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A ex-presidente Dilma Rousseff foi eleita “Mulher Economista de 2023” pelo sistema Cofecon/Corecons, que reúne o Conselho Federal de Economia e os Conselhos Regionais de Economia. A honraria será entregue em 2024, durante a posse da nova diretoria do conselho, em data a ser confirmada.

A eleição se deu em quatro fases. O anúncio do resultado ocorreu durante a 729ª Plenária Ordinária do Cofecon, realizada no último sábado (9). Segundo comunicado, Dilma foi escolhida por “sua significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país ao longo de sua carreira”.

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Em votação secreta, a ex-presidente do Brasil saiu vencedora entre os três nomes mais votados. A honraria será entregue em 2024, durante a posse da nova diretoria do conselho, em data a ser confirmada.

 

O cantor e compositor Gilberto Gil foi homenageado, nessa terça-feira (31), pela Universidade Nova de Lisboa com o título de Doutor Honoris Causa. Segundo a instituição, a honraria concedida ao baiano é “Uma homenagem aos valores fundamentais da arte e da cidadania”.

“Pela Arte, Gilberto Gil representa para nós os valores da energia criadora, da alegria sã, da harmonia cósmica e da compreensão profunda da humanidade. Pela Cidadania, representa os valores da liberdade, da diversidade, da igualdade e da democracia. Valores essenciais na sociedade de hoje, com todos os desafios que ela enfrenta”, disse o Reitor da Universidade Nova de Lisboa, João Sàágua.

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“Recebo essa honraria como um gesto de amor, encharcado de afeto e carinho desse Portugal, aqui representado pela Universidade Nova, em sua missão, dentre outras,  de estreitar os laços espirituais entre nossos povos irmãos e nossas culturas contíguas. Obrigado a todos por tudo isso que me dão, de tão singelo a mim cantor do simples, do sutil, quiçá do belo, por vezes acossado e assustando pelos horrores de um mundo traiçoeiro”, discursou Gil.

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Gloria Pires vai ganhar o título de imortal na Academia Brasileira de Cultura (ABC). A atriz, que tem mais de 50 de carreira, será empossada em novembro e passará a ocupar a cadeira de número 42, que tem como patrono seu pai, o ator Antônio Carlos Pires (1927-2005).

Além de Gloria, outras personalidades da Cultura entrarão para a academia na cerimônia de 2023. São elas: A cantora Alcione, Daniela Mercury e Liniker. A informação foi divulgada, em primeira mão, pelo site NewMag.

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A Ordem dos Capelães do Brasil – OCB, junto com a Faculdade Febraica e a Confraria das Olosuns, vai realizar o evento de entrega do título Dr. Honoris Causa – que contempla líderes religiosos, sociais, políticos etc., que contribuem e desempenham ações em prol da sociedade – no dia 20 de setembro, às 19 horas, na Estação das Docas, em Belém. A homenageada é a diretora da irmandade Rejane Faro, segunda pessoa a ser outorgada no Pará.

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Gestora pública formada pela UNAMA – Universidade da Amazônia, Rejane explica que a Confraria das Olosuns surge da ideia de uma irmandade igualitária voltada para minorias e busca o resgate, a propagação e perpetuação do culto aos orixás e sua cultura no Brasil. De cunho social e religioso, a irmandade combate intolerâncias, instigando um espírito antirracista.

A confraria foi fundada em abril de 2018, pelo escritor e pesquisador Babalorixá Mauro T'Osun, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e chegou no Estado do Pará em setembro de 2019. Desde então, Rejane desenvolve o trabalho proposto pela irmandade. “Meu papel é juntar pessoas dos mesmos orixás, oxuns, independente do segmento religioso, e promover o trabalho social, cultura, para manter vivas as nossas tradições que são ancestrais”, destaca.

Para a líder religiosa, a outorga vem para fortalecer as ações que já são promovidas pela irmandade e o culto aos orixás. “Com isso, ganhamos mais um passo para o respeito e podemos ter tranquilidade para fazer nosso culto sem importunação. Podemos cuidar da nossa sociedade afro através da nossa sabedoria e conhecimentos”, afirma.

