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A partir desta quinta-feira (10), estão abertas as inscrições para a terceira edição do Vestibular Indígena da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 88 vagas para ingresso em 2021. Interessados devem realizar as candidaturas até o dia 31 de janeiro, através do site Unicamp Vestibular Indígena, gratuitamente.

No ato da inscrição, o candidato poderá indicar dois cursos de graduação. Na prova, serão cobradas as disciplinas de língua portuguesa, com questões de múltipla escolha e redação, além de matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.

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O exame será aplicado no dia 11 de abril, com possibilidade de participação de vestibulandos de todo Brasil, sendo das cidades de Bauru (SP), Campinas (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM). Segunda a instituição, as aulas iniciarão em agosto de 2021.

De acordo com o cronograma, a divulgação dos convocados da primeira, segunda e terceira lista de espera, respectivamente, ocorrerá entre os dias 10, 20 e 31 de maio, com matrículas virtuais. Já a quarta e quinta chamada para lista de espera ocorrem nos dias 10 de junho e 5 de agosto, com matrículas presenciais, conforme explica o edital. Para obter mais detalhes sobre a terceira seletiva, basta acessar o edital de abertura do Vestibular Indígena.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou, nessa terça-feira (25), maioria para que o dinheiro do fundo eleitoral e o tempo de propaganda no rádio e TV sejam divididos na mesma proporção de candidatos negros e brancos de cada partido. Uma das questões ainda em aberto é se a decisão do tribunal já será aplicada nestas eleições, se fica para 2022, ou se a Corte vai optar por uma espécie de "regra de transição".

Esse esclarecimento só deve ser feito ao final do julgamento - até a conclusão desta edição ainda faltava votar o ministro Sérgio Banhos. "Não deixa de ser uma frustração postergarmos (para 2022) uma situação que a maioria formada considera injusta", afirmou o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

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A discussão foi retomada ontem com o voto dos ministros Og Fernandes e Luís Felipe Salomão, que concordam com a medida. Os dois ministros, no entanto, querem que o entendimento só seja aplicado a partir das eleições de 2022. "A distribuição igualitária dos recursos de campanha e do tempo de propaganda, na exata proporção de candidaturas lançadas, representa decisivo passo para concretizar a garantia constitucional da isonomia em seu aspecto material, de forma a amainar a histórica desigualdade de condições entre negros e brancos vivenciada em nosso País", afirmou Salomão.

Em seu voto, o ministro destacou que 11 partidos já informaram ao TSE os critérios de divisão dos recursos do fundo eleitoral. "No meu modo de ver, a alteração dos critérios no atual estágio tem o potencial de produzir ruídos indesejáveis na distribuição desses valores, causando insegurança jurídica. É preciso de um período de respiro, é um elemento-surpresa para a vida partidária", observou Salomão.

A discussão, iniciada em junho, avalia uma consulta apresentada ao TSE pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ). A parlamentar pediu ao tribunal para estabelecer uma cota de 30% de candidaturas negras em cada partido - numa analogia ao mesmo porcentual reservado às candidaturas femininas. Atualmente, os partidos não são obrigados a lançar um número mínimo de candidatos negros e negras.

A medida foi rejeitada por Barroso, relator do caso, para quem uma iniciativa nesse sentido, com a criação de uma cota de candidatos negros, depende de legislação aprovada pelo Congresso. Barroso, no entanto, acolheu outro pedido da parlamentar, de que o dinheiro do fundo eleitoral e o tempo de rádio e TV sejam divididos na mesma proporção de candidatos negros e brancos em cada sigla.

O único a votar em sentido diferente foi o ministro Tarcísio Vieira, para quem uma iniciativa nesse sentido depende de aprovação de uma lei pelo Congresso. "O tema já está em debate na seara legislativa própria", afirmou Tarcísio. A discussão do TSE para obrigar os partidos a usar o critério racial para divisão de recursos gerou descontentamento e reação no mundo político. Dirigentes de partidos dizem que o Congresso Nacional deve se pronunciar sobre a questão.

Sem financiamento ou apoio partidário, iniciativas de candidatos negros ficam pelo caminho. A enfermeira Rita Manuela se lançou ao cargo de deputado federal pelo Patriota em 2018, mas, embora a sigla tenha dado aval para que seu nome fosse às urnas, a candidatura não foi contemplada na divisão do fundo eleitoral. "Entrei zerada e saí zerada." Do partido, ela recebeu apenas os serviços de assessoria e consultoria contábil, estimados em R$ 400.

