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O Ministério Público do Paraná (MPPR) ajuizou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra um servidor do município de Janiópolis que teria plantado maconha em um viveiro público da cidade. O ajuizamento foi divulgado nesta sexta-feira (19).

Os fatos ocorreram em 2016, quando o chefe da Divisão de Meio Ambiente da Administração notou "plantas estranhas no meio das mudas de canelinha". Ao todo, foram identificados 17 pés de cannabis sativa no local. 

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O servidor investigado ocupa cargo de viveirista em Janiópolis. Ele é filho de um vereador da cidade. 

De acordo com o MPPR, o órgão busca a condenação do agente público às penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa, entre elas o ressarcimento integral do dano causado, a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por período de três a cinco anos e o pagamento de multa civil. 

O Ministério Público russo solicitou, nesta terça-feira (16), uma multa de 950.000 rublos (cerca de 12.800 dólares) contra o opositor preso Alexei Navalny, processado por difamação por um veterano de guerra.

Por estar sujeito a uma pena de 3 anos e meio de prisão com sursis à época dos fatos, o MP também solicitou que o opositor de 44 anos cumpra essa sentença. Outro tribunal já havia convertido, no dia 2 de fevereiro, a suspensão da pena em regime fechado.

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O ativista anticorrupção, vestindo um suéter azul, chegou pela manhã a um tribunal do norte da capital russa para a terceira audiência em um processo por difamação movido por um veterano da Segunda Guerra Mundial.

"Os processos contra Navalny são fantasiosos e arbitrários", defendeu sua advogada, Olga Mikhailova. "A defesa discorda categoricamente da acusação. Não há nenhum elemento que constitua uma ofensa neste caso", declarou.

A decisão do juiz é esperada para 20 de fevereiro.

O militante anticorrupção é acusado de ter disseminado informações "falsas" e "insultuosas" sobre um veterano combatente da Segunda Guerra Mundial, que havia defendido em um vídeo um referendo que endossava uma extensão dos poderes de Vladimir Putin.

Navalny descreveu os participantes do vídeo, inclusive o veterano, como "vergonha da Nação" e "traidores".

O julgamento começou em 5 de fevereiro, com o testemunho de seu acusador, Ignat Artiomenko, um ex-combatente de 94 anos com saúde debilitada.

Durante as audiências, o opositor criticou e atacou o Ministério Público e a juíza, denunciando sua parcialidade e sua submissão ao poder.

Paralelamente, a Justiça deve examinar nesta terça uma denúncia por difamação contra Navalny apresentada por um poderoso oligarca próximo do Kremlin, Evguéni Prigojine.

A Justiça também analisará um recurso movido por Navalny contestando uma multa de 3,3 milhões de rublos que ele foi condenado a pagar a uma empresa de alimentos no contexto de outro processo de difamação.

Em 2018, a organização de Navalny acusou esta companhia de vender seus produtos a um preço superfaturado, seguindo um padrão de corrupção, para a Guarda Nacional russa.

Principal crítico do Kremlin, Navalny já foi condenado em 2 de fevereiro a dois anos e oito meses de prisão por violar um controle judicial datado de 2014.

Ele acusa as autoridades de quererem silenciá-lo depois de ter sobrevivido a uma tentativa de envenenamento no ano passado, pela qual responsabiliza o presidente Putin.

A prisão de Navalny, em 17 de janeiro, logo após seu retorno de cinco meses de convalescença na Alemanha, gerou protestos - que foram violentamente reprimidos com mais de 11.000 prisões.

O Ministério Público apresentou nesta terça-feira denúncia contra torcedores do São Paulo por terem atacado o ônibus que transportava a delegação para o jogo com o Coritiba, no Morumbi, em 23 de janeiro. Ao todo, 15 pessoas poderão responder criminalmente pelo ato.

Na ocasião, 14 pessoas foram detidas pela Polícia Militar. Segundo informações, além de pedras e rojões, também foram encontrados explosivos, que tiveram de ser desativados pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

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Entre os acusados, um diretor da torcida organizada Tricolor Independente, foi denunciado como possível responsável e vai responder por associação criminosa. Ele não estava no local da abordagem e nega o envolvimento. Os outros 14 denunciados responderão por associação criminosa, dano qualificado, resistência, lesão corporal e promoção de tumulto em evento esportivo.

