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O deputado federal Daniel Coelho (PPS-PE) é o novo líder da bancada do PPS na Câmara dos Deputados. O parlamentar defende que a legenda, que conta com oito deputados, tenha como posicionamento político a independência. 

“Não podemos jogar no time daqueles que apostam no quanto pior melhor, mas também não seremos submissos ao governo. Vamos ajudar no que for preciso, mas não deixaremos de nos opor e fazer críticas a propostas do governo que acharmos equivocadas”, adiantou Coelho.

Para o parlamentar, a prioridade para o País neste momento é a recuperação da economia e a geração de emprego e isso passa pelas reformas, como a da previdência. “Temos compromisso com essa pauta de recuperação da economia e vamos ajudar no que for necessário, inclusive apresentando propostas”, garantiu, o parlamentar reeleito para o segundo mandato.

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*Da Agência Câmara

A nova legislatura na Câmara de Olinda deve ser marcada por uma fluidez maior nas atividades parlamentares. Ao menos é esta a impressão que a primeira sessão deliberativa da Casa, que aconteceu nessa terça-feira (7), deixou para alguns vereadores como Jesuíno Araújo (PSDB). Sob a ótica dele, com a saída do PCdoB do comando da cidade e da presidência da Mesa Diretora a tendência é de que os trabalhos sejam “mais eficazes”. 

“A princípio na Câmara a movimentação e as atividades estão sendo bem maiores que no último mandato. Não apoiei Lupércio, mas estou com esperanças de que ele não vai interferir nas pautas da nossa Casa. Antes, com o presidente [Marcelo Soares] aliado ao prefeito [Renildo Calheiros] a pauta era cercada apenas de matérias de interesse da prefeitura. Agora a coisa começa a ganhar forças e a Câmara abre o diálogo com a população”, argumentou o vereador em conversa com o LeiaJá.com.

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Um dos motivos que justifica a observação, segundo o tucano, é a aprovação de 56 requerimentos na primeira reunião do ano. “Apenas na primeira sessão foram 120 requerimentos de vereadores apresentados e 56 aprovados. Eu consegui, por exemplo, aprovar sete audiências públicas. Uma delas é sobre educação que tentei seis vezes no último mandato e não passava. Foram quatro anos que tentei aprovar a audiência pública e nunca conseguia”, afirmou. 

Jesuíno integra o G-9 da Casa Bernardo Vieira de Melo, considerada independente a gestão de Lupércio. Apesar disso, o tucano fez avaliações positivas sobre o prefeito. “Ele foi participar da abertura da sessão, o que Renildo nunca fez. Com isso ele mostra que quer ter sintonia com a Câmara”, ressaltou. 

“Não vai ter cerceamento nenhum”

Novo presidente da Câmara de Olinda, Jorge Federal (PR) corroborou a tese exposta por Jesuíno e prometeu que não haverá “cerceamento” das pautas previstas para a Casa. “O que os vereadores estão sentindo é que a nova Mesa é independente do Poder Executivo, não é vinculada ao prefeito. Antes a mesa trazia alguns requerimentos e processos legislativos em detrimento a prefeitura. O nosso intuito é dar liberdade para qualquer vereador requerer, por exemplo, a presença de qualquer membro da gestão para prestar contas na Câmara”, detalhou. 

Federal, que também integra o G9, disse que a intenção dele não é fazer oposição a Lupércio, mas reativar o papel de fiscalizar a Câmara. “O processo político do país se acostumou a estar sempre alinhado com o governo, mas não precisa ser aliado para votar a favor de projetos encaminhados pelo prefeito. O que não vamos é abrir brechas para influência do executivo na pauta ou aprovação dos projetos”, garantiu. 

O LeiaJá.com entrou em contato com o vereador e ex-presidente da Casa, Marcelo Soares (PCdoB), mas até o fechamento desta matéria não conquistou êxito.   

A vereadora Aline Mariano (PMDB) deve confirmar, nesta quarta-feira (1º), que será a líder da bancada governista da Câmara Municipal do Recife. A peemedebista teria aceitado o convite feito pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) nessa terça (31), após mais de uma hora de conversa com o socialista.

Procurada pelo LeiaJá.com, ela informou por meio da assessoria de imprensa que divulgaria oficialmente a decisão até o início da tarde. Os trabalhos legislativos na Câmara reiniciam nesta quarta às 15h. Durante a sessão, além do pronunciamento do prefeito, também são esperados discursos dos líderes da oposição e do governo. 