Para Rita, o Patriota a colocou na disputa apenas para cumprir o número mínimo de mulheres, mas que, caso ela fosse uma candidata branca, a situação poderia ter sido diferente. "Mulheres negras recebem menos, têm menos participação e menor avaliação de viabilidade (eleitoral)", afirmou ela, que desistiu da eleição. Procurado, o Patriota não se manifestou até a conclusão desta edição.

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A situação de Rita se repete em outros partidos. Candidato a deputado estadual no Rio pelo PDT em 2018, o cientista social Vitor Del Rey disse que desistiu da campanha "antes mesmo de começar" porque não recebeu apoio do seu partido. "Não tínhamos dinheiro para financiar, cheguei num momento em que eu tinha mais dívidas que dinheiro para arrecadar", relatou. Segundo o TSE, ele não recebeu recursos do partido para fazer campanha. "O fato de eu ser negro, somado ao de não ter padrinhos e histórico político, contribuiu para a falta de verba vinda do partido."

O PDT afirmou que a gestão da verba partidária é "uma deliberação interna do diretório regional, priorizando candidatos a presidente, governadores, senadores e deputados federais". Segundo a sigla, os critérios para a distribuição de verba "vão de tempo de filiação a efetiva participação na organização do partido". 

Pela primeira vez, a Universidade de São Paulo (USP) terá metade das vagas oferecidas para ingresso na instituição destinado aos estudantes da rede pública de ensino. O quantitativo será alcançado diante da somada de oportunidades do Vestibular Fuvest 2021 e Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021. 

Em 2017, foi aprovada uma resolução que previa um aumento gradual da porcentagem de vagas para cotistas e que, desde o ingresso em 2018, a USP aplica gradativamente a reserva para a categoria. O percentual começou com 37%, aumento para 40% e no passado chegou a 45% das chances reservadas. No ano que vem, será validado a reserva de 50%, que seguirá mantida nos anos seguintes. 

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No próximo ano, um total de 11.147 vagas serão oferecidas. Dessas, 8.242 foram destinadas  para o vestibular da Fuvest, enquanto 2.800 vagas são para o Sisu, que utilizará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 para ingresso na USP. O Enem terá aplicação das provas impressas nos dias 17 e 24 de janeiro e prova digital nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021. Confira, abaixo, o cronograma do vestibular da Fuvest:

Divulgação do Manual do Candidato: 24 de agosto de 2020

Período de inscrição: 31 de agosto a 23 de outubro de 2020

Divulgação da primeira lista de aprovados: 15 de março de 2021

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou um ofício à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), solicitando a prestação de informações quanto ao processo de heteroidentificação dos candidatos inscritos no vestibular para os cursos oferecidos pelo campus Nova Iguaçu (RJ).

O inquérito civil foi instaurado após uma representação anônima sobre fraudes na autodeclaração de cotas raciais. Um dos casos é o de uma estudante de ciências econômicas, ingressante em 2018. O MPF ainda apura outros casos.

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O objetivo do inquérito, segundo o procurador da República Julio José Araujo Junior, consiste em identificar situações de fraude nas autodeclarações. Foram enviados ofícios aos diretores de todos os institutos e universidades federais, localizadas na Baixada Fluminense, requerendo informações sobre os procedimentos de acompanhamento da autodeclaração para o preenchimento de vagas reservadas e as medidas adotadas.

Da assessoria do MPF

 

A ideia de acabar com o incentivo a políticas de inclusão racial em cursos de pós-graduação de instituições federais partiu do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Benedito Guimarães Aguiar Neto. A medida chegou a ser assinada em 18 de junho, às vésperas de Abraham Weintraub deixar o Ministério da Educação. Pressionado, o governo recuou na semana seguinte, já após a saída do ex-ministro, e manteve o incentivo às cotas.

Ainda que não eliminasse a reserva de vagas já estabelecidas em pós-graduações, nem impedisse novas cotas, a portaria foi duramente criticada por lideranças do movimento negro e parlamentares. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em 22 de junho, cobrou uma manifestação da Advocacia Geral da União (AGU). No dia seguinte, o governo recuou e revogou o texto de Weintraub.

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Em processo interno do Ministério da Educação, ao qual o Broadcast/Estadão teve acesso, Aguiar Neto afirma, em 20 de abril, que a regra para estimular a inclusão na pós-graduação, assinada em 2016, é "manifestamente ilegal" e "violou o pacto federativo". Para ele, anular a portaria serviria para restaurar o cumprimento de "imposições formuladas pelo povo por meio de seus representantes". O presidente da Capes ainda disse que a regra cria "obrigações" que só poderiam ser feitas por nova lei, em vez de uma portaria.

