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O PSB expulsou mais um prefeito por declarar apoio à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro (PSL). Desta vez foi a gestora do município de Panelas, no Agreste de Pernambuco, Joelma Campos. A decisão foi tomada nessa quarta-feira (19), pelo presidente da legenda no Estado, Sileno Guedes. 

 A decisão, de acordo com Sileno, obedece a deliberação do Congresso Nacional Eleitoral do PSB, que aprovou o apoio às candidaturas de centro-esquerda nas eleições presidenciais e em Pernambuco, vetando "rigorosamente a qualquer membro ou seção partidária, o apoio à candidatura de Jair Bolsonaro [...] pelo que ele representa de ameaça à democracia e aos direitos humanos". 

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Além do apoio a Bolsonaro, também pesou o fato da prefeita ter apresentado dissidência do palanque estadual da legenda, deixando de apoiar a candidatura à reeleição de Paulo Câmara (PSB) e se aliando ao palanque do principal adversário pessebista na disputa, Armando Monteiro (PTB).  

“Considerando a decisão da prefeita, que desrespeita a deliberação do nosso congresso, e a importância do respeito à fidelidade partidária e aos compromissos históricos do PSB, nosso partido não poderia se omitir diante dessa posição”, comentou o presidente estadual do PSB.

Nessa terça (18), o PSB também expulsou Luciano Buligon, prefeito da cidade de Chapecó, Santa Catarina, por declarar apoio a Bolsonaro. Na ocasião, o presidente nacional da legenda Carlos Siqueira disse que a iniciativa de Luciano Buligon consiste em uma afronta à decisão colegiada máxima do PSB, "fato que enseja a expulsão sumária".

Dados da nova pesquisa Datafolha para intenções de voto em Pernambuco, divulgados nesta quinta-feira (20), mostram um acirramento maior entre os candidatos Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), que busca a reeleição. De acordo com o levantamento, o pessebista tem 35% da preferência contra 31% do petebista. 

O quadro revela o registro de um crescimento de Armando e, na margem de erro, ele está tecnicamente empatado com o atual governador. No levantamento anterior, feito de 4 a 6 de setembro, Paulo Câmara tinha 34% enquanto Armando 25%. 

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Com a disputa polarizada entre os dois, os demais candidatos oscilam entre 3% e 1%. Julio Lossio (Rede) vem em terceiro lugar com 3%, Ana Patrícia Alves (PCO) e Maurício Rands (Pros) com 2% cada, e Dani Portela (PSOL) e Simone Fontana (PSTU) registraram 1% cada uma. Os votos brancos e nulos somam 19%, já os que não souberam responder são 6%. 

Na simulação de segundo turno, o páreo ainda é bem acirrado. De acordo com a amostra, caso a eleição fosse hoje, Paulo Câmara venceria com 42% e Armando Monteiro receberia 39% dos votos. Neste caso, brancos e nulos somam 15% e 4% não souberam responder. 

O Datafolha foi às ruas nos dias 18 e 19 de setembro para ouvir 1.232 eleitores de 50 municípios de Pernambuco. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

O clima acirrado que o país enfrenta para a eleição presidencial teve um marco, há 12 dias, com o ataque sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL). O esfaqueamento do candidato trouxe à tona uma preocupação sobre os esquemas de segurança utilizados pelos postulantes nos atos de campanha tanto no âmbito nacional quanto no local. 

Em Pernambuco, apesar do teor da disputa ser, em tese, mais tranquilo e o acirramento partir do debate entre os próprios candidatos, o LeiaJá procurou os sete postulantes ao cargo de governador para saber como cada campanha cuida da segurança nos atos e, a maioria, conta com a “sorte” ou a "proteção de Deus".

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Ao contrário do nível nacional, em que a Polícia Federal deve garantir proteção aos candidatos, no estadual, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), cada postulante é responsável pela sua segurança. Um esquema especial, com o apoio da Polícia Militar, é montado apenas em casos de ameaça ou solicitação do candidato à Justiça Eleitoral, o que, de acordo com o TRE, não houve até o momento. 

Na disputa pelo comando do Palácio do Campo das Princesas pela primeira vez, Maurício Rands (Pros) informou, por meio de nota, que sua campanha é diferente das tradicionais e, por isso, “não possui nenhum tipo de segurança ou pessoa que exerça função semelhante”. 

“Todo o contato de Maurício Rands com o povo é direto, pessoal e sem intermediários. Ele se sente seguro pelo povo e entre os populares. Rands gosta de ambientes com gente, como mercados, feiras, estádio de futebol. Maurício Rands não é um político convencional. Sua campanha não possui comitê, van, bandeiras em ruas e militância paga”, salientou Rands. 

No mesmo sentido da falta de uma equipe de segurança, o postulante da Rede Sustentabilidade, Julio Lossio, disse que sua proteção nos atos pelo Estado é divina.  “A minha segurança é feita por Deus, que tem me protegido em toda a campanha e nessas caminhadas”, declarou. 

Na corrida pela reeleição, a assessoria de imprensa da campanha do governador Paulo Câmara (PSB) informou que “justamente por uma questão de segurança não podemos informar como se dá sua sistematização para o chefe de Executivo”. Como o pessebista ocupa a gestão estadual, ele tem a prerrogativa de ser protegido pela Casa Militar de Pernambuco. 

