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Brasília - A estreia do Brasil no halterofilismo hoje (17), no Parapan de Guadalajara, foi com duas medalhas: Bruno Carra e Alexandre Gouveia ficaram atrás apenas do cubano Cesar Rubio e subiram ao pódio para receber as medalhas de prata e o bronze, respectivamente.

No atletismo, Lucas Prado e Daniel Silva conquistaram ouro e prata nos 200 metros livre, fazendo uma dobradinha brasileira no pódio na classe T11 (índice que define grau de deficiência do atleta). O segundo ouro de hoje no atletismo ficou com Thierb Siqueira na mesma prova, mas na classe T12.

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O futebol de cinco para cegos, depois de vencer na estreia o Uruguai por 5 a 1 e derrotar El Salvador por 10 a 0, goleou hoje o México por 6 a 0. Jefinho fez três gols, enquanto Ricardinho, Cássio e Marcos completaram o placar.

O Brasil continua liderando o quadro de medalhas agora com 106 medalhas no total, sendo 40 de ouro, 31 de prata e 35 de bronze. Os Estados Unidos estão em segundo com 27 medalhas de ouro, 25 de prata e 18 de bronze.

 

No terceiro dia das disputas dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, o Brasil assumiu a liderança do quadro geral de medalhas, ultrapassando os Estados Unidos. No total, os atletas brasileiros já conseguiram 80 medalhas. Sendo 32 de ouro, 24 de pratas e 24 de bronze.

Esta guinada brasileira deve-se muito a três modalidades. O tênis de mesa conquistou 18 medalhas, sendo nove de ouro. Já a natação obteve 16 medalhas e o atletismo com 15 medalhas.

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Nos esportes coletivos o Brasil também vem tendo um bom desempenho. Na estréia do futebol de 5, a seleção canarinha venceu os uruguaios por 5x0 e nesta quarta-feira irá enfrentar a seleção de El Salvador.

No golball o a seleção brasileira pode garantir a classificação antecipada para a próxima fase caso vença a Argentina. Na primeira partida, o Brasil venceu o Canadá por 12x6.

Garantida na fase semifinal está a dupla de tênis em cadeira de rodas Maurício Pomme e Carlos Alberto. A classificação veio após a vitória por 2 sets a 0 sob a dupla representante do Equador.

 

 

 

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, em Brasília, os atletas brasileiros que conquistaram medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, realizados nas duas últimas semanas de outubro, no México. Durante a cerimônia, ela foi presenteada com um casaco da delegação brasileira com o seu nome e chegou a vesti-lo. "Acho que o Brasil gostaria de estar aqui recebendo vocês", discursou.

Dilma elogiou a garra, a determinação e a "força da juventude" dos esportistas, considerando-os um exemplo para toda a população brasileira. Ela fez questão de cumprimentar os atletas e até conversar com alguns deles. "Vocês podem ter certeza da importância que cada medalha conquistada tem para nós. Muito obrigada", afirmou a presidente.

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No Pan de Guadalajara, o Brasil ganhou 141 medalhas - 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze - e ficou em terceiro lugar no quadro geral da competição, atrás dos Estados Unidos e de Cuba. Após a rápida cerimônia desta quarta-feira, Dilma foi assediada pelos atletas, que fizeram questão de tirar fotos ao seu lado. Entre os presentes no evento estavam o ginasta Diego Hypólito, o jogador de vôlei de praia Emanuel e o mesa-tenista Hugo Hoyama.

CUSTOS - Também presente na cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, não gostou da comparação entre os gastos do Pan do Rio, em 2007, e o de Guadalajara, ao ser questionado pela reportagem da Agência Estado sobre a diferença no volume de recursos aplicados para a realização dos dois eventos.

O Pan de Guadalajara custou R$ 2,3 bilhões, quase metade do que foi gasto no Rio, cujo orçamento escapou do controle. "Eu acho que a conta deve ser feita de maneira diferente. O Rio ganhou a sede dos Jogos Olímpicos (para 2016), Guadalajara não ganhou nada. Com isso a resposta está dada. Próxima!", disse Nuzman.

