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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse hoje (2) que o primeiro turno das eleições foi marcado pela redução do número de votos brancos e nulos. Os dados foram divulgados durante coletiva de imprensa para apresentação do balanço final do dia de votação. 

De acordo com tribunal, entre os 80% dos eleitores que compareceram às urnas foi registrado um número de 4,20% de votos brancos e nulos. Nas eleições de 2018, o índice foi 8,8%. 

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“Aproximadamente 7,5 milhões de pessoas compareceram a mais para votar em candidatos, deixando de votar nulo e em branco. Talvez porque é uma eleição acirrada, mais polarizada. Isso pode ter sido um dos motivos concorrentes para que tenham ocorrido filas. É diferente uma pessoa anular o voto, votar em branco do que escolher as cinco opções, leva um tempo a mais. É um dado interessantíssimo, porque representa uma maior participação efetiva na escolha dos dirigentes do país”, avaliou. 

O presidente também confirmou que o índice de abstenção ficou em 20,89%, número considerado pelo ministro na média de pleitos anteriores, que costuma ficar em torno de 20%. Nas eleições municipais de 2020, realizadas durante o auge da pandemia de covid-19, o número de eleitores faltosos foi 23,15%.

Sobre o dia de votação, o presidente do TSE considerou que a Justiça Eleitoral cumpriu a missão de garantir a segurança e transparências das eleições. 

“A sociedade brasileira demonstrou grande maturidade democrática. Os eleitores se dirigiram às seções eleitorais, votaram, escolheram seus candidatos em absoluta paz e segurança”, afirmou. 

Filas

Sobre as filas de eleitores registradas em diversos pontos do país, Moraes disse que o problema pode ter sido causado pelo acréscimo dos 7,5 milhões de eleitores que passaram a escolher um candidato, a mudança que permitiu que o eleitor tenha um segundo a mais na tela de urna para confirmar o candidato de sua preferência antes de confirmar o voto e falhas no reconhecimento da leitura biométrica. 

“São causas que serão analisadas para o segundo turno”, completou. 

Com a crescente quantidade de serviços de streaming, a competição por espectadores vem levando as plataformas a se adaptarem a novas demandas. A Crunchyroll anunciou nesta segunda-feira (18) a redução nos preços dos planos de assinatura no Brasil.

Na assinatura “Fan”, que permite assistir a todos os títulos do catálogo do streaming sem anúncios, o plano mensal passou de R $25,00 para 14,99. Já no plano trimestral, o valor passou de R$70,00 para R$42,99. O plano anual também sofreu mudanças, passando de R$215,00 para 149,99.

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O modo “Mega Fan”, que permite a visualização de conteúdos de modo offline em quatro telas simultâneas, o mensal passou de R$32,00 para R$19,99. O anual passou de R$315,00 para R$199,99. Confira abaixo a lista com o resumo de todas as mudanças nos preços da plataforma.

Fan

Mensal: de R$ 25,00 para R$ 14,99

Trimestral: de R$ 70,00 para R$ 42,99

Anual: de R$ 215,00 para R$ 149,99

Mega Fan

Mensal: de R$ 32,00 para R$ 19,99

Anual: de R$ 315,00 para R$ 199,99

Os novos preços valem tanto para as novas assinaturas quanto para clientes que já fazem parte do serviço de streaming. Os cadastrados receberão o desconto a partir do próximo ciclo de cobrança.

O Crunchyroll é o principal serviço de streaming de mangás e animes globalmente, oferecendo em seu catálogo centenas de produções gráficas do mundo inteiro, incluindo sucessos como Attack on Titan, Naruto e Demon Slayer.

Por Matheus Maio

O governador Paulo Câmara (PSB) anunciou, nessa segunda-feira (4), a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis em Pernambuco. Para atender à recente Lei 194, o valor da cobrança cai em 11% e passa de 29% para 18%.

O estado passa a ser o 20º a anunciar a diminuição do ICMS, mas seus efeitos só devem ser percebidos nos postos de combustíveis nesta quinta (7). Em seu perfil nas redes sociais, o governador explicou como a alteração ocorrerá em Pernambuco.

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Parte da nova taxa será por meio de decreto já assinado por Paulo Câmara, que prevê a aplicação da média móvel do ICMS sobre combustíveis dos últimos 60 dias. A outra parte depende da redução da alíquota proposta em um projeto de Lei que segue para aprovação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

"Com isso, o valor do ICMS cobrado na gasolina, por exemplo, cai de imediato em R$ 0,41 por litro e mais R$ 0,52, com a aprovação da lei. Uma diminuição total de R$ 0,93", afirmou.

Controvérsia

A estimativa é que as duas movimentações gerem a perda de aproximadamente R$ 4 bilhões por ano aos cofres do estado. "Dinheiro que iria para educação, saúde e políticas sociais para os que mais precisam", reclamou Câmara.

Junto com outros 11 estados, Pernambuco entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a redução do imposto. A polêmica gira em torno da atuação da base governista no Congresso para criar a lei com finalidade eleitoreira e o desrespeito da União à competência estadual de gerir sua arrecadação.

Outro ponto é que a medida não resolve a alta no preço dos combustíveis em definitivo, já que o valor se baseia na política de Preço de Paridade Internacional (PPI).

 

Pernambuco apresentou uma queda de 39,7% no índice de roubos, segundo o novo levantamento da Secretaria de Defesa Social (SDS), divulgado nesta quarta-feira (14). Foram 3.591 Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), quase cinco roubos por hora, contra 5.958 ocorrências em setembro de 2019. 

Além do resultado geral, a capital pernambucana, Recife, também registrou o menor índice de roubos para o mês de setembro desde 2005, com 1.279 Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) registrados.

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Ainda segundo a SDS, o número é 37,58% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Setembro de 2020 registra 247 crimes a menos do que a menor marca de setembro até então, que pertencia a 2013, com 1.526 casos. Em 2019, no mesmo período, 2.049 casos foram registrados.

Nas estatísticas consolidadas dos nove meses já finalizados este ano, o Recife atingiu a retração mais significativa entre as regiões: -40,75%, pois recuou de 22.764 para 13.488.

