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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) propôs ao governo um modelo de escalonamento das atividades econômicas para reduzir a concentração nos horários de pico. A proposta prevê a criação de um comitê gestor com representantes do poder público e de diversos setores produtivos para que o escalonamento seja norteado pela capacidade de adequação da oferta do serviço de transporte público.

De acordo com a Urbana-PE, o transporte público por ônibus tem sido impactado há anos por um modelo inadequado de custeio, que sobrecarregaria os passageiros pagantes e limitaria a capacidade de investimento do setor. Com a pandemia do novo coronavírus, as dificuldades teriam se agravado.

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Antes da pandemia, cerca de 46% da demanda se concentrava nos horários de pico, das 5h às 8h e das 16h às 19h. Mesmo com a redução da demanda total de quase 60%, a concentração nos horários de pico está em 49%. 

A proposta, desenvolvida com apoio da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), foi protocolada no Governo de Pernambuco e na Prefeitura do Recife. As empresas de transporte defendem que a gestão da demanda em função da oferta é uma estratégia para reduzir o nível de ocupação dos veículos nos horários de pico e otimizar a operação da frota, o que poderia continuar beneficiando o transporte público mesmo após a pandemia.

Desde junho, a frota de ônibus no Grande Recife está funcionando com uma redução de 70%. Em 27 de julho, a Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) protocolou um pedido de aprovação de cronograma para retorno de 100% da frota. O funcionamento da totalidade da frota é considerado inviável pela Urbana-PE devido à queda na demanda de passageiros.

 A nota técnica com o detalhamento da proposta pode ser conferida aqui.

Novo ano, nova tarifa de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR). É assim que tem sido a regra nos últimos anos, com exceção de 2018, quando não houve aumento no transporte público por força de decisão judicial. Desta vez, as empresas e o Governo de Pernambuco já apresentaram suas propostas. A reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) foi marcada para a manhã da próxima sexta-feira (25) na Secretaria das Cidades, localizada no interior da sede do Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).

Através do Grande Recife Consórcio de Transporte, o governo propõe uma recomposição tarifária de 7,07%. O Consórcio destaca se tratar de um valor abaixo do IPCA acumulado dos últimos 25 meses, que foi de 7,12%. Além disso, o governo sugere eliminar o anel tarifário D, transformando as linhas deste anel em tarifa A.

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Com a extinção da tarifa D, seriam atingidos 2 mil passageiros por dia, das linhas 330 - Casa Amarela/CDU, 341 - Curado I, 352 - Curado II (Bacurau) e 362 - Curado IV (Bacurau).

O anel A, com o reajuste de 7,07%, subirá de R$ 3,20 para R$ 3,43, com provável arredondamento para R$ 3,45. O Anel B pula de R$ 4,40 para R$ 4,68 e o G salta de R$ 2,10 para R$ 2,25. Caso a proposta seja aprovada, as linhas 042 - Aeroporto (Opcional)  e 053 - Shopping RioMar (Opcional) vão custar R$ 4,28, que deverá ser arredondado para R$ 4,30. Outras linhas especiais também seriam atingidas pelo reajuste conforme o quadro abaixo.

Para justificar o aumento, o consórcio destaca que, ao longo dos anos, o Sistema de Transporte Público da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR) vem sofrendo redução no número de passageiros pagantes. O Governo também divulgou os custos que suporta para evitar uma maior recomposição. São arcados pelo Estado valores de concessões, gestão e fiscalização, terminais integrados e estações de BRT, linhas alimentadoras, isenção de ICMS do óleo diesel e isenção do ICMS de veículos novos. "Se tais custos fossem incluídos no estudo tarifário, a necessidade de reajuste seria superior ao patamar de 20%", diz nota técnica do consórcio.

Renovação de frota

Foi divulgado que foram renovados 557 veículos no período de dezembro de 2016 a novembro de 2018, acima do plano de 467 veículos renovados. Para o período de dezembro de 2018 a novembro de 2019, a planilha de custos contemplará a renovação de 655 veículos que estão com vida útil acima da idade estabelecida.

Retirou-se da planilha o custo referente ao Seguro de Responsabilidade Civil, após entendimento de que a responsabilidade civil do transportador é objetiva e inerente ao negócio. Houve redução do fator de utilização de cobrador em 7,71%, considerando que atualmente 41 linhas, com 187 veículos ao todo, já operam sem o mesmo.

