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O mandato de deputado estadual de Eduardo Campos, vivido de 1991 a 1994, é relatado em um livro lançado, nesta segunda-feira (28), pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A obra – intitulada de “Perfil Parlamentar Eduardo Campos - Da Assembleia de Pernambuco ao Coração dos Brasileiros – é de autoria dos jornalistas Evaldo Costa, Sergio Miguel Buarque e Rebeca Silva e detalha desde a articulação de Campos pelo estado para a eleição, em 1990, até o fim do mandato.

“Propusemos esta obra porque compreendia que havia uma etapa na vida de Eduardo que ninguém conhecia. Nela, fazemos um recorte da vida de Eduardo do ano de 1990 e da articulação para ele ser deputado estadual. Um espaço que é o menos conhecido, já que este trecho da vida dele ficou meio obscuro”, detalhou um dos autores e ex-secretário de imprensa da gestão de Campos, Evaldo Costa. “Esse recorte é importante porque revela extrema consistência da carreira política de um jovem de 25 anos”, acrescentou.

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Segundo Evaldo, um trecho do livro descreve o encontro de Campos com uma liderança política de Goiana, na Zona da Mata, que projetou a "prosperidade" do pernambucano. Além da participação, junto com João Paulo (PT), do processo de acordo para que a comunidade de Sítio Grande não fosse desocupada e o período em que já eleito deputado federal em 1994 ainda na Casa Joaquim Nabuco exercia a articulação política do governo de Miguel Arraes (PSB). Os quatro anos de mandato estadual renderam a Eduardo a medalha Leão do Norte, concedida para parlamentares de destaque.

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Representando a família na cerimônia, um dos filhos de Eduardo, João Campos, agradeceu as homenagens ao pai e destacou a importância da obra. “Não há melhor forma de aprender do que seguir os bons exemplos. Neste livro estão escritas lições muito importantes que devem ser compartilhadas. Foi nesta Casa que Eduardo consolidou alguns dos seus traços mais marcantes, como a capacidade do diálogo e o conceito de que na política a unidade é fundamental”, afirmou. A viúva do ex-governador, Renata Campos, também participou do lançamento.

Também presente na cerimônia, o governador Paulo Câmara (PSB) observou que desde sempre Campos falou em favor do Brasil. "Foi um papel muito construtivo em uma época onde o Brasil viveu momentos importantes, como o impeachment do presidente Fernando Collor. Eduardo foi uma voz que falou em favor do Brasil e das instituições democráticas. Foi importante para ele como político ter tido o mandato de Eduardo Campos", reconheceu.

Presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT) enfatizou que a Alepe foi o “início de um caminho virtuoso” para a vida política do líder socialista. “Sem saber, embora seus companheiros de legislatura intuíssem, a Alepe presenciava o nascimento de um líder. Cada pronunciamento revela o interesse do então deputado por bandeiras que carregaria por toda vida pública”, disse.

Autor do requerimento que autorizou a produção do livro, o deputado Diogo Moraes (PSB), pontuou que o primeiro mandado de Campos foi "rico" e informou que a obra não será comercializada. "Essa obra que vai ser distribuída para as bibliotecas públicas do estado vai fazer com que o povo reconheça o grande deputado estadual que saiu daqui para o coração dos brasileiros". 

A posse da vereadora Isabella de Roldão no comando do PDT do Recife, nesta sexta-feira (18), trouxe à tona um imbróglio interno entre o presidente da legenda em Pernambuco, deputado federal Wolney Queiroz, e os deputados estaduais Manoel Botafogo e Guilherme Uchoa. 

Pouco antes do início da cerimônia, os três e o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, iniciaram um debate em que os ânimos foram exaltados e, como resultado disso, Uchoa deixou o plenário da Câmara do Recife, onde aconteceu o ato. 

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"Está faltando diálogo sim [com Wolney Queiroz]", disparou Uchoa, em conversa com a imprensa na saída da Casa. Segundo ele, durante a reunião extraoficial Wolney alegou que não aguentaria ouvir “desaforos” sobre disputas de espaços internos na legenda e o comando de alguns diretórios municipais, como o de Paudalho. 

Com os ânimos acirrados, Botafogo chegou a cogitar a saída dos três deputados estaduais da legenda. Ele, Uchoa e Pedro Serafim Neto. “Quem abonou minha ficha foi Leonel Brizola, estou há 17 anos no PDT e não vou jogar fora minha história”, disse Uchoa.

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A saída de Uchoa do plenário da Câmara, provocou uma correria para que o evento de posse não fosse ofuscado e iniciasse logo. Após o ato, Manoel Botafogo conversou com a imprensa e amenizou o desconforto. “Já foi tudo contornado. Tem diálogo sim, ele [Guilherme Uchoa] está no buraco frio da Alepe e nós estamos indo para lá agora conversar com ele. A idade da gente [dele e de Uchoa] não aguenta muito acocho sabe, realmente esquentou, mas já foi tudo contornado”, disse. 

Dando enfoque as questões municipais, Botafogo disse não achar justo que o comando da legenda, nas cidades em que os deputados estaduais tiveram votação expressiva, fique sob o comando de outras forças. “Não é justo tirar o pão dos filhos e dar aos cachorrinhos”, disparou. Sobre a possível saída da legenda, citada na hora da discussão, ele disse que “poderia haver”, mas com o desconforto sanado não havia razões. 

Sobre o assunto, Wolney Queiroz disse que a discussão tinha sido baseada em “coisas dos municípios” e afirmou que depois conversaria com Uchoa. “Está tudo tranquilo”, resumiu. 

