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O ano de 2023 foi confirmado como o mais quente já registrado, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo observatório europeu Copernicus (C3S). A temperatura média foi 1,48 ºC mais quente do que na era pré-industrial (meados do século 19), diz a agência. Este valor é pouco inferior ao 1,5°C que o mundo havia proposto como limite, no âmbito do Acordo Climático de Paris em 2015, a fim de evitar os efeitos mais graves do aquecimento global.

E janeiro de 2024 está a caminho de ser tão quente que, pela primeira vez, um período de 12 meses excederá o limite de 1,5°C, alerta Samantha Burgess, vice-diretora do Copernicus. Um dos fatores para isso é a influência do El Niño, que deve se estender até a metade deste ano. Ele já esteve relacionado a eventos extremos, como ciclones extratropicais no Sul e a estiagem acompanhada de queimadas na Amazônia, além das ondas de calor em várias regiões do Brasil.

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A temperatura global média em 2023 foi de 14,98°C, estima o Copernicus. "Os recordes foram quebrados durante sete meses. Tivemos junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro mais quentes", disse Samantha. "Não foi apenas uma temporada ou apenas um mês que foi excepcional. Foi excepcional por mais de metade do ano."

O ano passado também foi o primeiro na história em que, em cada dia separado, a temperatura média excedeu os níveis pré-industriais em ao menos 1°C, com quase metade dos dias excedendo o "limite crítico" de 1,5°C - dois dias em novembro passaram 2°C. Para se ter ideia, o recorde anterior, de 2016, foi quando 20% dos dias ficaram acima de 1,5°C.

O diretor da Copernicus, Carlo Buontempo, observou que os números do ano passado são superiores a todos os registros de temperatura global desde 1850. Quando comparado com dados paleoclimáticos de fontes como anéis de árvores e bolhas de ar em geleiras. Ele acredita que se tratou "provavelmente do ano mais quente dos últimos 100 mil anos". "Basicamente, isso significa que nossas cidades, estradas, monumentos, fazendas e todas as atividades, em geral, nunca tiveram que lidar com um clima tão quente."

Para completar, as temperaturas médias globais da superfície do mar foram excepcionalmente altas, atingindo recordes no período de abril a dezembro, e foram associadas a ondas de calor marinhas em partes do Mediterrâneo, no Golfo do México e no Caribe, no Oceano Índico e no Pacífico Norte, bem como em grande parte do Atlântico Norte.

Agravantes

Segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o principal fator por trás do aumento das temperaturas é o aquecimento global, mais o El Niño, "que tem impacto na temperatura global, especialmente no ano seguinte ao de sua formação".

Os cientistas sustentam que o planeta precisaria de um aquecimento médio de 1,5°C ao longo de duas ou três décadas para se chegar ao pior cenário, só que o alerta está dado. "A meta de aquecimento de 1,5°C tem de ser mantida porque vidas estão em risco e há decisões que terão de ser tomadas e essas decisões não afetarão você ou a mim, mas afetarão nosso povo, filhos e netos", disse Samantha.

O calor recorde causou estragos e até mortes em Europa, América do Norte e China. Além disso, há fenômenos climáticos extremos ocorrendo, como a seca prolongada na África, as chuvas torrenciais que destruíram barragens e mataram milhares de pessoas na Líbia e os incêndios florestais no Canadá, que poluíram o ar do Hemisfério Norte.

Razões

Segundo Copernicus, existem vários fatores que contribuíram para que 2023 fosse o ano mais quente, mas de longe o maior foram os gases de efeito estufa, afirmou a vice-diretora. Esses gases retêm o calor na atmosfera e provêm da queima de carvão, petróleo e gás natural. Pela primeira vez, os países reunidos na conferência anual das Nações Unidas sobre o clima, em dezembro, selaram um acordo histórico para transição de combustíveis fósseis, mas não citaram prazos de eliminação total.

"Se esse processo (que inclui os gases de efeito estufa) não for revertido, não há razão para esperar resultados diferentes no futuro", afirmou a vice-diretora do C3S, além de ressaltar que, caso isso não aconteça, "em alguns anos, 2023, que bateu um recorde, provavelmente será lembrado como um ano ameno".

Reações

Procurada para comentar a situação, as Nações Unidas afirmaram que o registro é um "um simples aviso do futuro catastrófico que nos espera", disse a porta-voz, Stephane Dujarric. "O secretário-geral (Antonio Guterres) pensa que a humanidade está queimando a Terra. E os líderes mundiais precisam se comprometer com novos planos de ação. Ainda podemos evitar o pior." (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir desta quinta-feira (14), as temperaturas vão subir em vários estados, com a chegada de uma massa de ar quente que ganha força nos próximos dias em grande parte do centro-sul do Brasil, com temperaturas máximas que podem passar dos 40 graus Celsius (°C), inclusive no Rio Grande do Sul.

Para esta sexta-feira (15), o forte calor também é esperado na área que abrange a maior parte do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil e em áreas das regiões Norte e Nordeste, com temperaturas máximas que podem superar 40°C nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia e no interior de São Paulo.

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De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse quadro climático se manterá até o próximo domingo (16).

Em função desse cenário, o Inmet emitiu na terça-feira (12) aviso meteorológico especial, de nível laranja (perigo), de onda de calor devido à persistência do fenômeno por, pelo menos, 4 dias consecutivos. Para ser considerada onda de calor, a temperatura máxima do dia deve registrar 5 graus acima da média daquela localidade, por um período de 3 a 5 dias.

A meteorologista do Inmet Naiane Araújo indica um conjunto de fatores responsáveis pelo fenômeno climático caracterizado pelo aumento anormal das temperaturas por um certo período.

“Nos próximos dias, a chance de chuva já começa a diminuir novamente, principalmente a partir desta quinta-feira, devido a uma massa de ar mais quente e seco, que vai quebrar esse canal de umidade, justamente nesta época do ano, quando nos aproximamos do verão, que é uma época mais quente do ano. Conforme a gente tem o céu aberto, mais ensolarado, com a ausência de nuvens e de chuva, as temperaturas disparam mesmo", explicou.

A meteorologista disse que o fenômeno natural El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico) é um motivo a mais para aumentar os termômetros, mas não é o único. “O El Niño é um agravante. A gente teve a configuração do fenômeno ao longo dessa primavera e, durante o verão, deve persistir. Quando se configura um El Niño, o fenômeno bagunça o regime de chuva na área central do Brasil e tem um impacto muito claro nessa elevação das temperaturas também. Ele é um combustível a mais, sem dúvida alguma”.

