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A Organização Mundial de Saúde (OMS) convocou uma reunião de especialistas para esta sexta-feira (26) a fim de discutir se declara a nova cepa da Covid-19 localizada na África do Sul como uma "variante de preocupação".

Cientistas têm afirmado que a nova variante possui um alto número de mutações, as quais podem torná-la mais transmissível e permitir que ela contorne algumas das respostas imunes detonadas por infecção anterior ou pela vacinação.

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O ministério da Saúde de Israel anunciou nesta sexta-feira (26) a detecção de um caso da nova variante de Covid-19 descoberta na África do Sul e que, segundo os cientistas, se propaga rapidamente.

"A variante descoberta nos Estados do sul da África foi identificada em Israel. Trata-se de uma pessoa que veio de Malauí", afirmou o ministério, que teme outros dois casos de pessoas que chegaram do exterior e já estão confinadas.

As três pessoas já estavam vacinadas contra o coronavírus, informou o ministério em um comunicado.

O primeiro-ministro Naftali Bennett convocou uma reunião de emergência com autoridades da área da saúde para examinar a situação e os riscos.

O governo israelense incluiu em sua lista vermelha sanitária África do Sul, Lesoto, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Namíbia e Eswatini (ex-Suazilândia) após o anúncio da descoberta da nova variante.

A variante é identificada como B.1.1.529 e parece ser muito contagiosa, de acordo com cientistas sul-africanos. Não se sabe se as vacinas que estão sendo aplicadas são eficazes contra a nova cepa.

Potencialmente muito contagiosa e com múltiplas mutações, uma nova variante da Covid-19 foi detectada na África do Sul, que vê sinais de uma nova onda da pandemia, anunciaram cientistas sul-africanos nesta quinta-feira (25).

A variante B.1.1.529 apresenta um número "extremamente alto" de mutações e "podemos ver que tem potencial para se espalhar muito rapidamente", anunciou o virologista Túlio de Oliveira em entrevista coletiva online supervisionada pelo ministério da Saúde.

Sua equipe do instituto de pesquisa KRISP, vinculado à Universidade de Kwazulu-Natal, foi a que descobriu a variante beta altamente contagiosa no ano passado.

As mutações do vírus inicial podem potencialmente torná-lo mais transmissível a ponto de torná-lo dominante: foi o caso da variante delta, registrada inicialmente na Índia e que, segundo a OMS, reduziu a eficácia das vacinas em termos de transmissão do vírus para 40%.

Neste momento, os cientistas sul-africanos não têm certeza da eficácia das vacinas anticovid existentes contra a nova forma do vírus.

"O que nos preocupa é que esta variante pode não só ter uma capacidade de transmissão aumentada, mas também ser capaz de contornar partes do nosso sistema imunológico", disse outro pesquisador, o professor Richard Lessells.

Até o momento, foram registrados 22 casos, afetando principalmente jovens, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD). Também foram relatados casos nos vizinhos Botswana e Hong Kong, em uma pessoa que voltava de uma viagem à África do Sul.

- Séria ameaça -

"O número de casos detectados e a porcentagem de testes positivos estão aumentando rapidamente", confirmou o NICD em um comunicado, particularmente na província mais populosa de Gauteng, que inclui Pretória e Johannesburgo.

As estruturas de saúde devem esperar uma nova onda de pacientes nos próximos dias ou semanas, alertaram os cientistas.

A África do Sul, oficialmente o país mais afetado pelo vírus no continente, registra um novo aumento na contaminação nas últimas semanas.

Atribuída primeiramente à variante delta, a nova variante está na origem desse aumento "exponencial" e representa "uma grande ameaça", segundo o ministro da Saúde, Joe Phaahla.

O surgimento desta nova cepa "reforça o fato de que este inimigo invisível com o qual lidamos é muito imprevisível", acrescentou.

A África do Sul tem quase 2,9 milhões de casos e 89.600 mortes. Mais de 1.200 casos novos em 24 horas foram registrados na quarta-feira, contra cem no início do mês.

As autoridades temem uma nova onda de pandemia até o final do ano.

Globalmente, a Europa voltou a ser o epicentro da pandemia. A Áustria impôs recentemente um novo confinamento, a França anunciou um reforço das medidas sanitárias enquanto a Alemanha ultrapassou as 100.000 mortes.

O coronavírus já matou mais de 5,16 milhões de pessoas em todo o mundo desde seu aparecimento na China no final de 2019.

A OMS estima que, considerando o excesso de mortalidade direta e indiretamente ligado à covid-19, o número de vítimas da pandemia pode ser de duas a três vezes superior.

Depois de lutar para conseguir doses de vacinas anticovid-19, a África do Sul agora tem de enfrentar a rejeição à sua campanha de vacinação por parte de seus cidadãos.

Há algumas semanas, a fila era grande em frente a um centro de vacinação de Johannesburgo. No entanto, este imenso ginásio cedido em maio para a campanha de imunização hoje parece deserto, com apenas três pessoas que aguardam para receberem suas doses.

Muzi, um motorista de micro-ônibus de 32 anos que estacionou em frente à entrada, olha para o ginásio com desconfiança. "A vacina me dá muito medo", confessa à AFP. Ele conta que conhece uma mulher que morreu depois de receber o imunizante contra o coronavírus: "Antes disso estava perfeitamente bem", afirmou.

Hoje, apenas 11% de um país de 58 milhões de habitantes se vacinou com as duas doses necessárias para a imunização.

País mais afetado pela pandemia no continente, de acordo com dados oficiais, a África do Sul vacina atualmente os maiores de 35 anos e, a partir de sexta-feira, começará a imunizar os maiores de 18. Até o momento, o país acumula mais de 2,6 milhões de casos e cerca de 78.700 mortes.