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Segundo informações de bastidores, a peemedebista teria sido escolhida para ser a porta-voz da gestão na Casa José Mariano pela sua postura em defesa do pessebista nos últimos meses. Apesar da preferência, Aline já analisa o convite de ocupar a vaga deixada pelo vereador Gilberto Alves (PSD) há mais de 15 dias. 

Aline Mariano tem um histórico na liderança de bancadas na Câmara. Ela, inclusive, já foi líder do colegiado que fazia oposição ao governo de Geraldo em 2013. 

O deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) toma posse, na próxima quarta-feira (1º), como presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Esta é a sexta vez consecutiva que o pedetista assume o cargo. A sessão solene que também dará posse aos demais membros da Mesa Diretora da Casa Joaquim Nabuco está agendada para às 15h.

Além de Uchoa, também compõe a direção da Alepe os deputados Cleiton Collins (PP), 1º vice-presidente; Romário Dias (PSD), 2º vice-presidente; Diogo Moraes (PSB), 1º secretário; Vinícius Labanca (PSB), 2º secretário; Júlio Cavalcanti (PTB), 3º secretário; Eriberto Medeiros (PTC), 4º secretário. Os suplentes são Augusto César (PTB), Socorro Pimentel (PSL), Henrique Queiroz (PP) e André Ferreira (PSC).

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A cerimônia marcará o início das atividades legislativas do segundo biênio da atual legislatura, iniciada em 2015. A sessão contará também com a leitura de uma mensagem do governador Paulo Câmara (PSB). Caso ele não compareça a solenidade, quem deve ler o texto é o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira. Os líderes do governo, Isaltino Nascimento, e da oposição, Silvio Costa Filho (PRB) também se pronunciam. 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) reúne os presidentes das Câmaras de Vereadores de Pernambuco, nesta terça-feira (24), em um seminário com orientações sobre a condução das atividades legislativas. O encontro é a segunda etapa do IV Seminário Novos Gestores Públicos Municipais, iniciado no último dia 10 com os prefeitos pernambucanos. 

Entre as orientações, estão sendo abordados temas que versam sobre a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual (PPA) que regem o orçamento municipal. “O orçamento não pode ser aprovado do jeito que vem o Executivo. É preciso avaliar a justificativa da Lei Orçamentária, principalmente sobre as demandas e suas atribuições”, alertou o auditor do TCE, João Eudes Bezerra Filho.  

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Presidentes das Câmaras de todo o estado participam do evento. Segundo o TCE, cerca de 200 pessoas se inscreveram para o seminário. Sob a ótica do presidente da Câmara do Recife, vereador Eduardo Marques (PSB), as recomendações vão servir para que “os gestores possam agir com mais competência à frente do que é público”. A nova legislatura municipal inicia no próximo dia 2. 

O evento segue até o fim do dia e vai abordar ainda os limites de gastos no Legislativo Municipal, a remuneração dos vereadores, o julgamento das contas dos prefeitos e o papel dos parlamentares na gestão previdenciária municipal. 

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Senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves acredita que a candidatura à reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem adquirido “consistência” nos últimos dias. O nome de Maia conquistou o apoio do Palácio do Planalto e Neves tem se colocado favorável à recondução do democrata ao posto. O assunto foi um dos abordados pelo tucano e o presidente Michel Temer (PMDB) durante um encontro entre os dois nessa quarta-feira (11).  

“Fizemos uma rápida avaliação do quadro. Em relação à Câmara dos Deputados, as conversas estão em andamento e a bancada da Câmara que irá se manifestar, mas eu vejo hoje ganhando consistência a candidatura do atual presidente, Rodrigo Maia”, contou Aécio, em entrevista à imprensa após a reunião.

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No Senado, de acordo ele, o quadro é ainda mais tranquilo. “Deve caber ao PMDB, conforme reza o Regimento Interno, a indicação do nome para Presidência, cabendo ao PSDB a segunda escolha por ser segunda maior bancada. Acho que as coisas caminharam lá com alguma naturalidade. Vamos unir nossa bancada na última semana ainda de janeiro para definir essas posições. Muito provavelmente caberá também ao PSDB a condução da CAE, a Comissão de Assuntos Econômicos, vital para essa agenda econômica e inclusive para a agenda de reformas”, relatou. 

