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Neste final de semana os médicos cubanos desembarcaram na Itália para auxiliar o País durante a pandemia no novo coronavírus. Muitos profissionais fizeram parte do programa brasileiro Mais Médicos e deixaram o País após o governo cubano chamá-los de volta por desacordo com condições impostas pelo então presidente eleito, Jair Bolsonaro. Os cubanos foram ovacionados ao desembarcarem no país no último domingo (22).

No Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff falou sobre a chegada dos profissionais a Itália e sobre o afastamento dos cubanos. "Bolsonaro afastou do país mais de 10 mil profissionais de saúde que nos hoje ajudariam a combater o coronavírus".

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Confira:

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Cuba autorizou nesta segunda-feira o navio de cruzeiro britânico MS Braemar, com cinco casos confirmados do novo coronavírus, a atracar na ilha, de onde seus passageiros serão repatriados de avião para a Grã-Bretanha.

"A pedido do governo britânico, Cuba autorizou o navio MS Braemar a atracar no país, com um pequeno número de viajantes diagnosticados com Covid_19", tuitou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.

O chefe da diplomacia cubana especificou que "juntamente com as autoridades britânicas, foi combinado que, uma vez que os viajantes cheguem a Cuba, eles retornem de forma segura e imediata ao Reino Unido por via aérea".

"Medidas sanitárias estabelecidas nos protocolos da OMS e do MINSAP Cuba (Ministério da Saúde Pública) serão adotadas para receber passageiros e tripulantes", afirmou.

Em uma declaração, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba enfatizou que "são tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para enfrentar nossos desafios comuns".

Cuba, que tem quatro casos confirmados do novo coronavírus, multiplica as ações de prevenção e vigilância, mas mantém suas fronteiras abertas, ao contrário do que a maioria de seus vizinhos faz, uma vez que o turismo é o motor de sua economia.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou que o governo chinês está usando medicamento cubano para combater o novo coronavírus. Segundo o gestor, mais de 1,5 mil pacientes teriam sido curados após serem administrados com Interferon alfa 2B (IFNrec).

"Interferon alfa 2B: o medicamento cubano usado na China contra o coronavírus. Nosso apoio ao governo e povo chinês em seus esforços para combater o coronavírus", escreveu o presidente.

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O medicamento é produzido desde 25 de janeiro na fábrica chinesa ChangHeber, localizada na cidade de Changchun. O Interferon alfa 2B é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar a condição respiratória, segundo o portal Terra.

O IFNrec também é usado contra infecções virais causadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), papilomatose respiratória causada por papiloma humano, condiloma acumulado e hepatite tipos B e C e em terapias contra vários tipos de câncer. Cuba ainda não possui casos confirmados do novo coronavírus.

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales deixou Buenos Aires na madrugada desta segunda-feira, 10, com destino a Cuba por motivos de saúde, e retornará no próximo fim de semana à Argentina.

"O ex-presidente Evo Morales fez uma viagem não programada na noite passada a Cuba por razões de saúde. Seu retorno está marcado para este fim de semana, a fim de cumprir a agenda programada", diz o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa de Evo Morales.

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O presidente argentino, Alberto Fernández, também confirmou a viagem do boliviano. "Então, me disseram que parecia que estava passando por tratamento de alguma coisa e teria de viajar. Ele tinha falado dias atrás comigo", disse Fernández à Rádio Continental, de Buenos Aires, quando questionado sobre a viagem de Evo a Havana. O presidente destacou que "nada o impede, como refugiado político, de viajar para Cuba".

Evo foi submetido a uma cirurgia de laringe em Cuba em abril de 2017, quando removeu um tumor benigno da corda vocal esquerda.

Evo ficou no poder na Bolívia entre 2006 e 2019. No ano passado, após vencer eleição que foi considerada fraudada pela oposição, foi alvo de protestos e da pressão de parte das forças de segurança, acabando por renunciar à presidência. Ameaçado, fugiu do país, passou pelo México e, posteriormente, passou a viver na Argentina. Agora, tenta se candidatar ao Senado boliviano.

Segundo o jornal boliviano El Deber, Evo está entre as candidaturas "observadas" pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que significa que ele deverá entregar mais informações solicitadas pelo órgão, correndo o risco de ter seu nome impugnado nas urnas.

