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A Huawei anunciou nesta quinta-feira a segunda ação judicial contra a administração americana, que excluiu a empresa chinesa de telecomunicações de um fundo federal destinado ao desenvolvimento de infraestruturas em áreas rurais, alegando supostas razões de segurança nacional.

Em plena guerra comercial, tecnológica e diplomática entre Pequim e Washington, a Huawei denunciou uma decisão "ilegal" por parte da administração Trump, que considera a empresa líder mundial de equipamentos 5G um 'cavalo de Troia' do regime chinês.

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"A Huawei é uma empresa chinesa. Esta é a única desculpa de Washington para perseguir o grupo", denunciou o diretor do departamento jurídico do grupo, Song Liuping.

Em uma entrevista coletiva na sede do grupo em Shenzhen, sul da China, Song anunciou a apresentação de uma denúncia nos Estados Unidos contra a decisão do governo americano de afastar a Huawei de um fundo federal para o desenvolvimento de infraestruturas de telecomunicações em zonas rurais.

Washington suspeita que tanto a Huawei como a ZTE, outra empresa chinesa, poderiam espionar para Pequim, o que motivou a exclusão dos dois grupos, mês passado, de um fundo de 8,5 bilhões de dólares administrado pela Comissão Federal de Comunicações (FCC).

Alegando uma "ameaça para a segurança nacional", a FCC proibiu que as operadoras de telecomunicações americanas recorram ao Fundo de Serviço Universal (USF) para financiar equipamentos das duas empresas chinesas.

Também apresentou uma proposta para "exigir das empresas que recebam recursos do USF que retirem e substituam os equipamentos e serviços" prestados pela Huawei e ZTE.

O presidente da FCC, Ajit Pai, justificou a decisão apontando que Huawei e ZTE "têm vínculos estreitos com o governo comunista e o aparato militar chinês".

A Huawei, segunda maior empresa mundial de telefonia móvel, está no centro da batalha tecnológica entre China e Estados Unidos. Especialmente porque o grupo, fundado por um ex-engenheiro do exército chinês, Ren Zhengfei, é considerado um ator inevitável no fornecimento de equipamentos de tecnologia 5G, a quinta geração da internet móvel.

Para Song, a decisão da FCC não estabeleceu que a empresa chinesa constitui uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos.

"Vetar uma empresa como a Huawei não resolve as questões de cibersegurança", declarou.

A Huawei apresentou uma denúncia em março nos Estados Unidos contra a lei de finanças do Departamento de Defesa americano, que proíbe que as administrações públicas comprem equipamentos ou contratem serviços da empresa chinesa.

O Departamento do Comércio incluiu em maio a Huawei e suas filiais em uma lista de grupos proibidos de fazer negócios com empresas americanas.

A medida foi um duro golpe para a Huawei, que depende de tecnologia americana para seus smartphones, sobretudo o sistema operacional Android, do Google.

Mas também foi um golpe para as empresas americanas, que têm na Huawei um cliente importante, e para as operadoras que contam com os equipamentos do grupo para desenvolver o 5G.

Por este motivo, o governo Trump indicou no mês passado que começou a aprovar, em alguns casos, que algumas empresas americanas possam vender componentes para a Huawei, desde que exportem produtos que não colocam em risco a segurança nacional.

A ZTE ficou perto da falência no ano passado, depois que algumas empresas americanas foram proibidas de fazer negócios com a empresa por causa de suas relações com o Irã e a Coreia do Norte. O grupo ficou sem acesso a componentes vitais para sua produção. Mais tarde, porém, Donald Trump recuou e permitiu que a ZTE retomasse as importações, mas sob condições estritas.

O unilateralismo dos EUA ameaça os países da Otan, enquanto a China é uma potência "pacífica", afirmou o governo chinês nesta quinta-feira (5), depois que a Aliança Atlântica se referiu ao "desafio" de Pequim.

Na cúpula de Londres, os 29 países-membros da Otan aprovaram na quarta-feira uma declaração conjunta que descreve pela primeira vez a ascensão da China de desafio.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse a jornalistas que "o crescimento do poder chinês é de um poder pacífico".

Sem citar os Estados Unidos, assegurou que "a maior ameaça atual ao mundo é o unilateralismo e a intimidação".

"Até os aliados dos EUA foram vítimas", acrescentou. O presidente americano, Donald Trump, descreveu a Aliança Atlântica como "obsoleta" no passado.

Desde terça-feira, o chefe da Otan, Jens Stoltenberg, lembrou que Pequim é acusada de lançar ciberataques contra a Europa e recorrer à espionagem industrial, que tem "consequências para a segurança dos países da Aliança".

O preço da carne bovina chegou a um nível que até mesmo os chineses não estão dispostos a pagar, o que deve provocar um recuo no valor, inclusive no Brasil, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os preços médios da carne bovina importada pela China saíram de US$ 4.600 por tonelada para US$ 5.200 por tonelada, com picos próximos aos US$ 6 mil por tonelada. "São valores recordes que nem os chineses estão dispostos a pagar. Por isso, haverá o ajuste", disse o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi.

