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O Ministro das Relações Exteriores (MRE), o chanceler Ernesto Araújo lamentou nesta quarta-feira (7), em redes sociais, a invasão do Congresso norte-americano ocorrida ontem, durante a cerimônia de validação dos votos dos delegados nas eleições gerais de 2020.

Araújo afirmou a necessidade de investigação das quatro mortes decorrentes do protesto. Segundo Araújo, “nada justifica uma invasão como a ocorrida ontem.”

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Em sua postagem, Ernesto Araújo citou ainda a insatisfação de parte do eleitorado americano que, segundo ele, “se sente agredido e traído por sua classe política e desconfia do processo eleitoral.”

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- Há que reconhecer que grande parte do povo americano se sente agredida e traída por sua classe política e desconfia do processo eleitoral.

— Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) January 7, 2021

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O chanceler afirmou que a distinção entre o processo eleitoral e democracia deve ser observada, e que “uma democracia saudável requer a confiança da população na idoneidade do processo eleitoral.” Outras autoridades brasileiras, como o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se manifestaram sobre a invasão.

 

Estado de emergência

Segundo a prefeita de Washington, a democrata Muriel Bowser, quatro pessoas morreram e 70 manifestantes foram presos após os confrontos. Pelo menos 14 policiais foram feridos e hospitalizados.

A declaração de estado de emergência na cidade - utilizada para instituir o toque de recolher - foi prorrogada por mais 15 dias. A posse e o juramento público de Joe Biden e Kamala Harris estão previstos para acontecer no dia 20 de janeiro.

Em coletiva de imprensa dada na sede da polícia metropolitana da cidade, Bowser afirmou que “pessoas que desrespeitarem o toque de recolher serão presas”.

 

Um dia após a invasão ao Capitólio norte-americano, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, segue em silêncio. Na terça-feira (5), véspera do atentado ao Congresso dos Estados Unidos, o chanceler usava as redes sociais para criticar e, mais uma vez, tentar deslegitimar o processo eleitoral na Venezuela.

Nem o próprio Ernesto, nem o Itamaraty, posicionaram-se sobre o crime cometido por extremistas pró-Trump, nessa quarta (6), que resultou na morte de quatro pessoas. Instigados por publicações do presidente, eles invadiram a sede do legislativo, em Washington, em uma arruaça para se opor pela derrota do candidato à reeleição. Sem apresentar provas ou indícios, Donald Trump afirmou que o processo foi fraudado e cobrou governadores por votos.

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O próprio vice-presidente e líder do Partido Republicano, Mike Pence, rompeu relações com Trump, que foi amplamente criticado por líderes internacionais. Ainda assim, o governo brasileiro, o último da América Latina a reconhecer a vitória do Democrata Joe Biden, não comentou sobre a invasão e mostra-se alinhado à manifestação do candidato derrotado. 

O que chama atenção é o fato de um dia antes, o ministro Ernesto Araújo ter feito uma série de publicações para cobrar pela recuperação da democracia venezuelana. Considerada injusta pelo chanceler, ele afirmou que o Brasil seguirá em apoio ao presidente autoproclamado Juan Guaidó e acusa Nicolás Maduro de desrespeitar as leis eleitorais, em parceria com o crime organizado.

Já o perfil oficial do Itamaraty publicou o comunicado do Grupo de Lima, que rejeita o resultado da eleição venezuelana ocorrida em dezembro. O documento indica que a Assembleia Nacional, instalada na terça, é ilegal e ditatorial. 

O Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, criticou a decisão que legalizou o aborto na Argentina, aprovada pelo Senado do país vizinho na madrugada desta quarta-feira, 30. Em sua conta pessoal no Twitter, o chanceler chamou a prática de "barbárie" e afirmou que o Brasil "permanecerá na vanguarda do direito à vida".

"O Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do aborto indiscriminado, disfarçado de 'saúde reprodutiva' ou 'direitos sociais' ou como quer que seja", escreveu, compartilhando uma reprodução de uma matéria do jornal El País.

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O projeto aprovado nesta madrugada autoriza a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana de gestação. A sessão durou 12 horas e terminou em 38 votos a favor, 29 contra e 1 abstenção. Milhares de pessoas se concentraram ao redor do Congresso para comemorar, mas vários grupos criticaram o resultado.

