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No primeiro semestre de 2022, o Governo Federal recebeu 704 denúncias de assédio moral e sexual através de suas ouvidorias. O índice representa quatro queixas diárias e é o maior da história, conforme o painel da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo o levantamento publicado pelo Metrópoles, o total de casos se divide entre 545 manifestações de assédio moral e 85 de assédio sexual. A quantidade equivale a 93% a mais que no mesmo período do ano passado, quando foram feitas 364 denúncias.

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Desde a chegada de Jair Bolsonaro (PL) ao Planalto, 2,7 mil queixas de assédio foram feitas e só duas seguiram para órgãos externos. Cerca de 2,3 foram respondidas, 106 estão em tratamento e 250 foram arquivadas.

O órgão que lidera a lista de denúncias é o Ministério da Economia, com 260 casos registrados desde 2019. A lista segue com a própria CGU (105), o Ministério da Educação (103), a Universidade Federal de Goiás (81), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (65) e o Ministério da Saúde (62).

Era sábado de carnaval, 26, quando a cantora Bruna Nery, 27, foi surpreendida com mensagens, à 1h45 da manhã. "Precisamos conversar! Aguardo seu retorno", escreveu a síndica do prédio em que vive em Uberlândia, cidade a 540 quilômetros de Belo Horizonte. Acompanhado do aviso, a captura de uma imagem de Bruna de maiô no elevador e uma ligação. No conteúdo das mensagens, a síndica advertiu a artista pelo traje que vestia e disse se tratar de "um problema sério". As reclamações só foram respondidas pela jovem no começo da manhã e compartilhadas por ela na conta pessoal do Twitter. Mais de uma semana após o episódio, sem resolução do caso, ao Estadão, Bruna relatou como reagiu. "Eu me senti totalmente invadida, chorei bastante. Ela foi ríspida".

Nas redes, a artista desabafou que estava indignada com o horário em que a mulher enviou as mensagens. "Só pode tá de sacanagem", disse. O tweet viralizou e o assunto dividiu opiniões. Alguns criticaram a conduta da síndica. Já outros avaliaram que se existem regras sobre vestimentas no condomínio, estas devem ser respeitadas. Uma internauta caminhou pela terceira via das discussões e sugeriu: "Pede o regulamento interno e procura se tem algo sobre os tipos de trajes que podem ser usados para circular no prédio. Se não tiver, pode rolar até processinho por assédio".

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Após a repercussão do caso, Bruna compartilhou a réplica da síndica. No teor das mensagens, a mulher afirmou que o condomínio possui normas rígidas e que a roupa da artista poderia constranger os moradores. "Uma família tinha acabado de chegar e seria muito desconcertante te verem vestida assim!". A cantora afirmou que não tinha conhecimento de qualquer regra do prédio sobre vestimentas. "O tempo que eu passei no corredor do prédio foi de ir pro meu carro e seguir para o elevador para subir para o apartamento". Até o momento, ela informou que não recebeu nenhum regimento interno.

Segundo a jovem, também gerou incômodo a mulher ter citado a avó dela na mensagem, falecida há 13 anos. "Ela feriu meus sentimentos e envolveu minha avó". No trecho comentado por Bruna, a síndica menciona a familiar da cantora ao argumentar que no prédio "temos muitos idosos, as pessoas se conhecem. Somos uma família que você já faz parte dela", escreveu.

"Eu considero que eu fui vítima de assédio moral. É como se eu tivesse feito a coisa mais errada do mundo". Na internet, a situação enfrentada pela cantora foi comparada com a de Geisy Arruda. Há 13 anos, ela virou manchete de jornais por ter sido retirada da faculdade à força por policiais por estar usando um vestido rosa curto no ambiente acadêmico.

Por fazer parte da rotina de Bruna usar roupas semelhantes às que estava no dia em que foi advertida, ela ainda se diz assustada com a reclamação. "Jamais imaginei que ia estar dando uma entrevista por causa disso. Mas as pessoas precisam ficar cientes que isso ainda acontece".

Bruna não pretende levar o caso para a Justiça e nem se mudar do prédio. "Da próxima vez que eu for vestir uma roupa parecida com essa, ponho um roupão, um casaco. Não quero gastar emocional com isso", destaca.

A reportagem do Estadão ainda não conseguiu contato com a síndica.