O candidato à presidência do partido de Evo - Movimento ao Socialismo (MAS) -, Luis Arce, é alvo do mesmo procedimento, com isso o MAS poderia não ter candidato ao comando do país na disputa marcada para 3 de maio. A sigla diz ser perseguida pelos oposicionistas, após a queda de Evo. (Com agências internacionais)

Os Estados Unidos anunciaram ontem a suspensão de voos fretados para Cuba, com exceção de Havana. Com isso, a medida afetará nove aeroportos do país caribenho, menos o de José Martí, na capital cubana.

No entanto, o terminal também será afetado por uma limitação de voos ainda a ser determinada. Os operadores de turismo terão 60 dias de prazo para passar a cumprir a decisão. No final de outubro, os EUA já haviam anunciado a proibição de voos comerciais para Cuba, com exceção de Havana.

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O vice-presidente Hamilton Mourão recebeu nesta quinta-feira (12) representantes de Cuba e da Argentina, governos alvos de críticas frequentes do presidente Jair Bolsonaro. As visitas a Mourão ocorreram com Bolsonaro longe do Palácio do Planalto. O presidente viajou hoje para Tocantins e Rio de Janeiro.

Ao deixar a reunião no Planalto, o embaixador de Cuba, Rolando Antonio Gómez González, lamentou mudança de postura do Brasil sob o governo Bolsonaro. O País passou a apoiar, na ONU, o embargo econômico sobre Cuba promovido pelos Estados Unidos. "Lamentavelmente se somou a esse isolacionismo de Estados Unidos e Israel, que são os únicos países do mundo que aprovam essa política contra Cuba", afirmou González.

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Mourão disse que as visitas foram de "cortesia" e solicitadas pelos diplomatas. O vice-presidente negou que a agenda tenha sido encaixada propositalmente no dia que Bolsonaro estava distante. "Não tinha nada a ver. É o horário disponível. O presidente sabia".

"Eu não concordo com a política de Cuba. Disse isso ao embaixador. Temos divergências, mas temos de construir convergência sempre", afirmou Mourão.

Antes da visita do representante de Cuba, Mourão havia recebido Daniel Scioli, indicado por Alberto Fernández para embaixador do Brasil e candidato derrotado por Mauricio Macri na disputa a presidente de 2015.

Mourão disse que Scioli está no Brasil para articular a sua indicação à Embaixada. "(Argentina) tem desafios e vão precisar do nosso apoio ao que for necessário", disse.

O vice-presidente esteve na posse de Fernández na terça-feira, 10, na Argentina. A ida de Mourão foi um recuo de Bolsonaro, que havia decidido não enviar representantes do primeiro escalão à cerimônia.

"Quando voltei (da posse) passei relatório a ele (Bolsonaro). Ressaltei que houve parágrafo no discurso em relação ao Brasil. Foi muito importante. Demonstrou interesse que a relação entre os dois países ocorra de forma natural", declarou Mourão.

Mourão já recebeu opositores de Bolsonaro em outras ocasiões. Em outubro, quando o presidente viajava à Ásia, o vice se reuniu com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O governador disse à época que a audiência já estava marcada "há algum tempo" e passou pelo aval de Bolsonaro.

O vice-presidente, no entanto, negou nesta quinta-feira (12) que receber opositores seja uma missão dada por Bolsonaro. "O presidente não me deu nenhuma tarefa nesse sentido", disse.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht afirmou, na primeira entrevista que concedeu após ser solto em dezembro de 2017, que a construtora se instalou em Cuba a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao falar para o jornal Folha de São Paulo, Marcelo, que comandou a Odebrecht até 2015 quando foi preso, também negou que haja algum tipo de 'caixa-preta' da empresa no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Questionado sobre como se deu a expansão internacional da Odebrecht para países alinhados politicamente com o governo brasileiro, como Cuba, Venezuela e Angola, Marcelo disse que existiu uma orientação de Lula apenas para Cuba.

