Tópicos | Vanessa Grazziotin

A Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em face de apelação da Advocacia do Senado, decidiu que a indenização devida pelo advogado Paulo Demchuk, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), à ex-senadora Vanessa Grazziotin por uma agressão no Aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba (PR), deve subir de R$ 15 mil para R$ 30 mil. 

A agressão ocorreu em 31 de agosto de 2016, horas após a aprovação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no Senado. Segundo a ação contra Demchuk, impetrada pela Advocacia do Senado, Vanessa foi agredida verbalmente, em razão de seu posicionamento no julgamento, quando chegava ao aeroporto. O réu também teria usado de força para retirar o celular de Vanessa.

##RECOMENDA##

Em decisão de abril de 2020, o TJDFT decidiu de forma parcialmente favorável à ex-senadora, condenando o réu a uma indenização de R$ 15 mil acrescidos de correção e juros a partir da data do incidente. O juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho considerou que não havia provas suficientes da agressão verbal, mas considerou que não existem dúvidas de que Demchuk agrediu Vanessa ao tentar tirar o celular de suas mãos pelo uso de força física e que, por isso, “submeteu a vítima a constrangimento e vexame suficientes à configuração de dano moral”.

Na época, o advogado-geral do Senado, Fernando Cesar Cunha, comemorou o “efeito pedagógico” da decisão, que ajudará a evitar agressões por posições políticas, mas a Advocacia do Senado entrou com recurso para aumentar o valor da indenização. Os desembargadores determinaram majorar o montante para R$ 30 mil, considerando os efeitos da ampla repercussão do evento.

"Os efeitos lesivos foram otimizados, irradiando exposição indevida da apelante em situação que não deflagrara e somente lhe irradiara vexame e constrangimento. Outrossim, o apelado é advogado bem situado, descerrando a presunção de que detém condições financeiras de suportar compensação superior à estimada sem abalo em suas economias", diz o acórdão.

*Da Agência Senado

Pode ser votado na próxima terça-feira (4) projeto que classifica como abusiva toda publicidade que incite a discriminação baseada em gênero. O texto, que também proíbe o reforço de estereótipos de gênero na exposição de produtos ou serviços para crianças e adolescentes, está na pauta da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). A reunião está marcada para as 11h30.

PLS 332/2015 altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078, de 1990) para estabelecer entre os direitos básicos do consumidor a “proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, incluindo a que reforça a discriminação baseada em gênero”. O projeto relembra ainda que é papel do Estado coibir e repreender esse tipo de discriminação nas relações de consumo.

##RECOMENDA##

Ao apresentar o texto, a ex-senadora Vanessa Grazziotin lembrou que “a discriminação baseada nos papéis sociais estereotipados de homens e mulheres se manifesta na violência doméstica, na injusta divisão de tarefas dentro do lar, na desqualificação do trabalho da mulher, entre outros”. Segundo a senadora, o objetivo do projeto é também quebrar os estereótipos que reforçam um papel de submissão da mulher.

O texto já foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Na CTFC, a relatora é a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que recomenda a aprovação apenas com emendas de redação. Para ela, a discriminação baseada em gênero é um grave problema de cunho social e está na consciência coletiva da sociedade brasileira, motivo pelo qual é necessário combatê-la.

*Da Agência Senado 

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado pode investigar a política de preços cobrados pela Petrobras na venda de combustíveis. O requerimento apresentado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) conta com 29 assinaturas, duas a mais que o necessário para a instalação do colegiado.

Nessa quarta-feira (6), a senadora defendeu em Plenário o início dos trabalhos. Segundo a parlamentar, a CPI vai apurar “os mais de 200 reajustes de combustíveis” ocorridos durante o governo do presidente Michel Temer.

##RECOMENDA##

"O objetivo é fazer um levantamento técnico. Talvez seja a única CPI que não terá necessidade de convocar ninguém: apenas levantar e estudar os dados, para dar condições ao Senado de votar as medidas provisórias e os projetos do governo que jogam para a população brasileira a conta dos R$ 0,46 pelo litro do diesel", disse Vanessa.

O senador Magno Malta (PR-ES) também assinou o requerimento. Mas anunciou que vai pedir a convocação da ex-presidente Dilma Rousseff; do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci; da ex-presidente da Petrobras Graça Foster; e de ex-diretores da empresa condenados por corrupção.

"Só uma CPI dessas pode desvendar os contratos superfaturados. Quero olhar nos olhos dessa canalhada que assaltou a Petrobras e agora está posando de bonzinho como se nada tivesse feito lá", disparou Magno Malta.

Para a senadora Ângela Portela (PDT-RR), a redução dos preços dos combustíveis que pôs fim à greve dos caminhoneiros não pode estar limitada ao óleo diesel. Segundo ela, o gás de cozinha e a gasolina “continuam caríssimos”, e o governo “não dá sinal de interesse em atacar de frente o problema”.

