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O recifense, mesmo com todas as dificuldades que enfrenta, se considera feliz. Esse é o resultado do levantamento do Instituto de Pesquisas UNINASSAU, encomendado pelo LeiaJá em parceria com o Jornal do Commercio, divulgado neste domingo (29). A nova pesquisa é animadora ao questionar se o eleitor se considera uma pessoa feliz: 95% afirmaram que se sentem felizes entre os seus familiares, como também com os amigos. 84% se mostram felizes entre os colegas de profissão e 83% entre os vizinhos. 

Na mesma perspectiva de felicidade, 75% dos entrevistados afirmaram que a vida irá melhorar. Apenas 21% acreditam que tudo “continuará na mesma”. Os mais pessimistas integram um número pequeno: apenas 3% acham que a vida irá piorar e 1% não soube ou não quis responder. A maioria, uma soma de 69%, em relação ao bem-estar, também se consideram felizes. 

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O coordenador do Instituto de Pesquisas UNINASSAU, o cientista político Adriano Oliveira, explica que o estudo mostra que o eleitor está feliz com o seu ambiente social. “Quando nós perguntamos a ele sobre o bem-estar, não faz referência apenas à economia, ele faz referência também aos familiares, amigos e colegas de profissão e a pesquisa mostra que ele está feliz. Entretanto, quando estamos diante do bem-estar econômico em referência a renda, o eleitor mostra que a renda não aumentou nos últimos anos e até piorou, aí ele mostra uma insatisfação econômica”. 

 O cientista ressalta que é importante salientar que o eleitor é otimista. “Ou seja, ele acredita que no futuro a sua vida melhorará. Ele considera o seu bem-estar como um todo. É otimista em relação que a vida irá melhorar”. 

Apesar de todo o otimismo, quando se trata de renda, emprego e economia, o levantamento revelou uma certa decepção. Somente 24% afirmam que aumentou a renda familiar e 49% dizem ter continuado “na mesma” contra 16% que garantem que diminuiu e 6% que diminuiu muito. 

Sobre “estar feliz” em morar no Brasil, a metade dos brasileiros também se mostram confiantes. O estudo também expôs que 50% estão felizes em morar no país contra 14% que se consideram infelizes. 14% se mostraram indiferentes, 8% muito felizes e 4% muito infelizes. 10% não souberam ou não quiseram responder

Em relação a sair do Brasil para morar em outro país, especificamente nos Estados Unidos, Canadá e Portugal, 48% falaram que não sairiam contra 42% que afirmaram que sim. Os que responderam talvez totaliza 9% e 1% não souberam ou não quiseram responder. 

“Vale salientar que o brasileiro quer ficar no país, a sua maioria. Entretanto, 62% dos jovens de 16 a 24 anos querem sair do país. Isso mostra uma decepção da juventude, a falta de sonho dessa juventude. Saliento ainda que com o passar da idade você diminui o interesse de sair do país, ou seja, quanto mais jovem mais interesse em sair do Brasil. Quanto menos jovem, menor o interesse em sair”, detalhou Adriano Oliveira 

A pesquisa foi registrada junto à Justiça eleitoral sob o número PE-00515/2018, no dia 20 de julho de 2018. O nível estimado é de 95% de confiança e uma margem de erro de 4,5 pontos percentuais. 

O vereador do Recife Felipe Francismar, do PSB, apresentou um projeto de decreto legislativo pel que propõe a concessão do título de cidadão recifense ao cantor Wesley Safadão. Segundo o vereador, o cantor cearense merece tal título na cidade por todos os seus relevantes serviços prestados ao ramo musical. 

Francismar recolheu assinaturas para o projeto nesta segunda-feira (15) e já o enviou para as comissões de Legislação e Justiça e de Educação, Cultura, Turismo e Esportes. Lá serão feitas as análises necessárias e a emissão do parecer.

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Em sua justificativa para o projeto, o vereador fala da trajetória de sucesso do cantor, e o chama de 'embaixador do forró eletrônico'. Ele fala também das passagens de Wesley Safadão pelo Recife e cita comentários do forrozeiro sobre a cidade, além de mencionar que Recife é um dos lugares com mais fãs clubes do cantor.

"Tendo criado uma história de amor com o povo do Recife, com seu estilo próprio, arrastando uma multidão de fãs pela cidade em suas apresentações, cantando o amor ao Recife e identificando-se com os recifenses, Wesley Oliveira da Silva, o Wesley Safadão, é merecedor dessa honraria ao se conceder o Título de Cidadão do Recife.", finaliza Felipe Francismar na proposta.

“Quando eu lancei para 78 (metros) e vi o resultado no placar, eu corri para meu treinador, abracei ele e passou um filme na minha cabeça”, lembra Wagner Domingos. Em 2011, o pernambucano, atleta do lançamento de martelo, foi à disputa do primeiro Pan-Americano, em Guadalajara. No ano seguinte foi diagnosticado com um câncer na bexiga. No último domingo (19), fez a melhor marca da carreira e conquistou pela primeira vez vaga para disputar os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Da Eslovênia, onde faz os treinamentos, o recifense conversou com a reportagem do LeiaJá e contou tudo, da preparação à emoção em dar a notícia do resultado aos familiares: “Minha mãe ficou muito feliz, ela disse que não conseguia nem falar e eu tive que ligar depois”.