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Mas o presidente da CNA, João Martins, alertou que os preços não voltarão aos patamares passados. "Ninguém espera que voltem os preços de 60 dias atrás", disse Martins em evento de balanço anual da entidade, em Brasília. A própria ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o preço da carne não volta ao patamar anterior.

No período citado por Martins, a arroba do boi em São Paulo subiu cerca de 45%, de uma média de R$ 160 para R$ 230, e boa parte desse reajuste chegou ao varejo. A disparada ocorreu depois do aumento das importações chinesas, da redução na oferta brasileira e do crescimento do consumo no mercado interno.

De acordo com o presidente da CNA, o ajuste será feito pelo consumidor e pelo mercado. Ele lembrou que o avanço favorece os pecuaristas, já que os preços estavam "achatados e o custo de produção em alta". Além do aumento nas importações chinesas, a redução na oferta brasileira e o crescimento do consumo no mercado interno motivaram a disparada no preço da carne bovina.

Lucchi afirmou que não há possibilidade de falta de carne no mercado interno, pois o volume exportado do produto em novembro, pico das vendas, correspondeu a 22% a 23% da oferta total. "Se tomarmos esse volume como base, vamos exportar 28% da produção em 2020. Mas a capacidade de reação do pecuarista é grande e vamos ter aumento na oferta", explicou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (3), por ampla maioria, a adoção de uma posição mais firme de Washington contra o tratamento dado pela China à minoria uigure, e pediu ao presidente Donald Trump que aplique sanções a altos funcionários chineses.

O texto condena as "flagrantes violações dos direitos humanos" da China vinculadas a sua política na região ocidental de Xinjiang, no noroeste do país, uma zona predominantemente muçulmana onde ao menos um milhão de uigures e integrantes de outras minorias estão em campos de detenção.

A medida, aprovada por 407 votos a 1, pede a Trump que adote sanções contra altos funcionários do governo chinês e é uma versão mais dura de outra, adotada pelo Senado em setembro.

Os dois textos devem ser harmonizados para seu envio à Casa Branca.

"Estamos enviando uma mensagem a Pequim", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. "Os Estados Unidos estão observando e não ficarão em silêncio".

A China reagiu qualificando de "calúnia" a decisão da Câmara de promover sanções contra funcionários chineses.

"É uma calúnia de maneira arbitrária contra os esforços da China de combate à radicalização e ao terrorismo" na região de Xinjiang, durante muito tempo palco de atentados mortíferos, disse Hua Chunying, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

Pequim qualifica os campos de detenção de "centros de educação e formação profissional" para combater o islamismo, o separatismo e o terrorismo em Xinjiang, palco de ataques atribuídos aos uigures no passado.

A Otan está se preparando para reconhecer pela primeira vez os "desafios" que a China traz, embora sem querer fazer desse gigante econômico, cujas capacidades militares estão aumentando, um adversário.

Durante o encontro de cúpula em Londres, os líderes dos 29 países da Aliança assinarão na quarta-feira uma declaração conjunta reconhecendo as "oportunidades e desafios" trazidos pela China.

A reunião na Inglaterra para comemorar o 70º aniversário da Otan servirá também para adotar um documento interno sobre um plano de ação sobre como os aliados devem se relacionar com o gigante asiático.

"Agora reconhecemos que o auge da China tem implicações em questões de segurança para todos os aliados", disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em um evento paralelo nesta terça-feira (3) em Londres.

Stoltenberg explicou que China "possui o segundo maior orçamento de defesa" do mundo e com recursos modernos", como mísseis que podem atingir toda a Europa e os Estados Unidos.

Sob a presidência de Xi Jinping, a China adotou uma atitude mais assertiva em sua política externa e é acusada de montar ciberataques contra a Europa e de espionagem para roubar propriedade intelectual.

O Mar da China Meridional tornou-se uma fonte de tensão entre Pequim e Washington, com os americanos acusando o gigante asiático de "intimidação".

Pequim construiu instalações militares, armou navios e enviou embarcações de vigilância nesta zona marítima disputada, onde vários países têm reivindicações opostas.

- "Novo adversário"? -

A missão de defesa da Aliança Atlântica é limitada à Europa e América do Norte, mas Stoltenberg disse que a influência chinesa está começando a chegar a essas áreas.

"Não se trata de transferir a Otan para o Mar da China Meridional, mas levar em conta que a China está se aproximando de nós no Ártico, na África, investindo pesadamente em nossa infraestrutura na Europa, no ciberespaço", afirmou.

Mas o ex-primeiro-ministro norueguês insistiu que a nova abordagem da Otan não era criar um "novo adversário, mas analisar, entender e responder de maneira equilibrada aos desafios impostos pela China".

A Europa tem se esforçado para encontrar uma posição comum sobre a China. Alguns países destacam o risco que representa, enquanto outros, especialmente no sul e leste, acolhem com satisfação seus investimentos em infraestrutura.

O projeto de declaração da cúpula, que os embaixadores dos países da Otan aprovaram, também destaca a necessidade de sistemas de comunicação "seguros", especialmente no que diz respeito à infraestrutura 5G.

Isso apontou para uma crescente ansiedade na Otan e nos países ocidentais sobre o papel das empresas chinesas, especialmente a Huawei, na construção das redes necessárias para a próxima geração de comunicações sem fio.

