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Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) ironizou as publicações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, rebatendo as novas conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil, através do jornal Folha de São Paulo

Moro, que está de licença do comando do ministério até esta sexta-feira (19), usou o Twitter para se defender e criticar as mensagens divulgadas, e o senador, por sua vez, alfinetou o ex-juiz perguntando se era ele mesmo tuitando nas férias ou um ataque hacker.

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“Foi um hacker de novo ou é mais uma tuitada sua no meio das férias?! Não se preocupe! Vá curtir a sua viagem com a família, porque essas mensagens divulgadas são tudo montagem, né?”, indagou o senador ao ministro. 

Antes disso, Humberto classificou as novas revelações como “mais uma denúncia grave” contra Sérgio Moro e reforçou a tese de que o ministro precisa “ser demitido e punido”. 

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As novas conversas apontam que o ex-juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância em Curitiba teria interferido nas negociações do acordo de delação da Camargo Corrêa e seus executivos. O ministro, contudo, diz que não reconhece a veracidade das mensagens.

O Comitê Nacional Lula Livre está coletando assinaturas em seu site oficial para que a militância mostre apoio contra os julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato.

O objetivo é que o abaixo-assinado seja endereçado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A motivação da criação do documento aconteceu após o vazamento da troca de mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

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“Participe do abaixo-assinado para anular os julgamentos injustos de Lula. A perseguição ao maior presidente da história está absolutamente comprovada. Junte a turma toda para assinar o documento. Vamos libertar nosso presidente!”, endossou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

O abaixo-assinado circula em formato digital e impresso. Não há uma expectativa de número de assinaturas a serem coletadas e nem quando o documento será levado pela organização ao STF.

Prestes a ser analisada no Senado, a reforma da Previdência deverá encontrar resistência da oposição na Casa. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa. Segundo ele, a pressão popular contra a proposta deve se intensificar. O senador disse, ainda, que a oposição deve se reunir para traçar estratégia conjunta contra a medida.

“A gente percebe que parte da população ainda não entendeu o que está em jogo e há uma crença falsa de que a Reforma da Previdência irá resolver todos os problemas da economia. Mas o tempo vai passando  e a população vai se informando, vai vendo como essa proposta é cruel com os trabalhadores deste país, que vão ter que trabalhar mais para ganhar menos”, afirmou o senador.

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Humberto lembrou também que parte dos especialistas alertam para os problemas que implicarão a aprovação da Reforma da Previdência na economia brasileira. “Segundo economistas da Paris School of Economics (PSE) e do Instituto de Economia da Unicamp, o projeto irá ampliar as desigualdades sociais e prejudicar  os mais pobres, que normalmente começam a trabalhar mais cedo em funções extremamente desgastantes”, assegurou Humberto.

“Com a reforma da Previdência, o país pode ter uma nova legião de idosos miseráveis e entregues à própria sorte no momento que mais precisariam de amparo. Mas não vamos permitir, seguiremos denunciando este retrocesso”, complementou.

Durante uma comissão na Câmara Federal que discutia aprovação de moção contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) por defender o trabalho infantil, as deputadas Érika Kokay (PT) e Carla Zambelli (PSL) entraram em conflito.

Nesta sexta-feira (12), as parlamentares se exaltaram e Zambelli chegou a ficar em pé e disparar críticas contra a bancada da Oposição. “Vocês não valem nada, nem a comida que vocês comem. Bando de sem vergonha que vocês são”, gritou a deputada do PSL.

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A deputada petista disse que é preciso aprender a conviver com quem pensa diferente. “Você não pode tentar humilhar ou agredir alguém que pensa diferente. Eu queria que tivéssemos o mínimo de urbanidade para que se entenda que estamos numa Casa plural. É uma agressão sem fim”, afirmou Kokay.

“As pessoas não defendem ideias, só agridem. Talvez porque seja indefensável defender o trabalho infantil”, complementou Kokay, sob interrupções feitas por Zambelli, que sentava em duas bancadas atrás da petista.

