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A venda do novo tênis destruído lançado pela grife de luxo Balenciaga, por R $10 mil, repercutiu nas redes sociais nas últimas semanas. Rasgado e sujo, este é o estilo “full destroyed” (“completamente destruído”). Disponíveis em versões mule, e de cano alto, o calçado é a nova aposta da marca e gerou memes nas redes sociais, inclusive no Brasil. As criações levam a assinatura do georgiano Demna Gvasalia, diretor criativo da Balenciaga, no posto desde 2015 quando substituiu o americano Alexander Wang à frente da grife francesa,, fundada pelo espanhol Cristóbal Balenciaga, em 1917.  

“Esquisito e solitário”, como se autodenominou em entrevistas, Gvasalia nasceu na Geórgia em 25 de março de 1981, numa família russa ortodoxa sob então o domínio soviético. Em 1993, com apenas 12 anos, foi obrigado a abandonar o país natal devido à guerra civil, rumo à Alemanha. Mais tarde, voltou à Geórgia para estudar economia internacional na Universidade Estadual de Tbilisi, na capital do país, por quatro anos e depois frequentou a Real Academia de Belas Artes da Antuérpia, na Bélgica, onde obteve seu mestrado em design de moda em 2006. Atualmente, vive com seu marido, o músico e compositor francês, Loick Gomez, em um vilarejo na Suíça. A experiência como refugiado moldou sua personalidade e se reflete em suas coleções. 

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Quando foi nomeado pelo conglomerado de luxo Kering, dono da Balenciaga de outras grifes, como Saint Laurent, Gucci, Boucheron e outras marcas, para o posto de chefe de criação, Gvasalia era desconhecido – mais conhecido na indústria como o fundador da Vetements, a marca de streetwear que lançou com seu irmão em 2014. Mas, com seu estilo e ativismo, o georgiano consolidou e transformou a Balenciaga na marca de crescimento mais rápido dentro do grupo.

Em 2019, seu faturamento foi considerado uma das três grifes em alta no ranking das marcas e produtos mais populares da moda. “Acho que esta década provavelmente representou o momento mais caótico da moda”, afirmou Gvasalia sobre as mudanças na indústria da moda em entrevista ao jornal britânico Financial Times em 2019.  

Na mais recente Semana de Moda de Paris, em março deste ano, Gvasalia prestou homenagens aos refugiados. Enquanto as modelos desfilavam, ele recitava um poema em ucraniano, num momento em que confessou ter sido difícil a nível pessoal. A crise na Ucrânia, segundo o georgiano, fez ressurgir um trauma antigo. “Tornei-me um refugiado para sempre”, disse ele em um comunicado divulgado antes do desfile.  

Por Camily Maciel 

Ajmal Rahmani saiu do Afeganistão há um ano pensando que encontraria paz na Ucrânia, mas agora foge novamente, desta vez para a Polônia, ao lado de milhares de refugiados, após o avanço das tropas russas.

"Eu fugi de uma guerra, venho para outro país e outra guerra começa. Muito azar", declarou o afegão de 40 anos, que entrou na Polônia com a mulher Mina, o filho Omar, de 11 anos, e a filha Marwa, de sete, que não se separa de um cachorro de pelúcia marrom.

A família aguarda ao lado de outros refugiados no posto de fronteira de Medyka pelos ônibus de transporte até o centro de abrigo na cidade vizinha de Przemysl.

Além de ucranianos, entre os refugiados há centenas de pessoas de outras nacionalidades, estudantes ou trabalhadores que vivem no país: afegãos, congoleses, marroquinos, indianos, equatorianos ou nepaleses.

"Trabalhei 10 anos para a Otan no aeroporto internacional de Cabul", explica Rahmani, que nasceu na capital afegã.

Ele decidiu abandonar o país quatro meses antes da saída das tropas americanas porque sentia que sua vida estava em perigo.

"Recebia ligações telefônicas em que ameaçavam meus filhos de morte. Eu contei no trabalho, mas ninguém quis ouvir, ninguém queria ajudar ou conceder um visto".

Assim, ele se exilou na Ucrânia, o único país que o acolheu, e se estabeleceu na cidade costeira de Odessa (sudoeste), no Mar Negro.

"Eu tinha uma vida boa no Afeganistão, uma casa, carro, um bom salário. Vendi tudo, perdi tudo", afirma. "Decidi partir por meus filhos, minha família, pela educação deles".