Pautas no Congresso Nacional

Os dois ainda conversaram sobre a pauta do Executivo no Congresso Nacional. Para Aécio, 2017 é “o ano das reformas” e “o PSDB reitera o seu absoluto compromisso com esta agenda, aliás, em boa parte proposta por nós, e não temos tempo a perder”. “Apoiar o governo Temer hoje, a meu ver, é um ato de responsabilidade para com o Brasil. E, a partir de 2018, obviamente, a partir de uma decisão da maioria da população brasileira, viveremos uma nova etapa que permita, de forma definitiva, sairmos do calabouço no qual as irresponsabilidades dos sucessivos governos do PT colocaram o Brasil”, considerou.

Sob o comando do presidente Renan Calheiros (PMDB), a Mesa do Senado está reunida para deliberar sobre requerimentos de informação e pedidos para que a tramitação de projetos ocorra de forma separada. É a primeira reunião do grupo no novo ano legislativo.

Além da pauta legislativa, os senadores deverão tratar de questões administrativas. Isso porque os eleitos para a Mesa do Senado integram também a Comissão Diretora, órgão que tem a atribuição de decidir sobre a organização e o funcionamento da Casa.

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Compõem a Mesa para o biênio 2015-2016: primeiro-vice-presidente, Jorge Viana (PT-AC); segundo-vice-presidente, Romero Jucá (PMDB-RR); primeiro-secretário, Vicentinho Alves (PR-TO); segundo-secretário, Zezé Perrela (PDT-MG); terceiro-secretário, Gladson Cameli (PP-AC); quarta-secretária, Ângela Portela (PT-RR).

Para os cargos de suplência, foram eleitos: Sérgio Petecão (PSD-AC), João Alberto Souza (PMDB-MA) e Douglas Cintra (PTB-PE).

*Com informações da Agência Senado

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou, nesta terça-feira (3), que pretende levar a análise da admissibilidade da proposta de reforma política (PEC 352/13) para o Plenário. Aprovada a admissibilidade, Cunha disse que criará uma comissão especial “imediatamente” para avaliar o texto.

Normalmente, a admissibilidade de PECs é analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), mas existe a possibilidade de a votação ser feita em Plenário, caso seja aprovado um requerimento nesse sentido. O argumento para isso é que a CCJ já esgotou o prazo de cinco sessões do Plenário para fazer a votação.

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A PEC 352/13 foi elaborada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Reforma Política, coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). A proposta prevê o voto facultativo, o fim da reeleição para presidente, governador e prefeitos e a coincidência das datas das eleições a cada quatro anos. A proposta estabelece um sistema misto - público e privado - para o financiamento das campanhas.

*Com informações da Agência Câmara.

A eleição para a escolha da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) iniciou há pouco. Neste domingo (1º) os deputados escolhem quem será o presidente, os vices-presidentes e os secretários. As inscrições aconteceram das 16h05 às 17h10 - vinte minutos depois do estipulado. A sessão está sendo presidida pelo deputado Claudiano Martins. 

Candidataram-se ao cargo mais alto da administração da Casa Joaquim Nabuco o atual presidente, Guilherme Uchoa (PDT), que busca o quinto mandato; o deputado Rodrigo Novaes (PSD) e o primeiro deputado estadual eleito pelo PSOL, Edilson Silva. Para 1º vice-presidente Augusto César (PTB) e  2º vice-presidente Cleiton Collins (PP).

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>>Deputados estaduais tomam posse

Na disputa pela 1ª secretaria concorrem os deputados socialistas Diogo Moraes e Lula Cabral. Batendo chapa, os dois se colocaram como "candidatos do governo" e, pouco antes do início da eleição, trocaram farpas sobre a legitimação das postulações. Os deputados Vinicius Labanca (PSB) disputa a 2ª secretaria. Já a 3ª está sendo pleiteada por Romário Dias (PTB). A 4ª cadeira da secretaria da Mesa Diretora é almejada pelo deputado, Eriberto Medeiros (PTC).

A eleição para a Mesa Diretora deve durar no cerca de 2 horas. O nesta categoria o voto ainda é secreto, cada parlamentar recebe uma cédula e vota. Em seguida a atual composição da Mesa lê voto a voto enquanto os pares contabilizam e divulgam os resultados.  

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Os 14 senadores petistas vão se reunir no próximo dia 31, um dia antes da eleição para a Mesa Diretora da Casa, para definir o posicionamento da bancada na Casa. De acordo com o senador Humberto Costa, além dos indicados para ocupar os cargos da Mesa, também serão escolhidos os representantes do PT para compor as Comissões Pernamentes do Senado. "Vamos definir quem irá liderar a nossa bancada em 2015 e quem serão os dois ocupantes da Mesa e os dois presidentes de Comissão que podemos indicar pelo critério de proporcionalidade", adiantou Costa.