O Grande Recife apresenta ainda a variação dos principais insumos que compõem a planilha tarifária. Houve aumento no custo do óleo diesel, rendimento do óleo diesel (Km/L), salário do motorista mais abono e renovação de frota. Houve variação negativa na quantidade de passageiros utilizando o sistema, quilometragem, fator de utilização de cobrador, e o seguro, que foi retirado. Por fim, também é destacado o fato de Recife ter a segunda tarifa mais barata das capitais do país, à frente apenas de São Luís.

Proposta dos empresários

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) também apresentou sua proposta de reajuste. Os empresários almejam uma recomposição de 16,18%. O texto, assinado por Fernando Bandeira, presidente do sindicato, diz que existe "necessidade de imediato realinhamento tarifário, de forma a atenuar os impactos da redução da demanda e aumento dos custos do setor".  O aumento, para a Urbana-PE, vem para evitar a iminente falência dos serviços no STPP/RMR.

Tradicionalmente, a proposta aprovada na reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) é a do governo, até pela superioridade na quantidade de cadeiras no conselho. A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), movimento contrário ao reajuste nas tarifas, já organiza uma manifestação para a quinta-feira (24).

A 3ª Conferência Metropolitana de Transportes foi suspensa, nesta terça-feira (12), após o Grande Recife Consórcio de Transporte sofrer uma derrota em votação, informa a Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP). O LeiaJá tentou contato com a assessoria de imprensa do Grande Recife, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta. 

De acordo com a FLTP, a sociedade civil do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), responsável por, entre outras funções, aprovar o reajuste da tarifa de ônibus, apresentou proposta para que o conselho fosse paritário - a população tendo o mesmo número de vagas dos poderes políticos e empresários de ônibus. 

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A mesa organizadora do Grande Recife teria colocado em votação a continuidade da conferência e a manutenção da composição do CSTM da forma como é hoje. A proposta só teve 12 votos e foi derrotada. 

A FLTP diz ter apresentado uma proposta de que a Conferência só seja retomada após a paridade ser garantida com o envio, pelo Grande Recife, de reforma no Protocolo de Intenções e a mudança na composição. A proposta foi aceita pela maioria, informou o FLTP. Sendo assim, o governo deverá enviar para a Assembleia Legislativa um Projeto de Lei para homologar a mudança. 

Diz trecho do texto do movimento: "A sociedade civil conseguiu uma importante vitória: a discussão sobre o transporte público e a mobilidade urbana só se será retomada, no espaço de Conferência, após o governo finalmente mudar a composição do CSTM e aceitar a vontade popular pela paridade”.

A 3ª Conferência Metropolitana de Transporte ocorreria nos dias 12 e 13 de junho no Centro de Convenções, em Olinda. Ela era formada por 120 delegados eleitos nos 15 municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). Além de discutir melhorias do transporte público, o evento também iria eleger os representantes e suplentes que irão compor o novo quadro do CSTM nas categorias usuário comum, estudante e gratuidade (pessoas idosas e pessoas com deficiência).

Esta edição possui o tema "Mobilidade: desafio das grandes metrópoles". O evento teria três eixos temáticos: custo do sistema; novas tecnologias; fiscalização e acessibilidade da frota.

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A Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, centro do Recife, foi bloqueada por manifestantes no final da manhã desta sexta-feira (19). O ato é contra o aumento da tarifa de ônibus.

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Entre os participantes do protesto estão integrantes da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) e Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE). Mais cedo, eles fizeram uma panfletagem na Estação Central de Metrô do Recife.

O ato é realizado por cerca de 15 pessoas. Apenas o sentido subúrbio da avenida está travado pelos manifestantes.

A reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) está marcada para as 15h primeira convocação e 15h30 segunda convocação. Na pauta, a posse de novos conselheiros, criação de um grupo de trabalho para elaboração da 3ª Conferência Metropolitana de Transportes e prorrogação do mandato dos conselheiros representantes dos usuários, estudantes e gratuidade. O reajuste da tarifa está proibido por força de liminar. A proposta dos empresários é de 11% de reajuste, já a proposta do governo ainda é desconhecida. 

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O Governo de Pernambuco está convocando o Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) para definir o reajuste da tarifa de ônibus na próxima sexta-feira (12). A proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) é de uma média de reajuste de 11,44%.

Pela proposta da Urbana, o valor da tarifa do Anel A salta de R$ 3,20 para R$ 3,55 (10,94% de reajuste); o Anel B, de R$ 4,40 para R$ 4,90 (11,36%); Anel D, de R$ 3,45 para R$ 3,85 (11,59%); e Anel G, de R$ 2,10 para R$ 2,35 (11,90%). Os empresários alegam que o transporte público sofre acentuada queda de demanda e aumento do custo do setor.

