Tópicos | Escolas integrais

O Serviço Social da Indústria (Sesi) em Pernambuco recebe inscrições, até 31 de agosto, para a seleção de bolsas em escolas integrais. Ao todo, são oferecidas 1.182 oportunidades para os níveis fundamental, médio regular e Novo Ensino Médio.

Podem participar da seletiva crianças e adolescentes de baixa renda. Segundo o Sesi, o processo seletivo analisará o histórico escolar dos participantes, bem como promoverá análise de requisitos e documentos exigidos.

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Os aprovados estudarão na Rede de Educação do Sesi. Só para o Novo Ensino Médio, por exemplo, estão disponíveis 530 bolsas para as cidades do Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Caruaru, Escada, Goiana, Recife, Moreno, Paulista e Petrolina.

Ainda sobre o Novo Ensino Médio, a seleção exige que os candidatos tenham, no máximo, 17 anos, até 31 de dezembro deste ano. A lista de aprovados está prevista para 8 de setembro.

Outros detalhes informativos sobre as bolsas podem ser obtidos no site do Sesi. No mesmo endereço, os candidatos podem acessar os editais de cada nível escolar.

Na tarde desta quinta-feira (10), o Governo de Pernambuco anunciou que em 2021 serão criadas 31 escolas integrais, distribuídas por todo o Estado, sendo 30 escolas de referência que vão contemplar tanto o ensino médio quanto o fundamental, além de uma Escola Técnica Estadual (ETE). O anúncio foi feito durante uma transmissão que contou com as presenças do governador Paulo Câmara (PSB), da vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) e do secretário de Educação e Esportes, Fred Amancio.

Com a implementação das novas unidades de ensino, o Estado passará a contar com 469 escolas integrais. Dessas, 463 atendem apenas ao ensino médio (Escolas de Referência e Escolas Técnicas). As escolas serão distribuídas da seguinte maneira: 14 ofertarão o Ensino Médio Integral (45 horas semanais, 35 horas semanais e 35 horas semanais com dois turnos); 13 ofertarão o Ensino Fundamental e Médio Integral (35 horas semanais com dois turnos); e 4 o Ensino Fundamental Integral (35 horas semanais).

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No que diz respeito à localização, as unidades serão distribuídas entre os municípios do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Carpina, Buenos Aires, Vitória de Santo Antão, Catende, Barreiros, Feira Nova, Passira, São Caitano, Santa Cruz do Capibaribe, Garanhuns, Arcoverde, Cedro, Santa Maria da Boa Vista, Jatobá, Tabira e Petrolina.

Para o secretário Fred Amancio, o aumento da oferta de turnos e vagas em tempo integral fomenta possibilidades de estudos para os alunos. “Todos os anos, a rede de escolas em tempo integral é ampliada, é um compromisso do Governo do Estado. É importante destacar também que essas unidades que ofertam os dois turnos oferecem mais vagas e permitem também que o estudante escolha o melhor horário para os estudos, pois sabemos que alguns precisam conciliar a escola com o mercado de trabalho”, disse ele.

Já o governador Paulo Câmara comemorou a ampliação da rede de ensino integral do Estado, que já chega a 60% da rede de ensino em Pernambuco. A meta, segundo ele, é ampliar esse percentual. “Estamos atingindo um patamar importante. Já somos o estado que tem a maior rede de escolas integrais no ensino médio e vamos continuar crescendo. Em 2021, teremos 463 unidades de ensino ofertando esta etapa, ultrapassando mais de 60% das vagas em tempo integral, e estamos bem próximos de atingir um compromisso que temos com o povo pernambucano: garantir a vaga a todo estudante que queira estudar numa escola integral”, pontuou o governador.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta segunda-feira (10), por meio do Diário Oficial da União (DOU) uma Portaria que define quais estados da federação receberão recursos financeiros referentes à segunda parcela de 2020 do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, pagos por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Ao todo, 24 estados e o Distrito Federal foram considerados aptos pelo MEC (apenas Minas Gerais e Santa Catarina não estão na lista). O Ceará é o estado com o maior número de alunos matriculados, de acordo com o Censo Escolar 2019, base utilizada para determinar o investimento, e portanto o que recebe o maior aporte, de R$ 16.020.598 ao total, seguido por Pernambuco, com 21.876 estudantes e R$ 9.254.679. Confira a lista completa acessando a Portaria na íntegra

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Portaria publicada nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Educação (MEC) reforça a implantação do novo ensino médio. Isso porque foi instituído do Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral, criado por meio de medida provisória, no dia 22 de setembro.

A proposta do programa é aumentar a jornada escolar de 800 para 1,4 mil horas, além de destinar recursos financeiros para as secretarias estaduais de Educação do País. De acordo com o MEC, serão mais de 257 mil vagas para 572 escolas públicas distribuídas em todas as regiões brasileiras. “O governo federal repassará às redes de ensino, para cada vaga de ensino médio integral, R$ 2 mil por ano. Com a iniciativa, o MEC dá andamento a ações compartilhadas com estados e Distrito Federal para universalizar o acesso e a permanência de todos os adolescentes de 15 a 17 anos nessa etapa da educação básica”, comentou o ministro da Educação, Mendonça Filho, conforme informações da assessoria de imprensa.

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A portaria trouxe algumas regras para as secretarias de Educação aderirem ao programa. Entre elas, as pastas devem ter, no mínimo, 2,8 mil estudantes, bem como precisam apresentar projeto pedagógico que passará por avaliação do Ministério. Se algumas secretariais não quiserem ingressar no programa, resultando em sobra, as oportunidades serão repassadas para outras pastas, tendo prioridade as que obtiveram o menor índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) no ensino médio.

