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A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira (27), a prisão de dois homens acusados de estuprar e manter em cárcere privado quatro adolescentes no Recife e Região Metropolitana. As jovens eram atraídas com promessas de serem dançarinas de MC.

O contato era feito com as garotas pelo WhatsApp. "Elas dizem que não sabem como eles conseguiram o número de telefone. Aí elas entravam no grupo em que se mencionavam possibilidades de shows. Elas se apresentavam e eles iam no particular,  conversando e pedindo foto de biquíni", resume a delegada Thaís Galba.

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Os presos são Patrício Torres da Silva, de 27 anos, e Fredd Willyams Cândido, 48. Este último tem uma extensa ficha criminal e já foi condenado a 55 anos de prisão.

Ainda conforme Galba, Patrício e Fredd levavam as jovens para uma casa, ofereciam bebida alcoólica e mantinham relações sexuais forçadas. Elas passavam dias sem poder deixar o local.

Os dois suspeitos negam participação nos crimes. A polícia solicita que quem tiver sido vítima da dupla procure o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) ou qualquer delegacia.

MC investigado

Um artista identificado como MC Deivinho também está sendo investigado pela polícia. Uma das vítimas contou que foi chamada para ser dançarina no show do MC.

No local, teria ocorrido sexo consentido entre ela e Deivinho. Após a relação, entretanto, Patrício teria estuprado a adolescente. Após ele, Fredd também teria mantido relações sexuais contra à vontade da menor.

"O MC não ofereceu ajuda e ainda fotografou o ato sexual", disse a delegada com base no depoimento. A vítima não participou de show, não recebeu pagamento e foi deixada às margens da BR-101.

Após 2 anos do declínio de sua carreira, após assediar uma jornalista durante uma entrevista, o Mc Biel volta ao Brasil e pretende retomar sua trajetória musical no país. Rejeitado de forma maciça pelos internautas, ele subiu aos palcos em um show beneficente organizado por uma ONG, em São Paulo.

Dono do hit ‘Química’, sucesso em 2015, Biel foi criticado duramente após oferecer um beijo para uma jornalista e dizer ‘se te pego, te quebro no meio’. Mesmo se desculpando com o público posteriormente e afirmando que teria amadurecido com a situação, se tornando ‘mais homem’, o MC continuou a ser rejeitado.

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No início de novembro de 2016, os internautas “desenterram” tuítes antigos do cantor que continham viés racista, homofóbico, misógino e machista. De mal a pior, o MC deixou o Brasil e foi morar nos Estados Unidos. Ele voltou a ser manchete no começo desse ano, quando um vídeo em que brigava com a ex-esposa, Duda Castro, ganhou as redes. O funkeiro foi acusado pela modelo de agressão física e psicológica.

Ao mencionar a possibilidade de voltar ao Brasil, os internautas logo tomaram as redes sociais e reafirmaram a rejeição do cantor no país. No entanto, no sábado (20), Biel voltou a solo brasileiro.

No Instagram, ele anunciou que concluiu a gravação de um novo CD e que em breve entra estará em turnê. Ele também compartilhou um vídeo do show realizado no domingo (21).

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Por Lídia Dias

Na corrida contra todas as desvantagens que um artista periférico precisa enfrentar, como falta de patrocínio, visibilidade e espaço para tocar, estão, além dos próprios artistas, os produtores culturais. São pessoas que ‘compram’ a causa e se empenham na produção de eventos e festivais que fazem as cenas tomarem forma e, de fato, acontecer. Os bairros estão cheios de exemplos como o Festival de Inverno de Camaragibe, Festival de Inverno da Várzea, Rock Ribe e Ipsep tem Cultura, para citar alguns, que agregam os interessados e movimentam as engrenagens dos artistas independentes. O Especial 'Vozes da Periferia' conversou com alguns deles. 

A Praça da Convenção, emblemático ponto do bairro de Beberibe, foi o local escolhido para a realização da primeira edição do Rock Ribe. O festival, produzido pelo jornalista Fernando Parker, reuniu bandas como a Conspiração Reptiliana, Liv e Amperes, entre outras. Para Fernando, a maior dificuldade em realizar o evento foi conseguir patrocínio, além da organização da documentação necessário para deixar tudo em ordem.

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Porém, a união de forças entre os músicos e até outros produtores de localidades diferentes fez valer o esforço. “Deu muita gente. Foi muito bom porque Beberibe estava precisando de um evento de rock”, disse Fernando, que já idealiza uma segunda edição do festival ainda para o ano de 2018.