A emboscada ao ônibus da delegação ocorreu na região da avenida Faria Lima. No dia, o São Paulo seguia rumo ao estádio do Morumbi, onde acabaria empatando com o Coritiba por 1 a 1 pela 32.ª rodada do Brasileirão. Após o ataque, 14 pessoas foram presas. Nove foram liberadas no dia seguinte, enquanto outras cinco continuam presas.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, afirmou na tarde desta quarta-feira (6), que o estado vai realizar fiscalizações "mais duras e objetivas" para combater os desrespeitos aos protocolos de combate à Covid-19, podendo até o infrator responder criminalmente.

Para combater as festas clandestinas e aglomerações, por exemplo, Eurico pede que a população ajude fazendo fotos, vídeos e encaminhem para o Procon-PE. "Nós vamos aplicar a multa e a partir de agora notificar diretamente, através de notícia crime ao Ministério Público, para instaurar um processo criminal", detalha o secretário.

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"O que não pode são pessoas que acham que são donos do mundo e tudo pode, sem responsabilidade com os outros, especialmente com os idosos. O governo vai tomar cada vez medidas mais duras", assegura.

O secretário aponta que, nos últimos trinta dias, o Procon-PE já multou mais de 150 instituições como bares, restaurantes e locais de festas. Nesse período, Pedro aponta que o Procon-PE já aplicou multas no valor de quase R$ 350 mil e que esses valores serão aumentados. 

"Restaurantes, hotéis e casas de espetáculos que promoverem festas abusivas serão, a partir de agora, não somente interditados, mas em caso de reincidência a interdição será definitiva - só cabendo a reabertura através de decisão judicial", finaliza.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) publicou, nessa sexta-feira (25), que o desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle, aceitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender o prazo de resposta contra uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Lava Jato.

A denúncia foi recebida pela Justiça Federal em 23 de outubro no processo referente a doações efetuadas pela construtora Odebrecht ao Instituto Lula. “Efetivamente, não parece razoável transferir ao paciente [Lula] o ônus de se defender sem acesso a todo o acervo probatório integrante da denúncia, o qual, se não interessasse às partes, não deveria nem mesmo integrá-la”, afirmou Aurvalle.

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Além disso, a defesa de Lula encaminhou petição alegando que não localizou no processo o anexo 245, mencionado da denúncia, nem o acordo de colaboração premiada de Alexandrino de Alencar. O juiz federal, Luiz Antonio Bonat, observou que essas peças estavam com anotação de sigilo nível 2, inacessível às defesas. O magistrado baixou de 2 para 1 o nível de sigilo de todos os documentos incluídos na ação penal, para permitir o acesso das partes, segundo informações do TRF-4.  

O TRF-4 ressalta que os advogados do ex-presidente pediram ainda à 13ª Vara que todas as mídias com termos de colaboração e de depoimentos dos colaboradores, tanto acusados como testemunhas, bem como os vídeos desses depoimentos, sejam disponibilizados eletronicamente ou de forma não presencial, devido à pandemia da Covid-19

O magistrado determinou que o MPF, no prazo de dez dias, juntasse ao processo os termos requeridos e encaminhasse à vara federal “mídia contendo os vídeos dos acusados e das testemunhas colaboradores referentes a seus depoimentos tomados no âmbito de sua colaboração e que não estejam sob segredo, ou ainda, indicar em que processo estão disponíveis essas mídias”.

Vale pontuar que Bonat considerou inviável que todas as mídias fossem anexadas ao processo eletrônico, por impossibilidade técnica. Observou que o que será levado em consideração no julgamento são os arquivos referentes aos depoimentos realizados na Justiça Federal, de acordo com informações da assessoria.

“Ademais, estando as mídias disponíveis à defesa é o que basta para o cumprimento da ampla defesa e do contraditório”, afirma Bonat. Ele ainda ressalta que a pandemia tampouco é motivo para excepcionar essa regra, seja porque se trata de impossibilidade técnica, seja porque o acesso às dependências físicas da Justiça Federal é franqueado mediante agendamento e observando-se todos os protocolos de segurança e saúde oficialmente estabelecidos”, disse.