“Quando não se tem ideias, nem capacidade de argumentação, resta apenas o ódio e a agressão. Deputada do PSL dá showzinho”, escreveu Kokay em seu perfil no Twitter. Zambelli não respondeu a crítica.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (11), o senador Paulo Rocha (PT-PA) considerou absurda declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, em defesa do trabalho infantil. Para o parlamentar, ao levantar esse tema, o chefe do Executivo agride princípios que estão na Constituição Federal e em tratados internacionais assinados pelo Brasil.

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Ao citar projeto de autoria dele que criminaliza o trabalho infantil (PLS 237/2016), já aprovado no Senado Federal e agora em trâmite na Câmara dos Deputados, Paulo Rocha disse que é preciso combater esse tipo de exploração. Ele apresentou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), referentes a 2016, indicando que o Brasil tem aproximadamente 2 milhões de crianças e jovens que trabalham, com idades entre 5 e 17 anos. Ele ainda informou que, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre as atividades que mais oferecem risco à saúde, ao desenvolvimento e à moral das crianças e adolescentes, estão o trabalho nas ruas, nas carvoarias, nos lixões, na agricultura (com exposições a agrotóxicos) e no trabalho doméstico.

“O que vemos com a utilização de mão de obra infantil não é algo que “enobrece”, como disse o presidente Bolsonaro. Quem explora a mão de obra das crianças, na verdade, só procura reduzir os custos para aumentar seus lucros. Quem explora menores só pensa no próprio interesse e, em nenhum momento, cogita oferecer oportunidades aos mais jovens. É importante destacar que países desenvolvidos agem no sentido de proteger os pequenos, e aqui o que se vê é o retrocesso, negando-se proteção aos mais vulneráveis”, disse.

 

 

*Da Agência Senado

 

Mesmo com a ameaça de expulsão, 19 deputados de partidos de oposição que fecharam questão contra votaram a reforma da Previdência votaram a favor do texto. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 1º turno, por 379 votos a 131, o texto-base e deve votar, nesta quinta-feira (11), os destaques. 

Do PSB, que ferrenhamente desde o início se posicionou contra a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), 11 parlamentares foram favoráveis, entre eles o pernambucano Felipe Carreras. 

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O outro partido oposicionista que despontou em segundo lugar nas dissidências foi o PDT. Foram oito pedetistas pela reforma, entre os quais está a deputada paulista Tabata Amaral, que foi amplamente criticada, mas chegou a dizer que seu voto não era vendido, mas por convicção. Os deputados do PT, PCdoB e PSOL foram todos contrários à matéria. 

O texto-base aprovado é o substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Veja a lista completa dos deputados de partidos de oposição que votaram a favor da reforma:

PSB

Átila Lira (PI)

Emidinho Madeira (MG)

Felipe Carreras (PE)

Felipe Rigoni (ES)

Jeferson Campos (SP)

Liziane Bayer (RS)

Luiz Flávio Gomes (SP)

Rodrigo Agostinho (SP)

Rodrigo Coelho (SC)

Rosana Valle (SP)

Ted Conti (ES)

PDT

Alex Santana (BA)

Flávio Nogueira (PI)

Gil Cutrim (MA)

Jesus Sérgio (AC)

Marlon Santos (RS)

Silvia Cristina (RO)

Subtenente Gonzaga (MG)

Tabata Amaral (SP)

A cantora Paula Toller, que comandou durante anos a banda Kid Abelha, entrou com um processo contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-candidato à Presidência da República pela sigla, Fernando Haddad. 

Toller acusa Haddad e o partido por uso indevido da sua imagem e das músicas da banda. A cantora atualmente segue carreira solo e pediu uma indenização de R$ 200 mil.

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De acordo com a artista, ela havia deixado claro que não tinha intenção alguma de fazer nenhum tipo de acordo entre as partes. O desentendimento começou no ano passado, na época das eleições.

No mês de outubro, Paula Toller já tinha entrado com uma ação contra o uso da canção Pintura Íntima por defensores de Fernando Haddad. A cantora levou a melhor no processo.

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu que os vídeos dos ativistas com o refrão da música fossem retirados das redes sociais. Até então, o PT e Fernando Haddad não se manifestaram sobre o assunto.

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) afirmou, nesta quarta-feira (10), que a base governista ainda não conquistou os apoios necessários para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara dos Deputados. Às vésperas da reabertura da sessão que deverá votar o texto, a petista salientou que o clima na Casa é de articulações constantes e de arrependimento e confusão entre alguns parlamentares que se comprometeram com o governo Bolsonaro em troca da liberação de emendas.