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Na Várzea, Zona Oeste do Recife, os próprios artistas é que mantêm a cena em constante movimento. A área é tradicionalmente conhecida por sua profusão de cultura popular, como maracatu de baque virado, coco e o carnaval de Mestre Dida. “Dida foi um brincante cantador de cocos e também compunha marchinhas para sair em cortejo pelas ruas da Várzea com a sua Burra. Manter acesa essa chama da cultura popular nas periferias é uma missão para mim”, diz o músico Publius, morador do local e, também, um agitador cultural de sua cena.

 Hoje o bairro conta com o Festival de Inverno da Várzea (FIV), evento já consagrado no calendário da cidade, além de estabelecimentos que abrem as portas para seus artistas. "Zé Freire e Iko Brasil vêm movimentando a música no bairro, além de Well, Lenilson Pop e outros artistas”, conta Publius. Ele também menciona o Maracatu Várzea do Capirabibe, Zé Lasca Vara e o Coco que Roda e Gustavo Paz, que estão “dinamizando” essas expressões populares. “Há espaço para todos. Na Várzea tem espaço para o coco, o maracatu, a MPB, a música nordestina, o choro, o jazz tupiniquim e para a Música Pop Periférica também”, sintetiza o músico.

Bem distante dali, em Camaragibe, uma iniciativa aos moldes do FIV realizou sua terceira edição em 2018, o Festival de Inverno de Camaragibe. Realizado de forma completamente independente por Vinícius Lima e Thiago Chalegre, músicos da banda Mangueboys, o evento, além de movimentar a cena da cidade, tem aberto espaço para bandas e artistas de diversas localidades. “A gente está nessa guerrilha, do movimento underground da cidade, de fazer esse levante mesmo, de resistir e insistir, porque acho que é isso que falta muito aqui em Pernambuco mesmo. A cultura é o símbolo da resistência”, diz Vinícius.

Se pudessem falar, as ruas de bairros como Jardim São Paulo, Totó e Tejipió, na Zona Oeste do Recife, contariam muitas histórias sobre o intenso movimento musical que levou jovens de todas as partes da cidade para lá e, também, fez surgir muitas novas bandas. Como não falam, quem conta sobre o período, os idos do início dos anos 2000, são os músicos Zaca de Chagas e os integrantes da Plugins, ‘crias’ daquela região e também portadores das muitas 'Vozes da Periferia', que você conhece nesta série especial de reportagens do LeiaJá.

Era na casa de Sérgio Sombra, guitarrista da Plugins, que a ‘galera’ se encontrava para curtir os sons que vinham de fora. Lá funcionava um bar onde tocava Ratos de Porão, DFC, Mukeka de Rato, Sheik Tosado e Pavilhão Nove, entre outras bandas. Depois, os eventos começaram a pipocar - o primeiro foi promovido por Dona Silvana, mãe de Sombra: Festival Raízes, Caverna do Sombra, Galpão do Rock, Jardim Sonoro. “Na época não tinha internet pra registrar. Mas era uma efervescência muito grande aqui na Zona Oeste, os últimos bairros do Recife”, relembra Sombra.

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Zaca tinha apenas 11 anos então, e foi estimulado pelos mais velhos a entrar na cena musical do bairro: “Era muito intenso o lance do rock'n roll, igual ao Alto Zé do Pinho. Eu acho massa isso, eu muito novo no meio da galera, conhecendo muita coisa. Tenho muitos amigos aqui que eram de banda”, relembra o rapper.

O movimento que reunia centenas de jovens foi essencial para o desenvolvimento artístico dos músicos, como diz Fabrício Felipe, vocalista da Plugins: “No começo foi mais uma questão de saber o caminho a seguir, na quebrada existem várias vertentes musicais, aqui a gente escuta todo dia o brega, o pagode, os MCs que moram aqui por perto, existe essa linguagem gigantesca, e vai de você escolher o seu direcionamento”.

Hoje em dia, a cena underground já não tem tamanha força na Zona Oeste:  “Hoje, a maioria (dos jovens) curte o brega, ficam na internet, cada um com seu som”, diz Sombra. Fabrício complementa o amigo citando o movimento de outra periferia, o Alto José do Pinho: “O Alto iniciou uma coisa da comunidade e ele permanece forte na comunidade. Aqui, a gente lutou até onde pôde para que as coisas continuassem. Hoje em dia a gente não tem mais o pico pra se encontrar como antes”.

‘Totólândia’

Todos concordam com a predominância da cultura do brega dentro da comunidade e fora dela, tendo se tornado, também, o estilo comercial da ‘quebrada’. Eles apontam que o modo de trabalhar dos artistas desta cena é diferente do deles, que atuam de forma independente: “Eles têm pessoas por trás, tem empresários que facilitam as coisas. Tem gente ‘da gente’ que não aceita essa parada. Isso também favorece muito para que a galera esteja na mídia, ter alguém de apoio por trás fazendo e indicando, fazendo a assessoria”, diz Zaca.

