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Nesta quarta-feira (15), o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se desfiliou do PSDB, através de uma carta enviada para o diretório da legenda na capital paulista. O gesto reforça a tese de que o político pode ser vice na chapa encabeçada por Lula para as eleições presidenciais de 2022.

Alckmin foi um dos fundadores do PSDB, no qual estava há 33 anos. As possibilidades do político no partido foram suprimidas pela filiação do atual vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que pretende disputar o executivo estadual no ano que vem. A ideia é apoiada pelo atual governador João Dória, que ocupa papel de liderança no partido.

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Especula-se que o destino de Alckmin deva ser o PSB, que indicaria seu nome para compor a chapa com Lula em caso de aliança estadual com o PT. O ex-governador Márcio França, que deseja disputar o governo de São Paulo com o apoio petista, tenta promover o nome de Alckmin à chapa presidencial.

O PT de São Paulo, contudo, deseja indicar Fernando Haddad para as eleições do executivo estadual. Caso a costura com o PSB não funcione, Alckmin pode se filiar ao Solidariedade, que já formalizou convite.

Após a intensificação das rusgas entre o presidente Jair Bolsonaro com o próprio ministro da Saúde, Luiz Mandetta, o jornal O Globo publicou que Mandetta deve ser exonerado ainda nesta segunda (6). Quando a notícia foi publicada, o presidente já havia se reunido com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), cotado para assumir a pasta. Mas quem é Osmar Terra? Médico e contrário ao isolamento social, o deputado vem fazendo diversas críticas à estratégia preventiva adotada em todo mundo, o que agrada Bolsonaro.

Ex-prefeito de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, Terra já foi ministro em duas ocasiões. Primeiro, assumiu a pasta de Desenvolvimento Social, no governo Temer. Depois, foi convidado pelo próprio Bolsonaro a assumir o Ministério da Cidadania, sendo substituído por Onyx Lorenzoni. À época, interlocutores palacianos haviam repercutido o desempenho ruim do gaúcho diante da pasta: a fila do Bolsa Família, por exemplo, chegou a 1 milhão de pessoas depois de maio, quando estava zerada.

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Na verdade, antes da exoneração, especulava-se que Terra poderia deixar o Ministério da Cidadania devido às acusações de que a pasta havia contratado uma empresa de informática que, segundo a Polícia Federal, foi usada para desviar R$ 50 milhões dos cofres públicos entre 2016 e 2018. Outro mal-estar, de cunho pessoal, pode ter sido determinante para o rompimento entre Terra e Bolsonaro: correram notícias de que o então ministro manteria uma suposta relação extraconjugal com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Negacionismo?

Terra é visto ainda, por setores mais progressistas, como um negacionista da ciência. “A ideia de fazer quarentena para reduzir a velocidade e ‘achatar’ a curva de aumento de casos,não funcionou em nenhum país do mundo nesta epidemia!  Estão  submetendo a população a enormes sacrifícios por uma teoria sem resultados práticos!”, alardeou o deputado em seu Twitter, em que divide a foto de perfil com o presidente Bolsonaro.

A rede social de Terra, aliás, tornou-se um repositório de questionamentos à política de isolamento social e de contraponto ao trabalho de Mandetta. Também lá, o deputado rasga elogios ao presidente: “Está na hora dos governadores ouvirem o Presidente e acertarem com ele  o fim dessa quarentena sem resultados”, postou em 4 de abril. O deputado, que chama a quarentena adotada pelo país de “radical” e “inócua”, também fez críticas à Organização Mundial de Saúde (OMS), a qual disse estar “colocando o corpo fora” do isolamento horizontal.

Este não foi seu primeiro atrito com a comunidade científica. Em 2019, Terra atacou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e disse que não via “validade científica” em um estudo sobre drogas desenvolvido por três anos pela instituição, com aporte de 500 pesquisadores e 16 mil entrevistas. “Eu não confio nas pesquisas da Fiocruz. Se tu falares para as mães desses meninos drogados pelo Brasil que a Fiocruz diz que não tem uma epidemia de drogas, elas vão dar risada. É óbvio para a população que tem uma epidemia de drogas nas ruas. Eu andei nas ruas de Copacabana, e estavam vazias. Se isso não é uma epidemia de violência que tem a ver com as drogas, eu não entendo mais nada. Temos que nos basear em evidências”, afirmou, sem apresentar tais “evidências”.

