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A maioria dos brasileiros considera o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) responsável pelos atos golpistas do 8 de Janeiro que culminaram nas invasões do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e avaliam que ele deveria ser punido pela Justiça. É o que aponta pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira, 8.

De acordo com o instituto, 52% responsabilizam Bolsonaro pelas invasões, contra 44% que não atribuem responsabilidade a ele. O índice é similar quando os entrevistados são questionados se o ex-presidente deveria sofrer alguma punição legal: 52,8% responderam que sim e 43,3%, que não.

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Entre os que acham que Bolsonaro precisa ser punido, 53,4% afirmam que ele deveria ser preso, 53,1% que ele deveria perder os direitos políticos e a possibilidade de ser candidato - o ex-presidente já está inelegível -, enquanto 14,2% defendem que pague uma multa e 9,6% que ele sofra outra punição. Neste caso, a soma é superior a 100% porque é possível escolher mais de uma alternativa.

A pesquisa entrevistou 1.200 pessoas entre domingo, 7, e esta segunda-feira, 8, por meio de recrutamento digital aleatório (entrevistas online). A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

A reprovação e aprovação do 8 de janeiro oscilaram dentro da margem de erro na comparação com os resultados da rodada da pesquisa realizada em janeiro do ano passado. Naquela ocasião, 76% discordavam das invasões dos prédios dos Três Poderes, enquanto 15% concordavam. Agora, são 74% e 15%, respectivamente.

Durante seu mandato, Bolsonaro colocou em dúvida diversas vezes o sistema eleitoral brasileiro e a confiabilidade das urnas eletrônicas, cuja segurança já foi atestada por especialistas e entidades. Segundo a AtlasIntel, 57% dos eleitores acreditam que Lula (PT) teve mais votos que Bolsonaro na eleição de 2022, contra 38% que responderam que o petista não foi mais votado do que o candidato derrotado.

O instituto também perguntou se as invasões dos prédios públicos por apoiadores de Bolsonaro foram justificadas: 59% disseram que o ato foi completamente injustificado, 15% consideram apenas parcialmente justificado e 13,6% completamente justificado.

Questionados sobre qual foi a principal razão do ato golpista, 34,2% apontaram o fanatismo político e a polarização. Outros 20,8% citaram fraude eleitoral e 18,8% "tentativa de golpe de Estado". Também foram mencionados manipulação de terceiros (12,12%) e patriotismo (2,4%).

Maior parte enxerga exagero nas punições aos golpistas

Apesar da discordância da maioria da população sobre o 8 de Janeiro, a maior parcela da população, 42,8%, acredita que os manifestantes que invadiram os prédios dos Três Poderes foram punidos de forma exagerada. Por outro lado, 36,1% avaliam que a Justiça agiu de forma adequada e 14,2% que as punições foram insuficientes.

Ao mesmo tempo, 43,3% avaliam que a democracia brasileira correu grande risco com as invasões; 27,7% que não correu nenhum risco; e 15,9% que correu algum risco, mas não tão alto. Quatro em cada cinco entrevistados (80%) defendem a democracia como forma de governo para o Brasil, enquanto 12,7% preferem outro sistema político. Outros 7,3% não souberam responder.

Além das responsabilidades individuais de militares que participaram dos atos golpistas do 8 de janeiro, as Forças Armadas, enquanto instituição, tem responsabilidade política em relação à invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Essa é a avaliação do professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Rodrigo Lentz, que estuda o pensamento político do militar brasileiro.  

“O Exército tolerou e permitiu que esses indivíduos usassem a instituição para conspirar o golpe de Estado. E essa responsabilidade política precisa ser cobrada a partir de reformas nas relações entre civis e militares e na criação de garantias de que isso não voltará a ocorrer”, afirmou Lentz, para quem foram vários as ações ou omissões que confirmam essa tolerância com o movimento golpista.  

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“Desde dar adesão mais ampla a um projeto político partidário, que foi o governo Bolsonaro, até a permissão de militares de alta patente da ativa ocuparem cargos de ministro de Estado. Além disso, podemos falar da participação claudicante e de quase desestabilização do processo eleitoral a partir da atuação dos militares na comissão de fiscalização do TSE [Tribunal Superior Eleitoral], e também a posição em relação aos acampamentos”, enumerou.  

Lentz destacou a nota dos três comandantes das Forças Armadas - da Marinha, do Exército e da Aeronáutica - do dia 11 de novembro de 2022 intitulada “Às Instituições e ao Povo Brasileiro”. No texto, os comandantes condenaram “eventuais excessos” cometidos por manifestantes, mas sustentaram que os atos não constituíam qualquer crime.   

Além disso, a nota atribuiu às Forças Armadas o papel de “moderador” da República, interpretação rejeitada por juristas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo essa interpretação, os militares teriam o poder de arbitrar conflitos entre os Poderes, pairando acima dos Três Poderes constituídos do país.

“A nota dos comandantes, logo depois do final do resultado eleitoral, ao não reconhecer de forma aberta, clara e indubitável o resultado eleitoral, alimentou a sanha golpista. Ou seja, os comandantes da época alimentaram a sanha golpista, seja pelo discurso à nação a partir de uma nota oficial, seja a partir da permissão e de apoio aos acampamentos”, destacou o especialista.

“Quando um capitão e vários generais e oficiais defendem a ditadura de 64, negando as graves violações dos direitos humanos que ocorreram no período, e quando esses militares voltam ao poder, eles vão tentar naturalmente o golpe de Estado para se manter no poder.”

Na avaliação do ministro da Defesa, José Múcio, e do ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, é preciso separar os indivíduos das instituições. Em declarações à imprensa, Múcio defendeu que alguns militares cometeram irregularidades em relação ao 8 de janeiro, mas que a instituição não teria apoiado a aventura golpista.  

Na última sexta-feira (5), o Exército informou que dois militares foram punidos com penas disciplinadas, mas concluiu que não houve crime na ação dos agentes que participaram dos atos do 8 de janeiro.

Pacificação 

Na avaliação do cientista político Rodrigo Lentz, está em curso no Brasil uma estratégia de limpeza da imagem das Forças Armadas após o 8 de janeiro com objetivo de se promover uma pacificação das relações institucionais brasileiras.  

“Essa pacificação carrega uma ideia de impunidade dos militares, como forma de pacificar a relação entre eles e os civis, o que não combina com o regime democrático, mais ainda para a garantia da não repetição do 8 de janeiro”, ponderou. 

Lentz defendeu mudanças estruturais nas Forças Armadas, com maior participação social na política de Defesa e capacitação de quadros civis dentro da pasta.  