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A carreira de Wagner Domingos começou em 1998. Um amigo do atleta convidou ele para treinamento e a trajetória iniciou. Os seus 1,87m de altura e 118kg de peso lhe renderam o apelido de “Montanha”. A força, destreza e persistência impulsionaram sua carreira. O recordista brasileiro conquistou 11 títulos nacionais, e outros dois sul-americanos (um em Santiago-CHI e outro em Cartagena-COL). No último domingo, na Eslovênia, o atleta alcançou a marca de 78,63 metros e quebrou um jejum de 83 anos sem representante brasileiro nos Jogos Olímpicos.

“Fico muito grato por ser mais um pernambucano que vai representar o Brasil. Sempre carrego a bandeira de Pernambuco e digo que sou pernambucano de coração. É minha raiz e não tenho como negar. Fico muito feliz quando as pessoas de Pernambuco e do Brasil inteiro torcem por mim e ficam feliz pelo meu resultado. Hoje em dia, eu treino para mostrar para mim mesmo que eu consigo fazer o que eu sonho, mas também para representar o Brasil e os pernambucanos cada vez melhor”, conta Montanha.

Para alcançar o índice, Wagner Domingos montou um esquema bastante específico de treinamentos. A programação iniciou em outubro de 2015, quando começou a preparação geral, ainda no Brasil. Em fevereiro, o pernambucano se mudou para a cidade de Brezice, na Eslovênia, no leste europeu. “Aqui nós temos um ritmo de dia a dia, de treinamento. Costumo ficar em Brezice, que é bem pequena, com cinco mil habitantes. Então, você fica muito focado no que tem que fazer. Já no Brasil, não é que perca o foco, mas, no dia a dia, você tem família, amigos e tudo isso vai tirando o foco”, explica.

Acostumado ao clima brasileiro e, principalmente nordestino, Wagner conta que teve um pouco de dificuldade na chegada à Eslovênia. “Quando cheguei estava oscilando entre zero grau, menos um, menos cinco e só depois começou a melhorar o tempo. Foi quando comecei a fazer competições e fui evoluindo a cada disputa. Neste ano, focamos em ficar o máximo de tempo possível aqui na Eslovênia, competindo e treinando”, declarou.

Montanha chegou para treinar com o treinador Vladimir Kevo  - que preparou o campeão olímpico em Primus Kozmus (Berlim-2008). Além do alto nível de concentração e das capacidades do seu comandante, Wagner Domingos tem um número maior de competições à disposição na Europa. O recifense conta que alcançou a primeira grande meta para o ano, mas ainda espera conquistar um feito maior.  “neste ano eu consegui focar bem. Tracei meu objetivo e já consegui 50%, que é o índice para a Olimpíada. Agora falta conseguir os outros 50% que é chegar em uma final olímpica”, almeja.

No próximo domingo (26), o pernambucano volta ao País para disputar o Troféu Brasil em São Bernardo dos Campos, São Paulo, de 30 de junho a 3 julho. Em seguida, Wagner Domingos retoma à Eslovênia, aonde vai encerrar a preparação para disputa de atletismo nas Olimpíadas, que ocorrerá de 5 a 21 de agosto.

*Imagem Wagner Carmo/CBAt/Divulgação

O recifense Ayrton Montarroyos é o primeiro pernambucano a chega na final do The Voice Brasil. Nessa quinta-feira (17), o representante do estado conseguiu uma vaga ao interpretar Olhos nos Olhos, do poeta, cantor e compositor Chico Buarque. Com uma elegância inegável, o jovem, de 20 anos, arrancou elogios dos jurados e venceu a disputa com outra semifinalista do time de Lulu Santos, Joelma Santiago. 

O cantor Michel Teló destacou a evolução do rencifense. “O crescimento da primeira apresentação dele e a tranquilidade que ele passou hoje, no palco, cantando, afinado em cada nota, o sentimento que ele coloca, e trazendo esse repertório de música brasileira”, comentou Teló. 

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Carlinhos Brown também deu sua opinião e disse que o pernambucano interpreta muito bem as canções. “A música brasileira precisa muito desse cantor”, opinou Brown.

Nesta sexta-feira (18), Montarroyos estará no Manhattan Café para show no local onde fez sua primeira apresentação profissional. O Portal LeiaJá conversou com o cantor sobre sua participação no reality show musical. Confira abaixo:

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--> Ayrton Montarroyos: a surpresa do 'The Voice' é do Recife

O pernambucano Rogério Alves, 45, viu sua vida mudar bastante em menos de 1 mês. O bailarino foi convidado para participar do Big Brother Brasil 15 e, apesar de ter passado por todas as fases de classificação, quando já estava no confinamento do hotel, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, desistiu de participar do programa e foi substituído por outro participante.

Ator, designer, professor de dança e bailarino, Rogério desistiu de participar do reality após sete dias de confinamento. Em entrevista ao Portal LeiaJá, o recifense conta que já chegou à capital pernambucana e se encontra em uma praia para descansar com a sua esposa. "Eu senti que não aguentaria ficar longe de minha mulher e das minhas cachorras. E também estaria tirando a vaga de uma pessoa que queria muito estar lá", explica Rogério.