"Temer trocou o presidente da Petrobras. Ele chegou, nem tirou o paletó, e já foi aumentando a gasolina de novo. Por isso, assinei requerimento para investigar a política de formação de preços da Petrobras, que se revelou danosa para o país", afirmou Ângela Portela.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) também defendeu a instalação da CPI da Petrobras. Ele alertou para os riscos de privatização da empresa, que tem reduzido o nível de utilização de refinarias.

"Já há uma excessiva queda, em torno de 70%. Sendo que algumas delas estão operando com uma capacidade próxima a 50%. Ou seja, é a política para desativar a produção e o refino no Brasil, para, depois, privatizar e vender a preço de banana os ativos da Petrobras", disse Otto Alencar.

*Da Agência Senado

Senadoras da oposição decidiram ocupar a Mesa Diretora do Senado para impedir que a sessão de votação da reforma trabalhista tenha andamento. O protesto é protagonizado por Gleisi Hollfmann e Fátima Bezerra, do PT, e Vanessa Grazziotin (PCdoB). Fátima Bezerra, inclusive, estava presidindo a reunião iniciada por volta das 11h. Ao chegar no Plenário, o presidente Eunício Oliveira (PMDB) foi impedido de tomar o assento e suspendeu a sessão. 

Em reação ao protesto, as luzes do Plenário também foram apagadas e as senadoras estão em suas páginas oficiais do Facebook transmitindo ao vivo a manifestação. Segundo Gleisi, "não há outro jeito" de se manifestar contra a proposta e mesmo que a votação aconteça e o texto seja aprovado, não vão ficar "manso", vão "resistir" e se for preciso vão levar velas para o local para fazer uma vigília. "Vamos ficar aqui, vamos resistir", declarou a também presidente nacional do PT.

##RECOMENDA##

"Estamos aqui legitimados pelo voto do povo. Isso aqui é um gesto e um ato de resistência pela clareza que temos do quanto esta reforma vai prejudicar a vida dos trabalhadores", acrescentou a senadora Fátima Bezerra. 

De acordo com o site do Senado, a oposição tem ocupado a tribuna para discursar contra o projeto da reforma trabalhista desde o começo da reunião. O gramado em frente ao Congresso tem a presença de dezenas de sindicalistas. Durante a confusão, profissionais de imprensa e de assessorias parlamentares foram proibidas de entrar no Plenário do Senado.

Ao deixar o local, Eunício Oliveira convocou uma reunião no gabinete da Presidência com diversos senadores e líderes para tratar da retomada da sessão de votação da reforma trabalhista. De acordo com Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), os parlamentares estão discutindo a possibilidade de a sessão ser transferida para o auditório Petrônio Portela, onde cabem mais pessoas que as galerias do Plenário.

[@#video#@]

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Luiz Reis afirmou que o marido da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Eron Bezerra, "recomendou" que a doação eleitoral de R$ 1,5 milhão à parlamentar ocorresse via caixa dois, em 2012. Na época, Vanessa disputava a Prefeitura de Manaus, mas acabou derrotada no segundo turno por Artur Neto (PSDB). O depoimento de Reis serviu de base para a autorização de inquérito contra a senadora e o cônjuge pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

De acordo com Reis, Vanessa o convidou para uma reunião na capital do Amazonas, no dia 24 de agosto daquele ano. No encontro, ela e o marido teriam pedido inicialmente uma quantia maior do que a que acabaram recebendo para a campanha. O delator afirma que não havia nenhuma contrapartida para o repasse e que era comum a empreiteira "investir" em políticos considerados promissores.

##RECOMENDA##

"Não tínhamos nenhum interesse específico, se não o interesse com ela. Uma pessoa capaz, moça, de um partido com o qual a Odebrecht não tinha nenhuma relação e que se mostrava um expoente", contou. "A gente não tinha um interesse específico em Manaus, o interesse era criar uma relação com um partido que a gente não tinha, uma pessoa jovem, de futuro, isso sim era uma das coisas que a gente fazia que era apostar no crescimento, desenvolvimento de políticos jovens com discurso arrumado", continua em outro trecho.

Em nota, a senadora afirma que as doações feitas para suas campanhas "foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral". "Diante da autorização, pelo STF, de abertura de inquérito para investigar as doações da campanha de 2012, quando fui candidata à prefeita, reafirmo que estou tranquila, pois tenho consciência que não cometi qualquer tipo de ilegalidade. Confio que isso será provado a partir das investigações", afirma a parlamentar.

O espaço feminino do Legislativo pode ser ampliado caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/2015, que reserva 30% das vagas na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais para as mulheres, seja aprovada pelo Congresso. O texto, que está pronto para ser votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, é de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Originalmente, a PEC estabelecia uma transição entre o atual modelo de composição das Casas e a paridade dos gêneros. Na primeira eleição após a promulgação da emenda, seriam reservadas pelo menos 30% das vagas para mulheres. Esse número seria aumentado em cinco pontos percentuais a cada eleição, até chegar aos 50%.  

Entretanto, a relatora do texto na CCJ, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), decidiu acatar emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que estabelece a reserva de 30% das vagas para mulheres, sem regra de transição. Para ela, é uma maneira de aumentar as chances de aprovação do texto, sem deixar de lutar por mais progressos no futuro.