A redução dos cargos efetivos na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) gerou imbróglios entre a Mesa Diretora e o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis). Como uma das medidas adotadas para a redução dos gastos da Casa, os parlamentares aprovaram nessa terça-feira (1°), em primeiro turno, a extinção de 167 vagas, no entanto, a decisão não agradou o sindicato. Para amenizar os desconfortos, os líderes do Sindilegis-PE e os integrantes da Mesa se reúnem nesta quarta (2). 

“Estamos nos adequando ao momento atual do Estado e não queremos prejudicar os servidores”, afirmou o presidente da Casa Joaquim Nabuco, Guilherme Uchoa (PDT), defendendo a proposta como medida de contingenciamento de gastos. Segundo ele,  o projeto será apreciado em segunda discussão pelo Plenário somente após negociação com a categoria.

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Na ótica do Sindilegis-PE, o corte “não diminui efetivamente as despesas, já que não haverá restrição às verbas de gabinete, e por reduzir o número de trabalhadores concursados na estrutura do Poder Legislativo”. “Somos a segunda Assembleia Legislativa do Nordeste em quantidade de deputados, mas ainda somos uma das últimas em número de servidores efetivos”, argumentou o presidente do sindicato, Marconi Glauco.

Os 167 cargos extintos são de categorias ainda não preenchidas e somente poderiam ser ocupadas por servidores aprovados em concurso público. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 398/2015, de autoria da Mesa Diretora da Casa. A justificativa anexa à proposição sustenta que a readequação é necessária para “conformação à realidade econômica” do Estado. A mesma proposta, de iniciativa da Mesa Diretora, diminui o número de servidores comissionados na Casa para 15 funcionários por gabinete de deputado.

A alteração atinge também os acréscimos de cargos concedidos a membros da Mesa, a líderes de bancadas e a presidentes de comissões permanentes, que variam entre 100% e 60% de incremento na estrutura dos gabinetes.

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa (PDT), nomeou o ex-prefeito de Palmeirinha, no Agreste, Eudson Catão, para compor a equipe de assessoria especial do seu gabinete. O ex-prefeito, no entanto, foi condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa. Segundo o processo, Catão deixou de prestar contas relativas a recursos recebidos, por meio de convênio, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. 

A nomeação do novo assessor especial de Uchoa foi publicada no Diário Oficial do Poder Legislativo na última quarta-feira (10). Através da assessoria de imprensa da Casa, o presidente informou que não tinha conhecimento da condenação, mas que iria revogar o ato de nomeação do ex-prefeito de Palmeirinha. 

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Condenação por Improbidade – A ação contra o ex-prefeito foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Garanhuns e a condenação foi divulgada em janeiro. Na decisão, a Justiça apontou que a irregularidade aconteceu em 2001 a partir de um convênio para a execução de obras de infraestrutura e serviços no município, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

As irregularidades constatadas levaram Eudson Catão, inclusive, à condenação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), após instauração de tomada de contas especial. A Justiça Federal atendeu ao pedido do MPF e condenou o ex-prefeito a perda de eventual função pública, suspensão dos direitos políticos por três anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público, bem como de receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios por três anos. Não cabe mais recurso contra a decisão judicial.

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) participa, a partir desta quarta-feira (10), da 19ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). O evento acontece até a próxima sexta-feira (12), em Vitória, no Espírito Santo (ES). O 1° vice-presidente da Casa, Augusto César (PTB), também vai participar do encontro. 

Os ministros das Cidades, Gilberto Kassab; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro; da Aviação Civil, Eliseu Padilha; dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues; de Minas e Energia, Eduardo Braga; e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, estão na lista dos palestrantes do evento. 

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Durante o encontro serão debatidos temas como etica e a segurança jurídica, os desafios do desenvolvimento no Brasil em 2015 e sustentabilidade. Além disso, também será feita uma análise do cenário político e econômico do país e um debate sobre a reforma política e o pacto federativo. 

 

 

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Guilherme Uchoa (PDT), teve mais uma vitória na noite desta segunda-feira (4). Depois de retornar ao comando da Casa Legislativa pela sexta vez, como ironizou recentemente, a Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), por unanimidade, negou, o recurso da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco (OAB-PE) contra decisão do presidente do Judiciário estadual, desembargador Frederico Neves, que suspendeu a liminar que tornou ineficaz o resultado da eleição para a Mesa Diretora da (Alepe). 

O chefe do Judiciário e relator do processo, Frederico Neves, foi quem explicou a decisão. “É Inolvidável que houve uma disputa legítima para o cargo de presidente da Alepe, com dois candidatos que aceitaram mútua e reciprocamente as suas condições de elegibilidade, dentro do mais absoluto respeito ao regime democrático de direito, tendo o deputado Guilherme Uchoa obtido 38 votos; o deputado Rodrigo Novais 5 votos; 5 votos em branco; e 1 voto para Edilson Silva”, pontuou. 

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Na visão do desembargador, a eleição foi livre, solene e conscientemente realizada no âmbito interno da Casa Legislativa do Estado de Pernambuco. “Aqui, o princípio da confiança do cidadão deve ser chamado a intervir, enquanto inerente ao Estado Democrático do Direito. O cidadão confiou na lisura das eleições realizadas, a partir do momento em que, sem qualquer impugnação de candidatura, os seus representantes, fundados em pareceres do órgão legislativo e do órgão ministerial, sufragaram os nomes de Guilherme Uchoa e Eriberto Medeiros para Presidente e 4º Secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, respectivamente”, justificou. 

Frederico Neves também fez questão de elogiar Uchoa. “Um chefe de Poder, homem de reputação ilibada, e contra quem não pesa qualquer acusação, com base em interpretação ligeira e discutível de nova norma constitucional local”, enalteceu.

