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Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o ritmo de retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (14) a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,31% para queda de 5,11%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,52%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do PIB em alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, o número estava no mesmo patamar.

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No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 6,38% para queda de 6,90%. Há um mês, estava em baixa de 7,68%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 5,33% para 5,50%, ante 5,42% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,00% para 67,50%. Há um mês, estava em 67,25%. Para 2021, a expectativa foi de 69,83% para 69,95%, ante 69,65% de um mês atrás.

Déficit primário

O Relatório de Mercado Focus trouxe, ainda, alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 11,70% para 12,00%. No caso de 2021, foi de 2,60% para 2,80%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,73% e 2,80%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 passou de 15,00% para 15,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 6,25% para 6,50%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,00% e 6,35%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 55,00 bilhões para US$ 55,15 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 53,35 bilhões para US$ 53,40 bilhões. Há um mês, estava em US$ 52,75 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 8,10 bilhões para US$ 7,50 bilhões, ante US$ 7,75 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 15,60 bilhões para US$ 15,10 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 15,60 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 seguiu em US$ 55,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 51,25 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 65,48 bilhões para US$ 66,48 bilhões, ante US$ 65,96 bilhões de um mês antes.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou, nesta terça-feira (1º), que a queda histórica do PIB "já estava na conta". "Essa queda já estava prevista, ela estava na conta, a gente já sabia que isso ia acontecer, por causa da pandemia, estava precificado", disse.

Ele citou outros países, como a Índia, com queda mais expressiva do que a do Brasil. "O Brasil não foi tão prejudicado como a gente esperava nessa questão da pandemia em termos de queda da atividade econômica. O problema é que o nosso colchão era pequeno em relação aos demais", declarou o vice.

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Segundo Mourão, no segundo semestre, o Brasil vai começar "um movimento mais vigoroso de retomada" econômica. "No final do ano, a expectativa é que o PIB deste ano encolha na faixa de 4,5% a 5%. Já se pensou que encolheria 9%, 10%. Vai ser bem menos do que isso."

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou queda de 9,7% no segundo trimestre de 2020 ante o primeiro trimestre de 2020, informou nesta terça-feira, dia 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o PIB apresentou queda de 11,4%. Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre de 2020 totalizou R$ 1,7 trilhão.

O PIB da indústria caiu 12,3% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre de 2020. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o PIB da indústria mostrou queda de 12,7%.

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Já o PIB da agropecuária subiu 0,4% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre do ano. Em relação ao segundo trimestre de 2019, o PIB da agropecuária mostrou alta de 1,2%.

O Produto Interno Bruto de serviços caiu 9,7% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre de 2020. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o PIB de serviços revelou uma queda de 11,2%.

O consumo das famílias, por sua vez, caiu 12,5% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre, segundo o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o consumo das famílias mostrou queda de 13,5%.

O consumo do governo caiu 8,8% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, o consumo do governo recuou 8,6%.

Exportações

As exportações cresceram 1,8% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre de 2020, segundo o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, as exportações mostraram alta de 0,5%.

As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 13,2% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre de 2020. Na comparação com o segundo trimestre de 2019, as importações mostraram queda de 14,9%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

FBCF

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 15,4% no segundo trimestre de 2020 em relação ao primeiro trimestre de 2020. Ante o segundo trimestre de 2019, a FBCF mostrou queda de 15,2%. Segundo o instituto, a taxa de investimento (FBCF/PIB) ficou em 15% no segundo trimestre de 2020.

Poupança e investimento

A taxa de poupança ficou em 15,5% do Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2020. Já a taxa de investimento ficou em 15% no segundo trimestre de 2020, informou o IBGE.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha sofreu um tombo de 10,1% no segundo trimestre de 2020 ante os três meses anteriores, refletindo as medidas de confinamento tomadas no período em função da pandemia de Covid-19, segundo dados preliminares com ajustes sazonais publicados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

A queda é a maior já registrada desde que o indicador começou a ser medido, em 1970. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam redução menor do PIB alemão, de 9%.