A candidata da chapa “A Esperança não tem medo”, Dani Portela (PSOL), também disse que não contratou seguranças para acompanhar o ato, apesar de em outros Estados diversos postulantes do PSOL tenham feito isso por sofrer ameaças.

Já a candidata Ana Patrícia (PCO) observou que a proteção dela na campanha é como a de qualquer cidadão comum. "Corro sérios riscos por tocar em pontos para mostrar a população em que Estado vivemos e que queremos mudar essa condição, sou ciente disso. Os candidatos burgueses já têm essa segurança, não precisam que o Estado disponibilize seu aparato policial para protegê-los  e também se assim precisarem o terão", disse.

Os postulantes Armando Monteiro (PTB) e Simone Fontana (PSTU) não responderam até o fechamento desta matéria.

A formação das coligações na disputa pelo Governo de Pernambuco foi questionada durante o debate entre os candidatos, nesta terça-feira (18). Com um palanque composto por Pros, Avante e PDT, o postulante Maurício Rands (Pros) indagou Armando Monteiro (PTB) sobre o fato de poucos saberem que o PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, integra a base dos 13 partidos que endossam a candidatura dele. 

“A repetição dessas práticas convencionais aumenta a descrença na política. Sua coligação vai desde o partido de Bolsonaro, o PSL, que vem sendo mantido escondido, até a sua estrela, que você colocou no começo da campanha para tentar surfar na popularidade de Lula… Você está escondendo Bolsonaro?”, questionou Maurício Rands, no debate promovido pela Rádio Liberdade, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. 

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Por sua vez, Armando negou estar escondendo Bolsonaro da sua base. “Não estou escondendo ninguém, fui convocado por um conjunto de forças porque temos um compromisso de construir uma grande frente para oferecer a Pernambuco um novo caminho… Eu não assumo Bolsonaro, mas recebi sim o apoio dele. O presidente do partido dele é Luciano Bivar, um empresário, uma figura respeitável”, disse o petebista.

“Temos um eixo fundamental [na coligação] que tem compromisso com a mudança de Pernambuco. Pernambuco precisa mudar, é um Estado que andou para trás, perdeu a liderança. Temos que deixar as idiossincrasias e preconceitos de lado e temos que construir o interesse de Pernambuco”, completou, rebatendo Rands. 

Para o candidato do Pros, Armando não é coerente na coligação dos partidos e no discurso. “Não se trata de preconceitos, mas de clareza política. É preciso ser muito mais claro para a sociedade. Primeiro você passou a ideia de que Lula era o presidente e agora você diz que está focado em fazer uma ampla aliança. Mistura o uso da estrelinha do PT com uma candidatura de Bolsonaro soa estranho para a sociedade”, alfinetou Maurício Rands.

Em réplica, Armando acusou o conjunto político de Rands de ter duas posturas em relação às eleições. “A estrela não é do PT, é da bandeira brasileira. Essa questão de coerência tem gente dizendo o seguinte: Maurício está na coligação com o PDT que é linha auxiliar do Governo do Estado. Tem gente, nesse seu conjunto, que não tem o mesmo compromisso com você. Está se apresentando de uma forma para fazer um faz de conta”, rebateu. 

Quatro dos seis candidatos a governador de Pernambuco se enfrenaram, na manhã desta terça-feira (18), durante um debate promovido pela Rádio Liberdade, em Caruaru, no Agreste. O candidato Armando Monteiro (PTB) iniciou o primeiro bloco perguntando ao governador Paulo Câmara (PSB), que busca a reeleição, sobre as promessas que ele havia feito em 2014 e não cumpriu como o aumento salarial dos professores, a construção de hospitais e a implantação do bilhete único. 

“Todos nós sabemos que em 2014, na eleição, vivíamos um momento diferente e a partir de 2015 vivemos a maior crise do país”, justificou Paulo, pela ausência de cumprimento de alguns compromissos. “Pernambuco sabe o grau de quase colapso que enfrentamos no últimos anos [com a seca], avançamos no abastecimento de água. Uma área que não tinham promessas. Isso também vale para segurança. E avançamos em todas as áreas”, completou. 

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Armando, por sua vez, voltou a rebater. “Efetivamente ele não fez o que prometeu e agora se apresenta fazendo uma nova geração de promessas. Paulo é por isso que o povo já não acredita em política. Falamos aqui dos hospitais, mas aqui mesmo em Caruaru, o Hospital da Mulher se arrasta. Foi retomada uma vez, a segunda e até agora nada existe. O Hospital São Sebastião você fez uma inauguração precária, então como acreditar nessas promessas novas?”, indagou.

Como réplica, Paulo disse que “o Hospital São Sebastião está salvando vidas” e “quando se abre um hospital não se abre 100%”. “Isso tudo faz parte de um planejamento é um governo que faz gestão e sabe controlar as contas. É um governo transparente”, disse o governador. 

Em seguida, Paulo Câmara questionou Dani Portela (PSOL) sobre suas propostas para a educação, citada por ele como a melhor do país. “O que me chama muita atenção é que muitas vezes as pesquisas, dados e números nem sempre remetem à verdade”, disparou a candidata do PSOL.