Retrato da população

Para Vanessa Grazziotin, a maior participação feminina na política fortalece o parlamento porque o torna um retrato mais fiel da população. Na época em que o projeto foi apresentado, o percentual de mulheres na Câmara e no Senado era de 10% e 16%, respectivamente.

"As mulheres brasileiras constituem a maior parte da população. Somos a maioria também no eleitorado. No entanto, nossa presença na Câmara dos Deputados e no Senado Federal não reflete nem nossa importância na população, nem nossa relevância socioeconômica", argumentou a senadora ao defender a proposta.

Se aprovado na CCJ, o texto terá de ser votado em dois turnos pelo Plenário do Senado, antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

O juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal, de Brasília, marcou o depoimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e outros cinco investigados são acusados pelo Ministério Público por tentativa de obstruir a Operação Lava Jato.

Grazziotin foi uma das líderes da tropa de choque da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment no Senado. A audiência da senadora foi marcada para 15 de fevereiro de 2017, às 14h.

##RECOMENDA##

Também são réus nesta ação penal o advogado Edson de Siqueira Ribeiro Filho, o ex-assessor de Delcídio Diogo Feireira Rodrigues, o banqueiro André Santos Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, e o filho de Bumlai, Maurício.

O suposta obstrução de Justiça de caso já havia sido denunciada pelo Procurador-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, em dezembro do ano passado. No entanto, em decorrência da perda de foro privilegiado do ex-senador envolvido, Delcídio Amaral, e também pelo fato de o crime ter ocorrido em Brasília, a denúncia foi enviada à Justiça Federal do Distrito Federal. Com essa redistribuição, o Ministério Público Federal do Distrito Federal foi acionado para se manifestar sobre a ação penal e concluiu pela confirmação integral da denúncia prévia de Janot.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), em seu pronunciamento no julgamento do processo de impeachment, nesta terça (30), disse que esse era talvez o momento mais triste que já viveu. “O que acontecerá aqui não é um impeachment, é uma ditadura política. Vou andar pelas ruas de cabeça erguida. Não tenho problema em perder os votos que recebi porque fiquei ao lado da justiça”, disse a senadora. 

Grazziotin questionou, assim como no seu depoimento nessa segunda (29) quais os crimes que Dilma Rousseff teria cometido. “Onde está o crime praticado por Dilma? É um erro crasso e que cobrarão um preço amargo. A estes eu não digo nada. Os fatos nos levam a repetir o que disse a presidente ontem: para se fazer justiça é necessário que o conteúdo de uma sentença seja justa. Jamais haverá justiça na minha condenação”, declarou.

##RECOMENDA##

Ela pediu que a hipocrisia fosse deixada de lado. “O Brasil não será o troféu dos hipócritas. Não há ninguém aqui neste Senado que acreditem nos crimes que estão em discussão e há os que não se intimidam em dizer, sem nenhum constrangimento, que querem tirar Dilma pelo conjunto da obra. Até que ponto estamos dispostos a rasgar a Constituição? Uma presidente democraticamente eleita. Até que ponto os fins justificam os meios? É isso que estamos discutindo e são respostas que precisamos dar. O que entendemos de justiça? Que espécie de democracia é o Brasil? Este país tem sede de justiça”, acrescentou Vanessa Grazziotin.

 

Uma das principais aliadas de Dilma Rousseff (PCdoB), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) fez um discurso acalorado e que foi acompanhado de algumas manifestações no plenário do Senado, na tarde desta segunda-feira (29). Isto porque a senadora atribuiu ao PSDB a formulação do processo de impeachment de Dilma. “Esse processo tem o carimbo do PSDB, que o encomendou a Janaina Paschoal por R$ 45 mil. Infelizmente esse processo também teve ajuda do Tribunal de Contas da União (TCU)”. Além de afirmar que se trata de uma “trama” tucana, ela afirmou que o processo não passa de um “golpe” contra a presidente eleita.

“Ouvimos várias vezes que ela cometeu estelionato, isto não é verdade. Ai quando falo a verdade, vocês não querem ouvir”, acrescentou, após retomar a fala interrompida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, na tentativa de acalmar os ânimos dos que estavam no plenário. 

##RECOMENDA##

Ao disparar contra os tucanos alguns parlamentares favoráveis ao afastamento permanente de Dilma e do PSDB, houveram reclamações que foram interpeladas pelo dirigente da sessão, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. O ministro alegou que todos os parlamentares que falaram antes de Vanessa tiveram toda a liberdade de discursar sem interrupções e que todos deveriam se conter para a fala da senadora ser concluída.

