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Nesta sexta-feira (22), chega ao catálogo da HBO Max o mais novo longa-metragem dirigido e protagonizado por Clint Eastwood, “Cry Macho: O Caminho Para a Redenção”. A história acompanha um velho que um dia foi referência em rodeios, e agora aceita um trabalho no México para resgatar um garoto e levá-lo até o Texas. Durante a viagem, ambos passam a criar laços e a respeitar a história um do outro. Veja o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=kN3Am38GWHo&ab_channel=WarnerBros.PicturesBrasil

O filme é inspirado no livro que possui o mesmo nome e foi escrito por Nathan Richard Nash (1913 – 2020) em 1975. Para escrever o roteiro do filme, Nick Schenk desenvolveu a história por meio dos rascunhos escritos por Nash. Já na direção, o experiente cineasta de 91 anos, Clint Eastwood, é quem dá a cara e o ritmo para o filme, já que possui grande experiência em narrativas dramáticas e faroeste.

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A carreira de Eastwood teve início nos anos 1950 nos cinemas, mas se consolidou de fato com a trilogia dos dólares, composta pelos filmes: “Por Um Punhado de Dólares” (1964), “Por Uns Dólares a Mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966). Todos os longas foram dirigidos pelo mestre do gênero western Sergio Leone (1929 – 1989), e apresentaram histórias dignas de serem chamadas de clássico.

 

 

A Netflix lançou neste fim de semana sua primeira produção original de um filme brasileiro. Criado e dirigido por Marcelo Galvão, ‘O Matador’ é uma história de faroeste, ambientada entre as décadas de 1910 e 40, e trata da história de Cabeleira, vivido pelo português Diogo Morgado. O personagem é um matador muito temido no interior de Pernambuco, onde o filme foi gravado, usando como locação a cidade de Pesqueira.

Cabeleira foi abandonado quando bebê e criado pelo cangaceiro Sete Orelhas (Deto Montenegro) isolado da civilização. Quando adulto, o matador precisa sair em busca do seu pai adotivo e, ao chegar à cidade, encontra um ambiente dominado pelo vilão Monsieur Blanchard (Etienne Chicot).

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O diretor explica que quis retratar o ‘faroeste brasileiro’ no filme, fugindo das características americanas desse estilo e fazendo algo mais nacional, focando no cangaço. “Queria fazer um filme de ação e não queria fazer coisas que já tinham sido feitas: filme sobre favela, sobre polícia... Queria fazer uma coisa inédita e aí me apeguei a esse contexto histórico que é o cangaço. O Nordeste é o palco onde tudo isso aconteceu. Quis uma coisa mais original, mais brasileira”, disse em entrevista ao jornal Correio. 

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A Rockstar divulgou nesta quinta-feira (20) o primeiro trailer do game "Red Dead Redemption 2", sequência da franquia de faroeste. O título será lançado em todo mundo em 2017 para as plataformas PlayStation 4 e Xbox One. As primeiras imagens apresentam algumas paisagens como vales, florestas e montanhas, mostrando aos jogadores um pouco do que está por vir. 

Além de belos cenários, o trailer também mostra um pouco de ação. Sete cowboys surgem mascarados, cavalgando pelo deserto. A prévia, no entanto, não dá nenhum detalhe adicional sobre a história do game ou que conceitos de jogabilidade ele terá. Segundo a Rockstar Games, "Red Dead Redemption 2" será um conto épico sobre a vida imperdoável nos EUA. 

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A descrição também diz que o vasto e atmosférico mundo proverá a fundação de uma nova experiência multiplayer online. Criadora de "GTA", a Rocktstar tenta repetir o sucesso com a série faroeste. Isso porque "Red Dead Redemption" é considerada uma das melhores franquias pela crítica especializada.

Assista abaixo.