“Ou seja, tudo continua como antes, mantendo a posição de uma tutela, de um protagonismo sorrateiro. Logo, quando se mantém as coisas como eram antes, basta a mudança da conjuntura para que as mesmas práticas sejam recicladas em uma nova conjuntura de crise política”, afirmou o especialista.  

Para o pesquisador, as investigações devem chegar à cúpula das Forças Armadas, como ocorreu com a Polícia Militar do Distrito Federal, que viu seus dirigentes presos. “Generais de quatro estrelas precisam ser responsabilizados enquanto indivíduos e que essa responsabilização sirva de farol reformador para que não se repitam esses atos”, acrescentou. 

Entre as respostas do governo em relação à participação de militares em atos golpistas, Lentz menciona a transferência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para Casa Civil e a tramitação da proposta no Congresso que proíbe militares da ativa de se candidatarem.

CPMI do Golpe 

Na avaliação da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investigou o 8 de janeiro, as ações e omissões de militares contribuíram para a invasão das sedes dos Poderes. O relatório final citou, como exemplo, diversas manifestações, de militares da ativa e da reserva, a favor da tese de que as Forças Armadas são um poder moderador da República, com capacidade de intervir em outros Poderes.   

“A leniência de alguns dos principais generais dentro do Exército com a permanência dos acampamentos em área militar foi essencial para a tentativa de golpe de Estado perpetrada no dia 8 de janeiro, pois interpretada pelos vândalos golpistas como incentivo ao ato ― aos olhos do manifestante comum, já imerso em sua ‘bolha’ com intrínseca assimetria informacional, tratava-se de uma percepção de que o Exército estaria com eles no golpe”, diz o relatório da CPMI.  

O documento aprovado pela maioria dos parlamentares acrescentou que “embora possam ter sido manifestações de membros isolados das Forças, é certo que a cultura organizacional das Forças Armadas tem a aptidão intrínseca para levar ao sentido da tutela militar de democracia civil”. 

A Comissão do Congresso Nacional indiciou diversos militares por suposta participação no movimento que culminou no oito de janeiro. Entre os nomes indicados pela CPMI, estão os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Luiz Eduardo Ramos, Paulo Sérgio Nogueira, Marco Antônio Freire Gomes, Ridauto Lúcio Fernandes, Carlos Feitosa Rodrigues e Carlos José Penteado, além do almirante Almir Garnier Garnier Santos e o tenente-coronel Mauro Cid.  

A Agência Brasil perguntou ao Ministério da Defesa a avaliação da pasta sobre a participação dos militares no 8 de janeiro, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu atenção a seus ministros, durante a presidência brasileira no G20 em 2024, para que não esqueçam que a prioridade do governo é a gestão do próprio país. Para Lula, coordenar o grupo das 20 maiores economias do mundo, possivelmente, é a maior responsabilidade internacional do Brasil.

A presidência brasileira no bloco inicia-se em 1º de dezembro deste ano e segue até 30 de novembro de 2024. Lula falou, nesta quinta-feira (23), durante a abertura da reunião de instalação da Comissão Nacional para a Coordenação da Presidência do G20, no Palácio do Planalto.

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“Todo mundo vai ter muita tarefa, mas é importante vocês não esquecerem que vocês foram eleitos, indicados ministros para governar o Brasil, que portanto a prioridade é a função para a qual vocês foram escolhidos, para ser ministro. Significa que vocês vão ter que trabalhar mais do que já estão trabalhando, significa que vocês vão ter que se virar em dois ou em duas para que a gente possa atender as necessidades de organização do G20 e para que a gente não possa deixar a peteca cair”, disse.

“Se esse primeiro ano [de governo] foi o ano de reconstrução das coisas que nós tivemos que recolocar nesse Brasil, o ano que vem é o ano da gente colocar o pé na estrada, visitar esse país, conversar com prefeitos, governadores, deputados, senadores e, sobretudo, conversar com o povo que tem expectativa que a gente atenda os interesses que eles estabeleceram durante o processo eleitoral”, acrescentou o presidente.

A Comissão Nacional para a Coordenação da Presidência do G20 foi instituída em junho deste ano e será composta por representantes de todos os ministérios, além do Banco Central e da Assessoria Especial do Presidente da República.

“É uma tarefa árdua, é a primeira vez, nós não temos experiência, nós vamos adquirir experiência com quem já fez o G20”, disse Lula, explicando a coordenação dos trabalhos no Brasil ficará a cargo dos ministérios das Relações Exteriores e da Fazenda.

Agenda de trabalho

A agenda do G20 será decidida e implementada pelo governo do Brasil, com apoio direto da Índia, última ocupante da presidência, e da África do Sul, país que exercerá o mandato em 2025. Esse sistema é conhecido como troika e é um dos diferenciais do grupo em relação a outros organismos internacionais.

É a primeira vez que o Brasil assume a presidência do G20 desde a sua criação, em 1999. O país esteve presente desde o início, quando as 20 maiores economias do mundo se reuniram com o objetivo de buscar uma solução para a grave crise financeira que abalou todos os mercados e que levou à quebra de um número enorme de bancos e outras companhias.

O grupo reunia, à época, apenas ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais. Em 2008, para enfrentar nova crise financeira internacional, passou a ter o formato atual, com chefes de Estado e de Governo. Hoje, o G20 reúne 19 das maiores economias do mundo e a União Europeia. A União Africana também tornou-se membro permanente durante a 18ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo, em agosto, em Nova Déli, na Índia.

De dezembro deste ano a novembro de 2024, o Brasil deverá organizar mais de 100 reuniões oficiais em várias cidades do país, que incluem cerca de 20 reuniões ministeriais, 50 reuniões de alto nível e eventos paralelos. O ponto alto será a 19ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo, nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.

Já no próximo dia 13 de dezembro, Lula receberá, em Brasília, os representantes da trilha de política, mais ampla e onde se discutem políticas públicas, e da trilha de finanças, as questões de financiamento. O Brasil está propondo uma aproximação entre essas duas instâncias, para que trabalhem de forma mais coordenada.

Participação social

A presidência brasileira no G20 vai criar ainda um canal de diálogo entre os chefes de Estado e governo e a sociedade civil. Um grande evento de participação popular será realizado previamente à reunião dos líderes no Rio de Janeiro.

Como exemplo, o presidente Lula saudou a intenção do presidente da Câmara, Arthur Lira, de realizar um encontro de mulheres parlamentares. “Não vamos deixar nenhum segmento da sociedade fora do debate do G20”, disse Lula, anunciando que também será instalado um grupo de trabalho sobre empoderamento das mulheres.