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"Eu diria que, nesses 20 anos, só uma exportação teve uma iniciativa por parte do governo brasileiro e que, apesar da lógica econômica por trás, teve uma motivação ideológica e geopolíticas, que foi Cuba. Em todos os países, nós íamos por iniciativa própria, conquistávamos o projeto e buscávamos uma exportação de bens e serviços. Em Cuba houve um interesse do Brasil de ajudar a desenvolver alguns projetos. E aí, Lula pediu para que a Odebrecht fizesse um projeto em Cuba”, revelou. 

Segundo Marcelo, o pedido foi para que a empreiteira fizesse uma estrada  que estava deteriorada, após um desastre ambiental, e isso ajudaria na geração de emprego no país, mas a construtora decidiu fazer um porto. "A gente avaliou as oportunidades e identificou que o melhor para o Brasil, economicamente e do ponto de vista de exportação de bens e serviços, era fazer um porto em Cuba. A obra de um porto tem muito mais conteúdo que demanda exportação a partir do Brasil. Para fazer uma estrada ou casa, em geral, é mais difícil fazer exportação. No caso de um porto, tem estrutura metálica, maquinário, produtos com conteúdo nacional para exportar do Brasil", detalhou. 

O herdeiro do grupo Odebrecht admitiu ainda que não foi fácil escolher ir para Cuba, mas eles aceitaram. Já quando perguntado sobre interferências internacionais de Lula, ele disse que viviam um "dilema" com as viagens internacionais de Lula. "Ele vendia bem o Brasil. E na maioria dos países, a gente já estava havia mais de dez anos, 20 anos. Muito antes do Lula. E éramos a única empresa brasileira”, disse.

“A gente queria se beneficiar da ida do Lula para reforçar os links com países e, portanto, melhorar a nossa capacidade de atuar lá. Mas, ao mesmo tempo, quando Lula chegava ele não defendia só a Odebrecht. A gente se esforçava, passava notas para o Lula. Porque a gente fazia questão de deixar claro o que a Odebrecht já fez em outros países para Lula, Dilma e Fernando Henrique”, emendou.

BNDES

Marcelo também tratou durante a entrevista sobre o BNDES. O empreiteiro garantiu que a Odebrecht não tem nenhum tipo de 'caixa-preta' com o banco estatal. 

"O pessoal diz que o BNDES praticou políticas, principalmente de juros baixos e condições favoráveis de financiamento, que eram compatíveis com o mercado. Questionam o jatinho e constroem a história  de uma maneira espetaculosa... De fato, as condições gerais do BNDES, tanto de juros quanto de prazo, são muito melhores. Em relação ao mercado brasileiro, são distorcidas. Mas eram extremamente compatíveis com o que se praticava no resto do mundo", esclareceu. 

Segundo Marcelo Odebrecht, o BNDES financiava a exportação de conteúdo nacional para projetos do exterior, mas "nunca deu dinheiro para que se produzisse no exterior".  "A parcela de gastos no exterior tinha que ser bancada pelo cliente e outras fontes", explicou.

O Departamento americano dos Transportes suspendeu a autorização para as empresas aéreas dos Estados Unidos voarem para Cuba, à exceção do Aeroporto Internacional José Martí, de Havana.

Esta medida foi adotada "a pedido do departamento de Estado", disseram nesta sexta-feira as autoridades, acrescentando que a medida entrará em vigor em 45 dias.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, pediu em uma carta ao departamento dos Transportes que suspenda a autorização dos voos para reforçar as sanções contra o governo em Havana pela "repressão a seu próprio povo, além de seu contínuo apoio" ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

Segundo o departamento de Transportes, esta medida afeta nove aeroportos internacionais, incluindo o de Santiago de Cuba.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado o embargo que aplica à Ilha desde 1962, revertendo a abertura adotada por seu predecessor, Barack Obama, e aplicando medidas que afetam o turismo, investimentos e o envio de combustível.

Na semana passada, o departamento de Comércio anunciou restrições para impedir que o governo cubano arrende aviões para suas empresas aéreas estatais.

Esta medida obrigou a estatal Cubana de Aviação a suspender seus voos para México, Venezuela e outros destinos do Caribe.

A lendária bailarina e coreógrafa cubana Alicia Alonso morreu nesta quinta-feira, em Havana, aos 98 anos, informou o Balé Nacional Cubano.