As temáticas abordadas nas letras e a forma de se apresentar também são diferenciais significativos, como aponta Fabrício: “Se você for num brega aqui a casa tá lotada, mas pra um show de rock e rap, com protesto como a gente faz, você colocar gente pagando dez conto, é complicado”. Sombra complementa: “O MC do brega saiu quebrando várias vertentes, do brega mesmo, aquele brega de banda, o clássico. Uma banda de brega é muito difícil gerar hoje. Levar um MC pra São Paulo é mais fácil que levar uma banda”.

Eles acreditam que parte do apelo desses artistas vem do pouco investimento que demandam em função de um retorno financeiro rápido que podem trazer. "Lógica de capitalismo”.

Resistência e referência

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“Existe muito esse foco de que a periferia é brega, a galera generaliza a quebrada. Quem quer entrar no brega, vai seguir nele, não tenho nada contra”, diz Fabrício sobre a predominância que o estilo tomou auxiliado pela grande mídia. Mas os tempos áureos de eventos e movimentos underground da Zona Oeste não deixaram só lembranças, eles continuam motivando artistas como Zaca de Chagas e a Plugins a se manterem na ativa, cantando suas periferias e servindo de influência para as novas gerações, como garante Fabrício: “Acontece até hoje porque a gente é resistência, a gente é chato e o cabelo ainda ajuda. Tem que gostar do que faz”.

O sexto município mais populoso da Região Metropolitana do Recife, Camaragibe, distante 16 km da capital, abriga uma cultura diversa e pouco valorizada, mas muito resistente. É de lá que vêm nomes como Zé Negão e Zé Maria, importantes mestres de coco e ciranda, e Beto Hortis, expressivo sanfoneiro, por exemplo. 

Os artistas de Camaragibe não se intimidam com qualquer distância geográfica e nem a quase total invisibilidade midiática os faz esmorecer na missão de levar sua arte adiante. Disputar espaço com os artistas do tecnobrega, bregafunk e correlatos é tareda diária para camaragibenses que escolheram a música como instrumento de comunicação e meio de vida. É lá que o LeiaJá encontrou mais uma das 'Vozes da Periferia' em mais esta reportagem da série especial.

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Os músicos da banda Atroça são parte desse movimento. Desde 2009, o grupo vem trabalhando a fusão do frevo com rock, com forte identidade sonora e visual. O guitarrista do grupo, Filipe Lima, sintetiza a música da periferia: “O conceito de música periférica, ao meu ver, diz mais ao gênero que discute os problemas relativos às minorias e às demandas de necessidade das pessoas que circundam os centros urbanos”. Dentro dessa gama de possibilidades, Camaragibe conta com vários nomes como Albino Baru, Cabeça de Rádio, Café Plural e a banda Mangueboys, entre outros.

Os integrantes d’Atroça apontam outros exemplos de movimentos locais que realizam um trabalho significativo para a cena cultural de Camaragibe: “Em nossa cidade temos os grupos de coco como referências de uma voz que propõem e divulgam seus ideais. O Laia, grupo formado por defensores da cultura regional, tem uma atuação muito importante nas políticas culturais e nas ações junto à comunidade de João Paulo II, periferia de Camaragibe”, diz Ivson Borges, saxofonista do grupo.

Os músicos também acreditam que a propagação de uma música que não contemple toda a diversidade das periferias - a exemplo da 'música rebolativa', mais comercial -, como sendo sua voz única é uma problemática que dialoga com os interesses da grande mídia e seu consumo. Para Uel, vocalista do grupo, “Por ser uma música de fácil assimilação e não problematizar as dificuldades das pessoas menos assistidas, dando a entender que os grandes centros não querem saber das problemáticas da periferia, a música tida como ‘voz da periferia’ surge com outro recorte, não sendo uma reflexão da realidade mas uma perspectiva de apelo da sexualidade e da ostentação de bens”.

O baterista Sérgio Francisco complementa: “Os canais que transmitem as músicas feitas na periferia buscam satisfazer as grandes massas, não estão interessados em música conceitual, que problematize ou tenha a intenção ideológica. Além das barreiras geográficas, esbarramos no conceito de música alternativa ou independente”.

Camaracity


A banda Mangueboys começou inspirada no trabalho vindo de uma outra periferia bem distante de Camaragibe, Peixinhos. Tocando covers de Chico Science e Nação Zumbi, o grupo consolidou seu nome em sua localidade e, agora, prepara-se para assumir seu trabalho autoral. Até um novo nome está em processo de escolha.

