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Depois da decisão da Justiça nesta quinta-feira (27), de encerrar definitivamente o caso do Tríplex do Guarujá, pelo qual o ex-juiz Sergio Moro havia condenado o ex-presidente Lula, os advogados do ex-presidente centraram fogo no agora presidenciável, voltando a acusar o ex-ministro de Bolsonaro de lawfare (guerra jurídica).

Cristiano Zanin e Valeska Teixeira afirmaram que o encerramento do caso serviu "para que alguns membros do Sistema de Justiça” manipulassem leis como um instrumento de ataque ao ex-presidente, desrespeitando os procedimentos legais.

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"Um caso sem nenhuma materialidade nem acusação concreta, e apenas com provas de inocência do ex-presidente. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro nesse caso e em outros em que ele atuou contra Lula, tal como demonstramos desde a primeira defesa escrita apresentada", diz um trecho da nota.

Confira a nota na íntegra

“O encerramento definitivo do caso do tríplex pela Justiça reforça que ele serviu apenas para que alguns membros do Sistema de Justiça praticassem lawfare contra Lula, vale dizer, para que fizessem uso estratégico e perverso das leis para perseguir judicialmente o ex-presidente com objetivos políticos. Um caso sem nenhuma materialidade nem acusação concreta, e apenas com provas de inocência do ex-presidente.

O Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro nesse caso e em outros em que ele atuou contra Lula, tal como demonstramos desde a primeira defesa escrita apresentada. Como consequência, declarou a nulidade todos os atos, reconhecendo o caráter ilegal e imprestável da atuação de Moro em relação ao ex-presidente.”

Por Alice Albuquerque

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retirou da pauta de julgamentos desta terça-feira (27) um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula (PT) no processo do tríplex do Guarujá - em que o petista foi condenado a oito anos e dez meses.

A defesa de Lula chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do julgamento, mas o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, negou a liminar por não considerar 'ilegalidade evidente no caso'. Com isso, o recurso foi mantido na pauta de hoje e estava previsto para julgamento na Quinta Turma. A assessoria de imprensa do STJ não informou o motivo do adiamento. A decisão foi do relator do caso no Superior Tribunal de Justiça, ministro Felix Fischer.

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O ex-presidente foi condenado pelo STJ em abril do ano passado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo supostas propinas da Construtora OAS imputadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Lula chegou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, mas foi solto depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a prisão em segunda instância. Ele nega as acusações.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, neste sábado  (10), que pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o ex-presidente termine de cumprir a pena pela qual foi condenado na Lava Jato, no caso do triplex do Guarujá, em regime aberto. A solicitação, de acordo com uma nota divulgada pelos advogados, foi protocolada na noite dessa sexta-feira (9).

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, contudo, em abril a Quinta Turma do STJ reduziu a pena para 8 anos e 10 meses.

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No embargo de declaração impetrado pelos defensores do ex-presidente, aparece como principal solicitação a absolvição do ex-presidente ou a anulação do processo, mas caso isso não seja possível, que ele vá para o regime aberto ou semiaberto, em caso de incompatibilidade da pena.

A defesa alega que Lula “não praticou nenhum dos crimes aqui imputados ou outros de qualquer natureza que seja”.

Veja a nota dos advogados na íntegra:

“No noite de ontem (10/05) protocolamos no Superior Tribunal de Justiça recurso denominado “embargos de declaração” objetivando corrigir contradições, omissões e obscuridades do acórdão que acolheu em parte o recurso especial interposto pela defesa do ex-Presidente Lula na sessão de julgamento realizada no último dia 23/04. O objetivo do recurso é que tais erros sejam corrigidos e, como consequência, Lula seja absolvido ou o processo seja anulado.

O recurso demonstra que o STJ deixou de analisar (omissão) aspectos fundamentais das teses defensivas, como, por exemplo, o fato de que Lula não praticou qualquer ato inerente à sua atribuição como Presidente da República (ato de ofício) para beneficiar a OAS e não recebeu qualquer vantagem indevida. O que o Tribunal considerou como ato de ofício – a nomeação de diretores da Petrobras – é, por lei, atribuição do Conselho de Administração da petrolífera (Lei das Sociedades Anônimas, art. 143), e, portanto, jamais poderia ter sido praticado por Lula.

Demonstrou-se, ainda, que o STJ deixou de analisar (omissão) que ao condenar Lula pelo crime de lavagem de dinheiro por supostamente não ter transferido a propriedade do apartamento triplex para o seu nome, além de estar utilizando uma premissa incompatível com as provas produzidas, também está aplicando um conceito inconciliável com a lei, pois não se pode cogitar dessa modalidade de crime por omissão. O próprio acórdão do TRF4 reconheceu que Lula jamais teve a propriedade ou posse do apartamento, e isso somente ocorreu porque o ex-Presidente apenas foi uma vez ao local para visita-lo para verificar se tinha interesse na compra, mas rejeitou a possibilidade.

No recurso também demonstramos que a pena imposta a Lula, embora já diminuída pelo STJ, apresenta diversas inconsistências, ora valorando por mais de uma vez o mesmo fato, ora reconhecendo aspectos que foram afastados pelo próprio Tribunal no julgamento do mérito.

