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O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) obteve, na Justiça Federal, a condenação de sete envolvidos em fraudes com recursos federais, oriundos do Ministério da Integração Nacional, que deveriam ter sido destinados à compra de cobertores para vítimas das enchentes ocorridas em Pernambuco, em 2010. A denúncia do MPF foi  oferecida no âmbito da Operação Torrentes, deflagrada em 2017.

Acatando parcialmente os pedidos da denúncia do MPF, a Justiça Federal condenou os policiais militares Mário Cavalcanti de Albuquerque e Laurinaldo Félix Nascimento, que ocupavam, na Casa Militar do Governo de Pernambuco (Camil), respectivamente, os postos de secretário e presidente da Comissão Permanente de Licitação.

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Também foram condenados os policiais militares Paulo Estevam Vilela e Rolney Feitosa de Souza, integrantes da Comissão de Recebimento de Materiais da Camil à época, além do também policial militar Marcos Guedes Calé e o casal de empresários Rogério Fabrizio Roque Neiva e Joseleide Gomes Neiva, sócios-administradores da empresa RJ Comércio de Eletrodomésticos, beneficiados no esquema criminoso. Waldemir José Vasconcelos de Araújo, ex-secretário executivo da Casa Militar, foi absolvido das acusações.

As penas aplicadas pela Justiça Federal variam de três anos e sete meses a sete anos e três meses de reclusão. Os réus também foram condenados ao pagamento de multa, à reparação do dano causado ao erário, perda dos cargos públicos e dos bens acrescidos ao patrimônio dos envolvidos em decorrência da prática criminosa.

Os réus foram denunciados pela prática dos crimes de inobservância das formalidades em inexigibilidade de licitação e peculato. As fraudes ocorreram entre junho e setembro de 2010 e envolveram duas licitações e os respectivos contratos, destinados à compra de 84.720 cobertores para as vítimas das enchentes.

Esquema fraudulento

De acordo com o MPF, os militares, em articulação com os empresários, praticaram diversas irregularidades para contratar a RJ Comércio de Eletrodomésticos e desviar a verba pública para essa empresa, dissimulando o cumprimento de requisitos legais e a entrega dos cobertores. O prejuízo aos cofres públicos foi superior a R$ 3 milhões.

No procedimento de licitação, foi simulada a consulta de preços a quatro empresas, todas pertencentes a familiares de Joseleide Neiva. Elas apresentaram propostas fictícias para direcionar a contratação da RJ Comércio de Eletrodomésticos, que foi escolhida indevidamente para fornecer os cobertores, mesmo oferecendo o produto com valor superfaturado, ao preço de R$ 16,00 por unidade, mais alto dentre outros contratos de fornecimento de cobertores firmados pela RJ Comércio em 2010 e em anos posteriores.

As apurações do MPF concluíram ainda que não houve nenhum documento comprovando a entrega de ao menos um cobertor. Os denunciados forjaram o recebimento da mercadoria, com a emissão de notas fiscais frias pelos empresários e de termos de recebimento falsos pela Camil.

O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) denunciou à Justiça Federal oito envolvidos em desvios de recursos destinados à compra de cobertores para vítimas das enchentes ocorridas na Mata Sul do Estado em 2010, investigados pela Operação Torrentes. Segundo o órgão, o prejuízo supera R$ 3 milhões. O ex-chefe da Casa Militar, coronel da Polícia Militar (PM) Mário Cavalcanti é um dos denunciados por fraude em licitações, uso de documentos falsos e desvio de recursos públicos. 

Também compõem a lista o secretário-executivo da Casa Militar, coronel da PM  Waldemir José Vasconcelos de Araújo;o presidente da Comissão Permanente de Licitação, tenente-coronel Laurinaldo Félix Nascimento; os policiais militares Paulo Estevam Vilela, Rolney Feitosa de Souza e Marcos Guedes Calé, integrantes da Comissão de Recebimento de Materiais da Camil à época.

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Além deles, o casal de empresários Rogério Fabrizio Roque Neiva e Joseleide Gomes Neiva, sócios-administradores da empresa RJ Comércio de Eletrodomésticos, beneficiados no esquema criminoso, foram denunciados.

As fraudes ocorreram entre junho e setembro de 2010. Envolveram duas licitações e os respectivos contratos, destinados à compra de 84.720 cobertores para as vítimas das enchentes, ao preço superfaturado de R$ 16,00 por unidade. As apurações do MPF concluíram ainda que não há nenhum documento comprovando a entrega de ao menos um cobertor.

De acordo com o MPF, os militares em articulação com os empresários praticaram diversas irregularidades para contratar a RJ Comércio de Eletrodomésticos e desviar a verba pública para essa empresa, dissimulando o cumprimento de requisitos legais e a entrega dos cobertores. 

Histórico - Esta é nona denúncia decorrente da Operação Torrentes, deflagrada em novembro do ano passado no âmbito das investigações de grupo criminoso que, nos últimos anos, praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco.