As indicações de "O Regresso" e "Os Oito Odiados" no Oscar devolveu o brilho ao gênero do western, que vinha tendo cada vez menos adeptos. O cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu vai comparecer nesse domingo à grande festa do cinema americano com o maior número de indicações - 12 - por "O Regresso", uma história de vingança e sobrevivência ambientada em 1823, em plena conquista do oeste.

Já Quentin Tarantino compete em três categorias por "Os Oito Odiados", que lembra os clássicos sobre caçadores de recompensas.

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"Quando estúdios como Fox e The Weinstein Company estreiam faroestes de grande orçamento podemos dizer que o gênero voltou", diz em entrevista à AFP Jeff Bock, da empresa especializada em arrecadação Exhibitor Relations.

Mas a produção de faroestes teve uma grande queda. Entre 1940 e 1960 se fazia uma média de 140 filmes por ano, enquanto agora é necessária uma década para alcançar esse número.

Apesar disso, filmes como "Bravura Indômita" (2010), dos irmãos Coen, "Sangue Negro" (2007), de Paul Thomas Anderson, e "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005), de Ang Lee, conseguiram encher as salas de cinemas.

O mesmo Tarantino fez sucesso em 2012 com "Django Livre". A história sobre um escravo negro que recupera a liberdade e lança uma cruzada contra o proprietário de uma plantação de algodão para salvar sua mulher ganhou dois Oscars e concorreu a outros três.

"Sem dúvida há uma tendência e diretores muito famosos estão usando esse gênero para explorar questões sobre a masculinidade, quem é bom, quem é mau e como são os Estados Unidos", diz Dana Polan, professora do departamento de estudos cinematográficos da Universidade de Nova York.

O faroeste se divide em dezenas de subcategorias que permitem aos cineastas reinterpretar essa época, dando destaque à febre do ouro, a conquista do oeste, as brigas entre índios e cowboys e a lei do mais forte.

Os faroestes contemporâneos "não celebram nada", critica Robert Thompson, professor de cultura popular na Universidade de Syracuse.

"O Regresso" e "Os Oito Odiados", por exemplo, "falam de indivíduos solitários que querem se vingar ou se aproveitar de uma civilização que desmorona, mas os clássicos falavam de construir uma comunidade", lembra Polan.

Enquanto John Wayne, Clint Eastwood e Charles Bronson interpretavam homens invencíveis, os filmes de hoje em dia estão repletos de anti-heróis.

O faroeste dentro do faroeste

Alguns filmes como "Dívida de Honra" (2014) e "Jane Got a Gun" (que estreou à pouco tempo) animaram os faroestes "invertidos", protagonizados por mulheres.

Mas nem o filme com Hillary Swank, nem a trama com Natalie Portman -ambas ganhadoras do Oscar- convenceram a audiência americana, ficando abaixo dos 3 milhões de dólares de arrecadação.

Na década de 1970, o gênero refletiu as mudanças políticas e a nova forma de abordar a história americana, principalmente na forma que os índicos foram tratados.

Mas o impacto maior sofrido pelo faroeste aconteceu quando os bons e os maus inverteram seus papéis, como em "Pequeno Grande Homem" (1970), de Arthur Penn, ou "Dança com Lobos" (1990), dirigida e protagonizada por Kevin Costner.

O faroeste continua sendo admirado por um público específico e multigeracional, mas "O Regresso" e "Os Oito Odiados" conseguiram atrair milhões de espectadores e se transformar em sucessos comerciais.

Tarantino quis homenagear os clássicos rodando em 70 mm, o formato histórico, e confiou e, Ennio Morricone, mestre do gênero, para compor a trilha sonora.

Iñárritu foi para o lado oposto para explorar possibilidades visuais do faroeste graças, principalmente, aos planos-sequência do mexicano Emmanuel Lubezki, um dos melhores diretores de fotografia de Hollywood.

Quentin Tarantino está de volta aos cinemas com sua oitava produção, Os Oito Odiados. O longa terá sua pré-estreia paga em circuito nacional nesta quinta (1º). A estreia oficial do filme, no Brasil, será no dia 7 janeiro.