A partir desta sexta-feira (4) a cidade de Campinas, em São Paulo, receberá mais de três mil atletas que participarão das Olimpíadas Universitárias deste ano. Dentre eles estarão competidores que disputaram em outubro os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

A velocista carioca Rosângela Santos, campeã nos 100m rasos no Pan, irá competir pela Universidade Castelo Branco. Em Guadalajara, Rosângela também conquistou ouro no revezamento 4x100. No Jub’s deste ano a atleta irá disputar as provas do 100m e 200m rasos e revezamento 4x100m.

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Outros com boas chances de medalhas no atletismo são: Sabine Heitling (Unisc/SC), bronze no Pan de Guadalajara e 6º lugar na Universiade 2011 nos 3.000m c/ obstáculos; Bárbara Oliveira (Unip/SP), prata no revezamento 4x400m em Guadalajara; Anderson Henriques (Sogipa/RS), 7º colocado na Universiade 2011 e oitavo no Pan na prova dos 400m rasos; Caio Bonfim (UCB/DF) e Érica Sena (FMN/PE), na Marcha Atlética.

Um dos grandes destaques desta edição do Jub’s será a participação da judoca Edinanci Silva. Mesmo sendo campeã Pan-Americana (em Santo Domingo 2003 e no Rio 2007), medalhista mundial e representante brasileira em quatro Olimpíadas (1996 a 2008), será a primeira vez que a paraibana disputará os Jogos Universitários Brasileiro. Estudante do primeiro período do curso de Educação Física, Edinanci defenderá as cores da Unip/SP.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) considera que alcançou a sua meta para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, competição encerrada neste domingo. O objetivo do COB era classificar atletas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Das 93 vagas que estavam em jogo no México, o Brasil conquistou 24 delas, 26% do total em disputa.

Foram conquistadas vagas olímpias no pentatlo moderno feminino (uma), no hipismo CCE (cinco), no handebol feminino (14), na canoagem de velocidade (duas) e nos saltos ornamentais (uma). Outras ótimas chances, porém, foram desperdiçadas, casos principalmente do adestramento (cinco) e do handebol masculino (14). No hipismo, o Brasil podia ficar até na quarta colocação por equipes (EUA e Canadá foram ouro e prata, já estavam classificados e duas vagas estavam em jogo). Terminou em quinto, atrás de equipes menos tradicionais, México e Colômbia. No handebol masculino, perdeu a final para a Argentina, desperdiçando a chance do tricampeonato consecutivo.

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"Nossa prioridade aqui (em Guadalajara) era conquistar vagas para os Jogos Olímpicos e, com os resultados obtidos, o Brasil já conta com um total de 104 atletas de 13 esportes garantidos em Londres. O desafio agora é classificar mais atletas nos torneios qualificatórios que virão pela frente", diz o superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire.

Algumas vagas não vieram por pouco. Na prova das C1 200 metros da canoagem, Nivalter de Jesus ficou com a prata por uma diferença de menos de um segundo em relação ao canadense medalhista de ouro e já não tem mais chances de ir a Londres - no Mundial, ele ficou em oitavo e os sete primeiros se garantiam na Olimpíada.

O tiro esportivo oferecia vagas olímpicas aos campeões pan-americanos, mas na única categoria em que o Brasil foi campeão, na pistola 25 metros feminina, Ana Luiza Mello já estava classificada a Londres pelo seu desempenho no Campeonato Pan-Americano de Tiro.

No polo aquático, o Brasil sonhava com a vaga olímpica no masculino, mas perdeu por pouco para Estados Unidos e Canadá e acabou apenas em terceiro. O feminino também foi bronze, mas ficou longe de rivalizar com os dois times da América do Norte. Os EUA conquistaram a vaga nos dois sexos. No tênis de mesa, os campeões do individual também se garantiriam em Londres, mas os melhores brasileiros caíram nas quartas de final. Já no pentatlo, Luis Magno precisava ser um dos dois melhores das América do Sul e Central. Foi o quarto (terminou em nono no geral) e ficou sem a vaga.

Por ter conquistado apenas quatro ouros a menos do que quando competiu em casa, há quatro anos, o COB vê evolução no esporte brasileiro. "Já estamos colhendo os frutos da transformação iniciada com os Jogos Pan-Americanos Rio-2007, que seguem o nosso planejamento conjunto com as confederações brasileiras dirigentes de esportes olímpicos rumo aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio", avalia Freire.