O advogado Túlio Gadêlha ganhou grande notoriedade após ficar conhecido como o namorado de uma das apresentadoras mais famosas do Brasil, Fátima Bernardes. No entanto, o pernambucano mostra querer ser reconhecido por uma luta maior em prol das pessoas. Especulado para disputar uma vaga na Câmara Federal na eleição deste ano, em entrevista exclusiva ao LeiaJá, nesta terça-feira (19), ele mesmo confessou que a possibilidade é maior do que o que tem sido comentado nos bastidores: “Sim, é possível”, ressaltou. 

Filiado ao PDT há 11 anos, Túlio Gadêlha contou que esse chamado foi feito há mais de um ano pessoalmente pelo próprio pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT). “Eu sou filiado ao PDT há 11 anos, foi o meu primeiro e único partido. O partido já fez esse chamado. O próprio Ciro Gomes me chamou para disputar um mandato em fevereiro de 2017. A gente que é filiado a um partido político sempre estamos à disposição para disputar uma candidatura. Todos que são filiados têm que estar à disposição do partido, caso exista um chamamento”. 

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Túlio expôs que tem avaliado a possibilidade, mas garantiu que não pensa em um projeto político pessoal. “A gente tem avaliado essa possibilidade com o movimento, queremos fazer uma construção horizontal. Nunca fui candidato de mim mesmo. Nunca pensei em ser candidato para ter um projeto político pessoal. Nosso projeto sempre foi de grupo e, hoje, o grupo parece que está mais forte do que nunca”. 

O grupo que ele destaca é o Movimento Nós Acreditamos, que vem sendo articulado há alguns anos. Porta-voz do movimento, ele ressaltou que o objetivo maior é identificar pessoas que possuem um perfil histórico de luta em defesa das causas sociais em diversas áreas. “Demos esse nome como uma maneira de chamar essas pessoas para discutir a política, para participar. Nós acreditamos que podemos mudar essa realidade que o país vive hoje e que essa mudança não se dá através da esperança em uma pessoa, em uma figura. Uma pessoa não vai mudar isso, a gente quer democratizar os espaços de poder”, explicou. 

 

Ao falar sobre democratizar espaços de poder, Túlio Gadêlha citou Pernambuco como um dos locais dominados por oligarquias. “São, em sua grande maioria, grupos familiares que aqui no Nordeste insistem em permanecer no poder, que têm toda uma  estrutura de poder e financeira que mantêm essas oligarquias hoje no comando do país. É necessário uma reflexão do quanto isso tem sido prejudicial ou bom para o nosso estado”. Questionado se podia ser citado, como exemplo, os Coelhos e os Mendonças, ele foi direto. “Seriam todos que são filhos e netos de políticos que hoje permanecem no poder”. 

O tema sobre oligarquias em Pernambuco foi debatido em um aulão na tarde de hoje, que reuniu estudantes para falar também sobre política. Túlio foi o convidado para a série de encontros. “Eu recebi o convite da professora Fernanda Pessoa e ela tenta trazer um pouco o aluno para esse mundo real. Existe o mundo acadêmico, que é muito importante, onde ele está preocupado com seu futuro, sua vida profissional, mas no mundo real existem coisas e questões que a gente deve se envolver”. 

O porta-voz do Nós Acreditamos ainda salientou que tem sido a ausência das pessoas que tem provocado a crise política e institucional no Brasil. “A nossa intenção, neste aulão, é debater com os alunos, tentar entender como eles compreendem essa realidade, essa conjuntura política no país e debater com eles essas questões que são de suma importância para a compreensão do mundo e dos rumos do país”, acrescentou. 

Em defesa de Lula

O namorado de Fátima Bernardes chegou a ir, em abril passado, até São Bernardo do Campo, em  São Paulo, para prestar “solidariedade” ao ex-presidente Lula antes dele ser preso. Na ocasião, Túlio chegou a dizer que o Judiciário tem se tornado cada vez mais parcial. “A gente tem convicção que esse foi um julgamento político também. Que a Justiça não pode ser política. Por isso, a gente está aqui presente para dar esse gesto de solidariedade ao presidente e à democracia brasileira”, chegou a dizer em vídeo compartilhado pela página do PT no Facebook. 