Na tarde desta sexta (20), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou seu Twitter para atacar o Facebook. Filho do presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar disse que a rede social não tem ‘moral’ para criticar o Talibã, grupo fundamentalista islâmico que tomou o poder no Afeganistão e intensificou a crise humanitária no país.

“O facebook não ter moral para criticar o porta-voz do talibã só nos dá dimensão do fosso em que os valores ocidentais chegaram”, escreveu Eduardo Bolsonaro.

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Desde a última quarta, o Facebook começou a apagar postagens favoráveis ao Talibã, bem como proibiu que o grupo político faça uso da rede social. A empresa diz ter uma equipe de especialistas afegãos dedicados a remover as publicações. "São falantes nativos de dari e pashto [idiomas falados no Afeganistão] e têm conhecimento do contexto local, ajudando a identificar e alertar sobre questões emergentes na plataforma", disse um porta-voz do Facebook à BBC.

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 Na data de hoje (11) é celebrado o Dia do Advogado, que homenageia o profissional responsável por auxiliar, defender e representar um cidadão em juízo e pleitear a correta aplicação do ordenamento jurídico. A comemoração também lembra a criação dos primeiros cursos de Direito no Brasil, instituidos pelo imperador D. Pedro I (1798- 1834), em 1827, por meio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo e Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco.

Vários atributos são necessários para formar um advogado competente. A coordenadora do curso de Direito da Universidade Guarulhos (UNG), professora Luciana Guimarães, no entanto,  ressalta a ética como principal fator, aliada à moral. “A moral e a ética caminham juntas com o direito, não há como falar de um, sem mencionar o outro”, ressalta. Outro fator importante é que o profissional deve conhecer o seu papel de representar alguém em juízo. “Para isso, ele precisa estudar e se inteirar para realizar uma boa representação. Com tantas leis que nosso país tem, o estudo passa a ser cada vez mais necessário”, afirma a professora.

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O professor de direito, advogado e coordenador da comissão de Direito do Consumidor da OAB-Guarulhos, Ageu Camargo, seguiu a carreira de advocacia por se inspirar em seu irmão, que lhe contou sobre as possibilidades de ajudar a sociedade por meio da profissão, além de poder contribuir com o avanço do Estado Democrático.

De acordo com Camargo, o bom advogado necessita de uma boa redação de convencimento (copywriting), já que a principal ferramenta do profissional é a possibilidade de transformar palavras em direito. Ele também destaca a oratória como fator essencial na realização do oficio. “Deve ser combativo sempre que seu cliente estiver coberto pelo direito e, o mais importante, precisa ter empatia com a causa do seu cliente, precisa 'gostar de pessoas', isso propicia uma defesa intransigente e combativa do direito do cliente”, define.  

Dia do Pendura

No início do século XX, uma curiosidade pitoresca ligada à profissão  acontecia todo 11 de agosto nos centros urbanos. Era o "Dia do Pendura", quando diversos estudantes do curso de Direito comiam de graça em restaurantes e bares. Na época, os comerciantes analisavam essa situação como uma oportunidade para atrair clientes, uma vez que os estudantes universitários geralmente pertenciam às famílias mais ricas da sociedade.

A prática do "Dia do Pendura", no entanto,  tornou-se incoerente com o passar do tempo, não fazendo mais sentido e nem sendo tolerada nos dias de hoje . “É considerado crime o fato de estar em um estabelecimento, consumir e não efetuar o pagamento pelo consumo realizado. Há uma percepção da lei para este fato”, destaca a professora Luciana. 

A professora lembra ainda que muitos que insistiam em realizar a antiga tradição, eram em diversas ocasiões conduzidos à delegacia, para responder sobre a ação praticada. “Muitas vezes, também surgiam agressões e lesões corporais, porque havia uma disputa física dos donos de comércios”, comenta Luciana. Com o passar do tempo,  muitos estabelecimentos passaram a fechar no Dia do Pendura, principalmente aqueles que eram próximos das universidades que ofereciam o curso de direito.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) se prepara para oferecer seu primeiro “Seminário sobre Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual”, que será realizado no Auditório da Biblioteca Setorial, no Recife, das 8h às 17h do dia 11 de junho. O evento é realizado através de uma parceria entre a Reitoria da instituição, a Comissão de Direitos Humanos, o Núcleo do Cuidado Humano, o DCE Odijas Carvalho e a ASCOM-UFRPE.