Rejane Faro define a irmandade como mais uma forma de cuidar de pessoas de religiões de matrizes africanas, ajudando a protegê-las da intolerância religiosa e do racismo. Ela ressalta que a confraria dá suporte social, cultural e religioso para a comunidade.

A líder religiosa relembra que o Brasil é um país laico que garante a liberdade religiosa e reforça a necessidade de espaços para a realização de oferendas com segurança. Rejane também opina em relação ao que deve ser feito para que haja respeito às religiões de matrizes africanas e cita o apoio aos eventos organizados pelas comunidades. “Nos dando liberdade de poder fazer nossas ações da nossa cultura em lugares públicos como hospitais, presídios, cemitérios (que são nos atos fúnebres que fazem parte de nossos rituais religiosos”, conclui.

Por Isabella Cordeiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

A oposição protagonizou um debate acalorado na Câmara de Vereadores do Recife, na manhã desta terça-feira (5), durante a apreciação de um projeto que tinha como objetivo honrar a primeira-dama Michelle Bolsonaro com a medalha Olegária Mariano, que referencia a ativista abolicionista e também esposa do poeta José Mariano, a quem a Casa Legislativa homenageia com o próprio nome.

A matéria, de autoria da missionária Michele Collins (PP), foi rejeitada por 16 votos a nove, durante votação no plenário. Por um acordo entre oposicionistas e governistas, a vereadora Liana Cirne (PT) encabeçou o tempo regimental para discussão entre os que votariam em desfavor e Michele Collins abriria o tempo dos apartes, para quem votaria a favor da proposta.

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Em seu discurso, Liana (foto abaixo) falou sobre retomar o significado da bandeira do Brasil e não deturpar a luta da família Mariano em prol de ceder espaços a Michelle Bolsonaro e Jair Bolsonaro (PL) na cidade do Recife, especialmente em ano eleitoral.

“A nossa bandeira jamais será laranja. Nós não admitimos a laranja da rachadinha, que a laranja dos cheques de funcionários fantasmas, que a laranja que recebeu 27 cheques de Fabrício Queiroz e seis cheques da família Bolsonaro, por um esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro. Não aceitamos que a ‘Micheque’ faça com que a bandeira seja laranja. A nossa bandeira é a bandeira do povo, que os fascistas jamais vão aprisionar”, disse Cirne. Confira o início do debate no vídeo abaixo:

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Em continuidade, a parlamentar atendeu a pedidos e restringiu o discurso ao tema abordado na matéria. Para a petista, o Projeto Pátria Voluntária, coordenado por Michelle, não é mérito para o recebimento da medalha, pelo contrário.

“Esse projeto gastou mais em publicidade do que conseguiu arrecadar em doações. É um projeto de autopromoção. Quais os deméritos da ‘Micheque’? Com a CPI da Covid, a gente descobriu que a ‘Micheque’ estava diretamente envolvida na negociação das propinas que foram o motivo para o atraso das vacinas”, continuou a vereadora. Liana também citou o envolvimento de Michelle no lobby de pastores do Ministério da Educação, que estourou um dos maiores escândalos de corrupção do Governo Bolsonaro até agora.

A psolista Dani Portela foi a segunda a argumentar o voto em desfavor ao projeto da missionária Michele Collins.

“Os dados do Pátria Voluntária são assustadores. Por exemplo, esse ano, o Governo Federal gastou R$ 9,3 milhões só para divulgar o programa, e R$ 359 mil para manter o site do programa. Porém, só arrecadou R$ 5 milhões”, disse Portela (foto abaixo), inicialmente.

A vereadora do PSOL rebateu o mérito apontado por Collins em matéria, sobre feitos de Michelle Bolsonaro no desenvolvimento social.

“Quando a gente diz que não merece uma homenagem, não é por ser esposa de A, B ou C, apesar de ela ter feito uma péssima escolha para se casar. Estamos votando os méritos dela como primeira-dama. Todo mundo lembra que ela abriu o discurso da eleição de Bolsonaro com uma fala de acessibilidade, mas esse é o governo mais capacitista da história. Que tentou por quatro vezes flexibilizar a lei de integração de pessoas com deficiência no trabalho. Governo do ministro Milton Ribeiro, que disse que crianças com deficiência atrapalham a sala de aula”, acrescentou a oposicionista.