Riscos

Os recordes de temperatura aumentam os riscos de incêndios e prejuízos à agropecuária, com a perda de produção e mortes de animais.

A sensação térmica muito alta também pode provocar riscos à saúde, como insolação em diferentes graus. Os mais vulneráveis e que precisam de mais atenção são pessoas idosas, bebês e crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas, como problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação; além da população em situação de rua.

Para a população em geral, para se proteger da insolação, o Ministério da Saúde recomenda hidratação, resfriamento e proteção do sol e calor. A pasta preparou um guia com dicas básicas sobre como lidar com as temperaturas extremas:

· beber águas e sucos com frequência, mesmo quando estiver sem sede;

· evitar bebidas com álcool, açucaradas e os refrigerantes;

· evitar refeições pesadas e condimentadas;

· ingerir refeições leves, como saladas e frutas, a exemplo de melancia, melão e laranja;

· permanecer em locais mais frescos e arejados: à sombra, com ar condicionado ou ventilador;

· manter os ambientes úmidos com umidificadores de ar, toalhas molhadas ou baldes de água;

· usar roupas com tecidos e modelos frescos para deixar a pele respirar;

· tomar banhos frios ou com temperaturas mais baixas;

· evitar mudanças bruscas de temperatura;

· evitar se expor ao sol nos horários mais quentes, assim como não realizar atividades físicas nestes intervalos, principalmente, ao ar livre;

· usar protetor solar, óculos escuros e chapéus.

Aos tutores dos animais domésticos, especialistas recomendam;

· manter a água dos animais sempre fresca, limpa e disponível. Pedras de gelo podem ser acrescentadas ao líquido;

· não caminhar com os animais em piso quente para não queimar as patas;

· evitar passeios em horários de pico de temperatura;

· não deixar os pets expostos ao sol;

· avaliar o uso de ar condicionado no local onde o pet fica;

· verificar os comportamentos do animal;

· se necessário, procurar um veterinário.

Insolação

Quando o corpo não dissipa bem o calor, pode ocorrer a insolação em diferentes graus. O corpo humano dá sinais desse aumento prejudicial da temperatura e um profissional de saúde deverá ser procurado. Os níveis de insolação e seus sinais são:

· insolação leve: muito suor e câimbras;

· insolação moderada: fraqueza, dor de cabeça, enjoo, vômito e irritabilidade;

· insolação grave: confusão mental; tonturas; pele quente e seca; e até perda da consciência.

Nesse caso, a orientação é chamar o mais rápido possível o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). A ligação para o telefone 192 é gratuita e o serviço público funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Enquanto os socorristas não chegam, o acompanhante deve buscar um lugar fresco e poderá esfriar o corpo da pessoa com panos úmidos ou spray com água.

A concentração de gás carbônico na atmosfera atingiu níveis recordes, chegando ao maior índice dos últimos 14 milhões de anos, com 420 partes por milhão (ppm), representando um aumento de aproximadamente 50% em comparação com as 280 ppm registradas no final do século 18.

Essa constatação foi feita por um estudo de sete anos, envolvendo mais de 80 pesquisadores de 16 países, que reconstruiu as tendências de CO2 nos últimos 66 milhões de anos.

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O estudo, publicado na revista Science e liderado pela Universidade da Columbia nos Estados Unidos, sugere que até o final do século poderemos atingir uma concentração de 600 ppm ou até mais. As implicações desse aumento teriam efeitos em cascata, influenciando o clima por milhares de anos.

Os autores do estudo, coordenados por Bärbel Hönisch, não coletaram novos dados, mas revisaram todas as pesquisas publicadas até o momento sobre o assunto, excluindo aquelas consideradas incompletas ou obsoletas à luz das novas descobertas. Eles calcularam a evolução do CO2 em um período que remonta a 66 milhões de anos, comparando-a também com os dados disponíveis sobre as temperaturas.

Dessa forma, os pesquisadores estabeleceram o que chamam de "sensibilidade do sistema terrestre". De acordo com essa medida, prevê-se que dobrar a concentração de CO2 aquecerá o planeta em cerca de 5-8 graus, uma estimativa mais alta do que as feitas anteriormente.

Da Ansa

O ano de 2023 é o mais quente já registrado na história da humanidade, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Copernicus, sistema de observação da Terra da União Europeia. Segundo relatório publicado pelo organismo, o alerta pode ser feito porque o mês de novembro foi "extraordinário" e tornou-se o sexto mês consecutivo a bater recordes.

Com uma temperatura média global de 14,22°C na superfície terrestre, o mês passado foi 0,32°C mais quente do que o recorde anterior para novembro em 2020.

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"As extraordinárias temperaturas de novembro, incluindo dois dias com mais de 2°C acima da média pré-industrial, significam que 2023 é o ano mais quente de que há registro na história", afirmou Samantha Burgess, vice-chefe do Serviço para as Alterações Climáticas do Copernicus.

De janeiro a novembro, a temperatura global de 2023 foi a mais alta jamais registrada, ficando 1,46°C acima da média pré-industrial e 0,13°C acima da média de 11 meses de 2016, o atual ano fechado mais quente da história.

Desde junho deste ano, mês mais quente já registrado pela humanidade, com temperatura média de 16,95ºC, o planeta vem batendo seguidos recordes mensais de calor. Além da crise climática provocada pela emissão de gases do efeito estufa, também contribui para esse cenário o fenômeno do El Niño, caracterizado pelo aumento das temperaturas na superfície do Oceano Pacífico e com repercussões em boa parte do mundo.

Da Ansa

Em 1º de novembro, a temperatura média da superfície dos oceanos bateu recorde, com uma marca de 20,79ºC, segundo o Copernicus, programa de observação da Terra conduzido pela União Europeia.
A temperatura medida entre os paralelos 60 Sul e Norte no primeiro dia do mês foi 0,4ºC superior à média do período, em meio ao avanço de El Niño, caracterizado pelo aquecimento da superfície do Oceano Pacífico na região equatorial.
No entanto, segundo Bernardo Gozzini, diretor do Laboratório de Monitoramento e Modelagem Ambiental do Conselho Nacional de Pesquisas da Itália (Consorzio Lamma-CNR), o fenômeno não é suficiente para explicar o recorde.
"Valores fora da escala também foram registrados no Pacífico setentrional, no Atlântico e no Mar Mediterrâneo", disse.
Segundo ele, o aquecimento da superfície dos oceanos eleva a taxa de umidade na atmosfera e pode aumentar a ocorrência de eventos climáticos extremos.
E esse não é o único recorde de calor registrado pela Terra em novembro: no dia 17, a temperatura média do planeta superou pela primeira vez em mais de 2ºC a média do período pré-industrial, utilizado como referência para metas climáticas, com aquecimento de 2,07ºC.
A expectativa da comunidade científica é de que 2023 seja o ano mais quente já registrado pela humanidade. 