Com todas as curvas da pandemia em alta, menos de 200.000 pessoas se apresentam todos os dias para se vacinarem, muito abaixo do objetivo de 300.000. O governo prevê ter 28 milhões de vacinados até o fim do ano, o que representa 70% dos adultos.

O país enfrenta a "apatia e o cansaço das vacinas", alertou ministro da Saúde da província de Cabo Ocidental, Nomafrench Mbombo, na quinta-feira (19).

O governo recebeu uma enxurrada de críticas pelo atraso na compra dos imunizantes. Desde então, conseguiu dezenas de milhões de doses e é inclusive o primeiro país africano a produzir suas próprias vacinas.

Na África do Sul, a rejeição à vacina é maior entre os homens. Segundo um estudo recente, 60% dos vacinados são mulheres, relatou o ministro da Saúde.

Para obrigar os homens a se vacinarem, a poeta e atriz sul-africana Lebogang Mashile pediu às suas concidadãs que façam uma "greve de sexo".

"Pelo nosso bem, as mulheres têm que colocar como condição para o 'pumpum' (sexo) que eles se vacinem", tuitou.

O governo iniciou, por sua vez, uma campanha de mensagens via SMS, incentivando "todos os homens da África do Sul a se registrarem" para a vacinação.

A ID.entity África, agência especialista em viagens de intercâmbio para a África do Sul, está oferendo cinco bolsas de estudo por um mês no continente africano, com estudo o idioma inglês e vivência da imersão cultural. As inscrições vão até 1º de agosto e podem ser feitas por meio deste formulário on-line.

Para ser elegível os participantes precisam ter 18 anos completos ou mais até dezembro de 2021; estar ao menos cursando o ensino médio; ter disponibilidade para viajar por um mês no primeiro semestre de 2022; ter origem em território periférico; e ser negra ou negro, bem como participar do processo seletivo em todas suas etapas.

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O resultado da primeira etapa está previsto para ser divulgado no dia 16 de agosto com os selecionados sendo contratados de 16 a 23 de agosto. As entrevistas, que serão realizadas de forma on-line, estão marcadas no dia 23 a 28 de agosto. O resultado final será divulgado em 3 de setembro. Confira mais detalhes na página do Instagram da agência.

As empresas farmacêuticas BioNTech e Pfizer anunciaram nesta quarta-feira (21) que o grupo Biovac realizará, a partir do início de 2022, uma fase da produção de sua vacina anticovid-19 na África do Sul, uma novidade no continente.

Os laboratórios "assinaram uma carta de intenções" com a Biovac que permitirá fornecer até 100 milhões de doses por ano aos países africanos.

A transferência de tecnologias e a instalação de máquinas necessárias para a embalagem, última fase da fabricação, começarão "imediatamente", segundo um comunicado.

A vacina será transportada de fábricas europeias dos dois laboratórios, que conservam o controle da produção do RNA mensageiro, a etapa mais delicada e crucial. Depois, será embalada e distribuída "exclusivamente em 55 países-membros da União Africana", informaram a alemã BioNTech e a americana Pfizer.

"Este é um passo essencial para reforçar o acesso duradouro às vacinas" e a colaboração "permitirá distribuir mais amplamente doses a pessoas em comunidades de difícil acesso, principalmente no continente africano", comentou Morena Makhoana, presidente e diretora-geral da Biovac.

As desigualdades geográficas ainda são evidentes devido à pandemia. De um lado, estão as nações desenvolvidas que aplicaram grandes programas de vacinação; do outro, os países mais pobres, muito atrasados, já que apenas 1,6% das doses administradas no mundo foram aplicadas na África, que concentra 17% da população mundial, segundo dados coletados pela AFP.

A OMS estimou recentemente que apenas 2% dos africanos (16 milhões de pessoas) está completamente imunizado.

Antes da produção local, que chegará tarde demais para enfrentar o aumento atual de casos pela propagação da muito contagiosa variante Delta, a África depende principalmente do mecanismo Covax e de doações para conseguir vacinas.

A Biovac já produz para a Pfizer a vacina Prevenar 13, contra as infecções por pneumococos.

Após uma semana de distúrbios e saques na África do Sul, que o presidente descreveu como uma tentativa orquestrada de desestabilização, o país recupera neste sábado (17) uma calma precária, enquanto as operações de limpeza continuam.

Nos arredores da cidade Durban, às margens do oceano Índico, junto a um muro pintado com uma frase que dizia "Free Zuma", havia uma pilha de escombros retirados de um shopping incendiado, observaram jornalistas da AFP no local.

Sikhumukani Hongwane, um guarda de segurança, estava trabalhando quando o local foi atacado no domingo passado. Ele explica que viu uma multidão queimando uma garagem próxima e fugiu. "Temos medo inclusive agora", admitiu.

Os primeiros incidentes de queima de pneus e bloqueios de estradas começaram na semana passada na província de Kwazulu-Natal (KZN, leste), devido à prisão do ex-presidente Jacob Zuma por desacato.

Armazéns, fábricas e shoppings foram atacados e a violência se espalhou para Joanesburgo, a maior cidade do país, no contexto de um grande desemprego e de novas restrições pela covid-19.

No total, 212 pessoas morreram e mais de 2.500 foram detidas.

No entanto, após uma semana de alguns dos piores incidentes desde a fundação desta jovem democracia, parecia prevalecer uma tranquilidade frágil, sem incidentes em Joanesburgo ou Kwazulu-Natal, de maioria zulu.

"Com o pretexto da política, os autores desses atos tentaram provocar uma insurreição popular", disse o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Vários funcionários do governo acusam abertamente os partidários de Zuma de organizarem os ataques. A polícia está investigando 12 suspeitos.