O ativista também foi centro de uma polêmica após ser exonerado da presidência do Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe) menos de dois meses depois de ser empossado. Em tom de desabafo, Túlio falou que tomou ciência da exoneração apenas por telefone e se mostrou indignado ao declarar que o real motivo para o ocorrido não foi um ajuste administrativo e, sim, “partidário e eleitoreiro”.

Na época, falou sobre a “urgência” de uma reforma política. “Não é mudar apenas o nome, mas, sim as práticas. A política deve servir para organizar a sociedade com representantes comprometidos em fazer uma gestão do bem público para o público e com qualidade”, pontuou. 

A provável ausência do pai de Meghan Markle no casamento dela com o príncipe Harry, da Inglaterra, transformou o que se antecipava como um dia feliz em uma crise familiar que volta a pôr sobre a mesa o papel da imprensa sensacionalista.

Nesta segunda-feira (14), o Palácio de Kensignton anunciou que Meghan Markle estava atravessando "um momento profundamente pessoal", sem chegar a confirmar a ausência do pai, anunciada pouco antes pela imprensa.

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Se a informação for confirmada, Thomas Markle renunciaria a participar do casamento no castelo de Windsor e a levar sua filha até o altar. Isso levanta agora a questão sobre quem assumirá o posto, em uma cerimônia que deve ser acompanhada por milhões de pessoas no mundo todo.

Segundo o portal de notícias sobre os famosos TMZ, Thomas Markle alegou que teve um infarto e que também não quer envergonhar a filha, nem a família real, após aceitar ser fotografado em situações bastante prosaicas: olhando fotos de Meghan com Harry, lendo um livro sobre o Reino Unido, ou tirando as medidas para o terno.

- Abatido fisicamente -

O pai não tem notícias da filha desde que se soube que ele não iria ao casamento, relatou o TMZ nesta terça-feira. Thomas Markle anunciou à imprensa americana que voltaria a ser internado por dores no peito e que sentia abatido com toda essa história.

Markle, de 73 anos, considera ainda que a mãe de Meghan, sua ex-mulher Dora Ragland, é uma boa opção para levá-la ao altar.

Não há muitas outras opções, na verdade, já que nenhum de seus três tios, entre eles um ex-diplomata americano e um bispo, foi convidado para a cerimônia. Seu meio-irmão - aquele que chegou a aconselhar Harry publicamente a não se casar com Meghan - também não foi convidado.

O príncipe ainda não conhece seu sogro pessoalmente e lhe pediu a mão de sua filha por telefone.

Thomas Markle é um diretor de iluminação de televisão aposentado - ganhou um Emmy em 2011 por seu trabalho na série "General Hospital" - que vive no México, perto da fronteira com os Estados Unidos.

- O palácio pede 'respeito' -

"É um momento profundamente pessoal para a Sra. Markle nos dias prévios a seu casamento", afirmou na segunda-feira um porta-voz do Palácio de Kensington, residência oficial do príncipe Harry, em um breve comunicado.

"Ela e o príncipe Harry pedem, de novo, compreensão e respeito por [Meghan] Markle nessa difícil situação", acrescentou.

Ao ser questionado, o palácio não confirmou se o pai de Meghan Markle estará presente no sábado.

As imagens de Thomas Markle foram feitas por uma agência de Los Angeles e vendidas por 100.000 dólares, segundo o tabloide "Daily Mirror".

De acordo com os familiares de Thomas Markle, citados pelo jornal, ele se sente "traído" e "um idiota".

A meio-irmã de Meghan por parte de pai, que tampouco foi convidada para o casamento, assumiu a culpa pelo episódio. Samantha Grant explicou no Twitter - segundo o jornal "The Times", já que sua conta é privada -, que a imprensa transmitiu uma imagem ruim de seu pai. Diante disso, ela o aconselhou a tirar algumas fotos para melhorá-la.