O Canadá conquistou, neste domingo, a última medalha de ouro distribuída no Pan de Guadalajara. No rúgbi sevens, a seleção canadense superou o favoritismo da Argentina, venceu por 26 a 24 na decisão, e ouviu o hino do Canadá ser o primeiro a ser tocado na modalidade que estreia no programa pan-americano.

A modalidade disputada em Guadalajara tem diversas diferenças em relação ao esporte jogado na Copa do Mundo de Rúgbi - encerrada há uma semana na Nova Zelândia - e é o mesmo que será disputado nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, quando estreará no programa olímpico. O rúgbi sevens é jogado por apenas sete titulares em cada equipe (são 15 no rúgbi), e em dois tempos de sete minutos (são dois de 40 no rúgbi). Por isso, um campeonato pode ser todo ele jogado em um final de semana, como foi no México. A Copa do Mundo deste ano durou 45 dias.

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Sempre melhor seleção do continente no Circuito Mundial de Rúgbi Sevens (a próxima temporada terá nove etapas, em nove países, e começa em novembro), a Argentina, atual vice-campeã mundial, acabou surpreendida pelo Canadá, terceira força do continente. John Moonlight e Conor Trainor anotaram dois tries cada para os campeões - o lance, em que o atleta leva a bola além da linha de fundo, vale seis pontos. Os EUA, derrotados pelos canadense na semifinal, superaram o Uruguai para ficarem com o bronze na modalidade.

O Canadá perdeu uma posição no quadro geral de medalhas em relação ao Pan do Rio, em 2007. O país ganhou apenas 30 ouros em Guadalajara, nove a menos do que havia conseguido há quatro anos. Assim, terminou a competição em quinto, atrás de EUA, Cuba, Brasil e México. Os canadenses, porém, usaram o Pan como experiência em modalidades onde são fortes, como natação e atletismo. Praticamente apenas com atletas juvenis, teve um total de dois ouros e oito medalhas na soma destes dois esportes.

Os Jogos de Guadalajara vão entrar para a história do esporte brasileiro como o melhor desempenho do País em um Pan fora de seu território. O Brasil encerra a competição, finalizada neste domingo, com 48 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze (141 no total), desempenho bastante melhor que o do Pan de Santo Domingo, em 2003, quando os atletas brasileiros subiram o lugar mais alto do pódio 29 vezes e somaram 123 medalhas.

Por pouco o Brasil não superou também o desempenho que teve no Rio, quando competiu em casa. Na ocasião, foram 52 ouros, apenas quatro a mais do que os conquistados em Guadalajara. Assim, fizeram falta as medalhas certas que acabaram sendo desperdiçadas, casos do futebol e do basquete masculino (eliminados na primeira fase) e dos campeões mundiais Fabiana Murer (prata no salto com vara), Roseli Feitosa e Everton Lopes (ambos bronze no boxe). O judô feminino também não colaborou com nenhum ouro.

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Por outro lado, o Brasil se destacou em alguns dos esportes olímpicos mais tradicionais, igualando ou até melhorando o desempenho do Rio na natação, no judô, no atletismo, na vela, no vôlei (quadra e praia) e nas ginásticas, modalidades, que, juntas, renderam 41 ouros e um total de 85 medalhas. Handebol, triatlo, tiro, tênis de mesa, levantamento de peso, caratê e patinação também deram um ouro cada ao Brasil.

Quem mais colaborou individualmente para o desempenho brasileiro no quadro de medalhas foi Thiago Pereira, que conquistou quatro ouros em provas individuais e outras duas em revezamentos, tornando-se o atleta do Brasil que mais tem medalhas de ouro pan-americanas: 12. Antigo recordista, Hugo Hoyama chegou à sua 11.ª com a vitória no tênis de mesa por equipes em Guadalajara.

O Pan também comprovou a evolução do Brasil em disputas importantes. No atletismo feminino e na natação masculina, as provas de velocidades foram dominadas por brasileiros. Na ginástica artística masculina, na ginástica rítmica e no tiro o Brasil também se mostrou um patamar acima do que vinha sendo apresentado em Jogos anteriores. No vôlei, os quatro ouros em jogo na praia e nas quadras ficaram com o Brasil, com direito à seleção masculina B vencendo com certa facilidade Cuba (vice-campeã mundial) na final do Pan.