O vocalista, Vinícius Lima, neto e filho de músicos - seu pai, Alexandre Garnizé passou pelas bandas Afrocamarás, Faces do Subúrbio e, hoje, Abayomy Afrobeat Orquestra -, e o percussionista Huan Marley, apontam na diversidade cultural da cidade um dos motivos que os levou a fazer música. “Tudo isso soma, a gente tenta juntar na nossa música e tudo contribui um pouquinho”, diz Huan.  

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Para os músicos, fazer-se ouvir e defender o seu trabalho é uma espécie de “guerrilha” e, para isso, eles se dedicam ao ponto de criar os meios para escoar sua produção. Vinícius é um dos realizadores do Festival de Inverno de Camaragibe (FIC), ao lado de outro integrante da banda, Thiago Chalegre. O evento movimenta a cidade e abre espaço para tantos outros artistas periféricos há três anos.

Nos bairros de Olinda, distante apenas 6 km do Recife, a diversidade cultural e a multiplicidade de vozes que cantam sua realidade não é menor nem tem menos qualidade. Além de ter um Carnaval famoso em todo o mundo, a cidade, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade e primeira Capital Brasileira da Cultura, ostenta um 'cardápio' de artistas de peso, e com muita vontade de produzir. Dali ecoa uma das 'Vozes da Periferia' que o LeiaJá foi ouvir nesta série especial de reportagens.

A música no quilombo urbano da comunidade da Nação Xambá, no bairro de Peixinhos, é feita como numa brincadeira e de forma natural. Assim é explicado o coco do grupo Bongar, por um de seus músicos, Thulio da Xambá. "Tá na carne e no sangue", diz. O trabalho desenvolvido pelos percussionistas do grupo tem a missão de transcender os palcos no que diz respeito à preservação da memória e de seus saberes tradicionais, além de buscar o empoderamento e o senso crítico de quem a ouve.

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Os tambores do Bongar ecoam alto e recentemente fizeram brilhar os olhos de um dos maiores percussionistas brasileiros, Carlinhos Brown. Em visita à comunidade, o músico garantiu nunca ter ouvido um som como aquele e, em suas redes sociais foi categórico: "O Brasil tem que conhecer isso".

Porém, não só o Brasil, como as próprias cidades mais próximas da comunidade não escutam o Bongar ao ligar o rádio ou a TV, de forma sistemática, assim como se pode ouvir artistas de outros gêenros como o tecnobrega e o bregafunk, que caíram nas graças de programações mais comerciais. Para Guitinho da Xambá, este é um processo intencional: "A música que a gente faz é uma música que atinge um processo de resgate, de memória, de promover o senso crítico". Thulio concorda com a posição do companheiro e diz acreditar que a grande mídia não se interessa por seu trabalho por este não ter um apelo comercial dirigido às grandes massas. "O que faz a gente não crescer é a invisibilidade que a mídia dá a gente", afirma.

Mas a preocupação dos músicos vai além. Eles temem pela educação das novas gerações, expostas à musicalidade de maior expressão nos meios de comunicação, que têm um apelo explícito à sexualidade e apologia ao álcool, por exemplo. "A gente tem que garantir o espaço de algumas posições que pra mim são fundamentais pra gente caminhar pra uma sociedade boa. A gente tem que ser radical com um determinado tipo de música que tá levando a sociedade a um processo de degradação das relações sociais humanas", afirma Guitinho.

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Para o músico, existe um movimento intencional da mídia na venda desse tipo de trabalho: "Pra mim, essa música retrata uma realidade construída para ser mantido um modelo social de apartheid, de miséria, e vem com esse discurso de convencimento de que é massa, é o retrato da periferia. Eu acho que isso é um desserviço dos meios de comunicação e destrói todo um processo educativo, isso é muito grave, é perigosíssimo".

Pensando nisso, o Bongar mantém, em seu Centro Cultural, inúmeras atividades voltadas aos jovens da comunidade. Para eles, a chave é estimular os mais novos: "A gente não vai dizer ‘tape os ouvidos’; o nosso trabalho é dizer ‘interprete o que você tá ouvindo’, escuta e tente interpretar o que essa música tá dizendo, e veja se é boa ou ruim", explica Thulio.

Paulista


Vindos de Paulista, município vizinho à Olinda, os músicos da Chave Mestra - Moral, Carl de Morais, Zaca de Chagas e Thiago Honorato -,  são fruto de uma cena forte não só em sua ‘quebrada’, mas em outras, também. Eles citam, como suas influências, outros artistas do rap e hip hop como Zé Brown e Faces do Subúrbio, do Alto José do Pinho, Diomedes Chinaski, também de Paulista, e o grupo Racionais MC’s - “representante de todas as quebradas”, segundo Thiago Honorato; prova de que a música feita nas periferias pode até não tocar nas rádios mas, certamente, toca os seus.