“Sou advogada nos sindicatos da educação e por onde tenho andado a reclamação que mais escuto é que a escola que vemos na propaganda não é a escola da realidade. Nenhuma escola deveria valer menos, nenhum aluno deveria valer menos e nenhum professor deveria valer menos. Será que é justo um aluno sair para aprender outra língua do Brasil e outra escola no interior não ter o professor desta disciplina”, completou. 

Em resposta, Paulo disse que “apesar da crise” teve a capacidade “de contratar mais de 3 mil professores”. “É a maior rede de escola integral emtodo o Brasil. Nos próximos quatro anos queremos que 70% dos alunos sejam atendidos com escolas integrais”, frisou, pontuando a promessa de criar o Prouni Pernambuco. 

No segundo bloco, o tema educação foi retomado pelos mesmos candidatos e Paulo Câmara disse que também investe nas escolas regulares. “Todo município pernambucano tem uma escola de tempo integral, inclusive Fernando de Noronha. Mas a escola regular é bem cuidada. Com 70% vamos chegar ao alcance de todos os alunos e vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, valorizando o professor. A PEC do Teto de gastos vai tirar recursos da educação, assim como a saúde, mas aqui em Pernambuco vamos continuar a avançar”, argumentou. 

Durante caminhada pela feira pública Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, nesse domingo (16), o candidato a governador Armando Monteiro (PTB) prometeu que investirá na modernização das feiras públicas e no apoio às atividades dos pequenos produtores rurais como forma de estimular a geração de emprego e renda no Estado. O petebista destacou que investimentos do governo estadual são essenciais para a retomada do crescimento desse setor. 

“Nós vamos fazer um programa para requalificar esses espaços. A feira é um canal de distribuição para o pequeno produtor, ela tem proximidade com a base agrícola da região. Portanto, quando você estimula a feira, você está apoiando o produtor”, afirmou Armando. “O produtor precisa de apoio, precisa do crédito e da assistência técnica. Por isso é que nós vamos reestruturar o IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), para que possa oferecer mais assistência técnica e fazer a extensão rural”, completou. 

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Acompanhado dos candidatos a senador, Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), Armando também assumiu o compromisso de investir na duplicação da PE-90, que liga os municípios de Carpina e Surubim, estimulando o desenvolvimento econômico de um novo eixo dentro da região. 

Antes disso, o candidato a governador esteve em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Durante um ato na cidade, ele reforçou que pretende finalizar as obras do Estado que estão inacabadas na Marim dos Caetés, como o Canal do Fragoso e a requalificação da Avenida Presidente Kennedy. 

À imprensa, Armando salientou que vai realizar uma avaliação de quanto já foi investido na obra inacabada do canal e incluí-la na lista de propriedades no ano que vem. "Precisamos ver ainda como essas obras estão com relação aos órgãos de controle. Portanto, será necessária uma articulação para garantir esses recursos. Esse é um compromisso que assumimos", disse.

Nesta segunda (17), o candidato apresenta propostas de incentivos para o trade turístico em encontro com empresário do setor no Pina, às 9h, e ao meio-dia debate propostas para retomada do desenvolvimento econômico com empresários do setor financeiro. 

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Pernambuco decidiu manter no ar, no rádio e na TV, o as peças desenvolvidas pela campanha de Armando Monteiro (PTB) que apontam promessas feitas pelo governador Paulo Câmara (PSB) em 2014, mas que não foram cumpridas. O vídeo com a tarja de “não fez” aplicada para o pessebista, contudo,terá que ser retirado do Facebook segundo uma decisão deste sábado (15). 

“O atual governador prometeu muito em 2014 e pouco fez. Tanta mentira levou Pernambuco a andar para trás”, diz um dos trechos do vídeo. Na representação, que pede para barrar a circulação da peça na rede social, alega que Armando está impulsionando um conteúdo que denigre o adversário e não promove a candidatura petebista, como pede a legislação. 

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Na decisão, o desembargador Itamar Pereira da SIlva Júnior acata o pedido e observa que Armando “impulsiona propaganda negativa… apenas atacando o adversário, prática esta vedada pelo § 3º do art. 57-c da Lei 9.504/97”. “O perigo na demora está na perpetuação da propaganda e nos danos que isso poderia causar. Neste sentido, não há outra resposta senão conceder o pedido, em sede de liminar”, decide, alegando que o descumprimento acarretará uma multa de R$ 5 mil por dia. 

Em decisão um dia antes, a desembargadora Erika Barros, decidiu permitir a propaganda na TV e no rádio e definiu que o tema será submetido à análise da sessão plenária da casa, que acontece na próxima semana.

A coligação Pernambuco Vai Mudar, liderada pelo candidato a governador Armando Monteiro (PTB), criou um site para receber denúncias da população contra a gestão do governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB). 

A plataforma, que recebeu o nome de “Raio-X”, pretende, segundo descrição dos organizadores, “ser um canal de diálogo permanente com a população para que os problemas de todo o Estado não fiquem abafados em propagandas eleitorais falsas e para que a realidade seja retratada de forma fiel, com os problemas sendo denunciados diretamente pelos pernambucanos”.

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O site é segmentado por área e o internauta pode dividir com outras pessoas da mesma cidade ou de outras os problemas que vem enfrentando nas áreas de segurança, saúde, educação ou economia, ao responder a pergunta “o que você quer mudar em Pernambuco?”. 