O desembargador ressaltou ainda que a decisão assinada pelo desembargador no último dia 20 de abril levou em consideração que as restrições previstas na Emenda Constitucional Estadual nº 33/2011 só produzem efeitos a partir do começo da 18ª legislatura da Alepe, que teve início em 1º de fevereiro deste ano. Entretanto, ele lembrou que o artigo 3º da Emenda determina: “Nas eleições a serem realizadas para o segundo biênio da 17ª Legislatura não serão aplicadas as restrições estabelecidas no § 9º do art. 7º e no § 5º do art. 17º da Constituição do Estado”, concluiu. 

 

Confiante que a Ordem dos Advogados do Brasil, secção Pernambuco (OAB-PE) não conseguirá retirá-lo da presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco, (Alepe), novamente, o presidente da Casa, deputado Guilherme Uchoa (PDT) comentou nesta segunda-feira (27), a decisão da instituição em recorrer ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O pedetista fez questão de frisar que em outros estados a deputados que estão pela sétima vez como presidente da Casa Legislativa.

“A posição do presidente Pedro Henrique que eu respeito muito é um direito que tem a OAB, assim como a Alepe, e o Estado de fazer a mesma coisa. Dr. Julio Oliveira e Dra Virgínia estão à frente deste direito processual. Já entraram com alguns incidentes perante a vara, estão entrando também com medidas de embargos declaratórios, e na verdade eu confio neles dois”, disse Uchoa ao Portal LeiaJá, destacando o trabalho de seus advogados. 

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O presidente da Alepe demonstrou confiança e tranquilidade no desembaraçar do caso e citou outros lugares do Nordeste que agem semelhante a Alepe. “Eu não tenho nenhuma dúvida porque no Piauí e na Bahia, meus companheiros presidentes já estão no sétimo mandato e a OAB é uma só no Brasil”, ressaltou. Ele também criticou a instituição e disse que ela age com mesquinhez. “Não sei por que escolheram Guilherme Uchoa, mas vamos em frente. Enquanto eu tomo conta do autismo (se referindo à lei promulgada hoje), ele toma conta dessas coisas pequenas e mesquinhas que não levam a nada”, disparou o deputado. 

 

Conforme prometido, a direção da OAB-PE protocolou no início da noite da segunda-feira, (27), recurso na Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para reverter decisão do presidente da Casa, desembargador Frederico Neves. No último dia 20 de abril, o magistrado suspendeu a medida liminar assinada pela juíza Mariza Borges, titular da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que afastava os deputados Guilherme Uchoa (PDT) e Eriberto Medeiros (PTC), dos cargos, respectivamente, de presidente e 4º secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A decisão da juíza atendia pleito da OAB-PE, que deu entrada na 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, a uma ação civil pública, visando impugnar a eleição da Mesa Diretora da Alepe que reconduziu Uchoa ao cargo de presidente, pela quinta vez consecutiva, e ao cargo de 4º secretário, pela terceira vez sucessivamente, o deputado Eriberto Medeiros.

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Entre os fundamentos que pontuam o recurso protocolado pela OAB-PE, no TJPE são descritos: fundamentação jurídica que ampara a decisão liminar proferida pela magistrada singular; inteligência do Supremo Tribunal Federal acerca da aplicação imediata, com efeitos retrospectivos, das regras que criam novas condições de inelegibilidade, entre outros. 

O desejo do presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, é que a Corte do TJPE julgue o caso na próxima semana. “Nossa expectativa é que na próxima sessão - realizada toda segunda-feira - da Corte Especial do Tribunal julgue o recurso”, destacou, acrescentando defender a Constituição do Estado, “Agimos de acordo com o interesse público”, completou Alves. 

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Até o fim desta segunda-feira (27), a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco (OAB-PE) deve recorrer à Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) contra a queda da liminar que suspendia o quinto mandato de presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), do deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT). De acordo com informações da assessoria de imprensa, a equipe jurídica da OAB-PE está finalizando os últimos detalhes do recurso para encaminhá-lo ao TJPE. 

>> "Vou assumir a sexta vez", ironiza Uchoa após queda da liminar

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A liminar que afastou Uchoa do cargo foi expedida pela juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública do Recife, Mariza Silva Borges, no último dia 16. No entanto, quatro dias depois o presidente do TJPE, desembargador Frederico Neves, derrubou a decisão. No texto, Neves justificou que suspender o mandato de Uchoa como presidente da Alepe “não se mostra minimamente razoável (...) sem que tenha havido, sequer, oportuna impugnação à candidatura respectiva, por quem quer que seja”.

O dilema entre a OAB-PE e o deputado Guilherme Uchoa iniciou em janeiro, antes mesmo da eleição dele para o quinto mandato. O colegiado considera inconstitucional a recondução de um paramentar para o mesmo cargo na Mesa Diretora da Alepe por mais de duas vezes. A ótica da OAB-PE também se estende ao deputado estadual Eriberto Medeiros (PTC) que foi eleito, pela terceira vez, para a 4ª secretaria da Casa. 

Depois de derrubar, ontem, o recurso da OAB que o afastou da presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Guilherme Uchoa (PDT), não esperou nem passar o feriado de 21 de abril, hoje, para entrar com um processo contra o presidente da instituição, Pedro Henrique.

Ontem mesmo, entrou com uma ação de falsificação de documento, o chamado incidente de falsificação documental. Segundo ele, o presidente da OAB não poderia ter usado o conteúdo do referido documento para dar sustentação jurídica a uma ação civil pública, mas apenas a uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade. “Na prática, ele falsificou”, afirma Uchoa.