O quarteto da Chave convive bem com todas as linguagens oriundas da sua comunidade e consideram legítimo o alcance que artistas do bregafunk, por exemplo, estão tomando, mas, ponderam: “Eu acho que a gente também não pode limitar o público, achar que eles só ouvem isso. Porque com a internet, a gente consegue acesso à música do mundo todo”, diz Honorato.

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Na Zona Norte do Recife, um dos bairros de maior população da cidade, Casa Amarela, tem sido sinônimo de resistência desde sua formação. Segundo o historiador Pereira da Costa, ali se levantou, em 1630, o forte real do Bom Jesus - hoje Sítio Trindade - para proteger o interior de Pernambuco contra os holandeses.

Ao redor da fortaleza instalou-se um povoado e no início do século 20 iniciou-se a ocupação dos morros ao redor, entre eles, Morro da Conceição, Alto José Bonifácio e Alto José do Pinho. A população dessas localidades se organizou e, como não poderia deixar de ser, criou suas próprias expressões culturais, transformando-se em símbolo da cultura musical do Recife. Os morros do Recife são emissores de uma das 'Vozes da Periferia', que o LeiaJá apresenta nesta serie especial de reportagens.

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O manguebitt de Chico Science ‘desceu’ de Peixinhos, em Olinda, onde nasceu, e no Alto José do Pinho encontrou solo fértil para se multiplicar. Berço de várias manifestações populares - o Alto conta com o Maracatu Estrela Brilhante do Recife, o afoxé Ylê de Egbá e a escola de samba Unidos de Escailabe, só para citar alguns exemplos -, e com uma forte cena punk no início dos anos 1980, lá surgiram bandas como Matalanamão, Faces do Subúrbio e Devotos, que não só levaram sua comunidade para outros lugares da cidade como também serviram de exemplo para o surgimento de outras cenas Recife afora.

Devotos é referência no Alto e fora deleA Devotos, de Cannibal, Neilton e Celo, inclusive, é citada por 10 entre 10 jovens entusiastas da música na cidade, como grande responsável pela valorização da produção artística local. Em 2018, a banda completa 30 anos como uma das mais importantes da cena hardcore do país. Mas, a resistência da Zona Norte extrapola qualquer convenção ou limitação, sobretudo de ritmos. Grande celeiro cultural, o bairro agrega artistas do rock, do samba, hip hop e do reggae, entre outras vertentes.

Logo ali ao lado, na Bomba do Hemetério, a produção cultural fervilha com inúmeras agremiações de cultura popular como a Escola Gigante do Samba, a nação de Maracatu Raízes de África, a Tribo Canindé e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH), comandada pelo Maestro Forró. 

*No vídeo, o Maestro Forró e a OPBH dividem o palco com os 'vizinhos', Cannibal, da banda Devotos, e o Mestre Walter de França, ex- mestre de apito da Nação de Maracatu Estrela Brilhante do Recife e, agora, líder da Nação Raízes de África, da Bomba do Hemetério. 

 

Tem samba no Alto

Nilson Freitas, J.J., Xande Melo, Mano Black e Jamelão do Cavaco, nascidos e criados no Alto, escolheram o samba como estilo de vida e ferramenta de trabalho. Com o grupo Sambstar, formado há 22 anos, eles levam suas vivências e a alegria característica da comunidade para todo o Brasil e o mundo, fazendo parcerias, inclusive, com grandes artistas nacionais, como Roberto Menescal. "Isso aí é um orgulho que a gente leva no peito, onde chegar, nos quatro cantos do mundo, dizer que é da Zona Norte, do Alto Zé do Pinho, da periferia  e que fazemos uma música universal", diz com sorriso largo, o vocalista do grupo, Jamelão do Cavaco.

O quinteto de sambistas se julga privilegiado por ser ‘cria’ de um chão tão fértil em cultura e arte; para os músicos, não haveria outro caminho a seguir que não o da música vindo de um lugar como o Alto. "Aqui é um celeiro de música popular, tem samba, frevo, maracatu, afoxé, caboclinho, tem o repente, embolada, tem MC, já vou contando quase 11", enumera J.J.

E, vindos da periferia, fazem questão de levá-la à frente em seu trabalho: "A nossa linguagem musical é a linguagem da periferia, a gente tanto canta aqui como canta nos maiores eventos que tem e a linguagem é a popular, não tem como ser diferente", diz Jamelão.

