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A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com ação na Justiça para cobrar das centrais sindicais e dos movimentos sociais o ressarcimento pelos danos causados no Ministério da Agricultura. O órgão responsável pelas providências jurídicas do Governo diz que os prejuízos foram provocados no último protesto realizado em 24 de maio. Segundo a AGU, este é o primeiro processo para pedir ressarcimento de danos deste protesto.

Está sendo cobrado R$ 1,6 milhão para reparos na infraestrutura do prédio e pelo "prejuízo causado pela interrupção dos serviços da pasta". A AGU entrou com a ação na segunda-feira passada, mas só divulgou ontem. O caso será apreciado pela Justiça Federal no Distrito Federal. Por causa da violência da manifestação, muitos servidores sequer conseguiram chegar ao local de trabalho e os que conseguiram, tiveram que deixar o prédio.

Questionada, a Força Sindical – uma das centrais sindicais responsabilizadas – informou que aguarda a notificação judicial, mas que não concorda com a avaliação da AGU. De acordo com o secretário-geral do sindicato, João Carlos Gonçalves, os trabalhadores que viajaram até Brasília vieram para uma manifestação pacífica.

“Eu estava lá, e o que vi foi a provocação de Black blocks e a PM e a Tropa de Choque serem incapazes de controlar 150 rapazes”, disse Gonçalves. O processo menciona notícias veiculadas sobre a manifestação, que apontam que a depredação começou após um grupo tentar romper a barreira de proteção da Polícia Militar para acessar o Congresso.

Segundo a AGU, o fato de não conseguir identificar os manifestantes responsáveis pelos estragos (porque usavam máscaras e camisetas cobrindo o rosto) não justifica a isenção de culpa dos organizadores do protesto. “Não podem servir como subterfúgio para que vândalos se vejam imunes”, alega a AGU. O valor cobrado pode aumentar quando o levantamento dos prejuízos for concluído.

ESPERA DA PERÍCIA – A defesa do presidente Michel Temer pediu, ontem, que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, reconsidere a autorização dada à Polícia Federal para colher desde já o depoimento por escrito do peemedebista, a fim de que Temer só responda por escrito às perguntas da PF após a realização da perícia no áudio da conversa entre o presidente e o empresário Joesley Batista, delator do Grupo J&F que gravou o diálogo no Palácio do Jaburu em março.

São João garantido – Apesar das enormes dificuldades que passam os municípios, a prefeita de Arcoverde, Madalena Brito (PSB), conseguiu viabilizar patrocínio e recursos para manter a tradição das festas juninas. Afinal, a cidade é um dos principais polos do São João do Estado, atraindo grande número de turistas, o que garante o aquecimento da economia e a geração de muitos empregos de forma direta e indireta. A grade das atrações está sendo fechada e deve ser divulgada até o final de semana.

Abastecimento de Caruaru – A deputada Laura Gomes (PSB) pediu, ontem, para a Compesa, a suspensão do racionamento d'água em Caruaru, de forma temporária. Com as chuvas recentes o sistema do Prata foi prejudicado e o abastecimento suspenso. Em alguns bairros, não tem água há mais de 30 dias, porque a interrupção do fornecimento coincidiu com o calendário do rodízio. São centenas de residências e instalações diversas com lama, infiltrações e mofo. A ideia da deputada é possibilitar às famílias retomar suas reservas d'água e promover a limpeza de espaços de moradia e de negócios. "Depois, a Compesa precisa retomar o rodízio, porque ainda não há segurança hídrica em médio prazo”, disse.

Engajamento de artistas – Artistas, produtores e comunicadores independentes de Pernambuco participam, no próximo domingo, a partir das 15h, na Praça do Carmo, em Olinda, de um manifesto pela renúncia do presidente Temer. Intitulado de “Não me venha com indiretas”, o encontro político-cultural conta com apresentações musicais gratuitas e intervenções artísticas. Artistas como Cannibal (Devotos), Rogerman, Catarina Dee Jah, Tiné, a banda Malícia Champion e os DJs 440, Lala K, Renato da Mata, Ravi Moreno e Vinicius Lezo já declararam apoio ao manifesto e irão se revezar em apresentações durante toda a tarde no coreto da praça.

Balanço em Serra – O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), prestou, ontem, contas dos 150 dias de gestão. Entre outras obras, destacou adesão de 33 escolas urbanas e rurais ao programa Mais Educação; o início das obras da Escola Municipal do IPSEP, a inauguração da Escola Municipal Manoel Pereira Neto, o  crescimento da rede de Atenção Básica no município, contabilizando mais de 51 mil atendimentos, 99 mil procedimentos, 16 mil atendimentos noturnos, mais de 14 mil exames marcados, 78 mil exames laboratoriais e mais de 200 exames e cirurgias mais de 90% da população foi vacinada contra a gripe. Foram inauguradas mais duas Unidades de Saúde da Família e na zona rural perfurados mais de 60 poços artesianos.

CURTAS

CHUVAS – Jaboatão foi o município que registrou o maior volume de chuvas, ontem, no Estado. Nas últimas 12 horas, em Barra de Jangada foram acumuladas 120, 77 mm de águas, seguido pelos bairros de Cavaleiro, com 96,08 mm e Cajueiro Seco, com 88,80 mm. Duas barreiras deslizaram no bairro de Dois Carneiros. Uma delas atingiu um imóvel. A casa, interditada desde março, estava vazia no momento do acidente. Ninguém ficou ferido.

CARTÃO REFORMA – O deputado Danilo Cabral (PSB) reapresentou, a partir de uma sugestão do governador Paulo Câmara, uma proposta para que o Cartão Reforma atenda emergencialmente a população vítima das enchentes que atingiram o Estado no último fim de semana. O projeto acrescenta um dispositivo à lei 13.439, de 27 de abril de 2017, para dar prioridade no atendimento para famílias vítimas de tragédias ou desastres naturais.

 

Perguntar não ofende: Quando Temer vai liberar os recursos emergenciais para as enchentes? 

