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A polarização política no Brasil entre os apoiadores do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda é uma realidade entre o eleitorado mesmo após quase um ano da eleição presidencial de 2018. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (15), 29% dos eleitores se definem como petistas convictos, enquanto 25% afirmam ser bolsonaristas raiz.

Segundo a pesquisa, a parcela neutra - que diz não estar ligada nem a Lula nem a Bolsonaro - representa 21% do eleitorado.

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Aqueles que dizem ser mais próximos do petismo são 11% e os mais alinhados ao bolsonarismo, 7%, enquanto 1% afirma não saber.

Desde a primeira edição dessa pesquisa, em dezembro de 2022, a parcela de petistas convictos diminuiu três pontos porcentuais, indo de 32% para 29%. Por outro lado, a quantidade de bolsonaristas raiz se manteve a mesma, estável em 25% ou com oscilação dentro da margem de erro.

A permanência de apoiadores fiéis a Bolsonaro ocorre ao mesmo tempo em que o ex-presidente é alvo - direta ou indiretamente - de cinco investigações diferentes. Desde que deixou a Presidência, há nove meses, ele também teve o celular apreendido no âmbito das investigações sobre as fraudes nos cartões de vacinação e os sigilos fiscal e bancário quebrados no bojo da operação sobre a venda de joias recebidas durante viagens oficiais. Nesse mesmo período, também viu aliados próximos serem presos.

A pesquisa Datafolha foi realizada com 2.016 pessoas nos dias 12 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.

Aprovação estável de Lula

Na quinta-feira (14), o Datafolha mostrou que a taxa de aprovação do governo Lula está estável enquanto a reprovação teve um crescimento entre os eleitores. Segundo o levantamento, 38% consideram a gestão do petista boa ou ótima, enquanto que 30% a avaliam como regular. Outros 31% acham o mandato do presidente ruim ou péssimo, e 2% não souberam opinar.

Também foi perguntado aos eleitores sobre a expectativa para o governo no futuro. Para 43% do eleitorado, será bom ou ótimo. Os que veem uma piora são 28%. Outros 27% preveem um mandato regular.

O senador Sérgio Moro (União-PR) ficará cercado de petistas no plenário do Senado. Ele tomou posse como senador nesta quarta-feira, 1º, após comandar a Operação Lava Jato - que prendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - e o Ministério da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os lugares são divididos de acordo com o Estado do parlamentar - ele não pode escolher onde sentar, diferentemente da Câmara. As cadeiras são organizadas em ordem alfabética do Estado. O Acre, por exemplo, é o primeiro e o Tocantins fica no fundão.

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Ao lado de Moro estarão Tereza Leitão (PT-PE) e Humberto Costa (PT-PE). À frente, o senador Wellington Dias (PT-PI), que assumiu o Ministério do Desenvolvimento Social e dará lugar à suplente Jussara Lima, que vai sair do PSD para se filiar ao PT.

"Eu já me coloquei muito claramente, estarei na oposição", disse Moro ao chegar para tomar posse como senador e comentar a relação com o governo Lula.

O senador tende a ficar isolado na Casa, sem assumir cargos de lideranças e comando de comissões, pois enfrenta resistência de políticos de partidos que foram alvo da Lava Jato. Ele também queimou pontes com os lavajatistas após ser acusado de "traição" por ter enfrentado o ex-senador Alvaro Dias (Pode-PR) na disputa pela vaga do Senado no Paraná.

Na manhã deste domingo (1º), manifestantes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começam a tomar a Praça dos Três Poderes para a cerimônia de posse. Aos poucos, o público em vermelho vai se aglomerando nas ruas de Brasília. A expectativa é que aproximadamente 40 mil pessoas acompanhem o evento e permaneçam para acompanhar o Festival do Futuro, que reúne dezenas de artistas conhecidos pelo grande público. Comerciantes também aproveitam a movimentação para vender bandeiras e adereços voltados ao petista.

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Com funk, rap, samba e pop, os shows começam antes da posse e deve seguir até o dia 2. Confira a programação nos dois palcos:

10h – Cortejo De Manifestações Populares

11h (Palco Elza Soares) – Espetáculo Brasília de Todos os Ritmos

12h30 (Palco Gal Costa) – Show Kleber Lucas Convida: Clóvis Pinho, Leonardo Gonçalves, Mn Mc E Sarah Renata

15h50 (Palco Gal Costa) – Show Juliano Maderada e Banda

18h30 (Palco Elza Soares) – Show Futuro Ancestral

Participações: Drik Barbosa, Marissol Mwab, Ellen Oléria, Fioti, Gog, Rael, Rappin Hood, Salgadinho E Gog

19h40 (Palco Gal Costa) – Show Outra Vez Cantar

Participações: Alessandra Leão, Chico César E Geraldo Azevedo, Fernanda Takai, Francisco El Hombre E Luê, Flor Gil, Johnny Hooker, Lirinha, Marcelo Jeneci, Odair José, Otto, Paulo Miklos, Tulipa Ruiz E Thalma De Freitas