“O que aconteceu é que trocaram os votos por um aumento nas emendas e pagaram com moedas podres, uma espécie de cheque sem fundos, e isso gerou uma crise entre os parlamentares que haviam se comprometido em votar pelo reforma e eles tiveram que ter mais tempo para negociar”, disse Marília em conversa com o LeiaJá

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“Na verdade o governo ainda não conseguiu os votos necessários para a aprovação”, emendou a deputada, que já aguarda a retomada dos trabalhos em Brasília. Segundo ela, a previsão é de que a reforma seja votada nos dois turnos ainda nesta semana. 

Sobre a projeção do deputado Onyx Lorenzoni (DEM), que é ministro da Casa Civil, mas foi exonerado para a votação, de um placar de 330 votos favoráveis a reforma, Marília observou que “não é real”, principalmente pelo resultado da “manobra que eles fizeram para publicar as emendas”. “Foi uma [manobra] que não tem como pagar”, disse, pontuando que não há previsão orçamentária no governo para tal. 

Indagada se a oposição ainda estava otimista para uma eventual rejeição da reforma, ela disse que sim. “Otimista temos sempre que ser, mas sabemos que é difícil. Estamos em um momento que é necessário explicar o óbvio, como a terra plana não é plana, o trabalho infantil é ilegal e um juiz precisa ser imparcial”, considerou.

A bancada do PT na Câmara protocolou nesta terça-feira, 9, uma representação junto à Procuradoria-Geral da República para cobrar a investigação da suposta compra de votos por meio de liberação de emendas ao Orçamento para garantir votos a favor da aprovação da reforma da Previdência. A representação pede que se investigue o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes.

A iniciativa surgiu após denúncias de que o governo havia prometido liberar R$ 40 milhões em emendas para cada deputado que votar a favor da proposta. O documento cobra da PGR o acompanhamento da execução orçamentária e a liberação de emendas para identificar eventuais ilícitos civil, administrativo, penal ou crime de responsabilidade.

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Na representação, o partido afirma que a liberação de emendas apenas para os que apoiarão a reforma dá uma vantagem a esses deputados em suas bases eleitorais, o que poderia interferir na campanha municipal de 2020. "A liberação de recurso visando fazer com que os beneficiários (parlamentares e correligionários) cheguem ao pleito municipal em condições mais vantajosas, em detrimento dos demais candidatos, configura, desde logo, grave abuso do poder político e financeiro (às custas do erário), devendo ser obstado imediatamente, para que o próprio sistema democrático e a lisura do pleito não sejam antecipadamente comprometidos", diz o texto.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) acusou nesta segunda-feira (8), em Plenário, o Partido dos Trabalhadores (PT) de ter governado o país não apenas de forma corrupta, mas incompetente. O parlamentar lembrou que sempre desmentiu resultados positivos anunciados pelos governos do PT, em especial a afirmação de que se vivia o espetáculo do crescimento.

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“E eu dizia: que espetáculo do crescimento é esse se o país cresce mais, apenas, do que o Haiti, onde mora a pobreza, a miséria, o infortúnio e a guerra”, lembrou.

Alvaro Dias mencionou um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) que contesta a afirmação petista de que milhões de brasileiros foram retirados da pobreza durante as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.

O senador também criticou a paralisação de 127 das 663 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no segundo governo Lula. Muitas dessas obras foram paralisadas, de acordo com Alvaro Dias, por terem sido superfaturadas.

 

 

*Da Agência Senado

 

Os vazamentos feitos pelo site The Intercept de troca de mensagens entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na época em que ainda era juiz federal, e procuradores da Operação Lava Jato seguem dando o que falar no meio político.

Neste sábado (6) a deputada federal Erika Kokay (PT) utilizou seu perfil oficial no Twitter para fazer uma comparação envolvendo a repercussão do caso e para tentar explicar a seriedade do que possivelmente Moro fez.

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“Já imaginaram o José Eduardo Cardozo vazando informações privilegiadas sobre a Lava Jato para a Dilma? Seria um escândalo, né? Pois é, Moro vazou para Bolsonaro informações sobre as investigações contra o laranjal do PSL. Moro confirma que é criminoso e corrupto!”, escreveu a parlamentar.

