo do Poder Executivo, sob pena de não apenas por em perigo o patrimônio público, mas, também a vida das pessoas que necessitam do emprego adequado do dinheiro público, aos fins sociais e não para o atendimento de ganância particular", defendeu o procurador-geral do Pará.

No documento, a promotoria afirma que Helder Barbalho "aproveitou-se de sua posição de gestor maior para praticar diretamente atos que claramente viabilizavam desvios de dinheiro público, destinado a salvar vidas". Segundo o MP-PA, o governador "aproveitou" do Poder inerente ao seu cargo, "até mesmo para criar normas que subsidiassem seu esquema ilícito, ou seja, usou das prerrogativas que sua condição de chefe maior do Executivo Paraense, para gerar locupletamentos ilícitos, fraudando aquisições públicas milionárias".

"Trata-se, assim, do pior tipo de ser humano, qual seja, aquele que é pago para servir uma sociedade, ocupando um de seus cargos de gestão mais importantes, porém, abusa da confiança que lhe foi depositada para praticar fraudes e violações aos interesses sociais", registra a ação de improbidade.

Nessa linha, Martins alega que Barbalho precisa ser afastado por "estar patente seu envolvimento, comissivo e omissivo, nas múltiplas ilegalidades presentes em seu governo, ao que se soma a real possibilidade dele continuar a usar o cargo - até mesmo com a manipulação da Procuradoria Geral do Estado - para buscar encobrir a localização de provas e produzir situações que beneficiem os envolvidos em seus esquemas ilícitos".

Na ação de improbidade, o MP-PA pede ainda à Justiça que determine outras medidas cautelares, como a quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos e a decretação do bloqueio de até R$ 15 milhões dos requeridos. O valor da indisponibilidade tem relação com a indenização por direitos morais coletivos, de ao menos R$ 10 milhões, que a promotoria também solicitou.

Segundo o Ministério Público do Pará, houve no caso lesão aos princípios constitucionais da administração pública e dano ao erário - estimado até o momento - de R$ 5.083.400,27.

Ao solicitar o bloqueio dos bens, a Promotoria apontou "consequências nefastas" das condutas de improbidade "que deixaram a população paraense sem dignidade, morrendo sem atendimento adequado, em meio a uma pandemia, o que gerou violações enormes aos seus direitos fundamentais, especialmente a saúde e a vida, sem prejuízo de todos os abalos psicológicos, fruto de desespero generalizado".

"A adoção de uma política pública falha em decorrência de ato de corrupção, é, na prática, o descumprimento doloso do dever de proteção estatal, sendo induvidosa a ocorrência de lesão ao direito social em questão", defende o MP-PA.

Defesa

Procurado pela reportagem, o governo do Pará enviou nota dizendo que "a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informa que não foi notificada e por isso não teve acesso à Ação Civil Pública".

O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou pelo Twitter nesta terça-feira (27) que a rede pública estadual de ensino só retomará as atividades presenciais em 2021. Segundo o governador, a decisão foi tomada para "evitar que as escolas sejam ambiente de transmissão viral".

Os alunos vão continuar em aulas remotas até uma nova decisão da Secretaria de Educação do Pará (Seduc). O Pará tem 249.235 casos de covid-19 confirmados e 6.729 mortes. O detalhamento está disponível aqui.

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"Retornaremos em 2021. Se Deus quiser, em um novo tempo, já com a vacina e com as condições que possam proteger os nossos alunos e todos os profissionais da educação. A vida sempre deve estar em primeiro lugar", afirmou Barbalho.

A decisão foi tomada pela Seduc, informou Helder, com base em dados epidemiológicos da Secretaria de Saúde do estado (Sespa). Apesar do adiamento, o governo não fixou uma data para o retorno das atividades presencias e nem explicou como deve ficar o ano letivo dos estudantes.

Ainda segundo Helder Barbalho, serão mantidas as recargas no vale-alimentação, assim como a distribuição de chips de celular com pacote de dados, distribuídos para alunos do Ensino Médio acessarem aulas remotas.

Com informações do Twitter.

 

Com 100% das urnas apuradas, o candidato do MDB, Helder Barbalho, foi eleito governador do Pará no segundo turno, com 2.068.319 votos, ou 55,43% dos votos válidos. Seu adversário, Marcio Miranda (DEM), teve 1.663.045 votos, ou 44,57% dos votos válidos. Os votos brancos somaram 1,93% e os nulos, 9,59%. Entre os 5.497.638 eleitores do Estado, houve 23,29% de abstenções. Veja os números completos aqui.