20h55 (Palco Elza Soares) – Show “Amanhã Vai Ser Outro Dia”

Participações: Aline Calixto, Fernanda Abreu, Jards Macalé, Maria Rita, Martinho Da Vila, Paula Lima, Leoni, Renegado, Rogeria Holtz, Teresa Cristina, Romero Ferro, Zélia Duncan E Delacruz

22h50 (Palco Gal Costa) – Show Baianasystem convida: Margareth Menezes

00h10 (Palco Elza Soares) – Show Gaby Amarantos Convida: Aíla, Kâe Guajajara E Jaloo

01h10 (Palco Gal Costa) – Show Duda Beat Convida: Almerio, Doralyce, Luedji Luna E Zé Ibarra

02h10 (Palco Gal Costa) – Show Pabllo Vittar Convida: Lukinhas E Urias

03h10 (Palco Elza Soares) – Valesca Popozuda Convida: Mc Marks E Mc Rahell

Um grupo de militantes petistas irá passar a virada do ano, nesta segunda-feira (31), nas mediações da sede da Polícia Federal, em Curitiba, em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde o dia 7 de abril deste ano. A vigília denominada “Lula Livre” teve início às 9h da manhã e deve reunir um grande número de pessoas. 

Além de confirmada a presença da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, uma comitiva de deputados e caravanas do Brasil inteiro devem participar do ato. Um convite compartilhado nas redes sociais da senadora pede para que “ninguém solte a mão de ninguém”. 

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Uma vaquinha virtual chegou a ser criada para arrecadar fundos com o objetivo de custear o evento como transporte e para que uma ceia seja montada no alojamento. A vigília foi organizada pela Secretaria Nacional de Mulheres do PT e a Secretaria Municipal de Mulheres do PT de São Paulo. 

Já na terça-feira (1), a expectativa é que de forma simbólica a militância e aliados de Lula “abracem” o quarteirão da PF. “Onde um inocente cumpre injusta pena, num abraço simbólico e amoroso ao nosso eterno Presidente Lula. Todos em Curitiba no dia 1”, diz outro texto publicado por Gleisi. 

A senadora avisou que o ano de 2019 vai ser um ano cheio de desafios e falou novamente sobre resistência. “Temos que lutar pela nossa jovem democracia, o que requer que nós enfrentemos os processos de injustiça. O primeiro deles é contra o nosso ex-presidente Lula. Não é possível que o Lula, aos 73 anos, ainda esteja preso em Curitiba por crimes que não cometeu. Essa Lava Jato, que foi iniciada de forma certa, desvirtuou e passou a perseguir o PT e passou a perseguir Lula. Nós não podemos permitir”, ressaltou.

A legenda também organizou um “Natal com Lula” sempre ressaltando a necessidade de libertar o ex-presidente. No entanto, segunda a cientista política Priscila Lapa, a tendência é que haja uma resposta no sentido de manter a condenação. “Dificilmente haverá algum tipo de regalia ou algum tipo de relaxamento até porque Bolsonaro, boa parte de sua popularidade, está relacionada ao combate a corrupção e ao próprio antipetismo”, ressaltou em entrevista ao LeiaJá. 

LeiaJáImagens

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As manifestações realizadas a favor do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do presidenciável Fernando Haddad (PT) possuem características bastante distintas. Se é verdade que muitos dos atos petistas é marcado por uma “veneração” ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora de uma forma hoje mais discreta que anteriormente, e por um discurso “em defesa dos direitos do povo”, também é fato que os eventos em apoio ao capitão da reserva é nitidamente distinguido por uma crítica massiva ao Partido dos Trabalhadores. 

Notificados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) de promoverem um ato na Praça do Diario por ser configurado como um comício, o que é proibido pela legislação eleitoral um dia antes do pleito, os líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) optaram por uma caminhada pelo centro da cidade. Em cima do trio elétrico, os coordenadores do movimento se revezaram em pronunciamentos que se resumiam em atacar a legenda petista. 

Em uma das frases mais repetidas, os apoiadores de Bolsonaro reafirmavam que os presentes no ato foram “de graça” em uma referência de que a militância do adversário era paga para estarem nas atividades. “Nunca o PT conseguiu colocar tanta gente na rua sem colocar um grão de mortadela”, provocaram no microfone. 

Além do “eu vim de graça“ e “a nossa bandeira jamais será vermelha”, por diversas vezes foi tocado o tema da corrupção. “A roubalheira do PT está acabando, sua conduta é imoral”, entoaram os militantes de Bolsonaro, que em sua maioria se vestiram de verde e amarelo.

 Em mais alfinetadas ao PT em cima do trio, mais um apoiador do capitão da reserva falou que a legenda deveria ter “vergonha na cara” e pedir perdão aos 14 milhões de desempregados e para todas as mulheres que foram estupradas. “PT nunca mais”, repetiam de forma insistente. Em mais outra provocação, um deles sugeriu que os petistas são ladrões. A declaração aconteceu no momento em que anunciou no microfone que um celular foi achado e que seria devolvido. “Aqui não tem ladrão não, se fosse o outro lado teria”, afirmou. 

