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Escrever uma redação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige conhecimentos técnicos, como, por exemplo, de como fazer introdução, desenvolvimento e conclusão. Mas, além disso, é necessário que o candidato tenha conhecimento da sociedade e entenda pautas importantes de luta para a construção de um futuro melhor. Uma delas é o combate ao racismo no Brasil. Entre outros elementos que continuam perpetuando a cultura racista, estão os termos que humilham e constrangem negras e negros.

Racismo é crime no Brasil desde 1989, quando foi sancionada a Lei 7.716, pelo então presidente José Sarney. Mas desde muito antes disso, algumas expressões foram enraizadas no vocabulário popular de uma forma com que fossem repetidas e perpetuadas, muitas vezes por desconhecimento de seus reais significados; mas sempre constrangendo, importunando e humilhando pessoas negras, com seus cunhos racistas. Por isso, termos, frases e expressões ainda bastantes utilizados no dia a dia devem ser abolidos da redação do Enem, tanto como forma de permanecer dentro do propósito de respeito aos Direitos Humanos, como também de conscientização.

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Segundo a jornalista e ativista Taísa Ágatha, diversas expressões se configuram como racistas pois ligam a figura do negro à negatividade. “Como se o fato de serem negras intrinsecamente fosse uma coisa negativa criando-se assim os estereótipos. Grupos subalternizados geralmente sofrem com uma construção de imaginário social que os diminui enquanto sujeitos”, explica.

Por isso, uma das formas de combater o racismo é evitar alguns termos e expressões. “Continuar a perpetuar ideias escravocratas é perpetuar o suposto lugar social a que pessoas negras devem ocupar, sempre subalterno. Portanto, evitar expressões racistas é quebrar o ciclo de opressão estrutural a que pessoas negras são submetidas todos os dias”, completa.

Confira abaixo alguns termos racistas que deve ser evitados e podem ser substituídos na redação do Enem.

Denegrir

Com o significado de “tornar negro, escurecer”, denegrir se torna uma expressão racista quando é usada, comumente, de forma pejorativa, semelhante à difamação. O dicionário ainda considera duas formas corretas de escrevê-la: denegrir e denigrir, mas ambas carregam consigo a imagem do negro como algo negativo. Essa palavra pode ser substituída por humilhar, menosprezar.

Da cor do pecado

Termo que já foi título de novela, “da cor do pecado” se refere à imagem do negro (sobretudo da negra) como uma raça tentadora, sedutora e sensual, mas ainda assim negativamente. A expressão ainda ressalta a mulher negra como objeto de sexualização. Este termo não deve ser utilizado.

Criado-mudo

A origem está nas atividades desempenhadas pelos escravos aos seus senhores de engenho. Com a função de segurar as coisas para os donos das residências, os negros deveriam permanecer mudos para não atrapalhar os moradores das casas grandes. Assim surgiu o termo, aplicado ao móvel. Substitua por mesinha-de-cabeceira.

Lista negra, mercado negro, ovelha negra, magia negra…

Mais uma vez como forma de menosprezar a cor negra e tratá-la como negativa, as palavras compostas que geralmente são acompanhadas de “negro” ou “negra” devem ser evitadas do vocabulário escrito e falado. Elas carregam a o racismo estrutural dentro de suas composições. Para mercado negro, por exemplo, pode ser utilizado mercado ilegal.

Mulata, morena

A palavra “mulata” faz referência à mula e é usada para referenciar pessoas negras de pele clara. Morena, por sua vez, tem a mesma função, quando, na realidade, seu significado original é para caracterizar uma pessoa branca de cabelos pretos. Os termos ganharam a conotação porque racistas acreditam que caracterizar uma pessoa como “negra” é ofensivo.

Doméstica

Pouco difundido, o significado da palavra “doméstica” faz referência às escravas negras que saiam da senzala e do trabalho nas terras para a casa dos senhores de engenho, geralmente por terem peles mais claras e traços mais europeus. Lá, elas eram “domesticadas”, por meio de lições de bons modos e “corretivos”.. A expressão é uma forma de dizer que um animal foi civilizado, o que torna a expressão racista

Cabelo ruim

Muito utilizado para descrever cabelos cacheados e crespos, característica das raças de matrizes africanas, a expressão “cabelo ruim” é uma forma de praticar o racismo com os fenótipos e características dos negros.

Inveja branca

Se por um lado o negro é tratado como algo negativo, por outro, o branco ganha status de qualidade. Quando uma pessoa afirma ter uma “inveja branca”, ela quer dizer que sua inveja é “menos prejudicial” ou é uma “inveja boa”. Entretanto, não existem defeitos bons.

Ainda não entendeu? Nós preparamos um vídeo com alguns desses termos e suas possíveis substituições dentro ou fora de uma produção textual. Confira.

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A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ter um texto dissertativo-argumentativo e estruturado em introdução, desenvolvimento e conclusão. As três etapas são fundamentais para a criação de uma harmonia que dê sentido ao texto e facilite a leitura.

A estrutura de uma redação é o ponto determinante na classificação. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é atribuída nota zero à redação que não atenda a proposta solicitada e que fuja do modelo da exigido no exame. Por isso, é necessário ter atenção redobrada.