Após a 1ª Vara Cível da Comarca de Gravatá ter acatado, na quinta-feira (3), o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para suspensão das provas do concurso público do município de Gravatá enquanto durar a pandemia de Covid-19,  uma nova decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) revogou a liminar do MPPE, permitindo que as provas sejam aplicadas. O TJPE se manifestou após o Instituto de Administração e Tecnologia, organizador do certame, ter entrado com um recurso na corte e obtido ganho de causa após a decisão do desembargador Honório Gomes do Rego Filho tornar a liminar de suspensão das provas sem efeito.

Na ação inicial, a Promotoria de Justiça de Gravatá argumentou que a realização das provas do concurso em dois finais de semana seguidos contraria os protocolos de distanciamento social vigentes, expondo candidatos, seus familiares e a população ao risco de contaminação. O MPPE também alegou que, com 31 mil inscritos, seria impossível que a realização do concurso não causasse aglomeração.

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Diante do fato, o MPPE afirma que recorrerá da medida, em face do caráter monocrático da decisão (decisão tomada por uma pessoa só, em vez de submetida a votação).

Durante a análise da evolução patrimonial do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na investigação sobre as "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio, o Ministério Público fluminense descobriu que o filho do presidente Jair Bolsonaro omitiu da Receita, no período entre 2007 e 2009, investimentos no mercado de ações que totalizam R$ 90 mil. Segundo os investigadores, as operações foram reveladas pelo próprio senador, ao entrar com ação judicial reparatória, depois de perder todo o capital investido.

"De acordo com a sentença proferida pela 36.ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo, o parlamentar declarou ter investido R$ 90.000,00 na bolsa de valores ao longo de 2007 e 2008 e ter perdido todo o investimento, gerando uma dívida de R$ 15.500,00 com a corretora que, segundo alegado pelo próprio autor, teria sido quitada em dinheiro vivo, o que resultou em gastos de pelo menos R$ 105.500,00 no período."

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A indicação consta na denúncia que imputa ao senador e outros 16 denunciados - entre eles o ex-assessor Fabrício Queiroz e a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro - crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. A peça de 290 páginas com os detalhes da investigação sobre a quadrilha que o filho do presidente é acusado de liderar está no Tribunal de Justiça do Rio.

Os R$ 90 mil omitidos por Flávio chamaram a atenção dos investigadores durante a análise dos registros de transações imobiliárias, fiscais e bancárias do senador entre 2007 e 2009. Flávio era solteiro e tinha como única fonte de renda o salário de deputado. Segundo o MP, ele ainda "fazia pouquíssimo uso de serviços bancários como cartões de crédito e débito, revelando predileção pelo uso de dinheiro em espécie".

Após a denúncia, os advogados Rodrigo Roca, Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, que defendem o senador Flávio Bolsonaro, divulgaram nota classificando as acusações como "crônica macabra e mal engendrada" e afirmando que "todos os defeitos de forma e de fundo" da denúncia serão pontuados na formalização da defesa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em denúncia, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) usou uma prática 'sorrateira' para enriquecer por meio de desvios do dinheiro público na Assembleia Legislativa (Alerj). Nesta semana, ele foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema de 'rachadinha", que supostamente mantinha em seu gabinete.

O procurador Ricardo Martins indica que o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) evitava usar dinheiro em espécie e "fazia pouquíssimo uso de serviços bancários como cartões de crédito e débito". O conteúdo do documento foi divulgado pela TV Globo. A investigação foca no valor gasto por Flávio com cartões, entre 2007 e 2009. Segundo o MP, ele gastou uma média de R$ 195 por mês.

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Entretanto, foi percebida uma série de transações bancárias - sem procedência comprovada - realizadas pelo senador e terceiros no mesmo período. Uma delas foi o investimento de R$ 90 mil em uma corretora de ações - que lhe rendeu uma dívida de mais de R$ 15,5 mil -, a compra de 12 salas comerciais em uma edifício na Barra da Tijuca e o registro de gastos no valor de R$ 262 mil.

"Os extratos bancários do ex-deputado não registraram nenhum débito que fosse compatível com as datas e valores dos recebimentos informados pelas imobiliárias", destaca o MP, que descobriu que as salas eram pagas com "cheques de terceiros e depósitos em espécie".

