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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, classificou nesta quinta-feira(20) o massacre de Hanau, que deixou ao menos 11 mortos, incluindo o agressor e sua mãe, como "um crime arrepiante" provocado pelo ódio, xenofobia e racismo.

"O racismo é um veneno, o ódio é um veneno que existe em nossa sociedade", afirmou a política ao comentar o ataque, que é investigado como um ato terrorista. "É um dia muito triste para a Alemanha", acrescentou.

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O crime também foi comentado pelo alto representante da União Europeia (UE), Joseph Borrell. "A melhor maneira de expressar solidariedade com famílias e vítimas dos terríveis tiroteios em Hanau é agir contra o ódio, o racismo e a violência, dentro e fora da UE", escreveu. 

Da Ansa

Nesta segunda-feira (9), é celebrado o Dia Internacional contra a Corrupção, cuja data foi instituída pela Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, assinada pelo Brasil e mais de 100 países em 2003. No Brasil, país que está entre as 100 nações mais corruptas do mundo, segundo o ranking Índice de Percepção de Corrupção (CPI – Corruption Perceptions Index), publicado em janeiro deste ano pela ONG Transparência Internacional. A prática de corrupção é associada pelos brasileiros ao campo campo político. Atualmente, dez leis anticorrupção vigoram no país.

A corrupção na sua essência, trata-se das ações de suborno ou qualquer outra em que o objetivo é tirar vantagem em benefício de si próprio ou de outras pessoas. Tal ato, não implica bem-estar da sociedade, afetando setores importantes como a economia, a educação, saúde e segurança. Um exemplo são os “famosos” desvios de verba pública, que independem se o país é democrático ou não. 

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Ainda no caso dos políticos, corromper faz gerar nos povos uma descrença geral nos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário. De acordo com o Barômetro Global da Corrupção -operado pela ONG Transparência Internacional-, mais da metade dos brasileiros acreditam que a corrupção aumentou no país e cerca de 90% avalia a corrupção como um problema muito maior do que se imagina. Contudo, quando o assunto é a corrupção realizada por pessoas comuns, os dados mostram que se corromper não é característica só dos políticos. 40% da população já recebeu propina em troca de votos e 11% já admitiu ter pagado para poder utilizar serviços públicos.

Na opinião do professor e cientista político Antônio Henrique Lucena, a corrupção, seja feita por políticos ou pelos cidadãos, interfere nas relações de confiança. Há países, segundo ele, cujo nível de corrupção é tão baixo que as pessoas realmente confiam umas nas outras. "Existe um termo técnico chamado 'social trust', que é a confiança social. Um exemplo: aqui no Brasil e outros países da América Latina, é muito comum nos supermercados terem sistemas eletrônicos para evitar furtos e tudo mais. Nos país de alto nível de social trust, como a Noruega, não há absolutamente nada que regule isso, porque o nível de corrupção é muito baixo. É uma sociedade que respeita as regras, que respeita as normas", explica.

A corrupção vai além dos lugares de poder. Pequenos atos do dia a dia como: furar filas de banco, subornar um vendedor, entrar no transporte público sem pagar são todos exemplos de corrupção, os quais as pessoas comuns ou não identificam como sendo corrupção ou se sabem, não admitem que pratica.

Confira o vídeo:

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Uma consulta pública online promovida nesta quarta-feira (25), pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), vai abordar um projeto de lei para ampliar o número de ônibus climatizados no Grande Recife. Até o dia 10 de outubro, os cidadãos podem opinar e enviar sugestões ao Governo.

Caso a maioria se posicione favoravelmente, o projeto será encaminhado -em regime de urgência- à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O debate visa definir parâmetros de investimento referentes a renovação da frota do Sistema Estrutural Integrado (SEI), entre 2020 e 2023. Atualmente, 85 linhas são refrigeradas, de acordo com a Seduh.

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Neste período, as empresas de transporte deverão renovar os veículos que ultrapassarem oito anos. A intenção é que, no mínimo 70% dos veículos renovados anualmente sejam equipados com ar-condicionado. Ao fim do prazo, o estimado é que cerca de 39% a 51% da frota esteja refrigerada. O endereço para participar da consulta pública é o www.consultapublica.pe.gov.br.

Responsável por aprovar a concessão de uma fábrica de remédios à iniciativa privada, o ex-secretário Giovanni Guido Cerri é hoje sócio do mesmo grupo que venceu a concorrência durante sua gestão na Secretaria Estadual de Saúde paulista. O contrato de concessão resultou em uma dívida de R$ 74 milhões para o governo e agora é alvo de investigação do Ministério Público e da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O caso envolve a Fundação para o Remédio Popular (Furp), ligada à secretaria, que é foco de denúncias de corrupção desde 2017 e motivou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no início deste ano. Os deputados apuram suspeita de pagamento de propina na construção da fábrica. Há também o diagnóstico de que os termos da Parceria Público-Privada (PPP) para administrar a unidade tenham dobrado o custo dos remédios comprados pelo Estado e criado a dívida milionária.

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A CPI chegou à sociedade do ex-secretário com o Grupo NC, que controla o consórcio ganhador da licitação. Cerri saiu da secretaria em setembro de 2013, cerca de 15 dias após assinar o contrato que concedeu a fábrica de Américo Brasiliense, no interior paulista, a uma concessionária controlada pelo laboratório EMS. A empresa foi a única a participar da concorrência.

Em 2016, Cerri montou a empresa Clintech Participações S/A. O Grupo NC, dono da EMS, se tornou sócio meses depois e fez um aporte de R$ 1,5 milhão na Clintech - que, até então, tinha capital social de R$ 1 mil. Segundo registros da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), também são sócios do ex-secretário um dirigente do Grupo NC, Leonardo Sanchez Secundino, e o executivo da EMS Julio Cesar Borges.

Cerri diz que a empresa presta serviços de diagnóstico por imagem. Segundo o ex-secretário, o investimento de R$ 1,5 milhão seria para a compra de equipamentos. "São investimentos em equipamentos de diagnóstico (de imagem) na Santa Casa de São José do Rio Preto", disse Cerri, sobre o aporte. "A empresa está funcionando lá."

A ficha cadastral na Jucesp diz que a Clintech é uma "holding de instituições não financeiras". O documento também registra que o grupo fez novos aportes de R$ 1,5 milhão e R$ 7,1 milhões no ano de 2018.