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No momento da redação, é comum que participantes fiquem nervosos a ponto de se perderem na base da dissertação. Com a ajuda da professora de redação Mariana Pestana, listamos dicas de como construir seu texto e deixá-lo o mais coerente possível para você tirar uma boa nota na redação.

Organize seu texto em parágrafos

Deve-se dividir o texto em basicamente quatro parágrafos. No geral, é sugerido que tenha o primeiro voltado para a introdução, o segundo e terceiro para os desenvolvimentos e o último para a conclusão.

Conecte os parágrafos de forma a facilitar a compreensão

Os parágrafos mesmo “separados” fisicamente precisam estar ligados ideologicamente, e isso vai ser feito através da escrita coerente de acordo com o tema.

Deixe claro no primeiro parágrafo o assunto relacionado ao tema

É necessário que deixe evidente a ideologia que vai ser seguida desde o primeiro parágrafo. Afinal, a redação não é um texto de suspense para que o leitor fique apreensivo em saber qual o “lado” pretendido na história.

Siga a mesma posição no decorrer do texto

Para não correr o risco de deixar o texto ambíguio, deve-se seguir a mesma linha de pensamento acerca daquele tema.

Enriqueça seus argumentos

Escreva sobre as causas, consequências, exemplificações e comparações, articulando sempre um trecho a outro, sem esquecer dos cognitivos para dar linearidade ao texto.

Na conclusão, relembre a sua tese

No encerramento da argumentação, não esquecer de retomar a tese antes de expor sua proposta de intervenção que prove seu posicionamento que pode resolver a problemática apresentada.

 

A menos de seis meses para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o tema da redação ainda não está pronto, segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Elmer Coelho Vicenzi. A declaração foi dada nesta terça-feira (14), na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

"Muito me estranha o ex-presidente do Inep [Marcus Vinicius Rodrigues] garantir a questão da prova da redação porque a prova não foi fechada, o tema da redação não foi fechado, a comissão está trabalhando", garantiu o Vicenzi. O comandante da autarquia do Inep ainda afirmou que a comissão de elaboração do Enem está trabalhando na elaboração do Exame.

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Neste ano, o Enem será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, em todo o Brasil. As inscrições para as provas podem ser realizadas até o dia 17 de maio, pelo site do Inep. Nesta terça-feira (14), o presidente do Instituto ressaltou que nenhuma autoridade solicitou a leitura prévia do Enem.

Visando preparar os estudantes para o Enem, um aulão especial, promovido pelo Vestibular Cidadão, terá como tema um assunto recorrente no país: a democracia. O aulão será realizado em 25 de maio, às 9h, no Espaço Tereza Albuquerque, localizado no Empresarial Casa Grande, na Praça do Derby, Centro do Recife.

O conteúdo será oferecido de maneira interdisciplinar, abordando filosofia, sociologia e história, matérias que serão ministradas pelos professores Salviano Feitoza e Thais Almeida. A professora de redação e linguagens, Tereza Albuquerque, também participará do evento.

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O ingresso para o aulão custa R$ 10 e toda a renda será revertida para o próprio projeto – Vestibular Cidadão - que instrui todos os anos, alunos de escolas públicas que vão fazer o Enem. As entradas podem ser adquiridas no próprio espaço Tereza Albuquerque, localizado no sexto andar do empresarial.

Serviço:

Aula especial Democracia(s)

Quando: 25 de maio de 2019, às 09h

Onde: Espaço Tereza Albuquerque, que fica no Empresarial Casa Grande, 149, Praça do Derby, 6º andar.

Ao chegar, os participantes devem procurar por Milca Ribeiro.

 

A redação é uma das provas mais aguardadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para ajudar quem quer se preparar para a parte discursiva do exame, o professor Felipe Rodrigues trouxe algumas dicas importantes sobre introdução.

Confira aula completa:

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Nos meses que antecedem a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as apostas se intensificam: professores e candidatos não economizam palpites sobre qual será o tema da redação. Prevê a temática, contudo, é difícil; há quem diga que acertar a pauta corresponde à sorte de ganhar na loteria.

Por outro lado, muitos estudantes não atentam sobre assuntos que são praticamente impossíveis de aparecer na prova de redação. Mesmo estando em evidência nos acirrados debates sociais, alguns temas, muitas vezes apontados como polêmicos, dificilmente serão cobrados na prova. Conhecê-los pode economizar tempo e energia durante longos meses de preparação.

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O LeiaJá conversou com os professores de redação Diogo Xavier e Josicleide Guilhermino. Os educadores selecionaram pautas que não devem ser tema do Enem, apresentando em detalhes suas justificativas para as escolhas. Confira:

Diogo Xavier

Porte de arma - "É um tema improvável, pois poderia dificultar bastante a vida do candidato quanto a posicionamentos que vão contra os Direitos Humanos. Além disso, com a pressão do Governo Federal sobre a abordagem da prova, poderia ser vetado sob pretexto de induzir o texto a ser contrário ao armamento populacional”.

Regulamentação do uso da maconha ou legalização do aborto – “São praticamente impossíveis, já que o Enem nunca traz temas que possibilitem abordagem bilateral (contra ou a favor). Também o Governo Federal poderia considerar uma apologia a essas práticas. Nos últimos anos, a abordagem tem sido centrada em minoriais ou grupos sociais: criança, mulher, surdo, professor. Mas, no ano passado, puxou para uma abordagem social mais ampla, em que todos os usuários da rede estão sujeitos a manipulações. De qualquer forma, o âmbito vem sendo social”.