Na província de Kwazulu-Natal já eram perceptíveis os efeitos da destruição de centenas de comércios. Também há problemas de abastecimento após dias de bloqueio do transporte. A estrada que une Joanesburgo e Durban só reabriu neste sábado, sob estreita vigilância das forças de segurança.

Alguns moradores disseram que ficaram sem pão e distribuições de alimentos foram organizadas.

"Estamos enviando alimentos aos hospitais que não tinham nada para dar aos seus pacientes", disse à AFP Imitiaz Sooliman, da associação Gift of the Givers, explicando que os comboios são escoltados por homens armados.

As autoridades foram muito criticadas pela lentidão em reagir e por não terem impedido a violência.

O chefe de Estado reconheceu que o governo estava "mal preparado", mas prometeu que os responsáveis seriam punidos: "Não permitiremos que ninguém desestabilize nosso país e saia impune".

Cerca de 10.000 soldados foram enviados para apoiar a polícia, com efetivos insuficentes e acusada de corrupção. Essa quantidade pode aumentar para até 25.000 nos próximos dias.

Uma mãe se viu obrigada a jogar seu bebê de um prédio na cidade de Durban, no leste da África do Sul, na tentativa de salvá-lo de um incêndio causado por saqueadores que tomam a região desde a prisão do ex-presidente Jacob Zuma na semana passada.

O ato foi registrado em vídeo. O bebê é segurado por um grupo de pessoas no chão. Tanto a mãe quanto a criança foram resgatadas e estão bem.

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A África do Sul enfrenta sua pior onda de violência política em anos. Os tumultos se iniciaram na última quinta-feira, 8, quando Zuma começou a cumprir uma sentença de 15 meses por desacato ao tribunal. Ele se recusou a cumprir uma ordem judicial para testemunhar em um inquérito que investiga denúncias de corrupção sob seu mandato, de 2009 a 2018.

Desde então, protestos tomaram as ruas e gradualmente se transformaram em uma onda de saques nas áreas dos municípios de duas províncias, Gauteng e KwaZulu-Natal, onde uma estação de rádio comunitária foi saqueada e tirada do ar e centros de vacinação contra a covid foram fechados. A situação ainda não está controlada.

Na tarde desta terça-feira, 13, autoridades informaram que ao menos 72 pessoas morreram durante os tumultos. Mais de 700 foram presas, a maioria por atos ilegais como saques e vandalismo. (Com agências internacionais)

Pelo menos 32 pessoas morreram na África do Sul desde que os saques e a violência começaram, há vários dias, na esteira da prisão do ex-presidente Jacob Zuma - informou uma autoridade provincial nesta terça-feira (13).

Ontem, o presidente Cyril Ramaphosa anunciou o envio de tropas para auxiliar a polícia e "restaurar a ordem". Apesar do envio de tropas militares para as províncias afetadas, a escalada não dá sinais de arrefecimento, e o balanço de mortos continua a aumentar.

Ao todo, 26 pessoas morreram na província de Kwazulu-Natal (leste), anunciou o primeiro-ministro regional, Sihle Zikalala, à imprensa.

A elas, somam-se mais seis pessoas que perderam a vida em áreas próximas a Joanesburgo, informou o presidente Ramaphosa ontem à noite.

De acordo com Zikalala, sem se referir a localidades específicas, várias das mortes ocorreram em "correrias neste contexto de distúrbios".

Os primeiros incidentes, com estradas bloqueadas e caminhões incendiados, aconteceram na sexta-feira (9), dia seguinte da prisão do ex-presidente Jacob Zuma, condenado a prisão por desacato à Justiça.

No fim de semana, os atos de violência se espalharam por Joanesburgo, capital econômica do país.

Os incidentes continuaram nesta madrugada, observaram vários jornalistas da AFP, especialmente em Soweto, ao oeste de Joanesburgo.

- Mais de 750 detidos -

Pelo menos 757 pessoas foram detidas, disse hoje o ministro responsável pelas forças de segurança, Bheki Cele, em entrevista coletiva. Nela, destacou que a maioria das prisões foi em Joanesburgo.

O ministro afirmou ainda que a polícia vai garantir que a situação "não se deteriore ainda mais". Enquanto isso, seguem os saques a lojas em Joanesburgo e em Pietermaritzburgo, capital da província de Kwazulu-Natal.

Na manhã desta terça, por exemplo, dezenas de mulheres, homens e crianças invadiram as câmaras frigoríficas do açougue Roots, na praça Diepkloof, em Soweto. De lá, saíam com pesadas caixas de carne congelada nos ombros, ou sobre a cabeça.

Um único segurança particular permaneceu no local, enquanto tentava se comunicar por telefone, supostamente para pedir reforços. A polícia chegou quase três horas depois e disparou balas de borracha.

Ao anunciar o envio de militares, o presidente Ramaphosa disse ser de "vital importância que restauremos a calma e a estabilidade, sem demora, em todas as partes do país".

"O caminho da violência, os saques e a anarquia leva apenas a mais violência e devastação", advertiu.

"O que estamos vendo agora são atos oportunistas de criminalidade, com grupos de pessoas instigando o caos apenas para acobertar saques e roubos", acrescentou.

"Não há agravante, nem qualquer razão política, que possam justificar a violência e a destruição", insistiu, enquanto seu antecessor Zuma passava sua sexta noite atrás das grades.

Zuma, de 79 anos, presidente da África do Sul de 2009 a 2018, foi condenado pelo Tribunal Constitucional, por desacato à Justiça, no final de junho.