De acordo com a declaração do imposto de renda de 2008, Flávio teria levantado a aquisição de empréstimos de familiares e assessores que somariam R$ 230 mil, o que reforça a indício da prática ilegal.

Em nota, a defesa do senador disse que a denúncia do MP é uma "crônica macabra" e não tem provas para sustentá-la.

Após encaminhar denúncia por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita contra o filho 01 do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Podemos), seu ex-assessor Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu à justiça que, caso condenado (com trâmite transitado em julgado), Flávio perca seu cargo no Senado Federal. 

Além da retirada do mandato do filho de Bolsonaro, o órgão pede também a manutenção da prisão de Queiroz e de sua esposa, Márcia. Os dois, segundo a solicitação, também devem ser impedidos de exercer função ou cargo público por oito anos. Se aceitar, o juiz deverá avaliar a manutenção ou não da prisão domiciliar.

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O MP solicitou uma indenização ao estado do Rio de Janeiro em R$ 6.100.091,95 para reparação dos cofres públicos pelos danos ao erário. Em caso de condenação, o pagamento deve ser dividido entre Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Miguel Ângelo Braga Grillo, chefe de gabinete do senador. 

Outro efeito da condenação seria a perda de bens, direitos e valores relacionados direta ou indiretamente à prática de crimes, em favor do estado do RJ. Um apartamento localizado na avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, é apontado como sendo de Flávio e foi definido pela promotoria do MPRJ como um dos alvos da punição em questão. 

Rachadinhas

O caso das rachadinhas, como ficou conhecido, foi o esquema criminoso em que funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) lotados no gabinete do atual senador (então deputado estadual) Flávio Bolsonaro devolviam parte de seus salários, que supostamente eram indevidamente apropriados pelo mandatário com ajuda de Queiroz.

A investigação contou com o apoio de relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificando movimentações suspeitas na conta bancária de Queiroz, que movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. 

Estima-se que 2,3 milhões tenham sido movimentados no esquema de "rachadinha" e, segundo a investigação, o dinheiro  era lavado com aplicação em uma loja de chocolates no Rio de Janeiro, que fazia muitas movimentações de alto valor em dinheiro vivo, o que é incomum, e tem como sócio o senador Flávio Bolsonaro. 

Queiroz e a família Bolsonaro

Há, ainda, outros pontos suspeitos no caso, como o pagamento de boletos, parcela de apartamentos, mensalidades escolares e até plano de saúde de membros da família Bolsonaro feitos por Queiroz que aumentam as suspeitas de que trata-se de fato de um esquema de desvio de dinheiro. Ao todo, Fabrício Queiroz repassou R$ 450.000 à família do atual presidente.

Um dos casos que ganhou mais notoriedade foi o da atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Com a quebra do sigilo bancário de Queiroz, veio à tona que ela recebeu R$ 89 mil depositados em sua conta por Fabrício e sua esposa, Márcia, de 2011 a 2016.

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O apresentador Sikêra Jr. foi denunciado no Ministério Público de São Paulo após criticar Xuxa Meneghel em seu programa, Alerta Nacional. Na última sexta (23), Sikêra associou a apresentadora à pedofilia por conta de seu livro recém lançado. A publicação 'Maya Bebê Arco-Íris' tem temática LGBTQI+ e é voltado para crianças. 

Durante a exibição do Alerta Nacional, Sikêra fez comentários associando Xuxa à pedofilia por escrever o livro no qual conta a história de um bebê nascido em um lar com duas mães. O apresentador foi denunciado por LGBTfobia  por Agripino Magalhães, ativista dos direitos da população LGBTQI+.

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O novo livro de Xuxa já havia recebido críticas anteriormente. Após o anúncio do lançamento da obra, a deputada federal Bia Kicis fez postagens nas redes sociais criticando o direcionamento da publicação. “Que coisa mais absurda. Deixem nossas crianças em paz”. 

O Ministério Público do Rio de Janeiro deu um parecer favorável a manutenção da decisão da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que proibiu a TV Globo de exibir qualquer documento ou peça do processo sobre o esquema de rachadinhas no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) na época que ele era deputado estadual. 