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Esse 'pré-confinamento' é um dos momentos mais difíceis para os participantes do Big Brother Brasil. O futuro 'brother' tem de ficar isolado do mundo, das pessoas e das notícias por cerca de 10 dias antes do início da atração global. Os participantes da outras edições comentam que a única coisa que podem fazer no hotel é ler livros, receber as refeições diárias e conversar com uma psicóloga, quando solicitado.

Por ser considerado um momento de apreensão, essa não é a primeira vez que participantes do BBB desistem de entrar no programa por causa do confinamento no hotel. Na 8ª edição do BBB, 2 participantes desistiram de entrar no programa ainda no hotel. Na 12ª edição do programa, o advogado mineiro Netinho e a empresária carioca Fernanda Girão pediram para sair da atração global antes do início.

O pernambucano considerou que o momento do hotel foi bastante reflexivo. "Para mim foi mais um retiro espiritual, trabalhava muito uma técnica de respiração yogue, me alongava, malhava, fazia yoga, meditava e lia muito sobre veganismo", relata. Mesmo com toda a pressão do hotel, Rogério afirma estar bem. "Estou super em paz, sou muito tranquilo", diz.

Apesar de desistir de participar do reality show global, Rogério afirma que continuará acompanhando o programa e revela para quem vai a sua torcida. "Vou acompanhar o BBB sim e torcer por Mariza", referindo-se a outra pernambucana que está na atração. 

Conheça Mariza, recifense que participará do 'BBB 15'

Quando aos projetos futuros, o bailarino conta que tem muito trabalho a fazer. "Estou com todo gás para retomar os antigos e para começar novos projetos, muitas coisas acontecendo na área da dança e do teatro", conlui.

A pouco mais de um dia para o início do reality show mais queridinho da televisão brasileira, a lista de participantes passou por uma mudança. O bailarino recifense Rogério não aguentou a pressão do confinamento - realizado uma semana antes do início do programa - e desistiu de participar do Big Brother Brasil 15.

A produção da atração anunciou rapidamente um novo concorrente ao prêmio de R$ 1,5 milhão. Jogador de pôquer durante seis anos, Marco trocou as cartas pelo estudo da Teologia e agora estará na casa mais vigiadada Brasil.

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Marco já passou pela Aeronáutica e por uma faculdade de Engenharia Civil. Em 2009, o novo participante do BBB 15 foi campeão brasileiro de pôquer. Marco também chegou a disputar o mundial da modalidade em Las Vegas, nos Estados Unidos, e faturou sua maior quantia na atividade: 36 mil dólares. De acordo com informações da produção do programa, Marco também estudou teologia. 

O bailarino Rogério ainda não comentou publicamente qual teria sido o motivo da sua desistência. Procurada pela reportagem do LeiaJá, a esposa de Rogério, Camila Sérgio, disse que ele ainda não chegou ao Recife e nem entrou em contato com ela. Camila preferiu não entrar em detalhes e afirmou que o bailarino, provavelmente, não comentará o fato.

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A melhora da economia local e nacional está entre uma das esperanças de ano novo dos recifenses. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), cerca de 70% dos entrevistados afirmou acreditar que 2015 trará melhores perspectivas para a economia. A esperança também se estende ao crescimento do mercado de trabalho: ao todo, 76% dos entrevistados creem que o novo ano trará mais oportunidades profissionais. 

A pesquisa também avaliou as metas dos moradores da capital pernambucana para o novo ano. Dos 42% que afirmaram ter algum objetivo para 2015, 21,8% afirmaram que estudar era uma prioridade. Comprar um carro ou moto segue em segundo lugar na lista de metas para o novo ano, representando a vontade de 14,9% dos participantes do levantamento. 

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A esperança dos entrevistados também se dá em relação ao crescimento do país. Cerca de 70% dos participantes acreditam que o Brasil irá crescer mais do que em 2014, contra 18% que não esperam o mesmo desenvolvimento do país. Do total, 12% não souberam responder à pergunta. As únicas expectativas ruins dos entrevistados são em relação à corrupção: 71% dos participantes não acreditam que o problema irá diminuir no novo ano. Quanto à inflação, as opiniões estão divididas: 45% são otimistas e afirmaram acreditar que o fenômeno irá ser controlado, mas 43% dos entrevistados discordaram. 

Pesquisa – Realizado na capital pernambucana nos dois primeiros dias de dezembro, o levantamento foi feito com 625 entrevistados acima dos 16 anos. Do total, 44,8% eram do sexo masculino. A classe C foi a mais frequente entre os entrevistados, representando 57% do total. Quanto ao grau de instrução, 47,4% do total de entrevistados informaram ter ensino médio completo ou superior incompleto. 

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Recebido ao som de ritmos que representam Pernambuco como maracatu e frevo, o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) acaba de torna-se cidadão recifense. A homenagem de iniciativa do vereador do Recife, André Régis (PSDB), foi realizada na Câmara do Recife e acompanhada por vários correligionários do tucano. 

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Durante discurso, o parlamentar fez questão de citar a trajetória de vários personagens políticos da cena pernambucana como Roberto Magalhães, Jarbas Vasconcelos, Sérgio Guerra, Eduardo Campos e Marco Maciel, demonstrando em seguida sua gratidão pelo tributo. “Agradeço a Câmara por receber esse titulo que incorpora a minha trajetória uma responsabilidade maior da que eu cheguei aqui. Quero estar presente discutindo todos os temas na minha campanha”, prometeu. 