O ex-secretário e o Grupo NC se tornaram parceiros novamente em janeiro deste ano. Eles foram admitidos, no mesmo dia, como sócios da empresa Criva, que trabalha na área de diagnóstico por imagem. Além deles, entraram outros cinco sócios na empresa, que passou a oferecer também os serviços de vacinação, laboratório clínico, anatomia patológica e citologia.

Os dados foram levantados pelo gabinete do presidente da CPI, deputado Edmir Chedid (DEM). Ele diz que a comissão pode encaminhar o caso para o Ministério Público. "Acho que a CPI tem de se debruçar em cima das respostas que ele deu, de como se deu esse negócio, para saber se não tem uma influência."

Sem relação

Questionado, o ex-secretário disse que não há relação entre a PPP e suas parcerias atuais com o grupo. "Isso não tem nada a ver com a época em que estive na secretaria, foi um fato recente, e é um grupo que faz investimentos no setor privado. É uma parceria que foi feita muito tempo depois que eu já tinha sido secretário", disse.

"Eles (laboratório EMS) foram os únicos que apresentaram proposta e a PPP correu por causa disso. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu não tinha relação com eles na época em que era secretário."

'Negócio é independente'

Em nota, o Grupo NC afirmou que seus investimentos nas empresas Clintech e Criva "fazem parte da sua estratégia de diversificação em algumas frentes de atuação, incluindo a área de diagnóstico de imagem, em que o dr. Giovanni Guido Cerri, professor de medicina e presidente de instituições médicas, é um dos grandes especialistas".

"O capital investido foi destinado à compra de equipamentos, ampliação da estrutura física e expansão das empresas. Esse negócio é independente, não tem nenhuma relação com a Furp", acrescentou.

A Fundação para Remédio Popular (Furp) está na lista de entidades que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cogita encerrar, segundo o atual secretário de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o caso na Assembleia.

Maior fabricante pública de remédios no País, a fundação produz quase 530 milhões de medicamentos por ano para a rede pública e tem quase mil funcionários. Um dos motivos para o plano de extinção, a dívida da fundação é quase toda devida à concessionária controlada pela EMS e, indiretamente, pelo Grupo NC - são R$ 74 milhões de pagamentos devidos e outros R$ 20 milhões em juros, que representam cerca de 94% do total do passivo da Furp.

Entre maio de 2015 e julho de 2016, a Furp pagou à concessionária o mesmo valor de atas de registro de preço das compras de remédios feitas pelo governo com outros fabricantes do mercado. Na média, o valor era 53% menor do que o previsto no contrato da PPP.

Após ser cobrada pela concessionária, a secretaria passou a fazer, em 2016, repasses fixos à empresa, no valor de R$ 7,5 milhões por mês, independentemente da produção. A fábrica atualmente funciona com 25% da sua capacidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta sexta-feira (12), Edson Viana, repórter esportivo da TV Globo, resolveu fazer um desabafo no seu perfil do Instagram. Na publicação, Edson afirmou que socorreu sua vizinha que havia sido agredida pelo marido durante uma discussão no condomínio.

"A violência doméstica é uma praga brasileira. Nessa noite os gritos de socorro com voz de mulher chamaram atenção onde moro. Um machão covarde a ofendia também aos gritos. Batia portas, gritava na rua. Os vizinhos chegaram para intervir. Chamei a segurança do condomínio. Nada controlava o sujeito, que continuava as ofensas na frente de todos", contou Viana.

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Em um outro momento da postagem, o jornalista disse que teve o seu celular quebrado pelo agressor. "Comecei a gravar e ele atirou meu celular longe. Ele partiu para cima de mim. Mas covarde é assim: muito valente com quem está indefeso e afina quando alguém fala grosso com ele. Até que foi embora acelerando o carrão. [...] A sociedade não pode se omitir. Essa praga tem que acabar", completou.

Seguidores de Edson Viana o parabenizaram pela atitude. "Tem que meter a colher, sim!", escreveu uma internauta. "Esse tipo de sujeito tem que acabar!", comentou outra pessoa na rede social.

Confira:

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O papa Francisco fez um alerta neste domingo (3) dizendo que líderes, como políticos, pastores, autoridades públicas, professores e até mesmo os pais, precisam "ter sabedoria para guiar alguém porque, caso contrário, correm risco de causar danos às pessoas que confiam neles". "Pode um homem cego guiar outro cego?", questionou o Pontífice durante o Angelus, na praça São Pedro. Em seguida, o líder argentino respondeu falando que "um guia não pode ser cego, mas deve ver bem, estar consciente de seu papel delicado e sempre discernir o caminho certo para liderar pessoas".

Ele ainda insistiu para que os fiéis evitem fofocas que podem prejudicar os outros e não sejam presunçosos e hipócritas. "Quem é mau traz o mau fazendo o exercício mais prejudicial: murmurando". "Isso destrói famílias, destrói escola, destrói empregos, destrói o bairro, gera guerras", explicou.

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"Por que você olha para o cisco no olho de seu irmão e não se lembra do que está no seu?", questionou Francisco ressaltando que "é mais fácil e confortável condenar os defeitos dos outros, sem ser capaz de se ver com a mesma lucidez".

O líder da Igreja Católica lembrou que enquanto tentamos observar e corrigir as falhas do próximo devemos recordar que também temos falhas. "Se eu não penso que tenho, eu não posso condenar ou corrigir os outros. Todos nós temos defeitos e devemos estar cientes de que antes de condenar o próximo, precisamos olhar para dentro de nós mesmos".

Segundo o Papa, "é sempre útil ajudar os outros com conselhos sábios", mas é preciso ter discernimento, porque só assim "seremos críveis, agiremos com humildade, testemunhando a caridade".

"Não há árvore boa que produz frutos ruins, nem árvore ruim que produz bons frutos. De fato, cada árvore é reconhecida por seus frutos", finalizou. 

Da Ansa

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“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade”. É assim que o próprio Paulo Freire se descreve, em uma das suas tantas frases famosas. Desde 2012, o educador é considerado o patrono da educação brasileira. Acusado de ser um "doutrinador comunista" por membros do atual governo Bolsonaro, o pedagogo é o único brasileiro a estar entre os 100 mais citados no Google Scholar - ferramenta de pesquisa para literatura acadêmica, na língua inglesa. Mas afinal, quem foi Paulo Freire? 

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Para Agostinho da Silva Rosas, professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e ex-presidente do Centro Paulo Freire de Estudos e Pesquisas, Freire foi um homem a frente de seu tempo. “Paulo Freire foi um homem que pensou a sociedade em um tempo de censura e que se arrasta com uma perspectiva profunda de libertação dos povos. Eu estou cada vez mais convencido que Paulo Freire é uma referência mundial para a paz, para aprendermos a viver na diferença”, exalta o docente.