Washington pede à Europa que exclua a Huawei do desenvolvimento dessas redes 5G, garantindo que a empresa tem laços estreitos com o governo chinês e que o equipamento pode ser usado como ferramenta de espionagem por Pequim.

Na semana passada, a Alemanha disse que planeja restringir as regras de aquisição de empresas nacionais de ponta, devido ao interesse de empresas chinesas.

A medida afeta empresas que trabalham nas áreas de robótica, inteligência artificial, semicondutores, biotecnologia e tecnologia quântica.

Tomas Valasek, analista do centro de reflexão Carnegie Europe, disse que provavelmente levará tempo para a Otan construir una política sobre China.

A longo prazo, a China poderia representar, em sua opinião, "um problema maior mas de combustão mais lento que o tradicional adversário da Otan, a Rússia.

A gigante chinesa Huawei está fabricando smartphones sem os chips dos Estados Unidos. O último telefone da companhia, que foi lançado em setembro, não continha peças americanas, de acordo com uma análise do UBS e da Fomalhaut Techno Solutions, um laboratório de tecnologia japonês que desmontou o dispositivo para inspecionar seu interior.

Em maio, o governo Trump proibiu remessas dos EUA para a Huawei, à medida que as tensões comerciais com Pequim aumentavam. Essa medida impediu empresas como Qualcomm e Intel de exportar chips para a empresa da China, embora alguns envios de peças tenham sido retomados no verão depois que as companhias determinaram que não foram afetadas pela restrição.

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Ainda que a Huawei não tenha parado totalmente de usar os chips americanos, a companhia reduziu sua dependência de fornecedores dos EUA, de acordo com a análise da Fomalhaut. Inspeções semelhantes feitas pela iFixit e pela Tech Insights chegaram a conclusões semelhantes.

Apesar desse progresso, a Huawei ainda possui uma grande vulnerabilidade na cadeia de suprimentos. Seus smartphones rodam no sistema operacional Android e fazem uso de vários aplicativos criados pelo Google. Embora o Android seja de código aberto e possa ser usado livremente, os aplicativos - incluindo YouTube, Google Maps e Play Store - não são. Fonte: Dow Jones Newswires.

A Ásia, e em especial a China, brilha mais uma vez no ranking Pisa da OCDE publicado nesta terça-feira (3), onde o Brasil aparece entre os 20 piores, segundo esta avaliação da qualidade, igualdade e eficiência da educação básica.

Publicado a cada três anos desde 2000 pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, o relatório, que avalia competências nas áreas de ciência, matemática e compreensão textual de alunos de 15 anos se tornou uma referência mundial para organismos especializados e governos.

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O relatório conclui este ano que um em cada quatro estudantes nos países da OCDE "não pode completar nem as tarefas de leitura mais básicas", o que significa que é provável que tenham dificuldades "para encontrar seu caminho na vida em um mundo digital cada vez mais volátil".

Os exercícios foram apresentados em maio de 2018 a 600.000 jovens de 79 países e territórios, uma amostra que representa 32 milhões de estudantes.

Vários países asiáticos estão entre os mais bem-educados do mundo em leitura, ciência e matemática. Quatro metrópoles e províncias chinesas (Pequim, Xangai, Jiangsu, Zhejiang) lideram o ranking, seguidas por Singapura, Macau (China) e Hong Kong (China), Estônia e Canadá.

"Em muitos países asiáticos, a educação infantil é prioridade número um. Os professores recebem formação de qualidade e há grande investimento nos estabelecimentos em dificuldade", explica Éric Charbonnier, especialista em educação na OCDE.

Os países latino-americanos melhores colocados nessas áreas são Chile (43), Uruguai (48), Costa Rica (49) e México (53). O Brasil figura na 57ª posição, à frente de Colômbia (58), Argentina (63), Peru (64), Panamá (71) e República Dominicana (76).

Na região foram excluídos do estudo a Bolívia, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Paraguai e Venezuela.

"Sem educação adequada, os jovens vão permanecer à margem da sociedade, incapazes de enfrentar os desafios do mundo do trabalho, e a desigualdade continuará aumentando", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, ao apresentar o relatório em Paris, na abertura de uma conferência de dois dias sobre o futuro da educação.

Segundo o relatório, a maioria dos países, particularmente no mundo desenvolvido, teve poucas melhorias em seu desempenho na última década, embora os gastos com educação tenham aumentado 15% no mesmo período.

"Cada dólar investido em educação gera grandes dividendos em termos de progresso social e econômico e é a base de um futuro inclusivo e próspero para todos", acrescentou Gurría.

Em média, as meninas superam os meninos na leitura nos países da OCDE, enquanto os garotos estão acima em matemática, mas abaixo em ciência.

- O desafio da inteligência artificial -

De acordo com o relatório, as necessidades educacionais dos adolescentes de 15 anos "mudaram de maneira fundamental" com a chegada dos smartphones, que transformaram a maneira como as pessoas leem e trocam informações.

Ao mesmo tempo, a digitalização provocou o surgimento de novas formas de texto.

"No passado, os alunos podiam encontrar respostas claras para suas perguntas em livros aprovados pelo governo em que podiam confiar. Hoje encontram centenas de milhares de respostas on-line, e cabe a eles determinar o que é verdeiro e o que é falso", diz o relatório.