O candidato garantiu que acredita na política e ressaltou a participação do estado para a construção da democracia ao lado de Minas Gerais. "Afirmo a minha crença na política. Reafirmo minha condição de político no Recife. O que falta no Brasil é a política feita com transparência. Ao longo da história talvez nenhum outro estado tenha participado tão efetivamente na construção da nossa nacionalidade e democracia quanto Pernambuco e Minas Gerais, mesmo antes da República”, cavou citando a Revolução Praieira e a Insurreição Pernambucana como complemento da Inconfidência Mineira.

Autor do projeto que enaltece Aécio com o título recifense, André Régis desejou vitórias ao líder nacional do PSDB. “Esperamos que as calçadas do Recife conduzam a vossa excelência a inúmeras vitórias. Esse título se enquadra nas personalidades notáveis na política, e Aécio se encontra nela”, elogiou.

Régis garantiu ainda que a honraria não tem nenhum cunho eleitoral, mas não negou que "visa o futuro". "Não tem cunho eleitoral, a proposta foi encaminhada desde 2013 e aprovada no ano passado por unanimidade. A agenda era difícil, mas mesmo assim ele conseguiu encontrar um tempinho para receber este título. Recebemos ele num gesto daquelas pessoas que confiam na política, como um local onde nós transformamos o nosso futuro. A política é um local onde defendemos o nosso futuro. Nós precisamos valorizar as pessoas que tem a marca da seriedade e que pode liderar um processo de transformação", observou. 

Bonecos – Além dos ritmos culturais do Estado que animaram a cerimônia, a solenidade contou com a participação de três bonecos gigantes representando os ex-presidentes Fernando Henrique Cardozo e Tancredo Neves, além do próprio Aécio Neves.

Depois da entrega do título na Casa José Mariano, o senador seguiu para a última agenda no Estado. Ao lado de políticos e militantes, o presidenciável participará de uma plenária em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife. 

*Com informações de Giselly Santos

Quem transita pelas ruas do Recife tem que lidar diariamente com calçadas esburacadas e quebradas, uma situação que se repete em vários bairros de uma cidade que lida com o caos no trânsito diário, mas não valoriza o pedestre, muito menos o passeio público. A equipe do LeiaJá.com esteve em alguns locais onde as calçadas são precárias e confirmou o estado de má conservação ou sujeira das calçadas.

Volta e meia um pedestre tropeça num trecho com buraco ou pedras soltas do calçamento. Em algumas vias, nem calçamento há, e as pessoas são obrigadas a andarem nas ruas ou desviarem devido ao lixo deixado no local ou uma raiz de árvore, que acaba quebrando o calçamento. Outro problema que também atrapalha os pedestres são os ambulantes, que ocupam as calçadas das ruas e muitas vezes deixam o lixo produzido no local, assuntos que já foram investigados pela reportagem em outras matérias. Na época, a equipe circulou pelo bairro da Boa Vista, na região central do Recife.

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Desta vez, nosso percurso teve início em frente ao Mercado de São José e na Praça Dom Vital, no bairro de São José. Ali, o calçamento está mais conservado, mas a sujeira está por toda parte, visto que muitos comerciantes colocam o lixo nas calçadas e ruas, que se acumulam em alguns pontos. Na Rua do Rangel, uma quina da calçada, bem estreita, está quebrada. Mais a frente, um poste força o pedestre a ir para a rua desviar da instalação e depois retornar. Um vendedor de coco vê nossa equipe e brinca. “Aqui só passa se a pessoa for muito magra, como eu”, afirma, passando com pouca dificuldade.

A Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, é uma importante via de ônibus, comércio e serviços, e muitas pessoas transitam diariamente pelo local. Lá encontramos Ísio Pausanschy, 69 anos, aposentado, que circulam semanalmente pelo local. “O calçamento é muito ruim. Já tem anos e anos que está assim, é quase uma aventura pra quem precisa passar por aqui”, comentou.

A poucos metros de onde estávamos uma moça tropeçou numa peça do calçamento que estava solta e seguiu xingando em voz alta. Ao nosso lado, encontramos uma sola de sapato de alguém que tropeçou numa das pedras e acabou deixando parte do calçado no local. No trecho, estão duas paradas de ônibus, quase na rua, e várias agências bancárias.

Mais à frente, nas ruas transversais à Conde da Boa Vista, onde o calçamento está mais conservado e há um pouco mais de espaço para o pedestre circular, chegamos a um local conhecido como Beco da Fome, uma passagem localizada entre as Ruas do Hospício e Sete de Setembro, na Boa Vista, mais buracos, calçadas quebradas e denúncias de moradores e comerciantes do local sobre má educação dos moradores do local e falta de manutenção.

O motoqueiro Júnior Celso trabalha há catorze anos num dos bares da rua, e afirma. “As pessoas jogam coisas da janela, até uma bacia sanitária jogaram uma vez. Isso acaba com a calçada. Mas não lembro a última vez que este espaço foi restaurado. O que tem sido feito é que os donos dos bares se juntam e joga cimento por cima dos buracos”, disse. “Agora estão limpando aqui todo dia, mas de que adiante limpar se não ajeitam?”, questiona.