Ao ter a palavra concedida, Dilma foi concisa e não polemizou em relação a autoria do processo ao qual está respondendo. Mas fez questão de frisar mais uma vez sua inocência e disse o que pretende fazer se retornar à Presidência da República. “Um pacto seja possível por cima [apenas com os políticos], mas tecido pela população”. “Que ela seja chamada a se posicionar tanto sobre as eleições diretas e quanto a reforma política”, salientou. “Quero dizer que acredito, sinceramente, em havendo uma decisão que autorize o impeachment sem crime de responsabilidade não só estaremos diante de um golpe, mas sobretudo diante de uma verdadeira eleição indireta, um retrocesso as práticas que supera os depois da resistência democrática e do fim da ditadura militar”, acrescentou. 

 

*Com Giselly Santos

O auditor de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) Antônio Carlos Costa D’Ávila disse, na quinta-feira (25), na posição de testemunha do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff (PT), declarou que as "pedaladas fiscais" do governo da presidente afastada causaram um "dano muito grande" ao país. Na tarde desta sexta-feira (26), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), no Senado Federal rebateu: “O auditor D´Ávila contribuiu com a elaboração da representação do Tribunal de Contas da União. Ele deu o primeiro parecer técnico acatando algo que ele mesmo ajudou a fazer”, disparou.

“Descumprimento de meta fiscal é crime? Que lei diz isso? E onde se diz que deve ter essa punição rigorosa? Estão substituindo a vontade popular e não podemos ouvir isso calado. Ninguém vai para o matadouro calado. Vamos debater até no último momento. Isso é um golpe, cravou a senadora.

##RECOMENDA##

Vanessa questionou se o ato praticado pela presidente Dilma por ser imputado como crime de responsabilidade com relação ao plano safra. "Gostaria de fazer um bom debate porque é professor do direito, da área penal, uma área importante. Querem incriminar Dilma", disse Grazziotin, referindo-se ao consultor jurídico Geraldo Prado, testemunha de defesa da presidente afastada.

Humberto Costa (PT) também se posicionou, no Senado, contra a condenação de Dilma. "Toda fundamentação do impeachment é porque ela (Dilma) não fez contingenciamento de gastos maior do que fez em 2015. Quem considera que houve contingenciamento inadequado, pode alguém pedir impedimento da presidente por essa razão”, questionou. 

Candidata a prefeita de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB) afirmou, nesta sexta-feira (12), que durante a campanha pretende desmistificar a ideia de desgaste da população pelo modelo do PCdoB de governar a cidade. Segundo ela, a “palavra de força” para o pleito é “inovar” e mostrar que, apesar de ser o mesmo partido finalizando 16 anos de administração e pleiteando mais quatro, será instalado um “novo ciclo” e com maior participação popular.

“A gente tem que se reinventar, por isso que a palavra força é inovar. Aí então, este será um novo ciclo. Daí a nossa insistência em ser um ambiente eminentemente de debate para possibilitar uma discussão mais crítica, mais assertiva, das pessoas se envolverem mais. Reconhecer os nossos erros, consertar e partir para frente”, argumentou, durante um café da manhã com a imprensa para explicar o mecanismo do Ciclo de Debates Cidades Mais Humanas que vai abrir a discussão sobre o programa de governo dela. 

##RECOMENDA##

Para Luciana, a eleição deste ano em Olinda será uma das mais difíceis. “Temos plena consciência de que será uma das eleições mais duras e difíceis que vamos participar. Tem um legado, que a gente não se envergonha dele, muito pelo contrário, só temos a afirmar e defender que não é um legado pequeno.

Além de enfrentar o discurso do novo, que certamente será utilizado pelos palanques adversários, a comunista também vai precisar saber lidar com a má avaliação de governo do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), indicado por ela para sucessão. Sob a ótica da comunista, “os problemas são óbvios”, mas ela vai tentar superar. Indagada sobre como será o protagonismo do aliado durante o pleito, Luciana garantiu: “cada qual no seu quadrado, fazendo seu papel”. 

“É inevitável que [a avaliação negativa de Renildo] repercuta, mas a campanha ajuda as pessoas a se formar, politiza muito. Você vai ali, no debate, para mostrar os feitos e isso vai reduzir o próprio desgaste que é até natural numa cidade como Olinda”, pontuou. “Ele precisa inaugurar. Se Renildo quisesse inaugurar obras até o ano que vem não daria tempo. Eu disse a ele: ‘entregue essas obras’. Na campanha vai ser cada qual no seu quadrado, fazendo seu papel. Ele cuidando da cidade, na articulação política, fazendo entregas e participando de eventos maiores”, completou Luciana. 

Entre os principais anseios da população, a candidata afirmou que pretende focar na “manutenção da cidade”. “É o principal clamor da população, além de segurança, mas este você vai compor e procurar uma política para integrar com a estadual. Dizer que vai resolver é pretensão. As obras estruturantes são reais, mas tem problemas, óbvio. Impossível não ter com os limites que Olinda tem. Mas vamos apresentá-los, no sentido de superar”, frisou. 