*Da Ansa

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Numa época em que a temperatura (extrema) é um assunto que vai muito além das conversas de elevador, um debate volta e meia aparece: até onde é possível confiar nos termômetros espalhados pelas vias urbanas? Isso porque não é raro nos depararmos com equipamentos que apresentam temperaturas distintas, seja entre relógios digitais separados por poucas quadras de distância, seja pela medição oficial, divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por exemplo.

Para responder a essa questão, o Estadão conversou com o professor Fernando Lang da Silveira, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele explicou como operam esses equipamentos, e isso já ajuda a responder por que há diferenças constantes entre a medição oficial da temperatura, e essas vistas nas ruas do País.

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"As medidas de temperatura do ar são feitas por estações meteorológicas, como as do Inmet, que fornecem os dados oficiais divulgados pelas mídias. Essas medidas obedecem a uma série de critérios usados universalmente", explica Lang. Ele ressalta que, para isso, não basta apenas ter bons termômetros devidamente calibrados.

"Como o objetivo é medir a temperatura do ar, os termômetros devem estar em um abrigo meteorológico", diz o professor da UFRGS. Esses abrigos, em geral, são de cor branca, "para minimizar a absorção de energia térmica".

Eles também são instalados a cerca de 1,5 metro de altura do solo e têm venezianas, o que permite a circulação natural do ar para o seu interior, onde ficam os equipamentos de medição. Tudo isso, como se pode observar, é bem diferente do que vemos nos termômetros de rua.

Como funcionam os termômetros instalados nos relógios digitais espalhados pelas vias urbanas?

Segundo o professor Lang da Silveira, os equipamentos contam com um sensor de temperatura. "Trata-se de um sensor do tipo termopar, no qual a medida da temperatura é consequente de um sinal elétrico oriundo do sensor", explica.

Há uma margem de erro na temperatura apresentada pelos termômetros de rua?

Aqui o professor da UFRGS faz uma ressalva: os sensores são precisos, mas a temperatura que eles captam é a do próprio sensor. "Nas estações meteorológicas, os termômetros se encontram em um abrigo especial, que tem o objetivo de garantir que a temperatura registrada seja a mais próxima possível da temperatura do ar atmosférico", lembra Lang.

"Vemos relógios digitais espalhados pelas cidades com cores e aparências diversas, com localizações que não raro os expõem à radiação solar direta, aquecendo o seu interior, em especial o local onde o sensor de temperatura se encontra. Há, de fato, erros importantes na medição da temperatura, pois a medida usualmente não fornece a temperatura do ar atmosférico."

Os termômetros de rua captam a temperatura 'real' ou a sensação térmica?

"Eles captam uma temperatura ‘real’, mas que pelas razões postas anteriormente não é uma medida fidedigna da temperatura do ar atmosférico", diz o professor de Física da UFRGS. "As estimativas de sensação térmica envolvem outros fatores além da temperatura, tais como umidade relativa e velocidade do vento."

Por que, em alguns casos, vemos diferenças de vários graus entre termômetros de rua instalados a distâncias não muito grandes?

Essa é uma pergunta que muita gente se faz, em especial em vias muito movimentadas, que costumam ter diversos equipamentos instalados a poucas quadras de distância. E a razão é simples: a posição onde foi instalado o relógio.

"Dois relógios digitais próximos podem fornecer medidas de temperatura muito diferentes. É fácil imaginar que se um estiver na sombra e o outro sob radiação solar direta, - ou se um estiver em local mais ventilado do que o outro -, registrarão diferentes temperaturas", pondera Lang.

Mas, afinal: podemos confiar na temperatura exibida nos relógios digitais das cidades?

Se a intenção é ter uma noção aproximada da temperatura que se está enfrentando, em especial nessa onda de calor, a resposta é sim. "Eles servem para se ter uma informação mais ou menos confiável da temperatura do ar atmosférico, (ainda que) frequentemente com muitos graus de diferença em relação ao valor efetivo da temperatura do ar", diz o professor da UFRGS.

O Rio de Janeiro registrou, às 9h15 desta terça-feira (14), a maior sensação térmica desde 2014, de 58,5 graus Celsius (°C). A medição foi feita pela estação do serviço municipal de meteorologia Alerta Rio em Guaratiba, na zona oeste da cidade. No momento, os termômetros marcavam 35,5°C.

Desde a chegada da onda de calor que afeta diversos estados brasileiros, o Rio de Janeiro já havia registrado o dia mais quente do ano no domingo (12), com temperatura de 42,5°C, e a sensação térmica de 52 graus na manhã de segunda (13).

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O recorde de calor de hoje é o maior desde que o Alerta Rio começou a fazer as medições de temperatura na cidade. O órgão informa que as duas outras maiores sensações térmicas deste ano foram 58,3°C, em 17 de fevereiro, e 58°C, em 4 de fevereiro.

O intenso calor registrado principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil deve continuar ao longo de toda a semana, e a ausência de nuvens no céu torna ainda mais perigosa a exposição à radiação solar e a sensação de calor.

A onda de calor chegou em uma época do ano em que, normalmente, a estação chuvosa já está estabelecida e em que as nuvens funcionam como uma espécie de controle das temperaturas. A ausência dessa defesa, segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Anete Fernandes, potencializa os efeitos do fenômeno climático.

“Quando a gente tem ausência de chuva nesta época do ano, que chamamos de veranico, a ausência de nuvens favorece uma grande incidência de radiação na superfície, que é o que está acontecendo agora. Então, as temperaturas se elevam muito”, explicou.

A onda de calor atingiu com força o Rio de Janeiro e se apresenta intensa desde logo cedo. De acordo com o Alerta Rio, serviço de meteorologia da Prefeitura, a sensação térmica chegou a 52,7 graus Celsius (°C) às 8h da manhã em Guaratiba, na zona oeste da cidade. Essa foi a maior sensação de calor registrada na cidade até as 8h30 desta segunda-feira (13). A temperatura mais alta no começo da manhã também foi registrada em Guaratiba: 36,4°C às 8h30.