Na eleição presidencial, o candidato do PT, Fernando Haddad, venceu no Estado, com 54,81% dos votos válidos. O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, teve 45,19% dos votos. Veja os números completos aqui.

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Helder Barbalho tem 39 anos e nasceu em Belém, no dia 18 de maio de 1979. É filho do senador reeleito Jader Barbalho e da deputada federal reeleita Elcione Barbalho. Tem formação superior em Administração pela Universidade da Amazônia (Unama). "Recebi a notícia da vitória com muita felicidade, muita alegria, sabendo que a responsabilidade de poder daqui para frente cuidar deste Estado, cuidar de milhões de paraenses, e fazer com que a esperança deste povo se transforme em obras e serviços e qualidade de vida. Um novo tempo para o Pará", declarou o novo governador.

Helder começou a carreira política como vereador de Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém, em 2000. Em 2002, elegeu-se deputado estadual. Nas eleições de 2004, foi eleito prefeito de Ananindeua. Em 2008, foi reeleito com 50% dos votos. Em 2014, candidatou-se ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene, do PSD. Em 2014, durante o segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), Helder foi ministro da Pesca e Agricultura. Depois assumiu a Secretaria Nacional dos Portos. Em seguida, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo presidente Michel Temer (MDB).

Em 2017, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também é citado no mesmo inquérito.

Helder Barbalho defendeu um programa de reformas na estrutura do Estado. Propõe investimentos em saúde e a reavaliação dos gastos atuais com as administrações de hospitais regionais. Destaca ainda planos para combater o desemprego e estimular a geração de vagas de trabalho por meio estímulo ao turismo, a agricultura, a pecuária, a indústria, a mineração, o pequeno e micro empreendimento. 

Com informações do LeiaJá Pará.

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O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, fez duras críticas ao governo Temer, por meio de um artigo, após o presidente ter sancionado a Lei n. 13.581, que concede a Dom Helder Câmara o título de patrono brasileiro dos direitos humanos. Saburido expôs que o texto da lei é sucinto, não explicita motivações e tampouco consequências. 

Saburido fez uma série de questionamentos direcionados ao presidente Michel Temer. “O que significa essa medida vir de um governo que justamente esvaziou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e comprometeu todo o trabalho que vinha sendo feito na luta contra todo tipo de discriminações? Será que nomear Dom Helder patrono brasileiro dos Direitos Humanos fará o governo voltar atrás da decisão de reduzir substancialmente os gastos públicos em saúde e educação, deixando os milhões de pobres abandonados à própria sorte?”, disparou. 

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“Como pensar em Direitos Humanos e relaxar as regras do controle ao trabalho escravo, assim como sujeitar os trabalhadores a regras que lhes são contrárias e que retiram direitos adquiridos na Constituição de 1988? E o que dizer da reforma da Previdência Social pela qual esse mesmo governo pressiona de formas ilícitas para vê-la aprovada?”, continuou perguntando. 

O arcebispo disse que diante do contexto foi “obrigado” a falar publicamente sobre o assunto. “Como arcebispo de Olinda e Recife, ministério que foi ocupado por Dom Helder Câmara, sinto-me, em consciência, obrigado a declarar publicamente que esse decreto presidencial, para ser sincero e coerente, precisa ser acompanhado por outro modo de governar o país e de cuidar do que é público, principalmente do bem maior que é o povo, sobretudo os mais fragilizados”. 

Dom Saburido ainda pediu que a luta pela justiça e paz continue. “Assim, como fez Dom Helder Câmara, trabalharemos pelos Direitos Humanos a partir da defesa dos direitos dos pobres, dos trabalhadores, das minorias excluídas e de todo ser vivo”, ressaltou. Ainda salientou que a política está desacreditada porque os políticos não primam pela coerência entre o seu falar e o seu agir.

 

 

 

Pouco utilizado desde 2013, quando foi integrado ao elenco profissional, o volante Hélder prorrogou seu contrato com o Náutico até 2018, mas será novamente emprestado pelo Timbu, desta vez ao NK Slaven Belupo, da Croácia, até o fim de 2017. O atleta jogou o primeiro semestre deste ano no Anápolis, pelo Campeonato Goiano, após isso retornou ao Timbu para a Série B, mas fez apenas um jogo com a camisa alvirrubra, no segundo tempo do duelo diante do Bahia e depois não foi mais utilizado pelo técnico Alexandre Gallo. 