No layout, além do internauta identificar no mapa do Estado onde está cada problema e seu colaborador, é possível conferir as promessas feitas por Paulo Câmara em 2014, ponto que vem sendo duramente batido por Armando Monteiro. 

Os rumores de que o candidato a governador Armando Monteiro (PTB) pretende apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República foram negados, nesta sexta-feira (14), pelo petebista. Segundo o postulante, a questão sobre quem irá apoiar está sendo discutida no âmbito da coligação dele que tem como presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos), além do vice na chapa de Marina Silva (Rede).

Ao ser indagado se teria entrado em contato com Ciro para tratar de um eventual apoio, Armando negou. “Eu não liguei para Ciro em nenhum momento. Por que não liguei para Ciro? Porque estamos discutindo essa questão no âmbito da nossa coligação aqui. Não tive nenhuma indicação e nenhuma definição que me fizesse ligar para Ciro”, esclareceu o candidato. Informações da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, de hoje que dão conta de que o petebista teria ligado para dirigentes do PDT para tratar do assunto. 

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“É possível ainda que tenha havido algum engano, que o pessoal de Ciro tenha tentado falar comigo. É possível que tenha sido isso”, completou, pontuando que não decidiu ainda em quem declarar apoio na corrida pelo Palácio do Planalto.

Armando era eleitor declarado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista, entretanto, teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, após ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

Candidato a governador de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) afirmou, nesta sexta-feira (14), que pretende manter um canal de diálogo permanente com as polícias no Estado caso seja eleito. Na ótica dele, a adoção desta postura contribuirá para a melhora dos índices de violência. Neste sentido, ao apresentar as propostas de governo para membros da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e ouvir sugestões dos delegados, o postulante se comprometeu em adotar a dinâmica de lista tríplice para escolher o chefe da Polícia Civil do Estado. 

Atualmente a indicação para este posto é política, apesar de, na maioria das vezes, o cargo ser ocupado por delegados de carreira. “Essa ideia é algo que dá ao governante a possibilidade de prestigiar a instituição e resguardar o seu direito de escolha, porque sendo uma lista tríplice pode fazer com que a escolha recaia ao que pareça mais adequado”, salientou Armando, pontuando que uma lista tríplice expressa a visão do setor. 

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Apesar da abertura, o senador também deixou claro que as indicações não tiram do governador a liderança da questão da segurança pública. “É perfeitamente possível pensar nesse sistema com a manutenção da prerrogativa política do governador de indicar o mais importante no organograma da segurança que é a o secretário de Defesa Social, que é quem comanda as ações de segurança, e o governador vai tomar para si as ações de coordenação estratégica, de acompanhamento e de monitoramento”, complementou, explicando. 

Durante o debate com os delegados pernambucanos, Armando aproveitou para reforçar as críticas à condução da segurança pública no governo Paulo Câmara (PSB). O petebista questionou os dados fornecidos pelo Estado com relação aos índices de violência e atuação da polícia, salientou a perda de capacidade de investimento da gestão em tecnologia para a atuação policial e disse que o diálogo vai pautar um eventual governo seu. 

“Em primeiríssimo lugar, quero dizer que assim que assumir terei disposição firme de estabelecer diálogo permanente e verdadeiro com o setor. E que o governante possa ter também a condição de oferecer sempre a polícia os números reais do estado, a situação orçamentária do Estado. Precisamos tratar essa questão com absoluta transparência. Respeito recíproco e ao dialogar não falsear, não querer enrolar de forma alguma. Pautar o diálogo na linha de absoluto respeito. Nosso entendimento é que precisamos dialogar em todos os temas de remuneração à melhoria da condição de trabalho”, exemplificou Armando. 

O desenvolvimento do Pacto Pela Vida também foi pontuado pelos delegados. O presidente da ADEPPE, Francisco Rodrigues, chegou a dizer que o “Pacto deixou de ser um programa de governo para ser um programa de marketing” e o número de casos resolvidos pelos agentes de segurança não eram publicizados. 

Na visão do candidato, é preciso “ajustar o modelo de governança da segurança”, uma vez que hoje o Pacto Pela Vida precisa ser repactuado. “O Pacto representou um modelo interinstitucional bem feito, a ideia do pacto, o desenho do Pacto me parece adequada. Agora por várias razões ligadas a operacionalização, falta de investimento, melhor coordenação e articulação, o Pacto, na visão de muitos especialistas, inclusive do doutor José Luiz Raton, naufragou. Em uma das afirmações ele diz: ‘o Pacto morreu’”, lembrou. 

“Ora, temos que verificar o que é que dessa experiência pode ser aproveitado e fazer os ajustes necessários. Um ponto que me parece importante é que quando vamos pactuar as metas do Pacto é necessários que se envolva todos os conjuntos da segurança. Nosso compromisso é prestigiar as polícias Civil e Militar de Pernambuco, sem eles não poderemos dar a virada que temos certeza que daremos na segurança”, acrescentou Armando, dizendo que pretende, para dar mais eficácia ao programa, ampliar o funcionamento das delegacias, criar novas centrais de inteligência e liberar os policiais de funções administrativas. 