Os Oito Odiados chega aos cinemas já com três indicações ao prêmio Globo de Ouro nas categorias Melhor Roteiro Original - para Tarantino - Melhor Atriz Coadjuvante - para Jennifer Jason Leigh e Melhor Trilha Sonora Original - para Ennio Morricone. O filme é um faroeste, que se passa alguns anos após o final da Guerra Civil Americana, e mostra uma digilência com oito forasteiros que tentam chegar na cidade de Red Rock. 

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A viagem se desenrola pela paisagem invernal de Wyoming e é cercada de percaços e intempéries. No elenco, estão grandes nomes do cinema como Samuel L. Jackson, Kurt Russel, Bruce Dern, Michael Madsen, Tim Roth, Walton Goggins, Demián Bichir e Jennifer Jason Leigh. 

Leonard Nimoy, que morreu nesta sexta-feira aos 83 anos, será lembrado principalmente por sua interpretação como sr. Spock na série e filmes de cinema "Star Trek" (Jornada nas Estrelas).

Mas seu talento como ator e diretor o envolveram em diversas produções nas pequenas e grandes telas, em uma carreira que começou no início de da década de 1950.

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Em suas duas primeiras décadas como ator profissional, ele interpretou papéis em uma série de programas de TV clássicos incluindo "Dragnet", "Perry Mason" e "O agente da U.N.C.L.E.".

Entre 1969 e 1971, ele apareceu em 49 episódios do drama de espionagem "Missão: Impossível", interpretando um mágico chamado Paris.

Muitos dos papéis de Nimoy em programas de TV eram em westerns como "O Homem de Virgínia" e "Caravana" - mas aparições em séries de ficção científica como "Além da Imaginação" e "A Quinta Dimensão" garantiram seu lugar e o sucesso na nave estelar Enterprise.

Como Spock, Nimoy apareceu nos 79 episódios da série original, que durou de 1966 a 1969.

Ele então retomou o papel nos seis longa-metragens para cinema e na nova versão da franquia dirigida por JJ Abrams.

Nos anos 1970, emprestou sua voz à série animada inspirada em "Star Trek". Em 1991, Spock também participou em dois episódios da série derivada da original, "Jornada nas Estrelas A Nova Geração".

Recentemente, de 2009 a 2012, Nimoy, participou de 11 episódios da série de ficção científica "Fringe", também produzida por J.J.Abrams.

Na cadeira de diretor, Nimoy dirigiu "Jornada nas Estrelas II: À procura de Spock" (1984) e "Jornada nas Estrelas IV: A volta para casa" (1986).

Em 1987, dirigiu Tom Selleck no remake de Hollywood da comédia francesa "Três solteirões e um bebê", um grande sucesso do cinema.

Nimoy dirigiu ainda "Coisas engraçadas do amor", com Gene Wilder, e depois fazendo cócegas novamente como diretor em "Funny About Love" estrelado por Gene Wider, e "Santo matrimônio", com Patricia Arquette.

Nimoy também levou sua inequívoca voz para diversos documentários, como a série de ficção científica "Invasion America" e vários episódios de "Os Simpsons".

Além de atuar e dirigir, escreveu livros sobre sua personagem Spock, poesia e se dedicou nos últimos anos de sua vida à fotografia.

Botas com esporas, chapéu e casaco pretos, cartucheiras e revólver no coldre. Nas primeiras imagens, Luís Garcia surge em fragmentos, até caminhar rumo a um espelho, levantar o rosto e nos permitir ver sua face. Como ele será definido mais adiante, "Luís tem bigode mirandeiro, com as pontas viradas para cima. E é zarolho". A peculiaridade de seu visual só não é maior que a do próprio Faroeste, primeiro longa-metragem de Abelardo de Carvalho, cineasta nascido em Minas Gerais e radicado no Rio de Janeiro.