Que concluiu: “Não tem mérito a ser dado, principalmente o de Olegária Mariano, uma mulher à frente do seu tempo, e não à sombra do seu marido”.

Michele Collins contra-argumentou

Por diversas vezes, a vereadora pediu que a apreciação fosse feita considerando os feitos de Michelle em ações sociais e iniciativas próprias, e não considerando questões partidárias. A ala conservadora em peso repudiou as manifestações políticas feitas na Casa, tanto pela oposição e pela bancada feminista, como pelos apoiadores que davam suporte ao debate fora do plenário.

“Olhem para Michelle como uma mulher digna de receber uma honraria, e não olhando para ela por viés ideológico, partidário ou por causa do marido dela. Eu jamais seria irresponsável de trazer uma proposição para esta Casa que não fosse condizente com o regimento. Escolhi Michelle porque ela me representa. É uma mulher simples, humilde, do povo e que conquistou um espaço hoje que muitos gostariam de ter. Ela tem feito um trabalho de excelência, tem se posicionado ao lado do povo e se colocado a ouvir as pessoas mais necessitadas, e que tem colocado seu olhar para a cidade do Recife”, justificou Collins.

A vereadora, junto a Júnior Tércio (PP), Felipe Alecrim (PSC) e outros representantes da direita, votaram junto ao argumento principal da matéria, que apresentou as ações do Pátria Voluntária e ressaltou o critério de acessibilidade no trabalho de Michelle.

“As ações de Michelle alcançam não só o Recife, mas todo o Brasil. Não há fronteiras nas ações que ela realiza. Ela abraça a causa dos surdos, atua em diversos projetos sociais e defende o ensino de Libras nas escolas. Ela participa de campanhas de conscientização sobre doenças raras. Esse grupo [de oposição] é o retrato do preconceito e da intolerância religiosa”, disse Felipe Alecrim, que teve aparte incorporado pela autora do projeto.

Apesar da inclusão da acessibilidade no seu discurso de vitória, o presidente Jair Bolsonaro foi responsável por aprovar um corte de verba que causou controvérsia em 2020, quando o país lidava com os primeiros impactos da pandemia.

O Governo Federal reduziu em cerca de 71% o valor que seria disponibilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) no ano passado, em relação ao ano de 2019. De acordo com uma portaria interministerial publicada em outubro, o valor global máximo previsto das deduções do imposto que poderão ser destinadas ao programa foi de R$34.210.039, bem menor que os R$ 117.487.728 previstos anteriormente.

“Eu pesquisei, fui atrás e sei do trabalho que ela tem desenvolvido. Michelle foi uma das mulheres que levou as pessoas com doenças raras à luz, porque elas eram invisíveis no Brasil. Com um olhar de misericórdia e amor, cheia do Espírito Santo, ela foi lá e olhou para essas crianças. Michelle não merece sofrer a violência que alguns parlamentares desta Casa estão fazendo, violência política”, acrescentou a legisladora Michele Collins.

Fotos: Carlos Lima/Câmara do Recife

Em uma vitória de teor inédito, vereadores de oposição da Casa de José Mariano conseguiram derrubar, nesta terça-feira (5), o projeto que previa a concessão da honraria que leva o nome de Olegária Mariano à primeira-dama Michelle Bolsonaro. É a primeira vez que a Câmara dos Vereadores rejeita um projeto de entrega de medalhas. A autora, a missionária Michele Collins (PP), lamentou o ocorrido.

Foram 16 votos contrários contra nove votos favoráveis. “Hoje é um dia histórico nesta Casa. Vivemos um momento de muitas primeiras vezes. É verdade que nunca se rejeitou medalha aqui nesta Casa. Para esta Casa rejeitar um título é porque a pessoa que se quer homenagear é muito ruim. Foi rigorosamente o que aconteceu hoje. Estamos negando uma medalha e simbolicamente dizendo que rejeitamos o que esta pessoa e seu grupo representam”, disse o vereador Ivan Moraes (PSOL), durante a justificativa do seu voto.