Nascido em Pernambuco, no ano de 1921, Paulo Freire e sua obra são mundialmente conhecidos por seu método alternativo de educação e alfabetização de jovens e adultos. O prestígio mundial veio por meio do seu método aplicado na cidade de Angicos, interior do Rio Grande do Norte. No ano de 1962, Freire alfabetizou, em menos 40 horas, 300 pessoas entre iletrados jovens e adultos. Segundo ele, os homens aprenderam a ler, escrever e a discutir os “problemas brasileiros”.

Na ocasião, que ficou conhecida como “40 horas em Angicos”, Freire utilizou de “palavras geradoras”, baseadas na experiência de vida dos alunos para acelerar o processo de alfabetização. Por exemplo, um pedreiro tem mais familiaridade com palavras como ‘tijolo’, ‘casa’ e ‘obra’. A partir disso, o estudante começava a decodificar a fonética das palavras e a ampliar seu repertório.

“A perspectiva freiriana, quando ele trabalha com a educação de adultos incrementando o estudo político, possibilita pensar a dinâmica do processo de alfabetização muito à frente do domínio da palavra, seja ela falada ou escrita”, explica Agostinho.

Com o feito, Freire foi indicado ao posto de Coordenador do Plano Nacional de Alfabetização, pelo então presidente João Goulart, em 1964. Porém, o decreto teve vida curta. A intervenção militar realizada no mês de abril daquele mesmo ano, porém, extinguiu o plano e deixou o educador preso. Tempos depois, ele decide se exilar, retornando ao Brasil só em 1980. "A Embaixada da Bolívia foi a única que o aceitou como refugiado político. Em setembro de 1964, Paulo Freire deixa o Brasil rumo ao exílio", afirma, em nota, o Instituto Paulo Freire. Durante o período do regime militar, seus ensinamentos foram amplamente combatidos e censurados, sobre acusações de serem subversivos e de origem comunista.

 Segundo Agostinho, o fato explica o motivo pelo qual certa parcela da população, atualmente, o acusar de querer implementar uma suposta doutrina ideológica de esquerda nas escolas. Para o docente, as acusações são feitas por falta de conhecimento da vida e obra do autor. “A ideia de acusar Paulo Freire de um retrógado ou de qualquer tema nesse sentido é um atestado a falta de conhecimento, de uma leitura autêntica, autônoma e inadequada da vida e obra dele”, afirma.

Uma das hipóteses apontadas pelo instituto para a acusação de "comunismo" é o fato de que uma das ideias de Paulo Freire era de que a educação transformava as pessoas e as pessoas transformadas, por consequência, tinham o poder de transformar o mundo. "Se a população começar a ter acesso a uma educação problematizadora, que questiona a desigualdade social e econômica, os privilégios das elites, que questiona a ausência de mecanismos de controle social, por exemplo, sobre a mídia e sobre o sistema financeiro, que questiona a injustiça social e todas as formas de preconceito e de discriminação", salienta o instituto.

Agostinho é ainda mais duro na hora de descrever quem profere tais críticas. “Quem acusa Paulo Freire desta maneira tem medo. Tem medo da liberdade, da diversidade, do diálogo, da autonomia, da libertação dos povos. É a única coisa que eu posso especular”, finaliza.     

Com o fim da ditadura militar no Brasil, em 1980, Freire volta ao País e começa a lecionar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Neste mesmo ano, o autor publicou sua obra mais emblemática, escrita nos tempos de exílio. Na “Pedagogia do Oprimido”, um dos livros mais citados em obras acadêmicas no mundo, Freire critica o então modelo vigente de ensino, o chamando de “Educação Bancária”. Segundo ele, por sua posição privilegiada, os professores acabam por oprimir os estudantes. Ele salienta, ainda, que os professores tratam os alunos como simples depósitos de informação, que por sua vez absorvem dócilmente os assuntos abordados.

A pedagogia desenvolvida por ele vai na contramão disso. Segundo o escritor, a pedagogia do oprimido tem como “tônica incentivar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade”. Para Socorro Vital, coordenadora pedagógica da UNINASSAU Fortaleza, a obra promove uma forma de ensino na qual todos os envolvidos no processo de educação aprendem.     

“Na hora que ele prega essa nova filosofia, ele tira o poder do professor. O professor deixa de ser o detentor do saber, do conhecimento, da verdade absoluta. A partir disso, é proposta uma educação onde ambos aprendem. Tanto professor vai aprender com o aluno, quanto o aluno vai aprender com o professor”, explica a pedagoga. 

  Para a Socorro, além de otimizar o sistema educacional, o estudo tem como objetivo tornar os alunos um ser político consciente e ativo. “No livro, ele fala que existe o opressor e existe o oprimido. E até que ponto esse oprimido se deixa oprimir realmente. O que fazer para sair dessa opressão, para que esse oprimido passe ter vez e voz dentro da sociedade”, explica a especialista.   

Paulo Freire faleceu em 1997, no estado de São Paulo, aos 75 anos. Quase 21 anos depois de sua morte, o educador continua sendo homenageado e questionado durantes os anos. Para Agostinho, as críticas, soam com certa normalidade. “Eu vejo como normal, Paulo Freire não era implacável nos acertos. Era uma pessoa comum, como qualquer outra. Uma pessoa humana, não livre de erros”, pondera.

Legado no Exterior    

Paulo Freire é um dos acadêmicos brasileiros mais prestigiados no mundo. O pedagogo ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades estrangeiras, como Havard, Oxford, Cambridge, Genebra, Estocolmo e Lisboa. O livro Pedagogia do Oprimido é o terceiro mais citado em trabalhos acadêmicos do mundo na área das ciências humanas, segundo levantamento feito pelo pesquisador Elliott Green, educador da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (ING).   

A Finlândia, considerada como um dos países com melhor qualidade educacional do mundo, conta com um instituto exclusivo para discutir a obra do escritor. Em seu site, a iniciativa disponibiliza três livros com artigos do educador traduzidos para o finlandês. Ao total, a publicação obteve cerca de 17 mil downloads. Institutos semelhantes ao encontrado na Filândia podem ser encontrados na Suécia, Inglaterra, África do Sul, entre outros países de todo o mundo. 