O processo corre na Justiça em supersigilo. O parecer do MP beneficia ainda mais o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que não terá - segundo essas determinações - os atos de corrupção que é suspeito divulgados na mídia. 

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Segundo a Veja, a procuradora de Justiça Heloisa Maria Alcofra Miguel foi quem assinou o parecer favorável ao senador. "No caso, busca-se resguardar o interesse público de que a investigação seja feita de forma escorreita, célere e imparcial para que ao final se possa conhecer a realidade dos fatos e aplicar as sanções cabíveis aos autores das práticas ilícitas", diz a procuradora em seu parecer.

Essa já é a terceira derrota da Globo. No dia 16 de setembro, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio negou o recurso apresentado pela emissora, que pedia a suspensão da determinação da 33ª Vara Cível do TJ-RJ.

Não satisfeita, a Globo acionou o Supremo Tribunal Federal contra a decisão. Nesta última segunda-feira (19), o ministro Ricardo Lewandowski negou o recurso. 

Sem data marcada, agora caberá a três desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro devem definir se proibirá definitivamente ou não a veiculação dos documentos das rachadinhas.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) está pedindo que o habeas corpus (HC) concedido ao padre Robson de Oliveira Pereira seja anulado e as investigações sejam retomadas. O HC foi concedido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e as investigações da Operação Vendilhões, iniciadas em agosto deste ano, foram trancadas em 6 de outubro.

Na época, o desembargador Nicomedes Borges, do TJGO, entendeu que a Associações Filhos do Pai Eterno (Afipes) era uma entidade privada e que não havia provas suficientes de que o dinheiro doado pelos fiéis era desviado para outras finalidades.  

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"Além de impedir o prosseguimento das investigações relacionadas aos recursos das Afipes, a decisão do HC acabou por trancar um procedimento investigativo que não tinha qualquer relação com o caso. Trata-se do Procedimento de Investigação Criminal (PIC) nº 3/2018, que envolvia suspeita de conduta criminosa por parte de integrantes da Polícia Civil no caso da extorsão envolvendo o padre Robson, ocorrida em 2017", diz o MPGO. 

O órgão salienta ainda que, no seu entendimento, "este foi um dos efeitos mais graves decorrentes do julgamento do habeas corpus, em especial porque a decisão foi tomada sem a oitiva do MP. Ouviu-se apenas a juíza, que não tinha conhecimento do caso".

Além disso, o Ministério Público de Goiás afirma que novas provas produzidas ao longo das investigações foram desconsideradas. Os embargos de declaração foram direcionados ao relator do habeas corpus, o desembargador Nicomedes Borges.

Operação

O padre Robson é apontado como o líder de uma organização criminosa que chegou a desviar milhões de reais doados pelos fiéis. Ele estava sendo investigado pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, organização criminosa, sonegação fiscal e falsidade ideológica. 

O Ministério Público de Goiás chegou a apontar que estava sendo analisada uma movimentação financeira equivalente a R$ 1,7 bilhão. 

A Associação dos LGBTQI+ pede que o Ministério Público de São Paulo abra um inquérito policial para investigar a conduta de Sikeira Júnior. O apresentador está sendo acusado de atacar os LGBTQI+ ao tentar "associar drogas e substâncias entorpecentes ao grupo e promover discurso de ódio e transfobia". 

A RedeTV! é acusada de omitir e não fiscalizar seus programas para impedir que "maus apresentadores, para ganhar audiência, além de escrachar os LGBTQI+, ainda coloque em risco a vida dos mesmos", salienta o advogado Ângelo Carbone, que representa a Associação.

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No documento, divulgado pelo Jornal Meia-Hora, a denúncia aponta ainda que o programa Alerta Nacional, apresentado por Sikeira, é de "caráter duvidoso, temerário e criminoso".

A Associação dos LGBTQI+ pedem ao MP que o apresentador, a RedeTV! e os funcionários envolvidos no programa respondam por possíveis crimes de homofobia, transfobia, discurso de ódio, apologia ao crime e por uma comparação dos usuários de drogas com os LGBTQI+.

Essa comparação apontada pela entidade se dá por conta das seguintes frases repetida à exaustão no 'Alerta Nacional': “Éu, Éu, Éu. Todo maconheiro dá o anel”. “Ioga, ioga, todo maconheiro dá o toba", Sikeira, inclusive, cantou isso com o deputado Eduardo Bolsonaro e o seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que esteve em Manaus, onde o programa é gravado, na última semana.