O filme, inédito no circuito, foi visto pela reportagem do jornal O Estado de S.Paulo a convite da produção. O título entrega o universo no qual se articula, mas é apenas o primeiro passo de um projeto mais ambicioso: mesclar, nas paisagens do Centro-Oeste mineiro, o imaginário de um gênero "americano por excelência" (como escreveu o francês André Bazin nos anos 1950) à memória mítica de uma figura real e controversa que por lá viveu entre o fim do século 19 e o começo do século 20.

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"Luís Garcia é o personagem mais complexo a ser lembrado na região", conta Abelardo de Carvalho, nascido há 50 anos em Iguatama, pequeno município de 8 mil habitantes e distante 258 km de Belo Horizonte. Nas mesmas redondezas também nasceu o próprio Garcia, assassinado na cidade vizinha de Pains, aos 33 anos, em 1917. "Sempre me fascinou o quanto ele não foi uma figura linear. Envolveu-se com a Igreja e era um bandoleiro, trafegou entre o bem e o mal, enfrentou a religião e morreu como um santo, de pé, pendurado numa árvore", diz. Quando adolescente em Iguatama, Abelardo começou a se enveredar pela trajetória do fazendeiro que profanava túmulos de ciganos em busca de ouro e que pode ter matado dezenas de pessoas antes de ser pego numa emboscada ainda obscura e relacionada a cobiça, ciúme e vingança. "É a história da crise mística de um personagem", resume o diretor.

A vida de Garcia e outros relatos históricos do Centro-Oeste de Minas estão no romance Bestiário, escrito por Abelardo e publicado em 2002. O livro serviu de base para o próprio autor no roteiro de Faroeste - mas ele conta ter se inspirado ainda no fascínio pelas matinês de cinema de sua infância e nas infindáveis sessões de bangue-bangue na televisão. "Nos anos 1970, a gente via muito Tarzan e western na minha cidade, toda cercada por esse ambiente rural, pela roça, pelas fazendas. Quando fui fazer o filme, a ideia de rodar um faroeste foi natural. Apesar de ter me mudado para o Rio quando jovem, é o ambiente que conheço melhor."

A nostalgia de Abelardo impregnou não só o visual do longa (com referências dentro e fora do bangue-bangue, como Sergio Leone, Sergio Corbucci e David Lean, e algo da literatura de Miguel de Cervantes e seu Dom Quixote), mas também a edição sonora, totalmente montada na pós-produção. O procedimento incluiu dublar todos os atores com vozes reconhecíveis de filmes exibidos na TV. O protagonista, interpretado por Wladimir Winter, tem a voz de Márcio Seixas, dublador oficial de Clint Eastwood no Brasil; o comandante que o persegue, encarnado no corpo de Ivanir Avelar, fala por Orlando Drummond, voz do sargento Garcia no antigo seriado do Zorro. "Os westerns, para mim e muitos da minha geração, só eram vistos dentro de casa, falados em português e com essas vozes. Eu quis dar esse aspecto ao filme", diz Carvalho.

A realização de Faroeste foi capitaneada por Cavi Borges e sua produtora Cavideo, onipresente no cinema independente dos últimos anos no Brasil. Sem apoio de editais ou leis de incentivo, o orçamento de R$ 200 mil pareceu tão irrisório quanto milagroso. "Com pouco dinheiro, precisamos tomar medidas para que o custo baixo não transparecesse na tela. Afinal, é um filme de época, com cenas de cavalo, tiro, muitas paisagens e figurinos", conta o diretor.