-- 1.110 quilômetros --

Na semana passada, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, ele teve que deixar tudo para trás novamente. A família percorreu os 1.100 quilômetros que separam Odessa da fronteira com a Polônia.

Os últimos 30 quilômetros foram percorridos em uma longa caminhada, consequência do gigantesco engarrafamento na rodovia.

"Quando chegamos, estava tanto frio", conta. "Peguei um cobertor para minha filha, mas pouco depois ela estava muito mal e a mãe começou a chorar".

Eles receberam ajuda de uma ambulância e a polícia de fronteira ucraniana permitiu a passagem da família.

"Tivemos sorte, havia mais de 50.000 pessoas na fronteira", afirma. "Todos estavam a pé, com os bebês, as malas, esperando sua vez. E, de repente, nos deixam passar na frente deles".

A polícia de fronteira da Polônia informou no domingo que mais de 213.000 pessoas entraram no país procedentes da Ucrânia desde o início da ofensiva russa.

Ajmal Rahmani e sua família, como todos os refugiados sem visto polonês, têm agora 15 dias para apresentar um pedido oficial e regularizar sua situação, explica Tomasz Pietrzak, advogado da ONG polonesa Ocalenie, que auxilia os refugiados. Um "prazo irrealista, dado o número crescente de refugiados", explica.

"A Polônia terá que modificar rapidamente esta legislação", considera Pietrzak.

Rahmani não esconde a preocupação com o futuro da família, mas as primeiras horas na Polônia o deixaram "animado".

"Nos receberam muito bem, as pessoas são muito amáveis, sorriem, deram doces para as criança. Uma boa dose de energia para o que está para acontecer".

A Prefeitura do Recife confirmou a morte por Covid-19 de um indígena venezuelano de 81 anos que estava morando em um abrigo de refugiados no bairro dos Coelhos, área central da capital. O estrangeiro era da etnia warao, cujos refugiados no Recife têm vivido em três casas superlotadas.

Segundo a Prefeitura, o falecimento ocorreu no dia 29 de abril. No dia 2 saiu o resultado positivo para a Covid-19. O idoso tinha histórico de hipertensão e, segundo a família, começou a apresentar os primeiros sintomas em 22 de abril.

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 A Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 (CBNE2), que assessora e acompanha esses imigrantes, destaca que há uma questão cultural da etnia warao que é o convívio da família, que está sempre junta, o que dificulta o combate à disseminação do novo coronavírus.

 A instituição, junto com o Convento da Nossa Senhora da Glória e voluntários, tem realizado doações de alimentos e produtos de higiene aos venezuelanos. As 72 famílias que viviam em um único local foram divididas em moradias temporárias no final de abril. A CBNE2 pede que a Prefeitura adote medidas de prevenção urgentes nas residências dos waraos.

 Já a Prefeitura informou que vem realizando visitas periódicas às residências e que, no dia seguinte ao óbito, equipes da Vigilância Epidemiológica e dos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop) estiveram no local para instruir sobre medidas de prevenção e explicar quando deve ser procurado o serviço de saúde.

As equipes disponibilizaram números do Ministério da Saúde, cartazes de orientações, além do endereço e telefone da unidade de saúde local de referência para Covid-19. 

Venezuelanos da etnia Warao, que vivem em situação vulnerável no Recife, pedindo ajuda nas ruas, ganharam uma moradia provisória e alimentos para se isolarem e evitar o contágio pelo novo coronavírus. Ao todo, 127 venezuelanos foram divididos em três casas no Recife.

 A aglomeração é uma das grandes preocupações da Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 (CBNE2), instituição que tem assessorado e acolhido os imigrantes no Estado e foi responsável por conseguir as moradias. As casas, cedidas pela Prefeitura do Recife por meio do aluguel social, estão divididas com 25, 47 e 55 pessoas.

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 Segundo Neilda Pereira, secretária regional da CBNE2, viver em grandes grupos é uma característica dos próprios waraos. "Inicialmente nossa proposta seria um diálogo com a prefeitura para alugar várias casas. Mas faz parte da cultura deles, a gente tem que entender os costumes, não pode forçar", diz.

 Na terça-feira (29), a CBNE2 foi informada que um idoso de 95 anos morreu em uma das casas. Ele não apresentou sintomas da Covid-19, mas será realizado um teste para confirmar. "Seria importante que eles aceitassem se dividir por causa do coronavírus, mas dizem que já enfrentaram coisa pior", pontuou Neilda.