Os brasileiros também conquistaram resultados expressivos no Pan, aumentando as expectativas por bons resultados na Olimpíada de Londres. César Cielo ignorou a altitude e fez o segundo melhor tempo do ano nos 100 metros livre. No revezamento 4x100 metros no atletismo, as brasileiras quebraram o recorde nacional e colocaram a equipe brasileira num novo patamar. Campeã olímpica, Maurren Maggi voltou à boa forma e fez sua melhor marca no ano. Ainda no atletismo, Lucimara Silvestre, voltando de punição por doping, estabeleceu novo recorde sul-americano. Aos 21 anos, Fernando Reis venceu a categoria mais de 105kg no levantamento de peso, deu ao Brasil sua primeira medalha de ouro na modalidade na história do Pan e pulverizou os antigos recordes da competição no arranque, no lançamento e no geral.

A festa do México no Pan de Guadalajara não foi fechada com chave de ouro, como pretendiam os donos da casa. Na final do basquete masculino, neste domingo, estava em jogo a penúltima medalha dourada distribuída no Pan. O México sonhava em ficar com ela, mas foi derrotado na decisão por Porto Rico, num emocionante 74 a 72. O bronze da modalidade ficou com os EUA, que venceram a República Dominicana por 94 a 92. O Brasil ficou em quinto, apenas.

Mesmo com o ginásio lotado sonhando em ver uma inédita medalha de ouro do México no basquete, Porto Rico fez valer a maior rodagem internacional dos seus atletas. Tanto que coube a José Barea, do Dallas Mavericks (atual campeão da NBA), resolver a partida. Uma cesta dele, a um segundo e meio do fim do jogo, foi que decretou a vitória porto-riquenha.

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O México, assim, encerra o Pan de Guadalajara com na quarta colocação, com 42 medalhas de ouro, 41 de prata e 50 de bronze, num total de 133. No Rio, há quatro anos, foram 18 de ouro, 24 de prata e 55 de bronze, terminando no quinto lugar.

A melhora no quatro total de medalhas é principalmente fruto da entrada - só para esta edição do Pan - de duas modalidades muito tradicionais no México: a pelota basca e o raquetebol. No total, os dois esportes não olímpicos destruíram 16 medalhas de ouro. Destas, 10 ficaram com o México. Outras modalidades que não fazem parte do programa olímpico, como squash e caratê, deram mais cinco medalhas de ouro aos donos da casa. Sem contar elas, os mexicanos teriam 27 ouros, apenas nove a mais do que no Rio.

O grande destaque do México no Pan, porém, foi mesmo os saltos ornamentais. Todas as oito medalhas de ouro da modalidade ficaram com os donos da casa.

No encerramento da participação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, Solonei Rocha da Silva conquistou a medalha de ouro na disputa da maratona. Mesmo debaixo de sol forte e da altitude de 1.500 metros da cidade mexicana, ele completou os 42.195 metros do percurso em 2h16min37, superando os colombianos Diego Alberto Colorado e Juan Carlos Cardona, que foram prata e bronze. O outro representante do Brasil na prova, Jean Carlos da Silva, terminou em nono lugar (2h22min41).

Com a vitória de Solonei, o Brasil terminou o Pan de Guadalajara com um total de 141 medalhas, abaixo do recorde de 157 conseguido nos Jogos do Rio, há quatro anos. Dessa vez, foram 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze, que deixaram a delegação brasileira na terceira colocação do quadro geral de medalhas da competição, atrás apenas dos Estados Unidos e de Cuba.

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Ex-catador de lixo, Solonei começou a competir há apenas dois anos. Mesmo assim, já virou um dos principais maratonistas do Brasil, como provou a vitória deste domingo. Ele foi ao Pan com o segundo melhor tempo do ano entre os brasileiros (2h11min32), atrás do astro Marilson Gomes dos Santos (2h06min34), que competiu apenas nos 10 mil metros em Guadalajara.