A seu lado, Gilberto Bonfim, 62 anos, morador de um dos prédios confirma com a cabeça. “As pessoas sujam muito. Mas não ajeitam isso aqui, que é um local muito movimentado, os comerciantes se juntam e fazem uma cota pra dar uma tapeada nos buracos”, completou.

O comerciante Jailson Nascimento trabalha na Rua do Hospício há cerca de dez anos e diz não se lembrar da última vez que restauraram a calçada. “Estou aqui de segunda a sábado e não me lembro de ter visto reparos na calçada. Eles agora estão lavando logo cedo, mas não entendo porque não arrumaram o calçamento. Fica limpo, mas segue quebrado e ruim para a gente”.

A equipe procurou a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) para explicar como funciona a limpeza e manutenção das calçadas. Em nota, o órgão afirmou que a manutenção das calçadas é de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, e que a varrição é feita constantemente, variando de acordo com a necessidade de cada local e fluxo.

Em relação à recuperação dos passeios públicos, a Emlurb afirma que está com uma ação desde julho de 2013, em parceria com a Secretaria de Mobilidade que focaliza canteiros centrais de vias, frentes de água, praças, parques e imóveis públicos e implantação de novos passeios nos corredores viários da cidade, com instalação de rampas de acessibilidade. A previsão de conclusão do serviço é em julho, e, neste momento, as ruas do polígono do Carmo (no centro da cidade), largos de Água Fria e de Casa Amarela passam por obras.

Já a Companhia de Serviços Urbanos do Recife (Csurb) informou que o ordenamento do comércio informal no centro do Recife está sendo feito, e que, nos entornos do Mercado de São José foram desapropriados quatro imóveis, que passam por processo de adequação para a construção dos boxes que vão abrigar os comerciantes da área. Por enquanto, não há previsão de data para a mudança definitiva.

A Csurb também disponibilizou um número para que os cidadãos façam denúncias sobre comércio informal: 3355-2414. A partir das informações recebidas, os fiscais poderão atuar nas áreas e pensar em maneiras de melhorar o deslocamento dos pedestres nas calçadas.

Lixo e falta de educação: é mais fácil jogar na rua?

 

Este motivo também foi alegado pelos pedestres que circulam pelas ruas, que acreditam que cada um tem parte na sujeira total e na responsabilidade de fazer a limpeza. È o que pensa a analista de operação Jessilane Cavalcante. “Acho que a educação é a saída, porque temos várias lixeiras espalhadas aqui (no Centro). O povo podia ser mais educado”, afirmou.

De modo geral, percebe-se que há lixeiras espalhadas nas ruas, que não são suficientes para a demanda de lixo produzido, mas é fácil ver pessoas jogando lixo nas ruas e calçadas e pela janela dos automóveis.  O técnico em informática Thiago Travassos fala sobre a sujeira que os ambulantes produzem. “Acho que a solução é a educação, já tive que andar pela rua devido a quantidade de lixo que os ambulantes despejam nas calçadas”, disse. Sobre este assunto, a Emlurb afirmou que afirmou que a coleta do lixo é feita diariamente, de segunda a sábado, em período noturno, quando as atividades do comércio são encerradas.

Ambulantes e acessibilidade: todos querem um espaço para chamar de seu

 

Entre as pessoas entrevistadas, a equipe conversou com dois portadores de deficiência quando tratou de lixo na área central da cidade, um cadeirante e um deficiente visual, e a resposta foi unânime: os ambulantes que ocupam as calçadas e colocam o lixo na rua dificultam a passagem de pessoas com deficiência. “Precisamos pedir ajuda de pessoas para conseguir subir a calçada, e muitas rampas de acesso são ocupadas com entulhos”, foi o que o administrador Edson Ferreira afirmou.

Amaro Resende, que é deficiente visual, também reclama da sujeira dos ambulantes. “Buracos e o lixo atrapalham, mas os vendedores que colocam barraca nas calçadas são o meu maior obstáculo. Às vezes bato sem querer em um ambulante e ele reclama mesmo sabendo que não consigo ver”, lamentou.

Para os ambulantes, ter um comércio na Avenida Conde da Boa Vista como ponto de venda é questão sobrevivência, e a negociação de um terreno com a prefeitura não tem agradado muito a categoria. “O terreno que eles querem é mais escondido, não vão nos ver”, disse o comerciante José Marcos. O terreno almejado pela categoria é tombado como patrimônio, fica entre um centro de compras e uma loja de atacado e não pode ser ocupado. “Acho que não querem ceder este terreno pela localização, já que seríamos concorrência pra os lojistas”, completa Marcos.

Segundo a Secretaria de Mobilidade, existem cinco opções de terrenos para a remoção e deslocamento dos ambulantes da avenida, mas não há uma data para que isto aconteça. No momento, estão sendo feitas as desapropriações dos terrenos, que serão entregues de uma vez. Ainda segundo a secretaria, as negociações com os ambulantes continuam em curso, e, por enquanto, ações de fiscalização para o ordenamento das barracas nas calçadas são feitas.