Lira também esteve na reunião no Palácio do Planalto, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

Ontem (22), o presidente Lula participou da Cúpula Virtual do G20, que marcou o fim da presidência da Índia do bloco, que vai até 30 de novembro. Na ocasião, ele anunciou que a presidência do Brasil no G20 terá uma iniciativa para a bioeconomia. O Brasil também criará duas forças tarefas no bloco, uma contra a fome e a desigualdade e a outra contra a mudança do clima.

Prioridades

A presidência brasileira no G20 terá três prioridades, uma delas é a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza. “Não é mais humanamente explicável um mundo tão rico, com tanto dinheiro atravessando os atlânticos a gente ter tanta gente ainda passando fome”, afirmou Lula.

A segunda prioridade é o enfrentamento das mudanças climáticas, com foco na transição energética, e a promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental.

“Essa tradição energética se apresenta para o Brasil como a oportunidade que nós não tivemos no século 20, de termos no século 21 a possibilidade de mostrarmos ao mundo que quem quiser utilizar energia verde para produzir aquilo que é necessário à humanidade, o Brasil é o porto seguro para que as pessoas possam vir aqui fazer os seus investimentos e fazer com que esse país se transforme num país, definitivamente, desenvolvido”, disse o presidente.

Por fim, o Brasil vai defender a reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente. Desde que assumiu o mandato, em discursos em diversas instâncias internacionais, Lula tem defendido que o modelo atual de governança, criado depois da Segunda Guerra Mundial, não representa mais a geopolítica do século 21. Para o presidente, é preciso uma representação adequada de países emergentes em órgãos como o Conselho de Segurança das Nações Unidas e em instituições de financiamento como o Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Lula defende que a dívida externa dos países mais pobres precisa ser equacionada. “[Não é possível que essas instituições continuem] funcionando como se nada tivesse acontecendo no mundo, como se tivesse tudo resolvido muitas vezes, instituições que emprestam dinheiro não com o objetivo de salvar o país que está tomando dinheiro emprestado, mas para pagar dívida, não para produzir um ativo produtivo, em uma demonstração de que não há contribuição para salvar a vida dos países”, disse, citando a dívida da Argentina com o FMI e o endividamento de países africanos que chega a US$ 800 bilhões.

“Se não houver rediscussão de como fazer financiamento para os países pobres, a gente não vai ter solução, os ricos vão continuar ricos, os pobres para vão continuar pobres e quem tá com fome vai continuar com fome”, afirmou.

 

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta terça-feira (28) um recurso que pretende garantir que o estado do Rio de Janeiro seja responsabilizado pelo disparo de balas perdidas durante operações policiais. A sessão está prevista para começar às 14h.

A questão trata especificamente do caso de menino Luiz Felipe Rangel Bento, de 3 anos, baleado na cabeça enquanto dormia em casa, no Morro da Quitanda, zona norte do Rio, em 2014.

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No recurso, a família do menino tenta derrubar a decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que negou pedido de indenização por entender que não há como responsabilizar a administração pública pela morte do garoto. De acordo com a decisão, não há provas de que a bala saiu de uma arma da polícia, e o Estado não poderia ser responsabilizado pelo resultado de um tiroteio entre policiais e criminosos.

O caso começou a ser analisado pelo colegiado em fevereiro deste ano. Na ocasião, o ministro Edson Fachin votou para suspender o julgamento do caso enquanto aguardava definição da questão em outro processo mais abrangente, cujo resultado valeria para todos os casos semelhantes.

Em seguida, Gilmar Mendes se posicionou favorável ao recurso, e Nunes Marques, relator do caso, pediu o adiamento da conclusão. André Mendonça não votou.

Em 2020, o relator proferiu uma decisão individual e votou contra a responsabilização por entender que o Estado não pode garantir proteção integral.

A discussão mais ampla sobre a questão e que terá aplicação a todos os casos semelhantes que estão em tramitação no Judiciário ainda não tem data para ser julgada.

No processo, será definido pelo Supremo a possibilidade de condenação do Poder Público a pagar indenização por danos morais e materiais por morte da vítima de disparo de arma de fogo nos casos em que a perícia for inconclusiva sobre a origem da bala.

Através de seus Stories, Rafa Kalimann abriu o jogo com os seguidores e falou sobre as mentiras que lê sobre sua vida e carreira. Ela deixou bem claro que não se importa com as notícias falsas. Porém, apesar de Rafa estar acostumada a aguentar mentiras sobre seu trabalho e vida profissional, a mãe da ex-BBB não tem o mesmo costume e tranquilidade.

Ao ler sobre a previsão de morte feita por uma sensitiva, a mãe da influenciadora ficou super preocupada - e Rafa Kalimann não gostou nem um pouco.

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"A minha mãe me mandou uma mensagem aqui. A gente tem que ter mais responsabilidade. A minha mãe sente tudo, o que eu não sinto, ela sente. Ela é mãe e ela viu alguma sensitiva postar nas redes um vídeo falando que previu a minha desencarnação. A minha mãe está apavorada por causa disso", disse.

Em seguida, ela chamou a atenção de todos os internautas para pontuar que, ao falar da vida dos outros, é necessário ter muita responsabilidade.

"Isso não se faz. Nem por like, nem por clique, nem por biscoito, nem por nada? A gente tem que trabalhar com verdade e responsabilidade", observou.

Para reverter a péssima avaliação da sua gestão entre os eleitores, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou de lado a promessa de austeridade econômica e vai abrir os cofres públicos para buscar a reeleição. Após romper o Teto de Gastos, a expectativa é de liberar mais de R$ 90 bilhões em recursos públicos pelo apoio nas urnas. O montante é mais que o dobro do previsto para o déficit das contas de 2022.

Caso abrisse mão dos gastos com a eleição, o rombo poderia ser praticamente zerado, mesmo com os repasses do Auxílio Brasil até dezembro, em torno de R$ 54,5 bilhões, e dos quase R$ 2 bilhões do vale gás.

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A retirada de R$ 21 bilhões da Câmara também é esperada, mas R$ 15,3 bilhões do valor volta aos deputados através do Orçamento Secreto, enquanto R$ 5,7 bilhões devem cair direto nos caixas dos partidos.

Pressão sobre as contas públicas

O doutor em Ciência Política, pesquisador e professor de Relações Internacionais na Asces-Unita, Gustavo Rocha, define o cenário como "assustador" e aponta a tendência de piora com as promessas populistas na busca por votos que tendem a pressionais ainda mais as contas públicas.