Correria e quebra-quebra marcaram a manifestação Ocupa Brasília, realizada nesta quarta-feira (24), na capital federal. Centrais sindicais reuniram milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios, numa marcha que partiu do estacionamento do Estádio Mané Garrincha até a área próxima ao Congresso Nacional.

O grupo pediu a renúncia do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas. "Não queremos o impeachment dele, porque esse é um processo muito longo e o país não aguenta mais isso. Queremos a renúncia imediata. O Brasil precisa de mudança e não será com esses corruptos no poder que teremos a mudança que tanto desejamos", disse Silveira Cardoso, representante da Nova Central, uma das organizadoras da mobilização. Faixas e cartazes também exibiam reivindicações específicas de cada categoria, mas no geral eles se posicionaram contra as reformas trabalhista e previdenciária.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, cerca de 35 mil pessoas participaram da manifestação. Já representantes das centrais sindicais disseram que o número  de manifestantes variou entre 110 mil e 200 mil. Como havia vários carros de som no local, o número exato não foi divulgado.

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Confusão

O grupo se concentrou ainda pela manhã na área próxima ao Estádio Mané Garrincha e no início da tarde iniciou a marcha em direção à Esplanada. O tumulto começou quando alguns manifestantes tentaram derrubar as grades fixadas pela Polícia Militar, em frente ao Congresso Nacional. Mascarados chegaram a jogar paus e pedras contra o Batalhão de Choque, que revidou com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Os líderes sindicais tentaram acalmar os ânimos, pedindo que os manifestantes não entrassem em confronto com a polícia, mas perdeu o controle da situação. Jovens com camisas escondendo o rosto viraram banheiros químicos instalados no local e os arrastaram até o gramado próximo ao cordão de isolamento da PM. A cavalaria avançou e o grupo se dispersou da área do Congresso.

Nesse momento, parte dos manifestantes que não estava se envolvendo com a confusão recuou e voltou para a área próxima ao Ministério da Educação, no início da Esplanada. Foram registrados atos de vandalismo nos prédios dos ministérios da Saúde, Turismo, Comunicações e Planejamento. Também foi ateado fogo ao térreo do Ministério da Agricultura. De acordo com o Corpo de Bombeiros, que conseguiu conter as chamas, ninguém ficou ferido.

Manifestantes também chegaram a queimar banheiros químicos na área próxima ao Palácio do Itaramaty. Os bombeiros foram acionados e apagaram todos os focos de incêndio.

Diante da confusão, a segurança foi reforçada com homens da Força Nacional de Segurança. Temer chegou a acionar o ministro da Defesa, Raul Jungmann, assinando decreto de ação de garantia da lei e da ordem. Os prédios dos ministérios chegaram a ser evacuados e a Casa Civil da Presidência da República determinou a liberação de todos os funcionários que trabalham na Esplanada dos Ministérios.

Com a tensão, as centrais sindicais decidiram encerrar o protesto antes das 17h. Houve um princípio de tumulto da Rodoviária do Plano Piloto, mas a PM conteve os mais exaltados. Pessoas que estavam em um shopping próximo à Esplanada também relataram confusão no centro comercial. Manifestantes entraram no local, gritando e assustaram as pessoas. Lojistas preferiram fechar as portas, mesmo com os clientes dentro, para evitar depredação.

Quatro pessoas foram detidas e uma pessoa foi baleada durante a confusão.

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Líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) afirmou, nesta terça-feira (23), que o PT, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo vão iniciar uma campanha para pedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República nos dois últimos anos de mandato. O texto será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa Alta nesta quarta-feira (24). 

De acordo com Humberto, a intenção é repetir os moldes da campanha que aconteceu em 1984, quando o regime militar chegou ao fim, e realizar atos unificados em diversas cidades do país. 

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“Vamos fazer uma campanha nacional, suprapartidária e mais ampla possível. Vocês sabem que este Congresso aqui só responde a pressão das ruas, caso contrário vai sempre fazer a vontade das elites. Resolvemos fazer uma campanha nos moldes da que aconteceu em 1984. Com grandes concentrações em cidades específicas e não em diversas cidades ao mesmo tempo como estamos fazendo. Isso vai permitir a concentração das lideranças”, detalhou, em um vídeo publicado no Facebook. 

“Não há nenhuma saída à crise que não seja pelo povo escolhendo seu caminho. Muitos vão dizer que isso vai demorar muito, mas a eleição indireta não tem nenhum tipo de regulamentação e ela terá que ser feita, se a eleição for indireta, e ao final levando tanto tempo quanto a tempo para aprovação da PEC garantindo as eleições diretas”, acrescentou o senador. Lideranças do partido e dos movimentos se reuniram nessa segunda (22). 

Ponderando que “estamos vivendo dias muito difíceis no nosso país”, Humberto Costa também disse que a eleição indireta, em caso de impeachment do presidente Michel Temer ou se a chapa Dilma-Temer for cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai resultar na escolha de “um presidente biônico que não terá nenhuma legitimidade para tirar o nosso país da crise”. Segundo o petista, a proposta será apresentada durante uma reunião marcada para hoje com os partidos de esquerda.

A discussão sobre eleições diretas tomou fôlego após o Michel Temer virar alvo de um inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça.  

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Centrais sindicais de Pernambuco se reuniram, na manhã desta quinta-feira (4), na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), e decidiram que uma nova greve geral será convocada, dessa vez com duração de 48 horas. O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, informou que a intenção é de "pressionar o governo contra as propostas de reforma que prejudicam o trabalhador".

Além disso, as centrais também anunciaram que estão preparando uma marcha para Brasília, com o intuito de pressionar os deputados e senadores nas futuras votações das reformas trabalhista, no Senado, e da Previdência, na Câmara dos Deputados.

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“Ficou decidido que as frentes e os sindicatos continuarão fazendo pressão até impedirem a aprovação das reformas, e para isso lançaram mão de todos os instrumentos a que tiverem acesso, denunciando os parlamentares em suas bases eleitorais e expondo os que votam contra o interesse dos trabalhadores”, conforme informações do Sinpol. Participaram da reunião dirigentes da CUT; CTB; CSP Conlutas; Força Sindical; Intersidical; Nova Central; Pública e UGT.