O documento enviado ao MP contém prints de publicações do apresentador. O Ministério Público pode aceitar a denúncia ou não. 

O Youtuber Julio Cocielo, 27 anos, virou réu em uma ação movida pelo Ministério Público de São Paulo, que o acusa de racismo. A denúncia foi aceita pela juíza da 3ª Vara Criminal do Estado, Cecilia Pinheiro da Fonseca, e caso seja condenado, a pena pelo crime é de dois a cinco anos de prisão. As informações são do Uol.

Cocielo possui quase 20 milhões de inscritos no Youtube e mais de 14 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram e é famoso pelos vídeos de humor. Segundo a promotora do caso, Cristiana Moeller Steiner, o youtuber usou suas redes sociais para fazer diversas piadas racistas entre 2011 e 2018.

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Ainda de acordo com o portal, a defesa do Youtuber comandada pelo advogado Maurício Bunazar apresentou a seguinte alegação: “Contar uma piada sobre negros não transforma um humorista em uma pessoa racista ou propagador do ódio contra negros, da mesma forma que contar uma piada sobre judeus não transforma um humorista em uma pessoa antissemita”.

Além disso, a defesa afirmou que Cocielo se considera afro-descendente: “É evidente que Cocielo faz piadas com sua própria condição, o que um artifício humorístico usado por comediantes no mundo todo. Há diversos comediantes judeus que fazem piadas com estereótipos judeus, da mesma forma que muitos comediantes negros fazem piadas com estereótipos da população afrodescendente”, argumentou a defesa do Youtuber.

A defesa argumentou que a interpretação das piadas do youtuber não pode ser feita sem que leve em consideração a sua história pessoal. O advogado Maurício Bunazar, também afirmou que o MP distorceu os fatos ao acusar o youtuber de racismo.

Na última terça-feira (9), o presidente do Figueirense, Norton Boppré, esteve com o Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, que colocou o Ministério Público de Santa Catarina à disposição da Polícia Civil na apuração do caso de invasão ao estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Participaram da reunião o ex-mandatário Paulo Prisco Paraíso e o advogado Thiago Divananko.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO), o promotor Eduardo Paladino, um dos responsáveis pelo monitoramento do caso, ao lado da 29.ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, afirmou que é prematuro colocar a culpa na torcida organizada, mas prometeu uma apuração detalhada para identificar os envolvidos.

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O Centro de Apoio Operacional do Consumidor tem como uma de suas responsabilidades combater a violência nos estádios, conduta firmada juntamente com a Polícia Militar, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) e as próprias agremiações.

O CASO - Na tarde do último sábado (5), cerca de 40 torcedores invadiram o estádio Orlando Scarpelli, através do portão 8, que ficou totalmente danificado. Em campo, entraram em conflito com jogadores e membro da comissão técnica que realizavam treinamento no local.

A assessoria de imprensa do clube informou que algumas pessoas tiveram ferimentos leves, mas que foram tratadas pelo próprio departamento médico, sem revelar se eram jogadores ou outros funcionários.

A confusão refletiu dentro do próprio elenco. O atacante Pedro Lucas pediu para deixar o clube e retornar ao Internacional. O técnico Elano relatou que alguns torcedores estavam em posse de arma de fogo e que por muito pouco não ocorreu uma tragédia.

O Figueirense realizou Boletim de Ocorrência ainda no sábado e segue buscando uma punição aos infratores, tanto que esteve na última terça-feira com o Procurador-Geral.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), compartilhou um vídeo em suas redes sociais, na última terça-feira (1º), onde aponta a Globo como uma emissora que atua como "partido político da oposição" e chegou a chamar a emissora se "Globolixo".

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Crivella está sendo acusado de realizar um esquema ilegal com servidores públicos que ficavam nas portas dos hospitais para atrapalhar o trabalho da imprensa e evitar que a população fizesse denúncias sobre os problemas nas unidades de saúde.  

O caso veio à público após uma denúncia da emissora em uma reportagem. Na denúncia, a Globo conta que a atuação desses servidores era através de um grupo no WhatsApp, chamado de "Guardiões do Crivella".