O texto que chegou a ser revogado, a pedido do presidente da Capes, foi assinado pelo ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT). A portaria determinava que as instituições de ensino apresentassem propostas sobre inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência em até 90 dias, mas não forçava a reserva de vagas.

A cópia integral do processo no MEC foi solicitada pelo advogado Marivaldo Pereira, que é militante do movimento negro no Distrito Federal e assessor do deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

A Consultoria Jurídica da Educação chegou a afirmar que não havia ilegalidade alguma no texto, contrariando a fala do presidente da CAPES. O órgão ainda disse que o texto já havia perdido efeito, pois era de 2016 e trazia determinações para um prazo de 90 dias. "Ademais, ainda que o questionamento da Capes tenha como alvo apenas o art. 1º que, como se viu não é mais vigente, entende essa CONJUR que não há que se falar em ilegalidade da Portaria como um todo, pois esta não viola qualquer dispositivo legal, e nem mesmo extrapola as prerrogativas desta Pasta", afirmou a consultoria.

A discussão sobre revogar a portaria de 2016 começou no fim de abril, com o pedido da Capes, e se concretizou em 18 de junho, quando foi publicado o texto assinado por Weintraub. No mesmo dia, pressionada, a Educação já abriu processo para voltar atrás.

Procurada, a Capes disse ter pedido para o MEC "ponderar" o alcance da regra sobre incentivo às cotas "e a possibilidade legal de tal ato instituir obrigações, até para compreender sua legalidade e os limites de sua aplicação".

O Ministério da Educação disse que a portaria de 2016 foi revogada com base em decreto sobre revisão e consolidação de atos do governo. "Cabe acrescentar que a Lei nº 12.711/2012, em vigor, prevê a concessão de cotas e ações afirmativas exclusivamente para cursos de graduação."

Um dia depois de sua nomeação, o atual ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, disse, nesta sexta-feira (26), em uma entrevista à Rádio Bandeirantes, que políticas afirmativas - como as cotas destinadas a pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência - em instituições de ensino superior tornam-se ferramentas para amenizar a desigualdade em formações acadêmicas, nesta sexta-feira (26).

"Nós não podemos exigir resultados iguais para aqueles que têm acessos diferentes. Então, nós temos que dar um esforço para aqueles que possam, pelo menos desempatar a desigualdade", disse. Durante toda a entrevista, o ministro assumiu uma fala neutra com relação a questões raciais. Com um resgate histórico, ele afirma não ter sofrido racismo como um violência direta.

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“Passamos mais de 300 anos com esse conceito de escravocrata. Hoje, ainda temos muitas contaminações de metodologias, subjetividades. Eu nunca, como negro, fui um George Floyd. Nunca sofri o racismo de tomar dois tiros nas costas. Mas [sim de] perceber olhares, de eugenia de ambientação, ou seja, criar um ambiente que não seja para negros”, contou.

O titular da Educação ainda demonstra conhecimento sobre as demandas da pasta e explica que pretende realizar uma série de reuniões para avaliar quais passos serão dados e como devem ser atendidas as necessidades na educação, frente à pandemia do novo coronavírus. Dentre as reuniões, haverá um encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para obter informações sobre a quantidade de recursos disponibilizados para o MEC.

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta terça-feira (23), a anulação da  portaria assinada pelo ex-ministro Abraham Weintraub, que acabava com a exigência de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em programas de pós-graduação, mestrado, mestrado profissional e doutorado.  

A revogação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro interino da pasta, Antonio Paulo Vogel de Medeiros. A medida publicada na última quinta-feira (18), foi o último ato de Weintraub antes de deixar o País. 

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Vale pontuar que a portaria nº 545, iria substituir e anular a portaria normativa nº 13 aprovada pelo MEC em 11 de maio de 2016. A medida garantia que fossem reservadas vagas para pessoas negros, indígenas e pessoas com deficiência, não somente em cursos de graduação, como também deveria alcançar pessoas dos programas de pós-graduação. 

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A Venezuela culpou as sanções americanas pela falta de pagamento de suas obrigações das Nações Unidas (ONU), em carta destinada ao secretário-geral da organização, divulgada nesta segunda-feira (22).

A vultosa dívida de Caracas a impede desde janeiro votar na organização internacional.