A fotografia de Vinicius Brum, por exemplo, utilizou essencialmente luz natural, velas, lampiões e fogueiras, dando aspecto rústico e misterioso às cenas tanto externas quanto de interiores. O longa foi rodado em junho de 2012 nas regiões de Pains e Serra da Canastra, com partes em Barra do Piraí (RJ). Mobilizou 200 pessoas em 40 locações, teve apoio irrestrito de moradores de Pains (vários participaram como atores) e ajuda financeira e logística da prefeitura. Para retribuir, a primeiríssima exibição pública de Faroeste aconteceu num telão no parque de exposições da cidade, no último da 5 de abril, com a presença de 3 mil pessoas. Ainda sem data de estreia nos cinemas, o filme já foi adquirido pelo Canal Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Provavelmente você já deve ter ouvido falar ou visto algum filme brasileiro que envolva favelas e policiais. O longa Alemão possui esse tipo de abordagem, mas sofre ao ser tachado de “mais do mesmo” por internautas nas redes sociais. Com participação especial de Cauã Reymond, a trama mostra a saga de cinco policiais infiltrados na tentativa de escaparem vivos do Complexo de mesmo nome, localizado no Rio de Janeiro.

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Embora Alemão tenha um pouco desse “mais do mesmo” dos outros filmes (tráfico, favela, polícia vs. traficante), ele tem um direcionamento diferente. Em Tropa de Elite, por exemplo, o capitão Nascimento é aplaudido enquanto que no novo filme de José Eduardo Belmonte não existem heróis e vilões. Traficante ou policial, a busca deles é pela sobrevivência.

Com direção de José Eduardo Belmonte, Alemão tem ótimas atuações apesar do roteiro fraco, com lacunas que não foram fechadas. Branco (Milhem Cortaz), Samuel (Caio Blat), Carlinhos (Marcelo Melo Jr.), Danilo (Gabriel Braga Nunes) e Doca (Otávio Müller) são policiais que trabalham infiltrados no Morro do Alemão, Rio de Janeiro, antes da histórica invasão da polícia e do exército em 2010. O suspense começa quando alguém revela suas verdadeiras identidades para o traficante do local Playboy (Cauã Reymond). Durante todo o filme, eles ficam escondidos numa pizzaria a fim de procurar uma solução para escapar com vida daquele lugar.

Quem também integra o elenco do filme é Antonio Fagundes. Embora todo o elenco esteja bem, ele e Milhem Cortaz possuem as melhores atuações do longa. Outro destaque é para Marcelo melo Jr., nome pouco conhecido entre os brasileiros, mas que assume com maestria o seu papel. Além de tiros e medo, Alemão também inclui amor, sentimento que será fundamental para o desfecho da trama.

A história pouco aborda a vida pessoal dos policiais, o que importa naquele momento é a situação de vida ou morte em que eles estão no Morro do Alemão. Na trilha sonora não deixam de tocar o funk e rap. O problema está na música instrumental utilizada: repetitiva e angustiante. 

Em uma das sequências, Alemão apresenta um estilo próximo aos filmes de Quentin Tarantino. O Morro do Alemão vira cenário de um faroeste moderno, com metralhadoras e até bombas. Durante a subida dos créditos, o filme traz uma reflexão. A polícia, que salvou o Morro do Alemão dos traficantes, é mostrada com outra face em imagens reais nos protestos ocorridos em 2013. Inclusive o caso de Amarildo, ajudante de pedreiro que foi confundido com um traficante e acabou sendo morto por policiais, ganha espaço nesse momento reflexivo. 

Alemão estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (13) devido ao novo padrão estabelecido pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec).

 

 

O renomado diretor Quentin Tarantino desistiu de fazer seu novo filme The Hateful Eight, que seria também um faroeste. De acordo com o site Deadline, o motivo seria o vazamento do roteiro para outras pessoas.

O diretor não planejava rodar o filme até o fim de 2014. O roteiro foi passado para seis pessoas e a descoberta aconteceu quando o agente de Tarantino começou a receber telefonemas de outros interessados em realizar teste para papéis específicos.

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Os atores procurados por Tarantino foram Michael Madsen, Bruce Dern e Tim Roth. O diretor especula que o agente de um deles é o responsável por mostrar o roteiro a outra pessoa. De antemão, Tarantino descarta Roth: "Deve ter sido o agente de Dern ou de Madsen. Quero saber quem foi agora", completa o diretor.