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“Tal cenário ainda é agravado pelas deficiência do sistema viário da nossa Região, pela insuficiência de corredores e faixas exclusivas para o transporte coletivo e pelo grave problemas fraudes cometidas no uso do serviço (sic)”, diz texto assinado por Fernando Bandeira, presidente da Urbana-PE.

A proposta do Governo de Pernambuco só será conhecida durante a reunião da sexta-feira, que está marcada para as 8h30 na Secretaria das Cidades, no Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran). No último ano, a via em frente ao local acabou sendo palco de manifestações por parte de grupos contrários ao reajuste.

Desta vez não parece que será diferente. A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) já se posicionou contrária à reunião. “Infelizmente, temos um sistema de transporte sucateado, inseguro, sem investimentos, sem implementação do SIMOP (que permitiria controlar os serviços das empresas de ônibus), sem seguro (desde que - seguradora Nobre faliu, não houve contratação de uma nova), com o roubo dos créditos do VEM pela URBANA-PE, sem conclusão das obras de mobilidade e com apenas 2 lotes (dos 7 ao total) com os contratos de concessão assinados. Além do mais, os relatórios de qualidade não são publicizados, ou seja, as empresas operam sem responsabilidade alguma”, o movimento critica.

 

O vereador Ivan Moraes (PSOL) também criticou a postura do governo. “Os membros do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) que representam a sociedade civil foram comunicados hoje da data da reunião do CSTM, mas não tiveram acesso a nenhuma outra informação, como as planilhas de custo das empresas”, assinalou. 

A modernização do transporte público tem sido defendida pelas empresas de ônibus. Um dos grandes símbolos dessas mudanças é a expansão do uso do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM), já obrigatório em algumas linhas, com a consequente retirada de cobradores. 

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) vem acompanhando as discussões, chegando a realizar uma reunião para debater a implementação da bilhetagem eletrônica. O promotor de Transportes do MPPE, Humberto Graça, já chegou a destacar que a mudança é inevitável, porém ele cobra uma transição sem açodamento e massificação dos pontos de aquisição e recarga do VEM.

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O sistema de Bus Rapid Transit (BRT) só é diretamente acessado com o VEM. Por conta disso, máquinas de recarga foram instaladas nas estações. A taxa de conveniência de R$ 1,60 para pagamentos via cartão de débito e crédito, entretanto, tem deixado usuários incomodados.

Denúncias formais foram feitas no Procon-PE com relação à taxa de conveniência. Os usuários sustentam que a cobrança não é cabível pois, entre alguns fatores, trata-se de um autoatendimento – o que já é uma mudança, porque, no início do funcionamento do BRT, um funcionário auxiliava o procedimento de recarga; em horários de pico, formam-se longas filas; as máquinas estão constantemente quebradas; e oferecer esse tipo de recarga nas estações não seria uma medida de conveniência mas de necessidade, visto a exigência do bilhete eletrônico.

Após as denúncias, o Procon-PE notificou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) para prestar esclarecimentos. O órgão concluiu não haver ilegalidade, visto que a taxa é cobrada apenas quando o cidadão faz a recarga fora dos postos de atendimento. 

Ao LeiaJa.com, a Urbana ressaltou que há diversos canais para compra de créditos dos cartões VEM, variando de acordo com o tipo de cartão. “O VEM Comum pode ser carregado no Posto de Atendimento VEM, nos TIs, Estações BRT, através dos aplicativos para celular e nos mais de 500 pontos da rede descentralizada de vendas”, disse a Urbana-PE.

Nas redes descentralizadas, assim como em qualquer operação de compra através de cartão de crédito ou débito, é cobrada a taxa de R$ 1,60. Nos aplicativos, a taxa é de R$ 3,20. A Urbana-PE não soube dizer quanto já foi arrecadado de taxas, pois os valores seguem para as empresas terceirizadas responsáveis pelos modelos alternativos de recarga e não vão para as empresas de ônibus. O pagamento em dinheiro nos terminais de integração e do BRT são gratuitos, reforça o sindicato das empresas.