Protesto de 24h

No último dia 28, mais de 200 mil pessoas protestaram no centro do Recife, de acordo com a organização da greve geral. Os manifestantes reclamam da reforma da Previdência fixar, entre outras medidas, a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres.

A matéria já foi aprovada pela comissão especial nessa quarta-feira (3) e deve seguir ao Plenário na próxima semana. Já a reforma trabalhista, aprovada no dia 26, na Câmara dos Deputados, muda a legislação trabalhista e prevê acordos coletivos sobre a legislação, parcelamento de férias em até três vezes e o fim da contribuição obrigatória a sindicatos. Texto chegou ao Senado nessa terça (2). 

Do total de 94,4 milhões de trabalhadores no Brasil, 18,4 milhões são sindicalizados, o que corresponde a 19,5%. Esse é o maior percentual desde 2004. É o que aponta o suplemento Aspectos das Relações de Trabalho e Sindicalização, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O trabalho foi feito em parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência Social e com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O objetivo do levantamento foi obter informações abrangentes sobre a densidade sindical no Brasil, “haja vista sua importância para a ampliação e o fortalecimento da democracia e, consequentemente, o desenvolvimento social no país”, diz a publicação. O tema sindicalização foi abordado com o público de 16 anos ou mais que estava ocupado na semana de referência.

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O IBGE destaca que, apesar de a população ocupada ter diminuído 3,8% de 2014 para 2015, ou 3,7 milhões de trabalhadores, o número de sindicalizados aumentou 11,4% (ou 1,9 milhão de pessoas a mais). O maior percentual de trabalhadores sindicalizados está no setor de atividades industriais, com 36,8%, seguido de educação, saúde e serviços sociais, com 30,2%. O menor percentual está nos serviços domésticos, com 4%, seguido da construção civil, com 9,3%.

Participação 

Dos sindicalizados, 57,7% eram associados a sindicatos de empregados urbanos e 50,8% disseram acreditar que o sindicato defende os direitos dos trabalhadores. No entanto, a participação nos sindicatos é baixa: 79,1% não usavam os serviços oferecidos pela entidade e 81,2% não iam às atividades promovidas.

Entre os que participam das atividades promovidas pelo sindicato, 76,8% vão às assembleias, 33% às manifestações, 56,3% participam de palestras, cursos e debates, 46,1% vão a eventos comemorativos e 26,9% participam das atividades de lazer ou esportivas.

Dos trabalhadores associados a sindicatos, 82,5% disseram que a entidade não participa de negociação ou dissídio coletivo. Dos sindicatos que participam de negociação com o empregador, 92,2% tratou de rendimento monetário, 56,9% de benefícios, 47,2% para treinamento, capacitação ou igualdade de oportunidade e de tratamento, 43% sobre jornada de trabalho e 40,4% sobre condições de saúde e segurança do trabalho.

Já entre os que utilizavam os serviços oferecidos pelo sindicato, 39,9% usaram o atendimento jurídico, 40,5% o atendimento médico ou odontológico e 20,3% os convênios com estabelecimento comercial ou de serviço. Do total, 93,6% não usavam os convênios com instituições de ensino, curso ou creche.

Não sindicalizados

Entre os trabalhadores não sindicalizados, que somam 83,1 milhões (80,9% do total), 26,4% disseram não conhecer o sindicato que representa a categoria, 23,6% disseram que a entidade não tinha serviços de seu interesse e 16,6% disseram não acreditar no sindicato ou que a entidade não representava seus interesses. Apenas 0,6% dos não associados participavam de atividades promovidas pelo sindicato.

O IBGE também analisou, na Pnad 2015, a fecundidade, nupcialidade, cuidados das crianças com menos de 4 anos, acesso à internet e telefone móvel para uso pessoal e acesso à televisão. Essas análises já foram divulgadas. Ainda será divulgado um suplemento sobre prática de esportes e atividades físicas. 

Centrais sindicais organizam greve geral (ou paralisação nacional) para a próxima sexta-feira (28). Eles dizem que pode ser a maior mobilização de trabalhadores e de diversos setores da sociedade dos últimos 30 anos no Brasil. O protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei da Terceirização está sendo convocado por oito centrais sindicais que, juntas, representam mais de 10 milhões de trabalhadores.

Segundo sindicalistas, a última grande paralisação envolvendo diversas categorias ocorreu em 1986, durante o governo Sarney, contra o Plano Cruzado. "Esperamos que seja a maior mobilização já ocorrida até agora", diz João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical. "Estamos orientando as pessoas a não saírem de casa, a não irem ao supermercado, aos bancos etc".

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Grandes categorias de várias capitais aprovaram a paralisação em assembleias, entre as quais metroviários, motoristas de transporte público, motoboys, bancários, metalúrgicos, professores de escolas públicas e privadas, petroleiros, funcionários dos Correios, da construção, do comércio e da saúde.

"O momento é muito grave, principalmente depois da aprovação da urgência para a votação da reforma trabalhista sem que haja uma discussão mais profunda sobre o tema", afirma Ricardo Patah, presidente da UGT. "Nem na ditadura foram tomadas decisões tão graves como agora."

Boletim assinado pela CUT, UGT, CTB, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB, com tiragem de 2 milhões de exemplares, está sendo distribuído em cidades do Estado de São Paulo com críticas às reformas e convocando a greve.

Em Belo Horizonte, a paralisação deve atingir cerca de 500 mil servidores públicos, além de bancários e outras categorias, preveem os sindicatos locais. Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira, as reformas ferem "de morte" direitos fundamentais da classe trabalhadora.

O diretor da CUT em Alagoas, Izac Cavalcante, diz que a central espera mobilizar pelo menos 100 mil trabalhadores no Estado. Segundo ele, 75 mil servidores públicos estaduais e cerca de 3 mil bancários deverão cruzar os braços. O protesto também terá a participação de parte do funcionalismo público federal e dos trabalhadores das empresas de transporte público de Maceió.