As inscrições poderão ser feitas de maneira gratuita através de um formulário online, já disponível. Os interessados podem estudar em outras instituições, mas precisam identificar seu nível de formação, que pode ir do ensino médio ao doutorado.

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Mais informações podem ser obtidas através do e-mail palestraamsufrpe@gmail.com. O Campus Dois Irmãos da Rural fica na Rua Dom Manuel de Medeiros, sem número, no bairro de Dois Irmãos, no Recife.

O presidente da República, Michel Temer, fez nesta sexta-feira (27) pronunciamento de aproximadamente 10 minutos em que afirmou que os ataques feitos recentemente a ele e à sua família são de natureza “moral” e não ficarão “sem resposta”.

“Sei me defender, especialmente defender minha família e meus filhos”, destacou. Temer disse que sofre uma “perseguição criminosa disfarçada de investigação” e que, se pensam que vão derrubá-lo, “não vão conseguir”.

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"Mas eu falo dessa maneira, um pouco mais enfática, que nem sempre é do meu estilo, porque o ataque não é de natureza institucional. Fosse, e eu compreenderia. O ataque é de natureza moral, de pessoas que eu não sei se têm moral para fazê-lo", ressaltou.

Temer disse que trabalha há quase 60 anos e sempre teve rendimentos devidamente declarados no Imposto de Renda. “Não tenho casa de praia, não tenho casa de campo, não tenho apartamento em Miami, não tenho vencimentos e salários a não ser aqueles dentro da lei”, ressaltou. “Qualquer contador, qualquer pessoa de bem, qualquer professor de matemática consegue concluir que ao longo do tempo eu obtive recursos suficientes para comprar os imóveis que comprei e reformar os imoveis que reformei.”

O pronunciamento de Temer ocorreu após publicação, nesta sexta-feira, de matéria no jornal Folha de São Paulo. Apuração preliminar da Polícia Federal vê indícios de que o presidente teria usado dinheiro de propina para reformar imóveis da família e teria ocultado bens em nome de terceiros. O presidente se queixou que desde o início das investigações não foi procurado para apresentar os documentos que provam a posse legal dos imóveis.

Temer disse ainda que vai pedir ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que apure internamente como se dão os vazamentos sobre os detalhes do inquérito, como o que ocorreu à imprensa. Temer ressaltou que sempre que sua defesa pede acesso ao inquérito, o acesso é negado sob o argumento de que as diligências estão sendo feitas e que as investigações ocorrem em sigilo.

“Vou sugerir ao ministro Jungmann que apure internamente como se dão esses vazamentos irresponsáveis, porque, mais uma vez eu digo, não é a imprensa que vai lá, de forma digamos escondida, para examinar os autos. Os dados são fornecidos", acrescentou o presidente.

De acordo com Temer, ataques não surtirão efeitos, porque a imagem externa do Brasil é positiva e conta com a admiração de líderes estrangeiros.

Pouco antes da reunião com o presidente do Chile, Sebastián Piñeira, Temer afirmou que a admiração em torno do Brasil envolve os avanços na economia, como a queda de juros.

O deputado federal Silvio Costa (Avante), em um discurso no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (26), saiu detonando diversos parlamentares, entre eles o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Costa chamou Bolsonaro de “coitado” e chegou a dizer que é uma “piada” o presidenciável chegar ao cargo de maior representação do Brasil.

“Eu tenho horror a oportunista. Bolsonaro, coitado, Bolsonaro é uma piada, mas Bolsonaro andava sozinho aqui, ele e o filho dele, ninguém falava com Bolsonaro, de repente, Bolsonaro de forma esdrúxula começa a crescer nas pesquisas.  A maioiria é oportunista, caroneiro, rato de porão, vai tudinho dançar porque, evidentemente, é uma piada Bolsonaro [ser] presidente da República, só faltava essa. Evidente que isso vai desidratar”, discursou afirmando também que quem baba o pré-candidato é “o pior deputado do mundo”. 

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Silvio Costa também voltou a defender Lula voltando a dizer novamente que não há provas contra o líder petista. “O Brasil é o único país do mundo onde o assessor de um presidente corre com R$ 500 mil nas ruas da capital e Lula, por causa de um diabo de um tríplex que não é dele e que Moro não provou, está aí [preso]”, ressaltou. O parlamentar também falou que não se pode comparar a história de Lula com a de Temer e que a base do presidente não “tem moral” para agredir a oposição. 