Hélder integra o elenco profissional do Náutico desde a Série A de 2013, quando, sob o comando de Jorginho, teve uma de suas melhores sequências com a camisa alvirrubra, com nove jogos realizados. Depois disso chegou a ser emprestado para o Central em 2014, onde atuou o pernambucano e depois retornou ao alvirrubro e chegou a ser utilizado em cinco jogos da Série B daquele ano pelo técnico Dado Cavalcanti. Em 2015, atuou em 10 partidas no início da temporada, porém no segundo semestre entrou na lista de empréstimo e não atuou mais pelo Timbu no ano.

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Neste ano, o não aproveitamento do volante de 24 anos se deveu a forte concorrência no setor, que já conta com Maylson, Eurico, Rodrigo Souza, Gustavo Henrique, Ygor, João Ananias, Cal e Niel, este último lesionado. Hélder tinha contrato se encerrando com o Alvirrubro ao fim desta temporada.

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Parte do jovem elenco alvirrubro não ficará no clube para o restante deste ano. Após o frustrante início de ano, a diretoria do Náutico prometeu injeção financeira e reformulação do time para a Copa do Brasil e, principalmente, o Campeonato Brasileiro. E os principais alvos serão os jogadores revelados no clube com idade superior à de juniores - que devem ser emprestados ou ter contrato rescindido. Essa é a situação vivida pelo volante Hélder Ribeiro, que, ainda assim, aprova as alterações na equipe.

"A minha cabeça está tranquila, mostro vontade no dia a dia. A partir do momento que sair a notícia da reformulação vamos ser testados, mas estamos nos doando o máximo. Lisca ainda está avaliando. Se eu estiver fazendo por onde merecer vou ficar muito feliz em ficar.", comentou o volante alvirrubro.

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Hélder Ribeiro chegou a atuar no time principal do Náutico no início da temporada. Mas perdeu espaço e acabou o Campeonato Pernambucano com poucas oportunidades. Agora, o atleta revelado nas categorias de base do clube sente a pressão do processo de reformulação, mas destaca que é o Timbu quem vai sair ganhando.

"Ainda vai chegar alguns jogadores e é importante. Clube nenhum vai deixar de contratar, trazer reforços. Então o objetivo é chegar forte na Série B. O mais importante é decidir logo para conhecer o perfil dos companheiros e chegar forte na Série B", disse.

Apesar do estereótipo do Náutico em ser um time com jogadores inexperientes, Hélder afirmou que não dá para culpar os insucessos só por conta disso e destacou: "Pela idade são jogadores novos, até os que foram contratados. Mas esse rótulo de time novo é só porque não conseguimos ganhar os objetivos. Senão seria um time de sucesso".

 

Com a suspensão de Sassá e Crislan, pelo terceiro cartão amarelo, o técnico Dado Cavalcanti convocou dois jogadores que estavam no Recife apenas treinando. O atacante Leleu e o volante Hélder foram integrados à delegação, que está em Varginha para o confronto diante do Boa Esporte, terça-feira (21), às 20h50.

A surpresa desta convocação de Dado Cavalcanti fica por conta de Leleu. A última partida do atacante foi no dia 6 de setembro, no empate por 0 a 0 contra o Bragantino, na Arena Pernambuco. Na ocasião, o jogador entrou aos 40 minutos e pouco contribuiu para o Náutico em quanto esteve em campo.

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No final da tarde de segunda-feira (20), a diretoria confirmou que outros dois atletas também foram chamados pelo treinador. Com a dispensa de Tadeu e Roberto, os uruguaios Gastón Filgueira e Mario Risso também seguiram para Varginha.

“Na verdade, os caras têm que ficar preocupado comigo. Pelo menos eu sou mais bonito”. Com essa marra toda, o lateral-direito Helder Maurílio foi apresentado pelo Náutico, nesta sexta-feira (17). Com passagens pelo futebol francês e romeno, o atleta quer recomeçar sua carreira no Brasil. Indicado pelo técnico Lisca, o jogador vem para fechar o lado direito da zaga alvirrubra, junto com os companheiros João Ananias e Jackson. 