José Eduardo Cardozo é ex-ministro da Justiça e advogado da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no processo de impeachment, em 2016. Cardozo é um crítico ferrenho do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

 

Ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato do PT à Presidência da República em 2018, Fernando Haddad afirmou, nesta sexta-feira (5), que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não deveria ter sido juiz nem assumido o comando da pasta que versa sobre o assunto no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

A afirmativa de Haddad surgiu ao comentar as novas mensagens trocadas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol sobre investigações e processos da Lava Jato. As conversas foram publicadas pela revista Veja, a partir de um conteúdo recebido pelo jornal The Intercept. 

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“Quem negocia a verdade não pode ser juiz nem ministro da Justiça”, disparou Fernando Haddad, em publicação no Twitter. O petista aproveitou também para ironizar: “Obs: pelo jeito, o Papa recebeu a Veja em primeira mão”, disse fazendo referência a um vídeo publicado por Francisco nessa quinta pedindo orações pelos juízes do mundo, para que sejam imparciais e como Jesus Cristo, não negociem a verdade.

As mensagens divulgadas em reportagem da revista Veja sugerem que o ex-juiz orientou os procuradores, retardou a inclusão de provas em processos e cobrou manifestações no Ministério Público Federal (MPF).

O conteúdo também revela que o ministro foi contra o fechamento de um acordo de delação premiada entre o MPF e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), e expressou conselhos dados pelo apresentador Fausto Silva para os procuradores sobre como se portarem diante da imprensa para falar das investigações dos casos de corrupção. 

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, comentou a aprovação do texto-base da reforma da Previdência nesta quinta-feira (4). A Comissão especial da Câmara aprovou o ítem por 36 votos a 13.

“Muito triste ver os engravatados do parlamento aplaudindo a aprovação de uma das propostas mais cruéis com o povo brasileiro. É compreensível. Eles ganham bem. Quem ganha um ou dois salários são os aposentados e trabalhadores que sofrerão com essa Reforma da Previdência”, opinou a petista.

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O texto aprovado em questão é o parecer do relator Samuel Moreira, que analisou e fez alguns ajustes na proposta original do governo. A partir de agora, os deputados integrantes da comissão analisam os destaques.

Essa aprovação na comissão especial nesta quinta, no entanto, é apenas uma etapa no caminho que a reforma vai percorrer no Congresso.

O papa Francisco divulgou um vídeo pedindo orações pelos juízes, para que sejam imparciais e justos. A postura do pontífice foi divulgada nesta quinta-feira (4). Na mensagem, o papa ressalta que “dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar”.

Segundo Francisco, “os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade”. E para finalizar, o líder mundial da igreja católica pede: “Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça trabalhem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra”.

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De acordo com o site Vatican News, agência oficial do Vaticano, o vídeo faz parte da ‘intenção de oração mensal’ que é divulgada a cada mês pelo pontífice. A fala de Francisco foi reproduzida em diversas línguas. 

As imagens, entretanto, tem circulado as redes sociais no Brasil fazendo referência às recentes suspeitas de intervenção pessoal do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando era juiz na sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato. 

No Twitter, diversos parlamentares do PT e de partidos aliados ao ex-presidente estão encarando o conteúdo como uma espécie mensagem subliminar para Sérgio Moro - que teve recentemente conversas com tratativas sobre a sentença do ex-presidente divulgadas pelo jornal The Intercept. 

“O Papa Francisco mandou um recado para o ex-juiz Sérgio Moro”, declarou a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) ao compartilhar o vídeo.

“No momento em que o mundo se depara com as injustiças cometidas contra o presidente Lula, o Papa Francisco nos lembra como devem atuar os juízes: com imparcialidade e jamais negociando a verdade”, declarou a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (RS).

O deputado federal e ex-ministro Alexandre Padilha também registrou o vídeo e disse: “Papa pauta para o mundo a injustiça dos sistemas de justiça. Recado importante para todxs [sic], em especial para o país com maior número de católicos  do mundo: o Brasil”.