Com a aprovação, a Argentina se torna o primeiro grande país da região a permitir o procedimento, que até então era autorizado em Cuba, no Uruguai, na Guiana e em partes do México - antes disso, o aborto legal só era permitido se a mulher sofresse estupro ou estivesse em perigo de vida.

O projeto foi uma iniciativa do presidente Alberto Fernández, com quem o governo Bolsonaro tem uma relação conflituosa. O presidente brasileiro lamentou publicamente a eleição do colega argentino. Foram necessárias intensas negociações diplomáticas para que os presidentes travassem diálogo pela primeira vez, o que aconteceu em uma videoconferência no dia 30 de novembro. Na ocasião, Bolsonaro estava acompanhado de Araújo.

Embora trabalhasse a maior parte do tempo em Brasília durante o ano passado, o diplomata Alberto Luiz Pinto Coelho Fonseca recebeu o salário em dólar e o auxílio-moradia em Paris, na França. Ele é amigo do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o gabinete informou que os pagamentos foram de acordo com a lei vigente.

Por mês, Coelho Fonseca recebia o salário de 12 mil dólares (cerca de R$ 66 mil), auxílio-moradia anual de 48,6 mil euros - que custa mais de R$ 310 mil -, além de diárias de R$ 36,6 mil para morar no Brasil por mais de oito meses, de acordo com a Lei de Acesso à Informação (LAI). Somando todos os gastos, o diplomata custou aproximadamente R$ 1 milhão aos cofres públicos, aponta O Globo.

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Fontes do Itamaraty informara que Coelho Fonseca teria estendido seu tempo na França para completar formalmente seu período de experiência no exterior, necessárioa para que fosse promovido. Esse foi o motivo da demora para que fosse transferido difinitivamente ao Brasil, em janeiro de 2020.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, suspendeu o envio de notícias da imprensa brasileira aos diplomatas no exterior. Apenas as informações de veículos internacionais, que trabalham no Brasil, serão fornecidas.

O trabalho feito pela assessoria do Itamaraty auxiliava os diplomatas brasileiros com informações sobre o cotidiano do país. Segundo a apuração da Reuters, a decisão foi tomada pela insatisfação de Araújo com a cobertura da política externa do país, que é liderada pelo próprio ministro.

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A proibição veio após um artigo assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ex-chanceleres Aloysio Nunes Ferreira, Celso Amorim, Celso Lafer, Francisco Rezek e José Serra, o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero e o ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, Hussein Kalou.

O grupo se mostrou preocupação com o “desmoronamento da credibilidade externa, perdas de mercados e fuga de investimentos" e a “sistemática violação pela atual política externa dos princípios orientadores das relações internacionais do Brasil”. A aparente subserviência aos Estados Unidos também foi criticada.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) suspendeu a assinatura da Folha de S. Paulo - jornal com maior circulação no país. Depois, o gabinete do ministro ordenou a assinatura de sites que apoiam o mandatário.

O senador Humberto Costa (PT) afirmou, nesta quarta-feira (22), que o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, submetia o país a mais um ‘vexame internacional’. A avaliação do petista diz respeito ao artigo publicado pelo ministro das Relações Exteriores onde ele diz que o mundo enfrenta o "comunavírus" porque a pandemia do novo coronavírus "fez despertar novamente para o pesadelo comunista".

Ao repercutir o assunto, o senador petista escreveu no Twitter: “Uma pandemia, o mundo lutando contra ela e o ministro das Relações Exteriores do Brasil propondo a reinstauração do Comando de Caça aos Comunistas. Não dá pra acreditar na quantidade de vexame internacional a que essa gente ignorante submete o país”.

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No texto em que cita o chamado “comunavírus”, o chanceler pega trechos de um livro publicado na Itália e faz comentários, aproveitando para fazer críticas à Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Ernesto, usando "tudo em nome da 'solidariedade', um "vírus ideológico contagiará o mundo e permitirá construir o comunismo de forma inesperada".

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, publicou um texto seu blog na madrugada desta quarta-feira (22) afirmando que o mundo enfrenta o "comunavírus" porque a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) "fez despertar novamente para o pesadelo comunista".

Citando um livro publicado na Itália, o "Virus", de Slavoj Zizek, Araújo diz que "o globalismo substitui o socialismo como estágio preparatório ao comunismo. A pandemia do coronavírus representa, para ele, uma imensa oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações e sem liberdade".