Escolas privadas. Em São Paulo, o Sindicato dos Professores, representante dos docentes de escolas particulares, contabiliza, até agora, cerca de 100 escolas que não terão aulas e cujos pais de alunos estão sendo informados pela direção das instituições. "Na próxima semana, as adesões devem aumentar", informa Silvia Barbara, diretora da entidade. Mobilização dessa magnitude na categoria não ocorre há mais de dez anos, diz.

Também indicaram adesão ao movimento na capital paulista os metroviários, motoristas, bancários, metalúrgicos, químicos, construção, entre outros. Em cidades do interior, como Sorocaba, cartazes do Sindicato dos Rodoviários informam passageiros nas rodoviárias sobre a greve geral. No fim de semana, haverá carreata na zona leste de São Paulo, da CUT, para chamar para o protesto.

No Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Maranhão, está prevista a adesão ao movimento de bancários e de profissionais de setores essenciais, como transporte, saúde e educação.

Membros de centrais sindicais e movimentos sociais pernambucanos reforçaram, nesta segunda-feira (17), a postura contra a reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados. O tema foi discutido durante uma audiência pública que aconteceu durante a manhã de hoje na Assembleia Legislativa (Alepe).

Presidida pelo deputado estadual e líder da oposição na Casa, Silvio Costa Filho (PRB), a discussão contou com a participação de vereadores, prefeitos e deputados. Além da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento Sem Terra (MST) e a Federação dos Trabalhadores Rurais de Pernambuco (Fetape). O evento faz parte da programação do sexto Grito da Terra.

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Presidente da Fetape, Doriel Barros, disse que eles são  "veementemente contrários a esta reforma da Previdência". "Estaremos vigilantes acompanhando o voto é o posicionamento dos deputados federais. Não estamos brincando, se alguns pensarem que vamos esquecer em 2018 dos votos deles estarão redondamente enganados. Vamos fazer de tudo para que o trabalhador saiba que não vale a pena votar naqueles que votaram a favor da reforma", salientou.

Líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT) afirmou que a reforma da Previdência é "nefasta". Ao participar de uma audiência pública na programação do Grito da Terra, no Recife, o petista assegurou que a matéria não será aprovada. Sob a ótica dele, isto acontecerá  porque a população não quer as mudanças propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB) para o setor previdenciário.

"Esse governo é resultado de um golpe que agora vem aplicando no Brasil um programa que foi derrotado em 4 eleições consecutivas. Essa reforma não passará porque o povo brasileiro não quer. Todos estamos juntos para pressionar cada um dos deputados e dos senadores a votar contra essa proposta nefasta", cravou.

Enquanto dentro do plenário da Alepe lideranças discursavam sobre o assunto, em frente ao prédio e nos arredores, dezenas de militantes e membros do MST já se concentravam para a passeata do sexto Grito da Terra no estado. O grupo deve ganhar as ruas por volta das 14h. Eles vão seguir em direção do Palácio do Campo das Princesas para cobrar um posicionamento da gestão estadual sobre a reforma e a situação agrária do estado.

Após a passeata, às 15h, uma comissão dos movimentos será recebida pelo governador Paulo Câmara (PSB).

As centrais sindicais e organizações sociais da Argentina convocaram uma manifestação, nesta terça-feira (7), para exigir do governo aumentos salariais que compensem a inflação. O Banco Central estabeleceu, para este ano, meta inflacionária de 17%, mas no ano passado o custo de vida aumentou 40%.

Nessa segunda-feira (6), os professores iniciaram greve nacional, que atrasou o início das aulas. Em uma grande manifestação, no centro de Buenos Aires, eles exigiram aumentos salariais de 35%. O governo ofereceu 18%, para poder cumprir a meta inflacionária.

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O presidente Mauricio Macri prometeu reduzir a inflação de cerca de 30%, que herdou da antecessora Cristina Kirchner, ao assumir em dezembro de 2015. No seu primeiro ano de governo, o custo de vida aumentou, graças, em parte, aos reajustes das tarifas públicas.

O governo também prometeu abrir a economia para atrair investimentos. Segundo a Central dos Trabalhadores da Argentina, 400 postos de trabalho foram fechados. A queda de braço entre o governo e os sindicatos ocorre em ano de campanha eleitoral.

Em outubro serão realizadas eleições legislativas, e Macri precisa obter maioria no Congresso se quiser aprovar as reformas que prometeu. Sua rival política, a ex-presidente Cristina Kirchner, que lidera a Frente para a Vitória, da oposição, foi convocada para depor na Justiça sobre um caso de lavagem de dinheiro, no mesmo dia do protesto sindical. Ela pediu a seus seguidores que, em vez de acompanhá-la ao tribunal, saiam às ruas em apoio aos sindicatos.

"Nenhum direito a menos". Sob este mote, diversas entidades sindicais definiram, após reunião na última segunda (13), um Dia Nacional de Paralisações, Mobilização e Luta Contra a Reforma da Previdência. A data estabelecida pelo movimento foi 15 de março, uma quarta-feira. 

Entre as instituições envolvidas no ato estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). Antes do dia da grande manifestação, membros das entidades farão atividades menores nas capitais federais. 

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Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, é urgente "alertar as pessoas sobre o real objetivo das mudanças que afetam toda a classe trabalhadora. Temos de unier o Brasil inteiro em uma luta diária e robusta contra todos que pretendem aprovar essa injustiça". 

Os movimentos criticam a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287. Para eles, as mudanças previstas inviabilizam benefícios e significam, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros. 

As centrais sindicais criticaram pontos do projeto de reforma da Previdência, apresentado pelo governo e enviando à Câmara dos Deputados nessa segunda-feira (5). Os detalhes do texto ainda não são conhecidos, mas a questão da criação de uma idade mínima de contribuição para a aposentadoria e as regras de transição com base na idade do trabalhador não foram bem aceitas.

 

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O deputado Paulinho da Força (SD-SP), presidente da Força Sindical disse que deixou claro para o presidente Michel Temer, após reunião nessa segunda, que ele não contará com o apoio da entidade para a aprovação da proposta no Congresso Nacional. “Estamos de acordo que tem que ter uma reforma para todo mundo. Não pode ter privilégios. Mas não pode ter injustiças", frisou.