Coincidência ou não, o fato é de que a intenção mensal de oração do papa pela atuação do Poder Judiciário vem quase um mês depois que o jornal The Intercept começou a divulgar as conversas.

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), empréstimos para empresas como JBS e Odebrecht em troca de dinheiro para campanhas do PT. A informação é do jornal O Globo. 

A afirmativa de Palocci, de acordo com a publicação, foi exposta durante depoimento do ex-ministro na CPI do BNDES nessa terça-feira (2). A reunião aconteceu à portas fechadas e fez com que o nome do ex-ministro ficasse entre os assuntos mais comentados no Twitter até está quarta-feira (3), acompanhado da hashtag '#acaixapretadoBNDES'. 

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Palocci foi autorizado pelo ministro Edson Fachin a falar para os deputados federais sobre assuntos relacionados ao banco estatal. A parte da delação de Antonio Palocci que trata sobre o BNDES, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), é um anexo que tem por título "Negócios em Angola".

A PGR aponta que nele, o ex-ministro discorre sobre "pagamentos de vantagens indevidas ao Partido dos Trabalhadores, intermediado por Paulo Bernardo, no valor de R$ 64 milhões de reais, em razão do auxílio político concedido à empresa Odebrecht, no tocante ao aumento de linha de crédito junto ao BNDES para atuação da empresa nos empreendimentos existentes em Angola". 

Sobre o assunto, Palocci disse na CPI que a taxa de risco para Angola e outros países, como Venezuela, foi reduzida por decisão política de Lula. No depoimento, Palocci também chegou reforçar que a Odebrecht repassou R$ 300 milhões ao ex-presidente no fim do seu mandato para que a empreiteira continuasse sendo favorecida pelo banco. 

Ainda de acordo com o jornal, parlamentares que participaram do encontro disseram que Palocci também afirmou que chegou a sugerir que Lula fizesse um "mea culpa" pelos erros, mas o ex-presidente, que apostava segundo ele no fim da Lava Jato, respondeu que não. 

Questionada, a defesa de Lula disse que não se manifestaria sobre “um suposto depoimento secreto”.

A participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal nesta terça-feira (2) ainda está dando o que falar entre os parlamentares.

Assim como fez anteriormente no Senado, Moro respondeu a questionamentos feitos pelos deputados e prestou esclarecimentos a respeito do vazamento da troca de mensagens entre ele e procuradores da operação Lava Jato, enquanto era juiz federal.

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A audiência teve momentos de tumulto entre as duas bancadas da Câmara e, por vezes, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Felipe Francischini (PSL), teve que pedir ordem aos presentes e ameaçou, inclusive, acabar com a audiência antes do tempo.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL) usou seu perfil oficial no Twitter para comemorar os acontecimentos desta terça. “Vitória do Brasil, Bolsonaro ovacionado em estádio, Moro dando olé no PT, PSOL dando vexame na Câmara e, para completar, mais uma bomba do Palocci contra o PT. Grande dia!”, escreveu a parlamentar.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um ofício neste final de semana afirmando que o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, foi pressionado a mudar sua versão e incriminar o petista no caso envolvendo o tríplex no Guarujá.

O ofício veio à tona após novos vazamentos feitos pelo site The Intercept de conversas entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da operação Lava Jato. O jornalista Gleen Greenwald, esposo do deputado federal David Miranda (PSOL), é o responsável pelas publicações.

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A reportagem do Intercept diz que o empreiteiro que incriminou Lula no caso que o levou à prisão "foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações".

"A reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo reforça a forma ilegítima e ilegal como foi construída a condenação do ex-presidente Lula no chamado caso do 'triplex'", disse o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. 

"Conforme histórico do caso, Léo Pinheiro, que ao longo do processo nunca havia incriminado Lula, foi pressionado e repentinamente alterou sua posição anterior em troca de benefícios negociados com procuradores de Curitiba, obtendo a redução substancial de sua pena", pontuou Zanin.

Ainda de no ofício da defesa de Lula, há a informação de que que na época chegou a ser pedido apuração das "informações divulgadas pela imprensa, dando conhecimento de que Léo Pinheiro estaria sendo forçado a incluir artificialmente o nome do ex-presidente Lula no seu acordo de delação. Tais procedimentos, no entanto, foram sumariamente arquivados".