 As mudanças foram feitas na sexta-feira (24) e no sábado (25). A CBNE2 tem garantido alimentos e produtos de limpeza. Além do acompanhamento permanente, a instituição também tem conscientizado os venezuelanos para que não saiam de suas casas. "Estamos garantindo que chegue a alimentação. Tendo a alimentação em casa, não tem necessidade de sair às ruas e pedir nos sinais. Mas eles têm uma necessidade também de enviar dinheiro para a Venezuela. Acabam pedindo ajuda para mandar para os parentes que ficaram lá", explica a secretária.

 A instituição estuda a construção de um conjunto de ações para essa população. Em conversas com os refugiados, foi notado o interesse em atividades relacionadas à pescaria e construção de canoas. "Eram atividades que eles faziam na Venezuela porque moravam próximos a rios", diz Pereira. A CBNE2 quer discutir a possibilidade das famílias reconstruírem suas vidas em outras regiões do Estado.

 O Convento Nossa Senhora da Glória, no Recife, faz campanhas e organiza os alimentos a serem distribuídos para os imigrantes. Interessados em fazer doações podem telefonar para a Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 no telefone (81) 98223-1741 ou entrar em contato por meio das redes sociais da organização.

A juíza federal de plantão Roberta Walmsley Porto Barrosa decidiu pela liberdade do casal iraquiano que foi preso com documentos falsos no Aeroporto Internacional do Recife na terça-feira (29) e passou por audiência de custódia na quarta-feira (30). Ziyad Jasim Murad, de 21 anos, e Ramya Abdi Haji, 22, seguiram para a Comunidade Católica Obra de Maria, em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife (RMR).

A prisão dos iraquianos foi realizada por policiais federais na noite da terça-feira após fiscalização de rotina de imigração. Ziyad e Ramya, que pretendiam embarcar para Madri, na Espanha, se passavam por israelenses. Os documentos apresentados, entretanto, tinham vários indícios de falsificação, como a não reação do papel moeda a uma luz especial para detecção deste tipo de fraude, alteração de "micro-letras" presentes no documento e visível perfuração na numeração. Também chamou a atenção o fato dos dois serem os últimos a embarcarem e de não falarem hebraico, o que é incomum para israelenses.

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Eles foram autuados por uso de documento falso. No interrogatório, Ziyad admitiu serem iraquianos curdos que nunca moraram em Israel. Eles pagaram cerca de R$ 30 mil em cada passaporte, sendo o genitor de Ziyad o responsável pelos pagamentos. As passagens haviam sido compradas na Turquia, de onde partiram para o Brasil. O iraquiano contou que temia morrer pelo Estado Islâmico em razão de sua etnia. Os familiares de Ramya estão desaparecidos.

A escolha de Madri se devia ao fato de terem ouvido que lá eles conseguiriam acolhimento, dinheiro e estudo. Eles foram orientados a permanecer por dois a cinco dias no aeroporto se recusando a sair do país. Após isso, acreditavam que seriam acolhidos como refugiados.

Os iraquianos já ingressaram com requerimento da concessão de refúgio perante o Departamento de Polícia Federal. A Secretaria Estadual de Direitos Humanos afirma que providenciará a retirada de documentos para as duas pessoas, como CPF e Carteira de Trabalho.

Nesta quinzena de dezembro devem chegar ao Recife 102 refugiados venezuelanos que estavam em Roraima. Outros 102 venezuelanos estão previstos para chegar em maio de 2019.

Para receber os estrangeiros, foi inaugurada na última segunda-feira (10) a Casa de Diretos. A iniciativa, fruto de parceria entre o Instituto Humanitas Unicap, Cáritas do Brasil e Suíça, além do Departamento de Estado Norte-Americano terá o objetivo de acolher e integrar os refugiados. O local funcionará no bloco E da Universidade Católica de Pernambuco.

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Os novos venezuelanos ficarão em casas de passagem do Recife. A expectativa é inserir os 102 primeiros no mercado de trabalho antes que o segundo grupo chegue em maio.

Atualmente, há 102 venezuelanos abrigados na Ong Aldeias Infantis, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife (RMR). São 29 famílias, sendo 55 adultos, 12 adolescentes e 35 crianças. Um número maior de refugiados já chegou ao Estado, mas novos chegam conforme outros arrumam emprego na região.