Durante o dia, não vai ser diferente. A previsão do Alerta Rio indica que o posicionamento de um sistema de alta pressão influenciará o tempo na cidade. “Assim, o céu estará claro a parcialmente nublado e não há previsão de chuva. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas permanecerão estáveis, com mínima de 22°C e máxima de 41°C”, informou.

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A onda de calor fez com que a maior temperatura do ano fosse anotada no último domingo, que teve 42,5°C às 13h50. O recorde anterior era de 17 de fevereiro, quando os termômetros chegaram a 41,8°C, às 15h15. Os dois recordes foram registrados na estação Irajá, na zona norte da cidade. Apesar do recorde de temperatura de ontem, a sensação térmica alcançou 50,5°C, enquanto, no dia 17 de fevereiro, chegou a 58,3°C.

Para os próximos quatro dias, de acordo com as previsões, em nenhum dia a máxima será menor que 35°C e ficará entre este nível e 41°C. A mínima varia entre 20°C e 23°C.

Na terça-feira (14), o tempo permanecerá estável e não há previsão de chuva. Os ventos estarão fracos a moderados, de  até 51,9 km/h. Na quarta e na quinta-feira (16), “áreas de instabilidade em médios níveis da atmosfera, reforçadas pelo calor, influenciarão o tempo no Rio, com previsão de pancadas rápidas de chuva moderada nos períodos da tarde e noite. A chuva poderá passar de 10 mm/h em, pelo menos, um ponto da cidade em ambos os dias”.

Segundo o serviço de meteorologia da Prefeitura, na sexta-feira (17), ventos úmidos do oceano aumentarão a nebulosidade, mas não há previsão de chuva. “Os ventos estarão fracos a moderados, e as temperaturas apresentarão ligeiro declínio”.

A população deve se preparar para suportar a umidade relativa do ar, que poderá apresentar valores entre 21% e 30% no período da tarde de amanhã e da quinta-feira, em alguns pontos da cidade. A orientação é aumentar a hidratação e evitar exposição ao sol em horários de temperatura mais intensa, especialmente em torno das 12h.

As temperaturas médias mundiais durante os três meses do verão no hemisfério norte (junho-julho-agosto) foram as mais elevadas já registradas, anunciou nesta quarta-feira (6) o observatório europeu Copernicus, para o qual 2023 provavelmente será o ano mais quente da história.

"A estação junho-julho-agosto 2023", que corresponde ao verão no hemisfério norte, "foi de longe a mais quente já registrada no mundo, com uma temperatura média mundial de 16,77 graus Celsius", anunciou o Copernicus.

O resultado ficou 0,66°C acima da média no período 1991-2020, que também registrou um aumento das temperaturas médias do planeta devido à mudança climática provocada pela atividade humana. E muito superior - quase dois décimos - ao recorde anterior de 2019.

"E dado o excesso de calor na superfície dos oceanos, 2023 provavelmente será o ano mais quente (...) que a humanidade já conheceu", declarou à AFP Samantha Burgess, vice-diretora do serviço de mudança climática (C3S) do Copernicus.

"O colapso climático começou", lamentou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em um comunicado.

"Os cientistas alertam há muito tempo sobre as consequências de nossa dependência dos combustíveis fósseis", acrescentou.

"Nosso clima está implodindo mais rápido do que podemos enfrentar, com fenômenos meteorológicos extremos que afetam todos os cantos do planeta", destacou.

Julho foi o mês mais quente já registrado na história, e agosto o segundo, detalhou o Copernicus.

E nos oito primeiros meses do ano, a temperatura média do planeta está "apenas 0,01°C atrás de 2016, o ano mais quente já registrado".

O recorde deve cair em breve, levando em consideração as previsões meteorológicas e o retorno do fenômeno climático 'El Niño' no Oceano Pacífico, que resultará em mais aquecimento.

Depois de dias de calor intenso, com temperaturas máximas históricas, o último fim de semana de agosto tem sido gelado na capital paulista. Neste sábado (26) o Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo registrou a tarde mais fria do ano, com temperatura média de 14,5ºC. Além disso, a garoa esteve presente em quase todo o dia.

De acordo com o Climatempo, deve continuar fazendo frio na cidade até o próximo sábado, 2 de setembro, quando os termômetros voltam a subir. Neste domingo (27) a previsão continua sendo de chuva para o dia todo, com mínima de 11ºC e máxima de 15ºC. Já nos próximos dias, o tempo fica da seguinte maneira na capital:

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Segunda-feira, 28: mínima de 11ºC e máxima de 16ºC, com garoa de manhã e de noite;

Terça-feira, 29: mínima de 12ºC e máxima de 19ºC, com chuva durante todo o dia e noite;

Quarta-feira, 30: mínima de 13ºC e máxima de 22ºC, com sol e nuvens, mas pancadas de chuva a qualquer hora;

Quinta-feira, 31: mínima de 15ºC e máxima de 21ºC, com garoa de manhã e de noite;

Sexta-feira, 1º de setembro: mínima de 15ºC e máxima de 22ºC, com sol e algumas nuvens;

Sábado, 2 de setembro: mínima de 15ºC e máxima de 27ºC, com sol e algumas nuvens;

Domingo, 3 de setembro: mínima de 17ºC e máxima de 29ºC, com sol e algumas nuvens.

Interior e litoral

O tempo também fica gelado a semana toda em Campinas. A temperatura só sobe um pouco na sexta-feira, que deve ter mínima de 15ºC e máxima de 27ºC. No começo da semana, o clima fica entre 13ºC e 22ºC. Na quarta e na quinta-feira, deve haver pancadas de chuva intensas na cidade.

Mais ao centro do Estado, as temperaturas ficam um pouco mais altas. Em Araraquara, a semana deve ter mínima de 15ºC e máxima de 25ºC, com pancadas de chuva entre terça e quinta. Em Marília, faz entre 13ºC e 23ºC na terça-feira e 14ºC e 25ºC na quarta, com chuva nestes dois dias.

Em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, o tempo fica entre 15ºC e 27ºC e 15ºC e 28ºC, respectivamente. Também deve chover na terça e na quarta.

No litoral, chove a semana toda e faz sol com algumas nuvens a partir de sexta-feira. No Guarujá, na Baixada Santista, a mínima deve ser de 15ºC e a máxima de 20ºC na segunda-feira. Em Ilhabela, litoral norte, a máxima cai 1ºC em relação ao Guarujá. Já no litoral sul, o frio é maior: mínima de 11ºC e máxima de 16ºC em Peruíbe.

O Estado de São Paulo começa a semana sob forte influência do ar seco, assim como em toda a região central do Brasil. Na capital paulista, volta a chover e esfriar entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28).