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Para a vereadora Michele Collins, o motivo da rejeição foi político-partidário e ignorou a figura de Michelle Bolsonaro como uma “lutadora pelos direitos humanos”, a considerando unicamente esposa de Jair Bolsonaro (PL). A missionária também alegou que teve projeto vetado por influência de um complô entre partidos da esquerda no Recife.

“Infelizmente, o que aconteceu nesta Casa hoje foi uma voz de comando e uma união dos partidos do PSB, PSOl e PT. Houve uma articulação forte e pesada pelo vice-líder do governo, que usou todo o seu poder para articular e manipular. Os vereadores foram influenciados e a população deve saber que foi isso o que aconteceu. Nunca houve justificativa cabível para que essa medalha não fosse aprovada. Quero dizer a Michelle que essa medalha seria muito importante para ela, mas mais importante é a coroa de glória que ela irá receber de Jesus quando chegar à glória dele”, lamentou Collins.

Confira a relação de votos:

Aderaldo Pinto (PSB) - Não votou

Alcides Teixeira Neto (PSB) - Votou NÃO

Aline Mariano (PP) - Não votou

Almir Fernando (PCdoB) - Não votou

Chico Kiko (PP) - Não votou

Cida Pedrosa (PCdoB) - Votou NÃO

Dani Portela (PSOL) - Votou NÃO

Dilson Batista (Avante) - Votou SIM

Doduel Avarela (PP) - Votou SIM

Eduardo Marques (PSB) - Votou NÃO

Felipe Alecrim (PSC) - Votou SIM

Felipe Francismar (PSB) - Votou NÃO

Ivan Moraes (PSOL) - Votou NÃO

Jairo Britto (PT) - Votou NÃO

Joselito Ferreira (PSB) - Votou NÃO

Junior Bocão (Cidadania) - Não votou

Liana Cirne (PT) - Votou NÃO

Luiz Eustáquio (PSB) - Votou NÃO

Marco Aurélio Filho (PRTB) - Votou NÃO

Michele Collins (PP e autora do projeto) - Votou SIM

Natália de Menudo (PSB) - Votou NÃO

Osmar Ricardo (PT) - Votou NÃO

Junior Tércio (PP) - Votou SIM

Paulo Muniz (SDD) - Votou SIM

Professor Mirinho (SDD) - Votou SIM

Renato Antunes (PL) - Votou SIM

Rinaldo Júnior (PSB) - Votou NÃO

Romerinho Jatobá (PSB) - Votou NÃO

Ronaldo Lopes (PSC) - Votou SIM

Wilton Brito (PSB) - Votou NÃO

Zé Neto (Pros) - Votou NÃO

 

O vereador do Recife Dilson Batista (Avante) quer conceder a Medalha de Mérito José Mariano ao presidente Jair Bolsonaro (PL). O Projeto de Decreto Legislativo tramita em regime de urgência e deve levado ao plenário na próxima terça-feira (5).

Em seu pedido, Dilson destacou que a honraria reconhece os feitos de Bolsonaro pelo Recife e suas contribuições diretas e indiretas à sociedade recifense. 

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“Há uma imperiosa necessidade da concessão da maior Honraria da Casa de José Mariano a esse Regente, como forma de reconhecimento a essa Gestão que trouxe prosperidade para o Recife”, assegurou o integrante da Frente Popular.

O vereador cita a concessão do auxílio emergencial, a aquisição e distribuição de vacinas, o perdão de até 92% das dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) como medidas que demonstram o apreço do presidente pelos recifenses. 

Do ponto de vista direto, o parlamentar ressaltou o recente sobrevoo de helicóptero nas áreas de deslizamentos e a liberação de recursos para reconstrução dos locais mais atingidos pelas chuvas na capital pernambucana.

Na manhã desta quarta-feira (29), o LeiaJá entrou em contato com Dilson Batista para mais esclarecimentos. As ligações da equipe de reportagem não foram atendidas.