Na Suécia, Freire aparece em um monumento público. A obra “Depois do Banho” é feite em uma peça de pedra-sabão esculpida entre 1971 e 1976, pela artista Pye Engström. Ao lado de Freire, aparecem outras personalidades políticas, como Pablo Neruda, Sara Lidman e Elise Ottesen-Jensen.   

Porém, assim como no Brasil, a obra Freiriana está longe de ser unanimidade. Em 1970, John L. Elias, então pedagogo da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, questionou o sentido da obra de Freire. “A teoria da aprendizagem de Freire está subordinada a propósitos políticos e sociais. Tal teoria se abre para acusações de doutrinação e manipulação. A teoria de Freire da aprendizagem é doutrinária e manipuladora?", questionou Elias.   

Ainda segundo o pedagogo norte-americano, Freire observava os sistemas educacionais da época como “principal meio que as elites opressoras usam para dominar as massas". "Conhecimento e aprendizado são políticos para Freire, porque eles são o poder para aqueles que os geram, como são para aqueles que os usam”, provoca.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar, nesta quarta-feira (2), a demarcação das terras indígenas e quilombolas no país. Depois de transferir a questão para ser cuidada pelo Ministério da Agricultura, sob a tutela da ministra Tereza Cristina (DEM), ele publicou, no Twitter, que a gestão dele vai integrar índios e descendentes de escravos à sociedade.

Na ótica de Bolsonaro, essa população está isolada “do Brasil de verdade” e manipulada por entidades sociais.

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"Mais de 15% do território nacional é demarcado como terra indígena e quilombolas. Menos de um milhão de pessoas vivem nestes lugares isolados do Brasil de verdade, exploradas e manipuladas por ONGs. Vamos juntos integrar estes cidadãos e valorizar a todos os brasileiros”, escreveu no microblog mais cedo.

De acordo com uma Medida Provisória publicada nessa terça-feira (1º), que trata da reorganização dos ministérios no governo Bolsonaro, o novo presidente retira a atribuição de identificar, delimitar e demarcar as áreas quilombolas e indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura, o que gerou polêmicas, uma vez que esses povos travam constantes brigas com fazendeiros e agropecuários sobre as terras reservadas para eles pela legislação.

Ninguém é de ferro, e todo mundo faz alguma coisa quando está sozinho que gostaria de esconder, pelos mais diversos motivos, e não adianta dizer que não. Será que sua mania está na lista abaixo? Vamos checar.

1) Vestir roupa velha

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Sabe aquela roupa que já de tão velha tem buracos? Ou pior, aquela blusa com rosto de deputado que você ganhou nas eleições passadas e que já deveria ter virado pano de chão há tempos? Serve boné também. Pois é, não dá muito para ser capa da Vogue, mas é uma sensação muito boa andar que nem mendigo pela casa, e de repende é por isso a gente ainda insiste.

2) Chorar

Bem, tem quem chore sem cerimônia na frente dos outros ou quando assistindo aquele filminho romântico, mas estamos falando daqueles choros homéricos, de soluçar, às vezes até mesmo se jogar no chão, aquele digno de quem levou o maior toco e já está no terceiro pacote de chocolate. Esses são dignos de serem vistos por poucas pessoas ou nenhuma. Até porque, mesmo quando chorando na frente de algumas pessoas mais próximas, tem aquele choro que só o seu travesseiro conhece!

3) Cheirar as axilas para saber se é hora do banho

Que jogue a primeira pedra quem nunca fez isso. Sim, cheirar a axila é quase um clássico, principalmente naqueles dias em que por algum motivo, seja por estar atrasado ou simplesmente distraído, você saiu de casa e esqueceu de usar o desodorante. Aí então é uma observação constante, e no menor indício de suor, lá vai aquela discreta checada.

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4) Navegar na internet no trabalho quando ninguém está olhando

Você pode ser o melhor funcionário, mas com certeza já usou a internet para checar aquela notícia sobre uma celebridade, fazer aposta Betfair, abrir as mídias sociais, etc. Na verdade, isso é até saudável, pois todos nós precisamos relaxar um pouco, e estimula a concentração na volta das tarefas. Mas, por via das dúvidas, melhor seu chefe não saber.

Fonte das Fotos: Pexels

5) Comer a comida que caiu no chão

Bem, não são todas as pessoas que fazem isso, e sinceramente não é recomendável para a sua saúde, mas tem muita gente que faz dependendo de alguns fatores, como se for algo seco e que caiu não tem nem 2 segundos, como chocolate, biscoito, nozes, e dependendo de onde caiu: foi no chão da cozinha ou no chão da rua? E, ainda que você diga que não come de jeito nenhum, não importa o que foi ou onde caiu, admita: nunca sequer pensou?

6) Dançar na frente do espelho com a sua roupa mais chamativa

Aquele momento em que você coloca a música no último volume e liberta a Cher que existe em você. Ou não; tem quem goste de fazer poses sensuais ou ensaiar um olhar sedutor para o próximo encontro. Seja lá o que você de fato prefere,sempre tem aquele momento em que o espelho é a única testemunha dos seus olhares/movimentos/atitudes mais loucas e espontâneas.

E então? Você se identificou com algum item da lista? E ainda que não, ninguém foge de algum hábito secreto! Que tal compartilhar algumas histórias em nossos comentários? 

Um país sem corrupção e com emprego deve ser um dos grandes desejos da maioria dos brasileiros. Nesta segunda-feira (19), por meio do Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) expressou essa vontade ao ressaltar que é hora de agir pensando. 

“Sentimentos contarão mais que partidos. Estes devem refazer-se juntos com os movimentos. Alianças novas, corrupção zero, emprego e decência. Criar [o] futuro”, ressaltou também avisando que, com base na Constituição, a oposição e a sociedade de forma geral “filtrarão” as ações do governo Bolsonaro pensando no interesse do país. 

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Recentemente, FHC expôs que não votou no capitão da reserva, mas que deseja que ele atue para o bem do Brasil. “Sem rancores, com grandeza e dentro da Constituição. Quem discorda de suas ideias também é patriota. Divergir é direito nas democracias”, enfatizou. 

Em entrevista concedida ao El País, na semana passada, o ex-presidente foi questionado como o Brasil pôde votar em um político como Bolsonaro, que possui um histórico de homofobia e de apologia à tortura. FHC respondeu indagando como foi possível alguém votar em Trump, presidente dos Estados Unidos.