[@#galeria#@]

O seminário “Cidades Mais Humanas - Construindo hoje a cidade do Amanhã" é promovido pela Fundação Maurício Grabois, do PCdoB, e vai debater, entre outras coisas, estratégias para a economia, o desenvolvimento urbano e a gestão da máquina pública local. “A partir daí o debate vai ser permanente, vamos criar grupos temáticos durante a campanha toda e depois a mesma coisa na gestão. Vamos criar mecanismos. Tem vários conselhos que precisam atuar de uma maneira melhor. Ou seja, botar para moer. Isso vai gerar uma gestão crítica e vai otimizar o modo de governar”, detalhou Luciana. 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que participou do encontro pela manhã, a vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão (PCdoB), o urbanista Jan Bitoun e a economista Tânia Bacelar participam do evento que acontece durante a tarde de hoje. 

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) negou, nesta sexta-feira (12), os rumores de que a base aliada teria entregado a luta contra o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Segundo ela, a fase de pronúncia no Senado, que resultou na aprovação do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) por 59 votos a 21, não era foco dos aliados da petista, mas a reversão dos votos para o julgamento final, quando os parlamentares favoráveis a destituição de Dilma já vão ter uma perspectiva ampla de como será uma gestão comandada pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB). 

“Nós não teríamos condições neste espaço de tempo de tirar deles a maioria simples. Você está numa guerra, não pode mostrar antecipadamente as suas armas. Se você faz isso, dá espaço para os inimigos destruí-las. Esses números que estão postos não são reais, nem do lado deles, nem do nosso lado”, argumentou, durante um café da manhã com a imprensa em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). “Nunca tivemos expectativa com esta fase. Quase que a gente pulou, por uma razão tática, de estratégia mesmo. Primeiro tivemos a admissibilidade, claro, tentamos fazer muita coisa, mas o clima já veio contaminado de lá [da Câmara] e dos acordos fresquinhos que Michel Temer, esse interino, fez com o parlamento”, acrescentou. 

##RECOMENDA##

Para a senadora, parte do agravamento do cenário também é culpa do PT, mas garantiu: “não jogamos a toalha e na carta ao Congresso vai ter a palavra golpe sim”. “Que o PT é problemático todo mundo sabe, mas não a este ponto [de jogar a toalha]. Ai já é muita intriga. Nós que não somos do PT, carregamos mais o ônus do que o bônus do governo sempre, tínhamos claro que naquele momento [do ajuste fiscal] ela estava fazendo uma inflexão, que ia de encontro ao nosso programa, mas era necessário para ver se salvava [o país] não é? Ou seja, garantia os dedos e deixam-se os anéis. Enquanto a gente estava lá o PT estava bombardeando”, disparou.

Na conversa, Grazziotin deixou a entender que os articuladores pró-Dilma no Senado têm trunfos, além da tão falada estratégia de convencimento, para utilizar nesta reta final de análise do processo. “Qualquer fato pode influenciar e sabem que a cada dia que passa a avaliação de Temer vai cair, e muito... Eles têm que manter os 54 [votos] e nós para tirar os 54 deles temos que arrumar seis. Com tudo isto que eles vêm fazendo, vocês tem ideia do que é criar um grupo de seis? O que move o político é a perspectiva de poder. Os senadores votaram porque eles acharam que se nós tínhamos não tínhamos votos para barrar a admissibilidade, mas se eles vislumbrarem o contrário?”, indagou a senadora, que está em Olinda para uma agenda de pré-campanha de Luciana Santos (PCdoB).

[@#video#@]

Sob a ótica da senadora, se os aliados conseguirem mudar o pensamento de “algumas peças chaves, vários mudam”. “Tem o efeito manada”, salientou, pontuando que a intenção da interinidade é respaldada pelas afirmações do senador Romero Jucá (PMDB). “Ele que disse: precisa desta interinidade para fazer medidas que nenhum eleito consegue fazer e acabar com a Lava Jato”, frisou. “Se por um lado, eles dizem que Dilma perdeu a governabilidade e, isto é fato, pois eles fizeram com que isso acontecesse, por outro, verdade maior ainda, é que ele [Temer] não tem legitimidade, não só para continuar na cadeira, mas principalmente para aplicar o que ele está querendo fazer. O Michel já caiu na rede [da Lava Jato]. Se ele se efetiva no poder ele vai ter imunidade processual”, lembrou. 

Vanessa Grazziotin reconheceu ainda que Dilma perdeu a governabilidade, mas, segundo ela, isso aconteceu por causa do próprio parlamento que se deixou ser “levado pela postura pessoal” de Eduardo Cunha (PMDB). 

Firme defensora do fim do processo de impeachment, por considerar as acusações contra a presidente afastada Dilma Rousseff improcedentes, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) admite que, mesmo que voltasse ao Planalto, a petista não teria condições de governar. “Nós que defendemos a presidenta Dilma achamos que ela não tem mais condições de governabilidade e não seríamos nós senadores e senadoras irresponsáveis de apenas defender a volta dela para ampliar uma crise que não é só política, mas é econômica também”, frisou.

"Estamos oferecendo uma alternativa de governabilidade ao Congresso e ao povo brasileiro, que é de caso ela [Dilma Rousseff] volte, ela apoiará a realização imediata de um plebiscito para que a população brasileira diga se quer antecipar as eleições", informou.