O deputado estadual Edilson Silva (PSOL) está coletando assinaturas dos pares na Assembleia Legislativa de Pernambuco para que seja instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) visando apurar os fatos investigados pela Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no início deste mês, que apura supostos desvios de verbas repassadas pela União para prestar assistência às vítimas das enchentes na Mata Sul em 2010 e 2017. 

As irregularidades, de acordo com a PF, foram cometidas por servidores vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. Na investigação foram encontrados indícios de direcionamento de contratos em troca de contrapartidas financeiras. Onze pessoas estão presas, entre elas militares e empresários. Na avaliação de Edilson Silva, há “fortes suspeitas de irregularidades e de condutas corruptas por parte de membros do Governo”, ao longo das operações Reconstrução (2010) e Prontidão (2017).

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O requerimento para a CPI foi protocolado na última segunda-feira (27). Para ser instalada a CPI, são necessárias 17 assinaturas de deputados estaduais. Até final da tarde dessa quarta-feira (29), após o encerramento da sessão plenária da Casa, já haviam assinado o requerimento os seguintes parlamentares: Álvaro Porto (PSD), Augusto César (PTB), Bispo Ossessio Silva (PRB), Edilson Silva (PSOL), Joel da Harpa (Pode), José Humberto Cavalcanti (PTB), Odacy Amorim (PT), Priscila Krause (DEM) e Sílvio Costa Filho (PRB). 

Para embasar a solicitação, o psolista reforçou ainda que o “núcleo político” da gestão estadual já foi alvo de seis operações da Polícia Federal nos últimos anos. “É chegada a hora, diante de fatos extremamente robustos, de esta Casa se pronunciar. Nós precisamos desencadear um processo político que dê um ganho de transparência e de acompanhamento da sociedade sobre aquilo que está acontecendo”, defendeu.

Uma nova fase da Operação Torrentes, que apura desvios de verbas federais repassadas para o Governo de Pernambuco para atender as vítimas das chuvas na Mata Sul em 2010 e 2017, prendeu novamente dez alvos da investigação. As detenções foram solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) a partir de “novos fatos” surgidos durante a análise dos documentos apreendidos no último dia 9, quando a ação foi deflagrada. Os investigados foram presos nessa terça-feira (21) pela Polícia Federal (PF). 

Cumprem prisão preventiva os empresários Heverton Soares da Silva, Ítalo Henrique Silva Jaques, Taciana Santos Costa, Ricardo Henrique Reis dos Santos, Emanoel Feliciano Ribeiro e João Henrique Soares. Além do casal Ricardo José Padilha e Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha. Daniel Pereira da Costa Lucas não foi encontrado pela PF. 

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Já o tenente-coronel da Polícia Militar Laurinaldo Félix do Nascimento e o coronel Fábio de Alcântara Rosendo cumprem prisão domiciliar. Os oficiais também foram obrigados a entregar os seus passaportes, tiveram o afastamento das funções públicas e deverão pagar fiança.

Operação Torrentes

A investigação da PF surgiu a partir de denúncias anônimas enviadas à Controladoria Geral da União em Pernambuco, no ano passado. Os contratos investigados totalizam R$ 450 milhões para compra de comida, colchões, filtros de água e lonas de proteção para os desabrigados. 

Segundo a PF, a fraude no valor de contratos para reestruturação de municípios da Mata Sul de Pernambuco após as enchentes de 2010 e deste ano pode chegar até a 30%. Segundo os investigadores, foi verificado ainda um conluio entre quatro grupos de empresas para que se conseguisse as licitações durante os períodos emergenciais.

No último dia 9, quando foi deflagrada a operação, foram presos temporariamente quatro coronéis da Polícia Militar e 11 empresários. Além disso, foram cumpridos mandados de condução coercitiva contra os também coronéis Mário Cavalcanti e Carlos D'Albuquerque; e mandados de busca e apreensão na sala da Secrataria da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

O governador Paulo Câmara (PSB) afirmou, nesta segunda-feira (13), que ainda não foram apresentadas provas que constatam as acusações apontadas pela Operação Torrentes, deflagrada na última quinta-feira (9), pela Polícia Federal. A investigação apura desvios de verbas federais que seriam destinadas às vítimas das enchentes que atingiram cidades da Mata Sul em 2010 e 2017. 

“Se falar de superfaturamento, tem que mostrar onde está o superfaturamento, eu quero ver onde está. Se tiver vou ser o primeiro a punir, mas as peças que vimos não mostram claramente. Há nessa investigação um olhar sobre um grupo de empresas que poderiam ter sido favorecidas por servidores públicos e isso precisa ser apurado, mandei olhar todos os contratos, não vou admitir erro em nenhum deles. Agora, eu tenho clareza que acusar precisa ter provas, precisa estar no inquérito, estar na denúncia e isso, infelizmente, não foi visto ainda”, declarou, após a aula inaugural do Curso de Formação e Habilitação de Praças BM 2017. 

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De acordo com o gestor, uma investigação interna já foi iniciada pelo governo. Paulo Câmara também ponderou que está "com a consciência tranquila do trabalho que foi feito". "Foi um trabalho muito sério que envolveu muita gente e devolveu às cidades condições de normalidade. E isso vai continuar, porque muita coisa das cheias de 2017 ainda precisa ser feita. E nós vamos fazer com a seriedade que o governo sempre se propôs", frisou.