Casas de Direito semelhantes a do Recife já existem nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. A instalação desses estabelecimentos faz parte do Programa Pana, que tem o objetivo de ser referência na acolhida, proteção e integração de imigrantes e refugiados no Brasil. No Recife, a Casa de Direitos estará aberta para atender migrantes e refugiados de todas as nacionalidades.

Na Casa, o acolhimento será oferecido através de uma equipe formada por quatro profissionais – psicólogo, assistente social, educador e assistente administrativo. O espaço fornecerá também formação em Língua Portuguesa, Cultura Brasileira, Legislação Trabalhista, Economia Solidária, serviços de saúde e atendimento psicológico. O Programa Pana é financiado pelo governo americano que, na ocasião de lançamento na Unicap, foi representado pelo Cônsul Geral dos Estados Unidos no Recife, John Barrett.

Em Roraima, a crise dos refugiados venezuelanos causou conflitos e foi o principal tema de discussão nas eleições deste ano no estado. Em conversa com o LeiaJá, a psicóloga da Cáritas do Brasil Luciana Florência, que atenderá os refugiados, diz que o grupo tem refletido sobre como evitar situações de preconceito no Recife. "A intolerância tem tomado a sociedade e se voltado contra vários grupos marginalizados. Temos que entender que os venezuelanos têm muito a oferecer com a troca de cultura, a dança, a alimentação, o idioma", resume.

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O aplicativo 99, de transporte privado e táxi, vai abrir a plataforma para o cadastro de motoristas estrangeiros na próxima quarta-feira (20), Dia Mundial do Refugiado. Segundo a empresa, a tecnologia do aplicativo foi aperfeiçoada para que imigrantes possam ser condutores parceiros da plataforma.

A companhia também firmou uma colaboração com o Instituto Adus, que auxilia pessoas em situação de refúgio a reconstruírem suas vidas n Brasil. Entre os projetos da Adus estão o curso de português, qualificação profissional e ações culturais.

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O app também oferece parcerias com locadoras para beneficiar os novos imigrantes. Condutores que já sejam parceiros ou que estejam interessados em se cadastrar poderão alugar carros a preços menores e ter direito a bônus especiais. Com isso, os recém-chegados, que ainda não possuem veículo, poderiam locá-lo e economizar em manutenção e seguro.

Para se cadastrar, os refugiados precisarão de um número de CPF e de uma carteira de habilitação com EAR (exerce atividade remunerada), que podem ser obtidos junto ao governo brasileiro. 

A 99 oferece três tipos de serviços na sua plataforma: 99Pop, categoria de carros particulares presente em mais de 40 regiões metropolitanas e grandes cidades; 99Taxi, categoria que cobre todo o Brasil, e o 99Top, serviço premium de táxis de luxo oferecido em São Paulo.

Cansado de ser insultado e perseguido por causa de uma selfie com Angela Merkel, um refugiado sírio de 19 anos colocou o Facebook na Justiça alemã, para obrigar a plataforma a censurar as fotomontagens que o mostram como um "terrorista".

O julgamento do caso começa nesta segunda-feira, em Wurtzburgo, centro da Alemanha, onde a rede social já é pressionada pelo governo para que atue contra conteúdos racistas e é investigada em outro processo de "incitação ao ódio". A foto de Anas Modamani com a chanceler, tirada em setembro de 2015 em um centro de refugiados em Berlim, deu a volta ao mundo.

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Essas montagens, promovidas por grupos hostis ao Islã e aos refugiados, visam acusar Merkel de colocar a Alemanha em perigo com sua política migratória. O jovem começou a ser associado aos ataques de Bruxelas, em março de 2016, ao ataque com um caminhão em Berlim, em dezembro passado, ou à tentativa de assassinato de um sem-teto em Berlim, na noite de Natal.

O Facebook assegura que "suprimiu rapidamente o acesso ao conteúdo denunciado e que não vê necessidade de uma ação na justiça", segundo um porta-voz.

A Justiça italiana está investigando um incidente envolvendo a morte de um africano no Canal de Veneza, na Itália, no último final de semana. O imigrante, identificado como Pateh Sabally, de 22 anos, se afogou enquanto pessoas filmavam e faziam comentários racistas.