O clima também pesou bastante na Praça do Diario, onde fica localizado a ocupação Marielle Franco, onde vivem cerca de 400 pessoas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). No local, muitos apoiadores do militar fizeram gestos simulando armas em direção aos ocupantes do edifício. Houve reações com o “L”, que significa Lula Livre e outros gestos agressivos. Outro momento de tensão foi ao passarem por um comitê em apoio a Haddad, onde houve mais momentos de confronto. 

Confira outras frases proferidas pelos líderes do MBL:

- “Chorem, petistas”

- “Vamos fazer um ato sem destruir o patrimônio porque somos do bem”

- “Libertem o país. Os nossos irmãos venezuelanos estão sofrendo”

- “Uma salva de palmas para o estado de Israel. Uma ilha de civilização”

- “O povo judeu é um povo guerreiro”

- "Lula é um ladrão" 

No último final de semana, no Recife, deu o que falar uma declaração do senador Magno Malta (PR). Na ocasião, ele afirmou que o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ama o Nordeste e que irá trazer a tecnologia de Israel que faz tirar pedra de água. Nesta quarta-feira (24), o ferrenho defensor de Bolsonaro voltou a polemizar ao garantir que o PT vai levar uma “chinelada” no próximo domingo (28).

“Dia 28 vão tomar uma chinelada tão grande e aí vocês vão ter que lavar a cara porque vai ter que botar o galho dentro e vai para casa de cabeça baixa”, afirmou em vídeo publicado em seu Facebook.

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Magno Malta ainda disse que antigamente quem enfrentava o PT “perdia feio” porque a legenda tinha militância e as outras siglas não. “Mas agora o Brasil resolveu ser a militância de si mesmo, o Brasil é a militância do Brasil. Então, tudo o que eles falarem daqui para frente é repetição, é fake News e vai ganhar o aplauso dessa militância que mamou na teta tantos anos. O Brasil tem sua própria militância e já decidiu eleger Jair Bolsonaro”, continuou criticando. 

Em uma outra postagem, o parlamentar voltou a falar sobre o Nordeste. “É um gigante em potencial para o desenvolvimento do nosso país. O Nordestino, povo trabalhador, não vive sob o império do medo imposto pelo PT do Lula”.

   O senador Cristovam Buarque (PPS), passada a derrota na disputa pela reeleição no Congresso, nesta quinta-feira (11), anunciou seu voto ao candidato a presidente Fernando Haddad (PT). O parlamentar que foi alvo dos petistas após votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff. 

Por meio das redes sociais, Cristovam falou que vai continuar sonhando com uma democracia tolerante com as divergências e protegida contra a corrupção. “Não votarei para abrir outra vez a porta do Brasil para o autoritarismo e a intolerância, mesmo quando voto sabendo dos riscos do novo governo carregar os erros do passado recente”. 

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Ao se posicionar, o parlamentar também afirmou que a democracia impede gestos autoritários e barra intolerâncias. “Protege a natureza, garantir direitos humanos e, se necessário, reorientar o governo, dentro da Constituição. Por isso, sem ilusões, votarei Haddad”. 

“Mas, sem democracia a oposição ficaria impedida, os crimes e erros ficariam escondidos pela censura como sofremos durante 21 anos de governos ditatoriais, desenvolvimento concentrador da renda, depredador da natureza, e com corrupção escondida”, expôs o senador. 

Ex-ministro no governo Lula, o candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) mostrou sua insatisfação com o PT nesta sexta-feira (28). Durante entrevista concedida a uma rádio, o pedetista falou que não é mais possível andar com petistas na política. Apesar das críticas, Ciro falou que tem respeito pelo “amigo Haddad”, candidato do PT. 

"O PT contou comigo ao longo dos últimos 16 anos. Na medida em que eles se juntam com o Renan Calheiros, que presidiu o Senado no impeachment que eles chamam de golpe, que estão juntos no Ceará com o Eunício Oliveira, não é mais possível, para mim, andar com eles na política", declarou. 

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O ex-governador do Ceará também falou que “o PT tem feito muito mal ao Brasil de um tempo para cá”. Ele também negou ter convidado Haddad para ser o seu vice. "Eu nunca o convidei, mesmo porque o PT é escorpião, só sabe ser apoiado, não quer apoiar ninguém. Eu levantei foi uma hipótese, depois de ser perguntado pela imprensa do que achava do Haddad. Ele é meu amigo. Mas em face do que ocorreu, me autorizo a dizer que com Haddad não seria tão dream team assim”. 

Ele ainda garantiu que é a última eleição que disputa. “Vou disputar a minha última eleição. Por isso, vou ter que lutar como um obstinado até as 17h do dia 7 de outubro", afirmou.

 

Deputados do bloco de oposição paralisaram os trabalhos no plenário da Câmara na noite desta terça-feira, 10. Carregando cartazes com os dizeres "Lula Livre", os deputados entraram em conjunto no plenário gritando "Lula, guerreiro do povo brasileiro".