Não convencida dos argumentos supracitados, a Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), movimento que cobra a gratuidade dos ônibus e é composto por estudantes e organizações da sociedade civil, emitiu posicionamento em que considera a cobrança da taxa abusiva. “O serviço público de transporte é caro e essas taxas tornam o serviço mais custoso. Os empresários e a Grande Recife [Consórcio de Transportes] não fazem a gestão procurando baratear as despesas e repassam todos os custos para os usuários”, acusou Marcus Vinícius, integrante da FLTP. 

A taxa de conveniência está comumente presente na compra de ingressos para shows e eventos. Há um debate frequente com relação ao seu custo e coerência. Institutos do Procon de outras cidades brasileiras já manifestaram opiniões como a de que o imposto só é válido se garantir uma vantagem adicional, como evitar filas, mas não apenas para obter entradas com antecipação.   

Ainda com relação a shows e eventos, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IBDC) também já afirmou que é preciso haver algum serviço de conveniência, como entregar o ingresso em casa. A taxa não deveria ser cobrada, por exemplo, se o consumidor precisa retirar o ingresso na bilheteria. Apesar de situações diferentes, o fato de que o usuário de ônibus precisa enfrentar fila e se deslocar até a estação – caso não queira pagar uma taxa maior para colocar dinheiro por aplicativo – lembra os pontos questionados pelos órgãos de defesa do consumidor. 

O ano de 2017 inicia com recorde no sistema de transporte, no entanto, o mérito é negativo. O número de assaltos a coletivos teve crescente já no primeiro mês do ano. Diante disso e aliado ao aumento de 14,26% das passagens, a Frente de Luta Pelo Transporte Público (FLTP) fará um protesto nesta quinta-feira (2) visando a discussão por segurança em coletivos. 

“Vamos nos reunir com outras entidades e centrais sindicais para pedir uma convocatória em que possam ser apresentadas à população as medidas de segurança pública que serão aplicadas ao transporte público”, explica o integrante da FLTP, Pedro Josephi. 

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O protesto tem concentração marcada em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), às 15h. Josephi aponta para a presença de centrais sindicais, CUT, MST, MTST, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. "Não vamos ficar parados em frente à Alepe. Vamos tomar as ruas", frisa.

Na ocasião, o grupo visa protocolar um pedido para esta convocatória e exige a presença de secretários de governo para a discussão. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, janeiro teve número de assaltos superior a 313, ultrapassando o mês de dezembro, com maior incidência em 2016.

Aumento das passagens

Ainda segundo o advogado e integrante da FLTP, o processo judicial que rebate o aumento das passagens está em andamento, mas não há prazo para finalização. “O governo tem o dobro do tempo para recorrer e a Justiça estava em recesso. Somente agora o andamento pode ser retomado”. 

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A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) realizou um ato no Recife nesta sexta-feira (20) contra o aumento da tarifa de ônibus. Desta vez, os manifestantes decidiram realizar uma panfletagem em frente ao terminal integrado da IV Perimetral, prometido para a Copa do Mundo de 2014 e até hoje não entregue.

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No panfleto distribuído, o grupo destacava o aumento de 36% em 2016 nos assaltos a ônibus, o fato de mais de 100 coletivos terem sido assaltados nas duas primeiras semanas de 2017, os terminais abandonados e a implementação do vagão rosa no metrô do Recife. “É por isso que não vamos engolir o maior aumento de tarifa de ônibus (14%) da história de Recife e região metropolitana, aprovada sem discussão numa reunião de 3 minutos”, diz o texto.

“Decidimos fazer este ato com o objetivo de descentralizar as ações e mobilizar as pessoas no momento em que estão saindo de casa para o trabalho”, comentou a estudante Milena Cristina Silva Lima. “Este aqui é um local estratégico porque é um terminal parado, um elefante branco, que a população poderia estar usando”, complementou.

Uma senhora, Maria da Penha da Costa, deu apoio ao ser abordada pelos manifestantes. “A situação deste terminal é absurda. Está parado há anos. Dia desses eu vi o pessoal cercando o local, achei que as obras iam começar, mas não aconteceu nada”, criticou. 

A FLTP não divulgou novos atos, mas membros disseram que analisam uma nova mobilização unificada nas ruas. Panfletagens também devem ocorrer em outras paradas e terminais de ônibus. 

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O centro do Recife foi palco, nesta terça-feira  (17), de uma manifestação contra o reajuste de 14,26% na tarifa de ônibus. O ato foi encerrado por volta das 19h30 na avenida Agamenon Magalhães após o grupo travar a via por cerca de 30 minutos. 