As regiões líderes em reduções das ocorrências do tipo são Agreste e Zona da Mata. No Agreste, foram contabilizados 654 crimes do tipo em setembro deste ano. Em setembro de 2019, a região contabilizou 1.291 roubos, o que causou uma redução de 49,3% nos registros de boletins de ocorrência entre os dois períodos.

Na Zona da Mata, foram registrados 278 boletins de ocorrência para crimes do tipo em setembro de 2020. No ano passado, o registro foi de 520 roubos no mesmo mês, o que representa uma redução de 46,5%.

O Sertão e Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentam números semelhantes para as reduções. Observando-se apenas setembro deste ano, os municípios sertanejos registraram 208 roubos, contra os 321 do mês correlato no ano anterior (-35,2%).

Por fim, a RMR verificou -34,05% casos de roubo em setembro último em relação ao de 2019 (de 1.777 para 1.172), enquanto no acumulado do ano teve -31,15% (de 18.892 para 13.007).

A SDS informou ainda que o estado conseguiu reduzir o número de roubos de veículos em 49,16%, em setembro de 2020. Roubo de aparelhos celulares também sofreu redução de 28,1% e mais de seis mil aparelhos foram recuperados em 2020.

Com informações da assessoria

A forte desaceleração da inflação na esteira dos efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus vai impor um desafio adicional ao governo em 2021: o teto de gastos vai crescer menos que o previsto inicialmente. O espaço para despesas públicas ficará R$ 16,7 bilhões menor, segundo estimativa do próprio Ministério da Economia.

O teto é a regra que limita o avanço das despesas do governo federal, considerando a inflação em 12 meses até junho do exercício anterior - no caso de 2021, o índice de correção será a variação do IPCA entre julho de 2019 e junho de 2020.

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No envio da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, há um mês, a equipe econômica estimava que a correção do teto seria de 3,23%, equivalente a um espaço adicional de R$ 47 bilhões. Agora, a pasta prevê que a variação será de 2,08%, o que resultaria numa ampliação do teto em R$ 30,3 bilhões para o ano que vem. O IPCA acumulado em 12 meses até abril está em 2,4%, segundo dados do IBGE.

No mercado, a avaliação é que o encolhimento do espaço adicional do teto pode ser até maior que o previsto pela Economia. O BTG Pactual calcula que a inflação que vai corrigir o limite de despesas pode ficar ao redor de 1,5%, resultando num teto R$ 20 bilhões menor que o estimado inicialmente.

Cortes

Nos últimos anos, o governo tem recorrido ao corte de despesas não obrigatórias, como custeio e investimentos públicos, para conseguir acomodar o avanço de gastos com benefícios previdenciários e salários de servidores dentro do teto. Na previsão original, antes da desaceleração da inflação, as despesas discricionárias (como concessões de bolsas de pesquisa, patrulhamento de rodovias e confecção de passaporte, por exemplo) já estavam em R$ 103,1 bilhões, patamar considerado relativamente baixo.

Agora, a desaceleração da inflação também deve dar algum alívio na correção de despesas como benefícios previdenciários, mas há pressão do Congresso e de outras alas dentro do próprio governo por aumento nos investimentos da União como medida de impulso à economia após a atual crise. Os parlamentares também querem tornar permanente o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, benefício que hoje custa mais de R$ 40 bilhões por mês.

O teto menor pode se tornar um obstáculo a esse debate e até colocar a chamada "âncora fiscal" na mira dos parlamentares e da ala política do governo, que em outras ocasiões já defenderam flexibilizações na regra. A equipe econômica, no entanto, tem reforçado o discurso de que qualquer alteração no teto poderia arranhar a credibilidade da política fiscal do País num momento em que o Brasil precisou elevar de forma brutal sua dívida para fazer frente às despesas de combate à pandemia.

Sem essa credibilidade, o alerta dos técnicos é que os juros da dívida podem subir, uma vez que o mercado perderá a referência de risco de continuar financiando o Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As ruas esvaziadas pela quarentena do coronavírus têm dado muito menos dor de cabeça para a polícia na cidade de São Paulo. Desde que o isolamento começou, há cerca de duas semanas, as ocorrências criminais, principalmente as de roubo, vêm caindo num ritmo acelerado. Como consequência, a Polícia Militar tem redirecionado patrulhas para oferecer proteção a estabelecimentos considerados essenciais, que continuam em funcionamento.

Apesar de as estatísticas oficiais ainda não terem sido oficialmente contabilizadas, a PM já fala em uma estimativa de 50% de redução dos casos de crimes contra o patrimônio, categoria que inclui desde o roubo de celular até o assalto a comércios. Mas ainda se trata de um dado preliminar. Em março do ano passado, a capital registrou 393 roubos por dia. Se a estimativa da polícia estiver certa, esse crime pode ter caído para menos de 200 casos diários.

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Com a mudança drástica no fluxo de pessoas, a corporação já tem adotado mudanças em seus patrulhamentos. Só na capital, há mais de mil viaturas voltadas ao atendimento da ronda escolar. Com a suspensão das aulas, agentes e veículos agora circulam por outras áreas. "Eles estão na proximidade de supermercados, padarias, farmácias, hospitais e, no período da noite, com mais intensidade nos bairros residenciais", explica o tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM.

Por outro lado, o esvaziamento das ruas pode representar uma oportunidade para o criminoso diante de uma vítima indefesa. Esse é o receio da administradora de empresas Daniela Cerri Seibel. "Você fica mais apreensivo porque não existe movimento. Então, quando ouço uma moto vindo, já fico gelada porque já fui assaltada várias vezes", diz. Ela, que é presidente da Associação de Moradores dos Jardins (AME Jardins), conta que levou a preocupação ao capitão da área e ouviu dele a mesma estimativa tranquilizadora de queda de ocorrências.

"A percepção da pessoa que sai de casa e vê a rua vazia é que qualquer bandido vai ter facilidade para roubá-la. Na prática, o criminoso também se sente numa situação desconfortável porque pode ser facilmente visualizado", diz Massera.