Em razão da passagem de uma nova frente fria, nuvens carregadas voltam a espalhar temporais sobre parte do Rio Grande do Sul e região pode ter um novo ciclone nos próximos dias. A mudança no clima também será sentida no Paraná e em Santa Catarina no decorrer da semana.

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Conforme a Climatempo, a infiltração marítima ainda favorece para a presença de chuva sobre o litoral do Nordeste e do ar quente e úmido provocando pancadas isoladas sobre a região Norte.

São Paulo

O ar seco sob o Estado de São Paulo paulista impede a formação de nuvens de chuva no início desta semana, de acordo com a Climatempo. "As temperaturas continuam amenas entre as madrugadas e manhãs, mas aos poucos com a presença do sol, voltam subir no período da tarde."

A empresa de meteorologia alerta que a umidade relativa do ar entra em declínio nas horas mais quentes do dia na maior parte do Estado. Valores abaixo de 30% são previstos durante as tardes, inclusive na capital, até a quarta-feira, 26.

"O interior paulista segue com destaque para o tempo firme e extremamente seco. A frente fria que começa a avançar na quinta-feira sobre a costa do Sudeste, traz mais umidade para o litoral e um pouco de chuva para a Grande São Paulo entre quinta-feira e a sexta-feira. A temperatura também cai na capital paulista a partir de sexta-feira.

"Algumas cidades do centro e oeste do Estado, como Avaré e Presidente Prudente, também irão terminar a semana com mais umidade, um cenário ainda bem diferente das cidades do extremo norte paulista", acrescenta a Climatempo.

Atenção para baixa umidade do ar, conforme a Climatempo:

Entre 21 e 30% - estado de atenção

Entre 12 e 20% - estado de alerta

Abaixo de 12% - estado de emergência

"As complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas estão entre os problemas mais recorrentes, além de sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos", alerta a empresa de meteorologia.

Cuidados a serem tomados:

Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h.

Umidificar o ambiente com uso de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água.

Ingerir muita água.

Usar soro fisiológico nas narinas.

Manter alimentação saudável.

Previsão para a capital paulista, de acordo com a Climatempo:

 

Segunda-feira: entre 14ºC e 26ºC

Terça-feira: entre 15ºC e 27ºC

Quarta-feira: entre 15ºC e 28ºC

Quinta-feira: entre 16ºC e 27ºC - com previsão de chuva

Sexta-feira: entre 16ºC e 24ºC - com expectativa de chuva também

Sábado: entre 16ºC e 21ºC

Domingo: entre 11ºC e 18ºC

Parte do Sudeste e Centro-Oeste sem mudanças no padrão de tempo

Destaque para o amanhecer com temperaturas amenas no interior de São Paulo, em Mato Grosso do Sul e sul de Minas. Segundo a Climatempo, o tempo firme e seco, com destaque para a umidade baixa, ainda prevalece.

"Cuiabá segue com umidade relativa do ar em alerta, com índices inferiores a 20%. Dia de sol e calor na cidade do Rio de Janeiro e em Campo Grande. Pode chover fraco em Vitória, mas o sol brilha forte na maior parte do tempo", prevê a empresa.

Formação de um ciclone no Sul do País

Segundo a Climatempo, a semana já começa com mudanças no Rio Grande do Sul. Nesta segunda, a atuação de uma frente fria - mesmo se deslocando mais para o oceano - contribui para a formação de instabilidades, especialmente no sul e sudeste do Rio Grande do Sul, onde há potencial maior para fortes temporais. Em Porto Alegre, a chuva entre a tarde e a noite também reduz as temperaturas.

Na terça, 25, a frente fria já se afasta mais para o oceano, mas a atuação de um cavado no Rio Grande do Sul deixa o tempo ainda instável por todo o centro-sul gaúcho, segundo a empresa de meteorologia. O cavado, conforme a Climatempo, nome técnico que se dá a uma região na atmosfera onde ocorre ondulação do fluxo de ventos no sentido horário no Hemisfério Sul e onde há tendência à queda da pressão atmosférica

"Este cavado, que se forma na terça-feira, dá origem na quarta-feira a um novo ciclone. Na quarta-feira, o ciclone atua bem próximo à costa da região Sul - entre o Uruguai e o sul gaúcho, trazendo chuva mais forte para o Rio Grande do Sul", afirma a Climatempo. As fortes chuvas também devem atingir Santa Catarina e o Paraná.

Na quinta-feira, 27, e na sexta-feira, 28, com afastamento do ciclone para o mar e o avanço da frente fria, o Rio Grande do Sul volta a ficar com tempo mais estável. Nestes dias, porém, a chuva ganha mais intensidade no litoral do Paraná e de Santa Catarina, onde o tempo fica mais fechado com chuva moderada ao longo do dia, mas não há previsão de acumulados excepcionais.

"Este ciclone não deve provocar ventos tão intensos como o último que atuou sobre o Sul do Brasil, mas há previsão de rajadas variando de 40 a 60km/h sobre a maior parte do Estado gaúcho", acrescenta a Climatempo.

Nuvens de chuva sobre o Nordeste do País

Neste segunda-feira, a infiltração marítima continua favorecendo nuvens de chuva sobre o litoral do Nordeste, com atenção para o litoral do Pernambuco e de Alagoas, segundo a Climatempo.

"Salvador começa a segunda-feira com céu mais encoberto, mas o risco de temporais já diminui e há previsão de chuva moderada. No Ceará, ventos que variam de 40 a 60 km/h no decorrer do dia e pouca chuva em Fortaleza", afirma a Climatempo.

Norte com pancadas de chuva

Na região Norte do Brasil, de acordo com a empresa de meteorologia, o ar quente e úmido ainda favorece pancadas de chuva sobre o norte do Amazonas, oeste e litoral do Pará, mas não há risco de grandes acumulados.

"Apenas Boa Vista, em Roraima, segue em atenção para chuva moderada a forte, principalmente à tarde. Já Porto Velho, em Rondônia, Palmas, no Tocantins e Rio Branco, no Acre, continuam com tempo firme e muito sol", projeta a Climatempo.

A onda de calor que afeta o hemisfério norte prossegue nesta terça-feira (18) com incêndios ativos na Grécia e nos Estados Unidos, assim como um possível recorde de temperatura para o continente europeu na Itália.

As autoridades de saúde emitiram alertas para calor extremo nos Estados Unidos, Europa e Ásia, com recomendações para hidratação constante e para que que as pessoas se protejam do sol, em mais uma demonstração dos efeitos diretos da mudança climática.