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Os manifestantes interditaram a avenida Conde da boa Vista durante a passeata. Ao longo do trajeto, jovens de rosto coberto picharam vários ônibus. 

"O objetivo do ato é sensibilizar o governador Paulo Câmara para reverter o aumento absurdo, que foi feito de forma obscura e que está onerando o bolso do trabalhador ", disse o membro da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), Márcio Morais. 

Inicialmente os manifestantes ameaçaram ir ao Palácio do governo entregar uma lista de reivindicações. Em seguida, participantes começaram a dizer que iam até a casa do governador, mas o ato foi encerrado antes. 

Outros dois protestos estão agendados, um para a próxima quarta (18) e outro sexta-feira (20). Para Rud Rafael, participante do protesto e integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a conjuntura é diferente dos anos anteriores. "Antigamente havia uma situação econômica melhor, emprego estava em alta. A passagem aumentava, mas as pessoas entendiam que fazia sentido aumentar. A conjuntura hoje é outra, há um cenário de insatisfação", complementa.

Reajuste -  A tarifa foi reajustada em 14,26% na sexta-feira (13) e entrou em vigor no domingo (15). Com o aumento, o Anel A subiu de R$ 2,80 para R$ 3,20; o B, de R$ 3,85 para R$ 4,40; o D, de R$ 3 para R$ 3,45; e o G, de R$ 1,85 para R$ 2,10.  

A FLTP entrou com uma medida de segurança pedindo o cancelamento da reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) que aprovou o aumento e auditoria das planilhas de custo das empresas. A ação deverá ser julgada pelo desembargador Itabira de Brito na quarta-feira (18).  

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Depois da decisão do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) pelo reajuste de 14,26% nas passagens de ônibus no Recife e Região Metropolitana (RMR), grupos prometem atos durante esta semana. A Frente de Luta Pelo Transporte Público (FLTP) já havia realizado manifestação durante a reunião – ocorrida na última sexta-feira (13) - que fixou a tarifa de R$ 3,20 (Anel A) e R$ 4,40 (Anel B). 

A FLTP marcou protesto para esta terça-feira (17), com concentração em frente ao EREM Ginásio Pernambucano, na Rua do Hospício, área central do Recife, às 15h. O evento criado no Facebook a fim de convocar pessoas já conta com mil confirmações. No último ato, houve confronto entre manifestantes e policiais que fizeram uso de bombas de gás, bala de borracha e spray de pimenta. 

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Já na quarta-feira (18), outra manifestação está marcada para acontecer. Esta terá concentração na Praça do Derby, também na área central da cidade, às 8h. Um material circula pelas redes sociais realizando a convocatória. No documento é prometido o fechamento da Avenida Agamenon Magalhães, uma das vias principais do Recife e liga a cidade à Olinda. O grupo organizador do ato não foi divulgado.  

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Com o voto de 18 dos 24 membros do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), a tarifa de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) foi reajustada mais uma vez nesta sexta-feira (13) - em 14,26%. Criticado por, entre outros fatores, estar acima da inflação, o reajuste poderia ter sido menor, segundo o próprio diretor-presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Rui Rocha. 

Entretanto, Rocha explica que outro fator poderia ter sido responsável pela porcentagem mais baixa. “Se tivesse sido realizada na última reunião [no dia 6 de janeiro], o valor seria menor porque tivemos que considerar o diesel, que aumentou 6%”, explicou. A Petrobras anunciou na quinta-feira (5) o reajuste do preço do diesel nas refinarias em 6,1%.

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A reunião da semana anterior foi cancelada após Márcio Morais, representante dos estudantes no CSTM e membro da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), conseguir uma liminar impedindo a discussão de correção de passagem. Márcio cobrava a entrega de planilhas de custos para que o aumento fosse analisado sem açodamento. 

De acordo com o diretor de operações do Grande Recife, André Melibeu, foi decidido colocar na planilha de custos um aumento de apenas 3% em referência ao diesel, ao invés dos 6,1%. “E aí o empresário que ache um fornecedor com gasolina mais barata”, ele disse. 

Desde cedo, manifestantes realizaram atos nos arredores da Secretaria das Cidades, na Zona Oeste do Recife. Uma pessoa foi detida. Um grupo chegou a fechar um trecho da Avenida Caxangá, na Zona Oeste, mas a via foi liberada logo em seguida.

Não há atos marcados para esta sexta, mas os movimentos marcaram uma reunião às 18h da segunda-feira (16) na sede da União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco e uma manifestação às 15h da terça-feira (17) com saída do Ginásio Pernambucano.  