O episódio levou o Palácio de Kensignton a advertir contra qualquer publicação de fotos roubadas de Thomas Markle e a pedir que se respeite sua vida privada.

Pesquisadores franceses acreditam ter encontrado uma causa anatômica e aparentemente tratável da dislexia, que estaria localizada em minúsculas células receptoras de luz nos olhos - revela um estudo divulgado nesta quarta-feira (18).

Entre as pessoas que não estão afetadas por essa disfunção que afeta a leitura, esses receptores não têm a mesma forma em ambos os olhos: são assimétricos.

Quando o sujeito vê uma imagem, o cérebro escolhe o sinal enviado pelo olho dominante - o ser humano tem um que prevalece sobre o outro - para recriá-la.

Já nos disléxicos essa zona é simétrica nos dois olhos, segundo o estudo publicado na revista "Proceedings of the Royal Society B".

Isso faz o cérebro ter a incapacidade de escolher entre os dois sinais enviados por ambos os olhos, o que explicaria a confusão que os disléxicos sofrem na hora de ler e escrever, por exemplo, as letras "b" e "d".

"Nossas observações nos permitem pensar que encontramos uma causa potencial da dislexia", disse à AFP um dos autores do estudo, Guy Ropars, da Universidade francesa de Rennes.

Além disso, "tanto para as crianças quanto para os adultos", o "diagnóstico é relativamente simples", já que é determinado observando os olhos, afirmou.

Ropars e seu colega Albert Le Floch chegaram a essas conclusões, comparando dois grupos de 30 estudantes - um disléxico, e outro, não.

Seu tratamento também pode estar ao alcance da mão: "Descobrimos que há um intervalo de tempo entre a imagem primária", vista pelo olho, "e a imagem-espelho", recriada pelo cérebro, "e isso nos permitiu desenvolver um método para borrar a imagem-espelho que tanto confunde os disléxicos", mediante uma lâmpada LED.

Alguns dos participantes afetados por essa disfunção chamaram-na de "lâmpada mágica", embora os pesquisadores tenham advertido que são necessários novos estudos para confirmar que a técnica realmente funciona.

"Existem outras possibilidades de tratamento para compensar essa simetria, utilizando a plasticidade do cérebro. Certamente, (no futuro) poderão ser adaptadas pelos médicos", afirmou.

A dislexia afeta cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, ou seja, uma em cada dez.

Ela é o nome do momento. E após a abertura dos Jogos Olímpicos na última sexta-feira, dia 5, Anitta ficou ainda mais na boca do povo. É claro que com essa participação no evento, que foi transmitido para o mundo todo, dúvidas sobre uma carreira internacional da cantora começaram a surgir. O que ela pensa sobre o assunto?

- Não dá para querer sair correndo com tudo e meter os pés pelas mãos por conta disso. É sempre um passo após o outro, revelou Anitta nos bastidores do Caldeirão do Huck, programa do qual participou no dia seguinte à abertura das Olimpíadas e quando apareceu com um visual que chamou bastante atenção.

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Mas os fãs da estrela não precisam ficar chateados pensando que ela não quer dar voos maiores. Para a cantora, tudo é questão de tempo:

- Eu estou seguindo minha vida normalmente. Já estava estudando a carreira internacional, continuo fazendo isso, mas tudo com muita calma.

As dificuldades encontradas na montagem de um novo governo levou o vice Michel Temer (PMDB) a revisar a intenção de contar com uma equipe de "notáveis" e reduzir o Ministério. Os dois itens foram defendidos como prioritários pelo peemedebista antes do início das negociações com os partidos que devem compor a nova base aliada, após um eventual afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Na lista de nomes praticamente confirmados por Temer estão o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, todos citados na Operação Lava Jato. Apesar disso, Temer disse publicamente que o fato de ser investigado não é impeditivo para a indicação ao Ministério.

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Além disso, o fator Lava Jato tem sido uma barreira para a definição de um titular para a Justiça, pasta à qual está subordinada a Polícia Federal. Há ressalvas em escolher alguém ligado aos partidos com parlamentares investigados. Fora isso, nomes sondados para o cargo, como do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, têm recusado a ideia. "A minha contribuição no serviço público já foi dada", disse Britto.