O recente reajuste da Polícia Federal já estimulou a barganha de outras categorias pelo aumento salarial, como a Receita Federal e o Banco Central.

Orçamento Secreto

Sobre o interesse político nas emendas do Orçamento Secreto, fundo que não detalha sobre o destino dos recursos da União, o professor evidencia "a falta de compromisso com um projeto de desenvolvimento”.

“Não há articulação nesse orçamento para produzir algum efeito composto. É um mosaico desconexo de gastos, articulados única e exclusivamente em troca de apoio parlamentar. Gastos desconexos produzem um resultado geral pífio. E em outros tempos, seria um escândalo de primeira página nos jornais", descreve.

As controvérsias do novo Bolsonaro

Para o cientista político e também professor da Asces-unita, é comum ver um governante planejando um pacote de benefícios para o ano eleitoral. Contudo, Bolsonaro se elegeu baseado no discurso de responsabilidade econômica, condição que se choca com seu novo discurso. 

"Ele se elegeu com uma crítica à política como era feita e agora vai para a reeleição como um candidato muito parecido com os outros que ele dizia que não seria", compara.

Lançado como ‘outsider’ na campanha de 2018, o então candidato criticava a ‘velha política’ mesmo após quase três décadas como legislador e recuou na intenção inicial de extinguir Ministérios. 

Em 2022, o presidente assume um novo perfil e vai precisar confrontar sua antiga estratégia. "Agora ele vai para uma eleição com partidos do Centrão, com estrutura partidária, com tempo de TV e recursos. Então, o discurso que ele manteve em 218 não pode ser mantido em 2022. Essa é a grande questão", pontua Pimentel.

Com diminuição nos investimentos dos Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e Cultura, "com novos cortes, a situação que já é dramática fica ainda pior", disse Rocha.

Ele ainda prevê mais um corte significativo na pasta da Família e dos Direitos Humanos, liderada por Damares Alves, que representa uma das pautas que sustenta a corrente ideológica conservadora e ainda atrai boa parte da base eleitoral do Planalto.

As denúncias da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid contra o presidente Jair Bolsonaro e outras autoridades enquadradas no relatório de Renan Calheiros (MDB-AL) dependerão da avaliação de órgãos de controle para resultar em eventuais punições.

No parecer final, Renan sugere o encaminhamento do relatório a uma série de instituições, entre elas a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por investigar Bolsonaro por crimes comuns, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), responsável por autorizar a abertura de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo por crimes de responsabilidade.

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No relatório de Renan, Bolsonaro é enquadrado em dez grupos de crimes. No caso dos crimes de responsabilidade, que podem embasar um processo de impeachment, o presidente é acusado de violação de direito social e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

"Nesse cenário, estamos convencidos de que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e deve, na forma da legislação vigente, responder por essa infração político-administrativa", escreveu Renan no relatório. O impeachment de Bolsonaro a um ano das eleições é um cenário apontado como improvável nos bastidores.

Para os crimes comuns, a investigação caberá à PGR, hoje chefiada por Augusto Aras, indicado por Bolsonaro. Em declarações recentes, inclusive durante sabatina no Senado, Aras prometeu avaliar as conclusões da CPI e negou omissão nas investigações. Mesmo se o procurador resolver denunciar Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), o avanço do processo por crime comum precisará ser autorizado pela Câmara.

Lei do Impeachment

O relator da CPI da Covid, no entanto, desistiu de propor uma alteração na lei do impeachment para obrigar o presidente da Câmara a decidir sobre a denúncia encaminhada pela comissão, como havia anunciado anteriormente. Dessa forma, qualquer decisão nesse sentido dependerá exclusivamente de ato de Arthur Lira, aliado de Bolsonaro no Congresso.

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta terça-feira, 19, que tenha culpa pela crise econômica do País. "O tempo todo eu sou o responsável por tudo, se é assim, ache um cara melhor, sem problema nenhum. Tem muita gente boa candidata por aí", afirmou a apoiadores em frente ao Palácio do Planalto. "Vou cumprir meu mandato, sem problema nenhum, fazer o que é possível", acrescentou.

Como de costume, Bolsonaro voltou a jogar a crise nas medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o novo coronavírus - chamadas por ele de "política do 'fique em casa'". "Os problemas existem, o que é duro é a incompreensão", disse hoje. "Muitos de vocês apoiaram ficar em casa, agora a conta chegou. E não chegou toda a conta, ainda, vai chegar mais. Combustível, energia elétrica, alimentação. Agora, a pior coisa que tem é desesperar, é achar uma pessoa responsável por seu insucesso. Responsável é quem adotou essa política", disse.

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A declaração pessimista sobre a economia brasileira vem, de fato, em um momento de alta no preço dos combustíveis, da energia e dos alimentos, fatores que incomodam o núcleo duro do governo. Na última quinta-feira, Bolsonaro chegou a dizer que ordenaria ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a volta da "bandeira normal" nas contas de luz, mas a decisão é técnica e cabe à Agência Nacional Energia Elétrica (Aneel). Em outro momento, o chefe do Executivo também já havia alertado para uma piora da situação econômica por uma crise de fertilizantes originada na China.

Além de rejeitar responsabilidade pelos problemas econômicos que assolam o País, Bolsonaro ainda voltou a comparar, nesta terça-feira, a situação brasileira à de outras nações. "Eu sei que vocês moram no Brasil, mas analisem o que está acontecendo nos Estados Unidos, na Europa, no mundo todo", pediu o presidente, sem considerar o impacto de crises políticas criadas dentro do Palácio do Planalto sobre a economia.

Para conter a queda de popularidade em ano pré-eleitoral, o governo lança hoje o Auxílio Brasil, programa para substituir o Bolsa Família. O benefício deve chegar a R$ 400 em 2022, quando Bolsonaro deve disputar a reeleição, e ser parcialmente financiado com dinheiro fora do teto de gastos, a regra que limita o avanço dos gastos públicos à inflação.

A divulgação de uma nota oficial em tom conciliador pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foi alvo de discursos no Plenário da Câmara dos Deputados durante a votação do Código Eleitoral nessa quinta-feira (9). No texto, Bolsonaro afirma que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos Poderes” após as manifestações do 7 de setembro, em que criticou o Supremo Tribunal Federal (STF).

Para a oposição, a nota diminui o clima de tensão entre os Poderes, mas não diminui a responsabilidade de Bolsonaro nas pautas antidemocráticas defendidas na terça-feira (7). Já aliados e moderados comemoraram o recuo do presidente em busca de harmonia entre os Poderes e cobraram atuação semelhante por parte do STF.