Reunião – Entre as seis pessoas que não participaram da reunião estão o representante dos usuários comuns, Nael Vicente, e Márcio Morais. Eles participavam dos protestos do lado de fora e quando entraram na secretaria, a votação já havia sido realizada.

“Nós tínhamos uma proposta e não pudemos apresentá-la. Se havia três propostas, seria razoável que cada um apresentasse a sua ao colegiado”, critica Nael Vicente. Ele pretende entrar com uma ação na Justiça para questionar o porquê de um aumento tão superior aos reajustes de outros setores e categorias.

A impressão que ficou é que a reunião foi realizada às pressas, visto que ela tinha primeira convocação marcada para as 8h e segunda para as 8h30. Os membros do CSTM não esperaram Nael e Márcio, que são contrários às propostas do governo e das empresas de ônibus, e a reunião começou às 8h. Basta ter quórum de 50% mais uma pessoa para a reunião ser iniciada.

A proposta da Urbana, de 33,9% de reajuste recebeu apenas um voto; a proposta dos representantes da população no conselho, de reajuste de 7%, recebeu quatro votos; e a do governo recebeu 12 votos. Houve uma abstenção. O CSTM ainda não divulgou o voto de cada participante. 

Na próxima sexta-feira (13) está marcada, mais uma vez, para acontecer a reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), onde será definida a tarifa de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR). Após mistério de qual seria a proposta apresentada pelo governo de Pernambuco, afinal, as demais já foram mostradas, os valores foram publicados em documento no site do Grande Recife Consórcio de Transporte. 

O governo apresenta três cenários baseados na tarifa média praticada em 2016 – R$ 2,92 - e relacionando os custos de manutenção do setor. No primeiro documento a média dita necessária é de R$ 3,25; a segunda traz uma média de R$ 3,33 e, por último, a mais alta: R$ 3,94 - dita sem subsídio. 

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Segundo a nota técnica de recomposição tarifária do CSTM, os cenários são divididos em sem renovação de frota; com renovação de frota e, a última, com renovação de frota e agregando custos das isenções, concessões, gestão e fiscalização do Sistema de Transporte Público de Passageiro (STPP/RMR), manutenção e operação dos terminais integrados e estações de BRT e Linhas Alimentadoras.

Proposta dos usuários

No mesmo site do Grande Recife, a proposta apresentada pelos usuários é de tarifa única na RMR, acabando com os anéis B, D e G e transformando todas em anel A. Além disso, um reajuste de 7% do anel A, totalizando uma tarifa de R$ 2.99,6. Com o arredondamento da Agência Reguladora do Estado (ARPE), ficaria a tarifa de R$ 3 em toda a RMR. 

Proposta da Urbana-PE

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado (Urbana-PE) irá apresentar em sua proposta o valor de R$ 3,75 para o anel “A” e de R$ 5,15 para o anel “B”, “calculadas considerando, dentre outros, o custo atual com pessoal, veículos e combustível, bem como a previsão de 5% queda na demanda de passageiros para o ano de 2017”.

Proposta da Frente de Luta pelo Transporte Público

A FLTP irá apresentar a proposta de R$ 2,15 como tarifa única; o fim dos outros anéis e a integração temporal – possibilidade de se deslocar, dentro de três horas, por integrações sob o pagamento de uma só tarifa.

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A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) está convocando a população para mais um ato contra o aumento das passagens de ônibus. A manifestação está marcada para ocorrer às 8h da sexta-feira (10) na Secretaria das Cidades, dentro da sede do Detran-PE, Zona Oeste do Recife, mesmo local e horário em que acontece a reunião que discute o reajuste.

No Facebook, mais de 550 pessoas já confirmaram presença no ato. A proposta da FLTP é que, ao invés de aumentar, o governo reduza o valor da tarifa para R$ 2,15, em alusão à proposta de governo de Paulo Câmara (PSB). Mais do que isso, o movimento também estuda a possibilidade de barrar mais uma vez a realização da reunião com uma ação na Justiça. “A gente acredita que a liminar não foi cumprida. Não foram todos os documentos necessários que foram disponibilizados. Fizemos uma análise com o corpo técnico e faltam as planilhas de custo da operação das empresas e documento de quanto o sistema arrecada”, conta o membro da FLTP, Pedro Josephi.