Solonei liderou a prova deste domingo praticamente desde a metade do percurso. A vitória foi tão tranquila que ele já carregava a bandeira brasileira quando faltavam cerca de três quilômetros para cruzar a linha de chegada. Assim, esse maratonista de 29 anos, natural de Penápolis, no interior de São Paulo, entrou para a história do atletismo brasileiro.

O vôlei masculino do Brasil mostrou neste sábado por que é o melhor do mundo. Mesmo com seu time B e desfalcada até do técnico Bernardinho, a seleção brasileira venceu Cuba por 3 a 1 (parciais de 25/11, 24/26, 25/18 e 25/19) e conquistou o ouro dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O resultado mostra que o Brasil é capaz de repetir o resultado da final do último Campeonato Mundial até mesmo com seu time reserva.

Dos 12 jogadores brasileiros que estiveram nos 3 sets a 0 sobre Cuba na final do Mundial da Itália, há pouco mais de um ano, só Bruninho e Mário Júnior (agora líbero reserva do time principal) seguiram com o grupo para Guadalajara, num time comandado pelo assistente técnico Rubinho. Já Cuba foi derrotada no México com praticamente os mesmos titulares que estiveram em Roma.

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Com o ouro no México, o Brasil consegue o bicampeonato pan-americano. No Rio, há quatro anos, a seleção brasileira também havia subido ao lugar mais alto do pódio, quando usou força máxima. Na final daquela competição, o Brasil superou os EUA, que desta vez mandaram time reserva e terminaram apenas na quinta colocação. O bronze em Guadalajara ficou com a Argentina, que venceu a decisão do terceiro lugar com um 3 a 2 sobre o México, frustrando a torcida local.

O primeiro set foi o mais tranquilo para o Brasil, que esteve sempre à frente do placar e venceu por 25/11. Na segunda parcial, o placar foi se alternando, com os dois times se revezando na liderança. Com Thiago Alves no saque, o Brasil chegou a 22/22, mas permitiu a virada depois, perdendo por 26/24.

O terceiro set também foi equilibrado, mas o Brasil conseguiu ser superior nos momentos decisivos para fechar por 25/18. Aí, no quarto - e último - set, foi só aproveitar o desânimo cubano. Visivelmente abalados pela derrota que já parecia ser certa, os cubanos foram presas fáceis: 25/19.

O Brasil fecha o Pan com desempenho perfeito no vôlei, com ouros no vôlei de quadra e de praia, no masculino e no feminino. Com 47 medalhas douradas no quadro de medalha ao fim do penúltimo dia de competições, o Brasil garante o terceiro lugar geral. Não pode mais ser ultrapassado pelo México (que levou dois ouros nos saltos ornamentais, no fim deste sábado e chegou a 42 ouros), nem passar Cuba, que foi a 58 ouros. No domingo, estarão em jogo mais três pódios: maratona masculina, basquete masculino (EUA x México na final), e rúgbi.

Os momentos que antecedem a final do vôlei masculino nos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, são de muita confusão no Complexo Pan-Americano de Voleibol. Com o ginásio superlotado para o jogo em que México e Argentina disputam a medalha de bronze, boa parte da imprensa brasileira presente em Guadalajara foi barrada na entrada do palco da grande decisão entre Brasil e Cuba, marcada inicialmente para as 20h locais (23h de Brasília), mas já atrasada.

A alegação da polícia mexicana e da organização do Pan é que o ginásio já está com lotação máxima. Até mesmo a emissora brasileira que detém os direitos de transmissão do Pan tem dificuldades em entrar em seus profissionais no Complexo.

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A esgrima brasileira repetiu o desempenho obtido em casa, no Pan do Rio, e encerrou os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com três bronzes. Neste sábado, a terceira medalha do Brasil na modalidade veio com a equipe masculina de sabre, que venceu a Venezuela na disputa pelo terceiro lugar por 45 a 44.

A vitória veio apenas no último jogo, quando Renzo Agresta venceu Carlos Bravo por 6 a 4 e reverteu uma vantagem de um ponto que tinha a Venezuela antes deste confronto. O time brasileiro que chegou ao bronze tem também Willian de Moraes e Tywilliam Pacheco. Nas quartas de final, eles haviam vencido o Chile, por 45 a 19. Em seguida, pela semifinal, derrota por 45 a 36 para os EUA.