Na segunda-feira, este mesmo tribunal fez uma audiência de 10 horas. Nela, os advogados de Zuma pediram que a sentença fosse revista. A corte reservou sua resposta para uma data posterior não especificada.

Nesta terça-feira (22), o jornal inglês “The Sun”, revelou que Gosiame Sithoie, mulher de 37 anos que ficou famosa no início do mês de junho por ter dado à luz a 10 bebês na mesma gestação, foi detida após ser acusada de ter inventado toda a história. Ela estava na casa de familiares em Johanesburgo, capital da África do Sul, país em que tudo aconteceu, na madrugada da última quinta-feira (17), quando foi surpreendida pela abordagem policial.

De acordo com o jornal inglês, os rumores de farsa aumentaram após Tebogo Tsotetsi, pai das crianças, afirmar que “não acredita que os dez filhos existam”, relevando também não ter tido acesso aos recém nascidos. Segundo outro noticiário europeu, o “Sunday Times”, o Hospital Mediclinic Medforum, em Pretori, também na África do Sul, onde Gosiame disse ter realizado o parto, afirmou que não a atendeu.

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Refiloe Mokoena, advogado de Gosiame no caso, afirma que a mulher está detida na ala psiquiátrica de um hospital sul-africano contra sua vontade, e solicitará uma ordem judicial para garantir sua libertação.

O atleta sul-africano Luvo Manyonga, medalha de prata na prova de salto em distância nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e campeão no Mundial de Londres-2017, recebeu nesta sexta-feira (18) uma suspensão de quatro anos por não ter cumprido o protocolo de exames antidoping. De acordo com a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês), ele não cumpriu os critérios de "paradeiro".

A AIU divulgou que seu Tribunal Disciplinar baniu Manyonga por quatro anos, a partir de 23 de dezembro de 2020, por falhas de localização para realizar exames antidoping. Essa foi a sua segunda violação das regras antidoping da World Athletics, a entidade que comanda o atletismo mundial.

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O atleta de 30 anos, que assim perderá os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, pode apelar da decisão da AIU na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), que tem sede em Lausanne, na Suíça. Manyonga é o recordista africano do salto em distância com a marca de 8,65 metros.

De acordo com a World Athletics, os atletas devem informar às autoridades o paradeiro pretendido para permitir que os oficiais antidoping os encontrem. Se eles deixarem de mostrar ou fornecer informações erradas três vezes por ano, podem ser punidos.

A AIU disse que Manyonga perdeu um primeiro teste em 26 de novembro de 2019 e era muito impreciso sobre os detalhes da localização para outros dois em 2020.

Em 2012, o sul-africano, também medalha de ouro nos Jogos da Commonwealth (Comunidade Britânica) em 2018, foi banido por 18 meses após o resultado positivo em um exame antidoping para a substância metanfetamina.

Uma mulher da província sul-africana Gauteng, na cidade de Pretória, deu à luz 10 bebês, quebrando o recorde mundial do Guinness da Malian Halima Cissé, que deu à luz nove crianças em Marrocos no mês passado. Gosiame Thamara Sithole, de 37 anos, pariu 10 crianças, sendo duas a mais do que os médicos haviam detectado antes, durante os exames de rotina em um hospital local. A notícia se espalhou após ser publicada por um portal de Pretória e logo passou a dividir opiniões de curiosos e também de especialistas.

O marido, Teboho Tsotetsi, disse que Sithole, natural do município de Tembisa, em Ekurhuleni, deu à luz sete meninos e três meninas por cesariana. A mulher que também já tem gêmeos de seis anos, disse anteriormente ao Pretoria News que sua gravidez foi natural, pois ela não estava em tratamento de fertilidade. O parto foi feito após 29 semanas de gravidez.

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“São sete meninos e três meninas. Ela estava grávida de sete meses e sete dias. Eu estou feliz. Eu estou emocionado. Eu não posso falar muito. Vamos conversar novamente pela manhã, por favor ”, disse Tsotetsi.

Em entrevista concedida à casa da família em Tembisa no mês passado e cuja publicação foi adiada a pedido do casal por questões de segurança e culturais, Sithole disse que ficou chocada e fascinada com a gravidez.

Ela disse que ficou em um estado de descrença quando os médicos disseram a ela no início deste ano que ela estava esperando seis filhos (sêxtuplos) antes que novas varreduras mostrassem que eram, na verdade, óctuplos.

Dois outros não puderam ser detectados inicialmente porque estavam dentro do tubo errado, disse Sithole.

“Estou chocada com a minha gravidez. No começo foi difícil. Estive doente. Foi difícil para mim. Ainda é difícil, mas estou acostumado a isso agora. Não sinto mais dor, mas ainda é um pouco difícil. Eu apenas oro para que Deus me ajude a entregar todos os meus filhos saudáveis, e para que eu e meus filhos saiamos vivos. Eu ficaria satisfeito com isso”, completou.

Convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil na África do Sul, o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) espera recuperar o passaporte apreendido em dezembro passado, quando foi preso. A defesa de Crivella aguarda apenas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-prefeito tenha de volta o documento que lhe permite sair do País.

"Uma vez declarada a incompetência da Justiça Comum, o acautelamento do passaporte perde efeito, exigindo sua restituição", disse o advogado Alberto Sampaio Júnior, que defende Crivella. "É mera questão burocrática, cuja solução depende de ofício do Supremo à Justiça Eleitoral, para que se faça cumprir os efeitos da decisão".

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Se o ex-prefeito do Rio for nomeado embaixador, voltará a ter foro privilegiado de julgamento. Com isso, o processo ao qual responde é transferido para o STF.