Por enquanto, a ideia do filme está suspensa. Tarantino diz que publicará The Hateful Eight como livro e talvez volte a dirigir filmes nos próximos cinco anos. "Vou começar a me reunir com editoras nesta semana. Eu já cogitava publicar antes de filmar, e agora isso está definido pra mim, e não vou filmá-lo agora”, disse o diretor.

O Cavaleiro Solitário só estreia dia 12 de julho, mas acaba de ter mais um trailer divulgado. O novo filme de Johnny Depp - que interpreta o índio Tonto - se passa no estado americano do Texas e mostra a história de um representante da lei que tem sua vida salva por um indígena. O longa mistura ação e humor e é mais uma produção da Walt Disney. 

Com um orçamento de US$ 250 milhões, o longa passou por refilmagens no início deste ano e conta com a direção de Gore Verbisnki e produção de Jerry Buckheimer, responsáveis pela trilogia Os Piratas do Caribe, também estrelada por Depp. Confira o trailer abaixo:

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O ator Dale Robertson, astro de faroeste, diagnosticado com um câncer, estava internado na Califórnia e morreu aos 89 anos na última terça-feira (26). Dale Robertson atuou em Touro Sentado – O último guerreiro e participou de vários faroestes de Hollywood nas décadas de 1950 e 60.

Dayle Lymoine Robertson nasceu em Harrah, Oklahoma, em 1923, e atraiu a atenção de agentes de Hollywood depois que um fotógrafo de Los Angeles colocou uma foto dele na sua vitrine. Robertson, que serviu na Europa e África durante a Segunda Guerra Mundial, estrelou 60 filmes e programas de TV durante uma carreira de cinco décadas. Ele interpretou o agente especial Jim Hardie na série Tales of Wells Fargo, entre 1957 e 62.

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O ator faz parte da Galeria de Artistas do Western desde 1983. Ela integra o Museu Nacional dos Caubóis e do Western, em Oklahoma, ao lado de alguns dos mais famosos caubóis de Hollywood, como John Wayne e Roy Rogers.

 Se discute muito nos meios culturais o significado do trabalho autoral no cinema, e até que ponto a marca do diretor deve se curvar em relação à história contada - devido às necessidades dramáticas e a capacidade de uma obra de ser vendável dentro de um sistema de estúdios. Quentin Tarantino aparentemente conseguiu a proeza de unir todas estas características em Django Livre (Django Unchained). É um filme onde reconhecemos o mesmo realizador que nos deu a violência quase cartunesca de Kill Bill, os diálogos cheios de espírito de Jackie Brown, aliados a potência narrativa e dramática de Bastardos Inglórios. Novamente temos as multiplas referências de um diretor que construiu uma carreira em cima de homenagens aos gêneros que amou enquanto crescia: os filmes de ação dos anos 80, os filmes B de artes marciais vindos da china com péssimas dublagens e o drama de guerra.

Desta vez, o que temos é um roteiro original que reconstrói os trabalhos do chamado Faroeste Italiano, que imortalizou diretores como Sérgio Leone. O Western é o gênero de cinema americano por definição, que ajudou a levar a indústria de Hollywood para o patamar estelar que possui, hoje, e que ajudou a legitimar a visão higiência do herói e do uso liberal da violência como resolução de problemas. É muito curioso assistir a este filme depois de ver, na semana anterior, o tétrico Jack Reacher. Ambos possuem soluções similares para seus personagens, mas Django é um filme humano e relacionável. Aceitamos melhor a necessidade de resolver as coisas na base do chumbo voador.

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    Tarantino liga esse faroeste consagrado com outro que têm defensores ferrenhos, porém muito contestadores socialmente:a Blaxsploitation americana. A união de black (negro) e exploitation (exploração), é um gênero de cinema originamente marginal que procurava enfrentar o olhar cinematográfico eminentemente branco da indústria. Além disso, dramas sobre a relação entre raças e a visão do negro americano sobre sí mesmo e sobre os outros, são abordados no filme. Foi uma aposta perigosa de Tarantino, trazendo temas delicados como a escravidão e o papel do negro na formação dos EUA, algo que foi relegado ao segundo plano nas produções clássicas dos gêneros americanos, e em particular no faroeste.