De acordo com o MEC, as escolas em tempo integral deverão ser implantadas até o final do primeiro semestre do próximo ano. No mínimo, a carga horária estabelecida na proposta curricular deve ser de 2.250 minutos semanais. Confira a portaria publicada na íntegra

Uma das propostas do novo ensino médio, anunciado nessa quinta-feira (22), é a instalação de escolas integrais. Tomando como referência as unidades da Rede Estadual de Pernambuco, os alunos estudam, pelo menos, nos turnos da manhã e tarde, largando apenas próximo ao começo da noite. Para o panorama da rede privada de ensino, a tendência é que a ampliação das aulas resulte também em um impacto financeiro.

Em entrevista ao LeiaJá, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE), José Ricardo Dias Diniz, confirmou que as mensalidades devem ficar mais caras assim que o novo ensino médio vire realidade. José Ricardo preferiu não precisar quantos por cento será o aumento, mas revelou que ele será inevitável.

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“Você tem um upgrade de carga horária que assusta, com a instalação da escola integral. Isso, com certeza, vai ter um impacto econômico e financeiro. É a nossa primeira preocupação como gestor educacional de uma escola particular. Como os sistemas de ensino vão se moldar? Em quanto tempo? E o Enem vai mudar? São questões que precisam ser encaradas e talvez não tenham sido nem pensadas”, opinou o presidente do Sinepe-PE, enfatizando o aumento na carga horária de 800 horas para 1,4 mil horas anuais.

Sobre a flexibilidade no currículo escolar do ensino médio, José Ricardo acredita que a sugestão pode ser positiva, mas reforça que ainda é necessário discutir com a sociedade civil. “O ensino médio precisa realmente de mudanças para ser menos engessado. Mas como a coisa está posta, ficou bastante confuso. Não publicaram a medida provisória, porque tinha um erro sobre a não obrigatoriedade de artes, educação física, filosofia e sociologia. Acho que a entrada do projeto foi pela porta errada. Como será o novo Enem? O aluno terá uma prova pegando as quatro áreas do conhecimento e depois haverá uma prova sobre uma área específica? Se isso acontecer, voltaremos ao modelo dos antigos vestibulares”, finalizou José Ricardo, chamando a atenção que ainda existem dúvidas acerca da proposta.

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Escolas em tempo integral, maior carga horária de aula e currículo flexível para os estudantes. Essas são algumas das novidades que agora fazem parte ensino médio brasileiro, anunciado na tarde desta quarta-feira (22) em Brasília pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. Ao lado do presidente Michel Temer e do governador de Pernambuco Paulo Câmara, o ministro disse que a mudança era necessária e que colocará o Brasil entre os países com educação moderna e atrativa.

De acordo com Mendonça Filho, o aumento da carga horária se dará gradativamente - de 800 horas para 1,4 mil anuais -, mas o modelo de escolas integrais, em que o aluno fica os turnos da manhã e tarde nas unidades de ensino, deverá entrar em vigor já no próximo ano. O grande destaque fica por conta da flexibilidade dos currículos escolas, deixando o aluno com a possibilidade de aprender assuntos por área de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

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Durante o novo ensino médio, os alunos também poderão concluir a formação escolar e ter educação profissional ao mesmo tempo. Para isso, de acordo com Mendonça Filho, instituições como Senai e Senac ajudarão na capacitação dos estudantes. Segundo o ministro, a reforma era urgente e necessária.

“O Brasil permanece na contramão do mundo. Com o novo ensino médio, haverá uma forte mudança na educação brasileira. O Ideb está estagnado desde 2011. Os jovens hoje têm menos conhecimento. Mais de 1 milhão de jovens, entre 15 e 24 anos, não estudam e não trabalham, e a população jovem entrará em declínio após 2022. Para mim, isso justifica a urgência que define a necessidade de uma medida provisória”, opinou Mendonça Filho.

O presidente Michel Temer destacou que os jovens poderão escolher quais temas deverão estudar, de acordo com o que tiver mais afinidade. “São opções e não imposições curriculares. Isso combate a evasão escolar que assola o ensino médio”, disse Temer. A previsão de investimento para a implantação do novo ensino médio, a princípio, é de R$ 1,5 bilhão em dois anos.  

O Diário Oficial do Estado publicou, nesta quarta-feira (1º), uma medida do Governo de Pernambuco referente ao seu Programa de Educação Integral. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão público, para este ano, o número de escolas de referência aumentou de 173 para 271. A assessoria também informou que o programa agora passa a abranger 137 cidades (34 a mais do que o número anterior), incluindo o arquipélago de Fernando de Noronha.

Mais de 100 mil estudantes serão atendidos e, das 44 unidades educacionais, 12 foram criadas já com horário integral de funcionamento, o que correspondente a 40 horas semanais, segundo o governo. Ainda de acordo com o poder público, outras 40 escolas que funcionavam em regime semi-integral passarão a atuar com o horário ampliado.

Para o governador do Estado, Eduardo Campos, o programa atua decisivamente no aumento da qualidade de ensino local. “Nosso objetivo é ampliar o acesso da população à educação integral, pois a educação de qualidade é o único investimento com retorno garantido, capaz de beneficiar tanto o cidadão quanto o conjunto da sociedade”, relatou Campos.

Segundo a assessoria, a meta do governo é atingir dentro de dois anos um total de 300 escolas. Dessas, 215 serão integrais e 85 semi-integrais, atendendo a todos os municípios pernambucanos. 

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