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Em relação a igual período de 2019, o PIB da maior economia europeia teve contração de 11,7% entre abril e junho. Neste caso, a projeção do mercado era de recuo de 11,1%.

A Destatis também revisou o PIB alemão do primeiro trimestre de 2020 ante o quarto trimestre de 2019, de retração de 2,2% para baixa de 2%.

O último resultado aprofunda a recessão da Alemanha, cuja economia vem se contraindo desde o último trimestre do ano passado.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos tombou à taxa anualizada de 32,9% no segundo trimestre de 2020, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Comércio do país. A primeira leitura do indicador deixa evidente o forte impacto da pandemia de Covid-19 na economia americana e é o pior resultado para o período desde 1947.

O resultado, no entanto, veio melhor do que a mediana de 26 estimativas consultadas pelo Projeções Broadcast, que apontava contração de 35%.

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O Departamento do Comércio informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) caiu à taxa anualizada de 1,9% no segundo trimestre. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, recuou 1,1% no mesmo intervalo.

A contração da atividade americana no primeiro trimestre foi confirmada em 5%.

A economia da China registrou expansão de 3,2% no segundo trimestre, na comparação anual, após o tombo histórico dos primeiros três meses do ano (-6,8%), provocado pela pandemia do novo coronavírus. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 16, pelo Escritório Nacional de Estatísticas chinês.

O resultado veio melhor do que a mediana das projeções coletadas pelo jornal The Wall Street Journal junto a economistas, de alta de 2,6% no PIB do segundo trimestre, sobre o mesmo período do ano passado.

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O crescimento em relação ao trimestre anterior foi de 11,5%. No primeiro semestre, a queda do PIB foi de 1,6% em relação aos seis primeiros meses de 2019.

Produção industrial

A produção industrial da China teve expansão anual de 4,8% em junho, após subir 4,4% em maio, segundo dados publicados nesta quinta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado do mês passado veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Também na comparação anual, as vendas no varejo da segunda maior economia do mundo caíram 1,8% em junho, após recuarem 2,8% em maio. Neste caso, a projeção de economistas era de crescimento anual de 0,3% no último mês.

Já os investimentos em ativos fixos diminuíram 3,1% no primeiro semestre de 2020 ante igual período do ano passado. O resultado veio um pouco melhor do que a expectativa de analistas, que era de redução de 3,2%. Entre janeiro e maio, a queda anual dos investimentos havia sido bem mais intensa, de 6,3%. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Goldman Sachs reviu ainda mais para baixo sua estimativa de retração da economia dos Estados Unidos em 2020, em virtude do aumento dos casos confirmados de Covid-19 no país, que pode retardar a reabertura do comércio e o reaquecimento da economia.

Em relatório de sábado, a instituição prevê recuo de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano neste ano, maior do que a projeção anterior, de queda de 4,2%. Em contrapartida, o banco acredita que a recuperação da economia norte-americana em 2021 pode ser entre 1 e 1,5 ponto maior, prevendo crescimento de 5,8% do PIB do país. 

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Levando em conta as projeções mais atualizadas para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o crescimento médio anual desta segunda década do século 21 poderá ficar em zero, estima um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Essa conta considera uma queda de 5,4% no PIB de 2020, projeção atualizada pelo Ibre/FGV na semana passada. Se confirmada, será a maior retração anual da história do País. Atualmente, a maior queda de que se tem registro, de 4,35%, é a de 1990 - a mais antiga série estatística para o PIB disponível no País, compilada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), começa em 1901, ainda que os dados do início do século 20 sejam frágeis.

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Se a nova recessão que agora se inicia por causa da pandemia poderá levar 2020 a ser o pior ano da história para a economia, o desempenho da segunda década já seria um recorde negativo, mostra o estudo do Ibre/FGV. Considerando a projeção anterior para 2020, de crescimento de 2% no PIB, os anos 2010 teriam um avanço médio anual de tímido 0,8%.

Para Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre/FGV e coautora do estudo com Paulo Peruchetti, o fato de a década se encerrar com mais uma recessão poderá levar a próxima década, que se inicia em 2021, a registrar desempenho econômico pífio também.