A discussão com os membros da ADEPPE ainda rendeu na entrega de um documento com dez sugestões para a plataforma de governo de Armando. Além dele, a associação também vai se reunir com os candidatos Maurício Rands (Pros), na segunda-feira (17), e o governador Paulo Câmara, que busca a reeleição, na terça (18).

Candidato a governador de Pernambuco, o senador Armando Monteiro (PTB) prometeu que vai zerar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) cobrado para motocicletas de 50 cilindradas, mais conhecidas como 'cinquentinhas'. Além da isenção do IPVA das cinquentinhas, Armando também disse que pretende parcelar as dívidas de outros modelos de motocicletas a partir de 2019. 

“Estamos oferecendo, diante da crise, a possibilidade de redução desse débito, eliminando multas, reparcelando para que o cidadão possa ter sua moto de volta. E para as cinquentinhas, especialmente, zerar o IPVA a partir do início de 2019”, salientou o petebista.

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Para o postulante, a moto passou a ter o mesmo sentido do cavalo nas cidades do interior pernambuco e o governo deve contribuir para que os produtores rurais não fiquem no prejuízo. 

“Precisamos reconhecer que elas se transformaram no meio de transportes de grande número dos pernambucanos, principalmente nas cidades interiorizadas. Hoje a moto é o cavalo, é o que representava o cavalo no século passado. Portanto, no governo vamos reconhecer que é um instrumento de trabalho para muitas pessoas e hoje os proprietários de moto sofrem com essa ação muito forte que o Estado realiza, de apreensão das motos em função do atraso no cumprimento de algumas obrigações”, argumentou Armando Monteiro. 

Por quatro votos a três, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) decidiu, nesta quarta-feira, 12, que o candidato ao governo do Estado Armando Monteiro (PTB) não pode ser vinculado por seus adversários ao presidente Michel Temer (MDB) nas eleições 2018. Segundo a assessoria da corte, a determinação do pleno, porém, não alcança os aliados do petebista e concorrentes ao Senado, Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), ex-ministros do emedebista. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

"Acordam os membros do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, por maioria conceder parcialmente a segurança, para que se abstenha de veicular novas mensagens manifestamente inverídicas de que o candidato Armando Monteiro Neto estaria apoiando ou sendo apoiado pelo governo Temer, nos termos do voto condutor do desembargador Gabriel Cavalcanti", afirmou a corte em sessão extraordinária para julgar o caso.

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Desde o período da pré-campanha, tanto o grupo político do governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, que reúne em sua coligação PT e MDB, quanto os aliados de Armando Monteiro buscam vincular seus palanques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso pela Operação Lava Jato, que tem mais de 60% de intenção de votos em Pernambuco, tentando ainda colar nos adversários o rótulo de "chapa" ou "turma do Temer".

No início de setembro, o TRE-PE, em decisões monocráticas, chegou a autorizar o uso da expressão "turma do Temer" e, em menos de 24 horas depois, proibir a frase inclusive com a exigência de remoção de vídeos das redes sociais da campanha de Câmara sob pena de multa de R$ 5.000 por considerar fake news.

De acordo com o coordenador jurídico da campanha de Câmara, Carlos Neves, a decisão do TRE-PE foi uma vitória para o grupo do governador, pois não proíbe o uso da expressão "turma do Temer". "Há uma ressalva a pedido da parte adversa para que não seja dito que Temer apoia oficialmente Armando, a gente nunca usou (essa afirmação) nem vai usar, mas que Armando faz parte da turma do Temer não vamos deixar de dizer", disse o advogado ao Estado.

Por meio de nota, a campanha do petebista comemorou a decisão da Justiça Eleitoral contra a "comunicação de Paulo que tenta enganar a população" e destacou que o MDB, partido do presidente Temer, está no palanque de Câmara.

"A verdade prevaleceu. Armando sempre foi pautado pela ética e coerência política. Tentaram de todas as formas difamá-lo, mas agora a Justiça apresentou um posicionamento definitivo e as mentiras contra ele estão proibidas", disse o advogado e coordenador jurídico da coligação do senador, Walber Agra.

Candidato a governador de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) afirmou que pretende, se eleito, viabilizar a contratação de jovens egressos do Exército Brasileiro no Estado para trabalhar na área administrativa da Polícia Militar e, assim, realocar os agentes formados para o policiamento, mas que hoje trabalham no setor. 

“Vamos ver a possibilidade de que eles venham a cumprir funções de retaguarda e administrativas que hoje são exercidas por policiais que tiveram formação de policiais e, por isso mesmo, não devem ficar em funções administrativas. Ou seja, para ser um auxiliar administrativo não precisa da formação policial, que é técnica. E como sempre temos um déficit de efetivo, se liberarmos aqueles policiais que estão em retaguarda e burocráticas estará ampliando o efetivo sem elevar a folha de pagamento, porque eles já estão lá”, explicou o petebista.

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Segundo Armando, “em janeiro de 2015 o efetivo era de 19.236 e, em abril de 2018, de 19.430” o que representa um crescimento mínimo do efetivo policial. “Com as aposentadorias, o aumento líquido é irrelevante e como a população cresce é preciso ter mais policiais nas ruas”, frisou o candidato. 

A área da segurança, de acordo com Armando, será uma das prioridades do seu eventual governo. Na ótica dele, hoje o “custo da insegurança é muito grande em Pernambuco”.   