Crivella foi preso em 22 de dezembro do ano passado, a nove dias de deixar o cargo, acusado de chefiar o "QG da Propina" instalado no Executivo carioca. Segundo a investigação, ao menos R$ 53 milhões foram arrecadados pelo esquema.

Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella foi transferido do presídio de Benfica para a prisão domiciliar no mesmo dia após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins. Em fevereiro, o ministro do Supremo Gilmar Mendes determinou a revogação da prisão domiciliar de Crivella, mas proibiu que ele deixasse o País. Foi nesse momento que houve a retenção do passaporte.

No dia 22 de abril, porém, Gilmar Mendes retirou a competência da Justiça Comum para analisar o caso e a transferiu para a Justiça Eleitoral. Os advogados do ex-prefeito afirmam agora que as atuais medidas restritivas contra ele não valem mais.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou que Crivella não enfrentará dificuldades para ter seu nome aprovado pelo Senado. "Vou trabalhar a nomeação dele e não vejo ninguém com disposição de votar contra. Até agora não vi", disse o senador ao Estadão/Broadcast.

A informação da escolha de Crivella para o posto foi revelada pelo jornal Correio Braziliense e confirmada pela reportagem. A decisão de Bolsonaro é uma forma de contemplar o Republicanos, partido aliado do governo no Congresso.

O aceno ocorre na esteira de uma crise vivida entre a Igreja Universal do Reino de Deus, que no Congresso é representada pelo Republicanos, e o governo federal.

Integrantes da Universal em Angola se rebelaram contra a direção brasileira da igreja - fundada e liderada pelo bispo Edir Macedo, tio de Crivella - e divulgaram um manifesto que acusa o comando geral de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e racismo. Os bispos da Universal no Brasil chegaram a se queixar da falta de apoio do Ministério das Relações Exteriores nessa questão.

O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), negou que tenha conversado sobre a embaixada com Bolsonaro e com Crivella. Pereira disse que só soube da indicação por meio da imprensa. O Itamaraty não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o assunto.

O pedido de "agrément" para a indicação de Crivella ainda precisa ser autorizado pelo governo da África do Sul. Caso o país dê aval, o ex-prefeito terá de passar por votações na Comissão de Relações Exteriores do Senado e no plenário da Casa Legislativa.

"A conversa dele já é uma conversa de diplomata. Acho que só ouvi a voz dele nas músicas, só ouvi falar bem baixinho. Tem uma educação danada. Ele tem um estilão diplomata mesmo", definiu Eduardo Gomes, que também citou a experiência de Crivella como missionário no continente africano. Antes de ocupar a prefeitura do Rio, o bispo foi senador e ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff (PT).

A bancada evangélica do Congresso nega ter participado do processo que levou à indicação do ex-prefeito, mas o grupo recebeu a notícia com bons olhos. "Mesmo sem ter sido consultados nem conversado com o presidente a respeito do assunto, ficamos felizes porque o Marcelo Crivella é um homem preparadíssimo e um amigo querido. É crente", afirmou o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), coordenador da bancada evangélica.

Ex-chanceler critica escolha

O ex-ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), por sua vez, criticou a decisão do governo federal. "Não faria essa escolha e duvido que tenha sido essa a escolha do atual chanceler", disse Aloysio ao Estadão/Broadcast, numa referência a Carlos França.

Na sua avaliação, Bolsonaro age por "motivações subalternas" ao escolher Crivella. "É uma decisão do presidente, no exercício de uma competência constitucional, é certo, mas que revela a que ponto as prerrogativas presidenciais estão a serviço das motivações subalternas que orientam o senhor Bolsonaro", afirmou.

O ex-chanceler lamentou a possível substituição na embaixada da África do Sul. "Troca-se o embaixador Sergio Danese, um dos grandes diplomatas da atualidade, que nos representa em um dos países chave da África, por noticiários laudatórios na rede Record", observou Aloysio. A emissora de TV é ligada à Igreja Universal.

A escolha de Crivella para o posto também foi criticada pela oposição a Bolsonaro no Congresso. Os deputados Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), adversários do bispo na eleição municipal do Rio, foram alguns dos que se manifestaram contra a decisão do governo.

"Depois do Weintraub (que foi indicado para o Banco Mundial após sair do Ministério da Educação), Bolsonaro agora quer dar fuga ao Crivella. Esse desgoverno é uma vergonha", protestou Freixo no Twitter.

Jandira também comentou a ação de Bolsonaro por meio da rede social. "Líderes da Universal são acusados de crimes, associação criminosa e lavagem de dinheiro em Angola pelas autoridades locais. Ao mesmo tempo, Bolsonaro tenta emplacar Crivella, avatar político de Edir Macedo, como embaixador da África do Sul. Deus salve a África", escreveu ela.

Uma mulher sul-africana parece ter quebrado o recorde mundial de nascimentos  de múltiplos ao dar à luz 10 bebês, na cidade de Pretoria. Segundo a imprensa local, Gosiame Thamara Sithole, de 37 anos, teria se submetido a uma cesárea na noite da última segunda (7) para o nascimento de seus filhos. Ela já é mãe de gêmeos de seis anos.

De acordo com o Pretoria News, Gosiame Thamara estava na 29ª semana da gestação quando deu à luz, nesta segunda (7). Ao site, o marido da mulher, Tebogo Tsotetsi, disse estar emocionado com a chegada de tantos filhos ao mesmo tempo. “São sete meninos e três meninas. Ela estava grávida de sete meses e sete dias. Eu estou feliz. Eu estou emocionado. Eu não posso falar muito”.

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Ainda segundo a publicação, durante o pré-natal, os médicos que acompanhavam Gosiame haviam detectado oito bebês e se surpreenderam com a chegada de mais dois durante o parto. A mulher teria engravidado de forma natural; ela já é mãe de gêmeos de seis anos. 