Alonso, a única latino-americana a ter o título simbólico de "prima ballerina assoluta" (concedido aos bailarinos mais excepcionais), morreu às 11h00 locais (13H00), segundo o porta-voz da companhia que ela fundou e dirigiu.

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O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, reafirmou seu sólido apoio a Cuba nesta quinta-feira (3), quando a ilha sofre de problemas de combustível devido a sanções dos Estados Unidos, que ele denunciou como uma tentativa americana de aplicar um "bloqueio energético".

"Cuba sempre poderá contar com o apoio da Rússia", garantiu Medvedev, que chegou na quinta-feira à ilha para uma visita de dois dias.

O segundo homem mais poderoso da Rússia disse que Cuba tem neles "sócios e amigos confiáveis", reafirmando o apoio de Moscou à ilha que viveu com apoio soviético durante quase 30 anos, até o começo da década de 1990.

"Com o presidente Miguel Díaz-Canel reafirmamos o desejo de reforçar nossa cooperação estratégica", acrescentou Medvedev em uma declaração à imprensa, após apresentar uma série de acordos de cooperação científica, aduanas, setor ferroviário e de energia nuclear aplicada à medicina.

Já o presidente Díaz-Canel anunciou que irá a Moscou no fim do mês se encontrar com seu homólogo, Vladimir Putin.

O governante cubano recebeu Medvedev em um encontro no qual "destacaram o excelente estado dos vínculos bilaterais e os laços históricos que unem ambos os povos e governos", disse o chanceler cubano Bruno Rodríguez.

A visita de Medvedev ocorre em um momento crítico para o país, que enfrenta uma escassez significativa de combustível após as sanções de Washington contra navios que transportam petróleo da Venezuela, principal fornecedor de petróleo bruto de Cuba.

"É evidente o desejo (de Washington) de criar uma atmosfera tóxica ao redor da cooperação com a ilha, se assustar investidores e de criar uma forma de bloqueio energético", afirmou Medvedev.

Ele destacou que a "Rússia se opõe categoricamente ao bloqueio".

Os Estados Unidos, que aplicam um embargo contra a ilha desde 1962, acusam Havana de apoiar militarmente o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

Nas últimas semanas, foram formadas filas de várias horas em frente aos postos de gasolina, enquanto a frequência de ônibus e trens foi reduzida, o ar condicionado é racionado em empresas estatais e muitos funcionários trabalham de casa.

A crise, "conjuntural" segundo o governo, força Cuba a viver em câmera lenta. Isso afeta o crescimento econômico, enquanto o turismo, uma das principais atividades, já está na metade.

Nessas circunstâncias, a solidariedade da Rússia - cujo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, visitou Cuba em julho - e seu outro grande aliado, a China, é bem-vinda.

A Rússia parece já ter começado seu "retorno" ao solo cubano, com um aumento no comércio de 34% em 2018, para 388 milhões de dólares, e que deve chegar a 500 milhões de dólares em 2019, disse recentemente o vice-primeiro-ministro russo, Yury Borisov.

Mas "a longo prazo, Cuba deve resolver os desequilíbrios macroeconômicos e avançar com as reformas para reduzir sua vulnerabilidade", alerta o cientista político Carlos Alzugaray sobre um país que viveu três décadas sob a asa do irmão mais velho soviético antes substitua essa dependência econômica por outra: a Venezuela.

Cuba criticou o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, por sua "baixeza e apodrecimento" após a decisão de impor uma proibição de viagem ao ex-presidente cubano Raul Castro.

"Esta é uma ação desprovida de qualquer efeito prático e destinada a ofender a dignidade de Cuba e os sentimentos de nosso povo", disse o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodriguez Parrilla, um uma reunião de líderes mundiais neste sábado na Organização das Nações Unidas.

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No início desta semana, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou a proibição imediata de viagens de Castro e sua família por violações dos direitos humanos, dizendo que não seria permitido entrar nos Estados Unidos.

Pompeo disse que a proibição foi uma resposta aos "abusos graves dos direitos humanos" em Cuba e apoiar o líder venezuelano Nicolas Maduro em sua repressão a oposição. Castro não é mais presidente de Cuba, mas permanece no topo da lista cubana do Partido Comunista.