"Essa pandemia vem, num certo sentido, não só para tornar a década ainda pior, mas para dificultar a visão de futuro", afirmou Silvia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O mercado financeiro reduziu a projeção do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) este ano para menos 2,96%, contra os menos 1,96% apontados na semana passada. A informação consta do boletim Focus, com a projeção para os principais indicadores econômicos, divulgado hoje (20) pelo Banco Central. O boletim também registrou um corte na taxa básica de juros (Selic) de 2020 para 3%, ante os 3,25% da semana anterior.

As previsões do mercado para o PIB de 2021 é de um crescimento de 3,10%. Já para 2022 e 2023 a previsão continua sendo de crescimento de 2,50%.

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A cotação do dólar é que a moeda deve fechar o ano em R$ 4,80, contra R$ 4,60 previstos na semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,50, contra R$ 4,47 da semana passada. Para 2022, a previsão é de que o câmbio fique em R$ 4,40 e, em 2023, em R$ 4,50.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 2,52% para 2,23%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida de 3,50% para 3,40%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,25% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,5% ao ano. A previsão anterior era de 4,75% ao ano. Para o fim de 2022 e o de 2023, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano.

Na primeira elaboração do Boletim Focus deste ano, os economistas previam um crescimento de 2,30% no PIB. Devido aos impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus (covid-19), essa é a décima semana consecutiva em que a previsão da atividade econômica brasileira é reduzida. Para o ano que vem, os principais analistas do mercado financeiro estimam que a economia irá crescer 3,10%.

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira fizeram os economistas do mercado financeiro cortarem novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 0,48% para queda de 1,18%. Há quatro semanas, a estimativa ainda era de crescimento de 1,99% neste ano.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

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No fim de março, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,8% para variação zero. O próprio BC, no entanto, reconheceu que o cenário está se alterando rapidamente e que, por isso, a projeção do RTI não reflete, necessariamente, a situação atual.

No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de alta de 0,85% para avanço de 0,50%. Há um mês, estava positiva em 2,00%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,70%, ante 2,50% quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 foi de 56,63% para 58,10%. Há um mês, estava em 56,60%. Para 2021, a expectativa foi de 57,87% para 60,00%, ante 57,45% de um mês atrás.

Resultado primário

Com o governo autorizado a expandir os gastos em 2020 para combater a pandemia do novo coronavírus, o Relatório de Mercado Focus trouxe hoje alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 1,30% para 1,65%. No caso de 2021, foi de 0,60% para 0,80%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,10% e 0,51%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 6,00% para 6,90%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 4,86% para 5,00%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 5,50% e 4,83%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 35,00 bilhões para US$ 34,10 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 36,40 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 35,30 bilhões para US$ 35,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 34,00 bilhões.

Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2020 ficará em US$ 33,5 bilhões. Esta projeção foi atualizada no RTI divulgado no fim de março.

No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 55,80 bilhões para US$ 52,34 bilhões, ante US$ 58,65 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo permaneceu em US$ 58,50 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 60,15 bilhões.

O Banco Central projeta déficit em conta de US$ 41,0 bilhões em 2020.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 passou de US$ 80,00 bilhões para US$ 76,50 bilhões. Há um mês, estava em US$ 80 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 81,40 bilhões para US$ 80,00 bilhões, ante US$ 84,50 bilhões de um mês antes. O BC projeta IDP de US$ 60,0 bilhões em 2020.

A expectativa de crescimento da economia brasileira em 2020 caiu de alta de 1,68% para 1,48%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 23, pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,20%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

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A projeção, no entanto, está bem acima da feita pelo governo. Na última sexta-feira (20), a equipe econômica revisou a estimativa para o desempenho da economia em 2020 de alta de 2,1% para apenas 0,02%. Na semana passada, no comunicado da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que cortou a Selic em 0,5 ponto para 3,75% ao ano, o BC avaliou que a pandemia do novo coronavírus está provocando uma desaceleração significativa do crescimento global.