Esta foi a primeira vez que o pessebista se pronunciou depois da operação. O silêncio dele diante do assunto foi criticado pela oposição.

Operação Torrentes

A investigação da PF surgiu a partir de denúncias anônimas enviadas à Controladoria Geral da União em Pernambuco, no ano passado. Os contratos investigados totalizam R$ 450 milhões para compra de comida, colchões, filtros de água e lonas de proteção para os desabrigados. 

Segundo a PF, a fraude no valor de contratos para reestruturação de municípios da Mata Sul de Pernambuco após as enchentes de 2010 e deste ano pode chegar até a 30%. Segundo os investigadores, foi verificado ainda um conluio entre quatro grupos de empresas para que se conseguisse as licitações durante os períodos emergenciais.

Na última quinta, quando foi deflagrada a operação foram presos temporariamente quatro coronéis da Polícia Militar e 11 empresários. Além disso, foram cumpridos mandados de condução coercitiva contra os também coronéis Mário Cavalcanti e Carlos D'Albuquerque; e mandados de busca e apreensão na sala da Secrataria da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL) cobrou, neste sábado (11), a conclusão de investigações envolvendo as gestões do PSB em Pernambuco. Ao comentar o silêncio do governador Paulo Câmara (PSB) diante da Operação Torrentes, que investiga desvios de verbas que seriam destinadas às vítimas das enchentes na Mata Sul em 2010 e 2017, deflagrada na última quinta-feira (9), o parlamentar disse que o pessebista “não demonstra ter gosto pela coisa pública” e ponderou não comemorar investigações contra pessoas e governos que discorda, mas “espera o esclarecimento dos fatos”.

“Temos um governador que não dialoga com a população e não se abre para o diálogo. Ele pode até ter muita qualidade técnica, mas já está demonstrando que não tem gosto pela coisa pública, pelo debate e por dialogar sobre as questões e desafios que passam seu governo. E isso não é de hoje, a crítica independe de investigações”, salientou Ivan. 

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Lembrando de outras investigações policiais envolvendo as gestões do PSB, Ivan Moraes disse que quer saber do resultado delas e, agora, da Torrentes. “É preciso lembrar que o partido ao qual ele e Geraldo Julio [prefeito do Recife] pertencem e fazem parte da cúpula não é de hoje que é investigado. Já foi Lava Jato, Fair Play, Turbulência e agora a Torrentes. É um partido que comunga das práticas da velha política, apesar de pregar o novo”, destacou. 

“Que pena que estamos precisando investigar tanto. Espero que tenhamos os fatos esclarecidos. É muito cedo para colocar um carimbo de culpado, mas não é tarde, e estamos atrasados, de realizar as investigações a fundo. Quero saber o fim da Turbulência e da Torrentes também. Vamos continuar fazendo o nosso serviço. Já cobramos que o prefeito vá à Câmara, inclusive, para se explicar de algumas investigações”, acrescentou. 

Numa ação espetacularizada, como definiu o Governo do Estado, a Operação Torrentes, ação integrada da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, prendeu, ontem, quatro coronéis da Polícia Militar, supostamente ligados a um esquema de desvios de recursos públicos da União destinados à reconstrução de municípios da zona da Mata Sul, castigados pelas enchentes de 2010 e de 2017. Pelo menos R$ 450 milhões foram repassados pelo governo federal a Pernambuco. Parte desse montante teria sido desviado.

O foco central da Torrentes é a Casa Militar. Situada junto ao Palácio do Campo das Princesas, sede do executivo pernambucano, a Casa Militar foi alvo de buscas da Polícia Federal. Um efetivo de 260 agentes cumpriu mandados de buscas, prisões e conduções coercitivas de investigados. Os federais também vasculharam as instalações da Vice-governadoria e a Ceasa.

Além dos quatro oficiais presos, outros quatro coronéis foram conduzidos para depor na PF, entre eles Mário Cavalcante, ex-chefe da Casa Militar na gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Segundo a PF, a investigação teve início em 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar com verbas repassadas pela União na Operação Reconstrução para assistência às vítimas das enchentes que devastaram as cidades, em junho de 2010.

A PF aponta superfaturamento de até 30% em contratos de aquisição de itens. A CGU destacou que essa etapa da investigação não mira obras, mas a parte de apoio e serviços, como aquisição de alimentos, cobertores e lonas.

Com relação à operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União realizada hoje (09.11) em prédios da Secretaria da Casa Militar do Estado, o Governo de Pernambuco reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização. A Operação Reconstrução, ocorrida a partir de julho de 2010, envolveu recursos advindos do Estado de Pernambuco e da União, dirigidos ao atendimento emergencial às 120 mil pessoas da Zona da Mata Sul atingidas pela enchente, bem como o trabalho de reconstrução das cidades. As prestações de contas respectivas foram apresentadas a tempo e modo às autoridades competentes, estaduais e federais. Não foi descumprido nenhum prazo ou foi negada nenhuma informação por parte do Governo de Pernambuco.