Fonte: Associated Press

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (26) sanções contra o cubano Raúl Castro e sua família, acusando o ex-presidente cubano de violações dos direitos humanos.

No Partido Comunista, "Raúl Castro supervisiona um sistema que detém arbitrariamente milhares de cubanos e atualmente mantém mais de 100 presos políticos", disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

As sanções implicam que o ex-presidente, irmão do falecido líder revolucionário Fidel Castro, não poderá viajar para os Estados Unidos.

Embora seja improvável que o ex-líder de 88 anos planeje uma viagem ao país, a medida também significa que sua família mais próxima ficará impedida de entrar nos Estados Unidos.

Entre as pessoas proibidas de viajar está a filha Mariela Castro Espin, que se tornou uma das principais defensoras dos direitos dos gays e conscientização sobre hiv/aids.

Ela visitou São Francisco e Nova York em 2012, provocando um protesto dos críticos de Castro nos Estados Unidos.

Pompeo explicou que essa decisão também foi tomada devido ao apoio de Raúl Castro ao presidente de esquerda da Venezuela, Nicolás Maduro, cujo país está imerso em uma grave crise econômica.

"Os Estados Unidos apoiam fortemente os direitos do povo cubano e venezuelano", afirmou Pompeo em comunicado.

"Continuaremos a procurar todas as ferramentas diplomáticas e econômicas para ajudar o povo venezuelano a alcançar a transição que merece", acrescentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu livrar a América Latina do socialismo, uma posição que ecoa muitos exilados cubanos e venezuelanos na Flórida, um estado politicamente fundamental para as eleições de 2020 nas quais ele buscará a reeleição.

Suas medidas contrastam com as do ex-presidente Barack Obama, que conheceu Castro em uma viagem histórica a Cuba em 2016, enquanto tentava acabar com décadas de hostilidade entre os dois países.

Doses de ironias e frases duras contra opositores marcaram o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante a reunião da cúpula dos países na 74ª assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nessa terça-feira (24). 

Além de salientar sobre a preservação da Amazônia, soberania do país, política externa, terras indígenas, Mercosul e economia, por exemplo, o presidente aproveitou o holofote para expor sua avaliação diante de assuntos que, na ótica de estudiosos, não deveriam ter norteado a fala. 

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O LeiaJá separou trechos da intervenção do presidente na ONU que foram mais polêmicos. Veja: 

1 - [Mais Médicos] “Em 2013, um acordo entre o governo petista e a ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem nenhuma comprovação profissional. Foram impedidos de trazer cônjuges e filhos, tiveram 75% de seus salários confiscados pelo regime e foram impedidos de usufruir de direitos fundamentais, como o de ir e vir.

Um verdadeiro trabalho escravo, acreditem... Respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU!”

2 - [Cuba e a difusão da ditadura] “A história nos mostra que, já nos anos 60, agentes cubanos foram enviados a diversos países para colaborar com a implementação de ditaduras. Há poucas décadas tentaram mudar o regime brasileiro e de outros países da América Latina. Foram derrotados!”

3 - [Emmanuel Macron] “É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista”.

4 - [Cacique Raoni -1] “A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros. Muitas vezes alguns desses líderes, como o Cacique Raoni, são usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia.”

5 - [Cacique Raoni -2] “Acabou o monopólio do senhor Raoni”.

6 - [Ideologia] “Durante as últimas décadas, nos deixamos seduzir, sem perceber, por sistemas ideológicos de pensamento que não buscavam a verdade, mas o poder absoluto... A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que Ele nos revestiu”.

7 - [ONU] “Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!”

8 - [Amazônia] “Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece praticamente intocada”.

Autoridades cubanas denunciaram nesta quinta-feira (12) uma "censura" do Twitter, após a suspensão de dezenas de contas de veículos de imprensa e órgãos oficiais, enquanto a rede social destacou violações em suas normas sobre múltiplas contas.

A suspensão ocorreu na noite de quarta-feira, em um momento em que o presidente Miguel Díaz-Canel se apresentava ao vivo na televisão para falar sobre uma crise de combustíveis na ilha.