Josicleide Guilhermino

Homofobia – “Embora a discriminação aos homossexuais seja uma constante em nosso país, por exemplo, em 2017, segundo levantamento do GGB (Grupo Gay da Bahia), o Brasil registrou 445 casos de assassinatos de homossexuais; o crime de homofobia ainda não é tipificado em nosso código penal. De modo que, sobretudo no atual cenário político, é uma temática menos possível, visto que, o fato de não haver uma preocupação efetiva em tipificar o crime minimiza a possibilidade de punição e demonstra uma menor preocupação para com a temática”.

Direitos Humanos – “É sabido, sobretudo a partir de postagens nas redes sociais, o quanto os ‘Direitos Humanos’ não são compreendidos em nosso país, e pior que isso, são desprezados. Falsas informações como: ‘Direitos Humanos só servem para defender bandidos, circulam de várias formas, na internet e fora dela. Embora o aluno não deva desprezar a temática, no processo de construção de seu texto, sob pena de redução da nota, ela sozinha tem menor possibilidade de cair, visto que vai na contramão das políticas públicas pensadas pelo atual presidente da República. Lembrando também que o mesmo instituiu uma comissão para acompanhar a prova, temáticas de cunho social tendem a não ter visibilidade”.

Assédio sexual – “Há várias possíveis justificativas para o assédio não estar entre os temas cotados para o Enem 2019. Dentre elas, o fato de ser um assunto que atinge em maior porcentagem o público feminino, que já foi abordado no Exame, embora a partir de outro viés: ‘A persistência da violência contra a mulher na sociedade contemporânea’. Quando se analisa as temáticas referentes aos anos anteriores, observa-se que não é comum no sistema a repetição de grupos que já tenham sido alvo de discussão”.

E as apostas dos professores?

O LeiaJá também questionou os educadores sobre quais são suas principais apostas para o tema da redação no Enem 2019. “Eu arrisco dizer temas que envolvam desenvolvimento do país, a exemplo da questão educacional como uma forma de desenvolver a economia do Brasil (caiu há não muito tempo a valorização do professor para o PPL, mas com uma abordagem diferente)”, acredita Diogo Xavier.

A professora Josicleide Guilhermino, por outro lado, ainda não decidiu sua principal aposta. Ele aguarda definições sobre a organização da prova para, posteriormente, apontar sua sugestão.

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Rodeado de polêmicas, críticas e debates acalorados, o regime militar é um dos momentos mais marcantes da história brasileira. O tema pode ser um dos assuntos cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas provas serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.

E nesta quinta-feira (25), às 19h, regime militar é pauta de uma live do programa Vai Cair No Enem, do LeiaJá. A transmissão ao vivo será pelo Instagram @vaicairnoenem e pelo Youtube. Os convidados são os professores de história Marlyo Alex e Thais Almeida. Assista:

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Na mesma transmissão, os estudantes também podem acompanhar uma aula sobre apostas para o tema da redação do Enem 2019. Quem conduzirá a explicação é o professor Diogo Xavier.

O Vai Cair No Enem reúne dicas, aulas exclusivas, questões, desafios, notícias e muitos outros conteúdos sobre a prova. Siga a gente no Instagram e acesse o vaicairnoenem.com.

Considerada um dos momentos mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a redação possui peso forte na nota final dos candidatos. Inevitavelmente, os estudantes precisam dedicar boa parte do tempo de estudos a produções textuais, leitura e escrita a mão.

Na última edição do Enem, realizada em 2018, dos mais de 4 milhões de participantes, apenas 55 candidatos alcançaram mil, a nota máxima da prova. O tema cobrado foi “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet".

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Neste ano, as provas do Enem serão realizadas os dias 3 e 10 de novembro. Os feras enfrentarão a redação no primeiro domingo do Exame. Atenta à preparação dos candidatos, a coordenadora de redação do Curso Poliedro, Gabriela de Araújo, produziu dicas que podem ajudar os participantes a chegarem à nota mil. Confira:

1- Produza redações semanalmente

 Considere a preparação de um texto dissertativo-argumentativo, nos moldes solicitados pelo Enem, em sua rotina semanal. Dominar técnicas de escrita e conseguir uma boa apresentação do tema e de argumentos é fator-chave para ter um texto exemplar. “É essencial praticar com as redações de temas solicitados nos anos anteriores, com a finalidade de conhecer o perfil da prova e estar ainda mais preparado”, indica Gabriela.

2 - Mantenha-se informado

 Para discorrer de maneira satisfatória sobre o tema solicitado no Enem, é necessário estar bem informado em relação aos assuntos da atualidade e às visões críticas sobre os acontecimentos mais recentes. Segundo a coordenadora de Redação do Curso Poliedro, temas relacionados às questões culturais, memória e cidadania têm chances de aparecer, bem como assuntos de ecologia, sustentabilidade e energias renováveis.

Ela explica que a base é sempre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o uso racional dos recursos ambientais para se pensar em um futuro mais respeitoso e digno. “Estudar atualidades auxilia a ter cada vez mais elementos que facilitarão a compreensão da dinâmica social, o que o ajudará a entender e a discorrer a respeito de qualquer tema”, indica.