Para o presidente da Assembleia, o procedimento de Henrique coloca em suspeita a sua atuação na OAB, sugerindo que recorreu a uma brutal ilegalidade para tentar cassar o seu direito de exercer o quarto mandato consecutivo como presidente da mesa diretora do poder Legislativo estadual.

“Ele (Henrique) cometeu um crime e tem que pagar por isso”, afirmou. Em entrevista ao programa Frente a Frente, o presidente da Assembleia atacou Pedro Henrique também de ser procurador do Estado sem defender o Governo em nenhum processo, mas não abdicando de embolsar o seu salário de R$ 27 mil e outras vantagens, totalizando salário mensal acima de R$ 70 mil.

Isso, no entender de Uchoa, é uma imoralidade. “O presidente da OAB é um dos maiores marajás do Estado”, desabafou. Pelo andar da carruagem, essa briga não vai se resumir ao processo de contestação da constitucionalidade do mandato presidencial de Uchoa.

O presidente da Alepe antecipa que já tem um dossiê da gestão de Henrique e também do ex-presidente Jaime Asfora, hoje secretário municipal da Prefeitura do Recife, que à frente da instituição tentou acabar com o auxílio paletó. “Como vereador do Recife, esse rapaz não abriu mão de outras vantagens, inclusive o auxílio paletó. É pouca vergonha na cara”, afirmou.

OAB VAI RECORRER– Ouvido, ontem, pela coluna, o presidente da OAB, Pedro Henrique, disse que não cometeu nenhum tipo de falsificação de documento e que a assessoria de Uchoa comete um grande equívoco. Quanto à liminar que derrotou o recurso afastando o presidente da Alepe, Henrique disse que a decisão de recorrer será do conselho da OAB e não sua, de forma isolada.

Enfim, a alternância!Aos que reclamavam da alternância de poder na Assembleia: em menos de 72 horas, a Casa teve dois presidentes: o vice Augusto Cesar (PTB), que assumiu de manhã ficando menos de 24 horas no cargo, e Uchoa, que reassumiu diante da liminar concedida pelo presidente do Tribunal de Justiça, Frederico Neves. Cesar ainda chegou a comemorar a presidência vapt-vupt recebendo, inclusive, o prefeito de Serra Talhada e um grupo de vereadores. 

Tancredo NevesProfessor de Teoria Política na Universidade Federal de Pelotas, o pesquisador Daniel de Mendonça, autor de Tancredo Neves: da Distensão à Nova República, diz que o grande desencanto que se seguiu à morte do presidente, há 30 anos, se deve ao fato de, àquela altura, Tancredo ser menos um político e mais uma imagem associada às esperanças nacionais para o País. Uma imagem que o próprio Tancredo ajudou a construir, sem saber que não teria como dar prosseguimento a ela.

Sem derramar sangueDo ex-governador Roberto Magalhães ao JC sobre Tancredo Neves, que partiu para a eternidade há 30 anos: “Tancredo ocupava o centro, onde se empurra o processo histórico. Ele era a única solução que tínhamos para fazer a redemocratização de forma pacífica, sem derramamento de sangue”.

A nova UVPDevido aos funerais do deputado Manoel Santos, que morreu domingo passado em São Paulo, o governador Paulo Câmara (PSB) não pode ir, ontem, à posse do novo presidente da União dos Vereadores (UVP), Josinaldo Barbosa (PTB), em Timbaúba. Foi representado pelo secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, que chegou ao local acompanhado de alguns parlamentares.

CURTAS

REFORMA– As comissões da Reforma Política e de Constituição e Justiça da Câmara receberam prazo para aprovar a reforma. Se isso não ocorrer, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, vai avocar o tema para si e votar o relatório da Comissão direto no plenário.

2º ESCALÃO O PR voltou a tratar, desta vez com o vice Michel Temer, sobre o 2º escalão do governo Dilma. A sigla quer manter a presidência da Valec, mesmo que o atual seja substituído; a vaga na ANTT; e quer nomear o ex-líder Luciano Castro para dirigir o Dnit.

Perguntar não ofende: O feriado vai atrapalhar a pauta do Congresso?

O governador Paulo Câmara (PSB) comemorou, na noite desta segunda-feira (20), a retomada do deputado Guilherme Uchoa (PDT) à presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Defensor do pedetista desde que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anunciou o afastamento na última sexta-feira (17), o socialista disse que a justiça reestabeleceu a vontade da Casa Legislativa.

Câmara relembrou da decisão da maioria dos parlamentares que decidiram por Guilherme como presidente da Mesa Diretora. “Eu acho que a Assembleia Legislativa quando decidiu pela permanência de Guilherme decidiu de ampla maioria de seus integrantes. Então, na verdade, o Tribunal de Justiça está reestabelecendo a vontade da Assembleia Legislativa que nós respeitamos muito”, analisou.

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O governador disse que conversou com Uchoa, durante velório do deputado Manoel Santos (PT) e que o deputado está tranquilo. “Conversei agora quando cheguei. Ele está muito sereno, muito tranquilo e vai continuar o seu trabalho”, descreveu Câmara. 

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Exatamente às 17h50. Este foi o horário que o deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) assinou, novamente, nesta segunda-feira (20), o livro tomando posse da presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). De manhã, o pedetista tinha passado o cargo ao deputado Augusto César (PTB), mas com a derrubada do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o parlamentar volta a comandar o Palácio Joaquim Nabuco e decretou guerra a Ordem dos Advogados do Brasil, secção Pernambuco (OAB-PE)

Segundo Uchoa, a decisão divulgada pelo TJPE já era almejada por ele. “Eu já esperava porque até no Ministério Público já se manifestou favorável. Não existe vício de inconstitucionalidade. Eu esperava essa decisão porque o nosso direito é muito bom”, comemorou.