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O Ministério da Cultura considerou ter havido uma "operação do Twitter made in EUA para tentar silenciar Cuba" e denunciou que a rede social "censurou" as contas de vários de seus vice-ministros, além de que "muitas outras contas foram bloqueadas".

Durante a fala do presidente, o "Twitter suspendeu as contas dos principais veículos e operadores de informação em Cuba", informou a chancelaria cubana nesta rede social.

"Em uma evidente operação orquestrada, tentou-se limitar os pronunciamentos dos revolucionários a favor da verdade", acrescentou. O corte de contas ocorreu enquanto o presidente cubano apontava Washington como responsável pela falta de combustível, por suas sanções contra a ilha.

Quando o chefe de Estado começou a falar, a conta do programa foi suspensa, assim como a do canal de televisão Caribe e a de outros veículos de comunicação oficiais, incluindo os históricos jornais Granma e Juventude Rebelde.

As contas do Ministério das Comunicações, assim como a da deputada Mariela Castro - filha do ex-presidente Raúl Castro - e do Partido Comunista de Cuba (PCC, único) também foram suspensas, constatou a AFP.

"O Twitter censura maciçamente jornalistas e mídia em Cuba", reagiu a União de Jornalistas cubanos, ao lembrar que o Grupo de Tarefas da Internet para Cuba, criado pelo Departamento de Estado americano, recomendou em junho usar esta rede social como "rodovia da subversão" na ilha.

Contatado pela AFP, o Twitter referiu-se a regras de manipulação em sua plataforma, particularmente à proibição de "amplificar ou perturbar de forma artificial as conversas através do uso de contas múltiplas".

Sem querer entrar em detalhes, a rede social informou ter comunicado "violações de sua política diretamente aos proprietários das contas" referidas.

Cuba, um dos países que durante muitos anos foi dos menos conectados do mundo, transformou a informação em uma prioridade, com a chegada, em dezembro, da Internet aos telefones celulares (3G). Mas o governo lembrou em julho que a Internet deve ser "um instrumento para a defesa da revolução".

A ilha é alvo regular de críticas de ONGs pelo controle excessivo nesta área. Em um recente informe, a ONG Freedom House denunciou que "os blogs e os sites críticos são frequentemente bloqueados".

Na corrida pela oscar 2020, Cuba indicou pela primeira vez um longa-metragem protagonizado por um estrangeiro, o ator Rodrigo Santoro. “O Tradutor”, dirigido pelos irmãos cubano-canadenses Sebastían e Rodrigo Barriuso, vai representar o país na categoria de melhor filme estrangeiro.

Através do Instagram, Rodrigo compartilhou uma mensagem em comemoração pela pré-indicação: “Fazer esse filme foi um dos maiores desafios, em muitos sentidos, que tive na minha jornada até hoje. Recebi essa notícia com muita alegria. É uma honra e um grande estímulo, receber esse reconhecimento.”

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Na trama, o personagem Malin (Santoro) é um professor universitário de literatura russa que é designado para ser um intérprete na ala infantil de um hospital cubano que recebe vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, no ano de 1989. A história é baseada na vida real dos pais dos diretores do longa.

Por Suellen Elaine

O furacão Dorian atingiu o norte das Bahamas neste domingo, com chuvas torrenciais e ventos de cerca de 300 km/h, um furacão de potência sem precedentes na história deste arquipélago, localizado entre a Flórida, Cuba e o Haiti.

O furacão de categoria 5, classificado como "catastrófico" pelo americano Centro Nacional de Furacões (NHC), tocou a terra ao meio-dia no horário local na ilha Elbow, que faz parte das Ilhas Ábaco, no noroeste das Bahamas, um arquipélago formado por 700 ilhotas.

"Estamos enfrentando um furacão (...) como nunca vimos antes na história das Bahamas", disse Hubert Minnis, primeiro-ministro do arquipélago, que começou a chorar durante a entrevista coletiva, "Provavelmente, é o dia mais triste da minha vida", acrescentou.

O NHC, com sede em Miami, informou que ao tocar a terra o Dorian igualou o recorde de furacão mais potente do Atlântico, datado de 1935. Seu diretor, Jen Graham, garantiu que se trata de "uma situação extremamente perigosa".