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Oposição

Líder da oposição, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) destacou que o tom pacificador só foi adotado pelo presidente da República após a mobilização de caminhoneiros aliados às pautas bolsonaristas ameaçarem o abastecimento em diversos pontos do País. “Bolsonaro procura incendiar o País e, depois que o fogo toma conta, não sabe como apagá-lo, e não tem sequer coragem de vir à público e gravar um vídeo dizendo que errou. Aí solta uma nota dizendo que falou o que falou no calor do momento, recuando de sua posição”, criticou.

Molon avaliou que a atitude de Bolsonaro nas manifestações convocadas por ele apenas agravou diversos problemas da população, como a instabilidade econômica e a inflação. “Gente cozinhando com lenha, fazendo sopa de ossos, procurando emprego há meses, tentando sustentar a família, tentando ter acesso a vacina, sem conseguir. Este é o Brasil real. E o presidente da República faz o quê? Não só deixa de resolver esses problemas como cria outros. Depois, é obrigado a recuar. Ainda bem que recuou! Melhor recuar do que insistir no erro”, disse.

Líder do PDT, o deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) afirmou que Bolsonaro divide o Brasil. “É lamentável que, no meio de uma pandemia, enquanto esta Casa tenta cumprir o seu papel, tenta votar matérias, tenta socorrer o País, tenta aprovar coisas importantes para o povo, tenhamos que constantemente estar nos defendendo de ataques autoritários, ataques vis, ataques maldosos, ataques mentirosos às instituições, à democracia e à esta Casa”, lamentou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) considerou a nota de Bolsonaro “a mentira do dia”. “Bolsonaro quer matar a democracia brasileira. Ele avança dois, três passos atacando a democracia, atacando as instituições. E no dia seguinte ele disfarça e mente que recuaria um passo para preservar as instituições”, disse.

Aliados

Para o líder do PSL, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), no entanto, a oposição tem feito “um escarcéu” com os múltiplos pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro. “Ficou claro agora, pela presença de milhões e milhões de brasileiros nas ruas, no Sete de Setembro, quando nós comemoramos 199 anos da nossa Independência, ficou claro que o Presidente da República mantém o apoio sólido, o apoio maciço da população brasileira”, disse.

Ele afirmou que Bolsonaro é a favor da harmonia entre os Poderes. “O que nós desejamos é que os Poderes, sim, cheguem a um consenso, em harmonia. É assim que nós entendemos a nota do Presidente Bolsonaro, a busca pela harmonia, a busca pela independência dos Poderes, a busca, sim, por respeito às decisões do Parlamento e por respeito às decisões do nosso Presidente”, disse.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) também criticou a oposição. “Quando o Presidente Bolsonaro coloca uma carta dessa em que ele se coloca como humilde para poder harmonizar os Poderes e fazer com que o Brasil ande para a frente, então [a oposição] acha ruim. Porque para quanto pior, melhor”, afirmou.

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) comemorou a atitude de Bolsonaro e disse esperar que o STF também faça uma inflexão. “Que bom que o presidente Bolsonaro fez esse gesto no dia de hoje e que venha também do outro lado da Praça dos Três Poderes o mesmo gesto de moderação e que nós aqui na Casa do Povo continuemos sendo uma casa de equilíbrio”, afirmou.

O deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM) também criticou a atuação do STF e afirmou que todas as instituições devem “trabalhar dentro das quatro linhas da Constituição”. “Peço que o Congresso entenda. Acho que é hora de paz. A indicação do Presidente Bolsonaro nesta nota é paz, como líder. Mesmo contra alguns radicais, mas o Presidente está aqui para pagar o preço como líder, agradando uns, desagradando outros”, disse.

Escrito por Temer

A atuação do ex-presidente Michel Temer como articulador da nota oficial foi destacada por alguns parlamentares.

Para o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), que participou de manifestações da terça-feira, a atuação de Temer é digna de tristeza pela proximidade entre o ex-presidente e o ministro Alexandre de Moraes, um dos alvos dos bolsonaristas. “Esta nota partiu de uma redação feita pelo ex-presidente da República Michel Temer, responsável pela estadia do déspota Alexandre de Moraes em uma das cadeiras do Pleno do STF”, criticou.

O deputado também disse que a pacificação está sendo cobrada apenas do Executivo. “Eu não sou contra a pacificação. Eu sou contra é a que essa pacificação mais uma vez venha de um lado só. Ora, por que não se mostrou a intenção da nota do governo federal e, concomitantemente, uma nota do STF, uma nota conjunta, pelo bem do País?”, criticou.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) disse que a inflexão de Bolsonaro não tem a ver com a pacificação nacional. “A carta que Bolsonaro divulgou não foi escrita por ele, mas pelo Temer. Ele pediu desculpas a Alexandre de Moraes porque tem medo da prisão do Carluxo, do Flávio Bolsonaro e de todos os que praticaram rachadinha”, disse.

*Da Agência Câmara de Notícias

Os americanos Michael e Peter Taylor, pai e filho, admitiram nesta segunda-feira (14) pela primeira vez em um tribunal de Tóquio que esconderam o ex-CEO da Renault-Nissan Carlos Ghosn em uma caixa de equipamento de som para ajudá-lo a fugir do Japão e evitar a polícia.

Michael e Peter Taylor admitiram as acusações contra ambos apresentadas pelo promotor no início do julgamento.

O ex-militar Michael Taylor e seu filho Peter foram extraditados dos Estados Unidos ao Japão para enfrentar o processo por ajudar o empresário a fugir do país asiático em dezembro de 2019.

Os dois podem ser condenados a até três anos de prisão em caso de condenação por planejar a fuga de Ghosn, de nacionalidade libanesa, brasileira e francesa, que havia sido detido em 2018 em Tóquio por acusações de irregularidades financeiras.

Ghosn estava em liberdade sob fiança e aguardava um julgamento por irregularidades financeiras, que ele nega, quando conseguiu escapar das autoridades japonesas e embarcar em um avião privado com destino ao Líbano, que não tem tratado de extradição com o Japão.

Os Taylor são acusados, ao lado de um libanês foragido, de orquestrar a fuga em dezembro de 2019, quando Ghosn se escondeu em uma caixa de equipamento de som para entrar no avião.

Michael, 60 anos, e Peter, 28, tentaram evitar a extradição para o Japão alegando que poderiam enfrentar condições similares à tortura.