 

 

Na noite desta quarta-feira (13) foi divulgado o resultado do concurso de número 1547, da Mega-Sena. Um apostador do Recife foi o vencedor e levou um prêmio de R$ 6.867422,89. O sorteio aconteceu na cidade de Osasco, interior de São Paulo. 

Os números sorteados foram: 02-09-10-18-21-28. A estimativa para o prêmio do próximo sorteio, marcado para o sábado (15), é de R$ 2.500.000. A Mega da Virada já está acumulada em R$ 53.804.975,33.

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Explorar a capital pernambucana durante os finais de semana e feriados já é hábito dos recifenses. Casa da Cultura, Instituto Ricardo Brennand, Teatro Santa Isabel e Torre Malakoff são alguns dos pontos turísticos mais visitados. Com o trânsito cada vez mais caótico, a bicicleta virou a melhor alternativa para fugir dos engarrafamentos.

Para o consultor de relacionamento Mekzael Lima, de 30 anos, o Recife é uma cidade rica em pontos turísticos – facilitando a escolha de novos percursos para andar de bicicleta. “Dentre os locais mais acessíveis, estão o Marco Zero e os parques (Jaqueira e Dona Lindu) da cidade. Já para quem tem mais disposição, é possível subir o Morro da Conceição e andar em trilhas, como a mata atlântica que fica próximo ao Castelo de Brennand”, afirmou Lima.  

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Assim como Mekzael, o jornalista e ciclista Guilherme Vila Nova, de 26 anos, também leva em consideração os pontos turísticos do Recife na hora de pedalar. “Quando vou à Praia de Boa Viagem, sempre paro no píer das Torres Gêmeas e reduzo a velocidade no Cais José Estelista. Os galpões coloridos e abandonados dão um charme a mais e contrastam com o rio. Sem esquecer o Marco Zero e a varanda do Centro de Artesanato, que nos promovem uma visão incrível do parque das esculturas”, ressaltou.

Dentre os pontos turísticos da capital pernambucana, o IPMN apontou - com 55,4%, na pesquisa realizada no dia 19 de maio - o Marco Zero como um dos principais lugares para visitar no Recife. Apesar da ciclofaixa ligar o bairro da Jaqueira a Boa Viagem, os ciclistas ainda querem mais. “Eu gostaria que a ciclofaixa passasse pela Ponte de Ferro, Casa da Cultura e Pátio de São Pedro”, complementa Guilherme. Já para Mekzael, o que poderia melhorar seria a expansão da ciclofaixa para as cidades circunvizinhas através de uma ação conjunta entre as prefeituras.

Desembarcou, sob escolta policial, no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no final da tarde desse sábado (20), um brasileiro deportado que estava preso no México. Romualdo Ferreira da Silva, de 70 anos, havia sido detido em 2003, quando tentava entrar no país latino-americano portando aproximadamente 2,5 quilos de heroína. Ele foi condenado a 13 anos de reclusão, tendo cumprido 10.

De acordo com a Polícia Federal, Romualdo conseguiu retornar para o país de origem através de um Tratado de Transferência de Pessoas Condenadas que o México possui com o Brasil. Ele cumprirá o restante da pena na Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

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Legislação – A lei alcança não só brasileiros que cumprem pena fora do seu país como também estrangeiros que cumprem pena no Brasil, caso haja o tratado entre as partes. Atualmente o Brasil possui tratado com 16 países (Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Venezuela, Espanha, Peru, Portugal e Reino Unido), bem como outros 10 que estão em tramitação no Congresso Nacional (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé, Príncipe, Timor Leste, Itália, Holanda, Suriname).

Com informações da assessoria

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O Instituto de Pesquisa Mauricío de Nassau (IPMN) foi às ruas do Recife, entre os dias 6 e 7 de dezembro, e realizou entrevistas para saber quais os planos dos recifenses para 2013. No total, 624 pessoas foram entrevistadas numa faixa etária predominante de 25 a 59 anos. A classe C foi a mais representada na pesquisa, com 67,8% dos entrevistados.

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Mais da metade da população recifense está satisfeita com o seu modo de viver com o próximo. O dado é de um levantamento de uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), no início neste mês, divulgando o grau de felicidade das pessoas em novembro em relação ao mês anterior.

Com 63,3%, as pessoas que vivem em bem estar com o próximo também se mostraram satisfeitas com o lugar em que moram, ficando com 59,6% do percentual. Em terceiro lugar, 59,2% dos recifenses informaram estar satisfeitos com a sua saúde.

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Mas não é apenas a satisfação que toma conta das pessoas. Em relação ao descontentamento, o que traz mais dor de cabeça a sociedade da capital pernambucana são os serviços públicos, ficando com a porcentagem de 46,2%. Logo em seguida, 24,3% das pessoas estão insatisfeitas com a vida financeira.

As mulheres se mostraram mais satisfeitas com a família do que os homens, ficando com 97%, contra 94,7%. De acordo com o IPMN, o sexo feminino também apresentou o mesmo índice em relação ao convívio com o próximo, o de 97%. Novamente, os homens não se mostraram tão felizes com o próximo quanto as mulheres, tendo o percentual de 93,4%, pouco menor que o feminino. 