“O número de homicídios, ainda que tenha reduzido, é inaceitável. Temos uma situação muito grave, isso afeta o turismo, a atividade econômica no interior. O custo da insegurança está alcançando uma proporção preocupante”, observou o petebista. 

“A primeira coisa é a mudança de atitude do governante. Que não pode se omitir nesse tema. Quando o governador assumiu o comando tivemos resultados positivos, no período de 2007 a 2013. Infelizmente de 2014 para cá, todos os ganhos foram aniquilados”, completou, fazendo críticas diretas ao atual governador Paulo Câmara (PSB).

Dos sete candidatos a governador de Pernambuco, apenas quatro já disponibilizaram suas movimentações financeiras no site do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com os dados, Paulo Câmara (PSB) - que concorre à reeleição, Armando Monteiro (PTB), Maurício Rands (Pros) e Simone Fontana (PSTU) já arrecadaram R$ 11,6 milhões para as atividades de campanha. Desse montante, R$ 9,6 milhões são oriundo do Fundo Especial de Financiamento da Campanha (FEFC), o que representa 82,7% do total. 

No ranking da arrecadação, Paulo Câmara lidera com R$ 6,9 milhões sendo 93,7% do fundo público repassado pela direção nacional do PSB [R$ 6,2 milhões]. Em segundo lugar aparece Armando com um somatório de R$ 4,4 milhões. Desses, 69% são do fundo especial recebidos através de duas doações registradas pelos diretórios do PTB estadual [ R$1,7 milhão] e nacional [ R$1,3 milhão]. 

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Ao TSE, Maurício Rands declarou ter arrecadado um total de R$ 390 mil. A quantia é toda do fundo público destinado ao PDT, partido da candidata a vice na chapa dele, Isabella de Roldão. Por último aparece Simone Fontana, com R$ 28,6 mil em doações sendo R$ 28,3 mil do financiamento público de campanha destinado ao PSTU nacional.

Não há informações financeiras da campanha dos candidatos Ana Patrícia (PCO), Dani Portela (PSOL) e Julio Lossio (Rede). De acordo com a legislação, os candidatos têm prazo de 72 horas para informar à Justiça Eleitoral as doações recebidas para financiamento da campanha e os gastos. 

Segundo o calendário eleitoral, nesta quinta-feira (13) os partidos e os candidatos devem fazer a prestação de contas parcial da movimentação financeira desde o começo da campanha até o último dia 8. Pelo Artigo 29, da Lei 9054/1997, "a inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar".

Eleitor declarado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está fora da disputa enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o candidato a governador de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB), disse, nesta terça-feira (11), que pretende se reunir com as lideranças que compõem a coligação da frente Pernambuco Vai Mudar para definir quem será seu novo candidato à Presidência da República. O petebista não definiu a data da reunião com os aliados, mas afirmou que isso poderá acontecer nos próximos dias. 

“Estarei definindo com o conjunto de companheiros que formam a nossa coligação, que têm candidatos de vários partidos. Álvaro Dias e Geraldos Alckmin, por exemplo, que são pessoas que eu respeito e também temos na coligação o PV, que é vice de Marina Silva”, salientou em conversa com a imprensa, após sabatina promovida pela Federação dos Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL-PE), no Recife. “Teremos sempre uma posição. Ao longo desses próximos dias vamos ter essa definição”, acrescentou. 

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Nos bastidores, a expectativa é de que Armando rume para anunciar voto ao ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), uma vez que a maioria dos seus aliados, inclusive o PTB nacional, está na base do tucano. O PSDB, inclusive, integra a chapa majoritária com a candidatura do deputado federal Bruno Araújo ao Senado.  

Indagado recentemente pelo LeiaJá se iria articular para convencer Armando a optar por Alckmin, Bruno disse que respeitaria o espaço do petebista para decidir. “Armando tem clareza de todos os compromissos da nossa aliança. Ele vai tomar a decisão dentro da liberdade que construímos e definimos respeitando cada um. Vamos aguardar nos próximos dias essa decisão”, amenizou o tucano, que também é presidente do PSDB em Pernambuco. Agora, com a abertura de Armando para o diálogo, Bruno deve investir no convencimento.

Diante de uma plateia de dirigentes de câmaras de lojistas de cidades pernambucanas, o candidato a governador Armando Monteiro (PTB), afirmou que se for eleito pretende abrir um canal de diálogo permanente com o micro e pequeno empresariado. Na avaliação do petebista, o ambiente que se oferece no Estado para as empresas "é hostil". 

"Precisamos de uma política que trate de maneira amigável o empresário. É claro que o Estado precisa arrecadar, mas é preciso que se encontre o ponto de equilíbrio", afirmou o senador, durante uma sabatina promovida pela Federação dos Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL-PE), no Recife.

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"Quando se fala em estimular a economia tenho dito que naquilo que depende da ação do governo a minha proposta é rever a substituição tributária. Tenho compromisso com isso. Os micro e pequenos é quem geram empregos, sempre tive essa compreensão. O mais importante que o governante deve fazer é oferecer um ambiente melhor para o setor poder operar", acrescentou. 