“O voto no Bolsonaro não expressa um sentimento diretamente antidemocrático. Expressa a ilusão de que alguém que vem impor a ordem, seja como for, vai melhorar a situação. Não apostaram em alguém considerado, por quem votou nele, como antidemocrático, mas como alguém capaz de por fim a essa situação de desorganização. Esse é o fenômeno”, respondeu.

Ocorreu nos dias 25, 26 e 27 de outubro no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, o 3° Congresso de Ciências Exatas e Tecnologias, realizado pela UNAMA – Universidade da Amazônia, com o apoio da UNINASSAU, da Univeritas, UnG, e Faculdade Joaquim Nabuco. O tema principal do evento foi "Amazônia Globalizada e o Futuro das Cidades’’.

No dia 26, houve várias palestras sobre Arquitetura e Urbanismo e Design de Interiores. Dentre elas, "A Inovação e Cidades: Repensando Espaços Públicos’’, ministrada pelo arquiteto e urbanista Lucas Nassar. Ele falou sobre o processo de inovação em espaços públicos e criação de soluções para os problemas das cidades por meio da colaboração entre agentes públicos e sociedade.

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Lucas Nassar é diretor executivo do Laboratório da Cidade, que é uma organização sem fins lucrativos que tem a missão de pensar e propor soluções a problemas urbanos, através de intervenções estratégicas. "Uma das estratégias que nós utilizamos é o urbanismo tático, a possibilidade de a comunidade escolher o seu destino, sem esperar o Estado ou a iniciativa privada, trazer uma transformação imediata’’, explicou Lucas.

De acordo com o urbanista, o projeto surgiu de durante um curso nos Estados Unidos que o fez pensar em como contribuir pra sua comunidade. "O Laboratório da Cidade foi um trabalho de conclusão desses estudos fora, tentar desenhar como uma organização da sociedade civil poderia funcionar em Belém partindo do princípio da inovação e da colaboração, que adapta-se à realidade da Amazônia’’, disse.

Lucas Nassar explicou como utiliza a estratégia do urbanismo tático, que é uma forma de planejar a cidade, de pensar em espaços públicos de forma inovadora, colaborativa, barata, leve, rápida e flexível de se construir a cidade. O urbanista falou sobre quais meios utiliza na orientação da população. "A parte primordial é a capacitação da sociedade, fazer com que ela possa entender como a cidade funciona, para que possa agir nela. Primeiro, ajudar a sociedade a entender qual é o seu problema. Técnicas que façam com que a visualização desse problema fique mais fácil. Tentar diagnosticar o problema a partir do ponto de vista da comunidade. O outro é começar a atacar esses problemas que eles mesmo identificaram. Então não é o arquiteto, o urbanista, o político, que vai dizer qual é o problema, qual é a solução. Nós queremos ser facilitadores para que a sociedade diga qual é a pergunta, qual a resposta pra aquela pergunta’’, concluiu.

Por Amanda Lima.

 

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Alunos e professores da UNAMA - Universidade da Amazônia participam do III Encontro de Patrimônio Cultural e Sociedade, que começou na terça-feira (16), no auditório David Mufarrej, campus Alcindo Cacela, em Belém. O evento valoriza o diálogo entre academia e sociedade.

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O encontro vai até o dia 20 e levanta questões sobre a importância do patrimônio cultural na vida da sociedade. Durante todo o evento serão abordados temas como patrimônio cultural, paisagem e literatura; economia criativa, afetos e paisagens; patrimônio cultural e processos de musealização.

Segundo o professor Diego Santos, coordenador do curso de História da UNAMA, o evento possibilita o diálogo entre estudantes, profissionais e sociedade em geral. “O encontro possibilita um diálogo para além do circuito acadêmico. Possibilita pensar questões que envolvem a sociedade civil, no momento em que precisamos falar cada vez mais do patrimônio, no momento em que precisamos falar cada vez mais de história, um evento oportuno”, afirmou o coordenador.

A ideia de organizar o encontro surgiu de um diálogo entre o Departamento de Patrimônio do Estado do Pará (DEPHAC) e a UNAMA. “A partir dali se somaram esforços no sentido de se fazer, aqui na UNAMA, o principal locutor desse projeto que passou, a partir do ano passado, a congregar também outras instituições que também abraçam o projeto e que servem para que a gente sirva a sociedade com essas discussões que nós consideramos tão importantes”, disse Diego Santos.

Jefferson Bacelar, pró-reitor da UNAMA, disse que envolver história e patrimônio cultural é fundamental para Belém e para o Estado do Pará e que a UNAMA recebeu o evento com muita felicidade. “A UNAMA recebe o evento com muita felicidade, parabenizando o coordenador do curso de História, professor Diego, todos os palestrantes e aqueles que colaborarão no evento, que já chega na 3ª edição, e que tem tudo para seguir a diante”, disse o pró-reitor.

Para o professor Edgar Chagas, eventos como esse fortalecem e asseguram a importância do patrimônio cultural para o Brasil e, principalmente, para a região Amazônica. “Toda a oportunidade que você tem para discutir patrimônio, nesse momento difícil por que passa o Brasil, é de fundamental importância para manter uma sociedade identificada pelos costumes, suas tradições e suas heranças. Nós temos, na verdade, a oportunidade de que os alunos possam assistir, absorver, debater e acima de tudo entender do que se trata a importância de assegurar o patrimônio cultural para o Brasil e, principalmente, para a região Amazônica”, disse o professor.

Por Rosiane Rodrigues.

 

 

 

Rafael Bandeira/LeiaJáImagens 

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A Usina Dois Irmãos, no bairro de Apipucos, no histórico e badalado edifício datado de 1887, foi o local escolhido para que o candidato a deputado federal João Campos (PSB) promovesse, na noite dessa segunda-feira (1º), um encontro com a militância e aliados como o governador Paulo Câmara (PSB). O filho do ex-governador Eduardo Campos, que vem sendo a “promessa” da legenda em Pernambuco, foi recebido aos gritos de "deputado" pelos presentes. 

O local ostentador para a realização de mais um evento de campanha abriu também portas para João responder, durante coletiva de imprensa, como avaliava o fato de ter recebido cinco vezes mais recursos do que outros candidatos novatos. Ele justificou esclarecendo que a distribuição dos recursos foi definida após uma reunião da Executiva Nacional sobre quais seriam os critérios. 

A divisão maior ficou, segundo Campos, para os que tinham a possibilidade de lograr mais êxito na eleição, o que consequentemente também ajudaria o partido. “A decisão da quantidade de recursos que iria para cada candidato foi uma decisão da direção nacional do partido. Assim com eu vários companheiros receberam recursos do partido sendo candidato à reeleição ou não como aqui no Estado temos o companheiro Milton Coelho, por exemplo, que não tem mandato e recebeu a mesma quantidade de recursos que eu recebi do partido”.  