O oficial conta que até os chamados ao 190 têm mudado de característica. "Há menos chamado para crime e mais reclamação da postura de alguma pessoa que deveria estar isolada, de algum comércio que deveria estar fechado. Há mudança no perfil das ocorrências."

De qualquer forma, quando a quarentena começou o empresário Rodrigo Salles, que está à frente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da região da Avenida Paulista e dos Jardins, aconselhou os comerciantes da área. "Disse para as pessoas se prevenirem, reforçar o fechamento de portas e janelas porque não se sabe até quando vai se estender isso."

A diminuição geral de ocorrências não significa que o trabalho policial contra crimes comuns tenha parado. Na tarde de ontem, o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que está à frente do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), estava apresentando o resultado de uma ação que resultou na prisão de suspeitos de cometerem sequestros-relâmpago.

"Prendemos quatro que faziam sequestros, pegavam quem estava mais vulnerável e ficavam cinco, seis horas gastando com o cartão de crédito. De um mês para cá, eles continuavam fazendo isso", diz.

Ainda assim, o que tem ocupado mais a rotina do delegado Nico são atividades relativas ao coronavírus. A Polícia Civil tem atuado para coibir a venda de álcool em gel adulterado e, até a semana passada, 32 pessoas já tinham sido presas no Estado em casos ligados ao produto. Além disso, os agentes têm se dedicado a apoiar ações da secretaria de Saúde, como escolta a recolhimento e transporte de máscaras para os hospitais.

Na rua

Comerciantes que trabalham em áreas mais movimentadas têm visto a fiscalização aumentar. Edilson Fernandes, gerente de um açougue na Lapa, conta que a presença de agentes da Prefeitura vem se intensificando. Nas regiões com menos estabelecimentos, os vendedores dizem não ter mudado muita coisa. Para Eduardo Nicolas, gerente de uma hamburgueria na Barra Funda, a fiscalização não aumentou. "O movimento de policiais e guarda civis permanece o mesmo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O dólar operou com viés de alta frente ao real nesta quinta-feira, 29, em um movimento de correção após dois dias de recuo. A divisa fechou cotada a R$ 3,8534, uma alta de 0,40%. O avanço da moeda americana ocorreu na contramão dos pares emergentes e em um cenário de dólar com pouco fôlego nos mercados globais, após a diminuição dos riscos de aperto monetário nos Estados Unidos. Pesou aqui a disputa pela formação da última taxa Ptax do mês, que ocorre nesta sexta-feira e serve como referência para contratos financeiros.

A alta ocorre a despeito da realização de dois leilões de linha por parte do Banco Central nesta quinta, totalizando três dias de atuação da autoridade monetária com este tipo de instrumento. O BC ofertou US$ 1,25 bilhão em duas operações, tomados integralmente pelo mercado.

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Operadores ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apontam que o real operou lateral ao movimento externo na maior parte do dia. A divisa cedeu apenas no fim da manhã, impactada pelo avanço do petróleo e em reação aos dados de inflação nos Estados Unidos, com o resultado abaixo do esperado do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês).

Sem um noticiário doméstico forte e com o dólar com pouco fôlego globalmente, no entanto, a moeda avançou sem força sobre o real. "Ficou perto do zero a zero durante todo o dia, com alta quase inexpressiva na máxima intraday (de R$ 3,8738). Estamos sem uma única grande notícia no radar, olhando ao mesmo tempo números da economia dos EUA, preço do petróleo, cessão onerosa, guerra comercial, sem um noticiário específico", aponta um operador.

Lá fora, o dólar ainda responde ao discurso mais suave do que o esperado, na quarta-feira, por parte do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Ele sinalizou que as taxas de juros já estão próximas do valor neutro, indicando que não deve haver mais muitas elevações à frente.

Com isso, o dólar caía frente à maior parte dos emergentes. A recuperação no preço do barril de petróleo também ajuda países exportadores de commodities. Frente ao índice DXY, que reúne uma cesta de moedas fortes, o dólar se mantinha praticamente estável, com alta de 0,06% (às 17h).

Há ainda um movimento de cautela na expectativa de que a reunião do G-20, que começa nesta sexta em Buenos Aires, traga novidades sobre as tensões comerciais entre China e Estados Unidos. "Mesmo que pareça que não vai haver acordo, é diferente quando os dirigentes dos países estão frente a frente. Pode ser que traga alguma notícia", aponta o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Por isso, ele acredita que a tendência é que o câmbio siga em alta moderada nesta sexta, ainda no compasso de cautela e, principalmente, impactado pela disputa na formação da taxa Ptax. Além disso, aumenta a sensação de cautela a expectativa pelo anúncio dos nomes do secretariado do Ministério da Economia de Paulo Guedes. "Esses fatores devem garantir uma pressão de alta amanhã (sexta)", diz.

Um holandês de 69 anos, que não aguenta mais ser aposentado e se diz "vítima de discriminação" no mercado de trabalho e em questões amorosas, pediu à Justiça que diminuam a sua idade em 20 anos.

A incomum, mas muito "séria" solicitação de Emile Ratelband deixou confusos os juízes de um tribunal do sudeste da Holanda.

O homem quer a data de nascimento que consta em seu documento passe de 11 de março de 1949 para 11 de março de 1969.

"Me sinto jovem, em forma, esbelto, e quero que tudo isso seja reconhecido legalmente já que me sinto ofendido, prejudicado e discriminado pela minha idade", declarou nesta quinta-feira (8) à AFP Ratelband, 'coach' pessoal "especializado no desenvolvimento e na consciência de si mesmo".

Durante uma audiência na segunda-feira, este pai de família, agora solteiro, alegou ao tribunal de Arnhem que a sua solicitação "é completamente legítima", como aconteceu com as pessoas que quiseram mudar o gênero em seus documentos.

"Hoje podemos escolher o nosso trabalho, o nosso gênero, as nossas orientações política e sexual. Temos, inclusive, o direito de mudar de nome. Então, por que não tenho o direito de mudar de idade?", questiona.

Segundo seu médico, a idade biológica de Ratelband se situa entre 40 e 45 anos, alega o solicitante.