O bolsonarista e ex-jogador de vôlei Maurício Souza vai receber a maior honraria oferecida para personalidades que contribuíram para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo. A honraria vai ser entregue na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O jogador causou desavenças depois de fazer comentários homofóbicos nas redes sociais. A Honra ao Mérito Legislativo será entregue ao jogador no dia 9 de maio deste ano.

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Segundo o Metrópoles, a deputada estadual Letícia Aguiar (Progressista) será a responsável pela entrega. Para ela, Souza foi corajoso ao se posicionar "contra ideologia de gênero e sexualização das crianças". O ex-jogador de vôlei deve concorrer ao cargo de deputado estadual por São Paulo. 

 

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado aprovou, na última quinta (17), um projeto de lei que institui o 1º de agosto como Dia Nacional do Maracatu, manifestação cultural popular tradicional de Pernambuco. O relator, senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou parecer favorável ao texto do PL 397/2019 que seguirá para votação em Plenário.

A proposição é de autoria da então deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), atual vice-governadora de Pernambuco. Ela escolheu a data para coincidir com a comemoração do Dia do Maracatu, instituído por Pernambuco em 1997 — ano da morte do mestre Luís de França, que comandou por 40 anos o Maracatu Leão Coroado, uma das nações de maracatu mais antigas e tradicionais do Estado. 

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Na justificativa do projeto, Luciana destacou a  relevância da manifestação cultural pernambucana e frisou sua presença em quase todo território nacional e em alguns países estrangeiros. “Atualmente existem grupos percussivos que trabalham com elementos da cultura do maracatu em quase todos os estados brasileiros e em diversos países, como Canadá, Inglaterra, França, Estados Unidos, Japão, Escócia, Alemanha, Espanha, entre outros”. 

*Com informações da agência Senado


 

Um dos ritmos mais queridos pelo povo brasileiro conquistou um reconhecimento esperado desde 2011. Na última quinta (9), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou o forró como patrimônio imaterial brasileiro por unanimidade. A definição ocorreu durante reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural da entidade, o qual também considerou a expressão musical como supergênero.

O pedido de consideração de registro das matrizes tradicionais do forró foi encaminhado ao Iphan pela Associação Cultural Balaio Nordeste, de João Pessoa, na Paraíba. Após a solicitação, o processo foi aberto em 2011. Uma década após a abertura, o ritmo teve seu reconhecimento alcançado além de ter sido considerado um ‘supergênero’ por agrupar diversas expressões musicais como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.

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Em 2019, o Iphan iniciou uma pesquisa nos nove estados do Nordeste, além do Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo para entender e identificar como se expressa o esse gênero musical. Também houve pesquisa nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com a identificação de festivais sobre tal expressão musical. O título chega às vésperas do Dia do Forró, celebrado anualmente no dia 13 de dezembro, dia do nascimento de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, um dos maiores representantes do gênero em todo o país. 

Lucidalva Nascimento, considerada a primeira advogada do país a requerer a aplicação da Lei Maria da Penha, vai receber, na próxima quinta-feira (18), o título de cidadã do Cabo de Santo Agostinho, município na Região Metropolitana do Recife. A honraria será concedida na Câmara de Vereadores do Cabo.

Natural de Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, Lucidalva Nascimento se dedica à defesa dos direitos das mulheres em situação de violência doméstica. Ela iniciou a carreira na Prefeitura de Carpina, passando para a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura de Pernambuco (Fetape), participando da formação do movimento das trabalhadoras rurais e no Centro das Mulheres de Vitória de Santo Antão, além de ter atuado por mais de 20 anos no Centro das Mulheres do Cabo (CMC).

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A cerimônia na Câmara de Vereadores está prevista para começar às 16h. Por causa da pandemia, haverá um limite de participantes na sessão, que será retransmitida pelas redes sociais da Casa Vicente Mendes.