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Em um longo texto, o chanceler pega trechos que lhe interessam do livreto e faz comentários, aproveitando para fazer críticas à Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ele, usando "tudo em nome da 'solidariedade', um "vírus ideológico contagiará o mundo e permitirá construir o comunismo de forma inesperada".

"Não escapa a Zizek, naturalmente, o valor que tem a OMS neste momento para a causa da desnacionalização, um dos pressupostos do comunismo. Transferir poderes nacionais à OMS, sob o pretexto (jamais comprovado!) de que um organismo internacional centralizado é mais eficiente para lidar com os problemas do que os países agindo individualmente, é apenas o primeiro passo na construção da solidariedade comunista planetária", escreve ainda ao citar um trecho do livro em que o autor destaca a posição da OMS em meio a pandemia.

Com uma crítica indireta à China, diz ainda que o autor mostra que seu "mundo dos sonhos é Wuhan quarentemada". "No pensamento de Zizek, à custa da destruição dos empregos que permitem a sobrevivência digna e minimamente autônoma de milhões e milhões de pessoas, ao preço do desmantelamento de sua liberdade e de seu sustento, se atinge um mundo "em paz consigo mesmo", destaca.

Wuhan é considerada o marco zero da pandemia do novo coronavírus no mundo. A província da qual é capital registrou 68.128 casos com 4.512 mortes.

O texto ainda cita o nazismo e faz críticas ao que chama de politicamente correto. Até o momento, de acordo com o Centro Universitário Johns Hopkins, o novo coronavírus matou 178.481 pessoas - sendo 2.761 no Brasil - e contaminou mais de 2,5 milhões de pessoas. 

Da Ansa

Em visita aos EUA, o chanceler Ernesto Araújo disse ontem que não falou com autoridades americanas sobre a deportação de brasileiros ilegais para o México. "O principal para nós é não contestar a lei americana", afirmou. "Nossa preocupação sempre, através do setor consular, é que não haja discriminação contra brasileiros dentro do processo legal de cada país. Mas, para nós, o principal é receber esses brasileiros de volta."

Há uma semana, pelo menos dez brasileiros foram enviados pelos EUA para Ciudad Juárez, no México, para que esperassem no país vizinho os pedidos de asilo. O grupo, que inclui quatro menores, chegou ao local no mesmo dia que o governo americano anunciou a inclusão do Brasil nos Protocolos de Proteção do Migrante (MPP).

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Advogados e ativistas dos direitos humanos da cidade americana de El Paso, no Texas, criticam o envio de brasileiros para Ciudad Juárez, uma das cidades mais violentas do mundo. Segundo eles, diferentemente dos imigrantes centro-americanos, os brasileiros não entendem espanhol e estão mais vulneráveis à ação dos cartéis.

Ontem, o chanceler classificou o envio dos brasileiros ao México como uma "questão de logística do sistema de imigração americano". Araújo repetiu pelo menos seis vezes durante entrevista em Washington que o governo brasileiro está recebendo de volta "sem problemas" os cidadãos deportados.

"O Brasil está permanentemente aberto a receber os voos que trazem os brasileiros. Imagino que, para os brasileiros, já que têm de ser deportados, o melhor é voltar para o País. Estamos aceitando plenamente esse transporte justamente para receber de volta o mais rapidamente possível esses brasileiros."

 

No último dia 24, um grupo de cerca de 50 brasileiros foi deportado dos EUA em um voo que partiu de El Paso para Belo Horizonte. Passageiros relataram maus-tratos em prisões americanas. Muitos disseram ter passado fome e frio.

Na volta, eles viajaram com os pés e as mãos algemados. O Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos EUA (ICE, na sigla em inglês) informou que "indivíduos presos e sob custódia das forças federais de segurança estão sujeitos a serem algemados".

O voo foi o segundo com deportados brasileiros a chegar ao Brasil em cerca de três meses. As deportações fazem parte de novo entendimento entre os governos de Jair Bolsonaro e Donald Trump, que facilita o procedimento de saída de imigrantes ilegais.

Em reunião ontem com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, Araújo disse que não tocou no assunto. "Não conversamos sobre isso, porque é uma coisa que já está acontecendo e não está causando nenhum problema", disse. "Se realmente estivesse havendo discriminação, a gente veria isso."