Ele também falou que a estratégia de campanha nessa reta final é continuar dialogando com as pessoas e percorrendo Pernambuco. “Dizer o que a gente pensa, no que a gente acredita, o que a gente deseja lutar lá em Brasília. Eu tenho feito isso e não é de hoje. Já faz algum tempo que eu faço política, que eu percorro as ruas de Pernambuco e agora é manter o mesmo ritmo e dizendo a verdade às pessoas”. 

No Recife, nesta segunda-feira (27), o procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato também afirmou que a Operação Lava Jato é aprovada por 90% dos brasileiros. A declaração aconteceu, durante coletiva de imprensa, ao ser questionado como convencer os petistas e aliados de Lula de que o Ministério Público Federal (MPF) não é seletivo. 

“Nós vemos que mais de 90% da sociedade brasileira manifestou já apoio à Lava Jato e querem que a Lava Jato vá até o final. A Lava Jato está fazendo a parte dela, nós estamos fazendo o nosso melhor, mas sozinhos nós não vamos conseguir. Nós precisamos que o eleitor brasileiro faça sua parte e selecione candidatos que tenham passado limpos e mais ainda que tenham compromisso com a agenda anticorrupção”, respondeu. 

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Ao ser perguntado o motivo de nenhum dos caciques tucanos terem sido presos, Dallagnol repetiu. “O que eu vejo é que mais de 90% das pessoas declaram apoio à Lava Jato e querem que ela vá até as últimas consequências, isso segundo pesquisas recentes”. 

Também falou que o Supremo Tribunal Federal (STF) também passou a “fatear” a Lava Jato ressaltando que várias investigações contra pessoas, por exemplo, do PSDB estão tramitando com foro privilegiado. “O caminho mais curto para isso é que essas pessoas não sejam eleitas para que possa perder o foro privilegiada e responder como todos os mortais”, enfatizou. 

Ele salientou que se as pessoas querem uma “postura firme” contra a corrupção, é preciso eleger candidatos que tenham um passado limpo. Para ele, há um problema exposto sem o tratamento adequado. “Esse tratamento deve vir necessariamente do Congresso Nacional com a aprovação de leis e reformas que fechem as brechas por onde o dinheiro público escorre. Nós temos nas mãos da sociedade a possibilidade de fazer isso acontecer por meio da eleição de pessoas comprometidas com essa reforma anticorrupção que queremos no país”. 

Uma mulher que se apresentou como "D" acabara de denunciar à polícia que foi estuprada, mas seu agressor a contra-atacou com uma série de acusações. As rígidas leis contra a difamação podem fazer uma queixa de estupro virar um delito na Coreia do Sul.

"Apresentou queixa atrás de queixa contra mim, acusando-me de difamação, de insultos, de perjúrio, de intimidação e inclusive de assédio sexual", explica esta mulher, que pede para ser identificada apenas com a letra "D" por temer por sua segurança pessoal.

"Durante meses, não consegui comer", conta à AFP. "Não conseguia dormir, tinha a impressão de estar mergulhada em um pântano do qual não sairia nunca".

Seu agressor acabou sendo condenado a dois anos de prisão por estupro e todas as queixas contra D. foram arquivadas.

Mas estes calvários judiciais não são incomuns na Coreia do Sul, onde uma pessoa pode ser julgada, inclusive se disser a verdade, por manchar a reputação de outra.

Um número crescente de supostos agressores sexuais usam o sistema para calar as vítimas ou obrigá-las a se retratarem.

Apresentar uma denúncia na delegacia não é em si motivo de queixa por difamação, mas se a vítima falar em público pode ser julgada penalmente.

E se a polícia ou a promotoria arquivarem o caso, ou o acusado for exonerado pela justiça, a denunciante pode ser julgada por falsa acusação.

"Todo o sistema tem um efeito paralisador sobre as mulheres", diz Seo Hye-Jin, da Associação de Advogadas Coreanas. "Muitos agressores usam abertamente a ameaça de queixa para intimidar", acrescenta.

Apesar do progresso econômico e tecnológico da Coreia do Sul, sua sociedade continua sendo profundamente patriarcal. O país fica regularmente nas últimas posições da classificação da OCDE sobre desigualdade.

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, 52% das vítimas de assassinato são mulheres. Muito mais que nos Estados Unidos e China (cerca de 22%) e que na Índia (41%).

- "Não resistiram o suficiente" -

As séries de televisão sul-coreanas, muito populares na Ásia, mostram personagens homens que dominam fisicamente as mulheres como demonstração de seu amor.

Mas desde 2017, a campanha mundial #MeToo contra a violência machista também se faz presente na Coreia do Sul, onde um número crescente de mulheres acusou poderosas figuras do mundo da política, da arte, da educação e da religião.

No caso de D., um investigador lhe fez um grande número de perguntas sobre "suas intenções" de "destruir a vida de um jovem promissor" e pediu à promotoria que não aceitasse processar o estuprador.

D. deixou seu trabalho, apresentou queixas contra a polícia, a promotoria e o mediador do governo encarregado dos direitos humanos para conseguir que seu caso prosperasse diante das muitas denúncias do agressor e do contínuo assédio deste e de seus familiares.

Cho Jae-Yeon, que trabalha para o Telefone Vermelho das Coreanas, assegura que muitas vítimas não denunciam. "Muitas dizem que não poderiam suportar ser alvo de uma investigação e se arriscar a uma eventual condenação, como se já não tivessem sofrido o suficiente".

As falhas do sistema judicial não afetam apenas os casos de agressão sexual: o funcionário de um escritório de arquitetura foi condenado a uma multa por denunciar na internet atrasos no pagamento de salários e outras irregularidades.

Em 2016, foram arquivadas 55% das denúncias de agressão sexual, muito mais que nos casos de assassinato (22%) e roubo (26%), segundo o Instituto da Justiça.

E se o caso chega ao tribunal, a vítima deve demonstrar que opôs resistência porque o estupro é definido como o resultado "da violência ou da intimidação" e não da ausência de consentimento.

No passado, vários julgamentos por estupro foram rejeitados porque as vítimas "não resistiram o suficiente".

Um painel da ONU sobre a igualdade entre sexos chamou recentemente o governo a revisar sua definição de estupro e a proteger as vítimas de falsas denúncias de difamação.