Em dezembro, o BC havia atualizado, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,80% para elevação de 2,20%. Uma nova estimativa será divulgada no RTI da próxima quinta-feira (26).

No início de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o crescimento do PIB em 2019 ficou em 1,10%. Em fevereiro, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) teve baixa de 0,27% em dezembro ante novembro, na série com ajustes sazonais. Em relação a dezembro de 2018, houve alta de 1,28%.

No Focus agora divulgado, a projeção para o crescimento da produção industrial de 2020 passou de 1,63% para 1,00%. Há um mês, estava em 2,33%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, igual a quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 foi de 56,50% para 56,55%. Há um mês, estava em 55,80%. Para 2021, a expectativa foi de 57,80% para 57,95%, ante 57,70% de um mês atrás.

Resultado primário

O Focus trouxe ainda revisão na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e PIB este ano passou de 1,15% para 1,20%. No caso de 2021, foi de 0,56% para 0,53%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,10% e os mesmos 0,53%, respectivamente.

Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou decreto que reconhece estado de calamidade pública no País, o que suspende a obrigatoriedade de o governo cumprir a meta fiscal de 2020.

De acordo com o Focus, a previsão para a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 passou de 5,50% para 5,60%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, passou de 4,97% para 4,86%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 5,50% e 5,20%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 36,10 bilhões para US$ 35,25 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 37 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit passou de US$ 34,00 bilhões para US$ 34,90. Há um mês, estava em US$ 35,00 bilhões.

Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2020 ficará em US$ 32,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no RTI divulgado em dezembro.

No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 59,00 bilhões para US$ 56,50 bilhões, ante US$ 55,80 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 60,00 bilhões para US$ 58,53 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 58,57 bilhões. O BC projeta déficit em conta de US$ 57,7 bilhões em 2020.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 continuou em US$ 80,00 bilhões, mesmo patamar de um mês atrás. Para 2021, a expectativa passou de US$ 83,75 bilhões para US$ 80,00 bilhões, ante US$ 84,75 bilhões de um mês antes. O BC projeta IDP de US$ 80,0 bilhões em 2020.

Menos de dez dias após a revisão da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, para 2,1%, ocorrida em 11 de março, o governo deve reduzir para zero a projeção de crescimento da economia, por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus.

A nova previsão será divulgada nesta sexta-feira (20) por meio do relatório de receitas e despesas do Orçamento de 2020. Na semana passada, o mercado estimou uma alta de 1,68% para o PIB deste ano, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central e divulgada na segunda-feira.

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O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou, porém, que "várias projeções" de analistas já indicam um porcentual entre zero e 0,5% para o PIB de 2020. Mais cedo, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse à rádio CBN que a maioria das estimativas do mercado para o PIB caiu para zero. Ele disse acreditar que a do governo vai ficar próxima às do mercado, entre zero e 0,5%. Mas é a Secretaria de Política Econômica (SPE), sob comando de Adolfo Sachsida, a área responsável pela revisão da projeção.

Recessão global

Diante da paralisação das atividades econômicas por causa da pandemia do coronavírus, bancos e consultorias já consideram a possibilidade de haver uma recessão global neste ano. O JP Morgan passou a prever, na quarta-feira, um PIB global de -1,1% em 2020, além de uma recessão de 1,5% para os Estados Unidos. Caso esse cenário se confirme, será o pior resultado da economia mundial desde 2009, quando recuou 1,7%.

O Wells Fargo, quarto maior banco americano, ainda projeta crescimento para a economia mundial, mas revisou seu número para 1%.

A consultoria brasileira MB Associados tem como estimativa uma alta de 1,7%. "Um PIB global abaixo de 3%, em geral, já é considerado recessivo. Inferior a 2,5% causa muita preocupação", diz Sergio Vale, economista-chefe da MB.