O líder da bancada do PT, Paulo Pimenta (RS), fez um discurso na tribuna pregando a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chamando de "agressão" a forma como o petista foi encarcerado e que ele é hoje "um preso político".

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Além dos petistas, parlamentares do PCdoB e de outros partidos aderiram ao protesto. "Lula não está acima da lei, mas não está abaixo da lei", discursou Pimenta. Neste momento, deputados se revezam na tribuna em discursos de defesa do ex-presidente.

Enquanto os deputados adentravam o plenário, parlamentares de oposição ao PT gritavam "cadeia". Um governista chegou a perguntar a uma assessora onde estava o "Pixuleco", boneco criado durante as manifestações que culminaram com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nesta tarde, os partidos de oposição anunciaram que farão obstrução total aos trabalhos na Câmara durante a semana. O movimento é liderado pelo PT, mas conta com o apoio do PSOL, PCdoB, PDT e PSB. Juntos, os partidos somam mais de 100 deputados.

Após o voto da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), diversos deputados do PT se encaminharam para a liderança do partido na Câmara. A bancada está em "reunião contínua" para definir o que fazer após o encerramento do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de admitir o cenário adverso, a deputada Maria do Rosário (RS) disse que os petistas ainda não perderam a "esperança". "Mesmo se não tivermos um resultado positivo, vamos lutar para que Lula seja o nosso candidato", afirmou. Para a deputada, as pressões dos últimos dias, inclusive da cúpula do Exército, acabou "pautando negativamente o debate".

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Por enquanto, o placar está 4 a 1, o que aproxima Lula da prisão. O voto de Rosa Weber era considerado decisivo para o resultado. Além dela, também votaram contra o presidente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. O ministro Gilmar Mendes votou a favor do habeas corpus.

Deputados da bancada petista na Câmara culparam na manhã desta quarta-feira, 28, parlamentares da base de sustentação do governo Michel Temer por incitar a violência política contra adversários. Segundo os petistas, o partido está coletando vídeos, comentários em redes sociais e áudios onde os parlamentares e seus simpatizantes estariam estimulando "grupos fascistas" e "milícias" a agirem contra a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta na Câmara, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Marco Maia (PT-RS) e Celso Pansera (PT-RJ) disseram que estão levantando provas contra "vários deputados" da base governista, entre eles Jerônimo Goergen (PP-RS), Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Militantes também estão sendo identificados e serão denunciados à Polícia Federal.

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Contra Bolsonaro, dizem os petistas, há um vídeo do parlamentar no Espírito Santo onde ele teria incentivado ações violentas contra adversários. Eles também contam que apoiadores de Bolsonaro, identificados por camisetas e faixas, estariam acompanhando a caravana na região sul do País. "Há uma incitação à violência de forma cabal", disse Marco Maia.

Os deputados cobraram que o atentado contra a caravana seja investigado por forças federais e pela Procuradoria Geral da República (PGR) por entenderem que há uma escalada de violência contra setores políticos motivada pela polarização do cenário. "Se não fizerem isso, teremos outras mortes", alertou Maia, se referindo ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). Os petistas afirmaram que há um clima de deteriorização da democracia e disseram que o País passa por uma fase de "mexicanização".

Os petistas destacaram que não vão aceitar a naturalização do atentado e criticaram os primeiros comentários do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do prefeito de São Paulo, João Dória, e do presidente Michel Temer. "Não é o caso de assistir da poltrona e minimizar", comentou Paulo Teixeira. Os deputados também chamaram o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de "irresponsável" por não oferecer escola policial aos ônibus.

Os parlamentares classificaram as declarações iniciais dos adversários políticos de "desastrosas". "Isso estimula esse tipo de comportamento. Não podemos achar que isso é normal ou natural", emendou Teixeira.

Independentemente dos desdobramentos do episódio e da possibilidade de prisão de Lula, os parlamentares anunciaram que as mobilizações continuarão. "As caravanas vão continuar, não podemos aceitar essa pressão criminosa", avisou Teixeira.

Petistas avaliaram positivamente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder uma liminar que proíbe a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva até o julgamento do habeas corpus em defesa do ex-presidente.

"Estamos no caminho certo", disse o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, um dos assessores mais próximos do petista. "Queríamos que o habeas corpus fosse julgado e será julgado. É um direito constitucional de todos os brasileiros e também do ex-presidente Lula", completou.

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O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também considerou positiva a decisão do STF. "Do ponto de vista jurídico o recebimento do habeas corpus foi correto, em total conformidade com as decisões do tribunal, e a liminar é absolutamente necessária. É evidente que nessa decisão existe a fumaça do bom direito", disse Cardozo.

O também ex-ministro da Justiça Tarso Genro a decisão do STF mostrou que a Suprema Corte se comportou como a instituição garantidora dos direitos constitucionais.

"A decisão não foi nenhuma surpresa, pois no STF sempre se encontram, em alto nível, política e direito. No caso concreto, este encontro mostrou que a exceção ainda não venceu plenamente e o garantismo constitucional ainda tem certa força na ordem jurídica do país", disse Tarso.