Mais de 20 cientistas com condecorações da Ordem Nacional do Mérito Científico renunciaram à medalha em apoio a dois colegas excluídos da lista de agraciados por críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Após se autocondecorar com a medalha aos pesquisadores, Bolsonaro anulou a comenda de dois integrantes da Fiocruz.

"Enquanto cientistas, não compactuamos com a forma pela qual o negacionismo em geral, como perseguições a colegas cientistas e os recentes cortes nos orçamentos federais para a ciência e tecnologia têm sido utilizados como ferramentas para fazer retroceder os importantes progressos alcançados pela comunidade cientifica brasileira nas últimas décadas", destaca parte da carta assinada pelos estudiosos.

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Na sexta-feira (5), o decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) informou a anulação da comenda à diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, e ao pesquisador da Fiocruz, Marcus Vinícius Guimarães Lacerda.

Benzaken elaborava políticas de prevenção, vigilância e controle de infecções sexualmente transmissíveis pelo Ministério da Saúde, e foi demitida do departamento pela relação com uma cartilha voltada à saúde de homens trans.

Já Lacerda coordenou um estudo no Amazonas em abril de 2020 e concluiu que não havia benefícios do uso de altas doses de cloroquina para pacientes graves da Covid-19. Desde então, anda com escolta armada por receber ameaças e morte de bolsonaristas.

Na quarta (3), o epidemiologista Cesar Vitora recusou o título de Grão-Cruz da Ordem concedida pelo Governo Federal. Em carta-aberta, ele destacou que a honraria é um reconhecimento para qualquer cientista brasileiro, mas ficou dividido por ter sido entregue por uma gestão que 'não apenas ignora, mas ativamente boicota as recomendações da epidemiologia e da saúde coletiva".

O DOU da quinta-feira (4) confirmou que o presidente concedeu a medalha na classe Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico a si mesmo. A honraria é concedida pelo poder público para estudiosos nacionais e estrangeiros que contribuíram para o desenvolvimento da Ciência e Inovação do Brasil.

Em julho, ele já havia condecorado a esposa Michelle com a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz, destinada a reconhecer os esforços de autoridades e personalidades que tenham contribuído para o bem-estar físico e mental da população.

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concedeu a si mesmo a Medalha de Ordem Nacional do Mérito Científico. A auto-premiação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (4).

Esta é uma das mais altas honrarias concedidas pelo poder público a personalidades nacionais e estrangeiras que contribuíram para o desenvolvimento da ciência e inovação do Brasil.

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A condecoração acontece em meio aos negacionismos do presidente da República, que continua declarando que não vai tomar a vacina contra a Covid-19, não usando máscara de proteção, participando e incitando aglomerações.

Além dessa auto-premiação, Bolsonaro já condecorou, em julho deste ano, a sua esposa Michele Bolsonaro com a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz, destinada a reconhecer os esforços de autoridades e personalidades que tenham contribuído para o bem-estar físico e mental da população.

O vereador Marcos da Prestação (Republicanos) protocolou, na Câmara de Vereadores de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, um projeto de Decreto Legislativo para conceder ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o título de cidadão vitoriense. 

Por meio de suas redes sociais, Marcos da Prestação afirmou que, na quinta-feira (2), deve detalhar aos seus eleitores o que motivou esse decreto para que o presidente receba a honraria. "Também vamos articular com nossos pares, pedindo apoio para conseguirmos aprovar esse projeto", afirmou. 

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Contra a concessão, integrantes da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado de Pernambuco (FETRAF/PE) enviaram uma carta ao presidente da Câmara, o vereador André Saulo (PSD), repudiando o Decreto Legislativo.

Ao LeiaJá, João Santos, presidente da FETRAF/PE, afirmou que Bolsonaro “não fez nada por Vitória de Santo Antão” que justifique o título, e que “será um desserviço se a Câmara conceder”. Além disso, João pontua que está conversando com outros movimentos sociais para realizar uma ação na Câmara de Vereadores de Vitória de Santo Antão contra o Decreto Legislativo de autoria do vereador Marcos.

A Universidade de Pernambuco (UPE) anunciou, nesta segunda-feira (31), que homenageará um dos grandes nomes da educação brasileira. A instituições de ensino concederá título, in memoriam, de Doutor Honoris Causa, a Paulo Freire.