A revista Crusoé traz uma reportagem nesta semana que sugere que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se unem de determinada forma contra a operação Lava Jato.

A reportagem de capa da revista traz a “ofensiva” de Mendes contra a Lava Jato, o que poderia tirar Lula da cadeia. Ainda de acordo com a publicação, a aliança dos dois é uma das maiores ameaças à operação.

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“O PT não conseguiu reunir as assinaturas para instalar uma CPI com o objetivo de investigar a conduta dos investigadores da Lava Jato (…) para o partido, o jogo a ser jogado é via Judiciário. E tem em Gilmar Mendes peça fundamental. (…) Todo o embasamento jurídico que pode soltar Lula nesse caso tem partido dele”, diz um trecho da reportagem.

A revista também traz a informação de que Gilmar Mendes passou a ser chamado pelos petistas de “o rei do PT”. Além disso, a Crusoé afirmou que uma das estratégias da dupla é centrar no vazamento feito pelo The Intercept.

O líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Humberto Costa, repercutiu a pesquisa do Ibope que mostra uma queda em todos os níveis na avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira (27), a aprovação do governo caiu e chegou aos 32%, mesmo percentual dos que o rejeitam e consideram o seu mandato ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, aprovação era de 35%.

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"O governo Bolsonaro não conseguiu dar nenhuma resposta aos anseios da população. O desemprego só aumenta, a economia segue ladeira abaixo. Enquanto isso, vemos o governo perdido em disputas internas, em escândalos de corrupção. A baixa popularidade do presidente é o resultado da sua própria incompetência", escreveu o senador. 

Para Humberto, a queda na popularidade do governo também tem impactado nos resultados econômicos. "O que a gente vê é uma paralisia como nunca vimos antes. Com seis meses de governo, Bolsonaro conseguiu destruir a economia brasileira de uma maneira que levaremos anos para nos recuperar”, finalizou. 

A mais nova queda na avaliação do governo Jair Bolsonaro é resultado da sua incompetente e despreparada atuação à frente do Palácio do Planalto. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Segundo levantamento realizado pelo Ibope e divulgado nesta quinta-feira (27), a aprovação do governo voltou a cair e chegou aos 32%, mesmo percentual dos que o rejeitam e consideram o seu mandato ruim ou péssimo. Na pesquisa anterior, aprovação era de 35%, e a reprovação, que subiu três pontos, de 27%. Esta é a pior avaliação da gestão Bolsonaro desde que o presidente assumiu. 

"O governo Bolsonaro não conseguiu dar nenhuma resposta aos anseios da população. O desemprego só aumenta, a economia segue ladeira abaixo. Enquanto isso, vemos o governo perdido em disputas internas, em escândalos de corrupção. A baixa popularidade do presidente é o resultado da sua própria incompetência", afirmou o senador. 

Ainda segundo o levantamento, a avaliação dos brasileiros sobre a maneira do presidente governar também piorou e os que desaprovam já são maioria, chegando a 48% da população. Na série histórica do Ibope, esta é a primeira vez em que o porcentual de entrevistados que desaprovam o governo Bolsonaro é maior do que a quantidade de pessoas que aprovam a gestão (46%).

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A confiança do brasileiro no governo também diminuiu e 51% dizem não confiar no governo, contra 46% que dizem confiar. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 26 de junho. Foram ouvidas 2.000 pessoas em 126 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Para Humberto, a queda na popularidade do governo também tem impactado nos resultados econômicos. Também nesta quinta-feira, o Banco Central reduziu sua projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2% para 0,8%. Na avaliação do próprio BC, o recuo dos indicadores de confiança de empresas e consumidores tem interferido negativamente e também é destaque o alto nível de ociosidade dos fatores de produção. 

"O que a gente vê é uma paralisia como nunca vimos antes. Com seis meses de governo, Bolsonaro conseguiu destruir a economia brasileira de uma maneira que levaremos anos para nos recuperar. É um governo que se preocupa demais com a tomada de três pinos, e de menos com a população, que segue sofrendo com os efeitos desastrosos desse desgoverno. Sem dúvida, Bolsonaro é o pior presidente da história deste país", afirmou Humberto.  

*Da Assessoria de Imprensa 

 

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