 

Em relação ao episódio, o Governo distribuiu uma nota informando que após a enchente deste ano de 2017, os prazos de prestação de conta ainda estão em curso. A Operação Reconstrução construiu a Barragem de Serro Azul e cinco hospitais, o Hospital Regional de Palmares, os hospitais municipais de Água Preta, Cortês, Barreiros e de Jaqueira. A Operação Reconstrução também entregou 12.131 mil casas; recuperou ou reconstruiu 71 pontes, recuperou 185 vias urbanas e 28 muros de arrimo em diversos municípios atingidos.

A Operação Reconstrução recuperou, ainda, 63,13 quilômetros de rodovias e 203 quilômetros de estradas vicinais; reconstruiu 29 escolas atingidas, revitalizou a orla de Palmares; recuperou e reconstruiu 123 bueiros e 11 passagens molhadas, promoveu a dragagem do Rio Una e criou a Rede de Monitoramento Hidrometeorológico. É absolutamente lastimável o processo de espetacularização negativa das atividades de controle da atuação pública. O que assistimos hoje é exemplo da grave prática de buscar criminalizar toda a atuação dos agentes públicos e políticos. Os trabalhos da Operação Reconstrução envolveram grande número de servidores públicos, que realizaram um esforço extraordinário na missão de minimizar o sofrimento que as enchentes causaram à população pernambucana.

É lamentável a operação desproporcional realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial. Logo que disponha de mais informações, o Governo de Pernambuco voltará a se pronunciar publicamente”, diz o texto.

OPOSIÇÃO BATE - Em nota, a bancada de oposição destacou que, “novamente, a gestão Paulo Câmara divulga nota evasiva, apresentando dados já divulgados e classificando a ação como “desproporcional e espetacularização negativa das ações de controle público”. Mas, em nenhum momento, se pronuncia sobre os indícios de desvio de parte dos R$ 450 milhões repassados pelo Governo Federal para o socorro às vítimas das enchentes. A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, cumprindo o seu papel constitucional de fiscalizar, exige do governador Paulo Câmara uma resposta convincente a todos os pernambucanos. Até quando o governador e os demais dirigentes do PSB vão continuar subestimando a inteligência do povo de Pernambuco? “

Dias volta ao Recife – Em encontro, ontem, em Brasília, com o senador Álvaro Dias, pré-candidato do Podemos ao Planalto, o advogado Antônio Campos, recentemente filiado ao partido, confirmou a presença do presidenciável no Recife no próximo dia 4. Na ocasião, Dias confirmou a pré-candidatura de Campos ao Senado e dele recebeu os livros Criado no Brasil, Economia criativa: cultura, inovação, tecnologia e desenvolvimento e Pernambuco Criativo, inovação, tecnologia e desenvolvimento, ambos de autoria do advogado pernambucano. “Buscar inovação, não apenas de produtos, mas de processos e de gestão pública e privada. É nos modelos de negócios, de gestão e no acesso às tecnologias onde está havendo a maior onda de inovação no século XXI, que fazem a diferença na economia”, disse Antônio Campos.

Estado contemplado – O Programa “Agora, é Avançar”, lançado pelo governo federal, ontem, tem o objetivo de concluir 7.439 obras que estão paralisadas em todo o país. No total, os investimentos somam R$ 130 bilhões e os empreendimentos têm prazo de entrega até o final de 2018. Em Pernambuco, 348 obras foram selecionadas, com investimento de R$ 3,2 bilhões, entre elas, creches, escolas, moradias, unidades básicas de saúde, quadras poliesportivas e cidades digitais. Estão previstas ainda obras de contenção de encostas, esgotamento sanitário, saneamento, urbanização, restauração e abastecimento de água. Em todo o país, são diversas obras presentes em mais de 3 mil municípios brasileiros, que envolvem desde a conclusão de creches e unidades básicas de saúde até a finalização de hidrovias.

Seguro Chesf – Passados mais de seis meses ainda não se conhece o vencedor da licitação para escolha da seguradora para garantir o seguro de vida dos funcionários da Chesf. O certame ocorreu em 04/04/2017, onde a vencedora declarada apresentou uma proposta cujo valor mensal representaria uma economia de mais de R$ 1 milhão por mês. A referida empresa foi inabilitada por incoerência na sua documentação apenas quatro meses depois de entregue a sua documentação. A segunda colocada foi chamada para apresentar documentação e assim o fez, conforme histórico disponível no sistema comprasnet. A segunda colocada, cuja proposta também apresentava uma redução de mais de R$ 1 milhão por mês, entregou a documentação e aguarda desde agosto uma resposta da empresa que ainda mantém o seguro com a seguradora anterior a um custo muito maior do que a proposta.

Rasteira em Tasso - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) destituiu, ontem, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) da presidência interina do PSDB. Segundo nota divulgada pelo senador, o motivo é a "desejável isonomia" entre os candidatos que disputarão o comando da sigla em dezembro. A candidatura de Jereissati foi oficializada na última quarta-feira. Ele deve ter como adversário na disputa o governador Marconi Perillo (PSDB-GO), que tem o apoio do grupo ligado a Aécio. Até a disputa, o partido será presidido de forma interina pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que é o mais velho entre os vice-presidentes da sigla.