Até então, os EUA enviavam para o México imigrantes de Guatemala, El Salvador e Honduras - cerca de 60% do total -, além de Cuba, Venezuela, Equador e Nicarágua. O Brasil agora faz parte da lista. Os imigrantes, no entanto, correm grande risco em cidades da fronteira mexicana, que são pontos de passagem de droga e têm forte presença de cartéis violentos. (com agências internacionais)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, anunciou por sua conta no Twitter que o Brasil decidiu suspender sua participação da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).

“A Celac não vinha tendo resultados na defesa da democracia ou em qualquer área. Ao contrário, dava palco regimes não-democráticos como os da Venezuela, Cuba, Nicarágua”, afirmou o titular do Itamaraty na rede social. O ministro também ressaltou que o Brasil tem a determinação de trabalhar com todas as democracias da região.

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A Celac é um bloco regional criado em 2010 na Cúpula da Unidade da América Latina e Caribe, em Playa del Carmen, cidade do México. Já o Prosul foi formado em março deste ano a partir da assinatura da Declaração de Santiago e conta com a participação de oito países: Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru.

 

Antes da nota oficial do Ministério das Relações Exteriores (MRE) de apoio do Brasil aos Estados Unidos diante dos conflitos do país com o Irã, divulgada no dia 3 de janeiro, um primeiro posicionamento de cunho mais duro foi elaborado pelo Itamaraty, mas não foi divulgado. 

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o texto comentava sobre a morte do general iraniano Qassim Soleimani e ainda acusava o Irã de ter patrocinado os atentados terroristas em Buenos Aires (ARG) na década de 1990.

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De acordo com o jornal, a nota veiculada teve um tom abaixo do texto original porque foi amenizada por auxiliares de Bolsonaro, do ministério da Defesa, que decidiram resumir o posicionamento em defesa da luta “contra o flagelo do terrorismo”, referindo-se ao Irã.

Mesmo tendo "suavizado" o texto, o comunicado do ministro Ernesto Araújo foi reprovado pela diplomacia do Irã, que cobrou explicações do Brasil com relação a manifestação de apoio aos EUA. 

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta segunda-feira (2) que o governo quer entender melhor a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retomar a cobrança de tarifas sobre aço e alumínio brasileiros. Segundo o ministro, “é preciso agir com "calma".

"É um setor que, desde o ano passado, já preocupava os americanos, então vamos, como eu digo, tentar entender e depois ver como é que a gente vai conversar com os Estados Unidos. Com muita calma, vamos chegar a um entendimento sobre isso", afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto, após participar de um cerimônia que também contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes (Economia).

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Apesar do anúncio de Trump, o governo dos EUA ainda não formalizou nenhuma mudança específica nas atuais regras tarifárias para a importação de aço e alumínio vendidos pelo Brasil. Durante a tarde, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Paulo Guedes, no Palácio do Planalto, para tratar do assunto, mas não falaram com a imprensa após o encontro. Pela manhã, Bolsonaro disse que poderia fazer uso de canal aberto que tem com Trump para evitar a imposição de tarifas anunciada.

Perguntado por jornalistas se Bolsonaro ligará para o presidente dos EUA de forma imediata, o chanceler brasileiro disse que não, ao menos "por enquanto". Ernesto Araújo disse também que o momento é de avaliar a questão no "nível técnico", para entender que tipo de medida será eventualmente adotada.

"Nós estamos no nível técnico, nesse nível de entender as medidas", disse. O ministro afirmou ainda que a medida não o preocupa. "Essa medida não nos preocupa e não nos tira desse trilho rumo à uma relação mais profunda".   

No final de agosto deste ano, o governo dos Estados Unidos flexibilizou as importações destes produtos, quando decidiu que companhias norte-americanas que negociarem aço do Brasil não precisariam pagar 25% a mais sobre o preço original, desde que provem que há ausência de matéria-prima no mercado interno. O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos.

 

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (25) que "tudo pode acontecer na vida da gente", quando questionado se o Brasil pode deixar o Mercosul devido a mudança política na Argentina.

Em entrevista ao Valor, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que não está descartada a saída do Brasil do bloco. Bolsonaro voltou a torcer pela vitória de Lacalle Pou a presidente do Uruguai. "Espero, pelo que tudo indica, vai ser confirmado o Lacalle no Uruguai. Uma vez confirmando, vou ligar para cumprimentá-lo, e em março irei à posse", disse.