Para ele, as regras de transição não são justas. “Vamos supor que um trabalhador que entrou numa empresa com 16 anos está hoje com 50 anos e um dia. Tem, portanto, 34 anos de contribuição e um dia. Falta um ano para se aposentar e ele vai pagar mais a metade [do que falta]. Iria então trabalhar um ano e meio a mais. Um outro trabalhador, que entrou na mesma empresa, tem 49 anos, 11 meses e um dia, ele está fora [da transição]. Teria que se aposentar só aos 65 anos”, explicou.

O deputado já adiantou que vai apresentar uma emenda em relação à idade mínima.  “Você já tem hoje uma reforma em andamento, a fórmula 85/95, que vai chegar a 90/100, tempo de contribuição somado à idade. A sugestão que fizemos foi de antecipar para 2021, já que o governo disse que não tem como chegar em 2024. A partir dali você acrescenta a expectativa de vida. À medida que as pessoas vivem mais, elas podem contribuir mais".

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se manifestou contrária à reforma apresentada pelo governo Temer. "Uma coisa é trabalhar até os 65 anos com bons salários, plano de saúde e ambiente saudável.  Outra é a rotina de um trabalhador rural ou da construção civil, que ficam expostos ao sol, a condições de trabalho inadequadas, começam a trabalhar na adolescência. Essas pessoas não podem ser tratadas de forma igual ao filho de um médico, engenheiro ou advogado, por exemplo, que começam a trabalhar aos 24/25 anos ou mais, quando decidem fazer especialização e MBA", sustentou o presidente da CUT, Vagner Freitas. "A CUT jamais irá aceitar que desiguais sejam tratados de forma igual”.

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) defende  um escalonamento para diminuir a forma "abrupta" das regras de transição. "Acho que tem que ser suave [essa mudança], porque é uma das questões mais sensíveis do povo brasileiro. Não é da maneira que está sendo apresentado no Congresso que os deputados, a dois anos das eleições, não vão se sensibilizar com as pressões que faremos", disse o presidente Ricardo Patah.

Com informações da Agência Brasil e CUT.

 

Dirigentes de centrais da oposição consideram que tanto a Força Sindical quanto a União Geral dos Trabalhadores (UGT) têm agido de forma dúbia para evitar a perda de apoio na base em função da aproximação com o governo Michel Temer. Eles citam como exemplo a reunião entre as entidades para a realização de uma greve geral, programada para sexta-feira passada (11).

Um sindicalista da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que os presidentes da Força e da UGT chegaram a afirmar que estavam participando da reunião para sinalizar a seus associados que apoiavam o ato, mas informaram na ocasião que não iriam participar, como de fato aconteceu.

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O deputado Paulinho da Força (SD-SP), presidente da Força, afirmou que na reunião ficou definido o dia 25 como o dia do ato nacional pela garantia dos direitos trabalhistas. A data, segundo ele, ficou definida entre diretores de todas as entidades, mas a CUT foi pressionada pela base a antecipar o ato.

Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), ligada ao PCdoB, mas com presença também do PDT e PT, disse ao Estadão que o alinhamento da UGT e Força com governo não tem respaldo das bases. "Vamos disputar essas bases. O trabalhador não foi consultado sobre a aproximação da Força e UGT com o governo." Adilson afirmou que a CTB e as demais centrais também querem manter o diálogo aberto com o governo.

Críticas

Em discurso nas plenárias sindicais da Força, o metalúrgico Miguel Torres, vice-presidente da entidade, subiu o tom contra o governo Temer para evitar uma migração de sindicatos para a CUT. "Não vamos admitir perda de direitos. O governo precisa tomar algumas providências antes das reformas, como taxar grandes fortunas, lucros e dividendos." A CUT afirmou que já há migração de sindicatos para a sua base. Paulinho, porém, negou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe) anunciou, nesta quarta-feira (14), que a categoria vai cruzar os braços no dia 22 deste mês. Em assembleia, os professores decidiram que vão aderir à paralisação nacional marcada por várias centrais sindicais, no combate a possíveis alterações trabalhistas, como o aumento na carga horária de trabalho.

Por meio do site oficial, a Adufepe entende que “no geral, a paralisação pode ser definida como um primeiro passo”. “E a greve, por consequência, uma consolidação dessa luta pelos direitos e por uma universidade pública”, complementou a associação.

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A assembleia desta quarta-feira foi realizada na sede da Adufefe, nas dependências do Campus Recife da UFPE, no bairro da Cidade Universitária, Zona Oeste da cidade. A princípio, a categoria concordou que, no dia seguinte a paralisação, as aulas serão retomadas.  

Na próxima terça-feira (16) será realizado o Dia Nacional de Luta. As mobilizações ocorrerão nas capitais sob o comando das seis maiores centrais sindicais brasileiras (CTB, CUT, CSB, Força Sindical, Nova Central e UGT). Na pauta de reivindicações está a defesa dos direitos trabalhistas e do emprego.  

O dirigente sindical e presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, avalia que as mudanças em curso, lideradas pelo ilegítimo governo de Michel Temer, “exigem” a mobilização. “Corremos sérios riscos de retrocesso e não podemos vacilar. O momento cobra unidade e foco na luta por um caminho que possibilite barrar a pauta regressiva que ataca, dia a dia, direitos sociais e trabalhistas históricos”, frisou.

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No texto de convocação do ato, as centrais também fazem críticas ao governo interno de Michel Temer (PMDB). O grupo afirma que as medidas que podem ser implementadas são "inaceitáveis e contrárias aos interesses mais elementares dos trabalhadores, dos aposentados e beneficiários do sistema previdenciário".

Apesar das divergências entre as centrais eles asseguram que "A luta que se deve travar requer organização e mobilização para resistir e combater ameaças ao regime de Previdência e Seguridade Social, às relações de trabalho e emprego e às tentativas de criminalizar os movimentos sociais".