COMEÇO NO FUTEBOL
- Iniciei minha carreira tarde e de uma maneira diferente. Em 2006 (com 17 anos), em um torneio de várzea que participei, um treinador da base do Juventude perguntou se eu não queria fazer um teste no clube. Acabei sendo aprovado sem nunca ter feito nenhuma categoria de base. O "Juve" me ajudou muito. Meu último clube foi o Ceará, na reta final da Série B.

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ÉPOCA NO EXTERIOR
- Passei quatro anos na França e dois na Romênia. Lá fora, conheci o lado negro do futebol. Não vou dizer que passei fome, mas fiquei até cinco meses sem receber e vi atletas serem demitidos por e-mail.

SEQUÊNCIA DE JOGOS
- Tenho uma dívida comigo mesmo: conseguir uma sequência maior de jogos no Náutico. No Ceará atuei em poucas partidas. Das nove partidas que joguei lá, sete foram como lateral-esquerdo. Não dá para mostrar o meu valor jogando em uma posição que não estou acostumado. O Náutico está me dando a oportunidade de aparecer. Chegar em um time que você conhece, praticamente, todos os jogadores é bem mais fácil de se encaixar. Espero que eu possa ajudar o clube.

CONCORRÊNCIA NA LATERAL-DIREITA

- Os caras (de mesma posição que atuan no Náutico) têm que ficar preocupado comigo, pelo menos eu sou mais bonito que eles. O futebol é sempre uma competitividade. Aquele que estiver melhor tecnicamente vai jogar. Vou esperar o meu momento de entrar em campo, respeitando os meus companheiros.

Mais dois jogadores estão para chegar ao Náutico para esta temporada. O atacante Marcelinho, de 30 anos, já assinou contrato com o clube. Enquanto o lateral-direito Helder, que estava no Ceará, é aguardado pela diretoria para realizar exames médicos antes de colocar o preto no branco.

“É um jogador experiente e que estava no Fluminense por indicação do técnico Abel Braga. É rápido e pode atuar tanto como centroavante como atacante pelas pontas. Vai qualificar nosso grupo”, afirmou o gerente de futebol Lúcio Surubim.

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Já Helder tem as características desejadas por Lisca. “Ele fecha bem na linha de quatro e chega bem ao ataque. Deve chegar ainda hoje no Recife para fazer exames médicos e depois assinar”, concluiu Surubim.

As mudanças do técnico Jorginho para a partida contra o São Paulo podem ser mais radicais do que o esperado. A promessa era de um time mais fechado, priorizando a marcação. E isto realmente deve acontecer, no entanto, a grande novidade pode ser a entrada do volante Hélder, revelado nas categorias de base do clube, e que jogou o Pernambucano deste ano pelo Salgueiro.

O jogador treinou entre os titulares – que teve 12 jogadores -, no treinamento desta segunda-feira, no CT Wilson Campos. Entretanto, ainda não está confirmado no time para a partida desta terça-feira, na Arena Pernambuco.

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“Ele (Jorginho) não me passou nada se vou jogar ou não, mas se for, é a oportunidade que eu estava esperando. Vou tentar agarra”, afirmou o jogador, que disse estar preparado. “Jogador precisa estar pronto sempre que surgir a oportunidade. Se o professor optar por mim, será a chance da minha vida”, completou.

O restante do time titular teve  Auremir, William Alves, Leandro Amaro e Bruno Collaço; Martinez, Morales, Tiago Real; Olivera, Rogério e Jones Carioca.  Desses jogadores, dois saem e provavelmente serão dois atacantes.

O zagueiro João Filipe, que pertencer ao São Paulo não joga e por isso William Alves volta à titularidade. 

Pelo primeiro tempo, o Sport merecia vencer por uma boa margem. Mas como não aproveitou as chances iniciais, veio o castigo. Numa das pouquíssimas chances do Bahia no jogo, Hélder acertou o chute que culminou no empate em 1x1 entre o Leão e o tricolor de aço. Os pernambucanos permanecem na 17ª colocação, com 23 pontos. Os baianos estão 15ª, com 28.

O JOGO

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Após serem anunciadas várias escalações diferentes para o Sport, finalmente o torcedor conheceu a equipe titular que enfrentaria o Bahia. Willian Rocha não se recuperou totalmente de lesão e Renê ficou com a vaga na lateral-esquerda. O jovem não perdeu tempo e logo aos quatro minutos mostrou seu cartão de visitas. Em subida pela esquerda, Renê cruzou na cabeça de Hugo. O camisa 80 testou firme, Lomba ainda tocou na bola, mas ela morreu no fundo das redes.