A OCDE também alerta que as disciplinas mais fáceis de ensinar são "igualmente fáceis de digitalizar e automatizar".

"A inteligência artificial amplifica ideias boas e ruins (...) É por isso que a educação no futuro não significa apenas ensinar a população, mas também ajudá-la a desenvolver critérios confiáveis que lhe permita navegar através de um mundo cada vez mais complexo, ambíguo e em mudança", destaca o relatório.

O desafio digital também tem como consequência, alerta o estudo, que "mais estudantes hoje consideram a leitura como um desperdício de tempo (+5 pontos percentuais) e meninos e meninas são menos propensos a ler por diversão (- 5 pontos) do que seus pares em 2009".

A resposta não demorou. Três dias após o anúncio de represálias contra o apoio dos Estados Unidos a Hong Kong, a China sancionou nesta segunda-feira (2) a Marinha e várias associações americanas.

Na semana passada, o regime comunista anunciou que adotaria medidas de represália depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou a lei sobre os direitos humanos e a democracia em Hong Kong.

Pequim considera o texto uma interferência nos assuntos internos do país e anunciou nesta segunda-feira a suspensão imediata das escalas dos navios de guerra americanos na ex-colônia britânica, retrocedida em 1997. Desde então os navios americanos costumavam atracar em Hong Kong.

O governo chinês, que exerce sua autoridade sobre Hong Kong em matéria militar, "suspenderá a avaliação das petições de visita de recuperação dos navios de guerra americanos, desde hoje", anunciou à imprensa a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Em agosto passado, Pequim já havia bloqueado duas visitas de navios americanos, segundo a Marinha dos EUA. A última visita da US Navy foi em abril, antes da eclosão dos protestos em Hong Kong.

"Operacionalmente, do ponto de vista militar, isso não muda grande coisa para os Estados Unidos", declarou à AFP Michael Raska, especialista em questões de defesa da Universidade Tecnológica de Nanyang de Singapura.

Politicamente, a decisão de Pequim demonstra que "a tensão entre China e Estados Unidos continuará aumentando", previu.

Para o especialista Michael Cole, do Global Taiwan Institute de Taipé, a medida "é, antes de tudo, simbólica", mas ilustra "a escalada de represálias que envenena a relação" entre ambas as potências.

- ONGs sancionadas -

Além disso, o governo chinês imporá "sanções às ONGs que se comportaram mal" em Hong Kong, anunciou Hua, sem dar detalhes.

Entre essas ONGs, aparecem organizações ativas no âmbito dos direitos humanos, como a Human Rights Watch e a Freedom House.

Na semana passada, o governo chinês anunciou que tomaria medidas de represálias diante da "lei de 2019 sobre direitos humanos e democracia em Hong Kong", assinada pelo presidente americano.

O texto ameaça com a suspensão do status econômico especial que Washington dá à ex-colônia britânica caso os direitos dos manifestantes não sejam respeitados.

Donald Trump também aprovou uma medida para proibir a venda de material destinado a repressão pela polícia de Hong Kong às manifestações.

A essa divergência sobre Hong Kong soma-se a guerra comercial e tecnológica travada entre os dois países há um ano e meio.

Até agora, Pequim resistiu a misturar os dois assuntos e suspender as negociações, que atualmente estão concentradas sobre um "acordo preliminar" no âmbito comercial.

Caso esse acordo não seja alcançado, novos aumentos de tarifas mútuas poderão ser implementados a partir de 15 de dezembro.

A partir deste domingo (1º), as operadoras de telecomunicações na China serão obrigadas a coletar as imagens dos rostos escaneados dos novos usuários de telefones celulares.

Em setembro, o ministro chinês da Indústria e Tecnologia da Informação publicou uma nota sobre a "salvaguarda dos direitos e interesses legítimos dos cidadãos on-line", a qual enumera uma série de novas normas.

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Entre elas, a obrigação das operadoras de telecomunicações de usarem "Inteligência Artificial e outros meios técnicos" para verificar a identidade das pessoas que registrarem um novo número de telefone.

Um representante de serviço ao cliente da China Unicom disse à AFP que, na prática, isso significa que os clientes que registrarem um novo número terão de gravar a si mesmos.

A medida surge em um contexto de auge dos sistemas de reconhecimento facial na China por parte das autoridades.

Nas últimas semanas, os consumidores têm sentido no bolso o aumento fora do normal do preço da carne bovina em frigoríficos da Região Metropolitana do Recife (RMR). O cordão mignon, que antes custava R$ 16,00 o quilo, subiu para R$ 32,00. E mesmo na vantagem de preço em comparação as outras carnes, a paleta sofreu uma alteração de mais de 4%.

A razão do reajuste é que o Brasil está exportando o produto para a China, país que está tendo suas carnes atingidas por um vírus suíno oriundo da África. No Brasil, com a queda nas vendas, o mercado também é afetado.