 

Mobilização- O ato foi decidido na assembleia da classe trabalhadora que reuniu o movimento sindical no último dia 26 e deu origem a um documento que aponta saídas para a retomada do crescimento econômico e a geração de empregos e também faz duras críticas à reforma da Previdência, que prevê paridade na aposentadoria de homens e mulheres, imposição de uma idade mínima para obtenção do benefício e a desvinculação dos reajustes concedidos ao salário mínimo. 

* Com informações da assessoria 

As centrais sindicais que discutem com o governo a proposta de reforma da Previdência são contra estabelecer uma idade mínima para a aposentadoria e também não concordam em igualar as regras de acesso para homens e mulheres. Esses são obstáculos que o governo buscará superar na reunião marcada para a próxima terça feira, 28, no Palácio do Planalto.

"A elevação da idade prejudica a população mais pobre", afirmou o diretor financeiro da Central Geral de Trabalhadores do Brasil (CGTB), Juvenal Pedro Cim. Os jovens de baixa renda, explicou ele, começam a trabalhar mais cedo do que a média das pessoas que ingressam no mercado de trabalho, atualmente em 22 anos. "Essa idade é a em que as pessoas mais qualificadas começam a trabalhar" disse.

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"Do jeito que o governo faz, parece que o déficit da Previdência é culpa do trabalhador" , comentou Miguel Torres, dirigente da Força Sindical. A central considera que a adoção da fórmula 85/95 já resolveu a questão da idade mínima. Do ponto de vista do governo, porém, ela é insuficiente.

A ideia de aproximar a regra de acesso à aposentadoria de homens e mulheres, outro pilar da reforma pretendida pelo governo, também não agrada. "Do ponto de vista da demografia e da longevidade, essa ideia pode fazer sentido", afirmou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. "Mas enquanto não houver igualdade de oportunidades, sou contra."

O governo dispõe de dados segundo os quais a diferença salarial entre homens e mulheres que estão ingressando agora no sistema é de apenas 1%. Mas os sindicalistas apontam para outros fatores que colocam as mulheres numa situação diferente, como a jornada tripla de trabalho, a discriminação e o assédio.

Como linha geral, as centrais que negociam com o governo sugerem a adoção de medidas que não prejudiquem o trabalhador, como a tributação do agronegócio, a reversão das desonerações, o fim de isenções dadas a entidades filantrópicas e a criação de um Refis mais atraente, que permita recuperar rapidamente um estoque de R$ 236 bilhões em dívidas com a Previdência Social.

Elas entendem que, com a adoção dessas medidas, o rombo ficará menor. Aí será hora de discutir a reforma, sem a necessidade de medidas tão duras. A UGT tem ainda uma proposta à parte, que é criar uma contribuição semelhante à CPMF para financiar a Previdência. "Mas seria um incentivo à formalização, porque a conta salário seria isenta", explicou Patah.

Apontado por centrais sindicais como "ultraliberal", o novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou ontem que a privatização da estatal "não está madura" para ser discutida com a sociedade. Segundo ele, a privatização não está em pauta no governo. Parente descartou socorro do governo a estatal e , defendeu "parcerias" com investidores para projetos estratégicos e voltou a pedir o fim da participação obrigatória da estatal em áreas de exploração do pré-sal.

"Não vim para cuidar de privatização da Petrobras. Não vou perder tempo com essa questão, porque não está madura para uma discussão na sociedade", afirmou o executivo em entrevista à Rádio Gaúcha, ontem. "Isso é uma decisão de acionista controlador. Eu não vejo essa discussão acontecendo no governo e não foi parte da conversa do presidente (Michel) Temer comigo".

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Parente disse que sua missão é "resgatar" a companhia que, segundo ele, foi vítima de uma "quadrilha organizada". "O principal acionista não é o governo federal, é a sociedade brasileira. Nós somos proprietários", completou.

Segundo o executivo, sua atuação terá foco na redução do endividamento. Parente voltou a descartar uma capitalização na empresa pelo governo. "Se o problema foi gerado dentro da companhia, temos que encontrar os meios para resolvê-lo dentro da própria companhia", afirmou o executivo.

Ele disse priorizar parcerias com investidores à venda completa de ativos. "É onde pensamos em ir neste momento", afirmou Parente. Ele não detalhou o modelo estudado para subsidiárias já listadas para venda, como BR Distribuidora e Transpetro.

Ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, o novo presidente defende retirar da estatal a obrigação de atuar em todos os consórcios do pré-sal, além de ser a operadora única das áreas de exploração.

O projeto que altera a lei do setor, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), aguarda votação na Câmara, após ter sido aprovado no Senado, em fevereiro. Parente acredita que as mudanças podem "levar ao potencial máximo" a exploração do pré-sal.

Críticas

O discurso de posse e as posições do executivo foram criticados por sindicatos de trabalhadores e por pesquisadores. Para o professor Luiz Pinguelli, diretor da Coppe/UFRJ, a Petrobrás deve manter o "protagonismo" no pré-sal e a política de conteúdo local para diversificar a indústria, também criticada pelo novo executivo.

"O problema não é aumentar a produção e se tornar exportadora. Ela vive batendo recordes. A questão é diminuir a necessidade de importação de derivados. A empresa só faz sentido enquadrada em uma política de Estado".

Para Pinguelli, o novo presidente não é ligado ao setor e se equivoca nas posições anunciadas, que diz "discordar radicalmente". "Ele volta à política neoliberal do governo FHC, tem um viés nitidamente ideológico. Se é para destruir a Petrobras, vamos brigar contra ele", afirmou.

Outras entidades de classe criticaram as propostas de Pedro Parente para a empresa. A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), o acusa de "promover o desmonte da empresa, inclusive abdicando do pré-sal". "As posições de Parente atentam contra a integridade da Petrobras".

Também a Federação Única dos Petroleiros (FUP), maior entidade da categoria, criticou "a agenda de privatização" do executivo.

"O Parente explicitou o que pensa o PSDB sobre o pré-sal, que é entregá-lo a outras empresas. Somos o único país que tem petróleo e prefere vender mesmo com as cotações em baixa", afirmou o sindicalista José Rangel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Apenas quatro dias após terem tomado posse, o presidente da República em exercício, Michel Temer, e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, iniciam a semana sob pressão das centrais sindicais e também dos empresários em relação ao pacote de medidas que a equipe econômica planeja colocar em prática nos próximos dias.