 

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Se confirmado o nascimento das 10 crianças, a sul-africana se tornará detentora do recorde mundial de nascimentos de múltiplos. A marca, por enquanto, é da marroquina Arby Halima Cissé, que em maio deste ano deu à luz nove bebês.

 

O governo brasileiro enviou documentos às autoridades do continente sul-africano em busca de um “consenso” para fazer do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, embaixador do Brasil na África do Sul. De acordo com informações publicadas no Correio Braziliense, a indicação tem sido mantida sob sigilo para evitar o constrangimento no caso de uma recusa.

Ainda segundo o Correio, entregar a embaixada a Crivella, que também é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e sobrinho do fundador da mesma Igreja, Edir Macedo, seria uma forma do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostrar que está prestigiando Macedo. O bispo fundador da IURD, cuja atuação religiosa é conhecida por exaltar o bolsonarismo, viu a relação com o presidente ser abalada no mês passado.

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Os conflitos teriam ligação com a decisão do governo angolano, país também localizado na África, que ordenou a deportação de 30 pastores após a Universal ser acusada de lavagem de dinheiro, racismo e até vasectomia obrigatória aos líderes religiosos. A IURD possui 230 templos em Angola e sentiu-se “negligenciada” pelo Palácio do Planalto, que não conseguiu intervir durante o episódio.

A insatisfação foi refletida em longas reportagens da Rede Record, emissora de TV também fundada por Edir Macedo, sobre o ocorrido. Há duas semanas, contudo, uma comissão da Frente Parlamentar Evangélica foi ao Ministério das Relações Exteriores conversar com o chanceler Carlos França sobre a situação dos brasileiros ligados à Universal no país africano. O encontro, somado ao pedido para que Crivella seja embaixador, configuram uma volta da seita à uma boa convivência com o governo.

O ex-prefeito do Rio já morou na África do Sul e fala inglês fluentemente, além de ter escrito o livro “Evangelizando a África”, o qual foi vítima de polêmicas envolvendo críticas feitas às outras religiões, sobretudo as africanas. Ademais, Marcelo Crivella conseguiu escapar de dois processos de impeachment quando estava à frente da Prefeitura e, na semana passada, o Ministério do Rio de Janeiro pediu o arquivamento de um processo contra sua gestão, acusada de montar um esquema de corrupção conhecido por “QG da propina”.

 

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou neste domingo (30) uma reimposição das medidas mais estritas contra a covid-19, diante da ameaça de uma terceira onda no país.

Quatro das nove províncias sul-africanas, inclusive a de Gauteng, onde estão Johannesburgo e a capital, Pretória, já estão sendo atingidas pela terceira onda da pandemia, afirmou o chefe de Estado em um discurso transmitido pela TV.

"É só uma questão de tempo para o país, em seu conjunto, entrar em uma terceira onda", advertiu.

A África do Sul é oficialmente o país mais afetado pela covid-19 do continente, com 1,65 milhão de casos registrados e 56.363 óbitos. "O número de testes positivos para a covid-19 foi mais que o dobro no mês passado do que no anterior", destacou Ramaphosa.

Assim, a partir da segunda-feira, o toque de recolher, atualmente em vigor entre a 00H00 e as 04H00 começará às 23H00. Os comércios considerados não essenciais, como bares, restaurantes e academias de ginástica, terão que fechar às 22H00. As reuniões, incluindo as cerimônias religiosas e comícios políticos, serão limitadas a 250 pessoas em áreas externas e a 100 em internas.

Por enquanto, a África do Sul vacinou pouco mais de 1% da sua população e sua campanha de imunização de idosos não tinha começado até a semana passada.

Prevendo a chegada de uma terceira onda de covid-19 ao país, a África do Sul lançou nesta segunda-feira (17), com atraso, uma campanha de vacinação em grande escala dirigida, sobretudo, para pessoas com mais de 60 anos e de grupos prioritários.

O governo planeja imunizar 16,6 milhões de pessoas em seis meses, incluindo cinco milhões com mais de 60 anos até o final de junho.

As metas serão cumpridas, se a África do Sul receber as vacinas compradas a tempo, disse o ministro da Saúde, Zweli Mkhize, no domingo à noite (16).

"Até o final de junho, esperamos ter recebido 4,5 milhões de doses da Pfizer e dois milhões de doses da Johnson & Johnson", disse Mkhize à imprensa.

País africano oficialmente mais afetado pela pandemia, com mais de 1,6 milhão de casos de contágio e 55.210 óbitos, a África do Sul vacinou até agora apenas 1% de sua população.

No início de fevereiro, a vacina da britânica AstraZeneca foi descartada, em meio a dúvidas sobre sua eficácia contra a variante local.

Em meados de abril, a vacina da americana Johnson & Johnson foi suspensa, depois que casos de coágulos sanguíneos foram observados nos Estados Unidos.

Recentemente, o governo retomou a vacinação de 1,25 milhão de pessoas que trabalham no setor de saúde.

O governo sul-africano afirma que comprou doses suficientes para imunizar pelo menos 45 milhões de seus 59 milhões de habitantes. Esta quantidade seria suficiente para alcançar a imunidade coletiva, uma meta inicialmente prevista para ser atingida até o fim do ano.

No início de maio, a África do Sul recebeu um primeiro lote de mais de 320.000 vacinas do laboratório americano Pfizer, de um pedido total de 4,5 milhões de doses.

- Retomada com atraso -

O governo retomou apenas recentemente a vacinação do conjunto de 1,25 milhão de pessoas que trabalham no setor de saúde.