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O presidente repetiu críticas ao presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández. "Agora, não vou à posse de um cara que se elege falando Lula Livre, não vou", declarou. Bolsonaro criticou proposta de Fernandez de congelar preços e subir salários. "Você acha que vai dar certo? Vai ser a primeira vez no mundo que dará certo. No Brasil tentaram várias vezes e não deu. Boa sorte para ele, só acho que não vai dar certo", afirmou.

Bolsonaro disse esperar que acordos feitos com Maurício Macri sejam mantidos. "Nada contra o povo, nem governo, queremos que contratos assinados sejam cumpridos", disse. Segundo o presidente, a ideia do Brasil será reforçar acordo com a União Europeia em encontro da cúpula do Mercosul, que ocorre de 2 a 6 de dezembro em Bento Gonçalves (RS). "Depende dos parlamentos. União Europeia e nossos aqui. A gente vai divulgar o que for possível. É muito bom para o comércio nosso e da Europa".

O senador Telmário Mota (Pros-RR) pediu nesta segunda-feira (18), em Plenário, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, demita o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Para o parlamentar, o chanceler tem colocado os seus interesses ideológicos acima dos interesses do Estado.

Na opinião de Telmário, a boa relação entre os países-membro do Mercosul é essencial para o desenvolvimento do Brasil. No entanto, para o senador, não é essa a política que tem sido adotada pelo ministro.

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O parlamentar afirmou que o chanceler tem desrespeitado o artigo 4° da Constituição Federal, que diz: “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.

“O presidente Jair Bolsonaro tem que demitir esse tal de Ernesto Araújo porque ele é um antipatriótico, é um anti América Latina, é um desintegrador do nosso continente”, criticou.

*Da Agência Senado

 

Depois do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se dizer "preocupado e receoso" com o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, subiu o tom. Pelo Twitter, o chanceler disse não ter a ilusão "de que o fernande-kirchnerismo possa ser diferente do kirchnerismo clássico" e que os sinais feitos até o momento pelo argentino "são os piores possíveis".

"Fechamento comercial, modelo econômico retrógrado e apoio às ditaduras parece ser o que vêm por aí", tuitou Araújo, para quem "as forças do mal estão celebrando" e "as forças da democracia estão lamentando" a eleição de Fernández.

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"A esquerda é totalmente ideológica no apoio aos regimes tirânicos da região. Mas, quando se relaciona com as democracias (das quais depende), a esquerda pede 'pragmatismo'. Curioso. 'Pragmatismo' significa sempre a direita se acomodar aos interesses da esquerda", escreveu o ministro.

Araújo prometeu o seu pragmatismo "na defesa dos princípios e interesses do Brasil: um Mercosul sem barreiras internas e aberto ao mundo, uma América do Sul sem ditaduras".

No domingo, 27, dia em que a eleição de Fernández em primeiro turno foi confirmada, o argentino publicou uma foto em suas redes sociais parabenizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo seu aniversário de 74 anos, completado também no domingo. O argentino também se engajou na campanha pela libertação de Lula, que cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

A publicação de Fernández irritou o presidente Jair Bolsonaro, que viu no gesto "uma afronta à democracia" e "ao sistema judiciário brasileiro".

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu dez dias ao chanceler Ernesto Araújo para explicar instruções do Ministério das Relações Exteriores a diplomatas brasileiros no exterior para que reforcem o entendimento do governo de que a palavra gênero significa o sexo biológico em negociações durante foros multilaterais.

Em reclamação (RCL 37231) ao STF, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros pediu a suspensão dos atos administrativos do Itamaraty, datados de abril a julho deste ano e dirigidos a delegações diplomáticas em Genebra (Suíça) e Washington (EUA).

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Para a entidade, as normas violam a dignidade humana da comunidade LGBTI e contrariam entendimento firmado pelo Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4275.

Na ocasião, o plenário do STF reconheceu aos transgêneros a possibilidade de alteração de nome e gênero no assento de registro civil mesmo sem a realização de procedimento cirúrgico de redesignação de sexo.

Em seu despacho, o ministro Gilmar Mendes informa que somente após receber as informações do chanceler decidirá o pedido de liminar feito na reclamação.

Defesa

A reportagem busca contato com o Itamaraty. O espaço está aberto para posicionamento.

Fora da agenda oficial, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, reuniu-se nos EUA com Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump e agitador de uma onda nacionalista de direita. O encontro ocorreu na noite de quarta-feira, 11, na Embaixada do Brasil em Washington, onde o chanceler está hospedado.