Por fim, o recurso pede que o STJ, na hipótese de não afastar a condenação ou a nulidade do processo, permita ao ex-Presidente desde logo o cumprimento da pena em regime aberto, levando-se em conta o período em que ele está detido e, ainda, a ausência de estabelecimento compatível com o regime semi-aberto — que seria o regime em tese compatível com a quantidade de pena remanescente. No ponto, consta nas razões recursais o seguinte:

“Neste ponto destacamos que: (…) o Embargante não praticou nenhum dos crimes aqui imputados ou outros de qualquer natureza que seja. Não obstante, não se pode ignorar que essa Defesa Técnica tem o dever ético de buscar, por todos os meios legais, a liberdade do patrocinado sob todos os aspectos viáveis, sem prejuízo de preservar e reafirmar a garantia da presunção da inocência, mesmo quando relute o constituinte — eis que seus direitos fundamentais lhe pertencem imediatamente, é certo, mas, mediatamente, a toda coletividade dizem respeito.

Assim, o Embargante não deixará de acionar o Poder Judiciário para que esse reconheça sua inocência em relação aos fatos tratados neste processo. Não se busca somente a remodelação da pena, como fez esse Superior Tribunal, ou apenas a modificação do regime inicial de cumprimento: o que se quer, genuinamente, é a absolvição plena, retirando-se do Embargante o peso das sanções penais, extrapenais e etiquetas sociais que recaem injustamente sobre seus ombros, por força de um processo frágil e persecutório que um dia — e esse dia haverá de chegar— será visto como uma das páginas mais tristes de nossa história, mostrando, para as gerações como atuaram os protagonistas dessa monumental injustiça.

Enquanto a maré montante persecutória não reflui, carregando para longe os horrendos fantasmas do autoritarismo, anota-se que o Acórdão embargado se omitiu quanto ao tema, que é ordem pública, da detração penal e seus reflexos no regime inicial de cumprimento da pena.

Cristiano Zanin e Valeska Teixeira”

O Pixuleco, boneco que ficou famoso por fazer referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um preso, vai ganhar a versão pelúcia. A informação é da Folha de São Paulo. A novidade foi divulgada pelo advogado Vinícius Aquino, idealizador do inflável. 

Segundo ele, o modelo será com o boneco algemado e ao apertar a barriga vai ser possível ouvir a palavra: tríplex. Fazendo referência ao caso em que Lula foi condenado pela primeira vez na Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 

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Vinícius Aquino informou que serão produzidos mil exemplares da nova versão, que terá parte confeccionada na China e outra no Paraguai.

"A procura de Pixuleco sempre vai existir, mas todo mundo gosta de coisas novas. Então o Pixuleco tem que se inovar", declarou o advogado, que guarda o primeiro pixuleco inflável, de dez metros, na sua casa. 

Um dia antes do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), o presidenciável Ciro Gomes (PDT) afirmou que leu a sentença do juiz Sérgio Moro, que condena o petista a 9 anos e 6 meses de prisão, e não encontrou provas sobre as acusações. Professor de direito, durante passagem pelo Recife nesta terça-feira (23), Ciro disse que torce pela absolvição de Lula.

“Li aquela sentença do Sérgio Moro, as 218 páginas mais de uma vez, e não vejo a consistente prova que evidencie a culpa das acusações pesadas de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva”, cravou o pedetista. “Espero que o Tribunal Regional de Porto Alegre seja capaz de afirmar para a sociedade brasileira esta inocência ou, se entender diferente, que seja capaz de demonstrar para qualquer [um] do povo, que não precisa ser jurista, qual é a razão que estaria se condenando uma pessoa tão bem querida pelo nosso povo”, acrescentou.

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Questionado pela imprensa, depois de almoçar com o governador Paulo Câmara (PSB), se aceitaria o apoio do ex-presidente para a disputa em outubro, caso Lula seja impossibilitado de disputar, Ciro Gomes respondeu que sim. “Gostaria, mas não alimento ilusões. Ele é muito maior que eu”, destacou.

Controverso

Apesar da postura positiva diante da apreciação do recurso de Lula no TRF, declarações anteriores de Ciro Gomes já foram questionadas pelo PT. Em vídeo divulgado nas redes sociais em dezembro, o pedetista chegou a afirmar que, apesar da presunção de inocência a qual Lula tem direito, "não se pode inverter as coisas" e ponderou que "Justiça boa é Justiça rápida".

Além disso, o presidenciável também chegou a questionar os argumentos do ex-presidente sobre estar sendo perseguido politicamente pela Justiça. "Não é possível insultar a inteligência do povo brasileiro e manter essa mesma narrativa (de perseguição política)". Segundo ele, a narrativa de Lula fez com que a população perdesse a confiança nos partidos de esquerda. "Eu não falo isso sem dor no coração", lamentou.

Na última passagem pelo Recife, inclusive, Gomes disse que se Lula for candidato ele vai prestar “um desserviço a ele próprio, a sua biografia e ao país”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará à Etiópia, na África, dois dias depois de seu julgamento em segunda instância no "caso tríplex".