O agressor de D. continuou assediando-a quando saiu da prisão, até que em 2014 foi condenado por intimidação e assédio, pondo fim a quatro anos de pesadelo.

Samara Felippo usou seu Instagram na última terça-feira, dia 3 para publicar uma foto de suas filhas com um texto falando sobre como o racismo surge na sociedade.

Nele, Samara começa dizendo que as crianças não nascem racistas, mas a sociedade vai aos poucos introduzindo este pensamento a elas. A atriz defende que é possível combater o racismo por meio de luta e mudanças de opinião, com cada um fazendo a sua parte.

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Quantas vezes você já olhou para todos os lados, analisou todos os problemas, refletiu sobre as possíveis soluções e, ainda assim, pensou em desistir? Desistir de tudo, desistir dos sonhos, desistir da vida, desistir da felicidade e tudo o mais que faz o seu sangue pulsar? Certamente muitas.

Acontece que somos testados, desafiados, confrontados a todo instante. Seja com situações inesperadas, outras um tanto previstas e até aquelas situações que parecem ser de outro planeta, mas que, ainda sim, surgem para analisar o nosso poder de insistência, a nossa força.

Viver não é uma tarefa fácil ou simples, porém é muito prazerosa. É cheia de encantos, de possibilidades e de grandes aventuras, e é justamente por isso mesmo que, quando nos deparamos com os momentos difíceis, tudo parece perder o sentido e a vontade de recuar surge querendo ganhar tamanho.

Em uma sociedade altamente conectada, ágil, cheia de afazeres e responsabilidades, é normal encarar os prognósticos do dia a dia como dilacerantes. Estão aí as contas para pagar, as questões de saúde, o comportamento dos filhos, os exemplos de violência, os conflitos internos e tantas outras coisas. Mas então vem o questionamento: quem não enfrenta esses dilemas hoje em dia? Todo mundo. Porém, a resolução está na maneira de encarar as situações e como dar a volta por cima.

Desistir, todo mundo vai querer, pelo menos uma vez na vida, mas o seu otimismo precisa ser mais forte e presente, e isso quem diz é a ciência. O nosso cérebro tem a capacidade de elaborar uma estratégia que faz com que nossos neurônios tendenciem ao otimismo, sobretudo para o futuro. Esse mecanismo se chama “viés otimista” e implica na propensão do cérebro humano em enxergar o amanhã como uma grande promessa.

Por isso é preciso compreender que o otimismo gera iniciativas e estas iniciativas farão com que a palavra desistir não ganhe força.

Durante protestos sobre temas diversos sociais, uma onda de “todos juntos” por um ideal toma conta de quem vai às ruas. Não foi diferente o que aconteceu, no final da tarde desta quinta-feira (15), no centro do Recife, durante o ato marcado em manifestação ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), que aconteceu na noite dessa quarta (14), no Rio de Janeiro. O protesto, que teve concentração na Câmara Municipal de Vereadores, saiu em caminhada até o Palácio do Campo das Princesas. Em um só tom, os que participaram do ato, em sua maioria jovem, clamavam por justiça e repetiam com insistência a frase “não vão nos calar”. 

No entanto, os militantes, manifestantes e até colegas de Marielle tiveram que durante a caminhada se deparar com o outro lado da história: a apatia. Se, de um lado, o momento era de dor e comoção onde muitos se abraçavam, do outro, não raro, foi visto pessoas que passavam reclamando a começar pelos motoristas que, impedidos de passar, de forma agressiva ressaltavam que travar o trânsito é algo “injusto”. 

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Mais a frente, enquanto caminhavam, muitos dos que passavam a pé também pareciam incomodados. Na hora em que os líderes pediram um minuto de silêncio, um cidadão que provavelmente voltava do trabalho gritou sem pensar: “Isso tudo aqui não resolve nada”. O outro chegou a dizer: "Palhaçada". Os manifestantes calados continuaram como que já conformados com esse tipo de tratamento. 

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No exato momento, uma das que discursaram na hora do silêncio, disse que existe luta enquanto há homens que “planejam” a morte dos que incomodam. “Todos querem o nosso silêncio, o silêncio da nossa liberdade, o silêncio do nosso corpo, mas não nascemos para a dor, não nascemos para o silêncio. O silêncio já não é mais um caminho. Não venha nessa de chamar uma mulher de vagabunda e engole esse assobio”, desabafou uma mulher que se definiu como uma “Marielle Presente”, em referência que todas representam a vereadora. 

No final do ato, que terminou em frente do Palácio do Campo das Princesas, foi mostrado uma outra face: o tumulto gerado pela “ausência” do Estado. Uma fileira de policiais e uma grade separou os manifestantes do palácio, o que gerou revolta por parte de alguns. “Cadê o governador que não vem falar com o povo”, indagou um dos presentes, apesar do horário avançado. “Para que esta grade?”, perguntou outro. Uma confusão iniciou quando alguns tentaram avançar derrubando as grades, mas a reação foi imediata: spray de pimenta contra o grupo. 

O simpático velhinho de roupa vermelha e barba branca que vemos nestes dias com destaque em centros comerciais de todo o mundo, tornou-se um ícone cultural da sociedade de consumo do terceiro milênio.

Apesar de ter se baseado em um bispo que viveu no século IV da nossa era, o sorridente personagem que encanta as crianças foi elaborado nos últimos 17 séculos com elementos de mitos de diversas regiões e países.

O personagem original foi um bispo da cidade de Mira, no antigo reino de Lícia - na atual Turquia - de nome Nicolau, célebre pela generosidade mostrada junto a crianças e pobres, mas que, mesmo assim, foi perseguido e preso pelo imperador Diocleciano.

Com a chegada de Constantino ao trono de Bizâncio, o bispo Nicolau foi libertado e pôde participar do Concílio de Niceia (325). Após a sua morte, foi canonizado pela Igreja Católica como São Nicolau. Surgiram, então, incontáveis histórias de milagres realizados pelo santo em benefício de pobres e desamparados.

Nos primeiros séculos após sua morte, São Nicolau tornou-se padroeiro da Rússia e Grécia, bem como de inúmeras sociedades beneficentes e das crianças, jovens solteiras, marinheiros, mercadores e prestamistas.

A partir do século VI, foram erguidas várias igrejas dedicadas ao santo, mas essa tendência foi interrompida com a Reforma, quando o culto a São Nicolau desapareceu da Europa protestante, com exceção da Holanda, onde era chamado de Sinterklaas.