A decisão pela homenagem é oriunda de uma reunião do Conselho Universitário da UPE, no dia 28 deste mês. A entrega do título a familiares do patrono da educação brasileira é uma ação das comemorações aos 30 anos da Universidade de Pernambuco. “O ano de 2021 é também o do centenário de nascimento do criador da ‘Pedagogia do Oprimido’ e brasileiro mais citado em produções científicas internacionais na área das Ciências Humanas”, acrescentou a instituição.

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Várias atividades estão previstas, até 19 de setembro, data de nascimento de Paulo Freire, tais como cursos, oficinas e eventos. Para celebrar o título ao educador, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão compartilhou uma mensagem à comunidade acadêmica: “Paulo Freire fez da leitura do mundo a lousa e dos tijolos o giz com que mulheres e homens passaram a escrever suas próprias histórias. Criou uma nova pedagogia, baseada na consciência crítica e na autonomia, uma epistemologia viva, humana e afetiva. É um patrimônio do Brasil, da América Latina e do mundo. Reconhecido no Brasil, foi anistiado apenas em 2009 e declarado patrono da educação brasileira em 2012. A Pró-reitoria de Cultura e Extensão (PROEC) da UPE parabeniza a UPE pela iniciativa”. Detalhes sobre a cerimônia de concessão da honraria serão divulgados em breve.

Após fazer história no Big Brother Brasil e levar o nome de Manepá para o mundo, Gil do Vigor recebe, nesta quinta-feira (6), o título de cidadão paulistense e a mais alta honraria do município da Região Metropolitana do Recife. A homenagem foi proposta pela própria Prefeitura de Paulista, que organiza uma coletiva de imprensa em um hotel para receber o pernambucano.

A Prefeitura já havia se rendido à 'cachorrada' e defendido a permanência dele, que é morador do Janga, com a campanha #FICAGIL em suas redes sociais. “Estaremos reconhecendo o valor dele como ser humano, como uma pessoa humilde que colocou os estudos em primeiro lugar e que sempre representou tão bem a cidade de Paulista”, comentou o prefeito Yves Ribeiro (MDB).

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Doutorando em Economia, Gilberto Nogueira será agraciado com a Comenda do Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro. Esta é a maior honraria do município e representa um dos grandes líderes da Revolução Pernambucana de 1817, quando a então capitania se rebelou contra Portugal e se tornou um país independente.

Com uma vida difícil antes do reality, Gil foi aprovado para iniciar o PhD nos Estados Unidos ainda dentro do BBB. Suas pesquisas abordam a relação entre o Estado e as ações de violência no mercado das drogas e tem o pai, que era usuário, como motivação. Ao longo da sua trajetória, mãe Jacira esticou o salário como doméstica e auxiliar de cozinha para criar ele e as duas irmãs.

Um evento com a presença da imprensa foi agendado no Maria Farinha Praia Hotel, em Nossa Senhora do Ó para acompanhar a entrega das honrarias. A quantidade de pessoas será restrita por conta da pandemia.

Após ter sido eleito uma das 100 personalidades Afrodescendentes Mais Influentes do Mundo em 2020, pelo MIPAD (Most Influential People of African Descent), Léo Santana acaba de ganhar outro reconhecimento.  A prefeitura de Salvador deu o nome dele a uma praça, na comunidade onde o artista cresceu. Emocionado com a homenagem, Léo compartilhou o momento com os fãs. 

No Instagram, Léo Santana mostrou fotos da praça, batizada de Praça do Gigante, em sua homenagem. O local fica no bairro da Boa Vista do Lobato, em Salvador, comunidade onde o artista cresceu. “Gratidão é a palavra. Olha só que honra tive essa noite. Estou tão emocionado, de verdade”, disse ele em seu Instagram.