A Europa, o continente com o ritmo de aquecimento mais rápido do mundo, pode registrar recordes de temperatura nas ilhas italianas da Sicília e da Sardenha, onde a agência espacial europeia prevê que os termômetros devem alcançar 48ºC.

O recorde atual de temperatura no continente é 48,8º graus centígrados, registrados na Sicília em 2021, confirmou na segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM) da ONU.

"O recorde pode ser quebrado nos próximos dias", alertou a agência espacial europeia.

O mundo acaba de vivenciar o mês de junho mais quente da história e julho pode seguir o mesmo caminho, de acordo com a OMM.

- Incêndios na Grécia -

O calor também é sufocante na Grécia, com picos de até 44ºC e vários incêndios perto de Atenas, que provocaram a fuga de 1.200 crianças de um acampamento de verão ameaçado pelas chamas em Loutraki, 80 km ao oeste da capital.

Os bombeiros lutavam contra incêndios em Kouvaras e nas localidades turísticas de Lagonissi, Anavyssos e Saronida, todas na região de Atenas. Muitos moradores abandonaram a região

O incêndio mais violento acontecia na floresta de Dervenochoria, 50 quilômetros ao norte de Atenas.

O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, alertou que os "fenômenos meteorológicos extremos têm importantes repercussões na saúde humana, nos ecossistemas, na economia, na agricultura, na energia e no abastecimento de água".

Ele insistiu na urgência de reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

As autoridades italianas alertaram a população para "uma das ondas de calor mais intensas de todos os tempos". Na capital Roma, a temperatura atingiu 39ºC na segunda-feira.

No Chipre, o termômetro superou 40 graus, enquanto na Espanha chegou a 44,7ºC na cidade de Jaén (sul).

- "Ameaça para a humanidade" -

Na Ásia, as temperaturas elevadas se alternam com chuvas torrenciais, em parte provocadas pelo acúmulo de água evaporada na atmosfera.

A China registrou a temperatura de 52,2ºC no domingo, na região de Xinjiang (oeste), um recorde para meados de julho. O Japão emitiu alertas para temperaturas elevadas em 32 dos 47 municípios do país.

No Vietnã e sul da China, 250.000 pessoas procuraram abrigos antes da passagem do tufão Talim.

A Coreia do Sul tem previsão de fortes chuvas até quarta-feira. As tempestades dos últimos dias provocaram 41 mortes no país.

A mudança climática "é uma ameaça para a humanidade", afirmou em Pequim o enviado da Casa Branca para o clima, John Kerry, durante uma viagem para estimular a retomada da cooperação na questão ambiental entre Estados Unidos e China, os dois maiores poluentes do planeta.

- Onda de calor "opressiva" nos EUA -

Nos Estados Unidos, os serviços meteorológicos alertaram para uma onda de calor "opressiva" no sul e oeste do país.

No famoso Vale da Morte, na Califórnia, um dos lugares mais quentes do planeta, a temperatura oficial atingiu 52°C no domingo.

Vários incêndios também afetam o sul do estado e já destruíram mais de 3.000 hectares. Vários moradores foram obrigados a abandonar suas casas.

Na Flórida, a cidade de Miami emitiu o primeiro alerta de "calor excessivo" em sua história. E no Arizona, a capital Phoenix teve o 18º dia seguido com temperaturas acima dos 43ºC, igualando um recorde.

No Canadá, mais de 10 milhões de hectares foram destruídos por incêndios desde o início do ano. Na segunda-feira, 882 focos permaneciam ativos, incluindo 579 considerados fora de controle.

Como em outras ocasiões no último mês, a fumaça desce até os Estados Unidos, provocando alertas pela má qualidade do ar em grande parte do nordeste do país.

A cidade de São Paulo registrou uma mínima média de 9ºC na madrugada deste domingo (16) de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura. A menor temperatura absoluta foi de 5ºC na subprefeitura de Capela do Socorro, na zona sul. A capital paulista segue em alerta para baixas temperaturas desde a quinta-feira (13), e a previsão do tempo é que o frio siga nos próximos dias.

"As condições de tempo seguem sem alterações significativas na capital paulista, que permanece com variação de nuvens e sensação de frio", diz comunicado do CGE. Não há registro de chuva na cidade.

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Ao menos 15 subprefeituras registraram uma mínima abaixo de 10ºC. Na zona norte, os registros foram nas de Perus (7,8ºC), Pirituba (8,7ºC), Tremembé (9,3ºC) e Vila Maria/Vila Guilherme (9,6ºC). Na leste, nas de São Mateus (9,8ºC), Vila Prudente (9,6ºC), Itaim Paulista (9,5ºC), Itaquera (9,6ºC), São Miguel Paulista (9,6ºC) e Vila Formosa (9,9ºC). Butantã (9,1ºC) e Pinheiros (8,9ºC) foram as únicas abaixo da média na zona oeste, enquanto Jabaquara (9,8ºC), Capela do Socorro (5ºC) e Parelheiros (7,7ºC) tiveram esse tipo de registro na região sul.

No sábado, 15, as estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) identificaram temperatura negativa apenas em General Carneiro, no Paraná, com -0,8ºC. O segundo registro de maior frio foi no interior de São Paulo, em Rancharia, com 0,1ºC. Outros 11 municípios também registraram mínima inferior a 1º C, nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Em parte do sul da Bahia, há alerta do Inmet para acumulado de chuva, com "baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com tais áreas de risco".

No noroeste do Amazonas e na maior parte de Roraima, há aviso para chuvas intensas, com ventos de até 60 quilômetros por horas. "Baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas", pontua o Inmet.

Previsão do tempo para São Paulo

A previsão do CGE é que a próxima semana tenha baixas temperaturas. A sensação térmica pode cair, "em função dos ventos que sopram do quadrante sul". A passagem de uma nova frente fria nas proximidades do litoral paulista pode resultar em chuva fraca e chuviscos ao longo da semana.

Para este domingo, a estimativa é de uma máxima de 24°C, sem previsão de chuva, com um clima semelhante ao registrado nos últimos dias. Por volta das 6 horas, a média da cidade estava em 10ºC.

"No decorrer do dia, sol entre poucas nuvens no período da manhã, porém com aumento da nebulosidade a partir do fim da tarde, mas sem previsão de chuva", destaca o CGE. As taxas mínimas de umidade do ar devem permanecer em cerca de 35%.