Nos grupos de WhatsApp formados por dezenas de advogados simpáticos a Lula ou envolvidos com processos da Lava Jato, a decisão foi vista como uma vitória, mesmo que momentânea. Os advogados perceberam duas manobras. A primeira foi da ministra Cármen Lúcia que, diante da insistência de seus colegas de STF e entidades representativas da classe jurídica para que fossem pautadas as ações sobre prisão em segunda instância, que não citavam Lula diretamente, teria decidido "fulanizar" o julgamento, colocando em pauta o habeas corpus do petista.

O outro movimento detectado pelos advogados foi no sentido contrário. Para eles, quando Cármen Lúcia se colocou a favor da liminar que proíbe a prisão de Lula, a presidente da Corte reagiu contra o que consideraram uma tentativa dos ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso de conduzir o julgamento.

O líder em exercício do PT, deputado Wadih Damous (RJ), afirmou que a decisão do Supremo foi "correta" e "estritamente técnica".

"Essa decisão de hoje é apenas para que se garanta a liberdade do ex-presidente Lula até que o Supremo se pronuncie. Vamos imaginar a hipótese, o Lula é preso, retoma o julgamento no dia 4, e o Supremo concede a ordem. É absolutamente incongruente, porque dá a ordem depois de ele preso", disse.

O deputado evitou comemorar o placar favorável a Lula. "A decisão de hoje não significa uma antecipação do entendimento, o resultado, quando for retomado o julgamento, pode ser qualquer um", afirmou.

Por 6 votos a 5, os ministros acataram o pedido da defesa de que uma eventual prisão do petista só possa ocorrer depois que a Corte julgar o mérito do habeas corpus, o que deve acontecer no dia 4 de abril. Os últimos recursos do caso do triplex serão julgados na segunda-feira, 26, pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.

Cerca de 20 deputados do PT estão no Supremo Tribunal Federal para uma reunião com a presidente Cármen Lúcia, na noite desta quarta-feira, 14.

Os petistas irão entregar um documento assinado por parlamentares de outros dez partidos para que seja colocado na pauta do STF o julgamento sobre a prisão em segunda instância.

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O tema mobiliza a classe política e é de interesse da sigla diante da possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso nas próximas semanas após os recursos na segunda instância se esgotarem.

Assinaram o documento, além do PT, PP, PR, MDB, PSB, PDT, PTB, Solidariedade, PCdoB, AVANTE e PSOL.

Ao comentar uma declaração da senadora da República Gleisi Hoffmann (PT), que polemizou ao afirmar “para prender Lula, vai ter que matar gente”, o deputado federal Marco Feliciano (PSC) criticou a fala da também presidente do PT e detonou o ex-presidente Lula. Ele também fez uma comparação questionando qual seria a reação se a frase tivesse sido dita por ele ou pelo pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSC). 

“Veja como funciona a mente de um esquerdista psicopata radical. A senadora [Gleisi] está dizendo que para prender um corrupto, que para prender um bandido, um ladrão, vai ter que matar gente. Imagina se fosse Bolsonaro dizendo essas palavras? Imagina se fosse eu, pastor Marco Feliciano dizendo essas palavras?”, indagou por meio de vídeo publicado em sua página do Facebook nesta quarta (24). Feliciano também falou que afirmações desse tipo são “extremamente graves” por incitar o ódio e cobrou por providências. 

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O parlamentar provocou os defensores de Lula. “Ei, petistas, menos mimimi, Lula na cadeia, chega de corrupção, vamos para as urnas este ano eleger um novo governante e que o brasileiro não caia mais nessa conversa de pão e circo, nessa conversa de mimimi, nesse politicamente correto. Que o brasileiro não caia mais nesse discurso vitimista onde eles nos acusam daquilo que eles fazem e nos chamam daquilo que eles são. Esses sim são radicais, que incitam a violência e a intolerância”, disparou. 

“Estou pedindo a Deus que conscientize aqueles que perderam prestígio, que perderam apoio popular, de que seu tempo passou e de que não dá para perpetuar um regime como esse que estaria transformando nosso país em um governo bolivariano. Olha os exemplos que a esquerda deixou pelo mundo. Olha seus rastros de sangue e de miséria quer seja na União Soviética, quer seja em Cuba, quer seja na recente Venezuela. Deus olhou para o Brasil”, frisou. 

 

 

Às vésperas do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma série de atividades para apoiar o petista estão sendo realizadas em todo o Brasil. Em Olinda, Região Metropolitana do Recife, no último sábado (13), militantes e políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) lançaram a primeira edição da Troça Carnavalesca Mista O Sapo Barbudo, em homenagem à Lula. Presente no evento, o ex-deputado federal pelo PT Fernando Ferro, 66, concedeu entrevista ao LeiaJá.com e atribuiu o julgamento do líder petista a mais um episódio do “golpe”.