O discurso no plenário também sobrou para o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso. Silvio falou que os parlamentares que votaram em Cunha, com algumas exceções, “não têm vergonha na cara”. “É interessante. A gente cobra do eleitor que, quando vota em alguém, o eleitor tem que investigar a vida daquele cidadão, o correto é esse. Como é que um parlamentar quando vai votar em um presidente da Casa não investiga a vida daquele parlamentar?”, pontuou. 

Em jogo treino realizado nesse domingo (7), o Santa Cruz goleou a Agap-PE por 6x0, no Espaço e Lazer do Real Hospital Português, em Aldeia, Região metropolitana do Recife. Por meio da assessoria de imprensa, o técnico Júnior Rocha analisou a partida e destacou a relevância do atacante Grafite para a temporada 2018.

Sobre o jogo, o treinador tricolor aprovou a atuação dos atletas e projetou novos resultados positivos. “Foi a primeira movimentação deste tipo depois de 10 dias de treino. E nem foram 10 dias para todos, porque alguns chegaram no dia 2 de janeiro e tivemos que dar uma acelerada no processo, como é o caso do Daniel (Sobralense), para tentar buscar esse entrosamento o mais rápido possível. Gostei muito (do que vi)”, analisou.

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Formaram a equipe titular Lucas Silva, Vítor, Renato Silveira, Augusto e Paulo Henrique; Lucas Gomes, Jorginho, Jeremias e Daniel Sobralense; Robinho e Robinho Mota. Apesar da formação, o treinador adiantou que ainda não possível definir o time titular. “Não dá para dizer que essa é a equipe titular, porque tínhamos Genílson, Augusto, Arthur Rezende e Grafite fora. São quatro peças que vão agregar muito à equipe. Estamos dando tempo para eles, ao menos, igualar fisicamente os que chegaram no dia 26. E hoje a parte física é 60, 70% no futebol. A competitividade é muito grande e precisamos priorizar a coletiva e a organização”, comentou Júnior Rocha.

O técnico do Santa Cruz fez uma análise direcionada a Grafite. O atacante tricolor não disputou a partida diante da Agap, mas deve figurar entre os atletas titulares. De acordo com Júnior Rocha, o ídolo coral representa uma posição ainda muito utilizada nos esquemas das equipes brasileiras.

“O Grafite é um nove, uma referência, um centroavante de ofício. Não é fácil achar um atleta assim, só no ano passado testei cinco jogadores diferentes nesta posição. Os times continuam jogando assim, com esse jogador de referência, e é um papel muito importante dentro da equipe. O comprometimento do Grafite sempre foi muito grande e não vai faltar. Ele treina muito, comprovou aquilo que eu recebi de informação. Extremamente comprometido com o dia-a-dia, uma liderança positiva”, descreveu o treinador.

“E eu gosto de ter esse nove de referência. Hoje atuei com dois jogadores flutuando e não costumo fazer isso. Deu certo hoje, mas temos que entender o nível do adversário. Foi só uma movimentação para treinarmos aquilo que fizemos nestes 10 dias. Mas, como falei, ainda existem peças que estão de fora e que vão agregar muito para a nossa equipe. O Grafite é uma delas”, completou Júnior Rocha.

 

Sem a gasolina da política, um debate sobre os limites da arte morreria dentro do seu nicho habitual. Agora, com a aproximação de uma eleição que se insinua polarizada, a repercussão da performance de um bailarino nu interagindo com uma criança e o cancelamento de uma exposição sobre diversidade sexual ganhou ares de pré-estreia. Sim, segundo especialistas de diversas áreas os temas de ordem moral estarão na pauta eleitoral de 2018.

A mostra Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira em Porto Alegre foi cancelada no último dia 10 de setembro. Frequentadores chegaram a acusá-la de blasfêmia, pedofilia e zoofilia. Dias depois, imagens registradas no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, durante a performance La bête, parte do 35ª Panorama da Arte Brasileira, também renderam acusações de pedofilia e manifestações pró e contra em frente ao museu.

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Políticos com pretensões eleitorais não deixaram passar a oportunidade. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), postou um vídeo dizendo que para "tudo existe limites"; o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) acusou de "canalhas" os responsáveis pela performance e pela exposição; o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) chamou de "crime" a exposição de menores à nudez; o pré-candidato Ciro Gomes também entrou no debate: em vídeo, defendeu a exposição de Porto Alegre; já o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), apressou-se em afirmar que na cidade dele a tal exposição não chegaria. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apenas compartilhou um post oficial do governo do Estado informando que o MAM é uma instituição privada. Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Marina Silva (Rede) não se manifestaram publicamente sobre o assunto.