Para a segunda-feira, 17, a previsão é de um pequeno aumento na temperatura, com mínima de 13°C e máxima de 24°C. Os porcentuais mínimos de umidade do ar devem variar entre 45% e 95%. "O dia será marcado por sol, com aumento da nebulosidade a partir do fim da tarde, mas ainda sem expectativa de chuva significativa", aponta o centro de gerenciamento.

Dezenas de milhões de pessoas enfrentavam neste domingo (16) uma onda de calor extremo em vários países do hemisfério norte, com previsões de temperaturas recordes nos Estados Unidos, Europa e na Ásia, em mais uma demonstração das consequências da mudança climática.

Nos Estados Unidos, o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) prevê uma onda de calor "extremamente perigosa" da Califórnia ao Texas.

Na tarde de sábado, a cidade de Phoenix, no estado do Arizona, registrou 47°C, no 16º dia consecutivo com máximas superiores a 43 graus centígrados.

No centro e sul da Califórnia, os termômetros registraram máximas de entre 41°C e 45°C, de acordo com o NWS.

Na região do Vale da Morte, a temperatura atingiu 51°C. A previsão para domingo é de 54 graus.

"Quando bebo apenas água, eu fico tonto, quero vomitar por causa do calor, preciso de outra coisa, uma Coca-Cola, um Gatorade, e gelado, para conseguir ficar bem", declarou à AFP um mexicano de 28 anos, que se identificou apenas como Juan, que trabalha no setor da construção em Houston, Texas.

Na Europa, onde o aquecimento avança duas vezes mais rápido que a média mundial, segundo os cientistas, vários países enfrentam temperaturas extremas.

- 35°C em Berlim -

Na Itália, 16 cidades estão em alerta vermelho neste domingo, com máximas de 36 e 37 graus centígrados em Roma e Bolonha. O serviço meteorológico do país destacou que teme "a onda de calor mais intensa do verão, mas também uma das mais intensas da história".

A Alemanha também sofre e no sábado a temperatura atingiu 37,9ºC na cidade bávara de Möhrendorf-Kleinseebach, sul do país. Berlim registrou 35 graus e Munique 34.

Na Espanha, a meteorologia alertou para uma nova onda de calor entre segunda-feira e quarta-feira, com temperaturas superiores aos 40ºC na região da Andaluzia. Na ilha de La Palma, um incêndio queimou 5.000 hectares no fim de semana e obrigou 4.000 moradores a deixar a região.

Na Grécia, a Acrópole de Atenas, onde fica o Partenon, permanecerá fechada durante o período de maior temperatura, entre 11h30 e 17h30 locais, pelo terceiro dia consecutivo. A temperatura pode atingir 41ºC.

As autoridades gregas também emitiram alertas para o risco de incêndios, com previsões de ventos de 40 a 60 km/h no Mar Egeu.

O aumento da temperatura também provoca a propagação das chamas.

- Incêndios e chuvas -

No sul da Califórnia, os bombeiros lutam desde sexta-feira contra vários incêndios que destruíram mais de 1.200 hectares e obrigaram centenas de pessoas a procurar abrigos.

No Canadá, mais de 10 milhões de hectares foram destruídos por incêndios desde o início do ano, um balanço muito superior ao registrado pelo país em 2022. Os dados, considerados provisórios, registravam 906 focos ativos no sábado em todo o país, incluindo 570 fora de controle, de acordo com o Centro Interagências Canadense de Incêndios Florestais (CIFFC, na sigla em inglês).

Na Ásia, as tempestades se unem ao calor extremo.

Na Coreia do Sul, as equipes de emergência tentavam alcançar as pessoas bloqueadas em um túnel inundado. As fortes chuvas nos últimos dias deixaram pelo menos 37 mortos e nove desaparecidos no país.

O país enfrenta o pior momento da temporada de monções de verão, com mais chuvas previstas até quarta-feira.

No Japão, as autoridades emitiram um alerta para o risco de insolação em 20 dos 47 municípios do país devido a temperaturas próximas de 40 graus em muitas cidades, incluindo Tóquio.

Ao mesmo tempo que o calor extremo afeta o leste e sudoeste do arquipélago, outras áreas do país enfrentam chuvas torrenciais.

Um homem foi encontrado morto neste domingo em seu carro depois que foi surpreendido pelas chuvas no norte do país. Sete pessoas faleceram na semana passada vítimas das inundações no país.

No norte da Índia, as chuvas de monção mataram 90 pessoas nas últimas semanas, depois de um período de calor extremo.

A China emitiu vários alertas para temperaturas elevadas e informou que os termômetros podem atingir 45 graus na região Xinjiang, parcialmente desértica, e 39ºC na região de Guangxi (sul).

O calor é um dos eventos meteorológicos mais letais, recordou recentemente a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

No verão do ano passado, mais de 60.000 pessoas morreram em consequência do calor apenas na Europa, indicou um estudo recente.

Basta uma mudança maior de temperatura que a saúde da pele  começa a ficar ressecada. Os cuidados com a pele devem ser redobrados no outono e no inverno e a rotina de cuidados  deve ser mantida nessa época, ou até intensificada em alguns aspectos. Com a baixa umidade do ar seco aliada à poluição, também é comum os lábios e outras partes do corpo ficarem ressecados. 

“As queixas mais comuns são que a pele ficou mais áspera, ressecada, com descamação e vermelhidão e os pacientes que mais sofrem são aqueles que já possuem algum problema de pele como dermatite atópica, psoríase e acne. Além disso, dois fatores que contribuem diretamente para a saúde da nossa pele são a ingestão de água, que geralmente é menor no tempo frio, e a temperatura do banho, que tende a ser maior piorando o ressecamento”, explicou a dermatologista Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, Dra. Fabiana SeidI. 

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Confira três dicas da dermatologista para a pele não ficar ressecada: 

Regule a temperatura do banho:O principal hábito ruim é tomar banhos demorados e muito quentes. A água em alta temperatura retira a oleosidade e favorece o aparecimento da dermatite seborreica. Esfregar muito a pele corporal com a bucha também agride os tecidos e resseca ainda mais. A temperatura da água do banho deve ficar entre 35º C e 40º C, embaçando só um pouco o espelho. 

Tenha atenção ao skincare facial e corporal: Tenha preferência por sabonetes líquidos mais suaves, e após a limpeza e tonificação, aplique hidratantes com ácido hialurônico e ativos firmadores na pele. Vale lembrar que mesmo no outono-inverno, deve-se utilizar protetor solar diariamente. Já para o corpo, hidratantes corporais. Aplique na pele ainda úmida para potencializar a penetração do produto e dê preferência para casacos e blusas de moletom, de algodão ou flanela para evitar contato direto com a pele e prevenir coceiras e alergias.  