Na semana passada, a Venezuela foi o único dos 193 membros da ONU que não pôde votar no novo chefe da Assembleia Geral ou nas eleições dos cinco novos membros não permanentes do Conselho de Segurança para o ano 2021-22.

Caracas deve à ONU dezenas de milhões de dólares para seu orçamento operacional e para suas operações de manutenção de paz.

As sanções americanas "nos impediram de transferir satisfatoriamente os recursos necessários às contas bancárias das Nações Unidas situadas não só nos Estados Unidos, mas também em outros países", destaca a carta do embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, datada de 15 de junho e dirigida ao secretário-geral, António Guterres.

"Cada vez que tentamos realizar a transferência correspondente, a transação é recusada ou devolveram os fundos a nossa contas bancárias, na melhor das hipóteses", acrescentou o representante do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro.

Em outras ocasiões, disse Moncada, os recursos tinham sido "congelados ou confiscados" devido a sanções impostas por Washington a Caracas ou às ameaças do governo de Donald Trump às instituições financeiras envolvidas.

A Venezuela, "como membro responsável da comunidade internacional, sempre teve tanto a vontade política quanto a capacidade financeira de cumprir, de forma oportuna, com suas obrigações com a Organização", afirmou o embaixador venezuelano na carta.

Moncada pediu a Guterres para "buscar uma solução financeira" que permita à Venezuela transferir "de modo seguro" os fundos para as contas bancárias da ONU.

Para recuperar seus direitos de voto, a Venezuela terá que aportar quase 22 milhões de dólares de cotas não pagas.

"Dispomos dos recursos financeiros para satisfazer nossa obrigação com as Nações Unidas, temos o dinheiro para fazer frente ao pagamento mínimo necessário (21.552.932 dólares) e estamos mais do que dispostos a fazê-lo", assegurou Moncada.

Os Estados Unidos lideram uma campanha internacional para promover a saída do poder de Maduro, cuja reeleição em 2018 não reconhecem por considerá-la fraudulenta e a quem acusam de corrupção e graves abusos dos direitos humanos.

No âmbito destas pressões, Washington impôs uma bateria de sanções a Maduro, por quem pede, ainda, uma recompensa milionária depois que a justiça americana o acusou de "narcoterrorismo" e outros delitos criminais.

As sanções, que impedem o acesso ao sistema financeiro americano, alcançam em particular a empresa petroleira venezuelana PDVSA, crucial para a ex-potência sul-americana.

Além da crise política, a Venezuela vive um colapso econômico aprofundado desde a chegada ao poder de Maduro, em 2013, que provocou a fuga do país de cinco milhões de pessoas, segundo a ONU.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, mandou a Advocacia-Geral da União se manifestar em até 48 horas sobre a portaria do ex-ministro da Educação Abrahram Weintraub contra medida que estimulava as universidades a criarem propostas sobre cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos processos seletivos de pós-graduação.

O despacho do ministro foi deferido em uma das três ações que estão sob sua relatoria no Supremo. A portaria de Weintraub não extinguiu cotas já em vigor e não impede as instituições de adotarem ações afirmativas. Porém, a ação foi vista como política, com o objetivo de desestimular o debate sobre o tema nas instituições. A medida foi assinada pelo ex-ministro horas antes de anunciar sua saída do MEC.

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O texto derrubado por Weintraub determinava a criação de comissões para discutir ações afirmativas e previa a participação do MEC nas ações propostas pelas instituições. A medida foi assinada em 2016 pelo então ministro Aloizio Mercadante, no final da gestão Dilma Rousseff.

A ação de Weintraub foi questionada no Supremo por três partidos da oposição: Rede Sustentabilidade, PDT e PSB. Os três alegam 'flagrante retrocesso na garantia de direitos fundamentais', destacando o risco de discussões e propostas de cotas nas universidades serem deixadas de lado.

No Congresso, parlamentares criticaram a medida e dois projetos de decretos legislativos foram elaborados para torná-la sem efeito. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que iria esperar o novo chefe do MEC assumir o cargo para resolver a questão no diálogo.

"Vamos conversar com novo ministro, dialogar com ministro da articulação política para ver se nós podemos resolver isso no diálogo, sem necessidade de aprovação de um projeto de decreto legislativo. O ideal é mostrar para o governo que essa decisão do ministro, já sabendo que ia sair, talvez tenha baixa legitimidade", disse Maia.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) anunciou a manutenção das políticas de açōes afirmativas para negros, indígenas, pessoas com deficiência ou pessoas transsexuais para cursos de pós-graduação da instituição. A decisão foi publicada em nota oficial no último dia 19 de junho, e já havia sido aprovada no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRPE desde 2018.