Entre os comentários captados em um dos vídeos estão “ele é estúpido, ele quer morrer”, “Vá embora para casa” e “agora deixe ele morrer”. É possível perceber também que algumas pessoas estão rindo.

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Centenas de pessoas estavam no local no momento do ocorrido, mas ninguém é visto se jogando para salvá-lo. Pelo menos três boias foram arremessadas para o estrangeiro, que se recusou a segurá-las, levantando a hipótese de suicídio. 

Segundo o jornal italiano Il Fatto Quotidiano, Pateh desceu do trem, deixou a mochila ao sair e se jogou no canal. Ele havia fugido de Gâmbia e possuía uma autorização de residência por razões humanitárias. 

Autoridades de Ohio estão dizendo que nove pessoas ficaram feridas na Universidade Estadual de Ohio quando um estudante dirigiu em uma calçada e, depois, saiu do veículo para esfaquear pessoas que estavam no local.

Segundo a rede de TV americana NBC, o nome do suspeito ainda não foi divulgado, mas funcionários da polícia disseram que ele era um refugiado da Somália de 18 anos, que era residente permanente e legal nos EUA e morava próximo ao campus. Ainda segundo a NBC, a política acredita que o ataque foi planejado.

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O chefe de polícia de Ohio, Craig Stone, disse que oito das vítimas estão em condição estável e uma vítima está em estado crítico após o ataque de segunda-feira. As autoridades também disseram que duas pessoas foram esfaqueadas, quatro foram feridas por um carro e outras duas tiveram ferimentos leves.

De acordo com Stone, um oficial que estava perto do local por conta de um vazamento de gás disparou e matou o suspeito.

As forças de segurança da Alemanha prenderam nesta quinta-feira sete afegãos solicitantes de asilo que teriam violentado em várias ocasiões um refugiado iraniano de 17 anos, informou a polícia.

Dezenas de agentes realizaram uma batida em Nagold e Wildberg, a sudoeste de Stuttgart, a procura dos detidos, que filmaram a violência contra o jovem iraniano, revelou a polícia de Karlsruhe.

Na cidade de Bonn, mais ao norte, um tribunal condenou um refugiado sírio de 35 anos a 15 anos de detenção por tentar matar seus três filhos jogando as crianças pela janela. Duas crianças ficaram gravemente feridas.

Segundo o tribunal, o acusado queria castigar a esposa, que teria "ultrajado sua honra".

Popole Misenga, judoca do time de refugiados criado pelo Comitê Olímpico Internacional, mostrou que não veio disputar os Jogos do Rio apenas para fazer figuração ao derrotar na estreia o indiano Avtar Singh, nesta quarta-feira (10), antes de perder para o campeão mundial de sua categoria (até 90 kg). Popole, de origem congolesa, está no Rio desde 2013, quando veio disputar o Mundial, e acabou ficando no Brasil para fugir das guerras que abalam seu país. Ele é um dos dez refugiados que competem sob a bandeira olímpica.

Junto com outra refugiada da República Democrática do Congo, Yolande Bukasa, ele treina no Instituto Reação, criado pelo ex-judoca medalhista olímpico Flávio Canto, projeto social que revelou Rafaela Silva, dona do primeiro ouro do Brasil na Rio-2016, na categoria até 57 kg. "Acho que ele fez algo heroico. Quando chegaram, sequer tinham roupa ou quimono. Ontem mesmo, eu tive que comprar uma camiseta branca para Yolande, para colocar por baixo do quimono", elogiou Geraldo Bernardes, treinador da campeã olímpica nascida e criada na Cidade de Deus.

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Contra o indiano, 71º colocado do ranking, Popole entrou sob aplausos da torcida e conseguiu se impor na luta, levando o indiano a receber dois 'shidos' por falta de combatividade e encaixando um yuko nos segundos finais. Quando soou o gongo, a ovação do público foi digna de uma comemoração de medalha e o atleta agradeceu ao desenhar com coração com as mãos.

- 'Luta pela vida' -

Nas oitavas de final, contra o sul-coreano Donghan Gwak, atual campeão mundial, Popole começou bem na luta, impondo sua força física e impedindo o adversário de atacá-lo, tanto que ambos levaram duas penalidades. O público passou a acreditar em um 'milagre', mas o sul-coreano fez valer a superioridade técnica, com um movimento espetacular para imobilizar o atleta refugiado.