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Leonardo da Silva, vendedor em um açougue do Recife, diz que se sente preocupado por causa do baixo movimento. De acordo com ele, os clientes, que agora compram carne de segunda e em menor quantidade, têm se queixado dos valores mais caros. “Tem gente que chega aqui e acha que a gente está satisfeito com esse aumento. Mas a gente não está satisfeito. Com o preço barato, todo mundo compra. Mas ninguém pode comprar mais. A gente nem vende e ainda temos que pagar despesas, impostos... não conseguimos. Tá sendo absurdo para se trabalhar”, desabafa.

Em outro ponto de vendas da cidade, o aumento chegou a registrar 30% a mais, segundo o gerente Jurandir Lopes. “A demanda agora é maior pelas carnes suínas, aves e ovos”, diz. A prova disso são algumas pessoas que trocaram a carne por frango, por exemplo. "A carne está muito cara e ainda não rende. Então, não vale a pena. Por isso, resolvi comprar coxa e sobrecoxa", completa.

O vendedor Adeilson Batista considera o acréscimo do valor abusivo. Ele lamenta as poucas vendas, especialmente as carnes de primeira qualidade. O acém e a costela estão sendo comercializadas em nível bem menor do que há um mês. "Com esse preço, um assalariado não tem condições de pagar por 1kg. Estão dando prioridade à China e a gente que fica na pior", afirma.

Uma recepção calorosa no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, marcou a chegada nessa terça-feira (26) de um grupo de 18 estudantes do Colégio Pedro II, dos quais 11 conquistaram medalhas na principal olimpíada de matemática da China, a World Mathematics Team Championship. 

Familiares e também representantes da instituição os aguardavam com adereços chineses, faixas e muita animação. A escola pública federal obteve o melhor desempenho entre todas as 22 instituições brasileiras participantes da competição. Além disso, uma de suas estudantes trazia no pescoço a única medalha de ouro da categoria avançada conquistada pelo Brasil.

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A participação no evento já era considerada uma vitória. Os alunos estavam convidados a competir na China devido ao desempenho na Olimpíada Matemática Sem Fronteiras, mas precisavam de verba. Eles chegaram a lançar campanhas de financiamento coletivo na internet, vender doces nas ruas do Rio de Janeiro, fazer rifas e organizarem aulas coletivas de reforço para outros colegas ao custo de R$10 reais por pessoa. Ao fim, a direção do Colégio Pedro II obteve R$150 mil junto ao Ministério da Educação (MEC) para enviar a delegação. A verba extra arrecadada pelos estudantes, superior a R$ 14 mil, também teve importância: com esse valor foram incluídos mais estudantes, e inclusive professores, no grupo que viajou.

"A história deles começou há quatro anos. Juntos, esses alunos têm mais de 100 medalhas em mais de 10 olimpíadas no Brasil. Esta história de preparação, de engajamento, de talento e, principalmente, da visão de futuro desses garotos mostra que a educação pública pode ser boa. É só ela ser apoiada e financiada", diz Ivail Muniz Junior, professor de nove alunos do Campus Centro do Colégio Pedro II, onde ocorrem aulas do ensino fundamental. Os outros nove viajantes são estudantes de ensino médio do Campus São Cristóvão.

De acordo com Ivail, um dos principais desafios da competição é a rapidez exigida pela prova. A única brasileira medalhista de ouro na categoria avançada, Adrieny Monteiro dos Santos Teixeira, concorda. "Foi bem difícil, pelo tempo e pelo nível de dificuldade. Você tem apenas 10 minutos para resolver oito questões, depois mais 10 pra fazer mais quatro, e assim vai. A ficha está caindo agora", disse.

O seu feito ganhou ainda mais destaque tendo em vista que ela é estudante do 9º ano do ensino fundamental, mas, devido à faixa etária, seus concorrentes eram majoritariamente do ensino médio. A categoria avançada, em que ela foi incluída, é voltada para alunos de 15 a 18 anos. Já na categoria intermediária, disputam alunos entre 12 e 15 anos. "Eu não gostava de matemática. O Colégio Pedro II me estimulou, me levou para diversas olimpíadas no Brasil e eu fui gostando. Então também tenho que agradecer aos meus professores, além dos colegas e da família que sempre me apoiou", acrescenta Adrieny que hoje pensa em se tornar engenheira.

Conquistaram medalha de prata os alunos João Victor Diniz de Andrade, Rafaela Luiz Costa Franco e João Matheus Nascimento Gonçalves. O bronze foi conquistado por Ana Catarina dos Santos, Ana Júlia Victal dos Reis, Arthur Rampazio Siqueira, Isabel dos Santos Fernandes, Luiz Carlos Machado Ferreira, Gustavo Michaloski e Bruna Melloni Romero. Os outros sete estudantes tiveram menção honrosa: Gabriela Maia da Silva, Samuel Fraga Soares, Beatriz Ferreira, Deisianny Santos, Gabriel Henrique, Gabriel Lopes e Tauat Lara.

O discurso de agradecimento à escola estava na ponta da língua dos pais que estiveram lá para recepcionar os premiados. "Estou sem acreditar até agora. A prova era de alto nível. Só uma escola pública, gratuita e de qualidade poderia proporcionar isso para a minha filha", disse Janaína Monteiro dos Santos, mãe de Adrieny. Tatiane Garcia, mãe da medalhista de bronze Isabel Fernandes, destacou que não apenas a matemática, mas outras disciplinas também contribuíram para o feito. "A Isabel nunca fez curso de inglês. O que ela sabe, aprendeu na escola", conta. As provas foram aplicadas em inglês e uma professora do idioma também acompanhou a delegação.