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar o caso. De acordo com informações do órgão, Crivella será investigado por possíveis crimes de associação criminosa e prática de conduta criminosa. Na quinta-feira (3), a Câmara dos Vereadores no Rio de Janeiro também fará a leitura de um pedido de abertura de um processo de impeachment contra o prefeito. 

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE-AL) pediu que polícia apure crime de homofobia no caso do pai que espancou o filho adolescente. O jovem de 14 anos foi agredido violentamente pelo pai após assumir que era homossexual. O caso ocorreu na segunda-feira (24) no bairro de Bebedouro, em Maceió-AL.

O promotor de Justiça Antônio Jorge Sodré encaminhou ofício ao delegado-geral da Polícia Civil pedindo imediata instauração de inquérito policial. "Não entendemos que possa ser visto apenas como uma lesão, já que a mesma foi em decorrência da não aceitação da opção sexual da vítima", disse o promotor.

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Sodré também encaminhou ofício ao Conselho Tutelar para que envie relatório sobre o atual estado do menor, de sua genitora e demais familiares. A Secretaria da Mulher e Direitos Humanos foi notificada para que se pronuncia sobre as providências já adotadas.

O pai e o irmão do adolescente, que é acusado de participar das agressões, prestaram depoimento na sexta-feira (28) na Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCA). O pai disse que o jovem chegou na casa dele sob efeitos de drogas e que a pancada que deu foi para se defender. O homem também afirmou que já sabia que o filho era homossexual e que o ocorrido não está relacionado a isso.

De acordo com a Polícia Civil, o menor mora com a mãe, com quem conversou primeiro sobre sua sexualidade. Eles foram juntos na casa do pai para falar sobre o mesmo assunto. Após ser espancado, o jovem levou mais de 10 pontos na cabeça.

No Brasil, a homofobia passou a ser considerada crime em 2019, após o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais devem ser enquadrados no crime de racismo.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou, nesta quinta (27), que já existem provas suficientes para a denúncia por homicídio doloso por parte dos policiais que participaram da ação na favela de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista, em dezembro do ano passado.

Durante baile funk, a Polícia Militar realizou uma operação que resultou na morte de nove jovens e ainda deixou 12 feridos, das cinco mil pessoas que frequentavam o evento. O laudo da perícia confirmou que as vítimas morreram por asfixia, causada pelo pisoteamento durante a confusão.

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Para a promotora Luciana André Jordão Dias, titular da ação penal que investiga o caso, os policiais agiram com “dolo eventual”, que se configura na tomada de risco óbvio, aceitando que a ação realizada poderia resultar em tragédia. As informações foram cedidas em entrevista ao G1.

A promotoria de São Paulo já havia pedido quebra de sigilo telefônico dos 31 policiais envolvidos na ação, e foi com base nessas informações, nas imagens do dia do ocorrido e na comunicação dos PMs com o Comando de Policiamento da Polícia Militar (COPOM), que pôde-se chegar à conclusão da existência de dolo na operação em Paraisópolis.

“Em primeiro lugar, [a PM] tem o dever de proteção, e se alguém chega e dá fuga em massa a cerca de 5 mil pessoas em vielas que só passam quatro pessoas, obviamente se antevê a possibilidade da morte daquelas pessoas pisoteadas ou asfixiadas porque elas não têm como sair por aquelas vias de acesso”. A promotora ainda comentou sobre a ação ter sido “intencional” e com o objetivo de “encurralar” os frequentadores do baile funk.

Apesar de 31 policiais terem participado da operação, Luciana diz que é possível individualizar a conduta dos agentes e que nem todos serão denunciados pela Promotoria. “As condutas estão praticamente individualizadas e faltam apenas algumas diligências para que esse inquérito se encerre”, finalizou.

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo diverge da conclusão da promotora, e alega que os policiais estavam em perseguição de dois suspeitos na data, durante a Operação Pancadão, realizada na região. A versão dos policiais é questionada pelos moradores da favela desde que o caso veio à tona, e ainda há imagens de alguns dos feridos sendo espancados por PMs nas vielas de Paraisópolis.