Os dados divulgados nesta semana por Pequim reforçaram a teoria de que a economia mundial vai desacelerar bruscamente em decorrência do coronavírus. Responsável por cerca de 20% do PIB global, a China informou que sua produção industrial caiu 13,5% no primeiro bimestre na comparação com o mesmo período de 2019 (primeira retração em 30 anos) e que as vendas no varejo recuaram 20,5%. / COLABORARAM LUCIANA DYNIEWICZ, RENÉE PEREIRA E IANDER PORCELLA

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PSOL pediu a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para que ele vá ao plenário da Câmara prestar explicações sobre "PIB Público" e "PIB Privado". Em nota informativa para comentar o resultado da atividade econômica de 2019, que teve crescimento de 1,1%, o Ministério da Economia destacou que a composição do PIB indica uma "melhora substancial", com "aumento consistente do crescimento do PIB privado e do investimento privado".

Para a pasta, isso mostra que a economia passa a ter dinamismo independentemente do setor público. O ministério também pontua ser "fundamental" a continuidade da agenda de reformas para a consolidação da retomada da economia.

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"Em uma busca na bibliografia para os cursos de contabilidade social, não há nenhum registro, em âmbito nacional ou internacional, da distinção do PIB dessa maneira", diz o partido no requerimento. O pedido do PSOL é assinado pela bancada do partido na Câmara, formada por 10 deputados. A convocação precisa ainda ser aprovada pelos deputados.

Comentando o resultado do Produto Interno Bruno (PIB) de 2019, o presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (5), que a economia "está muito bem, graças a Deus". Em fala rápida durante transmissão de vídeo ao vivo em seu Facebook, o presidente voltou a dizer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é o "posto Ipiranga" e se mostrou satisfeito com a recuperação econômica.

"Se for levar em conta os últimos anos, teve altos e baixos. No governo Dilma tivemos dois anos consecutivos de PIB negativo, de 3,5% e 3,3%. No primeiro governo Temer já deu uma recuperada: passou de menos 3,3% para mais 1,3%, então foi um crescimento de 4,6%, uma diferença do negativo para o positivo que dá 4,6%", explicou Bolsonaro. "O detalhe que a imprensa não noticiou, e eu não entendo de economia, o 'posto Ipiranga' que explicou pro pessoal lá, houve muito mais participação da iniciativa privada do que o setor público na questão de fazer o número final do PIB", celebrou.

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De acordo com Bolsonaro, um bom desempenho da economia tem sido "testemunhado e comprovado pelos empresários de São Paulo". O presidente esteve hoje na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista.

O presidente também reforçou que não teve que negociar com o Congresso Nacional para aprovar a manutenção de seus vetos ao orçamento impositivo, o que ocorreu ontem. "Não houve negociação para pagamento de R$ 15 bilhões em emendas", afirmou. O presidente falou que, se houver dinheiro sobrando no caso de uma arrecadação maior do que prevista inicialmente, vai discutir a destinação do dinheiro com o Parlamento.

O senador Humberto Costa (PT-PE) detonou o comportamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, diante da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do país, e disse que o Brasil está acordando e descobrindo a estratégia presidencial de atacar a imprensa diariamente e criar confusão para esconder a incompetência do governo. “A intimidação ao Legislativo também faz parte dessa tática suja”, afirmou.

Ao comentar sobre o fato de Bolsonaro ter contratado um humorista para se esquivar da imprensa, o parlamentar avalia que o capitão reformado é o pior presidente da história do país e terminará o mandato com essa marca.

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“O crescimento do PIB foi tão ridículo quanto o ato realizado pelo presidente, que usou a estrutura oficial da Presidência para que um imitador seu distribuísse bananas aos jornalistas. É mais uma agressão inaceitável à imprensa. Ele usou o ridículo para evitar responder a pergunta que não quer calar: cadê o crescimento do PIB no nosso país?”, disparou.

De acordo com Humberto, nunca um presidente da República desonrou tanto o cargo e tornou o país tão diminuído. “A marca dessa gestão é a incompetência. Bolsonaro e seu posto Ipiranga são um fracasso retumbante. E, para tirar o foco de tamanha incompetência, todo dia o governo cria confusão para confundir a população”, analisou.