Bannon foi convidado para um jantar, no qual também estava presente o atual encarregado de negócios da Embaixada do Brasil em Washington, o diplomata Nestor Forster. A reunião não estava na agenda de Araújo. Questionada pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a assessoria do ministro informou que Araújo tivera um "jantar privado".

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Uma das pautas da conversa dos diplomatas brasileiros com o americano foi o discurso do presidente Jair Bolsonaro, no dia 24, em Nova York, na abertura da Assembleia-Geral da ONU.

A estreia de Bolsonaro na reunião dos 193 países-membros da organização ocorrerá em meio a questionamentos internacionais sobre a política ambiental brasileira e à repercussão no exterior do aumento das queimadas na Amazônia.

O Palácio do Planalto teme protestos no momento do discurso de Bolsonaro e assessores têm orientado o presidente a moderar suas falas para evitar novos problemas diplomáticos. Até agora, a previsão é que o foco principal do discurso seja a questão ambiental - com defesa da soberania brasileira sobre a Amazônia.

A proximidade de integrantes do governo Bolsonaro com Bannon começou desde a campanha eleitoral, quando o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, se reuniu com o ex-estrategista de Trump.

Demissão

Bannon foi demitido da Casa Branca em 2017 e escanteado pela equipe do presidente Donald Trump. Desde então, ela tenta fomentar pelo mundo uma onda nacionalista e populista de extrema direita.

Em fevereiro, em outra visita de trabalho a Washington, Ernesto Araújo esteve com Bannon na casa onde ele mora e trabalha - que o americano autointitulou como "Embaixada Breitbart", em referência ao nome do principal site de notícias da chamada alt-right americana, o qual presidiu.

Os dois se reencontraram em março, quando Bolsonaro foi a Washington para o encontro com Trump e se reuniu, também em jantar na embaixada, com representantes da direita americana.

Bannon esteve por trás da eleição de Trump e do site Breibart, de plataforma de extrema direta, anti-imigração e de supremacia branca. Ele também foi conselheiro da Cambridge Analytica, consultoria acusada de fornecer dados de milhões de usuários do Facebook para prejudicar Hillary Clinton nas eleições presidenciais americanas de 2016.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou, nesta quarta-feira (11), nos Estados Unidos, que os esforços internacionais para combater as mudanças climáticas são, na verdade, um complô para destruir a soberania nacional.

A menos de duas semanas de uma importante cúpula da ONU sobre o meio ambiente, Araújo atacou o que chamou de uma ideologia de "climatismo" durante visita a Washington.

"Pelo debate que está se dando, parece que o mundo está acabando, e esse é o verdadeiro objetivo do climatismo", afirmou no Heritage Foundation, um 'think tank' conservador.

"Os portadores desta ideologia querem criar um equivalente moral à guerra a fim de impor políticas e restrições que correm contra liberdades fundamentais", opinou o chanceler.

"Como pode alguém, em tempos de paz, sonhar em romper a soberania de um país como o Brasil sobre seu próprio território, dizendo 'a Amazônia está pegando fogo, de novo'? Por causa da ideologia, por causa do grito primitivo da crise climática, 'Vamos salvar o planeta'", declarou.

Araújo aceitou que as mudanças climáticas estão acontecendo, mas lançou dúvidas sobre o consenso esmagador de cientistas de que a ação humana está causando o aumento de temperaturas, além de ter minimizado o impacto dos incêndios no Brasil, que, segundo ele, estão dentro do normal.

O presidente Jair Bolsonaro recebeu muitas críticas internacionais de que suas políticas pioraram a situação na Amazônia - a maior floresta tropical do mundo, vital para compensar as emissões de carbono responsáveis pelas mudanças do clima.

O presidente francês, Emmanuel Macron, lançou a ideia de dar um status internacional à Amazônia, e líderes europeus alertaram que o acordo comercial com o bloco do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estava em risco.

Bolsonaro reagiu e disse que Macron tinha uma "mentalidade colonialista".

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que o aumento dos incêndios na Amazônia ocorridos neste ano é uma "falsa crise" que foi perpetuada pela "ideologia" das pessoas e acabou "colando". Discursando em inglês em um evento em Brasília, ele chegou a admitir que os incêndios cresceram neste ano, mas disse que são menores do que "muitos anos", até quando é possível se comparar pelos registros de satélites. "Falsa crise, falsa interpretação da situação", disse.