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Convicto da vitória e revoltado com a OAB, o parlamentar disse à imprensa que entrou na justiça contra a instituição. “Agora, meus advogados, Dr. Julio Oliveira e Dra. Virgínia Pimentel entraram com uma ação de falsidade documental porque a OAB juntou uma ata em que utiliza entrar com uma Adim (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e eles utilizaram de um documento alegando que seria uma ação civil pública. Isso significa falsidade documental e nós acabamos de entrar agora na justiça contra a OAB”, revelou o presidente.

O pedetista fez questão de frisar que passou o bastão para Augusto César para obedecer à justiça e ironizou tomar posse mais uma vez do cargo. ”Eu passei pela manhã porque foi citado, obedecendo à ordem judicial. Na hora que foi cassada a liminar, eu acabo de reassumir a presidência da Assembleia. Desta vez, não vou assumir mais a quinta vez, vou assumir a sexta vez”, zombou.

Questionado pelo Portal LeiaJá se a atitude da OAB-PE tinha conotação política, o deputado disparou contra o ex-presidente da instituição e secretário de Juventude e Qualificação Profissional, Jayme Asfora (PMDB). “A OAB entrou porque o presidente não faz nada e recebe R$ 27.200 mil por mês, do Estado e tem tempo para advogar no escritório dele, por isso que ele agora fica sem tempo ai fica procurando fazer o que não sabe”, alfinetou.

Guerra contra a OAB – Demonstrando indignação em virtude da decisão da Ordem dos Advogados do Brasil, Guilherme Uchoa (PDT) declarou guerra a Asfora e a instituição. “A OAB não é agenciadora de estacionamento do Estado e utilizaram por muito tempo de uma área pública para cobrar estacionamento, de uma área da Prefeitura do Recife”, denunciou.

Outra crítica feita pelo presidente da Alepe foi o trabalho de Jayme Asfora com a Telemar. “Estou aqui já pensando em procurar a questão da telefonia também porque é outra coisa que ele é advogado de uma empresa que não vem cumprindo o que a lei determina”, reclamou, descrevendo a OAB-PE em seguida. “É uma entidade frágil, dirigida por um fraco, marajá do Estado, e agora vou procurar saber quanto o senhor Jayme Asfora recebe na Prefeitura do Recife, e pela informação que eu tenho, está recebendo igual a um deputado federal e nomeou na Prefeitura do Recife mais de 26 pessoas para o gabinete dele e isso é um falso moralismo”, cravou.

Ainda sobre a pesquisa que pretende fazer sobre Jayme Asfora, o pedetista disse que vai procurar saber quantos cargos o peemedebista deu na época que foi vereador da Câmara do Recife e se recebeu auxílio palito. “Quero saber se ele na Câmara recebeu auxílio palito, já que ele como presidente da OAB entrou contra a Alepe para acabar o auxílio”, destacou, respondendo à imprensa que vai declarar guerra porque “foi catucado”.

Cumprindo a determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o deputado Guilherme Uchoa (PDT) passou o bastão da presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta segunda-feira (20), para o primeiro vice-presidente da Casa, deputado Augusto César (PTB). O ato sem cerimônia oficial consiste apenas na assinatura do livro e segundo o petebista não haverá dificuldade nesta nova missão.

“Eu já tomei posse, numa coisa muito simples, apenas assinei o livro de posse. Guilherme assina saindo e eu assumindo a presidência”, detalhou o novo presidente em entrevista ao Portal LeiaJá. 

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Augusto César demonstrou tranquilidade no novo cargo e revelou que precisará de paciência para se inteirar de todas as informações da Casa Legislativa. “Primeiro eu estou muito a vontade, na minha experiência parlamentar na Casa, mas eu tenho que ter muita paciência para analisar todos os fatos que estão acorrendo no administrativo porque é diferente das ações do legislativo”, esclareceu.

Apesar da diferença apontada pelo petebista, ele garantiu não haver dificuldades de estar á frente do Palácio Joaquim Nabuco. “Quanto tocar a máquina, atuar no plenário e se relacionar com as instituições, não vejo dificuldade quer que seja com Tribunal, com o governo ou repartições públicas”, alegou.

O novo presidente da Alepe também prometeu ter responsabilidade e zelo pela Casa Legislativa. “Terei muito cuidado para que a gente possa fazer as coisas com muita responsabilidade”, destacou. 

Guilherme Uchoa - Na última sexta-feira (17), o TJPE, através da juíza da 3ª Vara Civil da capital, Mariza Silva Borges, determinou o afastamento do deputado Guilherme Uchoa da presidência da Alepe.  A magistrada atendeu a uma ação civil ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que alegou inconstitucionalidade da recondução do pedetista que estava no quinto mandado à frente da Mesa Diretora. O mesmo pedido se estendeu ao deputado estadual Eriberto Medeiros (PTC), que ocupa a 4ª secretaria da Alepe pela terceira vez.

É dada como certa no Tribunal de Justiça a reviravolta da decisão judicial, patrocinada pela OAB-PE, que afastou o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), do comando da mesa diretora. O que diz nos bastidores é que “o direito do contestado é bom” e que a maioria dos desembargadores derruba a liminar.

 

Por isso mesmo, Uchoa se recolheu, não dando entrevistas. Foi aconselhado a alimentar um silêncio estratégico. O pedido de cassação foi apresentado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa do Estado, sendo também assinado pelo procurador-geral do Estado, Antônio César Caula Reis.