##RECOMENDA##

Nessa segunda-feira (8), Dilma voltou a defender a realização do plebiscito. Mas para ela, é necessário que seja realizada uma "reforma política ampla". Ela ainda não poupou críticas ao governo interino de Michel Temer, que, segundo Dilma, não ter condições de realizar qualquer reforma. "Não é possível, pois ele (governo) é o antipacto nacional", disparou.

O Senado decide, nesta terça-feira (9), se Dilma Rousseff vai a julgamento final no plenário. Se os parlamentares aprovar o texto, o julgamento deve acontecer até o final do mês. Caso os senadores rejeitem, o processo será arquivado e a presidente voltará ao comando do país.

Senadores aliados da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) se reuniram com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, para pedir que ele não apressasse a condução dos trabalhos finais do processo de impeachment. Em entrevista à Agência Senado, após o encontro na noite dessa quarta-feira (3), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) informou que o magistrado garantiu que não pretende atropelar prazos já estipulados pelo calendário da comissão especial.  

O possível adiantamento dos trabalhos, anunciado pelo presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), tem preocupado os agora oposicionistas. “Estamos muito preocupados com a possibilidade de apressar tudo, de querer adiantar, atropelar o processo”, afirmou a comunista.

##RECOMENDA##

O início do julgamento final está previsto para o dia 29 de agosto, mas Renan afirmou que a data pode ser antecipada para o dia 25.  Lewandowski, segundo Vanessa, já descartou a possibilidade de sessões aos sábados e domingos, mas disse recentemente que o julgamento pode terminar ainda em agosto.

Além da comunista, participaram da reunião o advogado de defesa da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, e as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fátima Bezerra (PT-RN), além de Lindbergh Farias (PT-RJ). 

Nesta quinta-feira (4), às 9h, está agendada a votação do parecer do relator Antônio Anastasia (PSDB-MG) que recomenda a continuidade do processo e o julgamento de Dilma. O texto foi apresentado na última terça (2) e foi tema de discussões acaloradas na comissão especial. Senadores que defendem o impeachment de Dilma elogiaram o texto como “irretocável” e “claro”. Por sua vez, os parlamentares que defendem a presidente afastada afirmaram que o documento concretiza um “golpe sorrateiro”.

Para se tornar o parecer oficial da comissão, o relatório precisa dos votos da maioria simples dos membros do colegiado. Depois, seguirá para a análise do Plenário. Caso a maioria simples dos 81 senadores decida pela continuidade do processo, a presidente afastada será julgada no fim do mês. Se condenada ela perde o cargo e os direitos políticos por oito anos. 

A Comissão de Impeachment volta a se reunir nesta quarta-feira (3) para discutir o parecer final do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), que pede o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff. Opondo-se a esse posicionamento, os senadores aliados da petista apresentaram um voto em separado, onde defendem o fim do processo.

O texto foi assinado pelos senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Faria (PT-RJ), Humberto Costa (PT-PE), Telmário Mota (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Kátia Abreu (PMDB-TO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A matéria só chegará a ser discutida no colegiado, se o relatório de Anastasia for rejeitado. A votação está marcada para esta quinta (4).

##RECOMENDA##

No voto, os oito senadores concluem que é “indevida e impertinente a motivação para que se efetive o impeachment da presidenta Dilma”. “Não há fundamentação técnica plausível para as alegações fáticas, tampouco aderência jurídica dos fatos aos tipos legais apontados. É chocante a ausência de provas, que foram catadas a qualquer custo apenas em opiniões visceralmente apaixonadas, mas sem lastro jurídico”, salientaram.

O texto também não poupa críticas à condução do processo e acusa os integrantes do PSDB de tentarem dar um golpe político. Segundo os parlamentares, o pagamento por parte dos tucanos pela elaboração da representação contra Dilma representa uma afronta à legislação do Brasil, que estabelece “legitimidade ao cidadão, não a partidos políticos, para oferecimento de denúncia por crime de responsabilidade”. A crítica segue ao relator e ao PSDB, “que nunca reconheceu a última derrota nas eleições”, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo os senadores, agiu por vingança após o PT declarar ser favorável ao processo de cassação dele.

Para os aliados de Dilma, as razões alegadas como crime de responsabilidade são inconsistentes. “A própria perícia técnica, demandada por nós mas constituída integralmente pelos que são favoráveis à Acusação, ofereceu Laudo acachapante das teses dos denunciantes: (i) não há ato comissivo da Senhora Presidenta em relação aos procedimentos do Plano Safra; (ii) os decretos e os atrasos no pagamento dos passivos ao Banco do Brasil em relação ao Plano Safra se deram sob a presunção de legitimidade; (iii) os decretos foram assinados com base em pareceres técnicos e jurídicos atestando sua adequação e afirmando a compatibilidade das alterações orçamentárias com a obtenção da meta fiscal fixada para 2015”, justificaram.