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A cerimônia de inauguração da praça  contou com a presença do homenageado e do prefeito da cidade de Salvador, ACM Neto. A Praça do Gigante possui espaço de jogos, parque infantil, acessibilidade, bancos modulares antivandalismo, jogos de mesa, acessibilidade, iluminação em LED e paisagismo. A reforma do espaço foi feita a pedido do próprio Léo, que agradeceu ao prefeito pelo aceite e garantiu que o lugar será bem cuidado. "Agradeço em nome de toda comunidade e sei que eles farão bom uso desse espaço”. 

O ator cearense Silvero Pereira foi o 'Homem do Ano', na categoria cinema, na premiação Men of the year, da revista GQ. O artista teve uma participação marcante na cerimônia, subindo ao palco para receber o prêmio montado como drag queen. Em seu discurso, ele falou um pouco sobre suas origens e disse que seu lado feminino "empodera" seu lado masculino. 

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Silvero Pereira teve grande destaque por sua atuação no filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. No longa, o ator vive o personagem Lunga uma espécie de cangaceiro andrógino que cativou o público. Foi por esse trabalho que Silvero ganhou o prêmio da GQ e para deixar o momento ainda mais marcante, subiu ao palco com um vestido do estilista Lindebergue Fernandes, além de maquiagem e cabelo poderosos. 

Em seu discurso, Silvero falou sobre sua origem e sobre o direito à liberdade. "algumas pessoas, talvez e espero que eu esteja enganado, se perguntem como alguém vem ao prêmio HOMENS DO ANO vestido dessa forma? É pra afrontar? Pra aparecer? Pra ganhar likes? Não! É apenas pelo direito de liberdade de ser e estar feliz! Sou de 1982, do sertão do Ceará , passei fome e sofri com a falta de água, estudei minha vida inteira em escola pública, fui violentado socialmente em diversos âmbitos. Hoje estou aqui como quem olha pra essa criança e diz: hey jovem, afeminado, que brinca de atuar para fugir da realidade. Você nem sabe, mas vai chegar um dia em que você estará no meio de personalidades que você tanto admira e , de alguma forma, você também estará fazendo parte desse lugar".

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O ator completou sua fala mencionando seus pais e falando da importância de ter sido criado e educado por ele. "Hoje ser um homem do ano, sendo exatamente, perante todos aqui, como sou e como sempre gostei de ser , é o meu ato político, é minha redenção, é a retribuição aos ensinamentos de minha mãe e a dura batalha de meu pai. Esse homem feminino é a potência do meu lado masculino." 

O Conseil de Paris, que é uma espécie de Câmara dos Vereadores da capital francesa, expediu um documento, nesta quinta-feira (3), pedindo que a prefeitura local conceda ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o título de Cidadão Honorário de Paris. A informação é do colunista Lauro Jardim. 

Entre outras justificativas, o Conseil argumentou que o líder-mor petista deve ser contemplado com a honraria por conta da sua luta pelos direitos humanos, a justiça social, a proteção do meio ambiente, "valores guardados pela cidade de Paris e que colocaram o político em perigo pelo seu engajamento".

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Além disso, o documento diz que Lula era favorito para vencer as eleições presidenciais em 2018, cita as reportagens do The Intercept Brasil e menciona que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teria operado com procuradores da Lava Jato para impedir a participação dele na disputa.  

O Conseil considera ainda que através do ex-presidente "todos os defensores da democracia no Brasil são atacados".

Elza Soares agora é doutora. A cantora recebeu uma homenagem, no último domingo (26) no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Segundo a instituição, a artista foi a primeira mulher negra ligada à música popular brasileira a receber o título de 'Doutora Honoris Causa'.

O reconhecimento da universidade exalta o conjunto da obra de Elza, cujo trabalho permeia a luta contra o racismo, machismo e homofobia. Emocionada, a cantora agradeceu a honraria e falou sobre a importância da educação para o país. "Educação para todos, não vamos olhar a cor da pele. Queremos educação e cultura. Obrigada, meus amores".

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Elza também falou da luta do povo negro e dedicou o título à sua família. "Eu sou bisneta e neta de escravos. A minha bisavó foi uma escrava, a minha avó foi uma escrava. A minha mãe Rosária pegou o finalzinho da escravatura. Estou aqui representando elas, com muito orgulho".

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