Alguém pode até estranhar a participação da PGE, mas na prática ela defende em juízo os três poderes. O recurso é uma alternativa legal excepcional, segundo a assessoria da Alepe, podendo defender-se por conta própria, mas isto demandaria mais tempo, com o cumprimento de prazos legais.

A principal vantagem, entretanto, entre uma e outra, é não passar pelo processo de distribuição eletrônica, indo parar nas mãos de um desembargador, nomeado relator da matéria. A juíza Mariza Borges, da 3ª Vara Civil da capital, responsável pela cassação do direito de Uchoa ter um quarto mandato, afastou também o quarto secretário, Eriberto Medeiros.

Os demais cargos da mesa não foram atingidos porque, diferente de Uchoa e Eriberto, não estavam pleiteando um quarto mandato. Até que o TJP julgue o recurso de Uchoa, a presidência da Casa será ocupada pelo vice-presidente Augusto César (PTB), ligado ao ministro Armando Monteiro e com base no Sertão, especialmente Serra Talhada, terra natal.

CARGOS– Goiás, Piauí e Sergipe foram os três primeiros Estados em que os cargos de natureza estadual foram resolvidos, ontem, pela coordenação política do Governo, liderada pelo vice-presidente Michel Temer. A divisão dos cargos e a lista de nomes foi acertada entre os partidos que integram a base em Goiás, Sergipe e Piauí. No caso de Pernambuco, a expectativa é de que seja definido o destino dos ex-deputados João Paulo e Fernando Ferro, ambos do PT.

Cachê milionário– Lula fugiu da Imprensa como o diabo da cruz, ontem, na sua passagem pelo Estado, onde prestigiou a inauguração da fábrica de cerveja Itaipava. Restrita aos convidados, o ex-presidente fez uma palestra de uma hora, embolsando um cachê de R$ 300 mil.

Pé na estrada– Aliados que acompanharam Lula, ontem, por Pernambuco, informaram que o ex-presidente vai retomar uma agenda de viagens pelo País. A maratona, sem data ainda para o start, não será batizada, como em 2002, de “caravanas”, mas essa é a ideia. Seu objetivo é resgatar a imagem do PT para as eleições municipais e defender o Governo Dilma.

Distrital misto – O PSDB anunciou ontem seu projeto de reforma política. Seu item principal é o voto distrital misto alemão. Mas o líder do DEM, Mendonça Filho, revelou simpatia pelo distritão. Antes disso, na terça-feira, após a reunião da bancada tucana, o presidente Aécio Neves ouviu o senador Antônio Anastasia dizer que apoia o distritão.

João na Sudene– Dos ex-parlamentares aliados do Governo que ficaram sem mandato, o primeiro a garantir espaço foi Paulo Rubem (PDT), que disputou a vaga de vice-governador na chapa de Armando Monteiro e emplacou a presidência da Fundação Joaquim Nabuco. O próximo a ser nomeado, segundo uma fonte palaciana, será o ex-deputado João Paulo para a superintendência da Sudene.

CURTAS

ESTRADA– Filho do ex-deputado Ribeiro Godoy, um dos mais atuantes parlamentares representantes do Agreste na Alepe, Afrânio Godoy revela a alegria da família pela recuperação da Rodovia Deputado Ribeiro Godoy, ligando Bezerros a Bonito. É por essas e outras que o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, foi apontado como o auxiliar que pauta a agenda positiva do Governo.

BATENDO ASAS– O ministro Armando Monteiro já admite que está deixando o PTB com a fusão do DEM ao partido. Ressalta que namora com o PDT, mas admite que já lhe ofereceram outra legenda, a qual faz o maior mistério. “Não posso antecipar agora”, alega.

Perguntar não ofende: Por que Lula evitou a Imprensa, ontem, na sua passagem por Pernambuco? 

Manifestações populares contra o governo da presidente Dilma Rousseff e a aprovação do projeto de lei 4330, que regulamenta a terceirização no Brasil, além de algumas quedas políticas e a ascensão do PMDB no Governo Federal marcaram a semana. 

Durante os últimos dias a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, deu continuidade as prisões e investigações dos esquemas de propina em contratos da Petrobras. Na segunda-feira (13), o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP) já condenado pelo processo do Mensalão, foi transferido do Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, a 170 km do Recife, para a carceragem da PF em Curitiba, no Paraná. Ele é acusado de intermediar o desvio de verbas para o PP. Pedro Corrêa foi levado a capital paranaense para prestar esclarecimentos sobre o caso

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Ainda como ações da Lava Jato, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi preso. Com a prisão, o petista foi afastado do cargo. Mas a legenda prestou solidariedade a ele, classificando o ato como “desnecessário”. Vaccari é apontado como o principal mediador do PT no esquema de propina. O nome dele é citado pelas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A queda do político foi considerada, por parlamentares da oposição, como a prova de “degradação moral” do PT. 

Legislativo

No âmbito nacional, os governadores dos estados do Nordeste se encontraram com as bancadas federais na última quarta. Durante a reunião, os gestores elencaram as principais necessidades locais e pediram mais atenção aos projetos que de alguma forma dificulta a administração dos estados da região. 

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), participou do encontro. Ao fazer um balanço dos assuntos tratados com os parlamentares, o socialista afirmou que o estado investirá três vezes menos este ano. Segundo o governador foi solicitado uma maior atenção às matérias que tratam dos ajustes fiscais e dos indexadores das dívidas. 

Já no legislativo estadual, na última quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) expediu uma liminar determinando a suspensão do deputado Guilherme Uchoa do cargo de presidente da Assembleia Legislativa (Alepe). Ele foi reconduzido ao comando do legislativo estadual pela quinta vez, em fevereiro, e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em ajuizou uma ação alegando a inconstitucionalidade da recondução. 