Segundo especialistas, este atraso é, em parte, responsável pelo novo aumento dos contágios, que voltaram a se acelerar nas últimas semanas no país. No final de 2020, a África do Sul foi muito afetada por uma segunda onda de covid-19.

"Se as vacinas tivessem sido distribuídas muito antes, isso teria ajudado" a evitar os contágios, embora outros fatores tenham pesado, como o abandono das medidas de prevenção, afirma Nombulelo Magula, especialista em medicina interna e membro do conselho científico do Ministério da Saúde.

Já o virologista Barry Schoub, também membro do conselho científico, aponta que a difusão das vacinas em outras partes do mundo não evitou uma retomada da pandemia. "Basta examinar o que aconteceu no Reino Unido, ou na Europa", disse ele à AFP.

Entre a última semana de abril e a primeira de maio, o número de casos na África do Sul teve um aumento de 46%. E, segundo o Ministério da Saúde, os óbitos por covid-19 subiram mais de 18%, ainda que o registro de entradas nos hospitais se mantenha estável.

Viajar é uma das atividades favoritas para muitas pessoas. Descobrir novos lugares, culturas diferentes, aprender sobre vivências e costumes distintos dos nossos sempre são bons motivos para arrumar as malas e embarcar para o próximo destino. O que muitas pessoas também fazem é aproveitar a experiência cultural para estudar um idioma novo, fazendo um intercâmbio.

Um dos destinos mais buscados, tanto pela riqueza cultural quanto pelo custo-benefício, é a África do Sul, que, neste domingo (18), é o quarto país da série ‘Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', do LeiaJá. A África do Sul fica localizada no extremo sul do continente africano e tem uma população de mais de 58 milhões de habitantes, segundo dados do World Bank (2019).

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O país de Nelson Mandela conta com 11 idiomas oficiais, sendo o inglês o mais comum, seguido do africâner, zulu, xhosa, e outras sete línguas. Além dos vários idiomas, a nação conta com três capitais oficiais: Pretória, capital executiva, onde ficam situadas as embaixadas, Cidade do Cabo, capital legislativa, e também a segunda cidade mais populosa do país, e Bloemfontein, capital judiciária. No entanto, a cidade mais populosa do país é Johannesburg, sendo o maior centro urbano, industrial, comercial e cultural.

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Com tantas particularidades, o País se destaca economicamente no continente e no mundo. Em 2010, o bloco dos países emergentes, união entre Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRICS, integrou a África do Sul à sua sigla (o ‘S’ representando South Africa, nome do país em inglês). Outros dois aspectos que também chamam atenção em relação ao País são sua história e sua diversidade cultural. A nação passou por longos processos de lutas pelas liberdades individuais, desde o processo de colonização, até conquistas em sua história recente, ainda no século passado, após ter superado o Apartheid, regime segregacionista que foi instaurado no País por mais de 40 anos.

A liderança de Nelson Mandela foi fundamental, e mesmo após sua morte, em 2013, ele ainda é um forte símbolo de liberdade e identidade nacional em todo o território. Já pela diversidade cultural, existem vários cenários que podem ser explorados. Os visitantes costumam passear nos safáris, onde é possível ver de perto os ‘big five’ (grandes cinco, em inglês), que são os principais animais da savana africana: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante. Também é possível conhecer mais sobre as culturas aborígenes, dos povos originários da região.

E mesmo com a pandemia da Covid-19, e as consequentes restrições para estrangeiros, ainda há uma alta procura pelos locais que o país oferece. É como conta Isabella Tizziani, consultora de marketing da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), que relata apenas uma pequena oscilação no índice de procura pelos destinos sul-africanos, mas que não chega a ser considerada uma rejeição. “Antes da pandemia, o país ocupava a sexta posição, junto a Malta, na Pesquisa de Mercado Selo Belta 2020. De acordo com a pesquisa Impacto do Covid-19 no setor de intercâmbio, a África do Sul ocupa a 9ª posição como destino de interesse para a realização de um futuro intercâmbio (pós Covid)”, ela explica.

Tizziani ainda afirma que outro fator positivo para os brasileiros escolherem ir para o país que foi sede da Copa do Mundo de 2010 são os preços. “É um país que está em evidência há alguns anos por conta de ser um destino barato para os brasileiros", ressalta.

De acordo com a Belta, a África do Sul é uma das escolhas mais rentáveis na hora de planejar uma estadia confortável. Levando para a ponta do lápis, 1 rand, moeda vigente na nação, equivale a R$ 2,54, fazendo os custos de uma viagem para lá serem bem mais em conta. Um curso de inglês com quatro semanas de duração, por exemplo, custa em média R$ 7 mil, com acomodação inclusa, oferta comum entre as agências de intercâmbio.

Experiências 

Apesar dos cursos de idioma serem bastante ofertados, também é possível fazer intercâmbio voluntário, trabalhando em organizações não-governamentais (ONGs) com crianças, animais, ou plantação. Tizziani explica que “muitos escolhem realizar um intercâmbio voluntário, pois é a única forma de brasileiros trabalharem no país legalmente”.

A organização Good Hope Studies tem como objetivo oferecer experiências de intercâmbio na África do Sul, entre outros países do continente africano, recebendo voluntários do mundo todo, com projetos voltados para trabalho social, preservação e cuidados com animais. Para se inscrever em um curso de inglês ou para fazer trabalho voluntário, não há pré-requisitos além da curiosidade e vontade de aprender coisas novas.

A organização também fornece curso de formação para professores de inglês, com certificado da Universidade de Cambridge. Além do baixo custo para embarcar em algum programa internacional, a burocracia não é tanta, principalmente se o objetivo for apenas estudar no País.