Hiroshi Yamamoto, subdiretor do Ministério Público de Tóquio, se negou a comentar sobre o caso, mas a imprensa local informou que os dois homens admitiram as ilegalidades em interrogatórios.

O canal público NHK informou que Peter recebeu 1,3 milhão de dólares de Ghosn para ajudar na fuga.

De acordo com jornal Asahi Shimbun, os dois afirmaram que gastaram a maior parte do dinheiro recebido nos preparativos da fuga, incluindo os custos do avião fretado, e que não receberam um pagamento por sua ajuda.

Ghosn permanece no Líbano, onde na semana passada foi interrogado por investigadores franceses por uma série de acusações de irregularidades financeiras.

Jojo Todynho acabou levando a melhor durante o confinamento de A Fazenda 12 e faturou o prêmio de um milhão e meio de reais do programa. Agora, depois de um tempinho, ela já conseguiu organizar as suas ideias e em uma entrevista para o Leo Dias, do Metrópoles, a cantora falou sobre a sua participação no reality rural.

"Vejo que o meu jogo foi muito bom. Fui eu mesma o tempo todo. Não tenho nenhum arrependimento, eu concluí a minha tese com sucesso", disse.

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Além disso, a funkeira comentou que o confinamento acabou ensinando muito sobre si mesma e sobre a difícil convivência com terceiros de diferentes tipos de criações e educações.

"Eu posso dizer que o meu maior aprendizado foi descobrir que nem todo mundo que busca a verdade está preparado para conviver com ela", frisou.

Lembrando que Jojo Todynho já fez alguns investimentos com o dinheiro que ganhou do programa e que comprou uma casa em um condomínio fechado, na zona oeste do Rio de Janeiro, e durante a entrevista a funkeira comentou que tem vários planos para continuar gastando toda a bolada. "Tudo vai ser feito com muita responsabilidade!", garantiu.

O presidente Jair Bolsonaro defende a previsão de um termo de consentimento para a aplicação da vacina contra a covid-19, mas especialistas avaliam que "não há base jurídica" para a exigência, que pode confundir a população e eventualmente gerar pouca aderência à imunização. O governo articula a inclusão do termo na Medida Provisória que autoriza o ingresso do Brasil no programa internacional Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o texto será votado sem tal item.

Fernanda Zucare, especialista em Direito de Saúde e sócia do Zucare Advogados Associados explica que o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já bastaria para sanar qualquer dúvida da população sobre os possíveis riscos do medicamento.

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"Se a vacina for autorizada e registrada pela Anvisa, e não sendo de uso emergencial e sem registro, como ocorreu no Reino Unido, não vejo essa necessidade de obrigatoriedade do termo de consentimento. Sou a favor do termo de consentimento em várias situações mas diante do provável registro e liberação da vacina pela Anvisa, neste momento, pode confundir mais a população, como aconteceu com a vacinação do HPV para menores, que é obrigatório o termo de consentimento dos pais, o que é correto, mas gerou pouca aderência a vacinação", esclarece Fernanda Zucare.

Marcus Vinicius Macedo Pessanha, especialista em Direito Público Administrativo do escritório Nelson Wilians Advogados, tem o mesmo entendimento. "Não há qualquer base jurídica para a exigência de termo de consentimento para a administração de vacinas, desde que aprovadas pelos órgãos sanitários e incluídas nos planos de vacinação oficiais do governo. Não se trata de tratamento médico ou experimental com riscos de vida dos pacientes, mas sim de política pública de saúde com notório interesse público. Caso aprovadas pela Anvisa, a administração dos imunizantes prescinde da necessidade de termos para sua distribuição à população".

O presidente Jair Bolsonaro vai assinar, nesta terça-feira (15), a Medida Provisória com o aval à liberação de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas contra a Covid-19. Ao fazer o anúncio aos apoiadores que o aguardavam em frente ao Palácio da Alvorada, na noite desta segunda-feira, porém, o presidente menosprezou a imunização.

"Não é obrigatória. Vocês vão ter que assinar o termo de responsabilidade, se quiserem tomar. A Pfizer é bem clara no contrato: 'Não nos responsabilizamos por efeito colateral'. Tem gente que quer tomar, então toma. A responsabilidade é sua. Para quem está bem fisicamente, não tem que ter muita preocupação. A preocupação é o idoso, quem tem doença", disse Bolsonaro.

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Líderes reconhecidos globalmente, como os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, já se prontificaram a promover a vacinação nos Estados Unidos. Os imunizantes são a aposta da ciência para que mais vidas não sejam ceifadas pelo novo coronavírus, que já matou cerca de 1,6 milhão de pessoas no mundo, sendo mais de 181 mil somente no Brasil.

Na conversa com os apoiadores, Bolsonaro também usou uma passagem bíblica para criticar a "fraqueza" a crise sanitária. "Tem uma passagem bíblica, Provérbios 24:10. 'Se tu te mostrares fraco na hora da agonia, tua força é pequena'. Tem que encarar, pô! Tem que lutar", afirmou.

Desafio

O presidente lançou o desafio aos bolsonaristas após reclamar de hospitais que passaram a atender exclusivamente casos de infecção por covid-19, suspendendo atendimentos a pacientes com outras doenças. "Teve hospital que foi fechado só para atender o covid, não fez mais nada. Quem tinha problema e podia ter detectado um câncer precoce está numa situação agora que não adianta mais fazer quimioterapia", argumentou.

Sem máscara de proteção, Bolsonaro cumprimentou e tirou fotos com apoiadores, em mais um dia no qual contrariou estudos científicos e recomendou tratamentos com remédios sem eficácia comprovada. Até hoje não existe um medicamento capaz de prevenir a contaminação ou que combata as consequências do coronavírus.

Uma nova onda da doença assombra países da Europa, que vêm adotando medidas para restringir a circulação de pessoas, e até mesmo aqueles em processos mais adiantados de aquisição e aplicação das vacinas recém desenvolvidas.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (24) que não fugiu da sua responsabilidade no combate à pandemia da Covid-19. Em evento na superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio de Janeiro, Bolsonaro também voltou a dizer que o uso da cloroquina contra o novo coronavírus "vem dando certo", apesar do medicamento não ter eficácia comprovada contra a doença.

"Lamentavelmente tivemos essa pandemia, que eu acho que deveria receber outro nome no futuro, que influiu negativamente na política econômica no mundo todo", comentou. "No Brasil, o tratamento da pandemia coube exclusivamente aos governadores e prefeitos por decisão do Supremo Tribunal Federal. Mas, desde o primeiro momento, não fugi da minha responsabilidade", declarou.