Apesar da derrota, Popole deixou claro que não quer parar por aí e pediu até revanche: "Quero voltar mais forte para pegar de novo o campeão mundial", avisou. "Eu consegui entrar na disputa. Venci uma luta, enfrentei o campeão do mundo e ele não conseguiu me projetar", ressaltou o congolês, orgulhoso por não ter sofrido um ippon por queda. "Foi muito emocionante, todo o Brasil estava torcendo por mim", recordou.

Yolande também lutou com muita garra, mas resistiu apenas por um minuto e 4 segundos, até sofrer ippon por imobilização diante da israelense Linda Bolder. Mesmo assim, a congolesa só guarda boas lembranças da experiência. "Eu me senti muito bem. Ouvi muita gente gritando meu nome e me senti como se estivesse em casa", comentou.

"Essas lutas não são apenas uma questão de judô. É uma luta pela vida", resumiu. "Quero mandar um recado para as crianças do Congo e todos os refugiados: acredite em você mesmo", enfatizou Popole.

Popole Misenga, judoca do time de refugiados criado pelo Comitê Olímpico Internacional, mostrou que não veio disputar os Jogos do Rio como figurante, ao derrotar na estreia o indiano Avtar Singh, nesta quarta-feira, pela categoria até 90 kg.

Popole, de origem congolesa, está no Rio desde 2013, quando veio disputar o Mundial, e acabou ficando no Brasil para fugir das guerras que abalam seu país.

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Junto com outra refugiada congolesa Yolande Bukasa, ele treina no Instituto Reação, criado pelo ex-judoca medalhista olímpico Flávio Canto, projeto social que revelou Rafaela Silva, que conquistou o ouro na segunda-feira, na categoria até 57 kg.

Popole entrou sob aplausos da torcida e conseguiu se impor na luta, levando o indiano a levar dois 'shidos' por falta de combatividade.

Quando soou o gongo, a ovação do público foi digna de uma comemoração de medalha e o atleta agradeceu ao desenhar com coração com as mãos.

Yolande também lutou com muita garra, mas resistiu apenas por um minuto e 4 minutos, até sofrer ippon por imobilização diante da israelense Linda Bolder.

O fundador do site de vazamentos de informações WikiLeaks, Julian Assange, completa neste domingo (19) quatro anos refugiado na embaixada do Equador em Londres, uma data marcada com manifestações sem seu apoio em várias capitais europeias.

Personalidades com Patti Smith, Brian Eno, PJ Harvey, Noam Chomsky, Yanis Varoufakis, Michael Moore e Ken Loach mostrarão seu apoio com canções e discursos em atos organizados em Paris, Milão e Berlim. Julian Assange se dirigirá a seus partidarios por vídeo.

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Assange se refugiou em 19 de junho de 2012 na sede diplomática equatoriana no Equador para evitar sua extradição para a Suécia para ser interrogdo por delitos sexuais que ele nega. 

O fundador do WikiLeaks assegura que o pedido sueco é uma manobra para que ele seja entregue aos Estados Unidos, donde teme ser condenado por ter vazado em 2010 cerca de 500 mil documentos confidenciais.

A Guarda Costeira da Turquia informou nesta quarta-feira ter resgatado um refugido sírio, que permanecia sozinho a bordo de uma embarcação prestes a afundar em sua tentativa de chegar pelo Mar Egeu à Grécia.

A Guarda Costeira turca divulgou um dramático vídeo do resgate, ocorrido na quarta-feira, quando o refugiado Pelen Hussein foi resgatado diante do porto de Edremit, na região ocidental turca de Baliksehir.

As imagens mostram Hussein, exausto e desesperado, com sinais de hipotermia e agarrado à proa do barco, que está afundando. Pelen Hussein era um de dezenas de refugiados que se encontravam no barco e que afundou causando a morte de 27 pessoas. Ele é um dos poucos sobreviventes que foram resgatados.

Um cientista sírio que sofre de câncer e busca um novo começo para sua família nos Estados Unidos irá representar os refugiados sírios como convidado da primeira-dama Michelle Obama, para o discurso final do Estado da União.

O presidente Barack Obama se comprometeu a aceitar mais 10.000 refugiados sírios, mas alguns legisladores e candidatos presidenciais republicanos criticam a ideia. O candidato presidencial republicano do Texas, o senador Ted Cruz, por exemplo, lembrou da recente detenção de dois refugiados iraquianos, sob a acusação de tentar ajudar o grupo Estado Islâmico.