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Desde 1975 o Brasil não conquistava medalha por equipes em Jogos Pan-Americanos. Em Guadalajara, foram dois bronzes, uma vez que a equipe de florete masculino havia subido ao terceiro lugar do pódio na sexta-feira. A outra medalha do Brasil na modalidade foi com Guilherme Toldo, no florete individual.

Na disputa por equipes femininas de espada, também neste sábado, o Brasil terminou na sétima colocação. Nas quartas-de-final, Amanda Simeão, Clarisse de Menezes e Rayssa de Oliveira fizeram uma disputa acirrada diante da Argentina, mas acabaram superadas por 39 a 38.

Depois da festa pela medalha de ouro no Pan de Guadalajara, as velocistas brasileiras atribuíram a conquista inédita ao entrosamento da equipe no revezamento 4x100 metros. Para as corredoras, a eficiência nas passagens do bastão foi determinante para o título pan-americano.

"Conquistamos a vantagem nas passagens do bastão, que treinamos bastante. Na pista, somos iguais às americanas. Conseguimos superá-las por causa do entrosamento", afirmou Franciela Krasucki, ao destacar o entrosamento recente da equipe. Foi apenas a segunda competição que Vanda Gomes, Ana Claudia Lemos e Rosângela Santos correram juntas. A primeira foi o Mundial de Daegu, em setembro.

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"Agora, nós temos que nos desenvolver individualmente para termos um bom resultado nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012", projetou Franciela. "É uma equipe jovem, mas queremos buscar medalha em Londres. De quarto a oitavo já não nos serve", declarou Ana Cláudia Lemos.

A equipe brasileira de atletismo também festejou na sexta a medalha de ouro no 4x100m masculino, o quarto título pan-americano consecutivo na prova. "Quando eu passei o bastão para o Nílson, pensei 'acabou, essa é nossa'. Estamos acostumados a competir com leões e sabíamos que tínhamos excelente chance de vencer hoje", disse Sandro Viana.

Para Bruno Lins, a vitória serviu de redenção após ficar com o bronze nos 200 metros. "Fiquei meio chateado com o bronze dos 200m e queria muito sair daqui com esse ouro. Era a hora de mostrar do que éramos capazes de fazer", afirmou Bruno. Aílson Feitosa e Nilson André completaram a equipe que igualou o recorde pan-americano de 38s18.

O ginasta Diego Hypolito foi escolhido nesta sexta-feira pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para ser o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que acontecerá na noite de domingo. Um dos maiores nomes do esporte brasileiro na atualidade, ele conquistou três medalhas de ouro nesta edição do Pan, nas provas por equipe, do solo e do salto.

"Não imaginava isso. Tem tantos atletas importantes. Obrigado! Só tenho a agradecer por esse voto de confiança, por essa oportunidade de carregar a bandeira", afirmou Diego, logo depois de receber a notícia de que será o porta-bandeira, quando ainda comemorava seu último ouro no Pan, conseguido no salto.

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Empolgado com as três medalhas de ouro e com o convite do COB, Diego exaltou a importância do Pan. "A disputa dos Jogos Pan-Americanos é muito importante, é a única simulação que nós temos da Olimpíada", afirmou o ginasta de 25 anos, que tem dois títulos mundiais no currículo - em 2005 e 2007, ambos no solo.

Na cerimônia de abertura dos Jogos de Guadalajara, realizada no dia 14 de outubro, o porta-bandeira do Brasil foi o mesa-tenista Hugo Hoyama, que entrou na competição como o recordista brasileiro de medalhas de ouro na história do Pan - durante o evento, no entanto, ele foi ultrapassado pelo nadador Thiago Pereira.

Luciano Correa e Bruno Mendonça deram ao Brasil, nesta sexta-feira, mais duas medalhas de ouro no judô dos Jogos Pan-Americanos. A delegação brasileira da modalidade não tem mais chances de atingir sua meta, que era ter 100% de aproveitamento, com medalhas para todos os 14 judocas inscritos em Guadalajara. Rafaela Silva conquistou a prata, mas Katherine Campos perdeu na disputa pelo bronze. No sábado serão disputadas as três últimas categorias, com mais três brasileiros no tatame.