Cuide dos pés: Um erro comum ao cuidar dos pés é lixá-los com intensidade, pois quanto mais agressiva for a esfoliação, maior será o rebote produzido pela pele, então a pele fica ainda mais grossa. A esfoliação natural é a melhor forma para resolver o problema da pele mais grossa. Antes de esfoliar, os pés devem ser absorvidos em uma solução que pode ser de água com uma mistura de óleos e só depois fazer a esfoliação, em movimentos circulares.  

O mês de abril de 2023 foi o quarto mais quente já registrado no mundo nesse período desde o início das medições, de acordo com o Copernicus, programa da União Europeia para Observação da Terra.

Segundo o serviço, algumas regiões do mundo tiveram temperaturas acima da média para o mês, como o sudoeste da Europa (Espanha e Portugal bateram recorde de calor para abril), partes da África, a Ásia Central, o Sudeste Asiático, o Japão e a América do Norte.

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"Foram registradas temperaturas acima da média no Pacífico Oriental Equatorial, indicando uma potencial transição para condições de El Niño, do qual frequentemente derivam temperaturas globais mais quentes", explicou Samantha Burgess, vice-diretora do Copernicus.

    Já a extensão de gelo marinho antártico apresentou uma cobertura 19% abaixo da média, terceiro pior abril na história do indicador.

Da Ansa

A cidade do Rio de Janeiro registrou nesta quinta-feira (12) a maior sensação térmica deste verão, 47,3°C, às 16h, no bairro de Irajá, zona norte da cidade. De acordo com o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, a temperatura máxima chegou a 34,7 graus Celsius (0º C). Para esta noite, devido às áreas de instabilidade em médios e altos níveis da atmosfera, em conjunto com o calor e a elevada umidade, a previsão é de pancadas de chuva isoladas, podendo vir acompanhadas de raios.

As três maiores sensações térmicas registradas neste verão nas estações do Alerta Rio foram: 47,3°C - 12/01/2023 - em Irajá; 46,8°C – 03/01/2023, em Santa Cruz, na zona oeste e, no dia anterior, 45°C – 02/01/2023, no mesmo bairro.

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O Sistema Alerta Rio foi criado em 25 de setembro de 1996 e, desde então, emite boletins de alertas aos órgãos da prefeitura do Rio envolvidos na mitigação dos danos causados por fortes chuvas. Por meio do Centro de Operações Rio, a população e a imprensa recebem, em tempo real, as previsões atualizadas quatro vezes ao dia. Além disso, o Alerta Rio tem um radar meteorológico para acompanhar o surgimento e deslocamento de núcleos de chuva no município.

No dia 18 de janeiro do ano passado, a sensação térmica chegou a 50,8°C, às 16h, na estação Barra/Riocentro, na zona oeste.

A queda de temperatura nos Estados Unidos tem provocado um fenômeno chamado de "chuva de iguanas". As condições climáticas, que devem se estender até o final de 2022, afetam diretamente animais de "sangue frio", como as iguanas, que não geram próprio calor corporal e precisam adquiri-lo por meio do ambiente. Com isso, é comum que esses répteis acabem "congelando" e caindo das árvores.

A bióloga evolutiva da Universidade de Yale, em entrevista ao Washington Post, Martha Muñoz, explicou o que ocorre com as iguanas. “Você muda o ambiente, e os organismos que vão sentir isso primeiro e com mais força são os ectotérmicos [ou seja, animais de sangue frio] porque toda a sua aptidão é termicamente dependente”, disse.

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Devido ao quantitativo de animais em estado de "congelamento", é comum o Serviço Nacional de Meteorologia de Miami emitir alerta de "chuva de iguanas" e salientar que elas não estão mortas e que, ao ter a temperatura restabelecida, os animais voltam as atividades normais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que o início de novembro será de “frio intenso e atípico” em quatro das cinco regiões do país. As temperaturas mais baixas estão previstas para o Sul.

A “queda brusca” das temperaturas se deve à passagem de uma frente fria que vem seguida de uma “forte massa de ar de origem polar”.

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As previsões sugerem que, a partir da próxima segunda-feira (31), o frio chegará no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina, avançando, na sequência, por todo o território catarinense, para então avançar pelo Paraná, pelo centro-sul do Mato Grosso do Sul e em parte de São Paulo.

“A previsão indica, no início da próxima semana, queda em torno de 15°C na Região Sul”, informou o Inmet.

Entre os dias 31 de outubro e 1º de dezembro há uma pequena possibilidade de neve na região compreendida entre o planalto sul catarinense e os Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul. Paralelamente, a massa de ar frio continuará se deslocando para o Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país.

“O sul dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás e Amazonas também vão registrar baixas temperaturas, assim como todo o Rio de Janeiro”, detalha o Inmet.

“A massa de ar frio deve atuar no Brasil até o fim da próxima semana, com possibilidade de temperaturas negativas e geadas até quinta-feira (3), principalmente, nas áreas mais altas da Região Sul”, acrescentou.

O Sistema Alerta Rio, da prefeitura do Rio de Janeiro, prevê para esta quarta-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, céu parcialmente nublado a nublado, sem previsão de chuva e com temperatura em elevação. De acordo com a previsão do tempo, a temperatura terá máxima de 33º Celsius (ºC) e a mínima ficará em torno de 19º C. 

Do feriado até o fim de semana a temperatura ficará em elevação, com mar calmo e praias do Rio liberadas para o banho de mar.

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Para os próximos dias, a previsão também é de céu parcialmente nublado, temperatura máxima alta e ausência de chuva na capital. Para a quinta-feira, a máxima ficará em 35º C e a mínima em torno dos 18º C.

Na sexta-feira, a máxima ficará em 34º C e no sábado, a máxima chegará aos 32º C, com mínima de 18º C, prevista para a madrugada.

Primavera

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) diz que a primavera deste ano, iniciada no dia 22 do mês passado, não está sendo tão agradável. O Rio de Janeiro foi atingido por muita chuva e o céu claro com sol, que o carioca adora, passou longe. Os fins de semana foram nublados, com chuva e quase o sol não apareceu. O período foi marcado pela chegada de frentes frias.

O fenômeno La Niña foi o responsável pelo registro de temperaturas abaixo da média na superfície que fica perto da Linha do Equador. Esse acontecimento afeta o clima em quase toda a região da América do Sul. No Brasil, entre os efeitos mais comuns estão o aumento da precipitação e da vazão dos rios na Região Norte, e o aumento do frio na Região Sul.

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