De acordo com o Itamaraty, não é preciso que brasileiros tirem visto para a África do Sul, se a estadia for de até 90 dias com fins turísticos ou comerciais. A Embaixada da África do Sul no Brasil ainda informa que é necessário apresentar passaporte com validade de até um mês da data de retorno ao Brasil, e o certificado internacional de vacina (CIV) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque.

Com as novas regras de restrições internacionais impostas por conta da pandemia do novo coronavírus, também é necessário apresentar o comprovante do exame RT-PCR negativo para a Covid-19, efetuado até 72 horas antes da saída do Brasil. Caso não apresente, será obrigatória uma quarentena de 14 dias ao chegar em solo africado.

Intercâmbio de estudos

A paulista Thais Luz, de 31 anos, teve a oportunidade de passar um mês na Cidade do Cabo estudando inglês, além de ter morado com uma família local. Ela pôde viver diferentes aspectos da cultura sul-africana. “Eu gostei muito de lá, as pessoas são bem receptivas, a comida é bem mais apimentada que aqui [no Brasil], lá eles usam pimenta para tudo. Mas gostei da culinária deles, eu tive algumas experiências sensacionais como jantar em uma comunidade para conhecer a culinária [local] e amei. Também fui em um restaurante que fazia um festival de comidas locais maravilhoso, e como o real é valorizado lá achei super barato”, relata a criadora de conteúdo digital.

Thais também teve oportunidade de conhecer pessoas de diferentes países, inclusive, claro, de outras partes do Brasil. “Tinham muitos brasileiros por lá na escola onde eu estudei. Porém só podiam ficar até três brasileiros por sala. Conheci gente do mundo todo, pessoas que nunca imaginei conhecer e conversar na vida. Tínhamos um grupo no WhatsApp com mais de 100 brasileiros que era um grupo de apoio nosso, onde um dava dicas para o outro. Até marcamos um encontro em um dos dias para nos conhecermos, foi bem legal", ela relembra.

A paulista também aproveitou a estadia na capital legislativa para fazer um passeio de maior duração pela costa. Foi um pacote de cinco dias que incluía trilhas, visitas a parques nacionais, fazenda de avestruz, safaris, rota do vinho, entre outras atividades. Mas para ela, uma das coisas que mais gostou foi ter curtido a própria companhia. “Uma evolução interna que acredito que só um intercâmbio faz com a gente”, confessa.

E apesar das quatro semanas, ela já pensa em ir novamente, com o inglês mais afiado, para viver novas aventuras. “Quero muito voltar lá e fazer um voluntariado. Eu tive a oportunidade de visitar alguns lugares que têm programas de voluntários, e passar o dia, mas com o meu inglês, não tinha nível ainda para atuar e ficar o mês todo”, ela conclui.

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A França estabelecerá uma quarentena obrigatória de 10 dias para viajantes que chegarem do Brasil, Argentina, Chile e África do Sul, devido à crescente preocupação com as variantes da Covid-19, anunciou neste sábado (17) o gabinete do primeiro-ministro francês, Jean Castex.

As autoridades francesas, que já anunciaram na terça-feira a suspensão das conexões aéreas com o Brasil a fim de evitar a variante descoberta no país, manterão os voos com Argentina, Chile e África do Sul, mas seus tripulantes serão obrigados a fazer uma quarentena de 10 dias e, para que a medida seja respeitada, serão também endurecidas as multas.

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O gabinete do primeiro-ministro explicou que mantém voos com Argentina, Chile e África do Sul porque nesses países a presença de variantes "não atinge os níveis observados no Brasil".

A quarentena obrigatória para esses viajantes será aplicada progressivamente a partir de 24 de abril, e também afetará aqueles que vêm do território francês da Guiana.

“Será estabelecido um sistema para verificar, antes do embarque e na chegada, se existe um local adaptado aos requisitos de quarentena e as exigências sanitários, e controles de respeito à quarentena, realizados por policiais e gendarmes, o que que será acompanhado por um endurecimentodas multas no caso em que o isolamento não seja respeitado", especificou.

A administração francesa também vai tornar mais rígidos os critérios para quem pode viajar saindo desses países, permitindo apenas franceses, parentes diretos e outros cidadãos da União Europeia que residam na França.

A partir de agora será necessário ter um teste de PCR negativo feito menos de 36 horas antes, em vez de 72 horas. E esses viajantes também precisarão fazer um teste de antígenos ao chegar ao aeroporto.

A França vai discutir essas medidas com seus parceiros europeus no início da próxima semana e elas podem ser aplicadas aos que viajam para o país partindo de outros países.

Um leão de seis anos encantou as redes sociais após suas fotos serem divulgadas pelo fotógrafo Simon Needham. O motivo que levou o felino apelidado de Moya a fazer sucesso foi a sua aparência; o leão possui uma condição genética rara chamada leucismo, que faz sua pelagem e juba serem mais clara que a dos demais.

Moya vive com outros 76 leões na Conservação GG Glen Garriff, santuário de leões na África do Sul. Em dezembro passado, as imagens de Moya correram o mundo nas redes sociais e em diversos jornais, por sua encantadora aparência.

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Sobre a repercussão das fotos, o fotógrafo Simon Needham escreveu. “Estou muito feliz por fazer parte de trazer a atenção merecida para uma causa muito nobre na Conservação GG Glen Garriff”.

O leucismo, a condição genética que faz Moya ser diferente dos demais felinos, é bastante rara e acontece, na maioria dos casos, devido a um gene recessivo. Os animais que a possuem podem apresentar coloração branca em apenas algumas partes do corpo do animal ou completamente. Mas, diferente do albinismo, os olhos mantêm a pigmentação normal e os animais não são fotossensíveis.

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