Além de Uchoa, a liminar também se estende para o deputado estadual Eriberto Medeiros (PTN) que ocupa, pela terceira vez, a 4ª secretaria da Casa. A medida ainda cabe recurso, mas até a decisão final Uchoa e Medeiros devem ficar afastados dos cargos. Até o TJPE emitir o parecer final sobre a liminar, o deputado Augusto César (PTB) vai presidir a Alepe. 

Manifestações

No domingo (12), a Avenida Boa Viagem, no Recife, e outras 400 cidades do país foram palco de novos atos contra Dilma. Durante os protestos, a população pedia a saída da petista do comando do Brasil, a reforma política e o fim da corrupção. Na capital pernambucana, de acordo com a organização, 40 mil pessoas foram às ruas. 

Na manifestação também foi lançada a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, onde se reuniram mais de 50 grupos para “dar voz aos pedidos das ruas”. Líderes da Aliança estiveram no Congresso Nacional, na última quarta-feira (15), onde se reuniram com integrantes da bancada de oposição e entregaram uma carta de reivindicações aos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, respectivamente. No entanto, ao contrário do esperado, o grupo não pediu o impeachment da presidente Dilma Rousseff no texto.

Outro protesto, desta vez contra o Congresso Nacional, aconteceu também na quarta. Organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), os atos pediam a reprovação do Projeto de Lei 4330 que regulamenta a terceirização no Brasil. A pressão popular ocasionou o adiamento da conclusão da matéria na Câmara, que deverá voltar à pauta na quarta-feira (22). A CUT prometeu que se o texto for totalmente aprovado pelo Congresso, pode acontecer uma greve geral no país. 

PT e PMDB

Apesar de todo o embate interno entre o PT e o PMDB, os partidos estão aparentemente se entendendo. Na semana passada, Dilma nomeou o vice-presidente Michel Temer como o coordenador das articulações políticas da gestão. Esta semana a petista concedeu mais um ministério ao PMDB, o do Turismo. Ela nomeou, nessa quinta-feira (16), o ex-presidente a Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, para ministro do Turismo. 

A abertura de espaço para os peemedebistas tem sido encarada como uma "jogada inteligente" por alguns. Para a presidente estadual do PT, deputada Teresa Leitão, a unidade entre o PT e o PMDB necessidade de muitas articulações. “É preciso estratégias do PT. Tem que discutir muito na política”, avaliou a parlamentar. 

Visita de Lula

Mesmo com a crise nacional e as quedas do PT, o ex-presidente Lula (PT) visitou Pernambuco nessa sexta-feira (17). Ele foi contratado para ministrar uma palestra durante a inauguração oficial da fábrica da cervejaria Itaipava, em Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Em palestra remunerada em PE, o ex-presidente Lula enalteceu governo Dilma Rousseff. O petista também recebeu elogios do primogêmito de Eduardo Campos, João Campos

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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou que o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Guilherme Uchoa (PDT), deixe o cargo. Ele ocupa o comando do legislativo estadual pelo quinto mandato. A decisão de suspender eleição da Mesa Diretora da Casa, que aconteceu no dia 1º de fevereiro, foi tomada na noite dessa quinta-feira (16), pela juíza da 3ª Vara Civil da capital, Mariza Silva Borges. 

A magistrada atendeu a uma ação civil ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e se estende ao deputado estadual Eriberto Medeiros (PTC), que ocupa a 4ª secretaria da Alepe pela terceira vez. Na ação, a OAB-PE alegou inconstitucionalidade da recondução do pedetista e de Eriberto, contrariando a lei estadual que proíbe a reeleição de um parlamentar ao mesmo cargo três vezes seguidas. 

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Na liminar, a juíza Mariza Silva Borges se justificou a partir do “propósito do princípio republicano é permitir uma alternância dos membros da Mesa Diretora”. A decisão fixa ainda uma multa diária de R$ 2 mil caso a determinação não seja cumprida, tanto Uchoa quanto Eriberto podem entrar com um recurso para recorrer da decisão. O prazo é de 10 dias, contados a partir da publicação da liminar.

Até que os recursos sejam julgados e a liminar confirmada ou cassada, quem assume a presidência da Alepe é o deputado Augusto César (PTB), vice-presidente da Casa. Uma nova eleição, caso a decisão seja confirmada, deve ser convocada em até 30 dias. 

Pouco mais de dois meses após a eleição do deputado estadual Guilherme Uchoa (PDT) para o quinto mandato de presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o  juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Évio Marques da Silva, pediu afastamento da causa declarando-se suspeito para julgar a Ação Civil Pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional Pernambuco. Em seu despacho, o magistrado alegou que “prudência é uma máxima que deve nortear todos os provimentos judiciais. Assim, averbo-me suspeito, por motivo de foro íntimo, para julgar presente feito, de sorte a evitar qualquer dúvida quanto à necessária imparcialidade do julgador da causa”.

Com o afastamento do juiz Évio Marques do caso, os autos do processo serão encaminhados para a 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que tem a juíza Mariza Borges como titular. O processo da OAB-PE, distribuído em fevereiro para a 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual visa impugnar a eleição de Uchoa para presidente da Mesa Diretora da Alepe e do deputado Eriberto Medeiros (PTC) eleito como 4º secretário pela terceira vez.

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Com esta ação, a OAB-PE pretende anular os atos de homologação das candidaturas e, consequentemente, as eleições dos aludidos deputados, por vício de inconstitucionalidade. O ato traz pedido de liminar para que sejam, desde já, sustados os efeitos dos atos impugnados e, por consequência, afastados os réus dos cargos de presidente e 4º secretário da Alepe, até julgamento final da ação.