CURTAS

PROCURADORES – Procuradores-gerais dos Estados nordestinos estarão, hoje, em João Pessoa, para participar da Reunião do Colégio Nacional de Procuradores Gerais do Nordeste. O evento será realizado às 9h, no Salão Rosa do Palácio da Redenção. De acordo com o procurador-geral do Estado da Paraíba, Gilberto Carneiro, anfitrião do evento, durante a reunião haverá as discussões de vários temas pertinentes às procuradorias da região Nordeste, dentre eles, o salário-educação, incidência de ICMS sobre a energia elétrica rural, e recursos financeiros do antigo Fundef, a serem devolvidos pela União.

MAIS ÁGUA – O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou, ontem, que dedicará uma semana, em dezembro, à votação em plenário das reformas que aumentem a produtividade da economia e estabeleçam um ambiente favorável aos negócios, com empréstimos mais baratos, menos burocracia e maior segurança jurídica. As sugestões das reformas serão apresentadas pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A decisão foi comunicada em resposta a discurso no qual Armando anunciou que, como coordenador do grupo de trabalho da CAE que analisa as propostas, apresentará seu relatório no próximo dia 28. O relatório do senador pernambucano, que

 

Depois de audiências de custódia realizadas na 36ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) na noite dessa quinta-feira (9), os presos temporariamente (por cinco dias) na Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema criminoso de desvio de recursos públicos que seriam destinados para a assistência das vítimas das enchentes na Mata Sul, em junho de 2010 e em maio deste ano. 

Três dos quatro coronéis da Polícia Militar presos Fábio de Alcântara Rosendo, Roberto Gomes de Melo Filho e Waldemir José Vasconcelos de Araújo foram encaminhados para recolhimento na Academia da Polícia Militar, em Paudalho, na Mata Norte. Já o tenente-coronel Laurinaldo Félix Nascimento teve decretada sua prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, em razão da necessidade de submissão a procedimento médico.

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Os empresários Antônio Manoel de Andrade Junior, Antônio Trajano da Rocha Neto, Heverton Soares da Silva, Ricardo Henrique Reis dos Santos, Ricardo José de Padilha Carício, e Daniel Pereira da Costa Lucas, foram encaminhados para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. 

As também detidas na Operação, Roseane Santos Andrade, Taciana Santos Costa, Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha e Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha foram encaminhadas para a Colônia Penal Feminina do Recife (Bom Pastor). 

De acordo com a Polícia Federal todas ordens judiciais previstas, exceto a prisão temporária de Ítalo Henrique Silva Jaques. O empresário não foi encontrado em sua residência, mas o advogado que o representa ficou de apresentá-lo nesta sexta-feira (10).

Materiais apreendidos

A PF informou que durante a operação foram arrecadados documentos fiscais, computadores, mídias eletrônicas, celulares e discos rígidos que passaram por uma perícia técnica a fim de subsidiar as investigações que estão em andamento.  

Os contratos investigados totalizam R$ 450 milhões para compra de comida, colchões, filtros de água e lonas de proteção para os desabrigados. Segundo a PF, a fraude no valor de contratos para reestruturação de municípios da Mata Sul de Pernambuco após as enchentes de 2010 e deste ano pode chegar até a 30%. 

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Com a quebra do sigilo das investigações da Operação Torrentes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (9), foram divulgados os nomes dos alvos da investigação que apura a um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. Foram cumpridos 71 mandados, entre prisões, conduções coercitivas e busca e apreensão. 

Segundo a PF, as fraudes aconteceram durante as operações Reconstrução e Prontidão iniciadas para dar assistência às vítimas das enchentes na Mata Sul, em junho de 2010 e em maio deste ano, respectivamente. Ao todo, são 12 contratos investigados em relação a 2010 e outros três deste ano. Somados, chegam a R$ 450 milhões e a fraude pode, segundo a investigação, ser bilionária. O valor ainda está sendo fechado.

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Entre os presos estão coronéis da Polícia Militar (PM), como Fábio de Alcântara Rosendo e Roberto Gomes de Melo Filho; além de empresários, como o dono da FJW Empresarial LTDA, Ricardo Padilha. Foram conduzidos coercitivamente os também coronéis Mário Cavalcanti e Carlos D'Albuquerque; e mandados de busca e apreensão foram cumpridos, por exemplo, na sala da Secrataria da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

Confira a lista completa:

Prisão temporária

Militares

1 - Fábio de Alcântara Rosendo – CEL/PM 

2 - Laurinaldo Félix do Nascimento – TC/PM

3 - Roberto Gomes de Melo Filho – CEL/PM 

4 - Waldemir José Vasconcelos de Araújo – CEL/PM

Civis

1 - Antonio Manoel de Andrade Junior

2 - Heverton Soares da Silva

3 - Ítalo Henrique Silva Jaques

4 - Ricardo José de Padilha Carício

5 - Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha

6 - Roseane Santos de Andrade

7 - Daniel Pereira da Costa Lucas

8 - Taciana Santos Costa

9 - Ricardo Henrique Reis dos Santos

10 - João Henrique dos Santos

11- Antonio Trajano da Rocha Neto

Condução coercitiva

Militares

1 - Carlos Alberto de Albuquerque Maranhão Filho – CEL/PM 

2 - Jair Carneiro Leão – CEL/PM 

3 - Rolney Feitosa de Souza – CAP/PM 

4 - Mário Cavalcanti de Albuquerque –CEL/PM

5 - Adauto Chaves da Cruz Gouveia Filho – PM/PE – aposentado 

6 - Patrese Pinto e Silva – SD/PM

7 - Emmanoel Feliciano Ribeiro – SD/PM

Civis

1 - Karina Carrazzonne Pacífico da Rocha

2 - Diego César Silva Jaques

3 - Rogério Fabrízio Roque Neiva

4 - Josileide Gomes Neiva

5 - Romero Fittipaldi Pontual

6 - Diego Renato Carneiro de Andrade

7 - Elza Maria José de Santana

8 - Sybelle Maria de Araújo Lima

9 - Wagner Belizário da Silva

10 - Adriana Padilha Carício Montenegro

11 - Tertuliano de Oliveira Montenegro

12 - Mário Cavalcanti de Albuquerque

13 - José Walter Alves Ferreira

14 - Adauto Chaves da Cruz Gouveia Filho

15 - Patrese Pinto e Silva

16 - Tiago Augusto Silva Jaques

Empresas - Busca e apreensão

1 - Casa Militar;

2 - CEASA;

3 - DTI;

4 - FJW;

5 - Regente Empresarial;

6 - JLPM;

7 - DTI Soluções Empresariais/Project Comercial Eireli;

8 - Megabag Indústria de Bolsas Ltda;

9 - T&R Comercio de Artigos de Confecção Ltda;

10 - AM Júnior Comércio de Artigos de Couro Ltda;

11 - Escritório de Contabilidade de Elza Maria José de Santana;

12 - CODECIPE;

13 - Depósito DTI – Soluções empresariais;

Um saque de R$ 2 milhões da conta de uma das empresas investigadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Torrentes, deflagrada nesta quinta-feira (9), às vésperas das eleições de 2014 passou a ser considerado suspeito e foi um dos motivos que reforçou a condução coercitiva do ex-chefe da Casa Militar e ex-interventor de Gravatá, Coronel Mário Cavalcanti

De acordo com as investigações da PF, o montante foi retirado da conta da empresa FJW Empresarial LTDA, do empresário Ricardo Padilha, um dos presos na operação de hoje. O saque, segundo a investigação, ocorreu no dia 3 de outubro de 2014, dois dias antes do pleito eleitoral, e teria sido feito por Everton Soares da Silva. A partir da quebra dos registros telefônicos e de um rastreamento feito durante as averiguações da polícia, Everton esteve a 200 metros da casa do Coronel Roberto Gomes Melo Filho, que também foi preso temporariamente nesta quinta, logo depois de retirar o valor. Depois disso, ainda segundo a PF, o coronel também foi registrado em deslocamento para a sede do PSB de Pernambuco. 

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Informações repassadas pela PF dão conta ainda que, na época, o Coronel Mário Cavalcanti era do comitê financeiro do PSB e, por isso, o saque referendou o pedido de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar esclarecimentos. No entanto, a Polícia Federal disse também que não poderia afirmar no momento se o valor sacado foi entregue ao coronel Roberto e, consequentemente, a Mário Cavalcanti. 

A PF também não soube informar se Mário Cavalcanti estaria na sede do PSB no momento, porque o rastreamento só pode ser feito quando o aparelho telefônico está sendo utilizado, como por exemplo na hora do envio de mensagens ou ligações. Os detalhes foram divulgados pela PF depois da quebra do sigilo da investigação. O LeiaJá entrou em contato com o PSB, mas não conseguiu êxito até o fechamento desta matéria.

Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Federal efetuou a Operação Torrentes cujos alvos são suspeitos de envolvimento em um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. As fraudes aconteceram durante a "Operação Reconstrução” para assistência às vítimas das enchentes na Mata Sul, em junho de 2010, e na "Operação Prontidão", em maio deste ano. 

O delegado responsável pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado, Renato Madson, informou que até o momento da coletiva, dos 71 mandados foram cumpridas 14 prisões, 19 conduções coercitivas e 36 mandados de busca e apreensão. Os demais ainda estão sendo efetuados. De acordo com a PF, os presos tiveram "participação efetiva" nas fraudes e corrupções.

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Segundo o delegado, os recursos aportados pelo Governo Federal para combater as tragédias que acometeram o Estado foram desviados através de um acordo para beneficiar empresários e servidores públicos. "Houve um conluio para desviar recursos e esta prática foi continuada. Os novos aportes que chegaram este ano também foram alvo de desvios", salientou. 

Renato Madson também destacou que a operação de hoje serviu para complementar as provas dos desvios já realizados e "estancar" os que continuavam acontecendo, de maneira mais ostensiva. "Os recursos eram para ser utilizados para beneficiar pessoas carentes. Nos entristece ainda mais quando há um esforço do Governo de ajudar em uma situação de emergência e dpeois são constatados desvios", comentou. "As oitivas e prisões estão corroborando o que foi investigado na fase sigilosa", acrescentou.

A Controladoria Geral da União (CGU) constatou as irregularidades a partir de uma amostra de licitações e termos celebrados entre o Estado e as empresas para a aquisição de filtros, alimentos, colchões, material de cama e banho, locação de banheiro químico e de veículos para a população dos municípios atingidos pelas tragédias ambientais. De acordo com o coordenador geral de Operaçãos Especiais da CGU, Israel Reis de Carvalho, alguns itens eram recebidos de doações e mesmo assim as licitações para a compra eram efetuadas. 

 "Com os elementos levantados pela Polícia Federal e pelas mostras levantadas pela Controladoria, identificamos que houve desvio de recursos públicos”, apontou Israel Reis de Carvalho. Ao todo, são 12 contratos investigados em relação a 2010 e outros três deste ano. Somados, chegam a R$ 450 milhões e a fraude pode, segundo a invetsigação, ser bilionária. O valor ainda está sendo fechado.

A PF os dividiu em cinco grupos de envolvidos no esquema:

Os militares são: o Tenente-Coronel Larinaldo Felix (pregoeiro em 2010); Tenente-Coronel Fábio Resende (hoje secretário executivo de Defesa Civil); Coronel Roberto Gomes de Melo Filho e Coronel Valdemir José Vasconcelos de Araújo.

Além desse, outros grupos envolvidos são os do empresário Ricardo Padilha; o do empresário Rogério Fabrício Roque Neiva; o da Ceasa, do empresário Romero Pontual e outro do empresário Antônio Manuel de Andrade Júnior. 

O grupo de empresas que atuou em 2010, de acordo com a investigação, é o mesmo de 2017. Entre os militares envolvidos, de acordo com a PF, os Tenentes-Coronéis Larinaldo Felix e Fábio Resende também atuaram nas duas operações.  

A Operação Torrentes foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira (9), com objetivo de desarticular um esquema criminoso de desvio de verbas públicas em Pernambuco - que haviam sido destinadas para auxiliar as vítimas das enchentes, que destruíram vários municípios da mata-sul no ano de 2010 e 2017.

A Polícia Federal, uma das responsáveis pela Operação, juntamente com a Corregedoria Geral da União (CGU), começou as investigações em 2016, depois da análise do relatório entregue pela Casa Militar do Estado de Pernambuco, que davam conta dos R$ 450 milhões repassados para a "Operação Reconstrução", que aconteceu 2010. 

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No ano passado, foi verificado que funcionários da Casa Militar haviam direcionado os contratos para empresas que ofereciam uma contrapartida financeira. Sendo detectado também que aconteceram superfaturamentos em contratos recentes, firmados pela Secretaria da Casa Militar com recursos públicos federais, esses destinados para a "Operação Prontidão", lançada depois da chuva que assolou, mais uma vez, as regiões da mata-sul pernambucana em maio deste ano.

Diante das investigações, buscas e apreensões, o Governo do Estado lançou uma nota que diz: "A Operação Reconstrução, ocorrida a partir de julho de 2010, envolveu recursos advindos do Estado de Pernambuco e da União, dirigidos ao atendimento emergencial às 120 mil pessoas da Zona da Mata Sul atingidas pela enchente, bem como o trabalho de reconstrução das cidades", informou a assessoria do governo.

Ainda na resposta dada previamente pela gestão estadual, eles informam que a prestação de contas desta operação foi apresentada no tempo devido, "não foi descumprido nenhum prazo ou foi negada nenhuma informação por parte do Governo de Pernambuco. Com relação à Operação Prontidão, realizada após a enchente deste ano de 2017, os prazos de prestação de conta ainda estão em curso" informou.

Na manhã desta quinta (9), o LeiaJá acompanhou a atuação dos policiais federais, juntamente com a CGU, no Gabinete do chefe da Casa Militar, que fica no Palácio do Campo das Princesas. De acordo com a nota enviada para a imprensa, o Governo parece não ter concordado com a forma que foi realizado essa primeira fase da "Operação Torrentes". "O que assistimos hoje é exemplo da grave prática de buscar criminalizar toda a atuação dos agentes públicos e políticos. É lamentável a operação desproporcional realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial", finaliza a nota.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo governo estadual:

"Com relação à operação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União realizada hoje (09.11) em prédios da Secretaria da Casa Militar do Estado, o Governo de Pernambuco reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização.

A Operação Reconstrução, ocorrida a partir de julho de 2010, envolveu recursos advindos do Estado de Pernambuco e da União, dirigidos ao atendimento emergencial às 120 mil pessoas da Zona da Mata Sul atingidas pela enchente, bem como o trabalho de reconstrução das cidades.

As prestações de contas respectivas foram apresentadas a tempo e modo às autoridades competentes, estaduais e federais.  Não foi descumprido nenhum prazo ou foi negada nenhuma informação por parte do Governo de Pernambuco.

Com relação à Operação Prontidão, realizada após a enchente deste ano de 2017, os prazos de prestação de conta ainda estão em curso.

A Operação Reconstrução construiu a Barragem de Serro Azul e cinco hospitais, o Hospital Regional de Palmares, os hospitais municipais de Água Preta, Cortês, Barreiros e de Jaqueira.  A Operação Reconstrução também entregou 12.131 mil casas; recuperou ou reconstruiu 71 pontes, recuperou 185 vias urbanas e 28 muros de arrimo em diversos municípios atingidos.

A Operação Reconstrução recuperou, ainda, 63,13 quilômetros de rodovias e 203 quilômetros de estradas vicinais; reconstruiu 29 escolas atingidas, revitalizou a orla de Palmares; recuperou e reconstruiu 123 bueiros e 11 passagens molhadas, promoveu a dragagem do Rio Una e criou a Rede de Monitoramento Hidrometeorológico.É absolutamente lastimável o processo de espetacularização negativa das atividades de controle da atuação pública. O que assistimos hoje é exemplo da grave prática de buscar criminalizar toda a atuação dos agentes públicos e políticos. Os trabalhos da Operação Reconstrução envolveram grande número de servidores públicos, que realizaram um esforço extraordinário na missão de minimizar o sofrimento que as enchentes causaram à população pernambucana.

É lamentável a operação desproporcional realizada no Gabinete do chefe da Casa Militar, no Palácio do Campo das Princesas. O acesso a todos os documentos e equipamentos ali localizados, assim como a qualquer outro documento público, poderia ter sido solicitado sem a necessidade de qualquer ordem judicial.

Logo que disponha de mais informações, o Governo de Pernambuco voltará a se pronunciar publicamente.

Governo do Estado de Pernambuco

O coronel Mário Cavalcanti é um dos alvos de Operação Torrentes, deflagrada nesta quinta-feira (9), pela Polícia Federal (PF) de Pernambuco. Ele foi chefe da Casa Militar entre os anos de 2007 e 2015, quando deixou o cargo para assumir a intervenção estadual em Gravatá, no Agreste do Estado. Além dele, o ex-comandante da Polícia Militar, Coronel Carlos D'Albuquerque, também está entre os alvos. Contra eles foram cumpridos mandados de condução coercitiva expedidos pela Justiça. 

A operação policial foca na desarticulação de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Casa Militar durante a chamada “Operação Reconstrução”, criada para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul pernambucana em junho de 2010. 

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Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos. A PF está em dez estados (PE, PB, MT, RO, AL, MA, RN, RR, AP, SE) cumprindo 71 mandados judiciais, sendo 36 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 20 de condução coercitiva em Pernambuco e no Pará.

De acordo com a PF, todos os alvos serão levados para a sede da instituição em Pernambuco. Todos os presos serão interrogados e dependendo do seu grau de participação e envolvimento responderão pelos crimes de peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 25 anos de reclusão. Após serem ouvidos todos serão encaminhados para fazer exame de corpo de delito e compareceram à audiência de custódia e caso seja ratificada suas prisões os civis serão encaminhados para o Cotel e Colônia Penal Feminina e os militares para uma instituição designada pelo Comando da Polícia Militar de Pernambuco.

Os prejuízos aos cofres públicos ainda estão sendo contabilizados porque a Casa Militar à despeito de várias solicitações feitas pela Controladoria-Geral da União, não havia encaminhado os comprovantes de despesas que são essenciais para efetuar o respectivo levantamento.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a “Operação Torrentes”. O objetivo é desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. 

Ao todo, 260 policiais federais de dez estados (PE, PB, MT, RO, AL, MA, RN, RR, AP, SE) e 25 servidores da Controladoria-Geral da União-CGU estão dando cumprimento a 71 mandados judiciais, sendo 36 de busca e apreensão, 15 de prisão temporária e 20 de condução coercitiva em Pernambuco e no Pará. Agentes federais estiveram no Palácio do Campo das Princesas

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Segundo a PF, a investigação começou em 2016, a partir de um relatório elaborado pela Controladoria-Geral da União com relação aos gastos efetuados pela Casa Militar na cifra de R$ 450 milhões que lhe foram repassados pela União na denominada “Operação Reconstrução” para assistência às vítimas das enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul pernambucana em junho de 2010.

Naquela ocasião verificou-se que funcionários da Secretaria da Casa Militar direcionavam os contratos a diversos grupos empresariais em troca de contrapartidas financeiras. Também foram verificados indícios de superfaturamentos e inexecução de contratos.

Além dos mandados judiciais, também foi determinado o sequestro e a indisponibilidade dos bens dos principais investigados. O nome Torrentes faz alusão as enchentes que devastaram diversos municípios da mata-sul. 

Todos os presos serão levados para a sede da polícia federal onde serão interrogados e dependendo do seu grau de participação e envolvimento responderão pelos crimes de peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 25 anos de reclusão. 

A operação tem o apoio da Controladoria-Geral da União e da Procuradoria da República de Pernambuco. Mais detalhes sobre a operação serão repassados durante uma coletiva às 10h desta quinta-feira.

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Com informações da Polícia Federal

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