A pressão parte, principalmente, de personagens importantes que estiveram ao lado de Temer na batalha do impeachment: o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), da Força Sindical.

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Em reunião agendada para as 15 horas no Palácio do Planalto, ao menos quatro das maiores centrais do País - Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central Sindical de Trabalhadores - pressionarão Temer, Meirelles, Eliseu Padilha (Casa Civil) e o novo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a rever alguns pontos anunciados por Meirelles em entrevista coletiva na última sexta-feira, 13.

Do lado dos empresários, o presidente da Fiesp se reuniu na noite deste domingo, 15, com Temer, em São Paulo. A pauta foi a proposta de recriação da CPMF ou de outro imposto transitório, ideia que não é descartada por Henrique Meirelles. "O pato está a postos e tem como prioridade dizer não ao aumento", afirmou Skaf no sábado em entrevista à Rádio Gaúcha, numa referência ao pato inflável da campanha da entidade contra impostos.

O primeiro grupo rejeita fortemente a recriação da CPMF, ainda que temporária, e o segundo teme os rumos da reforma da Previdência. Geddel Vieira Lima, ministro da Secretaria de Governo, se diz, pessoalmente, contra a recriação da CPMF.

"Sou pessoalmente contra a criação da CPMF, mas vou adotar a postura do governo", disse Geddel em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, Meirelles disse que o ideal é que se consiga equilibrar o orçamento apenas com o corte de despesas e, assim, não seja necessária a volta do imposto.

Sindicatos

As centrais são contra a reforma da Previdência, em especial em relação à idade mínima e ao aumento do tempo de contribuição. Outro ponto que elas querem discutir hoje com o novo governo é a revisão da legislação trabalhista.

Na sexta, Meirelles disse que a proposta de reforma da Previdência deve respeitar os direitos adquiridos. Mas ressaltou que esse conceito é "impreciso". Afirmou ainda que sua equipe trabalha em cima de revisão da legislação trabalhista. Também para o Fantástico, ele afirmou que o assunto tem de ser debatido com a opinião pública e o Congresso.

Temer quer convencer as centrais de que algumas medidas são necessárias, apesar de duras. Dirá que a proposta de reforma da Previdência tem por objetivo conter os gastos públicos e que as leis trabalhistas precisam ser modernizadas.

Conforme antecipou neste domingo, 15, no estadão.com a Coluna do Estadão, na reunião desta segunda com as centrais sindicais, Michel Temer e Henrique Meirelles serão claros na conversa. Ambos dirão aos representantes dos sindicalistas que o governo vai apresentar uma proposta de reforma da Previdência Social para o Congresso como forma de conter os gastos enormes que o setor hoje representa.

Projeções feitas por técnicos do governo indicam que o sistema previdenciário poderá entrar em crise a partir de 2020, se os gastos não forem contidos por algum tipo de reforma.

Reações

Além de conseguir apoio, o encontro visa debelar uma possível rebelião das centrais sindicais. As entidades ainda não falam em ações práticas, mas informaram que, quando as negociações começarem efetivamente, vão levar as propostas para os trabalhadores para estudar a reação mais adequada, caso medidas mais duras prosperem.

Para o presidente em exercício, esse cenário é ruim, pois ele já não detém o apoio das centrais ligadas ao PT, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do País, e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Ambas foram convidadas para a reunião, mas, até o início da noite de domingo, nenhuma havia confirmado presença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As principais centrais sindicais do País ainda não definiram as próximas ações após a decisão do Congresso na noite de domingo, 17, mas algumas falam em questionar a legitimidade de um eventual governo Michel Temer. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) avalia em reuniões nestas terça e quarta, 19 e 20, com outros grupos contrários à saída da presidente Dilma Rousseff, como a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, medidas para pressionar o Senado a votar contra o impeachment.

Por enquanto, a entidade decidiu realizar um ato no dia 1º de Maio, na Avenida Paulista, com a presença de políticos e artistas chamado de Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora.

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"A ideia é fazer um grande 1º de Maio para derrubar a ponte e garantir o futuro do País", disse Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), aliada da CUT. Ele faz referência ao programa "Uma ponte para o futuro", do PMDB do vice-presidente Temer. "Vamos lutar muito para barrar o processo de impeachment", afirmou.

A Força Sindical, comandada pelo deputado do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, optou por não se posicionar contra ou a favor do impeachment porque seus filiados estão divididos. "Estamos preocupados com ações do meio empresarial junto a um possível novo governo com propostas contra os interesses dos trabalhadores", declarou João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da entidade.

A Força mantém a festa do 1º de Maio na Praça Campo de Bagatelle, zona Norte de São Paulo, no mesmo perfil de anos anteriores. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) também não declarou apoio aberto contra ou a favor do afastamento de Dilma. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, prepara ato para o 1º de Maio no Estádio Poliesportivo, em São Bernardo do Campo (SP), com o tema principal voltado à questão do emprego. Na segunda, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, ligado à Força, afirmou que não aceitará qualquer mudança na CLT.

Greve

 

Já os petroleiros estudam entrar em greve geral em reação à vitória do impeachment no Congresso. Lideranças da Federação Única dos Petroleiros (FUP) devem definir hoje um cronograma de mobilizações. "Com certeza teremos grande adesão. Nas áreas operacionais, o tema da privatização da empresa reúne toda a categoria contra um governo sem legitimidade", afirmou Deyvid Bacelar, diretor da FUP. "Se querem ver o que podemos fazer, não vão conseguir governar", reforçou.

Representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, João Paulo Estausia disse que, numa eventual confirmação no Senado do afastamento de Dilma, o movimento sindical não reconhecerá um governo Temer. "Ele não tem legitimidade para assumir. Se isso ocorrer, vamos desestabilizar o novo governo", afirmou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa na tarde desta quarta-feira, 23, na Casa de Portugal, zona central da capital paulista, de um ato de sindicalistas em apoio a ele, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Há cerca de mil pessoas no local, principalmente ligadas à CUT e à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Há também integrantes da Força Sindical - que é rachada entre sindicalistas pró e contra o governo.