Depois de sofrer com as piadas iniciais dos juízes, Ratelband considera agora que seu advogado, o renomado criminalista Jan-Hein Kuijpers, conseguiu "desestabilizar" o juiz.

"Este caso é inédito. Não existe jurisprudência. As possibilidades de sucesso são ínfimas, mas acreditamos que a legislação deva se adequar à realidade", comentou o advogado com a AFP.

O tribunal de Arnhem deve tomar uma decisão nas próximas quatro semanas.

O Brasil perdeu aproximadamente 9,5% de suas florestas entre 2000 e 2014, de acordo com mapeamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, as áreas agrícolas avançaram, bem como as pastagens.

As informações estão disponíveis na nova plataforma digital lançada pelo instituto, que permite o acompanhamento das mudanças na cobertura vegetal, na ocupação e nas atividades agropecuárias em todo o território nacional.

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O Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra feito pelo IBGE apresenta informações cartográficas de 8,5 milhões de km² do território nacional. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estima-se que, de 2016 para 2017, quase um quarto dos municípios (24,746%) do país tiveram redução de população. De 2016 para 2017, a taxa geométrica de crescimento populacional do país foi de 0,77%, menor do que a estimada para o período 2015/2016 (0,80%), conforme a Projeção de População 2013.

Dos 5.570 municípios brasileiros, 1.378 tiveram taxas geométricas negativas, ou seja, apresentaram redução populacional. Em mais da metade dos municípios (53,6% ou 2.986) as taxas de crescimento populacional foram inferiores a 1%, e em 258 municípios (4,6% do total) o crescimento foi igual ou superior a 2%.

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O grupo de municípios com até 20 mil habitantes apresentou a maior proporção dos que tiveram redução populacional (32,5% ou 1.236 municípios). Por outro lado, aqueles com mais de 100 mil a um milhão de habitantes tiveram a maior proporção de municípios com crescimento acima de 1% (45,5% ou 133). Dez dos 17 municípios com mais de um milhão de habitantes tiveram taxas de crescimento entre 0,5% e 1% ao ano.

Nas regiões Norte e o Centro-Oeste estão as maiores proporções de municípios com taxas de crescimento acima de 1%. Por outro lado, a região Sul mostrou a maior proporção de municípios com taxas negativas.

Da agência IBGE

Primeiro vice-presidente da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) propõe diminuir de 1/6 a 2/3 a pena para o crime de estupro de vulnerável quando o ato não envolver penetração ou sexo oral. A redução foi apresentada por ele em parecer a projeto do qual é relator na Comissão de Constituição e Justiça e tem o aval de ministros do Superior Tribunal de Justiça.

De autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), o projeto original foi aprovado pelo Senado em 2016, prevendo apenas dois pontos: a inclusão no Código Penal do crime de "divulgação de cena de estupro", com pena de 2 a 5 anos de prisão, e o aumento de 1/3 a 2/3 da pena em casos de estupro coletivo. No parecer sobre a matéria na CCJ da Câmara, Ramalho acatou o texto dos senadores, mas incluiu novas propostas.

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Segundo o Código Penal, configura-se como crime de estupro de vulnerável qualquer ato libidinoso, com ou sem penetração, com menores de 14 anos ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato ou, por qualquer outra causa, não possa oferecer resistência. A pena prevista é de 8 a 15 anos de reclusão, que pode chegar a até 30 anos, quando a vítima morre em decorrência do estupro.

No parecer, Ramalho propôs redução da pena para o crime quando, cumulativamente, o acusado for réu primário e não tiver antecedentes por crimes da mesma natureza; "o ato libidinoso diverso da conjunção carnal não for praticado com violência física ou psicológica nem consistir na introdução de membro, órgão ou objeto nas cavidades vaginal, oral ou anal da vítima"; e "o ato não importar em grave invasão da intimidade da vítima ou em humilhação".

Para o deputado, a punição prevista hoje a estupro de vulnerável é "desproporcional, merecendo pronta correção legislativa". O deputado sustenta que, diante da "desproporcionalidade", muitos juízes e tribunais de segunda instância estão enquadrando acusados de estupro de vulnerável em crimes de pena menor ou até mesmo absolvendo-os, quando o ato não envolve penetração. No STJ, porém, muitas dessas decisões estão sendo revertidas para a pena prevista no Código Penal. Ministros da Corte dizem que estão agravando, por falta de previsão de pena alternativa na legislação penal.

"O projeto procura exatamente estabelecer alguns critérios objetivos para evitar que qualquer tipo de agressão sexual que não seja a usual, de penetração, possa ser colocada nessa figura menor. São critérios para, de alguma maneira, amarrar um pouco o juiz, para não dar uma flexibilidade muito ampla e o resultado acabar sendo o de diminuição de todos os casos de pena", afirmou o ministro do STJ Rogério Schietti, um dos que ajudaram Ramalho a elaborar o parecer.

Conforme Schietti, juízes e tribunais de segunda instância hoje estão resistindo a aplicar pena mínima de 8 anos em casos de estupro de vulnerável em que não há conjunção carnal. "Como por exemplo: um vizinho passa as mãos nos seios da menina. Essa pena é a mesma da que ele seria punido se realmente estivesse mantido relações sexuais com ela", disse o ministro.

Reação

Apesar de ter o apoio do STJ, o projeto não agradou a alguns parlamentares. "Não temos de reduzir pena de ninguém, nem mesmo quando não tem penetração. Já recebi nas unidades de saúde que trabalho várias vítimas de violência sexual e a penetração, em alguns casos, é apenas um detalhe do processo. As sequelas e o sofrimento durante todo o ato não dá para descrever", disse Carmen Zanoto (PPS-SC), que é enfermeira e coordenadora adjunta da bancada feminina.

Para Viviana Santiago, gerente técnica de Gênero da ONG Plan Internacional Brasil, que atua há 76 anos na defesa dos direitos da infância, o projeto é "um retrocesso" e parece ser uma "licença" a agressores para determinadas formas de violência. Na avaliação dela, o correto seria criar políticas voltadas para a reparação das vítimas. "Parece que estamos transferindo nosso olhar para o agressor." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) poderão funcionar com um número menor de médicos do que o mínimo exigido atualmente. A mudança, anunciada nesta quinta-feira, 29, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, é a estratégia encontrada pela pasta para tentar colocar em operação unidades que estão construídas e que estão fechadas por falta de interesse dos municípios.