"As pessoas ainda estão traumatizadas pelo furacão Matthew (de 2016), mas este é ainda pior", disse à AFP Yasmin Rigby, moradora de Freeport, principal cidade da Grande Bahama.

Da Casa Branca, o presidente dos Estados unidos, Donald Trump, pediu vigilância máxima contra este furacão "muito, muito poderoso".

- Difícil de prever -

Depois das Bahamas, o furacão deve se aproximar da costa leste da Flórida na segunda-feira à noite e na terça-feira, mas é difícil prever com que intensidade atingirá o estado americano após a mudança de trajetória.

"Ele está se deslocando e é muito difícil de prever", resumiu o presidente Donald Trump no sábado, ao indicar que Geórgia, Carolina do Sul e Carolina do Norte poderiam estar na linha de frente.

"Inicialmente, iria atingir diretamente a Flória", mas agora parece se dirigir para a Geórgia e a Carolina do Sul, disse, acrescentando que o trajeto do Dorian pode mudar novamente. Trump cancelou a viagem à Polônia no fim de semana para monitorar a situação.

O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, declarou emergência no estado. "A força e a imprevisibilidade da tempestade nos obriga a estar preparados para todos os cenários", disse.

O estado de emergência já havia sido declarado na Flórida e em vários condados do estado da Geórgia. A medida permite uma mobilização maior dos serviços públicos estaduais e recorrer, em caso de necessidade, à ajuda federal.

Uma evacuação obrigatória foi ordenada nas regiões costeiras de Palm Beach e no condado de Martin, na Flórida.

Embora Miami pareça ter escapado da tempestade, os moradores continuavam cautelosos, e as autoridades ainda distribuem sacos de areia para controlar as inundações na cidade.

O governador da Flórida, o republicano, Ron DeSantis, pediu aos moradores que "permaneçam alertas".

"Estou de guarda porque ainda pode evoluir, nas 12 ou 24 horas antes de o furacão chegar à costa, tudo pode mudar", disse David Duque, de 30 anos.

O Canadá realizou nesta quarta-feira sua terceira tentativa de incorporar Cuba a uma solução negociada da crise venezuelana, em um novo encontro entre os chanceleres Chrystia Freelanda e Bruno Rodríguez em Havana.

"Debate útil com meu homólogo cubano Bruno Rodríguez Parrilla em Havana sobre os laços entre o Canadá e Cuba, a crise na Venezuela e o apoio às empresas canadenses que operam em Cuba", escreveu Freeland no Twitter ao fim da reunião.

A ministra de Relações Exteriores canadense já tinha antecipado que o encontro permitiria ampliar as discussões sobre a possibilidade de Cuba desempenhar um "papel positivo" na busca por uma solução pacífica à situação em Caracas.

Mais cedo, Rodríguez tinha dito no Twitter que a reunião serviria para revisar "o estado das relações bilaterais" e trocar "sobre temas de interesse mútuo da agenda hemisférica e internacional".

Esta é a segunda viagem de Freeland a Cuba em 2019. Em maio, ela visitou a ilha com uma agenda similar. Rodríguez devolveu a visita em junho.

Cuba é um dos aliados mais firmes do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que se mantém no poder apesar da pressão internacional liderada por Washington.

O Canadá tem um papel relevante no Grupo de Lima, bloco de países do continente americano que busca uma solução para a crise venezuelana e que não tem os Estados Unidos como membro.

Ottawa não reconhece o mandato de Maduro por considerá-lo resultado de eleições fraudulentas e apoia, junto dos Estados Unidos e de cerca de 50 países, o líder opositor e chefe parlamentar Juan Guaidó, que em janeiro se declarou presidente interino.

Havana respalda Maduro, importante aliado político e econômico, incondicionalmente.

A Venezuela é o principal fornecedor de petróleo de Cuba e 20.000 médicos cubanos trabalham no país - uma importante fonte de receita para a ilha.

"Achamos que é importante explorar todos os caminhos possíveis para uma resolução da situação (na Venezuela)", disse Freeland em coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em visita a Ottawa na semana passada.