O senador ressaltou que o PIB do governo Jair Bolsonaro conseguiu ser pior do que o registrado no governo de Michel Temer. “É o pior resultado em três anos e o menor na média de uma década. Ele superou Temer. E olha que é tarefa dificílima. Com Bolsonaro e Guedes, o Brasil dá uma espécie de voo de galinha. Eles venderam o que não têm e querem justificar que um ano de governo é pouco”, criticou.

“Tudo o que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu a este Congresso Nacional, ele obteve. Ele centralizou ministérios sob o seu comando, promoveu cortes de direitos e conquistas, arrocho e realizou reformas, mas o Brasil não cresceu e não vai crescer”, acrescentou, lamentando. 

Ainda na ótica de Humberto, "Bolsonaro e Guedes são incompetentes e incapazes de fazer o país crescer."

*Com informações da assessoria de imprensa

O presidente Jair Bolsonaro responsabilizou a imprensa pela repercussão da piada que ele mesmo fez ao comentar o resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, que registrou crescimento de 1,1% no ano.

Nesta quarta-feira (4), Bolsonaro escalou um humorista para responder perguntas de jornalistas sobre o ritmo da atividade econômica. Nesta quinta-feira (5), de forma irônica, o mandatário indagou por que os profissionais da comunicação vão diariamente à residência oficial registrar suas declarações mesmo após sofrer ataques da autoridade máxima do País.

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"Parabéns à imprensa. Fiz piada com o PIB. Parabéns aí, valeu. Continuem agindo assim. Quando vocês aprenderem a fazer jornalismo, eu converso com vocês", disse o presidente nesta quinta, antes de embarcar para São Paulo, onde passará parte do dia. "Se vocês sofrem ataque todo dia, o que vocês estão fazendo aqui? O espaço é público, mas o que vocês estão fazendo aqui? O dia que vocês (se) conscientizarem que vocês são importantes fazendo matérias verdadeiras, o Brasil muda", afirmou Bolsonaro.

Na quarta, o presidente enfrentou reações negativas sobre sua postura em relação ao resultado do PIB. "PIB? O que é PIB? Pergunta para eles (jornalistas) o que é PIB", disse Bolsonaro ao humorista Márvio Lúcio, conhecido como Carioca, que estava vestido como o presidente. Antes, o humorista distribuiu bananas aos jornalistas. Carioca usou um carro oficial da Presidência e contou com o auxílio do secretarial especial de comunicação, Fabio Wajngarten.

Mais tarde, em outra conversa com jornalistas, Bolsonaro minimizou o resultado do PIB e disse que espera uma melhora este ano, apesar do coronavírus.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 1,1% em 2019 ante 2018, informou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio em linha com a mediana das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções. O intervalo das estimativas era de alta entre 0,9% a 1,2%.

No quarto trimestre de 2019, o PIB cresceu 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, resultado que ficou em linha com a mediana das estimativas dos analistas, que previam de uma elevação entre 0,3% e 0,8%.

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Na comparação com o quarto trimestre de 2018, o PIB apresentou alta de 1,7% no quarto trimestre de 2019, vindo dentro das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, que variavam de uma alta de 1,1% a 2,1%, com mediana de alta de 1,6%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do quarto trimestre de 2019 totalizou R$ 1,893 trilhão. Com esse resultado, o PIB de todo o ano passado somou R$ 7,257 trilhões.

O Produto Interno Bruto de serviços subiu 1,3% em 2019 ante 2018. No quarto trimestre de 2019, o PIB de serviços subiu 0,6% ante o terceiro trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, o PIB de serviços mostrou alta de 1,6%.

Já o PIB da indústria subiu 0,5% em 2019 ante 2018. No quarto trimestre de 2019, o PIB da indústria subiu 0,2% ante o terceiro trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, mostrou alta de 1,5%.

O Produto Interno Bruto da agropecuária, por sua vez, subiu 1,3% em 2019 ante o ano anterior. No quarto trimestre do ano passado, o PIB da agropecuária caiu 0,4% ante o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, registrou alta de 0,4%.