No modelo mais simples, UPAs poderão funcionar com apenas dois profissionais. Metade do que o obrigatório no modelo em vigor. "É melhor dois médicos do que nenhum", respondeu o ministro, ao ser questionado se a alteração não colocaria em risco a qualidade de atendimento. "O Brasil precisa cair na real. Os municípios não têm capacidade de contratar médicos. É melhor do que UPA fechada", concluiu.

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Atualmente, existem no País três tipos de UPAs. A mais simples, classificada de nível I, tem de ofertar 4 médicos, 7 leitos e fazer, pelo menos, 150 atendimentos por dia. A de nível 2 exige a presença de 6 médicos, responsáveis por realizar 250 atendimentos diários. O nível mais alto tem de apresentar no mínimo 15 leitos, 9 médicos e fazer uma média diária de 350 atendimentos.

A nova regra, que será publicada amanhã no Diário Oficial, amplia as opções de UPAs para oito níveis. No mais baixo, serão necessários apenas dois médicos, que deverão se dividir para trabalho em turnos 12 horas. As exigências para UPAs do maior porte da tabela não foram alteradas. Elas poderão funcionar com um mínimo de 9 médicos.

Falta de interesse

Estão em funcionamento no País 520 UPAs. Outras 165 unidades concluídas não foram inauguradas. De acordo com ministério, por falta de interesse dos municípios em colocá-las em operação. Há ainda outras 275 UPAs em construção.

Segundo o ministro, em 170 unidades pelo menos 90% das obras já foram concluídas, mas prefeitos evitam inaugurá-las, justamente por não ter condições de custear o serviço. Barros espera que com a mudança prefeitos sintam-se motivados a inaugurar as unidades.

As UPAs são estruturas de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de Saúde e o atendimento de emergência dos hospitais. De funcionamento 24 horas, oferecem, por exemplo, aparelhos de imagem e exames de diagnóstico, além de leitos para internação. Assim que o programa foi criado, o ministério recebeu uma extensa lista de municípios interessados em participar do programa. No entanto, diante da necessidade de municípios ofertarem uma contrapartida - incluindo aí o pagamento de profissionais - o programa emperrou. Muitos prédios foram construídos e, mesmo com equipamentos, ficaram sem uso.

Há pelo menos seis meses o governo tenta encontrar uma solução para o problema. Entre as propostas apresentadas estava dar outro destino para instalações. O Tribunal de Contas da União, no entanto, não permitiu a mudança.

A alternativa encontrada, no entanto, vai na contramão do que é defendido por especialistas em redes de saúde: concentrar o atendimento mais complexo, como exames de imagem, para evitar ociosidade de equipamentos. No modelo apresentado pelo ministério será possível, por exemplo, que o município opte por fatiar o atendimento de uma UPA que já está em funcionamento com outra, que está para ser inaugurada. A regra permite que a capacidade de atendimento de uma UPA que já está em funcionamento seja reduzida, com menor exigência de profissionais. Amplia-se o número de prédios (e de fachadas), os aparelhos (e custos) envolvidos, mas não o número de profissionais disponíveis para fazer o atendimento.

O número de atendimento mínimo exigido de cada médico foi mantido.

O Ministério da Educação (MEC) classificou como “mal-entendido” a interpretação acerca da portaria publicada pela pasta, no Diário Oficial da União (DOU), nessa sexta-feira (14). As informações divulgadas informavam que o MEC iria diminuir as vagas em instituições federais de ensino superior, mas o Ministério informou que o decreto facilita as alterações de vagas em instituições privadas. 

De acordo com o MEC, “a portaria desburocratiza e torna mais célere o caminho para as instituições privadas de ensino superior que pretendam reduzir o número de vagas”. A pasta ainda informa que o processo de redução do número de vagas já existia, mas era burocrático. “Os pedidos eram tratados como processos protocolizados que demandavam ações redundantes de solicitação de documentos e realização de análises que concorriam com outros processos mais estratégicos”, informa a publicação, no site do Ministério da Educação.

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A pasta ainda define que a redução deverá ser informada ao MEC, visto que o processo é de escolha das instituições, e que devem ser garantidas as condições de atendimento aos alunos já matriculados. A portaria, publicada ontem levantou muitas questões sobre a diminuição vagas em instituições de ensino superior públicos do País. De acordo com a publicação no DOU, o informe trata do “procedimento de redução de vagas de cursos de graduação, ofertados por Instituições de Ensino Superior (IES) integrantes do Sistema Federal de Ensino”.

Confira a publicação do MEC na íntegra:

"Diante do mal-entendido gerado pela portaria número 20, publicada hoje no Diário Oficial da União, o Ministério da Educação esclarece:

1 - A nova regra vale apenas para instituições privadas e não afeta as universidades federais.

2 - A portaria desburocratiza e torna mais célere o caminho para as instituições privadas de ensino superior que pretendam reduzir o número de vagas.

3 - A nova portaria define que a redução deverá ser comunicada ao MEC e que devem ser garantidas as condições de atendimento aos atuais alunos.

4 - A diminuição de vagas é uma decisão da instituição, de acordo com sua realidade e condições.

5 - Não haverá implicação para os alunos.

6 - Com a nova medida, a instituição que desejar reduzir a quantidade de vagas em um determinado curso conseguirá concluir o processo mais facilmente.

7 - O processo já existia anteriormente, mas bem mais burocrático. Os pedidos eram tratados como processos protocolizados que demandavam ações redundantes de solicitação de documentos e realização de análises que concorriam com outros processos mais estratégicos."

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O número de cursos de licenciatura a distância cresceu 5,04% em 2015 em relação a 2014, de acordo com dados do Censo da Educação Superior 2015, divulgados hoje (6) pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Já as licenciaturas presenciais, que vinham aumentando até 2012, registram quedas constantes desde 2013. São as únicas a ter redução entre as graduações. Os bacharelados e os cursos de tecnólogo seguem aumentando na modalidade presencial.