Leandro Cunha foi amplamente superior ao norte-americano Kanneth Hashimoto na final da categoria até 66kg. Acertou diversos golpes e ainda foi beneficiado por três punições sofridas pelo rival. Reserva de João Derly por muito tempo, Cunha, assim, sobe ao lugar mais alto do pódio já no seu primeiro Pan.

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A vitória de Bruno Mendonça, na final da categoria até 73kg, foi muito mais tranquila. Ele precisou de apenas 16 segundos para derrubar o argentino Alejandro Clara e vencê-lo com um ippon.

Também favorita ao ouro, Rafaela Silva, atleta de apenas 19 anos, não conseguiu superar a cubana Yurisleidys Lupetey. Vice-campeã mundial da categoria até 57kg, a brasileira fez uma luta travada contra a rival e perdeu por conta de uma punição que recebeu, valendo um yuko para a judoca de Cuba.

Katherine Campos foi a única a não conquistar medalhas para o Brasil nesta sexta-feira. Reserva da categoria até 63kg, ela substituiu Mariana Silva e não conseguiu manter o nível da titular. Apenas 79.ª colocada no ranking mundial - ela subiu de peso há oito meses -, Katherine foi derrotada, na disputa pelo bronze, pela canadense Stefanie Tremblay, por ippon.

O time comandado pelo técnico Rubén Magnano chegou a abrir 20 de pontos de diferença para a seleção de Porto Rico, mas ao final da partida relaxou e deixou o time caribenho reagir e vencer a partida. Com a derrota por 85 a 77 o Brasil não se classifica as semifinais, ficando de fora da briga por medalha no Pan 2011.

Os erros cometidos contra os Estados Unidos, no jogo de quinta-feira, foram vistos novamente diante os porto-riquenhos. Até o último quarto a vantagem era brasileira e nos três minutos finais os adversários fecharam o jogo com oito pontos de vantagem.

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Do time titular que conseguiu a classificação para os jogos olímpicos de Londres, no próximo ano, apenas Guilherme atuou no Pan do México. Outros jogadores que fizeram parte da campanha do Pré-Olímpico, como Benite, Nezinho e Marcelinho Machado, também estavam em Guadalajara.

Na primeira fase o Brasil venceu o Uruguai na estréia e foi derrotado por EUA e Porto Rico. A seleção fica no México para disputar o quinto lugar da competição.

A irmã mais velha conseguiu seu único pódio nestes Jogos Pan-Americanos. Já o irmão mais novo pela terceira vez subiu no ponto mais e leva a terceira medalha de ouro para casa. Com a nota 15.875, Diego aproveitou o erro dos adversários e foi o campeão no salto sobre a mesa.

As outras medalhas do ginasta foram conquistadas nas competição por equipe e na prova individual do solo. Daniele Hypolito fez a terceira melhor nota na final da trave de equilíbrio e conseguiu 13.750, garantindo a medaçha de bronze.

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Essa foi a única medalha da ginástica feminina brasileira. Brigas internas entre as atletas são um dos motivos que justificam o fraco desempenho das ginastas nos jogos de Guadalajara.

Há três dias para o término dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o Brasil não é mais o segundo colocado no ranking de medalhas. Com a vitória da dupla Karel Aguilar e Serguey Torres, na canoagem, Cuba igualou o número de ouros do Brasil (39) e por ter duas pratas a mais que a delegação brasileira fica na vice-liderança.

Na prova, que deu a vantagem aos cubanos, a medalha de prata ficou com Erlon Silva e Ronilson de Oliveira, do Brasil. O bronze foi para Venezuela com Ronny Ratia e Anderson Ramos.

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Desde o início da competição os brasileiros ficaram apenas atrás da delegação norte-americana no quadro de medalhas. Os EUA permanecem na liderança com 80 medalhas de ouro conquistadas.

Daiane dos Santos, Daniele Hypolito, Bruna Leal, Priscila Cobello, Gabriela Soares e Adrian Nunes não estão se entendo durante os jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Fofocas e intrigas tomaram conta do ambiente da equipe brasileira de ginástica artística feminina.