O fato é que a polêmica de ordem moral agitou o cenário eleitoral. Em muitos casos, postagens relativas ao tema tornaram-se as mais comentadas e compartilhadas nas páginas dos respectivos políticos (mais informações nesta página). Além disso, projetou um debate eleitoral que, além das filigranas da economia e da necessidade ou não de reformas, vai esbarrar em direito de aborto, descriminalização das drogas, políticas de gênero (como o chamado casamento gay) e o que mais couber no pacote da moralidade. "Será a eleição da moral e dos bons costumes", disse o cientista político Marco Antônio Teixeira (FGV).

Segundo Teixeira, fenômenos como Bolsonaro e a força da bancada religiosa (não só evangélica) empurram o debate para esse front. "Tem muita gente surfando na onda dessa pauta regressiva, na religião, com viés eleitoral", disse.

Já o especialista em marketing político Carlos Manhanelli vê uma utilidade prática no ressurgimento desse tipo de pauta. "Em uma eleição polarizada, os temas morais ganham protagonismo porque eles delimitam os campos com mais clareza. Você sabe quem é esquerda ou é direita."

Para o teólogo Gerson Leite de Moraes (Mackenzie), o embate moral é de ordem terrena. "O eleitor está vivendo esse desencantamento com a política. Tem frustrações acumuladas por situações com a Lava Jato e outras investigações. Muitos pensam: 'já que a economia está sequestrada eu vou me identificar com um político que fala o que eu penso'". Moraes afirma que "falar o que penso" está muito conectado com pontos de vista conservadores.

"As redes sociais fizeram com que esse conservador perdesse a vergonha de ser conservador e encontrasse pessoas que pensam como ele."

A filósofa Carol Teixeira (PUC-RS) não tem dúvida de que a moralidade será o carro chefe das próximas eleições. "Mesmo que de forma covarde, como muitas vezes esses assuntos são abordados, certamente são temas atrativos para os eleitores, muitas vezes é aí que se define um voto."

O psicanalista Jorge Broider argumenta que "uma eleição toma o eleitor como um todo". "Uma campanha política tenta atingir o consciente e o inconsciente do eleitor. Em um período de incertezas, quem falar mais com um conjunto de valores e com a moral vai se beneficiar." A ver.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais uma performance artística está sendo acusada de afrontar valores morais. A apresentação de 'La Bête', do coreógrafo Wagner Schwartz, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, na última terça (26), viralizou na internet com fotos e vídeos e a acusação de pedofilia.

A performance foi apresentada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira. Nela, o artista permite que o público toque e manipule seu corpo despido. Durante o espetáculo, uma criança foi uma das pessoas a interagir com o coreógrafo, e as imagens estão sendo compartilhadas por vários perfis e grupos de internet com pesadas críticas. Muitas pessoas estão comentando as publicações da página do museu no Facebook com referências à performance.

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O MAM se posicionou, em nota publicada nas redes sociais: "O trabalho não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, artista historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas." A nota afirma ainda que o museu sinaliza aos visitantes o teor das performances, incluindo a presença de nudez artística.

O MAM afirma que a menina estava acompanhada da mãe, que também interage com o artista. Assista ao vídeo da performance:

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Leia a nota do Museu de Arte Moderna na íntegra:

"O Museu de Arte Moderna de São Paulo informa que a performance "La Bête", que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em evento de inauguração.

É importante ressaltar que o Museu tem a prática de sinalizar aos visitantes qualquer tema sensível à restrição de público. Neste sentido, a sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística. O trabalho não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, artista historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.

É importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais omite a informação de que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada de sua mãe durante a abertura da exposição.

Portanto, os esclarecimentos acima denotam que as referências à inadequação da situação são fora de contexto."

Recentemente, diferentes atrações de arte foram censuradas após protestos e postagens em redes sociais criticando uma suposta imoralidade destas obras. O caso de maior repercussão foi o encerramento antes da data prevista da exposição 'Queermuseu', que estava em cartaz no Santander Cultural. O espetáculo 'Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu', em que uma mulher transexual vive Jesus Cristo também teve uma apresentação proibida pela Justiça.