Em relação ao mês anterior, novembro teve uma queda de 3,6% no grau de satisfação com o trabalho e com os serviços públicos, onde apresentaram diminuição de 17% e 13% respectivamente. A margem positiva ficou por conta da saúde, crescendo 3% comparado a outubro deste ano. A pesquisa entrevistou 624 pessoas acima de 16 anos que residem em área de abrangência.

Se tratando de futebol Freestyle, Pernambuco está muito bem representado. O recifense Pedro Henrique de Oliveira Duarte, o Pedrinho, de apenas 18 anos, foi bicampeão do Campeonato Brasileiro de Futebol Freestyle, disputado neste último domingo (15),  no Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Na competição, cada atleta se enfrenta em duelos (dois atletas de cada vez) e vence quem demonstrar mais habilidade com a bola. Os participantes têm até um minuto e meio para fazer sua apresentação e encantar os jurados, revezando a cada 30 segundos com o adversário.

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Esta foi a segunda edição do torneio com a chancela da Federação Brasileira de Futebol Freestyle (FBFF), sediada em Curitiba (PR). Pedrinho chegou a final contra o carioca Jonathas Bonela e mesmo sem estar 100% recuperado de uma lesão no ligamento do tornozelo, o pernambucano levou mais uma taça para casa. Seu próximo desafio será representar o país no Campeonato Mundial, que acontece no início de novembro, ainda sem local definido.

A aproximação do final de ano trás consigo diversos aspectos positivos. As pessoas tendem a se relacionar mais, estreitam os laços de amizade, projetam sonhos para o ano que chega e passam a refletir sobre o ano que passou. O período natalino em especial, é um momento em que buscamos ser ainda mais felizes. Segundo o criador da psicanálise, Sigmund Freud, todo ser humano é movido pela busca da felicidade. Para ele “a felicidade é um problema individual... onde cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz”.

Mas será que a satisfação dos moradores da capital pernambucana já entrou no clima natalino? No mês de novembro, o Índice de Felicidade do Recifense (IFR), realizado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), conseguiu se recuperar em relação à forte queda de outubro, mas revelou algo preocupante, que foi queda de contentamento com a família. O economista do IPMN, Djalma Guimarães, acredita que essa retração pode ter sido ocasionada pelo excesso de trabalho nessa temporada festiva. “Com a jornada alterada as famílias passam há ter menos tempo para se relacionar”, explicou.

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Cautelosa, a cientista social, Ivania Porto, alega que a família é o núcleo mais próximo de nossa convivência social e do qual estamos ligados de forma profunda biologicamente, e nos sentimentos traduzidos pela alegria e pela dificuldade. Segundo ela,  ainda é cedo para se fazer uma análise mais profunda sobre tal redução. “Como a queda foi pequena e dentro de um espaço também pequeno de tempo, podemos considerar como uma variável discreta. É preciso que acompanhemos as próximas pesquisas para poder analisar mais apuradamente” justificou.

Entrando no cruzamento do estado civil com o grau de satisfação com a família o IFR revelou mais uma surpresa: os casados ocuparam a terceira posição. Em primeiro estão os solteiros, seguidos pelos divorciados/separados. Segundo Ivania, este percentual pode ser resultado do grau de dificuldade que o casamento tem no seu dia a dia. “Diversos fatores podem influenciar o índice muito satisfeito. Por exemplo, a situação econômica para o sustento e o desenvolvimento dos filhos, entre outros, e que acabam interferindo nas preocupações e dificuldades do casamento. Em contrapartida os solteiros e divorciados têm preocupação muito mais limitada”, concluiu.

Para a estudante de medicina, Luiza Andrade, 20 anos, o fato dos solteiros ocuparem a primeira posição no contentamento com a família pode ter uma explicação. “Para nós solteiros viver apenas com os pais é muito mais fácil. Não precisamos abrir mão de algumas coisas”, explicou. Já o estudante de biomedicina, Matheus Filgueira, 20, aponta que a vida está mudando a estrutura familiar. “Hoje as mães não cuidam apenas da casa, elas também estão na rua, batalhando para sustentar os filhos”, declarou. Matheus acredita que nesta pesquisas os solteiros ocuparam uma posição justa, mas a surpresa maior foi o percentual dos casados felizes ter caído.

A estudante de psicologia, Maria Socorro, 31, passou a dar mais valor à família depois do casamento. “Sou casada há dez anos e amo muito minha família. As dificuldades existem, mas é preciso saber ultrapassá-las”, reforçou. De acordo com a estudante, a falta de planejamento familiar por ter refletido no índice do IPMN. “Viver em família não é fácil, e depois que chegam os filhos fica ainda mais complicado. Muitos maridos não ajudam e não compreendem. Pra completar passamos muito tempo fora, e os filhos ficam sozinhos. Pra tentar suprir essa ausência, sempre que podemos saímos um pouco com o nosso filho”, ressaltou.

Maria Socorro aproveita os momentos de folga para sair com o marido (Wellington Paz) e o filho (Arthur Grabiel)

 

Casados há 26 anos, a funcionária pública Ana Murim, 50, e o aposentado Valter Ferreira, 52, se surpreenderam com o resultado da pesquisa. “Fico muito surpresa com a posição dos casais. Eu estou muito satisfeita com o meu casamento, com tudo que conseguimos juntos e com os nossos filhos”, afirmou Ana. Segundo ela, durante a convivência a preocupação e as dificuldades aumentam, mas a felicidade também. Para Valter, o contentamento dos solteiros pode não ser verdadeiro. “Esse índice alto pode não ser real. Talvez eles não sejam felizes de verdade. A falta de responsabilidade não é sinônimo de felicidade. Acho que eles se dizem contentes, mas na realidade não são tão satisfeitos assim”, finalizou.