Na Holanda, a lenda do Sinterklaas fundiu-se com antigas histórias nórdicas sobre um mago mítico que andava em um trenó puxado por renas, premiava com presentes as crianças boas e punia as que se comportavam mal.

No século XI, mercadores italianos que passavam por Mira roubaram relíquias de São Nicolau e as levaram para Bari, a partir do quê essa cidade italiana, onde o santo jamais pôs os pés, tornou-se um centro de devoção e peregrinação.

No século XVII, emigrantes holandeses levaram a tradição de Sinterklaas para os Estados Unidos, cujos habitantes adaptaram o nome para Santa Claus, mais fácil de ser pronunciado, e criaram uma nova lenda, consolidada no século XIX, sobre um velhinho alegre e bonachão que percorria o mundo em seu trenó no Natal, distribuindo presentes.

Enquanto nos Estados Unidos ele era conhecido como Santa Claus, do outro lado do Atlântico, no Reino Unido, chamava-se Father Christmas (Papai Noel). Com um nome ou outro, o certo é que o personagem baseado no bispo Nicolau tornou-se rapidamente o símbolo do Natal - estimulando as fantasias infantis - e, principalmente, um ícone do comércio de presentes de Natal, que envolve anualmente bilhões de dólares.

A tradição não demorou a cruzar novamente o Atlântico, dessa vez renovada, e se estender a vários países europeus, em alguns dos quais Santa Claus mudou de nome. Na França, o Father Christmas dos ingleses virou Père Noël, nome que os espanhóis e os portugueses traduziram para Papá Noel e Pai Noel - e a tradição se estendeu rapidamente à América Latina.

Dizem ainda que o visual moderno do Papai Noel (roupas vermelhas e gorro com barrete branco) teria sido uma invenção da Coca-Cola, que nos anos 30 promoveu uma campanha repaginando o Bom Velhinho com as cores oficiais de seu produto.

Todos ainda estão chocados com o acidente ocorrido neste domingo último em um bairro da zona norte do Recife. A irresponsabilidade de um bandido que estava usando como arma um carro terminou por destruir a vida de muitas famílias, a ação marginal deste cabala por nome de João Victor Ribeiro de Oliveira, de 25 anos, informou que era usuário de maconha e que tinha problemas com bebidas alcoólica, claro que isso é uma tática para se livrar de uma punição, aliás quem foi punido de maneira severa sem direito a nada foram as famílias vitimadas por esse bandido. O problema maior está na falta de punição para estes tipos de delitos no Brasil. O presidente da Comissão de Direito Viário da OAB/SP, Maurício Januzzi Santos, destacou que a pena prevista hoje para o motorista embriagado que provoca acidentes com morte é irrisória, com previsão de apenas dois a quatro anos de reclusão. Segundo ele, muitas vezes essa pena é trocada por serviços a comunidade, o que, na sua opinião, seria “um tapa na cara” na família da vítima de acidente de trânsito. O advogado também defendeu, como fizeram outros especialistas a instituição do crime doloso para os motoristas embriagados que provoquem acidentes, com pena de reclusão de 5 a 8 anos. O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Telles, apresentou uma análise dos sinistros de trânsito no DF em 2012, que mostra que em cerca de 75% das coalizões pelo um dos motoristas usou álcool e, em 12%, houve uso de drogas ilícitas. “Consideramos fundamental a previsão na legislação que o pessoal que faz a fiscalização possa aplicar exame para outras drogas também”, disse. Ele também defendeu o teste de bafômetro para todo motorista envolvido em coalizão, independentemente se é culpado ou vítima; e aumentar a pena para motoristas que transitam sob o efeito de drogas. Para um criminoso desses 30 anos é pouco para ficar preso, me desculpem a força das palavras mas  o melhor seria a pena de morte.
 
Os bandidos da Brasília querem mesmo acabar com a lava Jato
Pasmem os queridos leitores, o  senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não tem dúvida de que a Operação Lava Jato, em sua avaliação, tem cunho político partidário, um dos maiores marginais da política brasileira disse isso  ao avaliar a declaração de procuradores da República, como Deltan Dallagnol, de que em 2018, ano de eleição presidencial, se dará a "batalha final". 
Querem mesmo abafar tudo
 
"A declaração de que "a batalha final será em 2018", confirma que muitas investigações são políticas, sem provas, com delações encomendadas e objetivos pré-determinados. Daí os arquivamentos",  acreditem mas quem disse isso acima entre aspas foi o homem de bem, político correto e homem sério  Renan Calheiros. O nobre  senador publicou o texto  em seu perfil no Twitter. Então estamos mesmo perdidos com esse tipo de gente mandando no Brasil.
Os motivos da revolta de Renan
Os procuradores  federais disseram em carta nesta segunda-feira que que o futuro da operação depende da composição do próximo Congresso Nacional e exortaram a população a fazer boas escolhas, de preferência, candidatos ficha limpa, sem histórico de corrupção e que pretendem se eleger para apoiar a Lava Jato.
PSDB  se arrumando
 
Finalmente após jantar com Marconi Perillo e Tasso Jereissati, o governador Geraldo Alckmin disse que aceita mesmo  presidir o PSDB para fortalecer a legenda que está jogada nas mãos de Aécio e companhia.
A fala

Se o meu nome puder unir o partido, fortalecer o partido, como vigoroso instrumento de mudança para o Brasil, é nosso dever", afirmou o governador de São Paulo já de olho na presidência do Brasil no ano que vem.
Reunião
O PSDB  ainda tem marcada convenção no dia 9 para eleger sua nova Executiva.  Marcone Perillo, governador de Goiás, e Tasso Jereissati , senador pelo Ceará, retiraram suas candidaturas a presidente do partido em acordo com Alckmin.
 
O escolhido
Geraldo Alkmin é mesmo o favorito entre tucanos para disputar o Planalto, o governador paulista evitou comentar como se comportará, caso assuma o PSDB, em relação ao PMDB e ao governo Michel Temer. Enquanto isso o senador projeto de mafioso Aécio Neves continua calado e chupando dedo.
 
De olho na cadeira de Temer
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa conversou por mais de uma vez com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Barbosa se filiará ao partido apenas para concorrer à Presidência.
 
Criticas a Aécio Neves
 
O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a decisão da Suprema Corte de dar ao Senado o aval para decidir sobre a prisão e as medidas cautelares impostas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai entrar para a "antologia de erros" do STF. Mais um ministro assumindo a porcaria feita pelo STF.
 

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