Em nota, a UFRPE ressaltou a importância da manutenção das cotas e lamentou a anulação de portaria que exigia adoção de políticas de ações afirmativas em programas de pós-graduação nas Instituições Federais de Ensino Superior (IES). A Portaria Normativa Nº 13/2016, foi revogada no último dia 18 de junho, pelo então ministro Abraham Weintraub, em último ato antes de sair da chefia Ministério da Educação (MEC).

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No comunicado a Universidade ainda enfatiza que a anulação representa um “retrocesso na indução de políticas de inclusão nas universidades brasileiras”. Leia, abaixo, a nota na íntegra:

“A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) vem a público ratificar a importância da política de Açōes Afirmativas para negros – pretos e pardos, indígenas, pessoas com deficiência ou pessoas trans na Pós-Graduação Stricto sensu, aprovada por meio da Resolução de No 048/2018, no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRPE, em 22 de fevereiro de 2018.

A adoção da política de reserva de vagas para candidatos ao processo de seleção nos cursos de pós-graduação foi resultado de uma ampla discussão na comunidade científica da UFRPE, constituída por docentes e discentes da pós-graduação. Ressalta-se ainda, que, embora a indução dessa política tenha originado da publicação da Portaria Normativa No 13/2016 do Ministério da Educação, revogada na última quinta-feira (18/06), esse instrumento consiste no reconhecimento da Universidade para a necessidade de maior inclusão social na pós-graduação.

A UFRPE ainda lamenta a revogação da referida Portaria por considerar um retrocesso na indução de políticas de inclusão nas universidades brasileiras, que visam à construção de uma sociedade democrática, justa e inclusiva, bem como informa que manterá a adoção dessa política de inclusão nos processos de seleção dos seus Programas de Pós-graduação.”

A Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) emitiram comunicados oficiais, nesta sexta-feira (19), anunciando a manutenção de suas políticas de cotas para a pós-graduação. O anúncio veio após o Ministério da Educação (MEC) revogar a portaria que exigia a adoção de políticas afirmativas.

“A Universidade de Pernambuco (UPE) entende que as ações afirmativas, também na pós-graduação, representam uma transformação radical em modelos tradicionais de seleção que historicamente mantêm negros, indígenas e pessoas com deficiência pouco representadas nessa etapa formativa. (...) a UPE reafirma seu compromisso institucional com a construção de uma sociedade menos excludente, menos injusta e efetivamente democrática”, consta no texto da UPE.

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Por sua vez, a UFRPE afirmou que “a adoção da política de reserva de vagas para candidatos ao processo de seleção nos cursos de pós-graduação foi resultado de uma ampla discussão na comunidade científica da UFRPE, constituída por docentes e discentes da pós-graduação”. 

“A UFRPE ainda lamenta a revogação da referida Portaria por considerar um retrocesso na indução de políticas de inclusão nas universidades brasileiras, que visam à construção de uma sociedade democrática, justa e inclusiva, bem como informa que manterá a adoção dessa política de inclusão nos processos de seleção dos seus Programas de Pós-graduação”, informou a universidade. 

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Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que obriga as universidades federais a reservarem 50% das vagas dos programas de pós-graduação (mestrado, mestrado profissional e doutorado) para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

O texto altera a Lei de Cotas, que já prevê a reserva de vagas para os cursos de graduação.

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“A política de ações afirmativas na graduação não é suficiente para reparar ou compensar as desigualdades provenientes de passivos históricos ou atitudes discriminatórias”, avalia a deputada Marília Arraes (PT-PE), autora da proposta.

“Entendendo que é necessário ampliar essas ações, o Ministério da Educação, na gestão do ministro Aloizio Mercadante, editou a Portaria Normativa 13/16, determinando a extensão da reserva de vagas nas nos programas de pós-graduação das Instituições Federais de Ensino Superior”, lembra.

No dia 16 de junho, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, editou a Portaria 545/20, revogando a portaria anterior. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defende a revogação da nova portaria.

“Devemos proteger legalmente o acesso de maneira que direções arbitrárias no Ministério da Educação, de maneira unilateral, não tenham a possibilidade de retirar os direitos do cidadão brasileiro”, opina Marília Arraes.