O consumo das famílias subiu 1,8% em 2019 ante 2018, segundo o IBGE. No quarto trimestre de 2019, o consumo das famílias subiu 0,5% ante o terceiro trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, o consumo das famílias mostrou alta de 2,1%.

O consumo do governo, por sua vez, caiu 0,4% em 2019 ante 2018. No quarto trimestre de 2019, esse indicador subiu 0,4% ante o terceiro trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, o consumo do governo mostrou alta de 0,3%.

O Banco Safra reduziu a projeção para Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 de 2,10% para 1,90%, em virtude do menor crescimento esperado para a China em meio ao surto de coronavírus. Para o PIB chinês, a revisão foi de 6,0% para 5,5%, com a estimativa de que deve haver uma forte contração no primeiro trimestre que não deve ser totalmente recuperada à frente.

De acordo com as estimativas do banco, uma queda de 0,5 ponto porcentual no crescimento chinês deve reduzir em 0,2 ponto o PIB do Brasil, o que explica toda a revisão para a expansão da economia doméstica.

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"Em um mundo com as cadeias de produção cada vez mais interligadas, o risco de desabastecimento de insumos em alguns setores pode prejudicar a já combalida produção industrial, embora parte desse efeito possa ser revertido ao longo do ano", diz, em relatório, destacando também que a China é o maior destino das exportações brasileiras.

A revisão do PIB também gerou redução da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020 e 2021, já que o fechamento do hiato do produto deve demorar mais. Para este ano, a estimativa para o IPCA caiu de 3,60% para 3,50%, bastante aquém do centro da meta de 4,0%. Quanto a 2021, a alteração foi de 3,80% para 3,70%. O centro da meta para o ano que vem é de 3,75%.

Em relação à política monetária, contudo, a aposta fica inalterada, com a manutenção da taxa Selic em 4,25% até o segundo semestre de 2021. O banco reconhece que o efeito do surto tende a ser desinflacionário, apesar da depreciação cambial, mas nota que o Banco Central tem enfatizado o peso crescente da inflação de 2021. Então, afirma que o BC só deve retomar o ciclo de queda dos juros se as projeções para o ano que vem começarem a se afastar do centro da meta.

O Produto Interno Bruto (PIB) da França encolheu 0,1% no quarto trimestre de 2019 ante o trimestre anterior, segundo revisão divulgada hoje pelo Insee, o instituto de estatísticas do país.

A queda, que confirmou estimativa preliminar divulgada no fim de janeiro, veio após um aumento de 0,3% no terceiro trimestre ante o segundo.

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Em 2019, o PIB da França cresceu 1,3%, desacelerando ante o ganho de 1,7% de 2018, informou o Insee.

Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da startup 99, mostrou que a empresa de aplicativo por transportes fez a roda da economia brasileira girar em R$ 12,2 bilhões em 2019 - o equivalente a 0,18% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. O valor considera não só o que foi gasto com as corridas, mas também o que motoristas gastaram com serviços para poder fazer as caronas e de que forma eles consumiram os recursos ganhos ao trabalharem no aplicativo.

Feita a partir de dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), bem como com informações cedidas pela empresa sobre as corridas, o levantamento mostrou ainda que o "ciclo" da 99 gerou R$ 1,1 bilhão em impostos recolhidos, incluindo taxas como Imposto sobre Produtos Industrializados (nos carros utilizados), Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS). O estudo não inclui o impacto causado por outros serviços de transporte, como Uber e Cabify.

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Segundo Miguel Jacob, gerente de políticas públicas da 99, a ideia do estudo foi mostrar "como o setor de aplicativos, que é visto como ensimesmado, tem ligações com outros setores da economia".

Fundada em 2012 por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, a 99 foi o primeiro unicórnio brasileiro, ao ser comprada pela chinesa Didi Chuxing em janeiro de 2018. Hoje, a companhia afirma ter 600 mil motoristas e cerca de 18 milhões de usuários em todo o País, em 1,6 mil cidades. A empresa oferece viagens em carros comuns, táxis e corridas compartilhadas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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