Vindos de um lugar com tamanha diversidade cultural, os músicos convivem bem com todas as cenas surgidas e desenvolvidas ali. Eles acreditam que o vulto que os MCs de brega vêm tomando, como o próprio MC Troinha, originário do Alto, é legítimo e que eles representam sua comunidade tanto quanto qualquer outro artista originado ali, como afirma o vocalista Jamelão: "Embora o ritmo seja criticado por muitos, não pela massa, mas pela ‘crítica’ da mídia comum, os meninos estão de parabéns. Existem pessoas inteligentes por trás, eles também são muito inteligentes, eu tenho mais é que bater palmas e desejar sucesso. Representam a comunidade né? Por isso que estão aí nas cabeças".

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*Imagens: Rafael Bandeira

 
Quando Chico Science fincou uma parabólica na lama do bairro de Peixinhos, na periferia da Região Metropolitana do Recife (RMR), ele não podia imaginar o quanto aquele gesto ecoaria através dos tempos e gerações. O manguebit, movimento musical iniciado por ele e por Fred Zeroquatro, da Mundo Livre S.A., foi responsável por levar o som e a cara dos bairros periféricos da RMR para os mais inimagináveis lugares do Brasil e do mundo.

Porém, mesmo antes do malungo Science - e depois ainda mais e, talvez, com maior estímulo - artistas originários dos bairros periféricos recifenses têm se empenhado para, através de suas vozes, contar e cantar sua realidade, tristezas e belezas, com o objetivo de imprimir na sociedade a sua identidade e fazer-se ouvir para além de seus limites geográficos e sociais.

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Em tempos  em que as frequências de rádio e TV têm privilegiado apenas um recorte específico dessa gama cultural - a música 'rebolativa', das 'novinhas' e MCs de tecnobrega e bregafunk, por exemplo, sejam eles mirins ou não -, o LeiaJá percorreu alguns bairros que margeiam o centro da capital pernambucana para descobrir quais são as outras vozes que compõem o cenário cultural das periferias. Acompanhe a série especial 'Vozes da Periferia', que vai ao ar desta terça (25) até o próximo domingo (30).

Com iniciativas independentes, como festivais por todos os cantos da cidade, encontramos artistas que, muitas vezes, ainda nem tocam nas rádios, mas certamente tocam suas comunidades e são tocados por ela.

O grupo de rap Aliados CP é um dos exemplos de artistas que formam a identidade cultural de sua periferia. 

Um cantor de brega foi assassinado a tiros na tarde de terça-feira (26) no bairro de Muribara, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. De acordo com a Polícia Civil, Roger Eduardo Ferreira do Nascimento, 21 anos, conhecido como "MC Pank" levou vários tiros na cabeça.

A vítima teria sido abordada por dois homens que estavam em uma motocicleta. Um deles disparou diversas vezes contra Roger, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Um aparelho celular que estava próximo à vítima foi apreendido e deve passar por perícia. A Polícia Civil informou que só vai se pronunciar ao final das investigações.

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O MC G15, autor do hit do Carnaval de 2017, 'Deu Onda', está processando uma grife de roupas. A ação se refere ao uso de trechos da letra da música nas estampas de camisas da marca Reserva.

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu, nesta quarta (10), uma liminar mandando a Reserva recolher todas as camisas da coleção. As camisas trazem frases como 'O pai te ama'.

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A defesa do artista alega que a marca não solicitou o uso da letra de 'Deu onda' na coleção e solicitou, além do recolhimento das peças de roupa, a apreensão de documentos contábeis e comerciais da grife com o objetivo de determinar um valor de indenização ao funkeiro.

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No último domingo (13), a Polícia Federal (PF) encontrou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, o adolescente Tadson Leandro, de 17 anos, que estava desaparecido há quase três dias. O menor havia saído de sua casa em Caruaru, no Agreste, para seguir a carreira de MC em São Paulo-SP.

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Ao ser abordado pela PF, Tadson contou ter conhecido uma mulher pela internet com uma proposta para que ele trabalhasse de MC na capital paulista. O adolescente passou a ser orientado pela mulher a ir ao aeroporto e ficar aguardando uma pessoa que iria custear sua passagem para o sudeste. 

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Tadson havia saído de sua casa em Caruaru e pegado uma carona até o Recife. A pessoa que pagaria sua passagem não apareceu e o jovem precisou dormir na rua e pedir dinheiro emprestado para se alimentar. 

Nas redes sociais, a família começou a se mobilizar e divulgar o sumiço do menor. Segundo a PF, uma notícia foi recebida dando conta de que o desaparecido possivelmente estava no aeroporto esperando receber uma quantia em dinheiro para viajar. 