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O Grande Recife Consórcio de Transporte divulgou em seu site uma série de documentos de estudo tarifário, entre eles a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) e dos representantes da população no Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). Além de tais documentos, o consórcio traz três cenários de reajuste. Sem renovação de frota, o valor do Anel A deve ficar em R$ 3,25. Com a renovação da frota, o anel salta para R$ 3,33. Na simulação sem o subsídio do Estado a passagem deve ir para R$ 3,94. Para a FLTP, as planilhas de custo das empresas e suas receitas são essenciais para a discussão da tarifa.

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Foi iniciada na tarde desta sexta-feira (6) a reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano que discute o reajuste das tarifas de ônibus na Região Metropolitana do Recife. Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a liminar que suspendia a reunião não foi derrubada. O Governo entrou com recurso, mas o pedido segue em análise.

A Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco (FLTP) divulgou no Facebook que solicitou a prisão do secretário de Cidades, Francisco Papaléo, por descumprir a ordem do 4º Juizado da Fazenda Pública.

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O movimento alega que o secretário e presidente do conselho está desrespeitando o regimento interno, documento responsável por estipular o prazo de três dias para convocação da reunião, e não apresentou os documentos tarifários necessários para a deliberação. Como o encontro da manhã não ocorreu, a FLTP defendia a realização do encontro em outra data.

Integrantes do movimento estão no Centro de Convenções desde manhã realizando um protesto.  

Enquanto estiver ocorrendo a reunião de discussão de reajuste da tarifa de ônibus, manifestantes prometem fazer um ato contra o aumento. A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) convocou a população para uma manifestação no mesmo local da reunião do conselho, no Centro de Convenções, em Olinda, às 8h da sexta-feira (6).

Em nota enviada à imprensa, o movimento diz que ano após ano o reajuste é feito sem ampla discussão e sem participação popular. “Empresários de ônibus alegam que há déficit, mas nem a sociedade, nem o Governo tem acesso aos valores arrecadados com as tarifas e com a bilhetagem eletrônica”, diz o texto, ressaltando que o aumento de passagem não se reflete em melhorias do sistema.

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A proposta da FLTP ainda vai mais além: o movimento não só quer impedir o aumento das tarifas mas também unificá-las e reduzir ao valor de R$ 2,15. “A Frente de Luta pelo Transporte Pública defenderá a proposta tarifária do Governador Paulo Câmara”, diz a nota em alusão à proposta de governo de Paulo Câmara de unificação dos anéis. 

Em 2016, o antigo secretário de Cidades de Pernambuco, André de Paula, disse que a proposta de unificação estava nos planos do governador, mas que o valor de R$ 2,15 era ilustrativo do valor existente no período daquelas eleições.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) já divulgou que vai propor o aumento de 33,9%, o que saltaria o Anel A de R$ 2,80 para R$ 3,75 e o Anel B de R$ 3,85 para R$ 5,15.

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Já tem data a próxima reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) que discutirá o reajuste da tarifa de ônibus. O encontro acontecerá na próxima sexta-feira (6), no Centro de Convenções em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), com primeira convocação acontecendo às 8h e segunda convocação às 9h.

Na pauta da reunião está a discussão do que eles chamam de reequilíbrio econômico – o reajuste da tarifa, além da aprovação da resolução nº 19/2016. Segundo membros do conselho, essa reunião deverá seguir os moldes da ocorrida em janeiro de 2016 e já definir o valor de reajuste da passagem no ano vigente.

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A resolução 19/2016 determina uma série de medidas, entre elas: a suspensão da linha opcional 518 – Apipucos/RioMar, iniciada em junho de 2016; e a criação da linha opcional 519 – Dois Irmãos (Opcional). Esta linha terá ar-condicionado, tarifa de anel especial de R$ 5,25 e integração temporal física e tarifária com as linhas 042 – Aeroporto (Opcional) e 053 – Shopping Rio Mar (Opcional).

A proposta de reajuste do governo era aguarda para ser apresentada nesta terça-feira (3). Segundo a Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), a reunião de caráter informal foi cancelada após o movimento denunciar falta de divulgação.  

Proposta das empresas – O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) já apresentou a proposta de correção do valor da passagem. Os empresários querem um aumento de 33%, o que elevaria  o Anel A de R$ 2,80 para R$ 3,75 e o Anel B de R$ 3,85 para R$ 5,15. Para Márcio Morais, representante dos estudantes no CSTM e membro da FLTP, o valor apresentado é uma estratégia. “Isso acontece em todo o Brasil. Eles botam o valor lá no alto para depois o governo baixar para o ideal”, criticou. 