O crescimento dos cursos na modalidade a distância foi o maior desde 2011, que, em relação a 2010, aumentou em 7,29%. Atualmente, são 625 cursos, o que corresponde a maior fatia do total de 1.473 cursos a distância no país.  Na modalidade presencial, o número de cursos passou de 7.261 em 2014 para 7.004 em 2015, uma queda de 3,5%.

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No total, considerados os cursos a distância e presenciais, as licenciaturas crescem desde 2005. Em 2015, foram registrados 32.028 cursos entre instituições públicas e privadas.

Educação a distância

A educação a distância (EaD) cresce em ritmo mais acelerado que presencial. Enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância teve expansão de 3,9%. Com isso, a EaD atinge a participação de 17,4% do total de matrículas da educação superior.

Apesar do crescimento, considerando apenas os ingressos, em comparação com 2014, o número de novos alunos nos cursos a distância diminuiu 4,6% em 2015. Já nos cursos presenciais a queda foi de 6,6%, após uma tendência de alta ocorrida nos anos anteriores.

Já o número de concluintes aumentou em 23,1%, índice maior que nos presenciais, que foi de 9,4%. 

A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade, 1.265.359, o representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Mais da metade das matrículas em cursos de licenciatura na rede privada é oferecida na modalidade a distância (51,1%). Na rede pública, esse índice é de 16,6%.

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--> Censo: sobram vagas no ensino superior público e privado

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) anunciou nesta terça-feira, dia 26, que, depois de 14 anos, São Paulo apresentou taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) inferior a 9 casos por 100 mil habitantes. A marca é a menor da série histórica paulista e a menor do País. A pasta também anunciou queda de todos os índices criminais durante a divulgação das estatísticas de 2015.

Em resumo, houve no Estado queda em homicídios intencionais (12,49%) e vítimas (12,48%), latrocínios (7,75%) e vítimas (7,53%), roubos em geral (1,23%), de veículo (20,36%), a banco (12,64%), de carga (0,33%), furtos em geral (4,11%), de veículo (9,84%), estupro (7,59%) e extorsão mediante sequestro (17,5%). É a primeira vez desde 2001 que todos os índices apresentam queda ao mesmo tempo.

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No Estado, foram registradas 3.757 mortes em 2015, ante 4.293 no ano anterior e a taxa de homicídios ficou em 8,73 por 100 mil habitantes. Na capital, a redução foi de 12,38%, com 991 ocorrências em 2015, ante 1.131 em 2014. A taxa de homicídios ficou em 8,56, ante 9,82 de 2014. Segundo informou a Secretaria da Segurança Pública, a média nacional hoje é de 25,17.

Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), os números são resultado do trabalho integrado das polícias, ao lado de investimentos nos serviços de inteligência e tecnologia com a compra de novos equipamentos pelo Estado. Mas ele admitiu que, embora em queda, os números ainda são altos. "Esta é uma luta diária e, por isso, estamos trabalhando 24 horas por dia", disse Alckmin. A redução, segundo o governador, significa que "jovens tiveram a vida poupada".

Para considerar o menor número da série histórica, a Secretaria da Segurança Pública usa os dados criminais a partir de 2001 porque, naquele ano, foi publicada a Resolução 160, que estabelece os parâmetros utilizados até hoje para divulgação mensal das estatísticas oficiais. No site da secretaria há registros anuais desde 1996, mas, segundo a pasta, alguns registros do interior acabavam não sendo somados naqueles anos.

Na elaboração das estatísticas, o número de casos registrados é diferente do número de mortes registradas. Por exemplo: uma ocorrência com dois assassinatos é interpretada como um caso de homicídio com duas mortes.

Nessa linha, o Estado teve 3.962 mortes em 2015 e 4.527 no ano anterior. Na capital, aconteceram 1.057 assassinatos no ano passado, em comparação com 1.197 em 2014.

Latrocínio e roubos

O Estado também terminou o ano com uma reversão em uma das principais tendências apresentadas nos últimos anos: houve queda no número de roubos em geral. Foi a primeira redução após quatro anos consecutivos de altas. A última redução havia sido na comparação de 2009 e 2010.

Os roubos no Estado caíram de 311.214 casos para 307.392, no ano passado. Na capital também houve redução, de 3,39%, com 160.128 ocorrências, em 2014, e 154.706 em 2015. Esta é a primeira redução após três anos consecutivos de altas. A última queda havia sido registrada na comparação de 2011 com 2010.

Considerado um dos crimes que mais assustam a população, o latrocínio (roubo seguido de morte) teve uma queda acentuada, principalmente na capital paulista. A redução foi de 19,73%, com 118 casos no ano passado; foram 147 em 2014. No Estado, houve 345 ocorrências em 2015, ante 374 em 2014.

Moraes considerou que a implementação da Lei de Combate aos Desmanches teve colaboração decisiva para redução de roubos, principalmente de veículos, e de latrocínios. Segundo ele, "se cai a quantidade de desmanches, cai o roubo e também o latrocínio".

Considerando esse indicador, no Estado foram 98.763 roubos de veículos registrados em 2014, ante 78.659 no ano passado. Na capital, a queda foi de 22,53%: 49.335, em 2014, e 38.221 registros em 2015.

Ainda na capital, os estupros caíram 8,94%. Foram 2.087 casos, em 2015, ante 2.292, no ano anterior. No Estado também houve queda: de 10.026 estupros para 9.265.

Roubo a banco teve cinco casos a menos em 2015 em relação a 2014, na capital. Caiu de 86 para 81, diminuição de 5,81%. Na Grande São Paulo, esse crime foi de 26 para 19 casos, em 2015. Segundo a Secretaria da Segurança, foi o menor índice em 14 anos, com redução de 26,92%.

Metodologia recebe críticas

Especialistas em segurança pública e entidades de Direitos Humanos ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo contestaram a metodologia da Secretaria da Segurança para comemorar a queda histórica dos homicídios. Professora da Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Camila Nunes Dias reconhece que existe uma tendência de queda há mais de uma década. Mas discorda da metodologia em que casos de pessoas que morrem em confronto com a polícia e também de policiais mortos não sejam considerados homicídios. "Independente das circunstâncias dos casos, são homicídios", disse Camila.