De posse da foto do adolescente, a PF e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) fizeram buscas nas dependências do aeroporto e através das imagens de videomonitoramento. O garoto foi encontrado sentado na área de embarque.

A polícia entregou o adolescente aos pais e recomendou que fosse prestada uma ocorrência para dar início a uma investigação que identifique a mulher suspeita e quais seriam seus reais objetivos. 

Como forma de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a PF divulgou uma lista com uma série de recomendações aos pais:

- Vetar o acesso de desconhecidos a fotografias e outros dados pessoais; 

- Evitar colocar foto com grupos de amigos, carros, casa e nem informações pessoais;

- Atrair a confiança dos filhos através do diálogo, sem qualquer tipo de repressão, para que eles se sintam à vontade de pedir ajuda;

- Ter conhecimento básico de internet;

- Deixar o computador em local visível da casa;

- Caso vete alguma página, explicar as razões;

- Não permitir altas horas de exposição na internet.

O funkeira Tati Zaqui publicou em sua conta oficial no Facebook um vídeo de sua mãe dançando. "Minha MAE me ensinando a dançar funk, morta estou GDUAGAUHUAHAGAUAHGAUAHA QUE LINDA (sic)", escreveu a cantora. Eloísa Zaqui dançou o ritmo ao lado da filha e mostrou sua desenvoltura em frente ao espelho. As duas rebolaram ao som da música Sarra Novinha no Grau, do cantor MC GW.

O vídeo já obteve mais de 24 mil curtidas no Facebook e 310 compartilhamentos. Os internautas aprovaram as dançarinas. "Que fofa tati, sempre faça de tudo por ela. Poderia ser hipócrita de nem querer escutar essas músicas, mais não, ela se diverte", comentou uma fã. "Minha mãe ao invés de dançar me jogaria pela janela por escutar funk. Brincadeira, galera. Você ta linda, Tati", brincou outro admirador. 

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“Não sou traficante, não sou ladrão, não sou tarado, não sou estuprador como estão falando. Eu sou uma cara da hora, cantor, compositor, que não faz diferença entre rico ou pobre, negro ou branco. Estou aqui para levar alegria a todos aqueles que curtem meu som”. Foi com essas palavras que o cantor Everton da Silva Lima, conhecido como MC Vertinho, se defendeu da acusação de estupro de vulnerável, que resultou na sua prisão na semana passada.

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Em entrevista coletiva concedida à imprensa neste domingo (14), o cantor já não se mostrava abatido. Amparado pela família, advogada e empresário, MC Vertinho falou sobre a difícil experiência na cela 3 do Cotel, onde ficou confinado com cerca de 20 presos, durante quatro dias. Num espaço reduzido, com apenas um banheiro pequeno, o músico disse que encontrou força no amor pela família e música, mas também foi acolhido pelos companheiros de cela. “Eles sempre me diziam que ali não era meu lugar, que eu tinha que estar lá fora, cantando, fazendo o som que eles gostam de ouvir. Eles entenderam que eu não tive culpa e sempre reforçavam dizendo que eu tinha que levantar a cabeça, porque eu não fiz nada”, comentou Vertinho. 

O caso aconteceu em 2012, quando um vídeo gravado num show veio à tona. Na gravação, o cantor aparece derramando whisky no seio de uma garota, que tinha 12 anos na época. Segundo relatos, Vertinho ainda aparece  simulando sexo oral com a menor. Mas essa versão da simulação do ato sexual é desmentida pelo cantor: “A gente fazia uma brincadeira, chamava uma fã para subir ao palco, dava uma dose de bebida. Mas não houve nenhuma simulação. O que aconteceu é o que tá no vídeo e nada mais”.

Questionado sobre de quem era a culpa desse episódio, Vertinho ressaltou que todos erraram, e sua parcela de culpa foi simplesmente ter chamado a garota ao palco. “Não posso dizer quem é o culpado nessa polêmica. Eu errei, a menina errou, a mãe dela errou de ter deixado ela ir, o dono da casa de show errou de ter permitido a entrada. Todos nós erramos, não posso apontar culpado”, comentou o cantor, ressaltando que nunca passou pela sua cabeça que a garota fosse menor de idade. “Só soube que a garota era menor quando o vídeo foi parar na internet. Fiquei surpreso, pois todo lugar que eu toco é para maiores de 18 anos.  Ali já eram 2h da manhã, não poderia imaginar que uma menina daquela idade poderia ter entrado”, se defendeu. 