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Refaai Hamo, seu filho e três filhas chegaram no Aeroporto Metropolitano de Detroit em dezembro, ansiosos para reconstruir suas vidas. Hamo fugiu da Síria para a Turquia, após um ataque com mísseis matar sua esposa e outra filha.

A Casa Branca disse no domingo que Hamo estará entre cerca de 20 convidados que vai sentar perto da primeira-dama na terça-feira. Os convidados incluem vários veteranos e membros do serviço, incluindo um dos três americanos que frustrou um ataque terrorista a bordo de um trem em Paris.

Bombeiros da Turíngia (leste da Alemanha) encontraram o corpo de um refugiado procedente da Eritreia em um lar de acolhida, anunciaram nesta segunda-feira a rádio e a TV locais MDR, acrescentando que as causas do ocorrido são desconhecidas.

Os bombeiros intervieram "em um apartamento de onde saía muita fumaça" em um lar de acolhida na cidade de Saafeld. Foi ali que o corpo foi encontrado. "A polícia não tinha informado até esta noite como esta morte ocorreu. Tampouco qual foi a causa do incêndio", segundo a TV regional.

A Alemanha, em particular no leste do país, viu um recrudescimento dos ataques contra os lares de acolhida de migrantes devido à sua grande afluência. No entanto, nenhuma morte foi registrada, embora também tenham sido registrados incêndios acidentais nas últimas semanas em alguns destes centros.

A França rejeitou hoje (3) um pedido de asilo apresentado pelo fundador do portal WikiLeaks, o australiano Julian Assange, refugiado há três anos na Embaixada do Equador em Londres, anunciou a presidência francesa.

“Tendo em vista elementos jurídicos e a situação de Assange, a França não pode deferir seu pedido”, indicou o Eliseu num comunicado. “A situação de Assange não representa perigo imediato”, assinalou a presidência que o fundador do WikiLeaks “é alvo de um mandado de detenção europeu.”

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“Nunca fui formalmente acusado de um delito ou de um crime em qualquer lugar do mundo, incluindo na Suécia e no Reino Unido,” disse.Na carta, Assange se identifica como “um jornalista perseguido e ameaçado de morte pelas autoridades” norte-americanas “devido a atividades profissionais.”

O fundador do WikiLeaks, que faz hoje 44 anos, vive em reclusão na Embaixada do Equador em Londres há três anos para escapar de um pedido de extradição para a Suécia onde duas mulheres o acusam de agressão sexual e de violação, o que sempre desmentiu.

Assange teme que a extradição para a Suécia conduza a uma transferência para os Estados Unidos para ser julgado sobre a divulgação pelo WikiLeaks de documentos militares e diplomáticos norte-americanos classificados.

O seu pedido de asilo em França ocorre pouco depois da publicação por dois meios de comunicação social franceses de documentos Wikileaks revelando que os Estados Unidos espiaram os três últimos presidentes franceses: Jacques Chirac (1995-2007), Nicolas Sarkozy (2007-2012) e François Hollande (2012-).

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou estar convencido de que acabará viajando para o Equador, em entrevista concedida na embaixada equatoriana em Londres, onde permanece refugiado desde 19 de junho.

"Acho que é inevitável", declarou ele ao jornalista do Mail On Sunday, em resposta à pergunta se acredita que poderá viajar para o Equador. "Não vão me abandonar aqui. Do Equador, minha equipe e eu poderemos viajar para países amigos".

Por outro lado, Assange considera que as acusações de agressão sexual lançadas por mulheres suecas, origem da ordem de prisão que Estocolmo emitiu contra ele, são deixadas de lado. "Pode levar três meses, pode ser até mais rápido", explicou.

Enquanto espera por uma decisão, disse que sua vida dentro da embaixada parece com "a vida em uma estação espacial". Assange faz exercícios regulares, mas sente que sua saúde está se deteriorando. Também faz bronzeamente artificial para compensar a falta de sol.

Assange disse trabalhar umas 17 horas por dia, sete dias por semana, em seu site.

"Os dois primeiros meses na embaixada foram positivos. Estava em luta política (...) Mas agora que as coisas se estabilizaram, esta estabilidade se tornou maçante".

Assange, de 41 anos, diz temer que sua extradição para a Suécia acabe levando-o ao Estados Unidos para ser julgado pela difusão de documentos secretos em seu site WikiLeaks.

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