Diferente dos rapazes, que conquistaram a medalha de ouro por equipe e individual com Diego Hypólito, até o momento as meninas não conseguiram subir ao pódio ainda. Em entrevista, no México, Adrian Nunes não poupou críticas ao grupo. Segundo ela há uma racha entre as atletas do Rio Grande do Sul com as que treinam no Rio de Janeiro.

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“O problema é só eu e a Daine que somos mais escandalosas. As outras são mais quietas e não falam nada. Só que elas falam umas das outras por trás”, expôs a atleta após conquista o quarto lugar na prova do salto.

Um dos motivos para o desentendimento em relação a nova formação de uma seleção brasileira permanente. Daiane dos Santos pretende voltar a treinar com o técnico Oleg Ostapenko, em Curitiba. Já Daniele não abre mão do seu atual treinador e Adrian é favorável ao confinamento coletivo da seleção. O local onde a equipe tem bem vai treinar é motivo de polêmica. “Eu e a Daiane vamos ser as mais prejudicadas de qualquer jeito. Em Curitiba vamos estar longe de casa, e no Rio de Janeiro também. Só que as meninas do Rio vão poder sair, ter tempo para a vida pessoal, e aí cria um conflito”, declarou Adrian.

Para Daniele Hypólito, que é a única brasileira que ainda pode conquistar medalhas neste Pan (Nesta quinta-feira ele disputa as finais do solo e a trave) rebate as acusações da companheira de seleção. ““A gente tem de treinar mais, é isso. Ginástica não tem segredo”.

 

São 44 medalhas de ouro em disputa no antepenúltimo dia dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. E o destaque desta sexta-feira (28) para o Brasil é o vôlei masculino que enfrenta na semifinal a Argentina, às 19h (de Recife).

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Boa parte das medalhas de hoje sairão do atletismo. Confira abaixo as modalidades com brasileiros na disputa:

10h30 – Esgrima - Florete por Equipe - Brasil x Chile (Masculino) – Quartas de Final

11h00 – Canoagem - Velocidade K2 500 m (Feminino) – Primeira Fase

11h30 – Canoagem - Velocidade K1 1.000 m (Masculino) – Final

11h45 – Canoagem - Velocidade C1 1.000 m (Masculino) – Final

12h00 - Saltos ornamentais - Trampolim de 3 m (Feminino) - Eliminatórias

12h00 – Caratê - Menos de 60kg (Masculino) - Eliminatórias

12h00 – Caratê - Entre 61 e 68kg (Feminino) - Eliminatórias

12h00 – Caratê - Até 50 kg (Feminino) - Eliminatórias

13h00 – Judô - Até 66 kg (Masculino) – Eliminatórias

13h00 – Judô - Até 73 kg (Masculino) - Eliminatórias

13h00 – Judô - Até 57 kg (Feminino) - Eliminatórias

13h00 – Judô - Até 63 kg (Feminino) - Eliminatórias

13h00 – Canoagem - Velocidade K2 1.000 m (Masculino) – Final

13h30 – Canoagem - Velocidade C2 1.000 m (Masculino) – Final

13h45 – Canoagem - Velocidade K1 500 m (Feminino) – Final

15h00 - Ginástica artística - Trave de equilíbrio (Feminino) – Final

15h00 - Ginástica artística - Salto (Masculino) – Final

15h00 - Basquete Brasil x República Dominicana (Masculino) – Primeira fase

15h20 – Esgrima - Sabre por Equipe – Brasil x Venezuela (Feminino) – Quartas de final

17h00 – Atletismo - Lançamento de Disco (Feminino) – Final

17h30 – Atletismo - Salto com Vara (Masculino) – Final

18h10 – Atletismo - 800m rasos (Masculino) – Final

18h35 – Atletismo - 3.000m com Obstáculos (Feminino) – Final

19h00 – Vôlei - Brasil x Argentina (Masculino) – Semifinal

19h05 – Atletismo - 3.000m com Obstáculos (Masculino) – Final

19h30 – Atletismo - Lançamento de Dardo (Masculino) – Final

19h35 – Atletismo - Revezamento 4x100 m rasos (Feminino) Final

20h00 – Atletismo - Revezamento 4x100m rasos (Masculino) – Final

20h25 – Atletismo - Revezamento 4x400 m rasos (Feminino) - Final

 

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