*Da Agência Câmara de Notícias

Parlamentares vão tentar tornar sem efeito a medida tomada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que acaba com a previsão de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação de instituições federais de ensino. Ao menos dois projetos foram protocolados nesta quinta-feira, 18, um na Câmara e outro no Senado.

Com sua demissão dada como certa no governo, Weintraub revogou uma portaria sobre a reserva de vagas. Segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros eram 28,9% dos pós-graduandos, apesar de representarem 52,9% da população à época.

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A portaria revogada era de maio de 2016, assinado pelo ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT). A norma determinava que universidades deveriam criar regras para ações de inclusão em pós-graduações.

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) foi uma das que protocolou pedido para suspender a iniciativa do ministro. "O ministro da ignorância, Weintraub, revogou a portaria sobre políticas de cotas raciais na pós-graduação. As cotas, para além de promover justiça social, têm resultados acadêmicos comprovados. Não permitiremos retrocessos. Estou protocolando um PDL para suspender essa ação", escreveu ela no Twitter.

A liderança do Cidadania no Senado também informou que protocolou projeto com o mesmo objetivo. Ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) escreveu, também no Twitter, que Weintraub estava "armando na saída". "Na calada da noite revogou uma portaria que previa a inclusão de indígenas, pardos, negros e pessoas com deficiência, para programas de pós graduação em faculdades federais. Vamos lutar contra isso."

A presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, chamou a medida de "destruição". "Sai com mais destruição. Infelizmente, não surpreende. Esse grupo que está no comando do MEC não terá o perdão da história", escreveu ela no Twitter.

Procurado, o Ministério da Educação afirmou que a legislação só prevê a concessão de cotas e ações afirmativas para cursos de graduação. O governo de Jair Bolsonaro é contrário à política afirmativa.

Demissão

A saída de Weintraub da Educação é dada como certa no governo. O próprio ministro tem compartilhado e curtido tweets de apoiadores, nas redes sociais, em tom de despedida. O secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, é cotado para assumir a pasta. A exemplo de Weintraub, Nadalim é seguidor do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e defensor do homeschooling - a educação domiciliar, sem precisar, necessariamente, comparecer à escola.

Na construção de uma saída "sem trauma", o ministro da Educação, pressionado por seus ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), deve deixar o posto a pedido. Até a noite de quarta-feira, 17, o cenário mais provável é o que prevê para o economista Weintraub um posto no Banco Mundial. Há expectativa de que ele e Bolsonaro gravem um vídeo sobre a saída.

Após a criação de contas no Twitter com a proposta de denunciar supostas fraudes no sistema de cotas, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) divulgou um canal para a formalização de denúncias. O meio foi compartilhado nessa quinta-feira (4), no site oficial da instituição de ensino.

A Universidade, diante das denúncias de possíveis fraudes, reforçou o seu apoio e defesa à Lei de Cotas. Para a UFRPE, a norma existe com o “objetivo de ajudar a corrigir injustiças sociais históricas do País”.

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“Diante das denúncias de possíveis fraudes no sistema de cotas, envolvendo universidades em todo o Brasil, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) reafirma o apoio e a defesa da Lei de Cotas, que existe com o objetivo de ajudar a corrigir injustiças sociais históricas do País. A inclusão deve ser sempre um princípio norteador das Universidades Públicas Brasileira. A Administração Superior comunica, no entanto, que qualquer irregularidade ou fraude que envolva estudantes da Instituição deve ser denunciada de maneira oficial a UFRPE, por meio de encaminhamento à Ouvidoria Geral – ouvidoria.reitoria@ufrpe.br – para as devidas apurações legais, e as providências cabíveis decorrentes”, detalhou a instituição de ensino, por meio de nota.

A onda de denúncias, porém, acabou prejudicando a jovem Larissa Sá, de 19 anos. Mesmo sendo indígena, ela foi acusada de fraudar o sistema de cotas para cursar medicina na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Larissa contou que as acusações aconteceram pelo simples fato de que ela gosta de colorir o cabelo. Entenda o caso na reportagem do LeiaJá.

Nesta quinta-feira (4), diversos perfis no Twitter e Instagram dedicados a expor estudantes que supostamente fraudaram o sistema de cotas universitárias em instituições de ensino do país inteiro surgiram fazendo denúncias. O ato, que se mostrava uma atitude bem intencionada para assegurar o direito de quem busca acesso ao ensino superior, no entanto, pode levar a erros e linchamentos virtuais, como o que aconteceu com a jovem indígena Larissa Sá, de 19 anos, que cursa o segundo semestre de medicina na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e foi injustamente exposta como fraudadora de cotas para indígenas pelo perfil @fraudadorcotaPE. 