3 - Entenda a norma culta

 A redação do Enem exige que o candidato domine a modalidade formal da Língua Portuguesa. Portanto, é de suma importância saber diferenciar os registros orais dos escritos. Desse modo, é preciso evitar no texto as marcas de oralidade, que são as expressões informais usadas no cotidiano – a não ser que sejam propositalmente inseridas.

Acertar em acentuação, pontuação e concordância é fator decisivo para não perder pontos e obter uma boa nota. Por isso, esteja atento às correções feitas em suas redações por professores, estude as regras gramaticais e tente não errar no próximo texto.

4 - Aprenda a criar uma boa proposta de intervenção

 Uma das competências avaliadas no Enem é a proposta de intervenção. Sozinha, essa competência vale até 200 pontos na média geral da dissertação-argumentativa. O candidato deve refletir e argumentar sobre o tema apresentado, sugerindo uma solução benéfica para a sociedade. E esses argumentos, segundo Gabriela, não podem ser superficiais. O estudante deve utilizar elementos externos no texto.  

5 – Utilize o tempo indicado para produzir os textos

Mais do que a preocupação com o tema da dissertação, o estudante deve empenhar-se em organizar sua produção e planejar o texto. Neste sentido, treinar o tempo que será destinado à redação no contexto da prova é fundamental.

 6- Acostume-se com o espaço da dissertação  

 Um dos pontos importantes é habituar-se ao limite de 30 linhas proposto, sabendo construir uma boa argumentação e conclusão dentro deste espaço. É necessário estar atento ao espaço disponível para a escrita e ao objetivo do texto.

 7- Tenha um repertório cultural amplo

 Utilizar citações da música e literatura nacional pode ajudar o estudante a fazer uma analogia ao tema e elaborar uma boa argumentação.

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A Expolab - Escola de Educação Criativa está com inscrições abertas para o curso de Introdução à Redação Publicitária, que trabalha com a teoria, técnica e prática no texto publicitário. Dentro do conteúdo, alunos poderão analisar itens como coesão e coerência textual, uso de substantivos, verbos e adjetivos, redação publicitária para internet, além do uso de gêneros literários.

O objetivo do curso é unir criatividade e escrita para vender produtos e atrair clientes, tendo como público alvo estudantes e profissionais de comunicação, bem como para pessoas que tenham facilidade com a escrita e curiosidade em conhecer a área. 

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O curso terá início dia 30 de maio. A matrícula custa R$ 50 de matrícula + 3 vezes de R$ 50 no boleto ou cartão. Mais informações podem ser encontradas no comercial@expolab.com.br.

 

O professor de redação, linguagens e atualidades Felipe Rodrigues irá promover neste sábado (13), no NCN Educacional, um aulão com a temática da "cultura da violência no Brasil contemporâneo”. Será um aulão de revisão do bimestre em que o professor vai explicar temas como o sistema carcerário e até mesmo sobre como funciona o estado pararelo.  

A entrada custa R$10 + 1 kg de alimento não perecível. As doações serão destinadas ao Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac), que oferece serviço e apoio gratuitos à crianças e jovens com deficiência. O aulão será realizado das 14h às 16h. As entradas serão compradas no local, a partir das 13h. 

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Serviço 

Aulão de Revisão com temática social com o Professor Felipe Rodrigues 

Onde: NCN Educacional (Av. Caxangá, 3088 - Iputinga, Recife – PE) 

Quando: Sábado, 13 de abril, a partir das 14h 

 

 

Em novembro de 2018, um "bot" chamado Tobi produziu quase 40 mil artigos de imprensa sobre os resultados das eleições na Suíça para a gigante da mídia Tamedia. E em apenas cinco minutos.

Tobi, um gerador automático de texto, escreveu sobre os resultados de cada um dos 2.222 municípios do país, em francês e alemão, segundo uma análise apresentada no mês passado na conferência Computation + Journalism, em Miami.

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Este tipo de programa, dotado de inteligência artificial, disponível há dez anos, está se tornando cada vez mais comum nos grandes veículos de imprensa. "Vemos que o potencial da inteligência artificial ou do robô-jornalista é cada vez mais aceito nas redações do mundo todo", disse Damian Radcliffe, professor da Universidade do Oregon.

"Estes sistemas podem oferecer rapidez e exatidão e potencialmente ajudar na realidade de redações mais modestas, assim como nas pressões a que os jornalistas são submetidos em termos de tempo", acrescentou.

Enquanto o setor luta cada vez mais para sobreviver, os meios de comunicação começaram a se voltar para a inteligência artificial para produzir artigos, personalizar a entrega de informação e, em alguns casos, classificar os dados.

Para estas organizações, os "bots" não visam a substituir repórteres ou editores, mas sim ajudá-los a se desembaraçar de tarefas mais monótonas, como resultados esportivos e de empresas.

O The Washington Post, por exemplo, se apoiou em um programa chamado Heliograf para cobrir mais de 500 eleições desde 2014. Segundo Jeremy Gilbert, encarregado do jornal americano, o "bot" consegue dar resultados mais rápido e atualizar artigos à medida que a informação muda, o que permite aos jornalistas se concentrar em outras tarefas. Segundo ele, as reações dentro da redação têm sido positivas geralmente.