"Actually I'm in Havana" é mais do que uma frase, é um sentimento que a estilista cubana Idania del Rio estampou em suas primeiras camisetas quando criou a marca Clandestina em 2015. Recentemente, a gigante espanhola Zara lançou uma coleção com a frase: "Mentally I'm in Havana". Seria uma cópia?

A marca cubana tem uma loja no coração de Cuba, entre prédios antigos e carros dos anos 50 que transitam todos os dias por Habana Vieja. E atrai dezenas de turistas.

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É a moda "à la cubana", que se adapta às limitações de insumos e aproveita o impulso à iniciativa privada usando reciclagem, reivenção de peças, frases de efeito e a ruptura estética.

Há alguns dias seus clientes fora da ilha enviaram fotos de peças da Zara com frases similares às da marca.

"A mais evidente é Actually I'm in Havana (Na verdade estou em Havana). A Zara lançou a camiseta com a frase Mentally I'm in Havana (Mentalmente estou em Havana)", diz Idania del Rio.

"Não copia a frase literalmente, muda uma palavra, mas o sentido é igual. Não mudou Havana por Beirute. O sentido da frase, o que significa, é muito parecido", diz a estilista.

A Clandestina tem uma coleção "País em Construção", nas cores amarelo e preto. A Zara tem camisetas com as mesmas cores e a frase "Under Construction", denunciou a marca cubana em um vídeo em suas redes sociais.

A estilista diz que os advogados explicaram que entrar com um processo é muito difícil. E acredita que o melhor que pode acontecer é que a Zara deixe de vender as peças em talvez um mês, mas não graças a reclamação da Clandestina, e sim por seu negócio de "fast fashion", em que tudo acaba rápido.

A AFP contactou o Inditex na Espanha, proprietário da marca Zara, mas não recebeu resposta.

A marca não tem lojas em Cuba. Em 2009 abriu uma em acordo com uma empresa estatal com intermediários, que ficou aberta por poucas semanas antes de fechar definitivamente.

De passagem pelo Piauí, nesta quarta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que pretende “acabar com o cocô do Brasil”. Depois de aconselhar os brasileiros a fazerem cocô em dias alternados para beneficiar o meio ambiente, desta vez Bolsonaro usou a expressão para se referir aos “corruptos e comunistas”.

“Vamos acabar com o cocô do Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas. Vamos varrer essa turma vermelha do Brasil”, disparou o presidente, que foi ovacionado por seus simpatizantes. 

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“Já que na Venezuela está bom, vou mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouco mais para o norte, vai até Cuba", emendou Jair Bolsonaro que chegou ao Piauí acompanhado da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP). 

No Estado, ele visitou a cidade de Parnaíba, onde também fez um sobrevoo o Perímetro Irrigado dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí e participou de uma cerimônia relativa ao projeto de irrigação.

O líder da Igreja Católica em Cuba, cardeal Jaime Ortega, morreu nesta sexta-feira, aos 82 anos, em decorrência de um câncer no fígado.

Ortega atuou como mediador na aproximação entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos, então liderados por Raúl Castro e Barack Obama, que levou ao restabelecimento formal das relações em julho de 2015 após décadas de hostilidade.

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"Acaba de falecer às 6h16 da manhã de hoje o cardeal", disse à Reuters o secretário pessoal de Ortega, Nelson Crespo, que ajudou a autoridade religiosa durante a doença.

O ex-arcebispo de Havana se converteu em uma peça-chave na reaproximação entre EUA e Cuba após transmitir mensagens secretas entre o papa Francisco, Raúl Castro e Obama em 2014.

Nascido em 18 de outubro de 1936 em Matanzas, Ortega foi investido cardeal em 1994 pelo papa João Paulo II, cuja histórica visita a Cuba quatro anos depois permitiu à Igreja deixar para trás um longo período de duro confronto ou difícil coabitação com o governo comunista cubano, que se estendeu por três décadas.

Ao cumprir 75 anos em 2011, apresentou sua renúncia como arcebispo de Havana, mas seu amigo, o papa Francisco, não a aceitou até um ano depois de visitar Cuba, em 2015.

Ao manifestar suas condolências pela morte de Ortega, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, tuitou que é "inegável sua contribuição ao fortalecimento para as relações entre a Igreja Católica e o Estado Cubano". (Com agências internacionais)

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