 

Índices

Os dados do IFR de novembro também apontam o contentamento dos entrevistados em relação aos serviços públicos oferecidos na cidade. A variável cresceu 17%, em relação ao mês passado. Outra elevação expressiva foi à satisfação com o trabalho, registrando um aumento de 5%. Para Guimarães, essa elevação pode estar relacionada às contratações dos empregos temporários para o final do ano. “No mês de outubro muitas pessoas que participaram da pesquisa ainda estavam desempregadas, com as novas ofertas de trabalho algumas delas conseguiram ser contratadas”, afirmou.

Com a chegada do período festivo as contratações temporárias no comercio do Recife sempre tendem a aumentar. De acordo com o superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), Hugo Philippsen, no ano passado 12 mil vagas foram abertas na temporada natalina, já este ano o número saltou para 15 mil. Estima-se que no final de dezembro 20% desses trabalhadores possam ser efetivados. Segundo Philippsen, existem algumas formas do contratado tornar o serviço temporário em definitivo. “É preciso ter bastante dedicação, aptidão para o cargo, disponibilidade e entusiasmo. Durante este período tudo isso é analisado”, finalizou.

 

Escolaridade x satisfação financeira

Além dos indicadores analisados mensalmente pelo IFR como satisfação com trabalho, com a família, convivência com o próximo, a pesquisa trouxe algumas inovações em novembro. O IPMN incorporou a pesquisa um comparativo entre o grau de escolaridade e a satisfação com a vida financeira. O resultado sugere que quanto maior o nível de escolaridade os indivíduos, mais satisfeitos eles estão com a sua vida financeira. Segundo o economista “quanto mais educação, mais o ser humano tende a se planejar financeiramente”.

No entanto, dentre os indivíduos satisfeitos com sua vida financeira, os entrevistados com o ensino fundamental incompleto são os mais felizes. O percentual do contentamento com o dinheiro cai consideravelmente dentre os indivíduos com o ensino fundamental III e se recupera com a elevação da escolaridade.

 

Outras novidades da pesquisa são o cruzamento das classes sociais e o contentamento com o local onde mora. O IFR revelou que a classe A é a mais satisfeita com o lugar onde mora. Em seguida estão às classes B, C e D, respectivamente. Já as demais variáveis (saúde e modo de viver com o próximo) tiveram uma oscilação pequena.

Para as pesquisas dos primeiros meses de 2012, o economista acredita que o índice geral pode registrar uma retração. “Caso a crise econômica se agrave, o IFR tende a cair. O índice dos próximos meses vai depender muito dos reflexos e impactos da crise no Brasil”, concluiu.

 

Com o objetivo de mensurar o grau de satisfação da população da capital pernambucana, desde abril/2011, o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN) vem realizando o Índice de Felicidade do Consumidor Recifense (IFCR). No mês de outubro, 624 pessoas participaram da pesquisa.

Dentre os entrevistados, 45,7% eram homens e 54,3% mulheres, de classes sociais, grau de instrução, estado civil e situação empregatícia distintas. Cada participante foi questionado sobre o seu grau de felicidade em relação a sete aspectos: convívio com a família; saúde; trabalho; vida financeira; lugar onde mora; serviços públicos e o modo de viver com o próximo.

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No mês de outubro o IPMN registrou o patamar mais baixo de satisfação da população da capital pernambucana. De acordo com o economista Djalma Guimarães, um dos responsáveis pela pesquisa, a variável que mais contribuiu para a redução foi à satisfação do recifense com o seu trabalho, apresentando a maior retração da pesquisa.

O economista acredita que o aumento da jornada de trabalho, nos últimos meses do ano, pode ter contribuído para a queda. “No final do ano o nível da atividade produtiva, tanto nas indústrias como no setor de serviços e no comércio, se eleva. Muitas vezes, pra expandir a produção e o atendimento, o empresário ao invés de contratar novos funcionários faz uso de horas extras” afirmou.

Comparando a pesquisa do mês de outubro com o índice de setembro, percebe-se que todas as variáveis caíram nesta última edição, exceto a satisfação com as finanças pessoais. Esse fator pode ser explicado pelo aumento da renda, já que a primeira parcela do 13° salário foi paga em algumas categorias.

Para os 624 entrevistados a satisfação com a família e o convívio com o próximo continuam sendo a maior razão para a felicidade. O contentamento com os serviços públicos é o mais baixo dentre as variáveis observadas. Esta se manteve constante nos últimos dois meses. A satisfação dos recifenses em relação a saúde também registrou uma queda na pesquisa de outubro.

Segundo Djalma, o IPMN pretende inovar nas análises dos meses seguintes. “Nas próximas pesquisas nós vamos medir essa satisfação fazendo um cruzamento com as classes sociais. Queremos verificar qual o grupo social está mais satisfeito com os serviços públicos, com a família, com a vida financeira”, concluiu.

 

 

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