 

 

Com clássico contra o Náutico marcado para o próximo dia 17, o elenco tricolor segue em intenso ritmo de preparação, sob o comando do técnico Marcelo Martelotte. Na manhã desta sexta-feira (9), os corais treinaram e, após as movimentações, o zagueiro Alemão concedeu entrevista coletiva. E, claro, o duelo com o seu ex-time – ele defendeu o Timbu em 2012 – foi o assunto principal. Sobre suas expectativas para o jogo, o defensor fez questão de ressaltar que ainda não perdeu para os alvirrubros desde que chegou ao Arruda.

“Nossa motivação está grande para esse jogo. Claro que o fato de ser clássico empolga, mas qualquer jogo seria encarado com seriedade pelo nosso grupo. Estamos focados no acesso. E lembrando que já encarei o Náutico três vezes, jogando pelo Santa Cruz, e nunca fui derrotado”, declarou Alemão. E completou: “Vamos tentar aproveitar o mando de campo, sempre respeitando o adversário, mas com o apoio da nossa torcida.”

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Após comentar sobre o clássico, Alemão voltou suas observações para uma questão relacionada ao aspecto tático do Santa Cruz: as constantes trocas na escalação da dupla de zaga, devido às lesões e suspensões. Segundo o zagueiro, essa alternância prejudica o rendimento defensivo coral, por conta da quebra no entrosamento entre os componentes da retaguarda. “É ruim porque quando você pega uma sequência com o parceiro, as coisas fluem melhor. Claro que isso é negativo. Mas todos que estão dando conta do recado”, opinou.

O atraso de Ronaldinho Gaúcho na apresentação à seleção brasileira para a partida contra o Chile, na noite da segunda-feira, é assunto superado para a comissão técnica. Aliás, nem sequer foi considerado atraso. Nesta manhã, o coordenador da seleção, Carlos Alberto Parreira, se disse até surpreso pela repercussão do caso. "Ele estava no jantar, que começou às 19h30. Não teve atraso nenhum. Não sei por que vocês (jornalistas) deram tanta importância a isso", disse.

Parreira reiterou que um dos pilares da seleção brasileira sob o comando dele e do técnico Luiz Felipe Scolari é a disciplina, e que, desde que assumiram, ninguém saiu da linha até agora. "Nas vezes em que nos reunimos, para os amistosos contra Inglaterra, Itália, Rússia e Bolívia, não houve problema nenhum. E nem agora. A disciplina é considerada por nós fundamental", ressaltou.

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Embora não tenha sido contundente, Parreira admitiu aquilo que todos percebem: Ronaldinho está na frente de Kaká na luta por uma vaga na Copa das Confederações. O meia do Atlético-MG terá nesta quarta-feira a terceira chance com Felipão, enquanto Kaká jogou contra a Rússia, sua única oportunidade real, não foi bem e está virtualmente descartado.

"A gente analisa esse assunto de maneira interna e quem fala de convocação é o Felipão. Mas é evidente que a vantagem de quem joga é sempre maior. Esquece o nome, nem Ronaldinho e nem Kaká, mas quem joga tem sempre a oportunidade de mostrar o seu valor a cada momento", disse. Depois, ponderou: "No caso do Kaká, o Felipão conhece o jogador e confia nele e se tiver de convocar não terá qualquer problema".

MARCELO - Parreira disse que o médico da seleção, José Luiz Runco, entrará em contato com o Real Madrid para saber a extensão da contusão do lateral-esquerdo Marcelo. Ele sofreu um problema na coxa esquerda e, a princípio, ficará parado por três semanas. "Vamos ver cautelosos, procurar saber melhor sobre o quadro", disse. Não acredita, porém, que o jogador ficará de fora da Copa das Confederações.

A seleção brasileira será convocada para a competição no dia 14 de maio e no dia seguinte Parreira e Felipão viajam para a Europa para assistir a três partidas de clubes que têm jogadores que serão convocados: Real Madrid x Atlético de Madrid no dia 17, na final da Copa do Rei, um jogo do Paris Saint-Germain e a final da Liga dos Campeões, dia 26, no Estádio de Wembley, em Londres.

A seleção brasileira se apresenta no dia 27 de maio e Parreira disse que jogadores brasileiros que eventualmente estiverem envolvidos na decisão da Liga dos Campeões deverão se integrar rapidamente ao time nacional. "No máximo um ou dois dias de descanso, e depois se juntam ao grupo", avisou.