Ventilado para liderar a bancada governista, Humberto Costa esteve em constante articulações com ministros, em Brasília, nos últimos dias. Nessa terça-feira (20), o pernambucano encontrou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com quem tratou da pauta política e de temas referentes à abertura dos trabalhos legislativos. Um dia antes, na segunda (19), ele se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro (PTB), e o o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas. 

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"Tratamos da pauta que teremos que tocar logo na abertura dos trabalhos. O Congresso irá receber algumas medidas essenciais ao País, que precisaremos discutir e votar com a base unida. Muitas delas vão assegurar a manutenção da economia brasileira nos trilhos e isso exigirá muita articulação de todos os líderes", afirmou Humberto. 

Alguns dos novos deputados que tomam posse na Câmara no dia 1º de fevereiro são considerados celebridades da TV, da música ou do esporte. O cantor, compositor e ator Sérgio Reis (PRB-SP) é um deles. Aos 74 anos, Sérgio Reis tem 55 de carreira – a maior parte na musica sertaneja, mas seu sucesso começou ainda na Jovem Guarda, com o nome artístico de Johnny Johnson.

O artista pretende conciliar a agenda de shows com o mandato e diz que se elegeu deputado para retribuir o carinho do povo, que sempre o apoiou. Na Câmara, terá como bandeira a saúde, área com a qual já é envolvido, prestando apoio ao Hospital de Câncer de Barretos, outros hospitais filantrópicos e entidades sociais. "Eu acho que isso é gratificante. Acho que é minha obrigação e não faço mais do que minha obrigação", disse.

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Sérgio Reis teve 45.330 votos, mas chegou à Câmara, devido às regras das eleições proporcionais, puxado por outra celebridade do mesmo partido: Celso Russomanno, que foi o mais votado em todo o Brasil, com mais de 1,5 milhão de votos. Apresentador de TV dedicado ao tema da defesa do consumidor e advogado por formação, Russomano, de 58 anos, já é conhecido da Casa, pois cumprirá seu quinto mandato de deputado federal.

Em Minas Gerais, a deputada eleita Brunny, de 25 anos, é apresentadora de um programa de televisão, o 'Brunny e Vc', transmitido pela TV Alterosa para a região de Governador Valadares. Ela foi eleita pelo PTC, com 45.381 votos. O marido de Brunny, o empresário e deputado estadual Hélio Gomes, do PSD, foi quem a incentivou a entrar para a política.

Esporte

Além de nomes da música e da televisão, São Paulo também terá entre seus representantes na Câmara nomes ligados ao esporte. Um deles é o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, eleito com quase 169.834 votos pelo Partido dos Trabalhadores.

Favorável a uma reforma política ampla, Sanchez diz que vai priorizar o esporte e a educação em seu mandato: “Obviamente eu vou me dedicar ao esporte, que eu acho que tem muito a fazer no Brasil. Não o futebol em si, mas o esporte em geral. Então, vou me dedicar muito a isso e à educação, até por eu não ter feito curso universitário. Acho que a educação neste País vai melhorar, e muito."

Também originário do mundo do esporte, o ex-judoca João Derly chega à Câmara para seu primeiro mandato como deputado federal, mas já com a experiência de vereador em Porto Alegre. Bicampeão mundial de judô, ele se elegeu pelo PCdoB gaúcho com 106.991 votos.

Entre os famosos, há alguns veteranos, como o palhaço Tiririca (PR-SP), reeleito com mais de 1 milhão de votos e segundo colocado em São Paulo e no Brasil. E ainda o ex-goleiro do Grêmio Darnlei (PSD-RS), também reeleito.

Outros famosos, como o cirurgião plástico Dr. Rey e o cantor Netinho de Paula, não se elegeram. O também ator Stepan Nercessian não se reelegeu, depois de cumprir mandato de 2011 a 2015.

*Com informações da Agência Câmara

Com o início da nova legislatura, em 1º de fevereiro, 27 senadores estreantes ou reeleitos assumirão mandatos no Senado até janeiro de 2023. Em tese, a nova composição não deve representar mudança significativa no cenário das votações, já que o governo mantém maioria folgada na Casa.

Os 11 partidos que formam a base aliada — PMDB, PT, PDT, PCdoB, PSOL, PRB, PP, PSD, PTB, PR e PSC — começam o ano legislativo com 58 senadores, já consideradas as substituições dos três senadores que viraram ministros na nova gestão de Dilma. O número representa uma ampla maioria no total de 81 senadores. O maior quórum para aprovação de matéria é o de proposta de emenda à Constituição: 49 senadores (três quintos do total).