Segundo Vertinho, sua prisão só foi decretada ‘agora’, por ele não ter informado a polícia sobre a sua mudança de endereço e constantes viagens. Ele alegou que o antigo empresário havia garantido que sua situação perante a lei estava regular e que em caso de novidades no processo ele seria avisado. Por acreditar que estava tudo dentro dos conformes, quando a polícia bateu à sua porta, não passou pela cabeça que poderia ser preso.  “Pensei que era para assinar alguma coisa, porque tem um lance para assinar todo o mês e eu passei um tempo sem assinar. Quando soube que teria que ir para o Cotel, fiquei super triste, pensando que teria que ficar longe da minha família, do meu filho, dos meus amigos e do que mais gosto de fazer na vida, que é cantar”. 

Vanuza  Silva, mãe de Vertinho, comentou o que sentiu quando viu o filho ir para o presídio. Apesar de ter ficado abatida, a comerciante acreditava que o filho não demoraria muito tempo atrás das grades. “Fiquei muito triste, abatida de ver ele sendo preso. Meu filho é um cantor, ele gosta do que faz. Ele é meu sustento, ajuda o filhinho. Mas eu tinha fé em Deus que ele iria sair rápido, porque a justiça de Deus é certa. Se ele tivesse feito uma coisa muito séria... Foi um erro, mas que ele não vai cometer mais”, afirmou.

O caso de MC Vertinho ganhou repercussão nacional, mas não abalou o sentimento dos fãs.  O Fã Clube Família VT acompanhou a entrevista do cantor, prestando apoio ao músico. A coordenadora do grupo, Chrisalany Gomes, se disse aliviada após a liberdade do ídolo: “É uma alegria muito grande. Nós vamos sempre dar força, porque Deus é maior que tudo”.

Mesmo com apoio incondicional das fãs, MC Vertinho considera que teve a carreira prejudicada pela repercussão negativa do caso. De acordo com o jovem,  sua carreira conseguiu sair das linhas de Pernambuco, conquistando espaço em Brasília, São Paulo e Rio Grande do Norte, mas para ele a retomada do caso pode trazer consequências desagradáveis. “Isso tudo atrapalha a minha imagem. Algumas pessoas pegam essa imagem negativa de estuprador, traficante, o que acaba prejudicando qualquer pessoa, principalmente um artista. Mas eu sou cantor, compositor, levo alegria para o meus amigos e para o público. Tenho fé que tudo vai terminar bem”, resumiu.

Ao contrário do que pensa Vertinho, o novo empresário do cantor, Paulo Alves (Paulinho do Acadêmico), viu a agenda de shows dar um salto. Após a saída da prisão, o MC já fez cinco shows e a busca pelas apresentações do artista tem crescido . “A procura pelos shows aumentou muito, mesmo com a polêmica, porque o nome dele fica em evidência. Os contratantes ficam ansiosos, procurando saber quando ele iria sair, querendo agendar show até para setembro. Isso quer dizer que a imagem dele não foi tão afetada”, ressaltou Paulinho, completando que a agenda de Vertinho só sofreu uma alteração após a saída do cantor da prisão, quando tiveram que desmarcar o show da sexta (12), dia em que Vertinho deixou o Cotel.  O empresário informou que o próximo show de MC Vertinho está marcado para o dia 23 de junho, no Acadêmico do Morro.

Mas a experiência na prisão teve o seu ‘lado bom’. O cantor comentou que enquanto esteve detido aproveitou o tempo para escrever. Seu período de confinamento rendeu cinco músicas, que devem estar presentes no novo DVD, que será gravado entre os meses de agosto e setembro.

O caso do MC Vertinho ainda não tem previsão para ser concluído. Segundo a advogada do cantor,  Noêmia Marques, por estar em liberdade, Vertinho não tem prioridade no julgamento. Ela adiantou que na próxima segunda-feira (15) o cantor irá se apresentar na 2° Vara de Crimes Contra Criança e Adolescente do Recife, para assinatura do termo de compromisso. De acordo com a advogada, a previsão é que a defesa de Vertinho seja entregue a Justiça até a próxima sexta (19) e a audiência  de instrução pode ser marcada ainda este ano.

A curitibana Karol ConKá ainda não lançou seu primeiro álbum, Batuk Freak, e nem divulgou uma data para a estreia. Mas, para diminuir a ansiedade dos fãs, a MC tem apresentado, ao vivo, algumas canções que fazem parte do novo projeto. Na última quarta-feira (15), Karol divulgou o clipe de Corre, Corre Erê, uma das faixas do novo trabalho.

Corre, Corre Erê é uma canção dinâmica e o clipe segue este clima. São batuques, movimentos e o colorido, típicos do trabalho da curitibana. O vídeo foi produzido durante o evento multimídia Creators Project, que aconteceu em São Paulo nos últimos dias 4 e 5 de agosto.

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