Apontado como líder de uma organização criminosa que chegou a desviar milhões de reais doados por fiéis, o padre Robson de Oliveira Pereira, de 46 anos, está sendo investigado por possíveis crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, organização criminosa, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

Os crimes estariam sendo praticados pelos dirigentes das três associações ligadas à Igreja Católica em Trindade, cidade do Goiás. Foram bloqueados judicialmente R$ 60 milhões em bens imóveis e valores em contas bancárias dos envolvidos. 

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Segundo o promotor de Justiça Sebastião Marcos Martins, que coordena a operação Vendilhões, está sendo analisada uma movimentação financeira equivalente a R$ 1,7 bilhão. A fraude do grupo não atinge o montante na íntegra, mas a partir da documentação apreendida será possível definir o valor que foi desviado.

O Ministério Público do Goiás aponta que teriam sido beneficiados com os desvios o padre Robson, que preside a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), Associação Filhos do Pai Eterno e Perpétuo Socorro, Associação Filhos do Pai Eterno e Perpétuo Socorro e uma rede de empresas e pessoas que foi criada para a realização das possíveis fraudes.

A investigação que resultou na Operação Vendilhões teve início em 2019, a partir da condenação de um grupo criminoso que praticou extorsão contra padre Robson. Na ocasião, cinco pessoas exigiram mais de R$ 2 milhões para que não fossem divulgadas imagens e mensagens eletrônicas com informações pessoais, amorosas e profissionais que prejudicassem a imagem do religioso.

O processo foi enviado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para apurar a origem do dinheiro utilizado para pagamento de parte do valor ao grupo criminoso.

Na análise da movimentação financeira das Afipes, o Gaeco descobriu uma grande teia de movimentações financeiras, envolvendo a compra e venda de imóveis – casas, apartamentos e fazendas – em Goiás e outros Estados, além de transferências de valores entre contas bancárias. De acordo com o promotor de Justiça, as três associações recebiam dinheiro separadamente, proveniente de doações de fiéis, e transferiam os valores com a utilização de contas bancárias de terceiros. As associações passaram a ser administradas como verdadeiras empresas, explicou.

A conta bancária da loja de chocolates no Rio de Janeiro da qual o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) é um dos sócios recebeu vários depósitos fracionados de dinheiro em espécie por mais de três anos. As movimentações coincidem com o período em que o ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, teria recolhido parte dos salários dos funcionários do gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os registros foram obtidos pela TV Globo.

O Ministério Público do Rio identificou 1.512 movimentações entre março de 2015 e dezembro de 2018. O órgão observou um padrão nessas operações, com números redondos, o que não é comum no cotidiano de um estabelecimento comercial.

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A conta do estabelecimento recebeu em dinheiro vivo 63 depósitos de R$ 1,5 mil cada; outros 63 de R$ 2 mil e 74 créditos de R$ 3 mil - houve 12 datas em que as operações se repetiram em um mesmo dia. Segundo o jornal O Globo, em 28 de novembro de 2016 foram sete depósitos fracionados, que totalizavam R$ 21 mil. Em 18 de dezembro de 2017, foram dez transações de R$ 30 mil no total. E em 25 de outubro de 2018, 11 movimentações resultaram em R$ 33 mil à conta da loja de chocolates.

Dos 74 depósitos de R$ 3 mil, apenas 12 foram feitos na boca do caixa. Os demais ocorreram por meio de terminais de autoatendimento, que aceitam até 50 notas e um total de R$ 3 mil.

Os promotores acreditam que a conta da loja recebeu valores desproporcionais ao seu faturamento. Os investigadores suspeitam que a loja tenha sido utilizada para a criação de uma "conta de passagem", pois os valores depositados voltaram para o senador por meio de lucros provavelmente fictícios.

O MP acredita que o outro sócio da loja, Alexandre Ferreira Dias Santini, tenha sido usado como "laranja" por Flávio, para encobrir a injeção de dinheiro ilícito no patrimônio da empresa.

A defesa do parlamentar negou qualquer irregularidade na conta dele e salientou que o senador já prestou informações ao MP. Fabrício Queiroz, por meio de seu advogado, disse que nunca trabalhou na loja de chocolates e que, por isso, desconhece a maneira como ela é administrada. Flávio e Queiroz são investigados por participação no esquema de "rachadinha" no gabinete.

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