Ele ainda citaram a conclusão do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Ivan Claúdio Marx, que escreveu um parecer pedindo o arquivamento da denúncia contra a presidente relativa às pedaladas fiscais. "Caiu por terra todo o discurso jocoso e desrespeitoso da oposição de que a presidenta Dilma Rousseff deveria ser condenada por crime de responsabilidade em face das pedaladas fiscais", salientou Vanessa Grazziotin. "Dar prosseguimento ao processo significa a consolidação de um golpe! Golpe que, mesmo sem o uso das armas, desrespeita a ordem jurídica, fere a soberania popular e enfraquece a democracia brasileira", concluiu.

O voto fala ainda em preconceito de gênero e misoginia. "Primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil, Dilma tem sido vítima de xingamentos sexistas, de depreciação da figura feminina e outras violências que a atacam enquanto mulher. O processo ocorre desde as eleições de 2010, mas se agravou sobremaneira nos últimos anos, quando as ações pelo golpe começaram a ser engendradas", disse Vanessa. "Foi utilizada toda espécie de argumentos, dos mais patéticos aos mais ultrajantes, não só à figura da presidenta da República e ao seu governo, como às conquistas democráticas obtidas por nosso povo", completou Gleisi Hoffmann.

Embora seja dada como certa a aprovação do relatório de Anastasia - que consequentemente fará com que o voto em separado nem seja discutido -, os senadores aliados de Dilma acreditam que o processo possa ser revertido no plenário. “A sanha ao apoderamento ilegítimo é um retrato desse golpe maquinado por um grupelho, que contou com o apoio de setores do empresariado e da mídia. A guerra ainda não acabou. Vamos à votação no plenário do Senado reverter essa situação”, disse Humberto Costa.

A comissão especial que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado rejeitou as questões de ordem apresentadas pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que pediam a suspeição do relator da matéria Antonio Anastasia (PSDB-MG) e a suspensão do pedido porque as contas de 2015 da gestão petista ainda não foram analisadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo Congresso Nacional.

O presidente da colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), lembrou que a questão da suspeição já havia sido decidida em outra reunião, não cabendo mais discussão. No caso do pedido de suspensão do processo, a senadora recorreu da decisão, o que levou a consulta ao Plenário da comissão, que confirmou a posição do presidente.

##RECOMENDA##

Segundo Vanessa, não seria possível analisar a edição de decretos de suplementação orçamentária pela presidente Dilma Rousseff em 2015 — um dos fundamentos do pedido de impeachment — porque as contas presidenciais referentes a esse ano sequer foram analisadas pelos órgão fiscalizadores. 

Ela também questionou o fato de o pedido de impeachment ter sido protocolado em outubro e aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em dezembro, antes mesmo do fim de 2015, o que tornaria impossível avaliar o cumprimento ou não de metas fiscais.

"Vejam os senhores o circo que está querendo se montar. Onde está o princípio da anualidade? Tentaram explicar ontem [em audiência com especialistas favoráveis ao impeachment] e não conseguiram", argumentou a comunista.

Em contraponto a postura da parlamentar, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) classificou o questionamento como “pueril”. Ele afirmou que não se pode confundir a exigência de parecer prévio do TCU para aprovação das contas presidenciais com os atos analisados no processo de impeachment.

*Com a Agência Senado

"É possível ter a aprovação das contas e o Congresso entender que houve crime de responsabilidade", rebateu o tucano, que também chamou a nova tentativa de afastar Anastasia da relatoria de “visível manobra de procrastinação”.

A Comissão do Impeachment do Senado rejeitou nesta terça-feira, 3, um pedido apresentado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para arquivar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. A senadora argumentava que a análise não deveria sequer ocorrer porque se baseava em atos tomados em 2015 pela petista, mesmo com o ano não tendo sido encerrado.

Inicialmente, o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), havia rejeitado o pedido com o argumento de que ele se confundia com o mérito do impeachment. Ele destacou que, na legislação sobre o caso, não está previsto o arquivamento sumário desse tipo de processo.

##RECOMENDA##

A senadora recorreu da decisão ao plenário da comissão. Ela disse que não se pode julgar a presidente por fatos de 2015, uma vez que o Congresso nem sequer apreciou as contas da presidente do ano passado. "Com que provas estamos trabalhando se não há uma avaliação final?", questionou.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que não há, na legislação que rege o impeachment, qualquer vinculação entre o julgamento da presidente e a votação, pelo Congresso, das contas do governo Dilma. "A senadora Vanessa confunde alhos com bugalhos, não há como fazer conexão de uma coisa com outra", disse.

Em seguida, o plenário da comissão rejeitou o pedido em votação simbólica. Cinco senadores governistas, entretanto, fizeram questão de votar pelo arquivamento do pedido.

O colegiado vai ouvir três convidados para se manifestar. São eles: Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e Ricardo Lodi Ribeiro, professores de Direito, respectivamente, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); o terceiro convidado a falar é Marcello Lavenère, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um dos signatários do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992.

Após uma discussão intensa contra e a favor da indicação do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, ele foi eleito por 16 votos a cinco. O tucano era a única indicação para o cargo, mas parlamentares governistas pediram o impedimento do nome mineiro por ele ser do mesmo partido do senador Aécio Neves, rival da presidente Dilma na última eleição. 