A estudante mora na cidade de São José do Belmonte, em Pernambuco. Ela é do povo Atikum Umâ e frequenta a Aldeia Logrador, no município de Carnaubeira da Penha, no mesmo estado. Em entrevista concedida ao LeiaJá, ela contou que tem registro na Fundação Nacional do Índio (Funai), entre outros documentos que comprovam sua etnia.

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Na manhã desta quinta-feira, Larissa se deparou com diversas ofensas que não entendeu de imediato ao abrir o Instagram, e conta que foi informada do que estava acontecendo no Twitter por seus amigos. 

“Alguns amigos estavam me mandando prints do Twitter, e lá era muito pior, eu estava no chão, as pessoas que estavam me julgando tinham aquela visão estereotipada de indígena de 1500. Comecei a me defender, uma menina me respondeu dizendo que podia me ajudar, mandou minha exposição para um twitter chamado @indiodeiphone e as pessoas começaram a me apoiar. Eu acho que comecei a receber apoio de pessoas que pensam igual a mim e começou a ficar tudo bem”, contou ela.

Perguntada sobre como enxerga os ataques que sofreu no contexto da sociedade hiperconectada, em que as pessoas são facilmente expostas e ficam sujeitas a demonstrações de ódio virtual, Larissa disse ver perigo na exacerbação do contato com a vida de todos, mas também alguns pontos positivos.  “Eu acho que o perigo está nesse poder exacerbado de todo mundo ter contato com a vida de todo mundo, com tudo que se passa. É ruim com a vida da pessoa que é ‘linchada’ como também é bom porque muitos assuntos importantes vêm à tona. Esse linchamento que aconteceu comigo também serviu para dar visibilidade a um assunto pouco falado. Isso também fez com que eu criasse coragem e a partir de hoje eu sou outra pessoa para poder falar acerca desse assunto”, afirmou a jovem. 

Fraudes e comissões de verificação  

Esta não é a primeira vez que Larissa sofre preconceito devido à forma como as pessoas imaginam que um índio deva ser. Esse problema fez com que a jovem tivesse que passar no vestibular duas vezes e entrar na Justiça contra a universidade quando não foi reconhecida como indígena pela comissão de verificação em sua primeira aprovação. Ela conta que, na equipe que a entrevistou para realizar a verificação de autodeclaração, nenhum dos avaliadores era indígena.

“Passei na UFMA em outro campus e fui fazer minha matrícula, fui na banca avaliadora, não me deram certeza, voltei para minha cidade. Saiu outra lista de espera e tinha outra pessoa na vaga que era ocupada por mim. Pensei que tinha aberto outra vaga, mas disseram que minha vaga tinha sido indeferida. Informaram que a banca tinha concluído que eu não era indígena. Comecei a chorar, minha mãe pegou o telefone e a mulher no telefone disse que a vaga foi indeferida porque a banca achou que eu não era indígena. Minha mãe perguntou com base em quê; ela disse que não sabia dizer, que só estava passando a informação e não podia fazer nada por nós”, contou Larissa, que processou a instituição de ensino, mas nunca obteve uma resposta adequada e precisou voltar ao pré-vestibular por mais um ano. 

Ao ser aprovada novamente, Larissa não teve ânimo de contar às pessoas sobre o feito. Quando foi novamente à entrevista para verificação de autodeclaração de sua origem indígena, ela sentia apenas medo. “Aquelas pessoas não eram indígenas e uma pessoa que não passa aquilo na pele não pode julgar outra. Como você indefere a matrícula de alguém porque você acha que ela não deve estar ali? O erro começou na representatividade” afirmou a estudante.

Larissa nasceu com os cabelos escuros e gosta de pintá-los de loiro, mas conta que antes de ir à entrevista chegou a pensar em mudar a cor dos fios. “Eu pensei que não valia a pena, que as pessoas têm que me aceitar. O sangue indígena corre nas minhas veias, o indígena não tem que provar fenotipicamente quem ele é. Isso é uma coisa que já me afetou muito, mas hoje em dia eu sinceramente não ligo mais”, disse ela. 

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Nesta quinta-feira (4), diversos perfis foram criados no Twitter para expor dados de supostos fraudadores de cotas raciais em universidades públicas no Brasil. Até o início da manhã desta quinta, a hashtag #fogonosfraudadoresdecotas já tinha mais de 15,6 mil menções na rede social.