Era apenas mais um dia comum de trabalho para o garçom Anderson França, de 19 anos. Ele trabalhava numa pizzaria localizada no bairro do Engenho do Meio, na Zona Oeste do Recife, e como sempre, o rapaz atendia aos pedidos dos clientes e acatava as ordens do dono do estabelecimento. Todavia, o superior o chamou e, por conta da correria para suprir o que os clientes pediam, acabou não escutando o chefe. De repente, o gestor, de um jeito que ninguém esperava, gritou irado com França e o destratou na frente dos outros trabalhadores e da própria clientela.

“Ele me humilhou na frente de todo mundo. Perguntou quem eu era para não lhe dar atenção. As pessoas ficaram olhando para mim e fiquei muito envergonhado. Na hora, eu não tive nem reação. Foi muito humilhante”, conta o garçom. Após o acontecido, o clima entre patrão e empregado não ficou bem e França passou a trabalhar angustiado. Por causa do fato, o jovem não aguentou continuar na função e pediu demissão da pizzaria. “Meus amigos ficaram indignados. Isso nunca aconteceu comigo. A solução foi pedir para sair, porque ninguém merece ser humilhado”, diz o trabalhador.

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O que França passou no trabalho pode ser considerado como dano moral. De acordo com o advogado Marcílio Campos, que também já atuou como juiz do trabalho, dano moral acontece quando o assédio causa um prejuízo à imagem de um indivíduo. “Ocorre quando você fere a moral, imagem ou dignidade de uma pessoa. Isso pode causar sérios problemas na vítima, principalmente a depressão”, explica Campos. Ainda segundo o advogado, esses casos são bastante comuns e geralmente acontecem com o ato partindo de um superior contra um subordinado, dentro do espaço de trabalho. Alguns exemplos são xingamentos, difamação, apelidos maldosos, entre outros.

Mas, o que é o assédio moral?

Diferente do que algumas pessoas pensam, o dano moral não é a mesma coisa do que o assédio moral. No contexto do assédio, existe uma espécie de maquiagem no tratamento que é dado a um determinado empregado. “O assédio acontece quando um trabalhador é tratado diferente dos demais. Se seu chefe sempre pede para você fazer uma determinada atividade, enquanto os outros nunca são escolhidos, ou solicita que você sempre passe do horário, e isso não ocorre com as outras pessoas, isso pode sim caracterizar o assédio moral”, explica Marcílio Campos.

O advogado orienta que, no caso do assédio, é importante que a vítima, antes de acionar a justiça, tente conversar com o gestor para contornar a situação. Caso não haja solução, o procedimento então é recorrer ao poder judiciário.

Dano moral de empregado para empregado

No ambiente de trabalho, ações de dano moral podem ocorrer também entre subordinados, porém, o processo judicial contra a empresa apenas pode ocorrer se a gestão tomar conhecimento do problema e não resolver nada. “Nesse caso, se o problema chegar para o chefe e ele não fizer nada, o processo pode ir para o empregado que está ferindo a imagem, e a própria empresa”, frisa Campos.

Casos de acidentes de trabalho também podem ser considerados dano moral. “Se você trabalha numa empresa e o teto de alguma parte do local desaba por falta de manutenção e quebra a sua cabeça, com certeza você pode acionar a justiça”, explana o advogado.

Indenização

De acordo com Campos, casos de assédio e dano moral apenas começaram a ser tratados na competência da Justiça do Trabalho no ano de 2004. Ainda não existe valores definidos em relação às indenizações e “cada juiz tem uma forma de arbitrar os casos”.

“Quando advogo esses casos, eu deixo a cargo do juiz a definição do valor a ser pago. Geralmente, ele avalia o porte da empresa e a gravidade da ofensa, e daí define o valor da indenização”, conta o advogado. Segundo Campos, quando a vítima não consegue contornar a situação junto ao agressor, é importante que ela tente reunir provas para entrar na justiça, por meio de um advogado.

Recentemente, um ajudante de pedreiro, que atuava em uma construtora, em São Paulo, foi alvo várias vezes de dano moral pelo seu superior. O trabalhador foi até chamado de “verme”, e, ao recorrer à Tribunal Superior do Trabalho (TST), ganhou a causa e uma indenização de R$ 7 mil.

Confira abaixo um vídeo com mais orientações do advogado Marcílio Campos sobre dano e assédio moral:

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