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre (RS), julgará o líder petista no dia 24 de janeiro, após ele ter sido condenado em primeiro grau a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Em 26 do mesmo mês, Lula embarcará para Adis Abeba, capital da Etiópia, para participar de um evento organizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), entidade que tem sede em Roma e é chefiada pelo brasileiro José Graziano.

O evento foi marcado antes do julgamento do ex-presidente no TRF-4, e ele decidiu manter o compromisso. Se for condenado, Lula, líder nas pesquisas, pode ficar inelegível para as eleições de 2018 e corre até mesmo o risco de ser preso.

O Ministério Público Federal o acusa de ter recebido R$ 2,2 milhões em propina da construtora OAS, por meio de um apartamento tríplex no Guarujá (SP). O ex-presidente nega ser proprietário do imóvel.

Da Ansa

Presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann saiu em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da marcação do julgamento, em segunda instância, do processo do caso Triplex, em que o líder-mor petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão. Em nota, Gleisi declarou que acredita na revogação da sentença considerada ilegal por ela. 

A dirigente petista também questionou a celeridade com que o processo tramitou no Tribunal Regional Federal da 4ª região. “O processo contra Lula tem sido marcado por várias exceções ao estado de direito: a condução coercitiva, o vazamento de telefonemas com presidente Dilma, a condenação sem provas. Ao marcar o julgamento em prazos tão curtos, o TRF-4 age de forma no mínimo excepcional”, salientou. “Lula é inocente das acusações que lhe foram imputadas, num processo marcado por arbitrariedades, ilegalidades e cerceamento ao direito de defesa”, acrescentou. 

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Para a senadora, “diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal para o caso: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4”. Gleisi ainda reforçou a discussão de que a condenação do ex-presidente é eleitoral. 

“Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se. Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dera após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto. Lula é o nosso candidato e será o próximo presidente do Brasil”, cravou. 

O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras seis pessoas. Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo apresentaram na quarta-feira (9) denúncia contra Lula alegando que o ex-presidente cometeu crimes de lavagem de dinheiro – na modalidade ocultação de patrimônio – e falsidade ideológica sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP). Os promotores detalharam nesta quinta-feira (10) a denúncia. 

Os promotores pedem a prisão preventiva também de:  José Adelmário Pinheiro, Leó Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS; Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, executivos da OAS; ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato; Ana Maria Érnica, ex-diretora da Bancoop; e Vagner de Castro, ex-presidente da Bancoop. A Justiça ainda deve decidir se aceita o pedido e a denúncia apresentada ontem. Não há data para essa avaliação.

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Na denúncia, Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Moraes de Araújo afirmam que existem “exaustivos argumentos” contra os acusados. No pedido encaminhado à 5ª Vara Criminal de São Paulo, os promotores ressaltam que a prisão preventiva poderá ser decretada “quando houver prova da existência de crime e indício suficiente de autoria”. "A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria", diz o documento.

"O denunciado Luiz Inácio Lula da Silva atentou contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o Sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele. Do alto de sua condição de ex-autoridade máxima do país, o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva jamais poderia inflamar a população a se voltar contra investigações criminais a cargo do Ministério Público, da polícia, tampouco contra decisões do Poder Judiciário", diz o documento.

Os promotores acrescentam que "valendo-se de sua rede político-partidária o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva sempre buscou manobras para evitar que a investigação criminal do Ministério Público não avançasse", citando o episódio quando o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) fez uma representação contra o promotor Cássio Conserino no Conselho Nacional do Ministério Público, que acabou por suspender o depoimento que o ex-presidente Lula e sua mulher Marisa Letícia dariam, em fevereiro, à Justiça em São Paulo,  e o pronunciamento de Lula feito, na sede do PT em São Paulo, após ter sido conduzido coercitivamente para depor à Polícia Federal, no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato.

Na tarde de hoje (10), os promotores detalharam a denúncia relativa à investigação sobre o apartamento triplex, em Guarujá (SP), que seria destinado, segundo o MP-SP, pela construtora OAS a Lula e a família dele. Durante a entrevista à imprensa, Conserino recusou-se a falar se teria sido solicitado a prisão do ex-presidente. “Só vamos falar sobre os fatos”, disse o promotor.

Segundo Conserino, aproximadamente duas dezenas de pessoas relataram que o imóvel no Condomínio Solaris era destinado ao ex-presidente Lula. “Dentre essas pessoas figuravam funcionários do prédio, o zelador do prédio, a porteira do prédio, moradores do prédio, funcionário da OAS, ex-funcionário da OAS, o proprietário da empresa que fez a reforma naquele imóvel nos relatos que fez uma reunião para apresentar parte da reforma efetuada, com a presença da ex-primeira dama e de seu filho, além do senhor Léo Pinheiro”, disse o promotor Cassio Conserino.

Instituto Lula

Em nota, o Instituto Lula voltou a negar que o ex-presidente seja dono do apartamento triplex, alvo das investigações, e diz que o procurador Cássio Conserino usa a investigação para fins políticos. “Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos".

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