Mal aconteceu o primeiro gol, por pouco Rithely não ampliou. Cicinho levantou na pequena área e o volante cabeceou no canto para a defesa à queima-roupa do goleiro baiano. O tricolor de aço respondeu em cobrança de falta três minutos depois. A bola passou por Saulo e a zaga do Sport afasta o perigo. Mas quem pressionava era o Leão. Moacir aproveitou corte errado de Titi e arriscou de longe para boa defesa de Marcelo Lomba.

Animado com os aplausos após o lance do primeiro gol, Renê chegou próximo de deixar sua marca na partida. Em contra-ataque, Felipe Azevedo achou o jogador livre de marcação, mas o lateral colocou muita força na hora de encobrir Lomba e jogou a bola por cima.

De pé em pé, o Leão não encontrava dificuldades em chegar à área baiana. Primeiro foi Rithely, que novamente apareceu livre na cara do gol e deu de peixinho para fora. Depois, Moacir aproveitou falha na marcação do Bahia e surgiu na frente de Lomba. O volante puxou para a perna direita e bateu em cima de Jussandro. O Bahia até tentou assustar em chute de Fabinho, mas Saulo evitou o gol na única finalização do adversário.

Perdido na partida, o Bahia nem de longe parecia o time que goleou o Vasco fora de casa na última rodada. O Sport seguia desperdiçando muitas chances, mas nenhuma delas caia nos pés dos atacantes e sim no dos volantes, principalmente Moacir e Rithely. E foi sobrando em campo que os pernambucanos encerram o primeiro tempo com apenas 1x0 no placar.

No segundo tempo, Jorginho sacou Zé Roberto e colocou Elias. A alteração melhorou o time do Bahia, que voltou pressionando o Sport no segundo tempo. E foi o próprio meia que teve uma boa chance de marcar em cobrança de falta na meia lua. Após muita confusão na formação da barreira, Elias bateu fraco no centro do gol.

Hugo aproveitou um vacilo de Danny Morais e chutou rasteiro no canto de Lomba que só observou a bola passar rente a trave esquerda. No lado do tricolor, Jones Carioca tabelou com Souza e só não pintou na cara do gol porque Saulo chegou primeiro e cortou com a perna direita.

Com a entrada de Elias, o Bahia começou a ganhar no meio-campo, muito também depois da saída de Rithely, que sentiu uma lesão e foi sacado no início do segundo tempo para a entrada de Naldinho. Waldemar Lemos também substituiu o autor do gol Hugo e colocou Felipe Menezes, além de tirar Gilsinho e colocar Gilberto.  Aos 27 minutos, Elias recebeu passe de Souza e acertou uma bomba no travessão de Saulo, assustando a torcida rubro-negra.

De susto para sofrimento. Jones cruzou na área do Leão, a bola passou por todo mundo e sobrou para Elias, que rolou para o chute cruzado de Hélder, silenciando a Ilha do Retiro. Aos 37 minutos do segundo tempo, o Bahia empatava o jogo em 1x1. Com pouco mais de 10 minutos para reagir, o nervosismo travou as pernas dos rubro-negros, que vão lamentar os dois pontos perdidos no clássico nordestino.

Ficha do Jogo:

Local: Ilha do Retiro

Horário: 20h30

Sport: Saulo; Cicinho, Edcarlos, Diego Ivo e Renê; Tobi, Moacir, Rithely(Naldinho) e Hugo(Felipe Menezes); Gilsinho(Gilberto) e Felipe Azevedo. Técnico: Waldemar Lemos.

Bahia: Marcelo Lomba; Neto, Danny Morais, Titi e Jussandro; Fabinho, Hélder, Diones(Kléberson) e Zé Roberto(Elias); Jones(Mancini) Carioca e Souza. Técnico: Jorginho.

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP/Fifa).

 Assistentes: Carlos Nogueira e Gilberto Rodrigues (ambos de SP).

Gols: Hugo, aos 4 minutos do 1º tempo e Hélder, aos 37 minutos do segundo tempo

Cartões Amarelos: Jussandro, Danny Morais, Souza, Neto, Elias, Fabinho, Titi (Bahia), Renê, Edcarlos, Diego Ivo (Sport)

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