Nos perfis, que são regionalizados por Estados, podem ser conferidos o nome do estudante, o tipo de cota que ele usou, o Instagram e o curso em que ele foi aprovado. Ao lado da imagem do listão em que aparece o nome completo do aprovado, há uma foto do candidato.

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"Decidi criar esse perfil com o intuito de expor os fraudadores de cotas nas Universidades de Pernambuco. Conhece algum? chama na DM", diz a descrição de um dos perfis. Nos comentários, diversos estudantes lamentam e criticam a situação. "O que eu fico indignado, é que nao basta esse povo fraudar a cota, são pessoas que ainda possuem uma boa condição financeira e não tem necessidade nenhuma disso", comentou um internauta.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, afirmou na tarde desta segunda-feira (11), em entrevista concedida ao LeiaJá, ter sugerido a oferta de 100% das vagas para alunos egressos de escolas públicas em 2020 à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras instituições que têm pedido o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

“Eu já propus a instituições de ensino superior, por exemplo, que elas aumentem a oferta de vagas para as políticas de cotas. Hoje por exemplo, a UFRJ fala em adiamento do Enem, porque é que a UFRJ não aumenta a política de cotas dela? Oferece mais vagas para os alunos da escola pública? Porque a UFRJ não garante 100% de suas vagas para estudantes da rede pública? É uma medida que vai combater a desigualdade, a UFRJ poderia oferecer 100% de suas vagas só para alunos de escolas públicas esse ano. Se eles estão tão preocupados com isso, porque não aumentam as políticas de cotas? Aí vai ajudar o estudante da escola pública que teve dificuldade esse ano”, disse o presidente da autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que organiza e executa o Enem.

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Na visão de Lopes, as políticas para garantir o acesso e combate às desigualdades são variadas e de atribuição do MEC, que seria, em sua visão, o órgão responsável por formular políticas públicas para reduzir desigualdades entre estudantes. “Quando você pega as universidades públicas federais, muitas têm as políticas de cotas. Política de cota é uma forma de corrigir uma desigualdade, seja cota racial, seja cota social”, afirmou o presidente do Inep. 

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A Universidade Federal do Acre (UFAC) indeferiu, nesta quinta-feira (20), a matrícula da modelo Hyalina Lins Farias, de 21 anos, Miss Acre Mundo 2018. A jovem foi aprovada no curso de medicina da instituição por meio de cotas para pessoas com deficiência na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O indeferido do cadastro ocorreu após avaliação da banca médica da instituição. O procedimento de cotas exigia ainda que o candidato tenha renda inferior ou igual a 1,5 salário mínimo. A aprovação da miss nessa condição gerou críticas de internautas, que duvidaram da deficiência na visão da modelo e de sua renda mensal, após verificarem registro de viagens em seu instagram. 

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Por meio de uma nota, a instituição afirmou que Hyalina, assim como todos os candidatos que alegam e concorrem nas vagas destinadas à deficientes, foi analisada por uma comissão composta de uma equipe multiprofissional, que conta com especialistas e médicos peritos, como determina a lei.

Em entrevista ao UOL, a estudante alegou que possui baixa visão, está desempregada e mora com o pai, dois irmãos menores e a madrasta.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou o resultado das avaliações da Comissão de Heteroidentificação e da Comissão de Verificação para Pessoa com Deficiência (Comissão de Verificação – PcD). O resultado é referentes aos selecionados na 1ª chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020.

As listas, publicadas nesta quarta-feira (5), podem ser conferidas no hotsite Sisu UFPE. Ao total, são 1.166 nomes de candidatos deferidos para os cursos de graduação dos campi Recife, Caruaru e Vitória, sendo 1.089 na lista de pretos ou pardos e 77 na lista de pessoas com deficiência (PcD).

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Os candidatos que passaram por uma ou pelas duas Comissões e não encontraram o nome na(s) lista(s) publicada(s) foram considerados inaptos e poderão recorrer do resultado. Os recursos contra decisões das duas comissões podem ser solicitados nesta quinta (6) e sexta-feira (7). O formulário on-line está disponível também no hotsite Sisu UFPE.

Durante o período de entrega dos documentos, nos dias 31 de janeiro e 3 e 4 deste mês, a Comissão de Heteroidentificação avaliou os selecionados e autodeclarados pretos ou pardos na 1ª chamada do Sisu 2020. Já a Comissão de Verificação para Pessoa com Deficiência fez a avaliação das pessoas com deficiência.

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