A votação foi antecedida por questões de ordem das senadoras Gleise Hoffman (PT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Rejeitadas pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB) e pela maioria dos integrantes da comissão. 

##RECOMENDA##

Com esta primeira sessão de trabalho, começa a contar o prazo de 10 dias para que a comissão conclua e vote, por maioria simples, um parecer indicando ou não a continuidade do processo. 

Ao tomar posse, o tucano disse que presente desempenhar o seu papel com “serenidade e seriedade”. E prometeu que apresentaria o parecer no dia 4 de maio, dando, segundo ele, tempo para que a defesa se posicione novamente no dia 5 e a votação do relatório aconteça no dia 6.

As senadoras Gleise Hoffman (PT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentaram questões de ordem quanto à indicação do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado. Colegiado já elegeu, na manhã desta terça-feira (26), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) como presidente.

Ao se pronunciar Grazziontin pediu para que seja incluído o nome do advogado Flávio Henrique Costa Pereira, coordenador jurídico nacional do PSDB, como um dos subscritores do pedido que culminou na abertura do processo, ao lado do jurista Hélio Bicudo e dos advogados Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal.

##RECOMENDA##

Já Hoffman justificou o questionamento alegando que a postura do PSDB, como apoiador do impeachment, pode prevalecer diante da construção de um eventual relatório feito pelo tucano. “Nossa responsabilidade é muito grande. O que estamos fazendo aqui não tem nada haver com as qualidades morais e de senador com Anastasia. O que colocamos aqui é uma suspensão com relação ao partido político do senador. Apelo a esta comissão, não queremos fazer disso um cavalo de batalha. Queremos ter aqui um senador que possa fazer um relatório sem se ater ao posicionamento do partido”, disse.   

Líder do governo na Casa, o senador Humberto Costa (PT) também se posicionou contrário a indicação. Para ele “é preciso isenção” na tramitação do processo. “Reitero que temos outros nomes para relatoria, como os senadores Fernando Bezerra (PSB-PE) e Roberto Rocha (PSB-MA)”, indicou.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e integrantes da oposição apresentaram na tarde desta segunda-feira, 11, um requerimento pedindo a convocação de Meire Bonfim Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso durante as investigações da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal. À revista Veja deste fim de semana, a ex-contadora revelou detalhes do suposto esquema de pagamento de propina a políticos usando recursos da Petrobras.

"É de suma importância a oitiva da senhora Meire Bonfim Poza, para que esclareça as declarações à revista Veja, de que foi testemunha das ações coordenadas pelo senhor Alberto Youssef durante três anos, manuseando notas fiscais frias, assinando contratos de serviços inexistentes, montando empresas de fachada e organizando planilhas de pagamento. Como o cerne de suas declarações também relaciona as atividades criminosas da qual foi testemunha com o escopo das investigações que temos realizado, julgo importantíssimo que possamos ouvi-la", afirmou a senadora, na justificativa do requerimento. A reportagem tentou, sem sucesso, falar com a senadora do PCdoB.

##RECOMENDA##

No domingo, 10, o relator da CPI mista, deputado Marco Maia (PT-RS), já havia defendido a convocação da ex-contadora de Youssef dizendo que ela já aceitou colaborar com as investigações da Polícia Federal a respeito das relações do ex-chefe com políticos e empreiteiras. Meire prestou dois depoimentos à PF em julho, um no dia 23 e outro no dia 25. Ambos foram publicados na íntegra pelo blog do repórter Fausto Macedo, do portal Estadão.com. Para o petista, ela é "uma peça importante no processo de investigação da própria CPI".

A oposição também apresentou dois pedidos para ouvir Meire, um do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), e outro do deputado Izalci (PSDB-DF). O DEM, por meio dos deputados Rodrigo Maia (RJ) e Onyx Lorenzoni (RS), também divulgou nota em que anuncia que vai pedir também a convocação da ex-contadora. Como nesta semana não estão previstas sessões para votação de requerimentos na CPI mista, a tendência é que o pedido de convocação de Meire não seja votado até sexta-feira, 15.

A comissão vai ouvir na quarta-feira, 13, à tarde o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Em nota ao jornal O Estado de S. Paulo, em março, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o resumo feito por Cerveró e embasou a compra de metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), era falho e, se tivesse tido acesso a todas as cláusulas omitidas por ele, não teria avalizado a operação.

A CPI da Petrobras do Senado, por sua vez, marcou para a quarta-feira de manhã uma sessão para votação de requerimentos. Nenhum deles, até o momento, refere-se à ex-contadora de Youssef. A comissão exclusiva do Senado está sob pressão desde que foi levantada a suspeita de que haveria uma combinação de perguntas e respostas entre integrantes da CPI e depoentes ligados à estatal. Desde o início dos trabalhos, esse colegiado é boicotado pela oposição, que centra esforços na CPI mista. A reportagem não conseguiu falar com o relator da comissão, senador José Pimentel (PT-CE).

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando