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O Ministério da Educação (MEC) decidiu, na última sexta-feira (10), estender o prazo para estudantes do Espírito Santo comprovarem os documentos informados no ato de inscrição no Programa Universidade Para Todos (ProUni) até o dia 15 de fevereiro. De acordo com o MEC, a mudança tem como objetivo não prejudicar os alunos capixabas devido à crise na área da segurança pública enfrentada pelo estado. Nos demais estados, o prazo continua sendo o dia 13. A lista de documentos pode ser consultada na página do MEC no espaço reservado ao ProUni.

Há sete dias, parentes de policiais militares do estado, principalmente esposas, estão reunidos em frente à 6ª Companhia, no bairro de Feu Rosa, no município de Serra, na Grande Vitória, bloqueando a saída de viaturas. Os protestos se estenderam para outros batalhões durante o último fim de semana e atingem todos os quartéis do estado.

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Entenda o caso

Sem policiamento nas ruas, a rotina dos capixabas mudou de forma drástica, já que muitos não conseguem sair para trabalhar nem estudar pela falta de segurança nas ruas. Nas redes sociais, há vários relatos de furtos, arrombamentos e roubos pelas ruas de várias cidades do estado.

Escolas, unidades de saúde, boa parte do comércio, bancos, repartições públicas estão fechados desde a última segunda-feira (6). Supermercados estão lotados e com longas filas. Os ônibus, que tinham voltado a circular na quinta-feira (9) pela manhã, retornaram para as garagens, após a morte de um sindicalista rodoviário. Desde a última segunda-feira, militares das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança estão no estado fazendo o patrulhamento nas ruas em substituição aos policiais militares.

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O governo federal autorizou o pedido de prorrogação da atuação das Forças Armadas na Região Metropolitana do Recife (RMR) até o dia três de janeiro de 2017. De acordo com informações do Ministério da Defesa, o efetivo das tropas no Grande Recife, atualmente 3.500 militares, deve ser reduzido e ainda nesta terça-feira (20) o governo de Pernambuco divulgará o número de oficiais que permanecem atuando na Operação Leão do Norte. 

A solicitação da permanência das tropas do Exército, Marinha e Aeronáutica foi feita pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, na última sexta-feira (16). O prazo inicial para o fim da Operação das Forças Armadas terminaria na última segunda-feira (19). O Ministério da Defesa informou que os custos da prorrogação dos militares à frente da segurança pública no Grande Recife serão de responsabilidade do governo federal e que os números ainda serão divulgados.

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Desde o dia 6 de dezembro, os policiais militares de Pernambuco seguem trabalhando em operação-padrão, ou seja, não aderindo ao Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES). Em números, isso significa redução de 50% dos PMs nas vias públicas. A nova rodada de negociação do governo de Pernambuco com a Polícia Militar será realizada no dia 4 de janeiro, um dia após encerrar o prazo da permanência das tropas militares no Grande Recife. 

Com a onda de violência e insegurança pública no Estado no fim do ano, na última sexta-feira uma portaria assinada pelo Secretario de Defesa Social (SDS), Ângelo Gioia, no Diário Oficial do Estado, informava que profissionais do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, Militar e Científica terão que suspender as férias de fim de ano e retornar imediatamente ao trabalho no período de 15 a 31 de dezembro. 

Ao todo, 400 PMs da Região Metropolitana do Recife e mais 400 no interior do Estado devem retornar às atividades. No Corpo de Bombeiros, o número de profissionais é de 404 e na Polícia Civil de 428. A partir do dia dois de janeiro, os profissionais terão as férias regularizadas.

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Com os policiais militares de Pernambuco trabalhando em operação-padrão, iniciada no último dia 6, as Forças Armadas assumem a segurança pública no Grande Recife em caráter operacional. A Operação Leão do Norte agrupou aproximadamente 3.500 militares para atuar com as mesmas competências da PM e tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica realizam um patrulhamento ostensivo, revistas em pessoas e prisões em flagrante, caso necessário.  

Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado (10), o Comando Militar do Nordeste explicou a logística da atuação das Forças Armadas e reiterou que as ações são de caráter preventivo e repressivo. A estimativa é de que na primeira fase da Operação, 1.540 militares já estejam nas ruas durante este sábado. Até o próximo domingo (11), batalhões de todo o Nordeste devem chegar ao Grande Recife para reforçar a segurança.

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O novo secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, explicou que as ações das Forças Armadas serão realizadas de forma conjunta com os órgãos de segurança de Pernambuco, como as polícias Civil e Militar. "A operação será feita de forma integrada com os batalhões da PM. O que muda é que o Exército passa a comandar as atividades de segurança no Grande Recife", disse. O secretário frisou ainda que a intervenção militar não é uma consequência da violência em Pernambuco, mas sim uma ação direta diante da redução do trabalho da PM.

À frente do controle dos órgãos de segurança pública, o general de Brigada Francisco Humberto Montenegro Junior, comandante da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, disse que, caso seja necessário, as Forças Armadas podem alterar o prazo do término da Operação, dependendo do aval dos governos Federal e Estadual. A ação foi solicitada pelo governador, Paulo Câmara, e autorizada pelo presidente da República, Michel Temer, na quinta-feira (9). O decreto foi publicado no Diário Oficial da União.

Segundo o General Montenegro, a Região Metropolitana do Recife foi dividida em oito áreas chaves para a atuação direta dos militares. Em termos práticos, a intervenção deverá ser feita de forma cuidadosa prezando pela segurança dos pernambucanos. O general de Exército Artur Costa Moura, comandante Militar do Nordeste, pontuou que as tropas podem agir em viaturas blindadas, a pé, em jipes e até por helicópteros, trazidos de São Paulo para reforçar a atuação no Grande Recife. O emprego das Forças Armadas é previsto no artigo 142 da Constituição Federal, na Lei Complementar 97.

Impasse

Policiais Militares e Bombeiros de Pernambuco iniciaram as manifestações, em busca de aumento dos salários e melhoria das condições de trabalho, desde o último dia 6 de dezembro. Já nesta sexta-feira (9) os líderes do sindicato dos policiais militares, Alberisson Carlos e Nadelson Leite, tiveram suas prisões administrativas deflagradas durante assembleia. 

Para o secretário de Defesa Social, as prisões foram contundentes e o movimento da PM é ilegal e clandestino. "Eles se identificaram como líderes, mas isso não impede que outras pessoas também sejam presas. São responsáveis por motins, conspiração e incitação a práticas de outros crimes", falou.

Na tarde deste sábado (10), Alberisson Carlos e Nadelson Leite serão encaminhados a uma audiência de custódia no Tribunal de Justiça de Pernambuco. O secretário informou que eles são responsáveis por crimes militares e de responsabilização administrativa. Eles estão detidos na sede da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), no bairro da Mangueira, Zona Oeste do Recife. 

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A Polícia Militar de Pernambuco e o Governo do Estado fecharam acordo e os policiais não entrarão em greve. Após intensa negociação nesta quarta-feira (27), a paralisação foi descartada no final da noite de hoje, durante assembleia da categoria em frente ao Palácio do Campo das Princesas, área central do Recife.

A negociação ocorreu entre integrantes da Associação dos Cabos e Soldados e representantes da Secretaria Estadual de Administração (SAD). O descarte da greve traz conforto para muitos populares, uma vez que esta quarta-feira foi marcada pelo medo de casos de violência em todo o Estado, como aconteceu na última greve da PM, ocorrida em 2014.

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De acordo com o vice-presidente da Associação, Thadelson Leite, os policiais aceitaram o auxílio para o uniforme no valor de R$ 750, além de uma quantia de R$ 400 para o vale transporte. Dessa forma, o verdadeiro ganho é de 20%, superando os 18% almejados pela categoria dentro das pautas de reivindicações.

Ao LeiaJá, o vice-presidente ainda afirmou que o concurso para oficial será realizado este ano, conforme promessa do Governo feita nesta quarta-feira, além da continuação dos cursos de sargento e cabo. “Hoje estamos de parabéns! Quem ganhou foram a PM, a sociedade e o Governo do Estado”, comemorou Thadelson Leite.

Os ganhos beneficiam todos os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, em atividade ou inativos. O Governo de Pernambuco, através de nota, destacou que mesmo diante da crise econômica enfrentada em todo o País, está tentando beneficiar seus servidores com ganhos financeiros, dentro do possível. A gestão estadual ainda deve fazer em 2017 uma nova proposta de reajuste salarial para os policiais e bombeiros.

 

Diante da mobilização – e possível greve - da Polícia Militar do estado, inúmeros boatos sobre arrastões e outras práticas criminosas atingiram as redes sociais dos recifenses, nesta quarta-feira (27). Apesar de a PM desmentir alguns boatos surgidos à tarde, leitores e a própria equipe do Portal LeiaJá presenciou episódios de violência nas ruas da capital pernambucana. 

Os ônibus foram os principais pontos de ação dos criminosos. Próximo ao Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE, um homem armado com facão subiu em um veículo da linha CDU Boa Viagem (Caxangá). Assaltou e levou os pertences de passageiros que estavam na parte traseira do ônibus. Há relatos de assaltos dentro de ônibus no Curado IV, Agamenon Magalhães.

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Na Avenida Visconde de Albuquerque, no bairro da Madalena, um grupo “surfava” sobre um ônibus; os passageiros, assustados, desceram do veículo. Condutores de carros particulares deram ré, também temerosos. Perto da estação de metrô do Barro, na Zona Oeste, passageiros relataram uma troca de tiros. 

Até a publicação desta matéria, a Polícia Militar seguia em negociação com o governo do estado, na Secretaria de Administração, após a categoria não ter aceitado a proposta de 17% de reajuste para soldados. 

Na tarde desta sexta-feira (13), os comerciantes e comerciários do município de Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife (RMR), e o Sindicato dos Empregados do Comércio do Litoral Norte (Sindecom) realizaram uma reunião para discutir o prejuízo deixado por saques durante a Greve da Polícia Militar. Durante a ocasião, foi elaborada uma pauta sobre as condições do comércio do município. A categoria informou que vai solicitar uma audiência com o governador João Lyra para apresentar o que foi discutido no encontro.

Na pauta estão questões como a queda nas vendas no comércio, estabelecimentos encerrando suas atividades por não conseguirem reabrir, e comerciários sendo demitidos. A situação, segundo o presidente do sindicato, Fábio Porto, é preocupante e até o momento nenhuma solução foi adotada para minimizar o prejuízo causado.

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Pouco mais de 15 dias após o término da greve da Polícia Militar (PM), as feridas deixadas na cidade de Abreu e Lima, uma das que mais sofreu com saques, ainda repercutem. Três estabelecimentos fecharam no município e outros ainda ameaçam fechar.

No dia 29 de maio, o Arco-Íris Supermercados anunciou na sua página do Facebook o fechamento da loja de Abreu Caetés III por considerarem alto o investimento necessário para a reconstrução. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Abreu e Lima, seria necessário R$ 1,8 milhão para a reforma. 

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Com o fechamento da filial, cerca de 60 funcionários estão sem trabalhar. Jeberson Lins era gerente da unidade e está esperando o posicionamento da rede. “Eles disseram que vão me realocar”, comenta. Alguns funcionários já foram desligados da empresa.

A princípio, o Arco-Íris havia garantido que as lojas permaneceriam funcionando, mas o prejuízo levantado inviabilizou as atividades. Este supermercado não foi o único que precisou parar as atividades. De acordo com o presidente da CDL de Abreu e Lima, Evandro Alves, foram fechadas uma loja de joias de nome não divulgado e a Eletrônica Cabral – que ainda espera um incentivo do governo para cancelar o fechamento. “Ainda há outras ameaçadas e estamos tentando convencer estes lojistas a permanecerem no local. Estamos tentando lançar uma campanha para ajudá-los”, comenta o presidente.

Produtos de saques lotam Delegacia de Abreu e Lima

A loja Opção Moda costuma contratar temporariamente para o São João 100% da mão de obra, o que não deve ocorrer este ano. “A proprietária me disse que deve não deve contratar temporário este ano”, lamenta Evandro Alves.

O processo investigativo contra os saqueadores já foi iniciado. Segundo o Delegado de Abreu e Lima, Alberes Félix, cerca de metade dos produtos devolvidos pela população já foi entregue às respectivas lojas. Uma reunião ainda deve decidir o destino dos produtos de lojas não identificadas. 

As consequências dos saques ao comércio de Abreu e Lima ocorridos na greve dos policiais militares, na última semana, serão discutidas na audiência pública que será realizada na próxima segunda-feira (26) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). 

A reunião foi proposta pela deputada Terezinha Nunes (PSDB) após encontro que manteve nesta quarta (21) com o prefeito Marcos José da Silva (PT), vereadores e comerciantes do município, para avaliar os prejuízos e encaminhamentos que o município irá adotar em relação às depredações e os saques durante a paralisação.

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Segundo a parlamentar, houve uma redução de mais de 90% no movimento na área comercial da cidade. “Abreu e Lima precisa de socorro é preciso ampliar a discussão para achar uma solução que ajude na recuperação da economia do município. Os governos federal e estadual devem ajudar agilizando obras que ainda não saíram do papel, mas que melhorariam muito a vida das pessoas”, argumentou a tucana.

“Toda população está pagando pela depredação causada ao comércio, inclusive as lojas atingidas já falam em promover demissões em massa ou dar férias coletivas aos seus funcionários por causa do prejuízo”, completou.

Nesta segunda-feira (19), o Governo de Pernambuco divulgou um balanço com os números da violência deste final de semana no Estado. De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), mesmo com o fim da greve da Polícia Militar e o apoio do Exército e da Força Nacional nas ruas, o índice de homicídio no Estado de sexta (16) ao domingo (18) foi o maior do mês de maio: chegando a 46 mortes contra as 35 do final de semana passado e as 40 registradas durante os três dias de paralisação dos militares.

Apesar deste aumento, os representantes do Governo se mostraram otimistas em relação à segurança no Estado. "A segurança em Pernambuco foi totalmente restabelecida, após a greve da polícia militar. Já é possível ver pessoas saindo de casa tranquilamente e comércios abertos em vários pontos da cidade", disse o general Jesus Corrêa, comandante da 7ª Região Militar, em coletiva realizada no Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife.

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A possível paralisação de policias de diversas categorias, previsto para acontecer na próxima quarta-feira (21), também foi debatida no encontro de hoje. "O Governo tem consciência de que as reivindicações da categoria tem sido atendidas, principalmente os pedidos dos delegados, no quesito gratificações", disse Alessandro Carvalho, secretario de Defesa Social. O comandante da força nacional disse que a tropa ficará no Estado até o dia 29 de maio e agirá normalmente no dia, sem operações especiais.

"Caso a Secretaria de Defesa Social solicite um posicionamento diferente no dia da suposta greve, sem dúvidas alguma iremos realizar", complementou Corrêa. Durante os três dias de greve da PM, a Policia Civil registrou 124 ocorrências em todo território pernambucano. "Do total, 37 casos aconteceram na capital pernambucana e 74, na Região Metropolitana do Recife. Também registramos 13 ocorrências no Depatri", divulgou o chefe da PCPE, Oswaldo Morais. 

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio), Josias Albuquerque, se reuniu na tarde desta segunda-feira (19) com o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon e o Secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, que na ocasião representou o Governador João Lyra Neto, no Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio. O presidente solicitou o encontro para relatar os prejuízos dos comerciantes durante a greve da Polícia Militar e solicitar ajuda. A reunião durou cerca de uma hora.

o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Aguinaldo Fenelon, disse que o Ministério Público vai ajudar a Polícia Civil nos casos. “Vamos dar suporte a polícia nas investigações para que todos os inquéritos desse episódio sejam concluídos o mais rápido possível e todos os responsáveis pela baderna sejam punidos“, esclareceu.  O secretário de Defesa Social, Alexandre Carvalho, informou que já abriu sindicância para apurar todos os casos relatados durante a reunião de hoje. 

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De acordo com a Fecomércio, só o supermercado Arco-Íris teve um prejuízo de R$ 700 mil. O valor leva em questão não só produtos roubados, mas também a depredação do local. Sobre os produtos devolvidos, principalmente na Delegacia de Abreu e Lima, que passou todo o fim de semana recebendo os materiais, Albuquerque falou que há possibilidade de serem vendidos por preços promocionais. “Todos os produtos devolvidos não podem ser vendidos, já que sofreram avarias. Mas estamos estudando a possibilidade de fazer um saldão, mas tudo ainda vai ser analisado”, esclareceu. 

“Foi feito um levantamento do prejuízo, mas alguns comércios ainda faltam realizar um boletim de ocorrências dizendo tudo o que foi furtado, por isso o valor não será divulgado, já que a tendência é que ele aumente. Também estamos fazendo um levantamento de queixas dos comerciantes sobre tudo o que aconteceu durante a greve”, explicou Albuquerque.

Com informações de Yasmin Dicastro 

Reli recentemente o livro de Jessé de Souza, a Modernização Seletiva. Esta excelente obra que coloca luz sobre os principais interpretes do Brasil – Gilberto Fyeire, Roberto DaMatta e Sérgio Buarque de Holanda – sugere que o desvendar dos eventos e hábitos sociais requer a estratificação social dos indivíduos.Quais as visões de mundo dos indivíduos dos segmentos socioeconômicos diversos? Para Jessé de Souza as práticas sociais das pessoas podem não ser semelhantes em virtude do estrato social em que estão inseridas.

A premissa de Jessé de Souza guiou a minha análise das manifestações de junho de 2013. Concluí com base em várias pesquisas de opinião que a causa principal das jornadas de junho foi o aumento da passagem de ônibus na cidade de São Paulo. As manifestações foram fortemente estratificadas economicamente. E a reclamação predominante dos manifestantes foi o aumento da passagem de ônibus. Em seguida, as agendas dos manifestantes foram as que sempre existiram: corrupção, violência e qualificação da oferta de saúde pública.

Logo em seguida às manifestações de junho de 2013 considerei que elas poderiam se repetir em junho de 2014 durante a realização da Copa do Mundo. Porém, os atos de violência praticados por diversos manifestantes, em particular o movimento Black Bloc, incentivaram a perda de apoio popular às manifestações. Neste sentido, afirmei e continuo a afirmar que na Copa do Mundo manifestações pontuais e de baixa intensidade ocorrerão.

Os eventos ocorridos na “super quinta”, em 15/05/2014, representaram novas manifestações. Ao contrário das manifestações de junho de 2013, estas da “super quinta” foram coorporativas. Movimentos dos Sem Teto, funcionários públicos, motoristas de ônibus e trabalhadores associados às entidades sindicais foram às ruas. As pautas principais foram moradia e melhoria salarial.  Os manifestantes de junho de 2013 ficaram em casa.

A “super quinta” representou o terceiro estágio das manifestações. Os levantes de junho corresponderam ao primeiro estágio. O Black Bloc ao segundo. Novos atores e pautas surgiram no terceiro estágio das manifestações. Os atores da “super quinta” não foram os mesmos das jornadas de junho de 2013. As pautas também. Elas só se assemelham num ponto: clamam que os governos atendam às suas demandas.    

Observo que parte dos manifestantes da “super quinta”, no caso o Movimentos dos Sem Teto e funcionários públicos, têm as suas demandas atendidas historicamente pelo PT. Portanto, não cometam erros interpretativos. Os manifestantes da “super quinta” fizeram barulho, sugeriram que a sociedade está inquieta, mas, certamente, caminharão com o PT nas eleições deste ano. 

Foi cancelado o show da cantora Julieta Venegas no Recife, que seria realizado neste domingo (18), no Teatro RioMar, na Zona Sul da capital pernambucana. De acordo com a assessoria do evento, a apresentação foi cancelada devido aos "recentes acontecimentos na cidade”, em referência a greve da Polícia Militar de Pernambuco, que teve seu fim na última quinta-feira (15). A partir da próxima terça-feira (20), a produção do evento irá começar o processo de reembolso.

Apesar de o show não ser mais realizado no Recife, as demais apresentações da mexicana em São Paulo (Teatro Bradesco, dia 19 de maio), Natal (Teatro Riachuelo, dia 21 de maio) e Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna, dia 25 de maio) estão confirmadas.

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O deputado federal, Bruno Araújo (PSDB), apresentará na próxima semana uma emenda à Constituição Federal ‘enquadrando’ os policiais militares, juízes, magistrados e membros dos tribunais de contas ao mesmo prazo eleitoral de filiação imposto ao cidadão comum. Ou seja, o de um ano antes da eleição. A proposta constitucional do dirigente tucano será incluída no bojo da discussão de Reforma Política.

De acordo com o tucano, a medida evitará a “contaminação política” de episódios como os de greves de policiais militares, como a que terminou na última quinta-feira (15) em Pernambuco.

O parlamentar disse ter observado que um número de pretensos candidatos à eleição deste ano “funcionaram como interlocutores no processo (de greve), menos para atender os interesses da sociedade e mais para criar um ambiente de disputa política interna dentro da corporação (PM)”.

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“Isso é ruim para o Estado organizado e para a própria instituição. Não que ela não possa ter aqueles que defendam seus interesses, mas não de forma desorganizada, pulverizada, sem uma posição política assumida com clareza e com muita antecedência. É preciso que haja essa reforma com brevidade e cada partido avalie quem demanda filiação”, observou o tucano.

Bruno Araújo fez questão de deixar claro que ao PSDB não interessa “ninguém que possa ter contribuído com baderna e se utilizado da farda e da instituição da PM para gerar o caos que foi causado à sociedade pernambucana nos últimos dias”.

Segundo o parlamentar, em vários casos as manifestações “tomam um caráter eleitoral”. “Pela minha proposta, policiais só terão a prerrogativa de deixar a farda e se filiar um ano antes da eleição. Dessa forma, eles irão à planície, na busca de se legitimarem, não utilizando a farda de uma instituição respeitada como é a Polícia Militar, mas que nos últimos dias expôs a população pernambucana e o Estado a um cenário de verdadeira selvageria”, lamentou.

Com informações da assessoria

Com o fim da greve dos policias e bombeiros militares de Pernambuco, foi apresentado, no começo da noite desta sexta-feira (16), como a Força Nacional agiu no Estado, durante o período de paralisação da categoria. A reunião aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, na presença do comandante da 7° Região Militar, General Jesus Corrêa. Os secretários da Casa Civil e Defesa Social, Luciano Vasquez e Alessandro Carvalho, respectivamente, também estiveram presentes no encontro.

De acordo com o comandante, o objetivo da tropa no Estado é restabelecer a normalidade da sociedade. "Desde que a Força chegou a Pernambuco, foi constatado que a vida das pessoas, aos poucos, foi voltando ao normal. Desde o fim da greve, na noite da última quinta-feira (15), foram registrados números  considerados de queda nas ocorrências da Região Metropolitana do Recife". Ainda segundo Corrêa, 1,3 mil policiais atuaram na RMR e 900, no interior do Estado. O comandante também disse que "o aeroporto do Recife e os terminais de passageiros receberam atenção especial durante a greve, por conta da grande circulação de pessoas".

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Nos três dias de greve, segundo o Secretário de Defesa Civil, Alessandro Carvalho, os números de atuações em flagrantes foram absurdos. "Só ontem, a Secretária de Defesa Social contabilizou 102 autuações em flagrante, onde 234 pessoas foram levadas para uma delegacia para prestar depoimento. Hoje, no entanto, ainda não temos números oficiais. Mas, como os PMs voltaram as ruas, acredita-se que houve uma queda considerável nas ocorrências".  Durante a coletiva, o secretário foi indagado se as pessoas que saquearam lojas e roubaram produtos do comércio serão punidas. No entanto, Vasquez disse que “toda decisão de punição cabe ao Tribunal de Justiça de Pernambuco”. Os números de mortes registradas no Estado, nestes três dias de greve, também não foram divulgados.

A Força Nacional continuará reforçando a segurança em Pernambuco até o dia 29 deste mês, de acordo com a Garantia de Lei de Ordem (GLO), assinada pela presidente Dilma Rousseff. Porém, segundo o comandante Corrêa, a tropa pode sair das ruas antes da data estabelecida, caso o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, envie um novo documento para Brasília. 

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Ver o cenário do supermercado Arco-Íris após o bárbaro ato de vandalismo ocorrido na última quarta-feira (14) é chocante. A destruição do local, os restos dos produtos espalhados pelo chão e o cenário de “guerra” deixam claro como impiedosas foram as pessoas que participaram do saque. Porém, diante do prejuízo,  resta saber se os funcionários da unidade atingida, localizada no bairro de Caetés, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, terão seus empregos garantidos.

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A resposta sobre a situação dos funcionários é um alento após a barbárie. O gerente administrativo da rede de supermercado Arco-Íris, Joselito Silva, garante que os empregos dos trabalhadores estão mantidos, apesar do prejuízo que ainda não foi calculado - mesmo sendo visível que foi enorme -. “A gente não está pensando em demissão. Nossos funcionários vão nos ajudar a recuperar a loja. É uma tristeza enorme, mas, vamos recuperar tudo”, disse o gerente, em entrevista ao LeiaJá nesta sexta-feira (16).

A decisão pela manutenção dos empregos dos funcionários também sara um pouco da angústia do gerente do estabelecimento, Gerbesson Lins, que há 9 anos atua na empresa. Ainda chocado com o que presenciou, ele diz que o clima entre os trabalhadores é de muita tristeza. “Nunca vi um coisa dessas. Foi uma reação de tristeza para todos nós. Tenho fé em Deus que vamos recuperar tudo”, declarou Lins.

O chefe de segurança do Arco-Íris de Caetés, Diogenes Rodrigues Ramos, também relatou que nunca presenciou um crime dessa dimensão. Ele revelou que os envolvidos tiveram acesso até ao caixa geral do supermercado. “O que aconteceu é inexplicável. Uma empresa que emprega gente da comunidade e ainda faz caridade passou por isso”, lamentou. Sobre se o saque contou com a ajuda de funcionários do local, Diogenes não tem uma opinião formada. “É muito prematuro falar disso. Mas, a investigação está em curso”, disse.

No Centro de Abreu e Lima, também no Grande Recife, o cenário é de reconstrução. O prejuízo registrado pelos lojistas foi de R$ 1 bilhão, entretanto, a grande maioria das empresas atingidas não vai demitir os funcionários. Na Di Santini, lojas de calçados, o subgerente da unidade, Sergio Antonio Marcelino, apesar do trauma, afrmou que os funcionários estão se recuperando. No momento, não há informações de demissão. “A loja já está sendo toda organizada e esperamos voltar a receber nossos clientes o mais rápido possível”, disse o subgerente.

Mais um alento

A reportagem do LeiaJá, também na manhã de hoje, flagrou o momento em que a Polícia Militar fez a detenção de um suspeito de ter participado dos roubos em Caetés. Identificado com David, na casa do rapaz de 31 foram encontrados vários eletrodomésticos sem nota fiscal. Confira a matéria

A greve da PM acabou, mas as consequências provocadas pela falta de policiamento nas ruas ainda rendem. No fim da manhã desta sexta-feira (16), policiais militares prenderam um suspeito de receptação e roubo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos durante a onda de saques que ocorreram na cidade de Abreu e Lima.

O suspeito, identificado apenas como “Deivid”, estava a sua residência, em Caetés, quando foi abordado pela polícia e confessou os crimes. No local, a PM encontrou equipamentos de som, fogão, ventiladores e TVs, todos ainda em suas caixas e sem as notas fiscais, o que comprovou o roubo.

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Com informações de Nathan Santos

Após o término da greve dos policiais militares e bombeiros, a população já volta à rotina normal de trabalho. Os comércios que não sofreram as ações dos vândalos também estão funcionando, mas naqueles em que houve perdas, a manhã desta sexta-feira (16) ainda é de reparos.

Na loja Laser Eletro do bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife, houve grande perda de eletrônicos. As prateleiras onde ficam as televisões amanheceram vazias. De acordo com o gerente da loja, Alexandre Lúcio Santos, de 43 anos, o produto mais caro que levaram foi uma televisão 48 polegadas no valor de R$ 2,5 mil. “Quando cheguei aqui estavam todas as mercadorias jogadas no chão, levaram muita coisa. Essas pessoas eram realmente bandidas”, destaca o gerente. Funcionários estão reorganizando o local e ainda esperam autoridades da empresa verificarem o quanto foi perdido. 

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Próximo dali, praticamente à frente da Laser Eletro, a loja Tropical também foi vítima de vândalos. O estabelecimento também está fechado, funcionários trabalham no interior da loja, mas ninguém quis falar sobre o caso. 

No bairro da Imbiribeira, também na Zona Norte, a Magazine Luiza teve as portas parcialmente destruídas, mas está com o funcionamento normal nesta amanhã. A loja não quis divulgar quais foram as perdas, nem demais detalhes. O Bompreço do bairro do Arruda também está funcionando. Na quinta-feira(15), o mercado teve as entradas forçadas, mas a polícia chegou a tempo de impedir o saque.

Populares também estão mais tranquilos após a tensão da greve. O auxiliar de escritório Jackson Roberto, 30, que trabalhou meio expediente no dia anterior, já volta ao trabalho. “Hoje está muito mais tranquilo. Acredito que esteja tudo controlado”, comenta. O comerciante Marivaldo Araújo de Paula, 42, abriu sua quitanda hoje e não teme arrastões. “Ontem foi péssimo, muita bagunça aqui na Imbiribeira, mas já dá para trabalhar. Quando a greve acaba as coisas se organizam”, diz. 

O cobrador de ônibus Valdomiro José de Santana, 46, viveu momentos de terror na quinta-feira. “Foi um terrorismo. Na parada anterior à Estação Joana Bezerra juntou-se um bando de pessoas de favelas que começou a assaltar os ônibus. Um amigo meu de trabalho levou uma coronhada de revólver. Trabalhei até às 19h, mas muito antes disso já não havia condições”, relembra Valdomiro.  Sobre o dia de hoje, ele comenta: “Deve estar tudo resolvido, a polícia está em atividade, mas o governo jamais poderia ter deixado chegar àquele ponto. Isto não pode ocorrer mais”.

A Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife) ainda não divulgou um balanço de perdas das lojas. A CDL ainda apura a quantidade de comércios avariados. Pela maioria dos casos terem ocorrido nas cidades vizinhas, o dado do Recife pode não ser divulgado.

A Prefeitura do Paulista, cidade localizada na Região Metropolitana do Recife, decidiu manter as aulas das escolas da rede municipal suspensas nesta sexta-feira (16). Apesar do fim da greve da PM e dos bombeiros, a medida pretende garantir a segurança dos alunos. As 62 escolas da cidade estarão com portas fechadas nos turnos da manhã, tarde e noite, atingindo 18 mil alunos. As aulas retornam na segunda-feira (19).

Além das escolas, o Centro de Visão de Pernambuco (Cevipe) também não terá expediente hoje, voltando a funcionar normalmente no sábado (17). Os pacientes com consultas marcadas podem reagendar novas datas. As demais repartições públicas do Paulista funcionam normalmente.

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A Polícia Civil de Pernambuco divulgou, na noite desta quinta-feira (15), um balanço com o número de pessoas detidas durante a greve da Polícia Militar de Pernambuco. De acordo com o órgão, desde a noite de ontem (14), 234 pessoas foram pegas. Do total, foram 102 casos de flagrantes. 

Para a ação, foram usados 180 policiais e 59 viaturas. A Polícia Civil de Pernambuco contou também com a Companhia Independente de Operações na Área de Caatinga – CIOSAC, da Polícia Militar, e da Polícia Rodoviária Federal. Dentre os principais delitos registrados estão: furtos, roubos, perturbação do sossego, porte ilegal de arma de fogo e dano qualificado.  

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Com a ausência da polícia militar nas ruas, vários vândalos invadiram estabelecimentos comerciais da Região Metropolitana do Recife para realizar saques na noite desta quinta-feira (15). Soldados do Exército e policias civis tiveram que conter roubos no supermercado Bompreço, no Arruda, e no Carrefour, em Boa Viagem.

De acordo com testemunhas, mais de 100 pessoas arrombaram as portas do Bompreço. Ninguém conseguiu levar nenhum produto porque a polícia chegou e assustou o grupo que saiu correndo.

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Já em Boa Viagem, um tiroteio gerou pânico nos vizinhos do supermercado Carrefour. Outro grupo de vândalos tentou invadir o estabelecimento e gerou um tumulto no local. Duas tropas do Exército tiveram que se deslocar até centro compras para conseguir conter os saques.

Segundo o delegado da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civl, José Silvestre, não estava sendo possível atender todas as demandas de violência pelas ruas do Recife.

Com informações de Nathan Santos

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