Na lista inicial de notáveis também estava o cirurgião paulista Raul Cutait, que ocuparia, na cota do PP, a pasta da Saúde. O nome dele foi barrado pela bancada do partido na Câmara, que quer indicar um deputado ao cargo.

'Fatura amiga'

À medida que avançam as negociações, Temer não está livre nem dos embaraços criados pela própria bancada do PMDB da Câmara. Contrariados com a possibilidade de perderem os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, deputados cobram para serem compensados por pastas do mesmo porte.

"Não queremos abrir mão do espaço que nós temos. Não podemos pelo fato de termos presidente ficar para trás", afirmou o deputado licenciado Edinho Bez (PMDB-SC), após participar ontem de reunião da bancada com Geddel e o ex-ministro Eliseu Padilha, articuladores de Temer.

Na saída do encontro, Geddel deu o tom sobre as dificuldades enfrentadas. "Problemas sempre têm. Se não tivesse, estava desempregado", afirmou.

Como alternativa pela perda de espaço, representantes da bancada do PMDB da Câmara querem que Temer adote o mesmo modelo de distribuição de cargos usado pelo governo do PT, em que "aliados" indicam o titular da pasta e o partido do presidente, os cargos do segundo e terceiro escalões. Por essa lógica, criticada no passado pelos próprios peemedebistas, lideranças do partido estão de olho em superintendências estaduais da Educação, do Transporte e da Agricultura, que devem ter ministros de DEM, PR e PP, respectivamente.

Sem redução

Diante dessa pressão, Temer começou a indicar que não pretende fazer cortes radicais no número de ministérios. No passado recente, o PMDB chegou a pregar a existência de apenas 20 pastas, em vez das atuais 32. Aos deputados da legenda, o vice disse nesta quarta-feira, 4, que deve aguardar o período de três meses na Presidência para decidir sobre possíveis cortes. "Como eu vou assumir provisoriamente, vou aproveitar para ver isso e depois as pessoas terem o direito de me cobrar", disse o vice, segundo o deputado Jarbas Vasconcelos (PE).

Apesar dos problemas, Temer fez avançar algumas negociações para acomodar os indicados dos partidos. Além de ministérios, o PP quer comandar a Caixa Econômica Federal e, para tanto, indicará o ex-ministro Gilberto Occhi, que é funcionário de carreira do banco. Para a pasta de Direitos Humanos, como forma de atrair o bloco de partidos nanicos da Câmara, Temer sondou a deputada Renata Abreu (PTN-SP), vice-presidente nacional da sigla. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há pouco mais uma semana, Henrique Meirelles foi palestrante no Brazil Summit. O tradicional evento anual realizado em Nova York, pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, ocorreu no dia seguinte à votação da primeira fase do impeachment. Estava lotado. Meirelles, que é o nome de Temer para o Ministério da Fazenda caso assuma a Presidência, enumerou os itens que considera importantes para tirar o Brasil da recessão e iniciar a retomada do crescimento.

Defendeu a melhoria do ambiente de negócios para incentivar a volta dos investidores, especialmente na área de infraestrutura. Citou a importância da abertura comercial. Falou da necessidade de o País enfrentar reformas, como a da Previdência, que possam aliviar o crescimento dos gastos no longo prazo, frear e, mais adiante, a reduzir a dívida pública. Entrou até em temas polêmicos, ao dizer que é preciso suportar provisoriamente um aumento de impostos.

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Quem conhece o "Uma Ponte para o Futuro", documento que reúne propostas do PMDB para a economia, sabe que boa parte dessas medidas está lá. Apesar de alguns integrantes do PMDB refutarem aumento de impostos, respeitados especialistas em finanças públicas garantem que é impossível escapar de uma alta no curto prazo.

Se estiver valendo cada palavra que proferiu no evento, não há como negar que Meirelles estaria alinhado com um eventual governo de transição liderado por Michel Temer. Mas é preciso também lembrar que o documento reúne uma espécie de consenso entre os economistas ditos liberais, por assim dizer, e que existe um abismo entre a intenção e a possibilidade concreta de tirar cada proposta do papel. Não basta ser capaz de concordar com elas. A passagem de Joaquim Levy pela Fazenda mostrou isso.

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