Lula chegou de carro, sem falar com a imprensa ou com militantes que tentavam se aproximar. No palco, ele ouviu a leitura de uma carta dos sindicalistas, que pedem por sua posse no Ministério da Casa Civil. A nomeação de Lula está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a questão só deve ser decidida em plenário na semana que vem.

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"Manifestamos total solidariedade à presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita pela maioria do povo brasileiro, e ao companheiro e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e exigimos a imediata efetivação de sua pose como ministro-chefe da Casa Civil. Expressamos a convicção de que Lula, na condição de maior líder político e popular do País, merece e goza de plena confiança e solidariedade dos dirigentes e da classe trabalhadora brasileira e irá contribuir de forma decisiva para solucionar a crise política e institucional que perturba o Brasil", diz trecho da carta.

O documento também critica o que chama de tentativa de golpe contra o governo Dilma e chega a comparar o cenário atual com o suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e com o golpe militar, com a deposição de João Goulart em 1964. "Somente a via democrática, sem subterfúgios ou à margem da Constituição, poderá criar as condições para a retomada do crescimento e a geração de empregos no País. O momento requer unidade e demanda repúdio a atitudes antidemocráticas", diz outro trecho da carta.

Moro

O ato também teve falas contra o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato. Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), chegou a chamar Moro de "agente do Estado Islâmico". "O Moro parece um agente do Estado Islâmico, nunca vi uma pessoa provocar tanto terror", afirmou Araújo.

Outras manifestações se posicionaram de forma contrária à condução coercitiva de Lula pela Lava Jato, autorizada por Moro. Os sindicalistas também criticaram a divulgação do áudio de grampos envolvendo Lula e a presidente Dilma Rousseff.

Nas manifestações que antecedem a fala de Lula, sindicalistas também manifestaram apoio à posse dele na Casa Civil. Álvaro Egea, secretário geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), disse querer ver Lula no governo e afirmou que setores conservadores tentam "construir um Estado de exceção" para "retirar direitos dos trabalhadores". "Presidente Lula, queremos o senhor na Casa Civil, queremos o senhor no governo", afirmou.

As falas são de apoio à legitimidade do mandato de Dilma Rousseff, mas também com críticas à política econômica que os sindicalistas classificam de "neoliberal". "Nós temos que baixar os juros e injetar dinheiro na economia brasileira. Não vai ter golpe, vai ter luta", disse Luizinho, presidente da Nova Central de São Paulo.

"Nosso ato não significa apoio à política do governo Dilma, mas nesse momento não temos dúvidas, vamos pra rua organizar a classe trabalhadora e botar esses golpistas para correr", disse Edson Carneiro, o Índio da Intersindical.

Juruna, da Força Sindical, afirmou na sequência que "tomar tranco" pode ser positivo, para a unidade das centrais. A Força tem uma atuação rachada na batalha do impeachment. Ela é presidida por Paulinho da Força, que é aliado de Eduardo Cunha na Câmara e milita pelo impeachment de Dilma, mas tem lideranças pró-Lula e pró-governo. "Tomar um tranco também é muito bom porque leva à unidade de ação", disse Juruna.

As Centrais Sindicais de Pernambuco se reunirão, nesta quinta-feira (10), às 7h, para uma passeata no centro do Recife, com intuito de sensibilizar a população sobre os problemas dos trabalhadores pernambucanos.

A concentração será na Praça do Derby, iniciando o percurso que passará pela Avenida Conde da Boa Vista, com destino à Avenida Guararapes.

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As centrais CTB-PE, CGTB- PE, Força Sindical-PE, NCST-PE e UGT-PE, juntamente com os seus sindicatos filiados, irão se unir com o intuito de defender os trabalhadores e a retomada do crescimento do país, em virtude do momento de crise vivido pelo Brasil.

Segundo a organização da passeata, algumas das bandeiras de luta do Grito das Centrais de Pernambuco são a luta contra as retiradas dos direitos dos trabalhadores, pelo fim do Fator Previdenciário, e pelo fim da corrupção.

Com informações da assessoria

 

 

As centrais sindicais consideram um "retrocesso político" o plano do governo Dilma Rousseff de fundir o Ministério do Trabalho com o Ministério da Previdência. Em nota conjunta assinada pelas seis maiores centrais do País, a que a reportagem teve acesso, os sindicalistas afirmam que a ideia vai gerar "enormes prejuízos aos trabalhadores e à sociedade em geral". A nota será divulgada nesta terça-feira, 29, pelos líderes sindicais.

"A ideia da fusão destes ministérios já foi levantada antes, resultando, por força da realidade, no modelo atual, com dois ministérios distintos. Os ministérios do Trabalho e da Previdência Social são responsáveis por zelar de direitos inalienáveis dos trabalhadores, e o processo de fusão pode resultar em enormes danos a suas já combalidas estruturas administrativas", dizem os sindicalistas. Os planos do governo são de unificar as duas Pastas, que seriam comandadas por um único ministro, provavelmente o atual chefe da Previdência, Carlos Gabas (PT). Com isso, o PDT, que comanda o Ministério do Trabalho desde 2007, perderia espaço justamente na Pasta ligada à base trabalhista. O atual ministro, Manoel Dias (PDT), sairia do governo.

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Na nota, as centrais sindicais criticam duramente os planos de Dilma, previsto para saírem do papel na quarta-feira, 30. "As centrais sindicais brasileiras manifestam sua posição contrária à fusão do Ministério do Trabalho (MTE) com o Ministério da Previdência Social, bem como requerem a modernização e o fortalecimento do MTE, com o objetivo de resgatar o seu papel como ministério estratégico na implementação de políticas permanentes de Estado e na intermediação dos conflitos naturais nas relações capital x trabalho", dizem as lideranças.

Assinam as notas as centrais: Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT; Força Sindical, ligada ao Solidariedade e ao PDT (o partido do atual ministro do Trabalho, Manoel Dias); União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que é ligada ao PMDB.

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