"Surpreendentemente, muita gente veio e disse: 'Eu faço este artigo todas as semanas, tem alguma coisa que poderíamos automatizar?'", relata Gilbert.

- Ajuda valiosa ou ameaça? -

As mesmas dúvidas pairam em outras redações pelo mundo. A agência de notícias norueguesa NTB automatizou os informes esportivos para que os resultados dos jogos saiam em 30 segundos.

O Los Angeles Times, por sua vez, desenvolveu um "quakebot", um "bot" especializado em terremotos, que publica rapidamente artigos sobre sismos na região.

A agência Associated Press automatizou os resultados de empresas para cerca de 3.000 companhias, enquanto o jornal Le Monde, com seu sócio Syllabs, utilizou um programa que gerou 150.000 páginas da Internet cobrindo 36.000 municípios durante as eleições de 2015.

Embora os profissionais de mídia reconheçam as limitações destes programas, também destacam que às vezes podem fazer o que os humanos não conseguem.

O Atlanta Journal-Constitution usou um equipamento de jornalismo de dados para desvendar 450 casos de médicos remetidos a juntas médicas ou tribunais por má conduta sexual, quase a metade dos quais ainda estão livres para exercer a medicina.

O jornal usou o "machine learning" - ou aprendizado automático - uma ferramenta de inteligência artificial, para analisar cada caso. O trabalho foi revisto em seguida por jornalistas.

E apesar de que os robôs pareçam ajudar os jornalistas, persistem as preocupações sobre a evolução do ofício. Alguns temem que a inteligência artificial saia do controle e resulte em cortes de empregos.

Em fevereiro, pesquisadores da OpenAI, uma organização especializada em inteligência artificial, anunciaram que haviam desenvolvido um gerador de texto automático tão bom que tinham decidido mantê-lo em sigilo pelo momento.

Segundo eles, o programa poderia ser usado para gerar artigos noticiosos falsos, usurpar a identidade de pessoas on-line ou automatizar conteúdos falsos nas redes sociais. Mas Meredith Broussard, professora de jornalismo de dados na Universidade de Nova York, não vê riscos imediatos na inteligência artificial.

Por enquanto, os programas se ocupam dos artigos "mais chatos", diz. "Alguns trabalhos serão automatizados, mas no geral não me preocupa um apocalipse causado por robôs na redação", acrescenta.

E Jeremy Gilbert, do Washington Post, reitera: seu jornal "tem uma equipe incrível de repórteres e editores e não queremos substituí-los".

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a parte mais aguardada da prova, sobretudo por ser decisiva na classificação ou desclassificação do participante. E que, portanto, deixa os feras ansiosos sobre o tema que será cobrado. Desde 1998, o Enem aborda assuntos da atualidade, alguns inimagináveis, outros nem tanto.  

Para o professor Diogo Didier, nenhum dos temas é teoricamente difícil. "Por ser uma prova de proporção nacional, a banca trás discussões que abrangem o conhecimento dos candidatos de Norte a Sul do país. Entretanto, é inegável que a banca tem surpreendido alunos e professores com temáticas menos previsíveis, como a proposta de redação de 2018", explica.

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Baseado na visão dos professores de redação Diogo Didier, Mari Pestana, Diogo Xavier e Felipe Rodrigues, o LeiaJá listou os 10 temas considerados mais fáceis nos últimos 20 anos do Enem

Diogo Didier

1.    Lei Seca – “Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, 2013

 “Quando a prova pediu para que o candidato discutisse sobre os efeitos da implementação da lei, a banca queria saber até que ponto o candidato sabia da importância desta lei para o trânsito e como ele moldou o perfil da sociedade no que diz respeito a sua locomoção diária. A bem da verdade, a proposta trazia em seu bojo a necessidade de validar o papel exercido pelo governo em impor regras mais rígidas para motoristas que burlam as normas de trânsito. Foi um tema bem tranquilo de se fazer”. 

Diogo Didier

2.    Violência contra a mulher – “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, 2015

“Foi um tema muito esperado por alunos e professores há anos. Então, quando o Enem trouxe essa discussão, foi incrível, porque a sociedade de uma forma geral clamava para que houvesse alguma problematização em torno desse tema. O aluno, então, poderia ter falado sobre a questão da lei Maria da Penha, sobre o machismo oriundo do histórico patriarcado brasileiro, da subjugada visão religiosa sobre as mulheres. Havia um leque gigantesco para ser posto no texto, capaz de ratificar a persistência da violência contra a mulher. Um tema muito fácil e rico em possibilidades argumentativas”

Diogo Xavier

3.    Intolerância religiosa "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil", 2016

“Especialmente as religiões de matriz africanas são alvos de discriminação que vão de uso de termos pejorativos a agressões físicas e depredação de locais sagrados. O candidato não teria dificuldades para lembrar informações relacionadas ao problema”.

Diogo Xavier

4.    Viver em rede no século 21 - “Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado”, 2011

“Caiu no ano em que o Facebook alcançou um número extremamente alto de usuários no Brasil. Então fazia parte do contexto dos estudantes”.

Felipe Rodrigues

5.    Desenvolvimento e preservação ambiental, 2001

“O tema é simples e claro, mas o aluno deveria atentar ao texto-base. Lembrar dos aspectos mais rudimentares, como o Efeito Estufa ou a importância das matas (falando sobre a Amazônia ou, da própria, Atlântica), sem dúvidas, trariam riquezas no repertório sociocultural da dissertação. Para além, as alusões sociológicas e geográficas, no homem interagindo no meio, assim como, a resposta da natureza (catástrofes ambientais) seriam palpáveis”.

Felipe Rodrigues

6.    A violência na sociedade brasileira, 2003

“Lembrar da cultura da violência é fazer um recorte histórico nos trechos da colonização, esta, de exploração. Trazer Gilberto Freyre, com a Casa Grande Senzala e iniciar pela violência étnico-racial é concernir nota máxima na intertextualidade e recorte cultural. Lembrar de conceitos, como Estado Paralelo e facções, sem dúvidas, norteariam o texto”.

Felipe Rodrigues

7.    O desafio de se conviver com a diferença, 2007

"Tema bem recíproco, inclusive, no hodierno. Gênero, raça, etnias; essa tríade seria uma proposta de abordagem, inclusive, ao falar sobre os padrões sociais, não esquecendo das classes preexistentes. Seria muito válido lembrar da mendicância, assim como, as novas identidades de gênero, como os queers. Para além, o tema é amplo, precisando do texto-base para não realizar a fuga".

Felipe Rodrigues

8.    O trabalho na construção da dignidade humana, 2010

“Seria de bom tamanho, aos escritores, uma alusão à Marx ou a filosofia do capitalismo, sendo a ressignificação do “ser e existir”, ou seja, quem não trabalha, possui algo, torna-se “sem valor”. Nesse sentido, abordar os índices do desemprego, até chegar em Durkheim, falando sobre as noções de sociedades orgânicas e mecânicas, assim como, a dificuldade no tocante “capacitação”. Será que a educação, bons empregos, cargos são para todos? Alusões devem ser levantadas e soluções como o empreendedorismo podem somar”.

9.    O direito de votar, 2002

“O direito de votar foi um bom tema por ter tido os anos anteriores como "preparo" em falar sobre cidadania, direitos e deveres de todo cidadão. Sendo um tema acessível para todos, já que o voto obrigatório foi outorgado desde 1924 e posto em prática efetiva posteriormente a partir de 1932. Então, todas as pessoas que ali estavam fazendo a prova sabiam do dever de votar, podendo ter ciência também dos direitos ao voto. Todo um assunto histórico.

Mari Pestana

10.      Trabalho infantil, 2005

“Era um tema que estava sendo discorrido, tendo em vista os programas de apoio à infância e juventude ligados a educação criados pelo então governo, que estava pondo em prática a proibição do trabalho infantil”. 

Um dos momentos mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a redação. Nesta semana, a disciplina é destaque no programa Vai Cair No Enem, produzido pelo LeiaJá.

Os feras também podem acompanhar nossas dicas no Instagram @vaicairnoenem. Confira como preparar um bom texto com o professor Diogo Didier:

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Além de apontar crescimento na concorrência de vestibulares de medicina, pesquisa realizada pelo Curso Poliedro identificou as disciplinas com maiores pesos em grandes processos seletivos para ingresso na graduação. Entre os certames analisados estão as seleções da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com a pesquisa, português e redação são as matérias que mais pesam “na maioria dos grandes vestibulares do país”, correspondendo mais de 30% nas notas finais. Na prova que seleciona estudantes para a faculdade de medicina da USP, por exemplo, redação representa 23% e língua portuguesa compõe 17 da nota final.

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Para o coordenador do Curso Poliedro, Vinicius de Carvalho Haidar, é importante reforçar a necessidade de os estudantes obterem um bom resultado em Linguagens. “Um bom desempenho nas questões de Literatura, Gramática, Interpretação de Texto e na prova de Redação é essencial para a aprovação em uma carreira tão concorrida e decidida nos mínimos detalhes como a Medicina. Os estudantes devem ir muito bem em Humanas, mas é importante que saibam equilibrar os estudos para ter bom desempenho em todas as matérias”, comenta o coordenador, conforme informações da assessoria de comunicação. Veja os pesos das disciplinas por vestibular:

Os espelhos da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 já podem ser conferidos na página do participante na manhã desta terça-feira (19). Além da imagem da redação, é possível ver a nota de cada competência e comentários sobre as mesmas. O participante também consegue ver a porcentagem de alunos que tiraram notas semelhantes da dele.

Como ver a redação?

##RECOMENDA##

É necessário que o estudante entre na página do participante, coloque CPF e senha, clique em “vista pedagógica”, desca a página e clique em “para obter a imagem da redação, clique aqui”.

Os espelhos da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 já podem ser conferidos na página do participante na manhã desta terça-feira (19). Além da imagem da redação, é possível ver a nota de cada competência e comentários sobre as mesmas. O participante também consegue ver a porcentagem de alunos que tiraram notas semelhantes da dele.

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É necessário que o estudante entre na página do participante, coloque CPF e senha, clique em “vista pedagógica”, desca a página e clique em “para obter a imagem da redação, clique aqui”.

 

Nesta terça-feira (19) milhões de alunos que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverão ter a chance de ver os espelhos da redação, uma das provas mais aguardadas pelos candidatos. 

A visualização da redação não tinha data prevista em edital, mas em janeiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que as imagens seriam liberadas no mesmo dia da nota dos treineiros. 

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A análise da redação só será permitida para fins pedagógicos, já que o aluno não tem direito a recorrer à nota. Não há, ainda, previsão de horário para essa liberação.

A prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para muitos estudantes, é um desafio. Obedecer aos critérios propostos, não fugir do tema, não violar os direitos humanos e evitar a nota zero são apenas alguns dos objetivos dos milhões de feras que se submetem à avaliação todos os anos. No entanto, nem todos eles têm condições de fazer um bom preparatório, com professores à disposição para tirarem dúvidas e corrigir os erros. Pensando nisso, dois estudantes universitários do Recife revolveram criar um projeto para ajudar esse público, que carece de uma ajuda nesta preparação.

Inicialmente, Williams Alves, que cursa letras na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), começou a divulgar entre os amigos a disponibilidade de receber redações de estudantes que estão se preparando para fazer o Exame este ano, para corrigir e dar dicas gratuitamente. A amiga dele, Tereza Almeida, ao saber da iniciativa, se propôs a ajudar e criaram juntos um projeto chamado 'Redação Nerds'.

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“Eu estudo educação na faculdade, estudo teoria, metodologias, entre outras coisas, mas sei que a minha realidade dentro do meu curso não é a realidade da maioria das escolas. Por isso, eu achei o projeto uma possibilidade prática e importante de ajudar, com o conhecimento didático que eu tenho, outras pessoas que não têm sequer oportunidade de contato com material para prestar o Enem e, sendo o Enem a forma dessas pessoas frequentarem universidades públicas, essa foi a maneira que escolhi para dar a oportunidade”, explica Tereza.

Os jovens acreditam que as demandas vão aumentar, à medida que a data da prova se aproxima e acreditam que este seja um caminho mais prático tanto para eles quando para os estudantes secundaristas. A ideia é uma monitoria virtual, que concilie o trabalho voluntário com as demandas acadêmicas e pessoais.

Para participar do projeto, os interessados precisam enviar suas redação para o email redacaomonitoria.nerds@gmail.com. Os temas podem ser escolhidos pelos alunos, mas na página no Instragram, Tereza e Williams disponibilizam alguns como sugestão para as pessoas que precisam de um direcionamento. Caso os estudantes redijam o texto a mão, é possível enviar o texto por foto. “A gente prefere que seja enviada digitada, porque temos um sistema de correção por código de cores, mas caso não exista essa possibilidade para alguém, a gente aceita por foto também e adapta à correção”, orienta a universitária.

Além das redações, os voluntários do projeto 'Redação Nerds' pede que os alunos enviem os nomes, porque eles pretendem acompanhar o desenvolvimento dos alunos ao longo da monitoria. O prazo para que os estudantes recebam uma resposta com as redações corridas e comentadas é de aproximadamente uma semana.

A prova de redação é uma das mais importantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A pontuação alcançada pode fazer muita diferença no resultado final. Se o aluno não desenvolve bem as cinco competências cobradas, o caminho até a conquista da tão sonhada vaga na universidade pode ser adiado.

A primeira competência avaliada é o domínio da língua portuguesa. O estudante precisa ter um bom desempenho gramatical e ortográfico, além de ser capaz de mostrar riqueza de vocabulários e uso correto dos pronomes, entre eles os relativos. Mas você sabe para que servem os pronomes relativos?

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“Eles têm variações e possibilidades enormes dentro da língua, mas se você prestar  atenção de cara, uma das ideias principais é retomar expressões dentro do próprio texto e tentar evitar repetições desnecessárias”, explica o professor de redação Diogo Didier, que ainda aconselha os feras a prestarem atenção na forma de utilização do ‘que’; o termo deve ser ligado a um referencial com cuidado para não ficar cansativo. O pronome pode também ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais" quando vier antes de um substantivo. “Usar pronome relativo faz com que você evite repetição e empobreça seu texto”, conclui o professor.

Faça o teste abaixo sobre a utilização de pronomes relativos e veja o quanto você está preparado para fazer aquela redação nota 1000 no Enem:

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Questões 1 e 2 – Professor Diogo Didier

3  e 6– Site Brasil Escola

4 – Universidade Federal de Mato Grosso

5- Faculdade de Tecnologia – FATEC SP

7 – PUC Minas

8 – Câmara Municipal de Porto Velho - IBADE

Eunice Costa, 24 anos, foi a única estudante de Belém que conseguiu tirar nota máxima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. No Pará, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), apenas Eunice e uma aluna de Ananindeua, ainda não identificada, alcançaram a nota máxima. Das 4,1 milhões de redações corrigidas, somente 55 obtiveram nota máxima no exame, sendo 42 mulheres.

De família humilde, moradora do bairro do Bengui, periferia de Belém, Eunice preparou-se para o exame estudando em casa e não conteve a alegria ao ver o resultado. "Quando entrei na página do participante e vi minha nota 1000 fiquei muito supressa e ao mesmo tempo muito feliz, porque é muito gratificante receber uma nota excelente por algo que a gente lutou tanto. Todo aquele esforço, todo o sacrifício que a gente fez nos anos anteriores sendo recompensado, foi isso que eu pensei", disse.