Embora possua o mesmo nome de um Western que teve o ator Franco Nero como seu protagonista branco de olhos azuis, Django Livre (no qual o próprio Franco faz uma aparição) é uma história original numa safra de cinema que tem os roteiros adaptados e os remakes como matéria prima. Django (Jamie Foxx, muito à vontade no papel) é um negro escravo, que é libertado pelo 'dentista' e caçador de recompensas King Schultz (Christoph Waltz). Waltz repete sua interpretação que lhe valeu um Oscar pelo coronel Landa em Bastardos Inglórios, e continua igualmente interessante nesta segunda vez. A dupla se une num acordo: Se Django ajudar o Schultz a capturar os irmãos Brittle, três criminosos procurados pela lei e que realmente não prestam, o Doutor ajudará o escravo liberto a encontrar sua esposa. Brunhilda (Kerry Washington), a força motriz de Django, e um personagem bem pobre, se encontra presa na maior e mais opressiva fazenda do mississipi. Candyland é governada por Monsieur Candy (Leonardo DiCaprio, brilhante como vilão) e pelo maquiavélico e idoso Stephen.

Visualmente, Django Livre é uma produção sólida. Embora puxe do faroeste sua temática, a construção visual não é a mesma: Temos poucos dos grandes ângulos abertos que colocam o homem no cavalo como o senhor de tudo que enxerga. Não que o filme seja feio: O trabalho de fotografia de Robert Richardson (Ilha do Medo, a Invenção de Hugo Cabret) é primoroso em sua precisão, mesmo a inspiração dos faroestes B feitos na itália, com movimentos de câmera bruscos e chicotes, muitas vezes colocados como um tipo de piada interna do diretor.

Os diálogos e a montagem são rápidos, mas não sofremos com cortes rápidos-feito-video-clipe-da-MTV que tem aparecido tanto nos cinemas recentemente, como se o editor tivesse um ataque epilético. É uma montagem que serve a bruteza explicita, mas quase surreal em sua escala. Me foi comentado que o diretor tem uma alegria quase infantil em sua violência, e é verdade. Seria possível colocar Tarantino david Cronenberg (Cosmópolis, Método Perigoso) quase em lados opostos na mesma moeda. O sangue explode, e as pessoas voam, e claramente, sentimos que o diretor está se divertindo bastante com o resultado, particularmente com a pontinha que ele mesmo interpreta.

Django Livre é razoavelmente longo, com dois clímaxes bem distintos, mas que graças a um uso sólido de edição e uma trilha sonora que mistura o que existe de bom no som icônico faroeste clássico e da produção de música negra nos EUA, não pesa nem nos olhos ou nos ouvidos. Django Livre é partes iguais de Ennio Moricone, Tupac e James Brown e Johny Cash. É um prato saboroso, mas todos os sabores são bem fortes.

Se existe algum problema sobre a obra é que ele possui tantas referência que está sempre pecando pelos excessos: de referências, de mudanças rápidas do clima, sempre no limite, chamando muita atenção para sí enquanto metafilme e dimunuindo nossa atenção na história.  A primeira metade é um excelente faroeste e um trabalho mais sério sobre a exploração do negro naquela época, dramático e envolvente. A segunda, bem, é Tarantino, com sangue explodindo de forma gloriosa, e mulheres voando em ângulos impossíveis quando são atingidas por tiros de revolver. A habilidade cinematográfica do diretor é inegável, mas as vezes, nos perguntamos se ele não deveria tentar crescer só um pouco e deixar de ser 'o garoto talentoso' que era na época de cãos de aluguel. Já está na hora.

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