Emoção

"Quando começaram a sair as notícias das medalhas, deu uma tremedeira. Nós tínhamos consciência de que a dificuldade era grande. A gente falava para nossas filhas para não se importar tanto com o resultado, que o importante era estar lá e viver essa experiência. Então agora é só orgulho", acrescenta Tatiane. Mas além do resultado, houve ainda outros motivos para que a experiência emocionasse pais e alunos. Irina Michaloski, mãe do medalhista de bronze Gustavo Michaloski, listou uma delas. "Foi a vez que eu fiquei mais tempo longe dele", se emociona.

Quase todos os estudantes viveram também a emoção de sua primeira viagem internacional. Alguns deles relataram ainda terem entrado em um avião pela primeira vez. Foi o caso da medalhista de prata, Rafaela Luiz Costa Franco, do 2º ano do ensino médio. "Foi incrível. Pessoas de vários países no mesmo hotel, conversando e dividindo informações", conta.

A professora Isabel Campos Barroso destacou a programação para além das provas. "Além de terem competido com pessoas de diferentes países, da China, da Coreia, da Tailândia, da Austrália, eles puderam visitar monumentos que são patrimônios da humanidade. Nós fomos à Muralha da China, à Cidade Proibida. Conhecer essa realidade que é tão diversa da nossa nos enriquece culturalmente e nenhum deles vai esquecer".

Andreia Bandeira Ribeiro, diretora-geral do Campus Centro do Colégio Pedro II, também marcou presença na recepção aos alunos e lembrou da importância do investimento nas escolas públicas. Ela afirma que alguns desses alunos são beneficiários das políticas de assistência estudantil, que os ajudam a se manterem na escola. "A educação nesse país é uma questão de oportunidade", concluiu.

A China superou os Estados Unidos no número de missões diplomáticas, o que revela sua ambição mundial, informa um estudo do australiano Lowy Institute. "Com 276 postos no mundo, a China superou pela primeira vez os Estados Unidos, que têm 273", destacam os autores do Global Diplomacy Index.

O aumento do peso diplomático chinês foi favorecido em 2019 pela abertura de embaixadas em países que deixaram de reconhecer Taiwan. Os números demonstram as mudanças geopolíticas dos últimos anos.

"A diplomacia americana entrou em um período de incerteza devido às restrições orçamentárias decididas pelo presidente Donald Trump e a dificuldade de reter os diplomatas de carreira", afirma o Lowy Institute.

Estados Unidos, no entanto, permanecem na liderança no que diz respeito ao número de embaixadas ou consulados, 342 contra 256 para a China.

Pequim abriu missões diplomáticas em Burkina Faso, República Dominicana, El Salvador, Gâmbia e São Tomé e Príncipe, ex-amigos diplomáticos de Taiwan.

Ao mesmo tempo, o Reino Unido caiu para o 11º lugar da lista, atrás de Itália, Espanha e Brasil, apesar de sua ambição de desenvolver um "Reino Unido planetário" com a saída da União Europeia.

A participação de drones no encerramento de um festival relacionado à indústria aeronáutica chamou atenção em Nanchang, na China. Os aparelhos meticulosamente coordenados formaram imagens coloridas de diversas aeronaves no céu, no último sábado (16).

Milimetricamente agrupados, cerca de 800 drones representaram um avião comercial C909, além de outras aeronaves, como um helicóptero, um monomotor e um caça. Quem presenciou a cena ficou impressionado com as imagens formadas e a movimentação dos drones que, inclusive, reproduziram até o giro das hélices. 

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Confira

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Uma explosão em uma mina de carvão matou 15 operários e feriu outros nove na província de Shanxi, no norte da China, informou nesta terça-feira (19) a imprensa local.

Segundo a agência oficial de notícias Xinhua, a explosão foi provocada por gás e ocorreu em uma mina da empresa Shangxi Pingyao Fengyan Coal & Coke Group.

A mesma fonte revelou que 35 operários estavam na mina quando ocorreu a explosão, e onze conseguiram escapar ilesos.

Os feridos se encontram em situação estável e as autoridades já iniciaram uma investigação sobre as causas da explosão, informou a Xinhua.

Acidentes em minas são comuns na China, onde a indústria de mineração é conhecida por seus baixos padrões em matéria de segurança.

A China realizou nesta quinta-feira (14) um teste com o equipamento de pouso que enviará em uma viagem de sete meses a Marte.

O aparelho, em forma de uma aranha gigante de quatro patas, desceu sobre uma base perto de Pequim em condições de gravidade semelhantes às do Planeta Vermelho.

Sob o olhar atento da imprensa e de diplomatas estrangeiros, o dispositivo realizou com sucesso a manobra para se aproximar do solo.

"Este ensaio é um teste importante da missão a Marte", disse o diretor da Administração Espacial Chinesa (CNSA), Zhang Kejian.

Ele disse ainda que o programa, em andamento desde 2016, está sendo desenvolvido "sem obstáculos", embora a data da decolagem, programada para ser realizada na ilha tropical de Hainan (sul), ainda não esteja definida.