Para o coordenador de Justiça do Conectas (ONG de Direitos Humanos com reconhecimento internacional), Rafael Custódio, a secretaria erra ao diferenciar o número de casos com o respectivo número de vítimas. "A chacina que deixou 19 mortos, no ano passado, foi registrada como uma ocorrência", disse.

Segundo ele, é preciso mais investimentos em perícia, tecnologia e inteligência policial para evitar os grandes crimes. "A prevenção é o caminho. As cadeias estão superlotadas, 9 mil pessoas são presas por mês em São Paulo, e 10% da população carcerária está envolvida com homicídio. Apenas a repressão não resolve", afirmou.

Procurada, a SSP explicou que "a comparação entre letalidade policial e a taxa de homicídios é indevida, conforme a classificação internacional da UNODC (agência da ONU que trata de drogas e crimes)". "A primeira é formada pelas mortes decorrentes de intervenções policiais legítimas." A secretaria destaca que outros Estados adotam mesmos critérios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As três universidades estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp - tiveram um contingenciamento de R$ 233 milhões no orçamento de 2016, na comparação com o inicialmente previsto para este ano. Em meio à crise econômica do País, a queda na estimativa de recursos das instituições segue a previsão de desaceleração de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - principal fonte de financiamento do ensino superior público paulista.

As instituições recebem uma parcela fixa de 9,57% do tributo, dividida de forma proporcional. De janeiro a novembro do ano passado, último período disponível, o ICMS já acumula queda real de 4,7%. A previsão para este ano está em decreto publicado na semana passada pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB), que reduziu em cerca de R$ 7 bilhões o orçamento total do Estado.

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Em cenário de crise financeira desde 2014, as três instituições não definiram os detalhes para adequar os gastos. Em 2015 também houve contingenciamento, de R$ 224 milhões em valores atualizados.

O bloqueio atual não é considerado um corte e, por estar atrelado automaticamente ao ICMS, pode variar de acordo com o comportamento da arrecadação. Para 2016, o orçamento das três instituições caiu 2,2%. Passou de R$ 10,54 bilhões, previstos no texto finalizado de 2015, para R$ 10,31 bilhões, de acordo com o decreto de contingenciamento publicado no dia 15 de janeiro.

O maior impacto será sentido pela USP, que teve redução de R$ 146 milhões na previsão orçamentária deste ano - queda de 3%. A universidade - que fica com a maior parcela do ICMS - deverá trabalhar agora com orçamento de R$ 5,11 bilhões, em vez de R$ 5,26 bilhões anteriormente previstos.

Segundo a reitoria, a adequação de gastos e investimentos com o novo orçamento ainda é analisada pela Administração Central. O último balanço indica que a USP chegou a novembro de 2015 com um déficit de R$ 988 milhões - os gastos foram cobertos pelas reservas da universidade. Em novembro, a folha salarial representava 102% do valor repassado pelo Tesouro Estadual.

De acordo com o professor de Economia da USP Adalberto Fischmann, que preside a Comissão de Orçamento e Patrimônio da instituição, a revisão era esperada, levando em consideração o comportamento da economia, o que dificultará a situação. "Não estava confortável e já tínhamos déficit projetado (para 2016). Agora, teremos de priorizar as áreas que não podem ser cortadas", diz ele. O orçamento da USP de 2016 foi finalizado no ano passado prevendo um déficit de R$ 543 milhões.

Outras estaduais

Unicamp e Unesp não projetaram déficit nos planos orçamentários deste ano. A nova previsão de queda deve tirar da Unicamp R$ 54 milhões (queda de 2%). O orçamento da instituição agora é de R$ 2,66 bilhões, ante R$ 2,74 bilhões no início do ano. A estadual comprometeu até novembro 96% do repasse do Estado com pagamento de salários.

Em nota, a universidade informou que o indicativo de que haverá queda de arrecadação "será objeto de consideração nas revisões orçamentárias que a Unicamp realiza periodicamente". A instituição ainda ressaltou que o porcentual do ICMS que cabe à instituição continua o mesmo.

A Unesp terá R$ 32,6 milhões a menos do que o previsto antes. Seu orçamento passa de R$ 2,53 bilhões para R$ 2,50 bilhões (queda de 1%). Em nota, a universidade ressalta que o contingenciamento é menor do que o do ano passado e corresponde apenas a 1,4% do total. "A universidade deverá contingenciar despesas de investimento e custeio ao longo do exercício", afirmou a nota. "A Unesp, como em 2015, buscará operacionalizar este contingenciamento, preservando as atividades essenciais da universidade". Na Unesp, o comprometimento com salário está em 99%.

As contas de 2015 das três universidades ainda não estão fechadas. Até novembro, elas receberam, juntas, R$ 7,92 bilhões de recursos do Tesouro, vindos do ICMS. O comportamento do imposto costuma ser melhor em dezembro, mas levando em conta até o mês anterior, os recursos são 14% menores do que a previsão inicial do orçamento de 2015. A esses valores, as universidades ainda somam recursos próprios e verbas transferidas pelo governo federal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgou, na tarde desta terça-feira (15), na sede do órgão, o relatório com o balanço dos casos de dengue, zika, chikungunya e microcefalia, a partir do novo e antigo protocolo. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a microcefalia deve ser considerada a partir do perímetro encefálico com, no máximo, 32 centímetros. Anteriormente, o perímetro a ser analisado era de 33 centímetros. 

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Em Pernambuco, foram notificados 920 casos entre os dias 27 de outubro e 14 de dezembro, representando 38% dos casos do Brasil, sendo 313 atendendo aos critérios da OMS. A porcentagem representa uma queda: no início das apurações dos casos, Pernambuco chegou a ter 100% de todos os casos do país. Na último boletim, os casos representavam 50% do total do país.