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Eunice disse que uma das maiores dificuldades que enfrentou para alcançar seu objetivo foi conseguir organizar o tempo dedicado aos estudos. “Até aquela época eu não sabia muito bem como me organizar. Pesquisei na internet, assistia vídeo-aulas, assistia dicas de pessoas que faziam a mesma coisa - estudado em cas. O primeiro desafio foi me organizar, montar um cronograma. O segundo desafio, acho que o maior deles, é seguir o cronograma à risca. Sentar ali todos os dias, de 8 até 1 hora e estudar. Esse é o maior desafio porque estudar mais de dez horas por dia requer muita disciplina, também um alto controle psicológico, porque não é fácil você ficar todos os dias estudando dez horas e ainda há o risco de não conseguir. O maior desafio foi esse, a organização", afirmou.

A estudante, que concorre à vaga de Medicina, disse que foram incansáveis as pesquisas para ajudar a compreender temas complexos já abordados pelo Exame, em redações anteriores, e que era um desafio pesquisar e organizar os argumentos na hora de passar para o papel. Eunice estudava em casa, mas aos sábados ia para um curso de redação, no qual tornava sua rotina de estudos ainda mais puxada, mas que, segundo a estudante, ajudou muito no resultado. "Tudo isso foi um desgaste muito grande de energia, de recursos financeiros. Principalmente enfrentar o cansaço físico porque no final da semana eu estava extremamente cansada, cansaço psicológico, físico, enfrentar dores, tudo isso foi um desafio para mim", ressaltou.

Eunice mora com os pais e a irmã mais nova, que estuda Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Pará (UFPA), e disse que os pais são os principais responsáveis pela nota máxima no Enem, porque sempre incentivaram seus estudos. “Eu já tenho idade de trabalhar. Tenho 24 anos. Sempre me preocupei muito com isso, em começar logo a trabalhar para poder ajudar aqui em casa, mas eles sempre disseram 'não! A gente quer que vocês estudem, que vocês se esforcem, porque o que a gente pode deixar para vocês é a oportunidade de estudar'. Meu pai desde criança trabalhou, minha mãe também. Eles vieram do interior. No decorrer da vida perceberam o valor da educação, da pessoa se esforçar e conseguir com os próprios méritos. Essa vitória foi uma vitória para a minha família e para mim. Agora, se Deus quiser, vou alcançar esse objetivo de passar em Medicina e vou honrar a Deus e à minha família com esse presente", explicou.

As dicas que Eunice dá para os alunos que estão se preparando para Enem deste ano é que definam primeiramente o curso que querem fazer e se esforcem para se destacar. Em seguida, o candidato deve definir se vai ou não fazer cursinho e os métodos de estudos. Resolver muitas provas é a dica que Eunice chama de  "valiosa". "Resolver o máximo de provas que puder. Inclusive, os meus pais me ajudaram a comprar uma impressora. Eu falei 'mãe eu só preciso de uma impressora para estudar, só isso. A senhora só compra essa impressora para mim e eu garanto o resto', e foi isso o que ela vez”, detalhou Eunice, que resolvia provas dos Exames anteriores quase todos os dias. "Eu lembro que no mês de março de 2018 eu fiz uma prova por dia, então foram aproximadamente 30 provas em um mês. Então é resolver muitos exercícios, fazer muitas redações, ler o máximo que puder, ler jornais, livros, revistas, principalmente livros de filosofia, sociologia, literatura. Assistir a noticiários, porque a gente sabe que o tema sobre a segurança digital também foi muito falado, isso também ajuda", acrescentou.

Eunice disse que a internet precisa ser usada como aliada, e não somente a internet, mas todos os recursos disponíveis, e nunca deixar de confiar em si mesmo. "Autoconfiança é a palavra. Confiança em Deus acima de tudo", ressaltou. Para conseguir estudar todos os conteúdos, a aluna contou que estudava o dia todo, mas dividido em intervalos. "Estuda de manhã, das 8 às 12 horas. À tarde eu também tinha um período de estudo, das 12 às 20 horas, depois eu para um pouco e ia até 23 horas ou meia-noite, era mais ou menos assim  todos os dias", reiterou a estudante, que evitava estudar aos domingos e aproveitava para descansar e ouvir músicas, um de seus passatempos.

"Para mim funcionou assim, cada dia da semana eu estudava uma disciplina. Lembro que na segunda-feira eu estudava matemática e alternava entre uma matéria de exatas e uma de humanas. Conforme avançava a semana eu ia mudando o cronograma, mudando os dias, ia percebendo que eu tinha mais dificuldades em uma matéria, então eu sempre ia alterando o meu material de estudo", explicou Eunice.

Sobre a nota máxima, Eunice disse o que julgou ser o grande diferencial. "Em relação à redação, eu tinha as aulas nos dias de sábado, mas o diferencial é que minha professora não deixava os alunos saírem do curso sem entregar a redação e ela sempre marcava o tempo, no máximo uma hora. Então ela ficava pressionando. Em casa eu também treinava, nos finais de semana principalmente. Deixei os sábados para estudar redação. Eu sempre lia alguma coisa, sempre pesquisava. Esse ano eu li muitos artigos científicos, então isso me ajudou muito. Treino é o principal. Acho que é assim que se aprende: praticando. A leitura te dá o embasamento. Para desenvolver, você tem que escrever, escrever muito", avaliou.

 

 

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