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A decisão do STF tem sido mencionada pelo mandatário em discursos recentes e foi inclusive citada em sua fala enviada à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana. A decisão da Corte assegurou autonomia a Estados e municípios, mas não retirou da União a responsabilidade pelas ações de combate à pandemia.

Bolsonaro também voltou a fazer propaganda da hidroxicloroquina com a ressalva de que apenas médicos podem recomendar o remédio. "Trabalhamos muito para que os médicos conseguissem ao longo do tempo ter liberdade para ministrar o melhor para sua população. E temos comprovação de que isso vem dando certo."

PRF

Nesta quinta-feira, Bolsonaro participou da entrega de novas viaturas e armamentos para a PRF, além da inauguração de instalações na sede da corporação no Rio. O chefe do Executivo elogiou a atuação do órgão e informou que está "bastante avançada" a discussão com área econômica do governo para a abertura de cerca de 2 mil novas vagas para a corporação até o início de 2021. Segundo ele, o trabalho da PRF foi potencializado em seu governo "porque o critério político deixou de existir".

Participaram do evento junto ao presidente, entre outras autoridades, o governador do Estado em exercício, Cláudio Castro, o Secretário Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Carlos Paim, além de gestores da PRF e deputados federais e estaduais do Estado.

O TikTok anunciou na última quarta-feira (15), que vai aumentar o poder de decisão dos pais em relação ao tempo que os adolescentes passam na rede social. Em comunicado, a empresa afirma que, por conta da quarentena, muitas famílias passaram a usar a ferramenta e isso inclui os menores de idade, exigindo da companhia uma transparência maior de segurança e conteúdo. 

O recurso é chamado de Family Pairing ou pareamento familiar, em tradução livre. Ele permite que pais e adolescentes personalizem suas configurações de segurança com base nas necessidades de cada um. É possível gerenciar o tempo de tela, filtrar conteúdos considerados inapropriado para menores e restringir o envio de mensagens.

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Para ativar o filtro basta linkar a conta do responsável com o adolescente (que precisa aceitar a solicitação de pareamento das contas) e escanear de um código QR na tela do celular onde está a conta do menor de idade.

Se, após a ativação o jovem desabilitar o recurso, o responsável recebe um aviso e pode reconectar remotamente se achar necessário. O TikTok também informou que vai desativar, a partir do dia 30 de abril, mensagens diretas contas pertencentes a menores de 16 anos. Porém, elas podem ser reativadas manualmente. 

<p>Nesta sexta-feira (07), o cientista político Adriano Oliveira fala em seu podcast sobre assuntos de grande repercussão nessas últimas duas semanas, como a Reforma da Previdência. Um tema de grande importância, pois permite a recuperação econômica e o equilíbrio fiscal do estado. O analista destaca que a Reforma da Previdência proposta por Paulo Guedes precisa dos seus ajustes.&nbsp;</p><p>No podcast é discutida a questão dos governadores, principalmente do Nordeste, que não assumem a defesa da Reforma, porém, os mesmos têm a ciência que a Reforma será necessária no ambiente que vivemos, em que muitos estados encontram-se falidos.&nbsp;</p><p>Muitas pessoas acusam os governadores e prefeitos de oportunismo eleitoral - oportunismo este, que Adriano explica detalhadamente em seu podcast, e ressalta que entende os diferentes pontos de vistas, porém deixando claro que esse tópico tem a responsabilidade do presidente (PSL), que ganhou a candidatura ao declarar a Reforma da presidência.&nbsp; Adriano aborda esses, entre outros assuntos atuais do meio político em seu podcast.</p><p>O programa Descomplicando a política é exibido na fanpage do LeiaJá, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.&nbsp;</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>&nbsp;</p><p>
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O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu um habeas corpus para soltura de oito funcionários da Vale presos no último dia 15, por ordem da Justiça de Minas Gerais, a pedido do Ministério Público estadual.

Os presos são quatro gerentes e quatro técnicos diretamente envolvidos na segurança e estabilidade da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que se rompeu em 25 de janeiro.

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Todos são suspeitos de responsabilidade criminal, incluindo homicídio qualificado, pelo rompimento da barragem.

Na decisão, o ministro Nefi Cordeiro reconheceu haver fortes indícios de que os funcionários da Vale sabiam dos riscos de rompimento e mesmo assim não tomaram as providências cabíveis, mas que a prisão preventiva deles não se justifica, pois colaboram com as investigações.

“Ao contrário, os servidores agora presos encontravam-se em liberdade desde a tragédia ocorrida, vários vieram a depor e revelaram até fatos que agora justamente valora o magistrado como indicadores inicial da culpa”, argumentou Cordeiro.

“Em síntese, prende-se para genericamente investigar, ou colher depoimentos. Nada se aponta, porém, que realizassem os nominados empregados da Vale S.A. para prejudicar a investigação”, acrescentou o ministro.

Esta é a segunda vez que o STJ manda soltar funcionários da Vale indicados como responsáveis pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Em fevereiro, a Sexta Turma do STJ ordenou a soltura de cinco pessoas.

Segundo balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o número de mortos na tragédia já chega a 179, enquanto 129 pessoas continuam desaparecidas. Além disso, as águas do Rio Paraopeba continuam turvas em razão da contaminação pelos rejeitos da mineradora.

O prefeito de Olinda, Lupércio do Nascimento (SD), em 2016, venceu a disputa eleitoral conquistando na época um marco: sua vitória acabou com o comando do PCdoB na cidade, que já durava 16 anos. Durante a campanha, Lupércio utilizou um discurso de que era necessário recuperar “Olinda para os olindenses”, bem como prometeu que iria fiscalizar nas ruas as obras para o povo. Em entrevista exclusiva concedida ao LeiaJá, Lupércio garantiu. “Hoje, a cidade de Olinda está bem diferente. Quem anda na cidade percebe a mudança”. 

 De acordo com o prefeito, o trabalho tem sido para resgatar a autoestima e o orgulho do povo olindense. “E isso através de mais agilidade e eficiência nos serviços prestados pela prefeitura, mantemos canais de comunicação direta com a população. Sou um prefeito que anda nas ruas, que escuta as pessoas. Quando identifico o problema, tento acompanhar a solução do início ao fim”, contou. 

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 No entanto, apesar das melhorias, Lupércio disse que Olinda é uma cidade de desafios. “O país e os estados têm enfrentado uma rigorosa crise econômica e os municípios em geral estão sentindo isso fortemente. Diante dessas dificuldades, temos gerido os recursos públicos com muita precisão e responsabilidade. Temos honrado nossos compromissos seja com os servidores ou seja na aplicação dos recursos nas áreas de maior prioridade como educação e saúde”.  