“A decisão do magistrado há de ser respeitada, pois fundada em razões de foro íntimo. Normalmente quando isso acontece no curso do processo é sinal que interferências externas vieram a comprometer a isenção do juiz para atuar com a independência e imparcialidade devidos“, destacou o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves.

Com o objetivo de atender de perto os eleitores que o elegeram, o deputado estadual João Eudes (PRP) irá inaugurar nesta quinta-feira (19), às 19h30, um gabinete alternativo. O espaço localizado na cidade de Pesqueira, Agreste Central, contemplará também, moradores de municípios adjacentes como Alagoinha, Poção, Sanharó, Venturosa, entre outras.

Para o parlamentar é de suma importância promover a interiorização das ações parlamentares onde a população terá um local de referência mais próximo, para falar diretamente sobre as suas demandas, com o deputado que elegeu. No novo gabinete, João Eudes despachará com a população todas as sextas-feiras, em horário comercial.

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Com uma estrutura semelhante ao que ocupa na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o gabinete do interior, localizado na Rua Farroupilha s/n, centro de Pesqueira, também terá um auditório com capacidade para 200 lugares, onde serão promovidas discussões sobre temas relevantes para a região ou ligados aos diversos segmentos e setores de sociedade. Várias autoridades confirmaram presença na solenidade, inclusive o presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PDT).

Autor do requerimento de criação da Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBT, derrotado em plenário na última terça-feira (17), o deputado Edilson Silva (Psol) criticou o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa (PDT) nesta quarta-feira (18). Segundo o parlamentar, o pedetista teria transferido o comando da mesa diretora para poder votar contrário à iniciativa e incentivado que outros deputados deixassem o plenário antes da votação. 

Silva também questionou o fato da Casa Joaquim Nabuco, desde o dia 2 de fevereiro, já ter criado sete Frentes Parlamentares, mas ter rejeitado – pela primeira vez em uma legislatura – a criação de um colegiado para debater políticas públicas para o segmento LGBT. “Essa marca negativa na Casa se soma a outras. Lamentavelmente, tivemos na figura do presidente um ator protagonista no desmonte do que seria uma vitória tranquila da aprovação desse requerimento. Na medida em que o presidente abandona suas funções e desce ao plenário para incentivar deputados a abandonar esta casa, para garantir a derrota de uma proposição, está dando uma indicação de que quer obstruir o trabalho de determinados parlamentares”, disparou o deputado.

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As sete Frentes Parlamentares já instaladas na Alepe são: Comércio Varejista e da Micro e Pequena Empresa, de autoria de Tony Gel; da Defesa da Família e da Vida, do pastor Cleiton Collins; da Revitalização do Rio São Francisco, de Odacy Amorim; das Soluções Hídricas para Pernambuco, de João Eudes; da Segurança Pública, de Joel da Harpa; do Combate ao Crack, de Professor Lupércio; e do Trânsito e Transporte, de Eduíno Brito.

Dos dez deputados que votaram contra a proposta a maioria fazem parte da bancada evangélica: Cleiton Collins, Odacy Amorim, Joel da Harpa e Professor Lupércio estão entre os dez deputados que votaram contra a criação da Frente pela Cidadania LGBT.

*Com informações da assessoria

Autor do requerimento que criaria a Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania LGBT, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual Edilson Silva (PSOL) afirmou, em entrevista concedida ao Portal LeiaJá, que não vai desistir de criar um grupo na Casa para discutir as políticas públicas do segmento. De acordo com ele, a rejeição da proposta nesta terça-feira (17) atesta que o tema é “proibido” na Alepe e “deixa um alerta” a classe LGBT.  

“Não foi uma derrota nossa, mas da Alepe. Como pode uma assembleia não tem 25 deputados que se disponham a criar um grupo externo de debate com o segmento LGBT? O que aconteceu hoje só prova que existe um tema proibido na Casa Legislativa: o LGBT”, disparou Silva.“A população LGBT ganha a oportunidade de perceber quais são os limites do poder legislativo de Pernambuco. Fica um alerta muito estridente para eles”, acrescentou, dizendo que o movimento vai cobrar mais respeito.

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Para o psolista, a bancada de oposição cumpriu o seu papel ao se posicionar contra o requerimento, no entanto uma manobra do presidente da Cada Joaquim Nabuco, o deputado Guilherme Uchoa (PDT), ampliou as ausências fazendo com que o assunto não conquistasse a quantia necessária de votos favoráveis. Segundo ele, três deputados deixaram o plenário após uma conversa com Uchoa. 

“Houve foi uma clara intervenção do presidente da Casa que desceu para o plenário para articular contra aprovação do requerimento. Deixando a entender que o problema no trato com a demanda da população LBGT não é de alguns deputados que se dizem evangélicos. A proibição é mais ampla”, cravou. “O que aconteceu hoje foi uma postura pequena e medieval. Retrograda e reacionária. Não estávamos votando nenhuma política pública, mas apenas que a assembléia ia ter um espaço interno onde essas questões seriam discutidas”, acrescentou o deputado.

Reforçando que o tema não trava uma disputa entre governo e oposição, Edilson Silva afirmou que os próximos passos serão: conversar com os 23 deputados que votaram a favor da Frente LGBT, estudar o Regimento Interno da Alepe para vê se há possibilidades de retornar a pauta para a avaliação em plenário e aguardar que alguns deputados, como Priscila Krause (DEM), retorne de licença para votar novamente a proposta.

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