Dos 313 casos, 85 foram confirmados através de exames de imagem e 27 descartados também a partir dessas avaliações. Após a inclusão do protocolo voltado às gestantes foi possível ter acesso aos dados relativos a elas. Entre os dias 2 e 10 de dezembro, 58 gestantes foram notificadas com exantemas - manchas no corpo – e uma delas já possui detecção de microcefalia intrauterina. De acordo com a SES, 20 municípios já registraram casos.

A Secretária Executiva de Vigilância em Saúde, Luciana Albuquerque, afirma que mesmo aqueles casos que foram notificados baseados no protocolo antigo serão recebidos pela rede de atendimento e farão todos os exames de imagem para avaliar a presença ou não de microcefalia. Foi explicado ainda que alguns profissionais ainda não estejam utilizando o protocolo mais recente e, por isso, esses casos continuam sendo atendidos.

Além disso, encontros para sensibilização dos profissionais para a notificação estão sendo realizados, pois cerca de 90% dos casos notificados são da rede pública o que pode significar que rede privada não esteja notificando todas as ocorrências. Ainda sobre a prevenção das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, a secretária explicou que dentro dos recursos destinados a isso o repelente pode ser incluído.    

Panorama 

Na ocasião, os dados sobre os casos de dengue durante o período de um ano foram repassados. Ao todo foram mais de 130 mil casos notificados; em média, 45 confirmados e 28 óbitos. Já a Zika ocasionou 103 notificações em 27 municípios e para Chikungunya foram 1.438 casos notificados e 288 confirmados. 

A SES informa que 61 municípios encontram-se fora de risco de surto; no entanto, 70 cidades estão em situação de alerta.  

O número de presos executados nos Estados Unidos chegou a 35 este ano, após o cumprimento, na noite desta terça-feira, das duas últimas condenações à morte previstas para 2014, na Geórgia (sudeste) e no Missouri (centro).

Este é o menor número de execuções nos Estados Unidos desde 1994, quando 31 presos foram executados, segundo organizações que se opõem à aplicação da pena capital.

Paul Goodwin, de 48 anos e cujos advogados alegam que sofre de atraso mental, foi executado à 01h25 (05h25 de Brasília) em Bonne Terre, Missouri, informou Mioke O'Connell, porta-voz do sistema estatal de prisões.

Goodwin foi condenado pela morte a marteladas, em 1998, de uma viúva de 63 anos a quem havia estuprado.

Horas antes da execução de Goodwin, na Geórgia foi aplicada a pena de morte contra Robert Wayne Holsey, um homem negro de 49 anos, pelo assassinato de um policial branco em dezembro de 1995.

As duas execuções ocorreram tendo como pano de fundo grandes protestos em diversas regiões dos Estados Unidos nas últimas semanas para exigir justiça nos casos de homens negros assassinados por policiais.

Holsey foi declarado morto por injeção letal às 22h51 (01h51 de Brasília), disse à AFP Susan Megahee, porta-voz das autoridades penitenciárias da Geórgia.

Sua defesa insistiu até o último momento que Holsey havia sido mal defendido por um advogado branco "alcoólatra crônico" que lançou insultos racistas contra vizinhos negros e foi detido por fraude logo depois da divulgação da decisão condenando seu cliente à pena de morte.

O número de pessoas mortas devido à malária caiu quase 50% desde 2000, indicou nesta terça-feira, em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre 2000 e 2013, a mortalidade vinculada à malária caiu 47% no mundo e 54% na África, o que equivale a salvar 4,3 milhões de vidas humanas, indicou o relatório anual da OMS.

A agência da ONU teme, no entanto, que o Ebola prejudique a tendência de queda na África Ocidental, ao redirecionar meios e esforços para o controle da epidemia em detrimento de outros tratamentos.

"Estes são os melhores resultados que tivemos e uma notícia maravilhosa para a saúde pública", disse em uma coletiva de imprensa o espanhol Pedro Alonso, diretor do programa mundial da OMS contra a malária.

Em 2013 foram registrados 198 milhões de casos de malária no mundo e 584.000 falecimentos, em baixa de 4,3% e 6,9%, respectivamente, em relação a 2012.

Do total, 90% dos falecimentos, 78% dos quais correspondem a crianças com menos de 5 anos, foram registrados na África.

A redução na África é explicada principalmente por medidas preventivas mais bem aplicadas, algumas delas muito simples, como generalizar o acesso a mosquiteiros impregnados com inseticidas.

Em 2004 apenas 3% da população de risco tinha acesso a estes mosquiteiros, contra quase 50% em 2013.

O relatório 2014 sobre a malária no mundo reúne informações de 97 países.

A malária é causada por um parasita chamado Plasmodium transmitido através da picada de mosquitos infectados, lembra a OMS.

Os parasitas se multiplicam no fígado e depois infectam os glóbulos vermelhos.

Entre os sintomas da malária destacam-se a febre, as dores de cabeça e o vômito, que geralmente aparecem 10 a 15 dias após a picada do mosquito.

Se não for tratada, a malária pode colocar em risco a vida do paciente em pouco tempo, já que altera o fornecimento de sangue a órgãos vitais, indica a OMS.

A Vivendi anunciou nesta quinta-feira, 15, que seu lucro líquido recuou 19% no primeiro trimestre deste ano em comparação com mesmo período do ano passado, passando de ganho de 534 milhões de euros para lucro de 431 milhões de euros (US$ 591 milhões).

A queda no lucro foi determinada pelos impostos ligados à venda da SFR, segunda maior operadora de telefonia da França, pela Vivendi para o grupo Altice.

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Excluindo os números da SFR, as vendas da Vivendi caíram 3,7% entre janeiro e março deste ano, para 2,72 bilhões de euros, de 2,83 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2013. O crescimento de sua unidade de TV paga Canal Plus não conseguiu compensar o declínio verificado no Grupo universal e na GVT. A queda das vendas na empresa de telecomunicações brasileira foi determinada pela desvalorização do real.

A Vivendi tem vendido uma série de participações e empresas, como a Activision Blizzard, a SFR e a Maroc Telecom, com o objetivo de pagar dívidas e se tornar uma empresas mais focada em mídia e atividades de conteúdo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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