O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) se reunirá na próxima terça-feira (3), às 9h. A expectativa é que no encontro o Governo de Pernambuco apresente sua proposta de reajuste, agende a reunião de apresentação de planilhas e votação do valor de aumento.

Já causou bastante agitação a divulgação da proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE). Os empresários querem um reajuste de 33%, o que levaria o Anel A de R$ 2,80 para R$ 3,75 e o Anel B de R$ 3,85 para R$ 5,15.

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Segundo o representante dos estudantes no CSTM e integrante da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), Márcio Morais, a reunião de definição da tarifa deve ocorrer entre os dias 15 e 18 de janeiro. Morais conta que houve reuniões informais entre membros do CSTM.

Por conta desses encontros informais, a FLTP protocolou um pedido de acesso à informação para saber, em caráter formal, as datas das reuniões do conselho. A reunião da terça também não está informada nos portais do Grande Recife Consórcio de Transporte e Secretaria das Cidades.

"Não nos espanta a ausência de transparência, publicidade e controle social na gestão do Transporte Público Metropolitano. Ano após ano, governo e empresários pactuam às escondidas os sucessivos reajustes", diz uma nota do movimento. O Grande Recife Consórcio de Transporte também não confirmou a reunião de amanhã. 

Está previsto para o mês de janeiro o fim do desconto da meia tarifa aos domingos para o pagamento em dinheiro. O valor reduzido só valerá para os usuários que possuem o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) Comum.

Uma imagem que circula nas redes sociais, supostamente fotografada em algum ponto de ônibus, mostra um aviso alertando que a partir do dia 15 de janeiro o desconto deixará de ser aplicado para quem paga a passagem em dinheiro. A assessoria do Grande Recife Consórcio de Transporte, entretanto, informou que a mudança ainda não tem data e que avisará aos usuários em momento oportuno.

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Tal alteração já foi assinada em setembro de 2016, na resolução nº 14/2016. No texto da resolução era dado um prazo de 120 dias para que os passageiros pudessem adquirir o VEM Comum. Portanto, o prazo se encerrava no fim de dezembro.

Para o integrante da Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) Márcio Morais, esta é mais uma medida que prejudica os usuários do transporte público da Região Metropolitana do Recife. “Na época, pedíamos que o benefício valesse para usuários do VEM Comum. Eles concederam isso mas retiraram de quem paga em dinheiro”, criticou.  A justificativa para a medida é a diminuição da circulação de dinheiro nos ônibu

s. 

A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) irá avaliar as próximas medidas a serem tomadas nas manifestações contra o aumento das passagens na Região Metropolitana do Recife. O grupo havia entrado com uma ação na justiça na última segunda-feira (18), mas uma semana depois, o Estado contestou o pedido. 

Na tarde desta segunda-feira (25), o grupo recebeu a informação de que o Estado de Pernambuco contestou na justiça a ação que solicitava a suspensão da decisão do Conselho Superior de Transporte Metropolitano pelo aumento das passagens na RMR. O grupo alega a negativa do pedido de vistas das planilhas de gastos fornecidas pelo Governo e a Urbana-PE.

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Nesta tarde, os representantes da Frente estão reunidos com advogados e aguardando o posicionamento do juiz responsável pelo caso, que pode declarar a sua decisão ainda hoje ou na terça-feira (26). De acordo com um dos integrantes do movimento, na contestação o Estado considera o pedido de vistas como um “pedido oportunista”, pois, de acordo com o governo, esses dados estão disponíveis para a população de forma aberta e, por isso, o grupo poderia ter tido acesso a elas anteriormente à reunião do Conselho. 

A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP) irá realizar uma plenária nesta segunda-feira (25), na Praça do Derby, às 19h, para avaliar os atos anteriores e planejar os próximos que podem acontecer nos próximos dias desta semana. 

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A Frente de Luta pelo Transporte Público (FLTP), junto a outros movimentos do Estado, se reuniram no início da noite desta sexta-feira (22), na Praça do Derby, área central do Recife. De lá, o grupo, com cerca de 300 integrantes rumou por várias ruas do entorno até se dirigirem ao endereço do governador Paulo Câmara. Apesar do princípio de confronto, não houve enfrentamento direto com a Polícia Militar e nenhum manifestante ficou ferido. O ato teve seu fim na Praça do Derby, onde foi realizada a dispersão em grupos. De acordo com os integrantes, a iniciativa foi para evitar represália e facilitar o acesso ao transporte para todos. 

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