Para ele a crise "colou" - única expressão usada por ele em português durante sua fala - por uma questão de "ideologia". "As pessoas olham as imagens e não buscam os fatos", afirmou. Segundo o ministro, é difícil as pessoas acreditarem nos fatos. "É o sistema que está aí. É um vírus. Não é culpa das pessoas. Suas cabeças estão sendo invadidas por um tipo de pensamento que não permite a elas ver a realidade e isso é ideologia", afirmou.

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Araújo disse que o Brasil tem muitos obstáculos porque há pessoas que têm uma agenda diferente "de mediocridade e estagnação", mas que o governo está tentando avançar nisso e enfrentando as "forças das trevas". "Nossa agenda é popular porque pessoas no Brasil entendem o que estamos tentando fazer. Queremos mudar o sistema e não apenas fazer uma mudança aqui e ali", afirmo. Ele citou a "dor do parto" para se fazer mudanças.

Ernesto Araújo ainda citou a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Ele disse que a fala dela sobre a democracia no Brasil estar perdendo espaço é "totalmente absurda e baseada em ideologia". Na sequência, afirmou que algumas pessoas querem "fazer o Brasil parecer mau". Na saída do evento, o ministro disse que tem encontro nesta quinta com chanceler chileno.

O chanceler Ernesto Araújo se manifestou no Twitter sobre as recentes declarações da Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, acusando-a de estar "muito mal informada". De acordo com ele, a avaliação de Bachelet de que "o espaço democrático no Brasil está encolhendo muito" está equivocada pois "qualquer observador atento sabe que o Brasil vive uma democracia plena".

Araújo disse ainda que o que está encolhendo é o espaço da esquerda. "Talvez seja isso o que no fundo a preocupa", comentou o chanceler, que afirmou, ainda, que o espaço da esquerda está encolhendo porque cada vez menos brasileiros acreditam numa ideologia "que só nos deu corrupção e pobreza".

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Bolsonaro

Na manhã desta quarta-feira, 4, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Michelle Bachelet está "defendendo direitos humanos de vagabundos". Ele também atacou o pai da ex-presidente do Chile, morto durante a ditadura militar chilena em decorrência de torturas sofridas no cárcere.

"Senhora Michelle Bachelet, se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 73, entre eles o seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba", disse o presidente. Alberto Bachelet foi um brigadeiro-general da Força Aérea do Chile que se opôs ao golpe de 1973 do general Augusto Pinochet. Ele foi preso e submetido a tortura por vários meses até sua morte, em 1974.

A esposa do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, Maria Eduarda de Seixas Corrêa pegou carona em um avião da Força Aérea Brasileira para ir tirar férias em Paris, na França. A informação é do jornal Folha de São Paulo. 

A carona aconteceu, de acordo com a reportagem, durante deslocamento do ministro para um encontro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na capital francesa, de 20 a 25 de maio deste ano. 

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Maria Eduarda é diplomata e trabalha como chefe da Divisão de Treinamento e Aperfeiçoamento do Itamaraty. A esposa do chanceler foi para Paris, sem pagar passagem e compartilhou o quarto  com o marido no Hotel Bedford. A hospedagem no local, paga pelo governo, tem diárias que variam de 160 euros (R$ 734) a 490 euros (R$ 2.250), de acordo com o número de ocupantes dos cargos. 

À reportagem, a assessoria de imprensa do Itamaraty confirmou que a esposa do ministro foi para a França de férias funcionais, tendo se hospedado com o marido, sem custos adicionais, e pontuou que os gastos de alimentação foram bancados por ela. “Em Paris a conselheira não participou de nenhum evento oficial", observou o comunicado. 

Ainda segundo a reportagem, Maria Eduarda também foi a Buenos Aires, em junho, em um avião da FAB.

O decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos da FAB, permite o uso da frota "somente" para o transporte de vice-presidente, ministros do Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa.

Neste caso, o Itamaraty disse que ela fez parte da comitiva oficial a Buenos Aires e participou de eventos ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"Tanto a Buenos Aires quanto a Paris a conselheira Maria Eduarda foi sem ônus para o governo. Ela não recebeu diárias e não houve nenhum custo adicional envolvido", argumenta o Itamaraty.

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