A viagem vai durar sete meses, e o pouso, apenas sete minutos, segundo o diretor do programa da missão a Marte, Zhang Rongqiao, e será "a fase mais delicada de toda missão".

A sonda será lançada pelo foguete Marcha Longa 5 e transportará 13 tipos de equipamentos a bordo, incluindo seis veículos de exploração (rover), informou a CNSA.

"Os equipamentos serão usados para coletar dados sobre meio ambiente, morfologia, superfície, estrutura e atmosfera em Marte", explicou Zhang Rongqiao.

Segunda potência econômica mundial, a China quer recuperar seu atraso em relação aos Estados Unidos em questões espaciais. Hoje, investe mais nesse setor do que Rússia e Japão (cerca de US$ 8,4 bilhões, segundo estimativa da OCDE em 2017).

Este ano, a China se tornou o primeiro país do mundo a conseguir colocar uma sonda na face oculta da Lua.

Em 2022, a gigante asiática espera colocar em órbita uma grande estação espacial que deve se tornar a única no mundo, após a retirada programada em 2024 da Estação Espacial Internacional (ISS). Desta última, participam Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quarta-feira (13), que o Brasil conversa com a China sobre a possibilidade de estabelecer uma área de livre-comércio entre os dois países. Este tipo de acordo costuma prever uma fase de transição até o fim de todas as barreiras tarifárias na venda de produtos.

O jornal O Estado de S.Paulo/Broadcast apurou que as negociações estão em estágio inicial e que, formalmente, ainda não incluem a ideia de uma área de livre-comércio. Além disso, pelas regras do Mercosul, países membros do bloco não podem firmar individualmente acordos bilaterais que envolvam eliminação de tarifas.

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Neste sentido, uma eventual negociação teria de acontecer entre a China e o Mercosul. É o que faz hoje o bloco em conversas com Coreia do Sul, Canadá, Líbano e Singapura.

Segundo fontes, neste momento o objetivo é aumentar os itens na pauta de exportação para a China, hoje concentrada em três produtos: soja triturada (34%), óleos brutos de petróleo (24%) e minério de ferro (21%).

"Estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma 'free trade area' (área de livre comércio). Estamos buscando um alto nível de integração. É uma decisão. Queremos nos integrar às cadeias globais. Perdemos tempo demais, temos pressa", afirmou o ministro, em seminário do banco do Brics, em Brasília. A capital federal recebe desde quarta-feira o encontro de cúpula do grupo, que reúne líderes de Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul.

Durante evento distinto do que teve Guedes como participante, o presidente Jair Bolsonaro ressaltou o desejo de uma maior aproximação com a China, mas não fez menção a um acordo de livre-comércio entre os dois países. "A China é nosso primeiro parceiro comercial e, juntamente com toda minha equipe, bem como com empresariado brasileiro, queremos mais que ampliar, queremos diversificar nossas relações comerciais", disse Bolsonaro.

Já o presidente chinês, Xi Jinping, disse que a China está disposta a trabalhar com o Brasil "em pé de igualdade" para intercâmbio em diferentes áreas. Os dois países fecharam na quarta-feira acordos bilaterais em transporte, saúde, segurança, comunicações e agronegócio. O último possibilita a venda de melão brasileiro para a China em troca da importação de pera chinesa.

Balança

A China é hoje o maior parceiro comercial do País. De janeiro a outubro deste ano, o Brasil exportou US$ 21,5 bilhões a mais do que importou da China. Os chineses respondem por 27,8% das exportações e por 20% das importações. Sem entrar em detalhes, Guedes afirmou que o objetivo do Brasil é ampliar as trocas comerciais com o país asiático, ainda que isso signifique uma redução do superávit comercial do Brasil com o parceiro. "Não me incomodo se nossa balança (comercial) com a China se equilibrar lá na frente."

Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro afirmou que o anúncio é positivo, mas ressaltou que, diferentemente do Brasil, a China possui baixos custos de produção e alta eficiência. Assim, uma eventual abertura afetaria principalmente o setor de manufatura brasileiro, que seria tomado por produtos chineses. "A indústria brasileira não está preparada para nenhuma abertura de mercado hoje", disse ele.

Segundo fontes do governo, as conversas entre autoridades dos dois países incluem a formação de joint-ventures com empresas chinesas para manufaturar os produtos no Brasil, aumentando o valor agregado.

O Brasil tem uma demanda antiga para que os chineses abram o mercado interno a produtos agrícolas processados e semiprocessados, de maior valor agregado, como a soja, que poderiam ampliar os ganhos nas exportações.

Guedes não descartou acordos com outros países ou blocos comerciais. "Se pudermos passar para a área de livre-comércio com outras áreas do mundo, também queremos", afirmou o ministro da Economia. "Queremos nos integrar. Vamos fazer 40 anos em quatro."

No fim de julho, o Brasil iniciou oficialmente as negociações para o fechamento de um acordo comercial com os Estados Unidos, após o Mercosul ter fechado, semanas antes, um acordo de livre-comércio com a União Europeia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente da Seção Chinesa do Conselho Empresarial Brics, Xu Lirong, pediu aos seus pares do grupo a defesa do multilateralismo econômico. "Estamos em uma nova etapa de revolução industrial com novas tecnologias permitindo uma nova fase ao comércio internacional, será uma transformação", afirmou.