Ferro, conhecido nacionalmente por ter um posicionamento mais firme e realista, disse que apesar de acreditar na Justiça, os sinais do processo não são bons. “Há uma espécie de pré-condenação em alguns gestos e manifestações da República de Curitiba. Agora, é claro que vamos acreditar na possibilidade de que haja o mínimo de bom senso e prevaleça o sentido de Justiça”, pontuou.

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O ex-deputado federal ressaltou também o sentido do PT está na ruas não é só por causa do julgamento de Lula, no próximo dia 24. “Não se trata de Lula ser absolvido, mas de uma luta pela democracia e pelo direito do trabalhador. Estamos muito preocupados porque sabemos que a Dilma não foi tirada do governo para eles assistirem a volta de Luiz Inácio. Tudo indica que vai ser algo muito duro”, explicou.

No dia 31 de agosto de 2016, a então presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu um impeachment e deixou o poder, após cumprir menos da metade de seu segundo mandato. No Senado, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, Dilma foi cassada do cargo, mas não perdeu os direitos políticos.  Michel Temer assumiu o comando do país com promessas de reformas e de estabilidade política.

(Sérgio Moro e o ex-presidente Lula Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Em 2017, o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a cumprir 9 anos e 6 meses de prisão. A sentença é a primeira contra o petista na Lava Jato e diz respeito aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá.  No próximo dia 24, os três desembargadores do TRF4 vão julgar a apelação apresentada pela defesa do petista. Caso a condenação seja confirmada, Lula pode ser considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

“Ninguém se iluda que vai ser uma luta fácil. Não é só ir para as ruas”

Fernando Ferro acredita que ir para as ruas é importante, mas não suficiente quando o intuito é protestar e radicalizar. O petista declarou que é a favor de muita greve, agitação e principalmente a entrada de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais na resistência, caso Lula seja condenado. “Caso contrário vão ser aprofundadas as perdas sociais, a venda do nosso patrimônio ao exterior e a entrega do país”, disse. Para ele, a disputa política de 2018 já está colocada.

“O golpe é algo mais condensado e mais amplo de interesses nacionais e internacionais para saquearem o país. A eleição de 2018 tem esse componente de disputa política muito sério e grave. Por isso, precisamos utilizar todos os espaços de fala, inclusive como aqui no Carnaval, momento de descontração e festa, mas também de denúncia, crítica e agitação”, frisou.

Além da força da sociedade civil, Ferro espera mais articulações de forças políticas, partidos de esquerda e movimentos sociais em defesa da democracia para a eleição presidencial. Questionado sobre uma possível união do PT e PSOL em um ano de turbulência política, Ferro admitiu concordar com a “junção”, mas alertou que ambos precisam ceder e discutir um programa político comum com objetivos de lutas semelhantes.

Em 2003, durante o primeiro ano de mandato presidencial, internos se opuseram à reforma da Previdência proposta por Lula e saíram do PT para fundar o PSOL, no ano seguinte. O novo partido dizia resgatar bandeiras da esquerda, do socialismo e liberdade. Uma das principais críticas dos psolistas é de que o PT deixou se corromper quando chegou ao poder e fechou alianças com partidos políticos de centro-direita e direita, afastando-se de bandeiras da esquerda.

“Eu sei que esses partidos não se unem por veleidade ou necessidade. Nós temos diferenças políticas do PSOL e eles têm resistências a governos do PT em algumas áreas, e eu até compreendo. Mas, quando se trata de uma luta desse porte com o inimigo e o adversário que temos hoje, acho importante a gente compreender a necessidade de diminuir as divergências. Isso é o que pode criar a base para que possamos constituir essa unidade, não só dos partidos políticos e diversos espaços de enfrentamento de reação ao conservadorismo e ao golpe. Tudo isso requer essa conjugação de força”, explicou o ex-deputado.

Ferro mencionou não só o apoio do PSOL, mas do PCO, PCdoB e setores do PSB para compor uma frente popular democrática no Brasil. “Ao longo dos anos, evidentemente, isso ficou de lado por causa de aliados de direita que vieram para o nosso campo e contribuíram para nossa derrota e degeneração política. Eu acho que o PT tira lições disso. Agora, a frente política que queremos para governar o Brasil é de outro perfil. Manter o que foi feito não adianta. Seria repetir o erro e a história não perdoa repetição de erro”, lamentou.

Nas próximas semanas, o petista informou que vai apoiar a agenda do Partido dos Trabalhadores para fortalecer a resistência contra a condenação do ex-presidente. Com o momento político brasileiro de indefinições, Ferro declarou que é um dos períodos mais graves da história do país, podendo ser comparado até com a Ditadura Militar, em 1964.

“Hoje apesar de não ter ainda os sinais de violência física exposta como naquele tempo, a violência política e constitucional está sendo praticada no cotidiano. As perdas dos direitos dos trabalhadores, dos direitos sociais e das conquistas do brasileiro, o retrocesso político e a cultura de intolerância e ódio indicam claramente que estamos em um momento muito crítico”, afirmou.