“Reconhecemos a importância da eficiência na aplicação dos recursos. Principalmente, nessa época de escassez. Para se ter ideia, nesses dois anos, não perdemos nenhum recurso dos convênios da Caixa, temos honrado os cronogramas e todas as obras estão sendo executadas”, complementou o gestor. 

Segundo o prefeito, as ações realizadas durante estes quase dois anos foram muitas sendo um dos destaques a requalificação de 10 unidades de saúde, que foram climatizadas, informatizadas e com atendimento odontológico. “Uma realidade que não existia antes”, enfatizou. Ainda na área da saúde, de acordo com o ex-deputado, foi zerado o déficit de médicos nessa unidades bem como foi entregue uma específica para mulheres.   

Na área da educação, Lupércio garantiu que 50% da rede de ensino municipal também foram climatizadas, foi fundada a primeira escola de tempo integral do município, bem como 17 prédios reformados e mais duas escolas construídas. “Também resolvemos a Perimetral, pavimentamos a Transamazônica e a estrada do Passarinho.  Estamos trabalhando para resolver os alagamentos na Presidente Kennedy. Também estamos executando um pacote de drenagem e pavimentação de mais de 30 ruas em diversos bairros da cidade”, antecipou.   

O “Professor Lupércio”, como ficou conhecido durante a campanha, venceu a eleição com 57,04% dos votos válidos, contra 42,96% do candidato do PSB, Antonio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos. Ele é bacharel em Direito pela Faculdade de Olinda (Focca) e professor de matemática. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), coordenou a Frente Parlamentar de Combate ao Uso do Crack e Outras Drogas e foi vice-presidente da Comissão de Esportes. 

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez uma inusitada homenagem nesta quinta-feira (15), quando se comemora a Proclamação da República. Em uma arte publicada nas redes sociais retratando o marechal Deodoro da Fonseca em um cavalo, a assembleia utilizou a conhecida frase do tio Ben, um dos personagens das histórias do Homem-Aranha: “Com grandes poderes, devem vir grandes responsabilidades”.

No texto, a Alepe explica que durante a monarquia, no Brasil, o rei detinha todo o poder em suas mãos. “Que por sinal era vitalício e hereditário e não precisava prestar contas à população. Na república presidencialista brasileira, as coisas são diferentes. Quem governa o país é eleito pelo povo para assumir o Poder Executivo, que não pode se sobrepor aos demais poderes, Legislativo e Judiciário”, é destacado. 

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Na redes sociais, a assembleia vem falando sobre temas diversos com uma linguajem mais despojada. Entre os temas mais recentes, alerta sobre o trabalho escravo, o preconceito e a intolerância, bem como a importância de cuidar do meio ambiente.

por Katarina Bandeira

“Pai é quem cria”, diz o dito popular que, passado de geração em geração, tenta ensinar um pouco sobre parentesco socioafetivo. Culturalmente, a educação dos filhos sempre foi colocada como uma responsabilidade da mulher. Se algo desse errado e a criança saísse aquém das expectativas da família, era a ela que a sociedade deveria culpar. Ao homem cabia apenas prover o sustento da casa e de seus ocupantes. Dele não se poderia esperar grandes afagos, ajuda nas tarefas escolares, idas ao médico, brincadeiras ou outras atividades que envolvessem o universo infantil. A criança podia ser a cara do pai, mas era encargo da mãe.

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Talvez isso parecesse funcionar no passado quando, confinadas ao ambiente doméstico, as mulheres eram designadas aos papéis de educadoras, mães e esposas em período integral. Porém, em tempos modernos, quando 40% das famílias brasileiras são chefiadas por representantes do sexo feminino (de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea), essa construção social parece ter cada vez menos resultados. Além disso, o número de crianças que crescem sem a presença dos pais também é grande e expõe uma realidade paterna que não deve ser celebrada, mas existe.  

Pai de papel e papel de pai

Recentemente, durante a Copa do Mundo, chamou atenção da mídia o fato de que seis dos 11 titulares da seleção cresceram sem suporte do pai biológico. E esse não é um fato isolado. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o último Censo Escolar, realizado em 2011, mostrou que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

O abandono da figura paterna pode ter inúmeras causas, que vão desde a fuga das obrigações financeiras até a recusa a participar ativamente da criação do descendente. Porém, a Justiça Brasileira trabalha cada vez mais para mudar essa realidade. “Hoje em dia, o direito hoje tenta equiparar a figura do pai a da mãe, já que antigamente ele era visto como uma pessoa que ia trabalhar e participava da vida do filho só financeiramente”, explica o advogado Marcos Lopes, reforçando que mudar os papéis sociais é fundamental. “Atualmente, a Lei tenta tirar essa imagem que a esposa é a dona de casa e o homem é quem sai para trabalhar, inclusive, acrescentou-se a obrigação da guarda compartilhada para ambos. Claro que podem ocorrer situações específicas, mas o estímulo existe”, afirma.

Direitos e deveres

Os direitos e deveres de pai e mãe são iguais e consistem em proporcionar o bem-estar de seus filhos. Em caso de separação é garantida a manutenção de direitos ainda na gravidez, sempre buscando o conforto da criança. “O pai tem o dever de proporcionar os chamados alimentos gravídicos, que englobam desde a alimentação da gestante até o custeio de exames médicos, medicamentos e até outras medidas que a justiça julgue necessária. Após o nascimento há também o pagamento da pensão alimentícia devida aos filhos”, conta Marcos Lopes. 

Caso continuem juntos, os pais devem dividir as atividades relacionadas ao bebê. Acompanhar seus progressos é uma experiência única que precisa ser compartilhada e traz grande satisfação para todos, principalmente porque pai e mãe são os primeiros exemplos concretos que os filhos têm para construírem seu aprendizado. 

Ninguém é obrigado a amar

Mesmo que a Lei garanta o sustento da criança, em muitos casos não é possível trazer a figura paterna para o dia-a-dia infantil. A ausência ou a obrigatoriedade da visita sem que ela seja um desejo de ambos (pais e criança) pode acarretar em danos psicológicos irreversíveis. “Quanto a questão do abandono afetivo, ninguém é obrigado a dar amor. A lei exige que o pai dê todas as condições de assistência ao filho, mas não pode obrigar ninguém a amar. O que se pode fazer é reparar os danos causados pela ausência de amor” finaliza o advogado.

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