"Precisamos ter um entendimento correto de desse desenvolvimento", disse. "Precisamos saber que direção rumar e defender o multilateralismo."

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Segundo ele, a globalização econômica é uma tendência histórica e não há quem possa freá-la. Xu Lirong defendeu ainda a elevação da parceria entre os Brics, "de forma estável e com mais energia".

"Existe a necessidade e desejo dos países em ver as cooperações seguirem adiante e em patamar mais elevado", afirmou.

Já para a presidente da seção Sul-Africana, Busi Mabuza, as organizações econômicas estão passando por uma crise existencial. "As tensões também deverão gerar desigualdade", disse. "Tensões exacerbam desigualdades, especialmente no continente africano", afirmou.

Para Mabuza, é preciso reiniciar as relações entre grandes economias e pequenas economias "para nosso benefício mútuo".

"Precisamos examinar as fontes de desequilíbrio nas nossas relações comerciais, precisamos ver por que as economias menores não estão recebendo os benefícios que elas precisam", afirmou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Brasil conversou com a China sobre a possibilidade de estabelecimento de uma área de livre comércio entre os países. Sem entrar em detalhes sobre o assunto, Guedes afirmou que o objetivo do Brasil é ampliar o governo com o país asiático, ainda que isso signifique uma redução do superávit comercial do Brasil com o parceiro.

"Não me incomodo se nossa balança (comercial) com a China se equilibrar lá na frente", afirmou Guedes, durante evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), também conhecido como o "Banco dos Brics". "O que queremos é mais comércio com a China."

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Após discursar no evento, Guedes foi questionado por jornalistas sobre como estão as discussões para uma área de livre comércio com a China. O ministro novamente não entrou em detalhes.

"O governo Bolsonaro chegou com a decisão de buscar o caminho da prosperidade. A integração ao comércio global é um dos caminhos para a prosperidade", disse Guedes. "Entramos no Mercosul e dissemos: queremos continuar nos integrando. Entramos para a União Europeia e dissemos: queremos continuar nos integrando. Agora, estamos conversando com os Brics, com o mesmo discurso: queremos continuar nos integrando", disse Guedes.

O ministro afirmou, porém, que a conversa com a China tem sido sobre como aumentar a cooperação em diferentes dimensões. Em primeiro, na dimensão de comércio. "O fluxo de comércio do Brasil com a China era de US$ 2 bilhões mais ou menos na virada do século. Hoje estamos negociando US$ 100 bilhões", citou. De acordo com Guedes, a China é o mais importante parceiro comercial do Brasil. "Estamos conversando exatamente como podemos aumentar este grau de cooperação."

Guedes afirmou ainda que o Brasil busca aumentar os fluxos de investimento com o país asiático. Ele citou ainda a importância de se aumentar o fluxo de investimentos por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Economia fechada

O ministro da Economia afirmou que o Brasil ainda é uma das economias mais fechadas do mundo. "Estamos trabalhando para mudar isso", acrescentou, durante discurso.

Segundo Guedes, o Brasil se trancou nos últimos anos numa armadilha de baixo crescimento. "Queremos sair desta armadilha. Uma das ferramentas é a integração. A má notícia é que demoramos a entender isso", afirmou. "Outros parceiros criaram tratados sem envolver o Brasil, porque o Brasil está atrás."

O ministro afirmou que, apesar de atrasado, o País tem "as melhores expectativas para o futuro".

Paulo Guedes participou do seminário "O NDB e o Brasil: Parceira Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável", promovido em Brasília. O evento ocorreu por ocasião da XI Cúpula dos Brics, que reúne líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, nesta quarta-feira (13), o presidente da República Popular da China, Xi Jinping, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O líder chinês chegou às 11h10 ao prédio onde estão previstas a assinatura de atos e uma declaração conjunta à imprensa.

O encontro entre os dois chefes de Estado ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. Na ocasião, foram assinados acordos e memorandos de entendimento em política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura. Agora, os dois países querem aprofundar esse intercâmbio, a confiança política e ampliar a cooperação em diversas áreas.

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A bilateral entre os dois chefes de Estado acontece no âmbito da 11ª Reunião de Cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A programação do evento começa nesta tarde com o encerramento do Fórum Empresarial do Brics. Antes, Bolsonaro também se encontra, no Palácio do Planalto, com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

À noite, de volta a Itamaraty, o governo brasileiro oferecerá um jantar em homenagem aos líderes do bloco, e amanhã (14), também no Ministério das Relações Exteriores, acontecem as sessões plenárias e o almoço de encerramento da cúpula.

Cúpula

Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics tem como lema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010. Em 2014, o Brasil também organizou a cúpula, que aconteceu em Fortaleza.

Um peixe com um semblante muito parecido com o de um ser humano foi filmado no vilarejo de Miao, na cidade de Kunming, China. O vídeo foi compartilhado originalmente em uma rede social chinesa e se espalhou pelo mundo devido a tamanha estranheza do que se vê. O peixe em questão é uma carpa.

Confira o flagra

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