Julgamento em Porto Alegre

Em conjunto com a Frente Brasil Popular, o PT deve realizar uma série de manifestações em Porto Alegre e em outras cidades do Brasil (Foto: Ricardo Stuckert)

O Partido dos Trabalhadores convocou a militância para acampar em Porto Alegre às vésperas do julgamento. Sindicatos, movimentos sem terra e outras organizações sociais devem começar a chegar à capital do Rio Grande do Sul a partir do dia 20. Para ajudar a custear o transporte, o partido organizou uma campanha de crowdfunding na internet, que até o momento arrecadou cerca de R$ 80 mil.

Dirigentes petistas, entre eles a presidente da sigla, Gleisi Hoffman, e a ex-presidente Dilma Rousseff, devem comparecer ao ato do dia 23. A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi convidada para a atividade da véspera, mas sua presença ainda não foi confirmada.

Em Pernambuco, entre os dias 15 e 22, entra em atividade a Brigada da Frente Brasil Popular nos bairros e no centro da cidade. A iniciativa, segundo a organização, visa convidar a população para a vigília que será realizada dia 23 e 24, em razão do julgamento de Lula.

A vigília “Eleição sem Lula é Golpe” está marcada para iniciar no dia 23, a partir das 16h, na Praça Tiradentes, no Bairro do Recife. Haverá um ato político-cultural com artistas pernambucanos. No dia 24, ainda na Praça Tiradentes, haverá o café da manhã “Os inocentes com Lula” e o acompanhamento do julgamento.

 

O ex-deputado Roberto Jefferson, que voltou a presidir nacionalmente o PTB, comentou que avistou em um aeroporto o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Ao elogiar a forma que Bolsonaro era tratado por quem passava, o pivô do escândalo do mensalão pegou pesado ao falar sobre os petistas. Em um vídeo compartilhado na página do Facebook do próprio Bolsonaro, é possível escutar a voz de Jefferson. Ele diz que o pessoal do PT tem características como ser “pé-de-chinelo”, “barbudinho” e “desgrenhado”. 

“Nós estamos aqui no aeroporto para embarcar no voo para Belém do Pará. Eu penso que o Bolsonaro vai [para lá] porque ele está aqui no mesmo grupo do portão 17. E é uma festa. Tira foto com todo mundo. É uma festa. Aí passa o pessoal do PT, aquele barbudinho, aquela menininha pé-de-chinelo, desgrenhada, o pessoal do PT, né? Aí grita, fora Bolsonaro, mas é unânime o eco do povo [pedindo] fora Lula”, disse. 

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Roberto Jefferson, que foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas que recebeu perdão de pena pelo próprio Supremo em março de 2016, também falou que era “impressionante” ter visto o episódio. 

“É impressionante ver. Até passa outro grupinho assim fala Bolsonaro, aí o povo grita fora PT, fora Lula e Lula na cadeia. É um negocio de impressionar. Já ri um bocado nesses quinze minutos que estou aguardando para embarcar”, contou.

Esquema - Em 2005, Jefferson denunciou o esquema do mensalão e apontou Dirceu como o comandante do esquema de suborno de parlamentares fiéis ao governo Lula.

 

O deputado estadual Edilson Silva (Psol) foi um dos políticos que fez uma breve passagem na posse dos presidentes estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Bruno Ribeiro e Osmar Ricardo, respectivamente, que aconteceu nesta semana. Em entrevista concedida ao LeiaJá, o parlamentar declarou que o Psol não tem a ilusão nem tampouco a pretensão de ter “o monopólio de luta”. “Nós somos parte da esquerda brasileira. O PT também é parte desta esquerda e, com seus erros e acertos, nós queremos é que o PT cada vez acerte mais para que a gente possa ter mais força na luta. Temos lutas para encaminhar conjuntamente”, declarou. 

Questionado se o PT pode recuperar sua força perdida no contexto envolvendo denúncias de corrupção, já que o foco atual é a crise política envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), o psolista declarou que as histórias são distintas. “A história não se repete. O PT viveu um momento único na história brasileira. Nós estamos vivendo um outro momento com uma série de fatores”, respondeu. 

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Edilson também disse que deseja que a militância petista, a qual chamou de “importantíssima”, se “recomponha”. “Eu desejo que essa militância se recomponha, volte a ocupar o espaço das lutas porque a gente acredita, nós do Psol, que a democracia não acontece apenas no processo eleitoral. A militância do PT tem serviços prestados para a democracia brasileira. O PT, a partir de sua história, foi responsável pela formação política de várias gerações de militantes”, afirmou, o também ex-petista. 

“A democracia acontece nos movimentos sociais, na sociedade civil e não é só os militantes do PT, mas os militantes de outros partidos importantes do campo democrático, progressista, republicano, que também são fundamentais”, acrescentou. 

O parlamentar chamou o presidente do PT em Pernambuco de “companheiro de lutas”. “É um companheiro da gente. Temos um conjunto de pautas para tocar juntos”, concluiu. 