Armando disse que pretende implantar um sistema online para simplificar e fornecer os documentos aos empresários. "É preciso que o pagamento de tributos seja mais simples. Se não podemos reduzir os tributos é preciso que se reduza os custos das empresas simplificando o pagamento dos tributos", completou, citando que através do sistema online serão reduzidos cerca de 36 medidas burocráticas. Na visão de Armando, a cultivar brasileira é formada na burocracia e o governo dele deve criar uma assessoria que lide com a redução desses processos com o empresariado. 

Além disso, o candidato defendeu a criação de um Código Estadual de Defesa do Contribuinte e de um Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte. “Vamos verificar se isso se vincula ao Gabinete do Governador ou a Secretaria da Fazenda. Será um conselho paritário, com membros do setor produtivo e da Fazenda, para ser um fórum permanente de discussão de todos os temas que afetam a vida das empresas e se relacionam com a tributação. Hoje em Pernambuco mudam a toda hora a legislação causando um grande prejuízo a quem empreende”, alfinetou. 

Capacitação

Aos lojistas, Armando também observou que entre os atuais desafios do governo está a capacitação do capital humano e pontuou desafios na área da educação. "Na área da educação Pernambuco tem desafios muito grandes. No ensino médio avançou, no fundamental tem uma defasagem séria", observou o petebista, ao ironizar a propaganda do governo de Paulo Câmara (PSB) que aponta o Estado com a melhor educação do país.

Considerando que apenas 8% da população faz o ensino médio com atribuição técnica, o candidato voltou a dizer que pretende firmar parcerias com os municípios para melhorar o quadro. "A sociedade espera um longo ciclo para que se devolva a sociedade o que receberam ao longo do processo de formação. O desafio que temos de universalizar as escolas de tempo integral e ampliar a ligação do ensino médio com o técnico", afirmou Armando, dizendo ainda que pretende firmar uma parceria com o "Sistema S" para a capacitação de novos profissionais para melhorar o capital humano. 

 A candidatura de Armando Monteiro (PTB) ao governo de Pernambuco foi considerada uma "resposta de Deus" às orações do segmento evangélico, pelo pastor Alexandre França, responsável pela Igreja Deus Liberta, do Recife. Alexandre foi um dos cerca de 200 pastores, de 15 igrejas diferentes da Região Metropolitana do Recife (RMR), que participou de um encontro com o petebista e a chapa liderada por ele em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, nesta quinta-feira (6). 

 Mesmo com o discurso de isenção religiosa dos candidatos e de alguns líderes, para Alexandre França, Armando é um "representação política de suma importância" e "se todos os evangélicos entenderem que [ele] é o melhor para todos será uma benção".

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“É importante não só para a sociedade [dialogar com um candidato], mas para todos os evangélicos. Vínhamos lutando há muito tempo por um representante no governo do Estado e isso é fruto de resposta de oração de todos nós evangélicos e agora estamos diante de uma grande oportunidade. Estamos juntos nesta batalha, unidos para que possamos colocá-los onde eles precisam e devem estar”, considerou o pastor. 

Um dos fatores que tem pesado para a preferência de parte do segmento evangélico pelo petebista é o fato de o vice, Fred Ferreira (PSC), também ser do setor.

Pedido de votos em cultos é crime - Apesar da influência direta de líderes religiosos, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) já alertou que pedir votos em cultos religiosos é crime eleitoral. Em agosto, o órgão reuniu representantes de todas as religiões para fazer o alerta e pontuar que a multa para os religiosos que infringem a lei pode chegar a até R$ 8 mil.

“Não querendo manipular ninguém, que nós possamos mostrar o que é melhor para o nosso Estado”. Assim pontuou um dos cerca de 200 pastores de igrejas evangélicas da Região Metropolitana do Recife (RMR) no início de um encontro entre a chapa Pernambuco Vai Mudar, que tem a liderança do candidato a governador Armando Monteiro (PTB), e os líderes religiosos na manhã desta quinta-feira (6), em um hotel da orla de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. 

O evento reforçou o desejo de Armando de conquistar o eleitorado evangélico, uma vez que não é novidade que o segmento tem rendido aos políticos pernambucanos expressivas votações, e o encontro foi organizado pelo grupo político da família Ferreira com o argumento de que os evangélicos terão representatividade no governo, caso Armando seja eleito, uma vez que a vice na chapa do petebista é ocupada pelo vereador do Recife, Fred Ferreira (PSC). 

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Armando tomou café com os pastores e depois os reuniu para um ato político. Questionado se tinha alguma plataforma de governo específica para o setor, Armando disse que não, mas ponderou a necessidade de dialogar sempre com os evangélicos. 

“Eu reconheço que a comunidade evangélica tem hoje uma presença muito expressiva em Pernambuco. Segundo as pesquisas censitárias, o público evangélico hoje ocupa 30% da população. É preciso dialogar com eles e há temas que são muito sensíveis a todos, como a questão da segurança pública. Portanto viemos aqui debater, ouvir eventualmente algumas propostas e pretendemos sempre dialogar com este setor”, salientou o candidato.

Já quanto à influência direta do voto evangélico com a presença de um vice do segmento, o petebista considerou pesar bastante. “Acredito que sim. Ele tem vinculações com essa comunidade, uma grande integração com a comunidade evangélica e e isso será sempre um canal natural neste diálogo”, reforçou. 