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A base governista tem dois senadores a mais na composição que encerra a legislatura neste mês. Mas há dissidências. O único representante no PSOL, Randolfe Rodrigues (AP), por exemplo, atua como independente. Partidos como o PDT, PP e PTB também registram divergências em relação às posições governistas.

Fiel da balança

Só a partir das primeiras votações é que o posicionamento de duas legendas que lançaram candidatos próprios à Presidência da República ficará claro. O PSC, do Pastor Everaldo, tem um representante, o senador Eduardo Amorim (SE). Também integrante da base governista, o partido apoiou Aécio Neves no segundo turno. O PSB, de Eduardo Campos e Marina Silva, já declarou independência no contexto nacional, mas, na Câmara dos Deputados, tende a ser oposição.

Agora a quarta maior bancada da Casa, o PSB dobrou de tamanho no Senado nas últimas eleições. Manteve os senadores Lídice da Mata (BA), João Capiberibe (AP) e Antonio Carlos Valadares (SE) e acrescentou mais três: Roberto Rocha (MA), Romário (RJ) e Fernando Bezerra Coelho.

Entre os maiores partidos de oposição, o PSDB perdeu duas cadeiras e o DEM ganhou uma. A partir de fevereiro serão 11 e 5 senadores, respectivamente. Do outro lado, PT e PMDB perderam um senador cada um, passando de 14 e 19 para 13 e 18, respectivamente.

*Com informações da Agência Senado

Os deputados que tomarão posse na nova legislatura escolherão a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em um domingo, dia 1º de fevereiro. Programação divulgada pela Secretaria-Geral da Mesa prevê a primeira sessão às 10 horas e o início da escolha da nova presidência só às 18 horas. Como no dia seguinte está programada a sessão de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, não está descartada a hipótese da eleição na Câmara se estender até a madrugada.

O primeiro item da programação é a sessão preparatória de posse dos novos parlamentares. Às 13h30 terminará o prazo para a formação de blocos parlamentares e uma hora depois acontecerá a reunião de líderes para a escolha dos cargos que cabem aos partidos, de acordo com o critério da proporcionalidade.

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As candidaturas terão de ser registradas até às 17 horas para o sorteio da ordem dos candidatos que aparecerão na urna eletrônica. Disputam a presidência da Câmara o peemedebista Eduardo Cunha (RJ), considerado o favorito, o ex-presidente da Casa e atual vice-presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o pessebista Júlio Delgado (MG). A votação para a escolha do novo presidente da Câmara começará no início da noite. Caso o pleito não seja definido no primeiro turno, a votação seguirá para o segundo turno, sem horário previsto de término.

O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deve ser conhecido no próximo dia 19, quando a bancada da nova legislatura volta a se reunir para traçar as estratégias de atuação dos parlamentares. Além do indicado ao cargo, também está previsto para a pauta do encontro, quais comissões o grupo desejará presidir. 

Nessa quarta-feira (5), eles se reuniram pela primeira vez. A definição inicial do colegiado foi de fazer um balanço dos oito anos da gestão do PSB em Pernambuco, apontando as obras inacabadas e possíveis excessos econômicos. "Foi uma reunião importante, onde a bancada teve a oportunidade de conversar sobre o presente e o futuro, de analisar o cenário atual e o do próximo ano. A ideia é que nós façamos um conjunto de audiências públicas, de visitas in loco", detalhou o deputado Silvio Costa Filho (PTB). 

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Segundo ele, o objetivo é criar uma “oposição cidadã, pedagógica e mais articulada”. A partir de 2015, a expectativa é de que a bancada seja composta por 14 parlamentares. Além de Costa Filho também estão no grupo os deputados Odacy Amorim (PT), Manoel Santos (PT), Ossesio Silva (PRB), Julio Cavalcanti (PTB), José Humberto Cavalcanti (PTB), Álvaro Porto (PTB), Romário (PTB), Teresa Leitão (PT), Augusto César (PTB), Pedro Serafim Neto (PDT) e Edilson Silva (PSOL). Para acrescer a bancada são esperadas a integração das parlamentares eleitas Socorro Pimentel (PSL) e Priscila Krause (DEM). 

Com o colegiado, conta-se nos bastidores que o governador Paulo Câmara (PSB) não vai gerir o estado no mesmo “céu de brigadeiro” que o ex-governador Eduardo Campos (PSB) geria. Até então, em número pelo menos, ela é mais ampla. 

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