Parlamentares petistas repercutiram, nesta segunda-feira (17), o início do processo de impeachment, que aconteceu há um ano, na Câmara dos Deputados. Um dos primeiros a se pronunciar, o senador Humberto Costa definiu o processo que afastou definitivamente Dilma Rousseff como “o dia da vergonha”. 

Ele voltou a dizer que o impeachment foi um golpe maquinado para tirar do poder a primeira mulher eleita para governar o Brasil. “Ela acabou deposta. O principal mentor do golpe está preso. O principal beneficiário, acuado por graves denúncias. E, desde então, o país só anda pra trás. E a democracia não foi restaurada”, disse se referindo, sem citar nomes, ao então presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. 

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Já a senadora Gleisi Hoffmann condenou os políticos que foram a favor ressaltando que foi uma “votação infame”. “Os deputados que votaram contra a democracia, invocando Deus, a família e o Brasil, são os mesmos que recentemente votaram por reduzir recursos para a educação e saúde, congelar investimentos, liberar a terceirização geral do trabalho e entregar o pré-sal. Votaram contra o povo”, declarou. 

Complementando o pronunciamento de Gleisi, o parlamentar Lindbergh Farias disse que o episódio foi um “show de horrores que rolou na Câmara onde o que a política brasileira tem de pior perdeu a vergonha e trucidou a democracia brasileira”. 

Fátima Bezerra salientou que o dia amanhecia com uma “fatídica lembrança”. “Que corrói a cada dia nossos direitos completa um ano. Eduardo Cunha autorizou a instauração de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Pedido acolhido sem qualquer comprovação de crime de responsabilidade. A luta do povo brasileiro e a história não nos deixarão esquecer”, enfatizou. 

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A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) declarou que foi ao Tribunal de Contas da União (TCU), nesta terça-feira (14), juntamente com Humberto Costa (PT) e Lindbergh Farias (PT) para denunciar as vendas de ativos pela Petrobras. Segundo Grazziotin, essas vendas são “uma privatização disfarçada da maior empresa brasileira”.

A senadora afirmou que “eles”, se referindo ao governo Temer, estão se aproveitando das dificuldades que passa a Petrobras para “entregar de mão beijada ao capital estrangeiro grande parte do nosso patrimônio”. 

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A comunista ainda disse que esse era o absurdo da ilegalidade. “Todas as empresas foram criadas por lei. As ilegalidades, as pedaladas, estamos vendo agora e ainda vem o presidente dizendo que: ou continua a venda dos ativos fazendo terrorismo porque agora é o que está na moda ou terá que aumentar o preço da gasolina. Esse é um absurdo e a população, infelizmente, não está sabendo disso”.

O senador Lindbergh definiu como um “escândalo” o que está acontecendo. “Eles estão privatizando e não fazem leilão, não fazem licitação. Estão usando um decreto que não vale mais nada, que é um decreto para comprar da Petrobras. Depois de todos esses escândalos envolvendo a Petrobras, admitir um processo desse fere a impessoalidade. Você chama uma empresa e faz um acordo com exclusividade sem fazer licitação. Eu me lembro da época de Fernando Henrique Cardoso, que teve aquela privatização criminosa, agora, eles faziam um leilão, a gente protestava, nem isso estão fazendo”, contou. 

Segundo matéria da IstoÉ, publicada hoje, com informações do Estado de S.Paulo, o TCU poderá “obrigar” a Petrobras a recomeçar do zero projetos de venda de ativos para corrigir procedimentos considerados irregularidades. 

De acordo com a reportagem, a proposta deve ser apresentada em plenário pelo relator do processo que avalia os desinvestimentos da estatal, José Múcio Monteiro, em julgamento previsto para esta quarta-feira (15). 

 

 

 

 

 

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região confirmou nesta terça-feira, 27, a decisão que condenou o ex-deputado José Genoino (PT-SP), o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e outros quatro ex-dirigentes do banco BMG por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

O processo é um braço do mensalão que foi desmembrado pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, e tramitava na Justiça de Minas. Na denúncia, apresentada em 2006, o Ministério Público Federal afirmou que a liberação de recursos pelo BMG ao PT e às empresas ligadas a Valério se deu de maneira irregular porque a situação financeira dos tomadores era incompatível com o valor emprestado e as garantias, insuficientes.

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Com relação a Genoino, a pena foi reduzida de 4 para 2 anos, 10 meses e 20 dias a ser cumprida em regime aberto. A ele é atribuído o crime de falsidade ideológica por simular empréstimos para camuflar dinheiro ilegal para o PT, que presidia à época.

O advogado de Genoino, Claudio Alencar, disse que vai recorrer da decisão. "No final prevaleceu a tese de que os empréstimos foram simulados, mas isso não é verdade. Todos foram quitados pelo PT", disse. Ele afirmou que não houve determinação do tribunal para que a pena seja cumprida imediatamente.

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende os ex-diretores do BMG, também disse que irá recorrer da decisão. O mesmo fará Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério, que ressalta o fato de algumas penas terem sido reduzidas pelo tribunal. A reportagem não localizou a defesa de Delúbio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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