Fred Ferreira é cunhado do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR). Anfitrião do evento, Anderson enalteceu o fato de Armando ter “sensibilidade para enxergar e ter a representatividade de alguém que comunga princípios cristãos”. 

Fazendo as honras da casa e apresentando todos os candidatos da chapa aos pastores, desde Armando até os postulantes ao Senado Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), Anderson fez questão de salientar ainda que Fred “tem que andar na cartilha dos Ferreira” na vida e na política.

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Força política dos Ferreira

O crescimento dos votos para a família vem sendo notado nas últimas eleições. Além dos seis mandatos do patriarca Manoel Ferreira (PSC) na Alepe, de 2004 para cá André Ferreira (PSC), que é deputado estadual e concorre para federal, passou de 7.232 votos, na primeira eleição para vereador do Recife, para a vaga de mais votado nos pleitos de 2008 e 2012 - com 15.117 e 15.774 votos respectivamente - e em 2014 foi eleito deputado com 74.448. 

Já Anderson, na sua primeira eleição, em 2010, recebeu 48.435 votos para deputado federal e em 2014 foi reeleito com 150.565 votos. Em 2016, ele disputou a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco, e conquistou 171.057 votos segundo turno. No mesmo ano, Fred Ferreira foi eleito com 14.277 votos, terceiro mais votado da Câmara Municipal do Recife.

A desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Karina Albuquerque Aragão, deferiu um pedido de liminar que impede o governador Paulo Câmara (PSB) de vincular o adversário Armando Monteiro (PTB) ao governo do presidente Michel Temer (MDB). Neste sentido, Paulo não poderá mais usar a expressão “turma de Temer” para se referir ao petebista. 

“Fazendo uma reanálise fática de todo o conteúdo apresentado, verifico que a ideia que se pretende passar pela Coligação representada é totalmente incoerente com a posição política adotada pelo candidato Armanda Monteiro. E, para além do mais, quer revelar uma aliança política que de fato inexiste”, considera a desembargadora na decisão. Um dia antes, contudo, ela mesma tinha argumentado não ver problema na ligação feita ao palanque de Armando.  

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Na liminar, Karina Albuquerque Aragão determina a retirada imediata das propagandas já veiculadas pela chapa de Paulo com a expressão e observa que, em caso de descumprimento, será aplicada uma multa de R$ 5 mil por cada veiculação.

“A Justiça foi muito clara ao dizer que Paulo veiculou uma propaganda incoerente, que não corresponde aos fatos. Armando jamais esteve ao lado de Temer em momento algum. Pelo contrário, Armando sempre foi leal a Lula e votou contra o impeachment de Dilma, como sabem todos os pernambucanos”, disse o coordenador jurídico da campanha de Armando, Walber Agra. 

Na petição, a defesa de Armando juntou matérias de jornais que citam a ligação entre Armando e Lula, além do fato do candidato ter declarado voto ao ex-presidente. “Eles tentaram confundir a população, quando a realidade é que Paulo liberou secretários para votarem contra Dilma e foi elogiado por Temer em entrevista recente”, completou o advogado.

A Executiva Estadual do PT abriu um processo disciplinar contra o prefeito de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, Luciano Duque (PT) por infidelidade partidária ao declarar dissidência do alinhamento eleitoral da legenda na disputa pelo Governo de Pernambuco. Duque declarou apoio ao candidato Armando Monteiro (PTB), mas o PT faz parte da Frente Popular de Pernambuco, que busca a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

Na resolução em que define iniciar um processo para punir internamente o prefeito, a direção estadual diz que Luciano tomou uma decisão individual e sem conversar com a cúpula do partido. “Cometeu uma grave indisciplina estatutária e política, caracterizadora de infidelidade partidária a um partido que o acolheu, com respeito, solidariedade e apoio, e pelo qual se elegeu e se reelegeu prefeito da importante cidade de Serra Talhada”, afirma a resolução.

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Além disso, pontua que o prefeito resolveu se unir a “uma chapa com líderes adotaram posições claras e asseguraram os seus votos para a aprovação de todas as medidas propostas por Michel Temer, de forte conteúdo antipovo e contra a soberania brasileira, como a brutal supressão dos direitos fundamentais do trabalhador (a reforma trabalhista); como a PEC da Morte, congelando os investimentos em Educação e Saúde e em outros gastos sociais; como a entrega do pré-sal aos interesses internacionais, dentre outras medidas lesivas ao País e ao nosso Povo. Forças políticas que defenderam e apenas não aprovaram a Reforma da Previdência e a privatização da Chesf e do rio São Francisco em razão da forte reação da sociedade brasileira, do PT e dos partidos a nós aliados, em especial o PCdoB e o PSB em Pernambuco”.

O processo pode levar a punições de advertência, mas também gerar a expulsão de Luciano Duque. Em 2014, o PT chegou a expulsar prefeitos pernambucanos que, na ocasião, declararam dissidência ao palanque da legenda, aliada de Armando Monteiro na época, para subir ao do governador Paulo Câmara.

Já prevendo a possibilidade de retaliações, no ato em que anunciou apoio a Armando nessa segunda-feira (3), Luciano Duque disse que estava pronto para qualquer punição. “Na política não podemos ter medo, mas coragem de ousar”, declarou.

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